Hamilton Mourão e Lula – Foto: YouTube/Gov “Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio”, confirmou o general. “Certamente vão pegar no meu pé. Hoje em dia, se o cara não está preso, já é considerado traidor…”, comentou o político ao jornal O Globo Hamilton Mourão, senador pelo Republicanos-RS e ex-vice-presidente de Bolsonaro, confirmou ter conversado com o presidente Lula durante a cerimônia do Dia do Soldado em Brasília. Lula pediu apoio de Mourão para a tramitação do projeto de lei dos minerais críticos no Senado. Mourão afirmou que dará apoio à iniciativa, destacando que respondeu positivamente ao pedido do presidente. O encontro chamou atenção porque Mourão foi vice no governo Bolsonaro, mas agora se posiciona favoravelmente a uma pauta do governo Lula. O projeto já foi aprovado pela Câmara em maio, aguarda votação no Senado, e cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, voltada à pesquisa, extração e transformação desses recursos. Prevê a criação de um Conselho Nacional para validar contratos e parcerias internacionais. O governo considera estratégico para áreas como transição energética, tecnologia e segurança nacional. Mourão disse que prevê críticas de setores bolsonaristas, que podem acusá-lo de “traição” por apoiar Lula. O presidente não se pronunciou publicamente sobre o diálogo. “O PR (Presidente da República) falou comigo sobre o projeto dos minerais críticos, pedindo apoio do Senado. Só isso”, disse Mourão em papo com jornalistas. “Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio”, confirmou o general. “Certamente vão pegar no meu pé. Hoje em dia, se o cara não está preso, já é considerado traidor…”, comentou o político ao jornal O Globo.
Mourão declara apoio a Lula e desabafa: “Vão me chamar de traidor”
Cururu desce a lenha em Flávio Bolsonaro
Maria José Cardoso e Flávio Bolsonaro – Reprodução / Divulgação Maria José Cardoso desce a lenha em Flávio Bolsonaro e bota o dedo na ferida: “Nojo” A influenciadora digital e analista política Maria José Cardoso, também conhecida como Maria Cururu, não perdoou ao ser questionada sobre o Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, do PL (Partido Liberal) pelo estado do Rio de Janeiro, e sobre o Presidente da República Federativa do Brasil, o excelentíssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva, do PT SP (Partido dos Trabalhadores pelo estado de São Paulo). A beldade perdeu as estribeiras e detonou de vez com pergunta indiscreta de fã. “Maria, esse ano você vai votar em Lula ou Flávio Bolsonaro? Beijos, diva do Etrom mineiro“, declarou o fã em caixinha de perguntas na rede social Instagram do grupo Meta. A artista Maria José Cardoso então leu a pergunta e depois se irritou. “Que nojo! Que asco! Eu sou da esquerda. Sou da ESQUERDA! Me erra!“, detonou Maria de vez. Na web, a fala da famosa dividiu opiniões e deu o que falar. “A igreja não conseguiu manipular nossa diva”, disse um. “Que bom que a igreja não conseguiu transformá-la em bolsonarista ”, disse outro. “Sempre soube que era entidade da esquerda. Laroyê, Dona Sete Costas! ”, comentou um terceiro. “Maria sempre respondendo os comentários dela com muita elegância e gentileza…. É uma Lady… Maria perfeita, a paz”, falou mais um.
