José Dirceu – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Ex-ministro diz que o Oriente Médio, a economia mundial e as democracias são vítimas da guerra A avaliação de que “uma guerra onde todos perdem” se desenha no cenário internacional foi feita pelo ex-ministro José Dirceu ao comentar a escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo ele, o Oriente Médio, a economia mundial e as democracias figuram como principais vítimas do conflito, em meio ao agravamento das hostilidades e aos impactos globais no setor energético. A análise foi publicada por Dirceu em suas redes sociais nesta terça-feira (7/4), em uma postagem na qual o ex-ministro também abordou os reflexos da crise para o Brasil. “O ultimato de Trump ao Irã e a rejeição do cessar-fogo deixam o mundo em alerta sobre uma guerra onde todos perdem. O Oriente Médio, submetido a ciclos intermináveis de tensão; a economia mundial, sujeita a choques recorrentes; e as democracias, fragilizadas por um ambiente global cada vez mais hostil às normas”, afirmou. O comentário ocorre em meio ao avanço da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que chega ao 39º dia com intensificação dos ataques e aumento das ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo. A escalada inclui bombardeios a alvos em território iraniano, como aeroportos, universidades e instalações petrolíferas, além de declarações cada vez mais duras por parte das lideranças envolvidas. O presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, elevou o tom ao ameaçar a “demolição completa” da infraestrutura estratégica iraniana caso o país não reabra o Estreito de Ormuz dentro do prazo estipulado. Apesar de reconhecer que a resposta iraniana a uma proposta de cessar-fogo foi “significativa”, classificou-a como “insuficiente”. Em reação, autoridades militares iranianas descreveram as ameaças como “delirantes” e associaram a postura norte-americana a um cenário de “vergonha e humilhação” na região. No campo econômico, os desdobramentos do conflito já impactam diretamente os preços da energia e pressionam governos ao redor do mundo. No Brasil, o tema também entrou na agenda do governo federal. Ainda na mesma postagem, Dirceu destacou medidas adotadas para mitigar os efeitos internos da crise. “O Governo federal apresentou um pacote de medidas para conter alta nos preços de combustíveis, reduzindo os efeitos internos e fortalecendo a soberania energética e a segurança do abastecimento no país, garantindo que a população brasileira continue sendo uma das menos afetadas pela crise geopolítica”, escreveu Dirceu. De acordo com o Ministério da Fazenda, cerca de R$ 31 bilhões já foram mobilizados em subsídios e desonerações tributárias com o objetivo de conter a alta dos combustíveis. O ministro Dario Durigan afirmou que o principal desafio é assegurar que esses benefícios cheguem ao consumidor final. Ao ser questionado sobre novas medidas, respondeu: “Ainda não”. Durigan também reforçou a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proteger a população brasileira dos efeitos do conflito internacional. “O presidente Lula nos deu uma diretriz, que é a diretriz de que uma guerra que não tem nada a ver com o Brasil, que a gente tem uma série de críticas a essa guerra, que ela não traga prejuízos à nossa população”, declarou. Com o agravamento das tensões no Oriente Médio e a instabilidade nos mercados globais, o cenário permanece incerto, enquanto lideranças políticas e econômicas buscam conter os impactos de uma crise que, como aponta Dirceu, tende a produzir perdas em múltiplas frentes.
“Uma guerra onde todos perdem”, diz Zé Dirceu sobre agressões dos EUA ao Irã
Ibaneis falta a CPMI do crime organizado
O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) Ibaneis Rocha (MDB) foi convocado dia 31/3 por meio de requerimento do relator da CPMI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), mas recebeu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para não comparecer à reunião. A decisão foi publicada na última quinta-feira. O ex-governador falaria sobre as negociações do banco estatal do Distrito Federal, o BRB, para a compra do Banco Master. O negócio foi impedido pelo Banco Central que, em seguida, liquidou o Master e encaminhou as suspeitas de fraudes no sistema financeiro à Polícia Federal. Na abertura dos trabalhos, o presidente da CPMI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a forma como o STF vem se manifestando com relação aos trabalhos da CPMI. “Todos somos iguais perante a lei, independentemente de raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Só que, no Brasil, uns são mais iguais que outros”, ciritcou o Senador. ” Quando é para agir de forma contundente contra pobre e preto, vale tudo. As leis funcionam, o Código de Processo Penal funciona, o Código Penal funciona, a Lei de Execução Penal funciona. Às vezes, no pobre, nem à segunda instância vai. É transitado e julgado em primeira instância. Agora, quando a gente tenta fazer a apuração de qualquer conduta que envolva crimes de colarinho branco, crimes de sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária, crimes de sonegação fiscal, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, crimes envolvendo agentes políticos, crimes envolvendo outros agentes de outros poderes, temos decisões” ressaltou. Decisão judicialEm sua fala, Contarato citou que vai se “curvar” à decisão judicial, “porque decisão judicial não se discute, se cumpre”, mas que a advocacia do Senado está recorrendo de todas as decisões que, na avaliação dele, vêm inviabilizando os trabalhos da comissão. “É essa a palavra que a população tem que saber”. A população tem que entender que a CPMI está tentando, e tentando com toda a isenção e responsabilidade, tanto da parte do relator quanto da minha parte, enquanto presidente, que a gente apure. Ninguém está acima da lei – disse, ao avaliar as decisões judiciais como “não razoáveis”. A gente aprova, numa CPMI, oitiva de testemunha e o Supremo vem e fala que a testemunha não é obrigada a comparecer. Convocação? Não é obrigada a comparecer. Transferência de sigilo? Não é obrigado. Ora, então não quer que se apure? Por que não quer que se apure? Isso que tem que ser questionado. Quem nada deve, nada teme”, concluiu o senador Fabiano Contarato (PT-ES)
Governo de Goiás realiza Feirão de Empregos com mais de 5 mil vagas
Entrevistas de emprego serão realizadas durante o feirão, na Central Mais Empregos, em Goiânia – Fotos: Retomada Evento promovido em Goiânia reúne empresas com entrevistas no local e oferece oportunidades para jovens e profissionais com diversos perfis e diferentes níveis de experiência O Governo de Goiás promove, nesta quarta-feira e quinta-feira (8 e 9/4), mais uma edição do Feirão de Empregos, com mais de 5 mil oportunidades abertas em Goiânia e na Região Metropolitana. O atendimento será das 8h às 17 horas, na Central Mais Empregos, onde empresas realizarão entrevistas com os candidatos durante o evento. O feirão reúne vagas em diferentes áreas, como hotelaria, saúde, educação, varejo, serviços empresariais, logística e atendimento. Também haverá oferta de oportunidades de estágio. As vagas são destinadas a profissionais com e sem experiência, ampliando as chances para diferentes perfis. Há oportunidades para recepcionista de hotel (com inglês intermediário a avançado), técnico em análises clínicas, analista contábil, gerente de vendas, gerente de compras, analista de e-commerce, recepcionista de laboratório, operador de eventos, mensageiro, camareira, auxiliar de cozinha, auxiliar de limpeza, além de vagas de aprendiz para consultor de vendas e auxiliar administrativo, entre outras. Fotos: Retomada A iniciativa tem como objetivo agilizar processos seletivos e aproximar empregadores e trabalhadores. As empresas oferecem salário fixo, definido durante a entrevista, além de benefícios como vale-alimentação e assistência médica e odontológica. Para estágio, o feirão disponibiliza mais de 400 vagas a estudantes do ensino médio e dos cursos de Engenharia Civil, Administração, Pedagogia, Ciências Contábeis, Marketing, Relações Públicas, Direito, Farmácia e Educação Física. O secretário da Retomada, César Moura, explica que os feirões são importantes tanto para o trabalhador que procura uma oportunidade como também para a empresa que precisa preencher a vaga. “Nossa missão é destravar esse processo de contratação e contribuir com o crescimento econômico do nosso estado, porque as empresas precisam do trabalhador para aumentar a oferta de vendas e serviços”, destaca. Para participar, os interessados devem comparecer ao local portando documento pessoal com foto e comprovante de endereço. A orientação é chegar cedo para estar entre as primeiras entrevistas. Serviço Assunto: Governo de Goiás realiza Feirão de Empregos Quando: 8 e 9 de abril (quarta e quinta-feira) Horário: das 8h às 17 horas Onde: Central Mais Empregos – Avenida Araguaia, esquina com a Rua 15, Centro, Goiânia (GO)
Preço do petróleo despenca nos EUA após recuo de Trump na guerra do Irã
Divulgação Mudança de postura de Donald Trump reduz tensões no setor de combustíveis e derruba as cotações do barril de petróleo nos EUA O preço do petróleo Brent despencou mais de 10% nesta terça-feira (7/4), após o presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, interromper os ataques contra o Irã por duas semanas. No mercado internacional, a cotação está em US$ 93 por barril na cotação mais recente, após registrar US$ 109 no começo da manhã. Na última segunda (6/4), a commodity fechou em US$ 103,43. Já o petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI) caiu para pouco mais de US$ 96 por barril, também na cotação mais recente, após o anúncio de Trump. Desde o fim de fevereiro, o conflito entre EUA e Irã provocou forte instabilidade no mercado global de energia, sobretudo porque o Irã chegou a bloquear o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, reduzindo a oferta e elevando os preços. A queda ocorre com a perspectiva de redução das tensões e de normalização da oferta após o recuo de Trump. “Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, anunciou ele pelas redes sociais. De acordo com o republicano, a decisão de adiar a ofensiva está “condicionada à concordância da República Islâmica do Irã com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz”.
Caiado se muda para SP, mira eleitor indeciso e busca vice que torne chapa mais competitiva
“Estou morando na casa das minhas filhas”, afirmou Caiado à GloboNews nesta terça (7/4), durante evento na capital paulista Após renunciar ao governo de Goiás para concorrer à presidência, Ronaldo Caiado (PSD) mudou-se para São Paulo. “Estou morando na casa das minhas filhas”, afirmou à GloboNews nesta terça (7/4), durante evento na capital paulista. São Paulo, maior colégio eleitoral do país, deve ser a principal base de Caiado durante as eleições. Entre os motivos, segundo um aliado, a facilidade de deslocamento para outras cidades e estados e o fato de abrigar a sede de seu partido. Também deve passar parte do tempo em Brasília. Caiado confirmou a candidatura à presidência no dia 30 de março, em evento na sede do partido com aliados. Ocorreu dias após a filiação ao partido, no dia 14 de março, na cidade de Jaraguá, em Goiás. Nesta etapa inicial da corrida eleitoral, a estratégia da campanha será apresentar Caiado aos eleitores que ainda o desconhecem, focando a sua experiência na política e no governo estadual. Querem atrair o que chamam de eleitor “desiludido” e não polarizado, que votaria em Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) por falta de opção ou rejeição a um dos dois. Colocar-se como uma alternativa à polarização tem sido um dos focos de Caiado. Durante discurso em que anunciou a candidatura, afirmou que a polarização representa um atraso inimaginável e que uma das formas de quebrá-la será oferecendo uma anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro — seu primeiro ato caso seja eleito, prometeu. Para sustentar o argumento de que não é radical, deve se valer da boa taxa de aprovação no governo estadual: 88%, segundo a Quaest. A estratégia é afirmar que não seria possível alcançá-la se não fosse aberto ao diálogo. O candidato a vice segue em aberto. Questionado sobre qual seria a característica que não poderia faltar no escolhido ou escolhida, Caiado disse que precisa ser alguém que agregue votos. Um aliado defende que seja alguém que ajude com mais tempo de propaganda de TV. O tempo dependerá do arco de alianças a ser formado. Tarefa que será desafiadora, já que o campo da direita conta também com a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em maio, serão veiculadas inserções do PSD na televisão. Caiado tem repetido que está pronto para jogar o jogo e tem se mostrado otimista com a disputa. É a segunda vez que entra na disputa para a presidência — a primeira foi em 1989. De acordo com a última pesquisa Quaest, divulgada em março, quando ainda não havia confirmado a candidatura à presidência, Caiado tem 4% das intenções de voto no primeiro turno. No segundo, tem 32% contra 44% de Lula.
Se Caiado tiver 15% dos votos ‘está ótimo’, diz Kassab
Durante participação em painel do 12º Fórum Anual de Investimentos do banco Bradesco BBI, Kassab também destacou é muito importante para o País que tenha a alternativa de votar em Caiado, “nem que fosse para perder” – Foto: Reprodução/PSD Brasil via Youtube “Vão falar: ‘mas não vai para o segundo turno’. Bom, mas se não for para o segundo turno – e eu acho que pode ir e se tiver 15%, ótimo – são 15% com os quais nós vamos chamar alguém, porque essa alternativa é séria, e dizer: ‘olha, nós vamos apoiar porque nós queremos isso, isso, isso’”. Caiado foi escolhido como pré-candidato do PSD após disputar a indicação com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em declarações recentes, Kassab afirma que seu candidato será “a melhor via” da disputa. Ao anunciar a pré-candidatura, o goiano destacou que seu primeiro ato será conceder anistia aos condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O propósito de quem está com a candidatura do Caiado é, efetivamente, melhorar o País. Não tem nenhuma vaidade”, continuou Kassab. “O voto do Lula e o voto do Bolsonaro têm uma rejeição muito grande. Ambas as candidaturas têm rejeição maior que 40%, é algo muito expressivo.” O presidente do PSD salientou que há um prazo de três meses para Caiado alcançar 10% e avaliou que o desafio é chegar ao fim de junho com esse patamar. Disse ainda que uma candidatura consolidada em 10% no início de julho, quando ocorrem as convenções e a campanha pode efetivamente começar, é um objetivo a ser perseguido e considerado, por ele, factível. “O voto do Lula não é um voto consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. E do Flávio Bolsonaro é a mesma coisa”, disse Kassab. “Então, como há muita fluidez no apoio deles, é possível, sim. Acho que é uma esperança.” Caiado foi escolhido como pré-candidato por ter mais chances de chegar no segundo turno, diz Kassab. Ele disse acreditar que a carga tributária do País já figurava entre as mais altas do mundo e avaliou que agora de fato se consolidou nesse patamar, com uma perspectiva considerada muito ruim. Defendeu a realização de uma reforma administrativa para reduzir o tamanho do Estado e ampliar privatizações, de modo a liberar recursos sem elevar a carga tributária, com foco em investimentos em infraestrutura e melhorias em saúde e educação, além de um Estado mais enxuto e eficiente. Por fim, criticou novamente o PT, dizendo que o partido promove um Estado cada vez mais “gordo” e arrecadatório, o que classificou como prejudicial ao País.
Daniel Vilela lidera disputa pelo governo de Goiás, aponta Paraná Pesquisas
Daniel Vilela – Foto: Reprodução/X/@DanielVilela15 Pesquisa do Paraná Pesquisas mostra Daniel Vilela na liderança para o governo de Goiás e alta aprovação de Ronaldo Caiado, com 84,7% A mais recente sondagem eleitoral indica que Daniel Vilela (MDB) aparece na liderança na corrida pelo governo de Goiás em 2026, segundo levantamento que também avaliou a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado, cuja aprovação alcança 84,7%. Os dados são de pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 1º e 3 de abril de 2026 com 1.310 eleitores em 60 municípios do estado, com margem de erro de aproximadamente 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95% Liderança consolidada em cenários estimuladosNo principal cenário estimulado, Daniel Vilela registra 43,4% das intenções de voto, mantendo vantagem sobre Marconi Perillo, que aparece com 24,4%. Wilder Morais soma 11,5%, enquanto Adriana Accorsi tem 9,2%. Outros nomes apresentam percentuais residuais Em um cenário alternativo, sem a presença de alguns adversários, Vilela amplia ainda mais a liderança, chegando a 54% das intenções de voto. Nesse caso, Wilder Morais aparece com 15,9% e Adriana Accorsi com 14,3% Já em outra simulação, com a inclusão de Marconi Perillo, Vilela mantém a dianteira com 46,6%, seguido por Perillo, que atinge 26,9%. Wilder Morais aparece com 11,6% Crescimento em relação a 2025A comparação com levantamento anterior, realizado em dezembro de 2025, mostra avanço de Daniel Vilela. No cenário principal, ele passou de 39,3% para 43,4% das intenções de voto, consolidando a posição de liderança na disputa No segundo cenário, o crescimento também é observado, com o candidato saindo de 48,6% para 54% Baixa rejeição entre os candidatosO levantamento também mediu a rejeição dos principais nomes. Daniel Vilela aparece com 11,7%, índice inferior ao de outros concorrentes como Marconi Perillo, que lidera nesse quesito com 37,3%
Daniel Vilela destaca importância dos investimentos para diversificação econômica no campo
Durante a Tecnoshow, em Rio Verde, o governador Daniel Vilela entrega benefícios para impulsionar o desenvolvimento do setor rural – Fotos: Júnior Guimarães e Rômulo Carvalho Iniciativa destina R$ 473 mil a famílias rurais de seis municípios durante Tecnoshow, em Rio Verde; objetivo é diversificação econômica e formação de novos roteiros turísticos em Goiás O governador Daniel Vilela destacou os investimentos para diversificação econômica no campo, citando os cartões do programa Agro é Social e as certificações voltadas para empreendedorismo em turismo rural. A solenidade, integrada à programação da Tecnoshow, em Rio Verde, destinou investimento de R$ 473 mil em qualificação e acesso a crédito para produtores rurais. “É uma nova alternativa de desenvolvimento e renda para os nossos pequenos e médios produtores”, frisou o governador. Fotos: Júnior Guimarães e Rômulo Carvalho A ação integra o programa Aconchego Rural, iniciativa do Governo de Goiás que, nesta etapa, contemplou produtores de seis municípios goianos: Acreúna, Jataí, Paraúna, Petrolândia, Rio Verde e Santa Helena. “A iniciativa contribui para que as famílias que vivem no campo possam também receber pessoas e mostrar que é bom viver no campo, contemplar a natureza, ver a nossa produção e a força econômica que o setor rural oferta para o estado”, acrescentou. A ação fomenta turismo em comunidades e áreas afastadas dos centros urbanos. O foco é valorizar a cultura local e novas oportunidades de desenvolvimento para as famílias do campo, principalmente as que estão em condições de vulnerabilidade social. Daniel enfatizou que vai manter um olhar atento ao segmento. “Seguiremos juntos no fortalecimento das políticas públicas que vão atender os pequenos e médios desse Estado, vão ter o meu empenho e da Iara na garantia de um Goiás cada vez mais social, mais abrangente, mais acolhedor”, enfatizou. Fotos: Júnior Guimarães e Rômulo Carvalho A coordenadora do Goiás Social e primeira-dama, Iara Netto Vilela, endossou a abordagem estratégica para a geração de renda, explorando agricultura, artesanato, culinária local, entre outros atrativos. “Temos aqui as entregas para que possam iniciar ou alavancar seu negócio e, consequentemente, movimentar a economia da região”, afirmou. A medida soma educação ambiental, articulação institucional para impulsionar o potencial turístico em cada localidade e, em paralelo, o crédito social promove autonomia econômica e estímulo à criação ou expansão de empreendimentos familiares. “O turismo rural tem crescido no Brasil, na verdade, no mundo inteiro. O Brasil tem um potencial gigantesco e, em especial, o estado de Goiás”, afirmou o presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Rafael Gouveia. “Temos feito um trabalho também de levar, cada vez mais, inovação para esse público, tecnificando e mecanizando as suas propriedades, mostrando que, de fato, o governo de Goiás é o governo que realmente tem revolucionado esse segmento”, pontuou. Espaço estratégico A estrutura do Governo na Tecnoshow apresenta ao público visitante os programas estaduais direcionados à cadeia do agronegócio, bem como promove plantão técnico, Feira do Produtor, encontro com secretários municipais e reunião do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), além de palestras, degustações de comidas regionais e apresentações culturais. “O nosso trabalho é de continuidade. É fazer o que está dando certo ter mais velocidade, com apoio do governador, para que a gente possa continuar avançando e muito mais rápido”, afirmou o novo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal. O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, reforçou que Daniel Vilela tem legitimidade para elevar ainda mais os patamares dos serviços oferecidos pelo Estado. “Daniel já está nos representando e muito, não tenho dúvida que ele vai colocar Goiás em primeiro lugar do Brasil em todos os indicadores de qualidade de vida e de bem-estar social que nós merecemos”, enalteceu ao mencionar o governador. A feira prossegue até o próximo dia 10 de abril, com a presença de expositores, produtores rurais, pesquisadores, empresas e especialistas de diversas regiões do país. Diálogo Estratégico Durante a permanência na feira, o governador visitou estandes e reforçou a prioridade em manter um olhar atento às demandas do setor agropecuário. “Quero reforçar que o setor vai ter uma cadeira cativa ao meu lado, para que a gente possa estar sempre buscando as soluções e fortalecer as ações aí para o setor cada vez mais ajudar também o crescimento do Estado”, assinalou durante um encontro com representantes da Associação dos Produtores de Soja, Milho e outros Grãos Agrícolas do Estado de Goiás (Aprosoja). Fotos: Júnior Guimarães e Rômulo Carvalho Daniel Vilela garantiu comunicação aberta e compromisso com ações que valorizem o potencial de crescimento do agro. O presidente da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Outros Grãos Agrícolas (Aprosoja), Clodoaldo Calegari, reforçou a importância do diálogo e a aproximação das entidades que representam o setor. “Precisamos dessa proximidade com o governo, porque dependemos de políticas duradouras, de longo prazo. Inclusive, quero parabenizar pela iniciativa do Grupo de Trabalho para o desenvolvimento do Vale do Araguaia, do qual estamos participando. É muito importante esse tipo de reunião e de diálogo. Só assim que conseguiremos construir pontos”, enalteceu.
Governo anuncia nova subvenção para baratear preço do diesel
A medida valerá nos meses de abril e maio deste ano O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6/4), uma medida provisória que concede uma nova subvenção ao diesel importado, de R$ 1,20 por litro do combustível. O programa contará ainda com a participação dos estados, que irão arcar com R$ 0,60. A medida valerá nos meses de abril e maio deste ano. Apesar da expectativa por uma unanimidade na adesão dos estados ao programa, o ministro Dario Durigan, da Fazenda, informou que 25 estados confirmaram que vão aderir à proposta. Entretanto, em contrapartida, os importadores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor. Custo A medida valerá nos meses de abril e maio deste ano e, segundo o governo, terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados. O governo anunciou também uma subvenção ao diesel nacional de R$ 0,80 por litro. A medidas consta num pacote de ações para conter o preço do combustível no território nacional. Esta subvenção terá custo estimado de R$ 3 bilhões por mês, segundo o governo federal. A subvenção durará por dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois meses. Também em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.
O desaparecimento da menina do Vaticano
©Getty Images O que realmente aconteceu com Emanuela? Ela foi um peão em um jogo de poder da Guerra Fria, vítima de retaliação da Máfia ou silenciada para encobrir abusos nos mais altos escalões da Igreja Católica? Em uma noite quente do verão de 1983, uma jovem de 15 anos chamada Emanuela Orlandi saiu do apartamento de sua família na Cidade do Vaticano e sumiu no coração de Roma (Itália). O que começou como um caso de desaparecimento local logo se transformou em um dos mistérios mais intrincados, duradouros e perturbadores da história italiana moderna. Mais de quatro décadas após o desaparecimento de Emanuela, a busca por ela rendeu inúmeras teorias, revelações dramáticas e pistas falsas devastadoras, tudo isso ao mesmo tempo em que destacava o funcionamento interno opaco do Vaticano e sua relação difícil com a justiça e a transparência. O que realmente aconteceu com Emanuela? Ela foi um peão em um jogo de poder da Guerra Fria, vítima de retaliação da Máfia ou silenciada para encobrir abusos nos mais altos escalões da Igreja Católica?