Caiado chama Lula de “o grande agiota no Brasil”
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto Declaração de Ronaldo Caiado foi dada durante sabatina no Jornal Nacional, ao responder sobre o endividamento de brasileiros e empresas O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o programa Desenrola — criado pelo governo federal para renegociação de dívidas da população — e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se tornou “o grande agiota no Brasil”. A declaração foi dada nesta terça-feira (25/8), durante sabatina no Jornal Nacional / Globo. Questionado sobre como pretende enfrentar o alto endividamento de brasileiros e empresas e financiar medidas de ampliação do crédito previstas em seu plano de governo, Caiado criticou as políticas de renegociação de dívidas adotadas pela gestão Lula. O candidato citou o Desenrola, criado para facilitar a renegociação de débitos de pessoas inadimplentes, e acusou o presidente de estabelecer condições que, segundo ele, prejudicam os consumidores. “Você tinha que perguntar para o Lula quando ele fala do Desenrola: ele é que te enrolou. O Lula que te enrolou. O Lula passou a ser o grande agiota no Brasil. E ele agora faz com que você esteja com taxa de juros mínima de 20%. Para qualquer banco que você for, você já gastou tudo, não conseguiu nada, você já gastou tudo em qualquer banco. Agora, o que está acontecendo? Ele vai fazer o seguinte: agora você pega o seu Fundo de Garantia, que é a sua garantia, que é a sua poupança, e você vai pagar o agiota”, afirmou. A declaração também faz referência à possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS em determinadas operações de renegociação previstas pelo programa. Na modalidade atualmente regulamentada, o uso do FGTS pode ser empregado para amortização parcial ou quitação das dívidas, conforme as condições estabelecidas. O que é o DesenrolaO Desenrola Brasil é um programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas em atraso. A iniciativa busca facilitar a recuperação financeira de pessoas endividadas por meio de condições mais favoráveis de pagamento. A versão atualmente em vigor permite a renegociação de determinadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que estejam em atraso entre 91 dias e dois anos. O programa atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos e prevê descontos de até 90%, juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses. Também é possível, em determinadas condições, utilizar parte do saldo do FGTS para amortizar ou quitar a dívida. Segundo o governo federal, a iniciativa foi criada com o objetivo de reduzir a inadimplência e permitir que famílias voltem a ter acesso ao crédito.
Sonegação: Operação prende suspeitos de fraudes
Polícia Militar e fiscalização tributária participam da Operação Safra Oculta, que investiga esquema de sonegação fiscal no comércio de grãos — Foto: Divulgação/MP-GO R$ 90 milhões de impostos sonegados: operação prende suspeitos de fraudes na venda de grãos em Goiás e mais quatro estados Uma operação do Ministério Público de Goiás (MPGO) prendeu suspeitos de participar de um esquema de sonegação fiscal no comércio de grãos em Goiás e outros quatro estados. Segundo o órgão, duas das principais empresas investigadas acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS. Uma delas chegou a movimentar quase R$ 200 milhões em um curto período. A Operação Safra Oculta foi deflagrada nesta quarta-feira (26/8) e investiga suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Segundo o promotor de Justiça Denis Bimbati, seis pessoas haviam sido presas até o início da tarde. Como os nomes dos suspeitos não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar as defesas. De acordo com o MPGO, o esquema utilizava empresas conhecidas como “noteiras”, criadas para emitir documentos fiscais e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações de compra e venda de grãos. Essas empresas seriam registradas em nome de pessoas que não tinham patrimônio compatível com as movimentações financeiras. “São empresas criadas exclusivamente para fraudar os cofres públicos. Só essas duas empresas que nós estamos tratando hoje devem para Goiás R$ 90 milhões”, afirmou o promotor Denis Bimbati em entrevista à TV Anhanguera. Como funcionava o esquema Segundo o promotor, produtores que queriam evitar o pagamento dos tributos recorriam às empresas investigadas. A cadeia passava pelo produtor de grãos, por corretores, pelas chamadas empresas noteiras e chegava às empresas que recebiam a produção. Na prática, conforme a investigação, as empresas de fachada apareciam formalmente nas operações e acumulavam as dívidas tributárias. Como estavam registradas em nome de pessoas sem patrimônio, os verdadeiros responsáveis pelas negociações ficavam ocultos e protegidos das cobranças. “Eles criam empresas em nome de pessoas sem condições de ter essas empresas justamente para que essas contas sejam direcionadas para essas pessoas que não têm nenhum patrimônio. E assim os verdadeiros donos são blindados”, explicou Bimbati. O promotor afirmou que a investigação sobre o esquema começou há cerca de dois anos e que o prejuízo provocado por fraudes envolvendo o comércio de grãos pode ser muito maior do que os R$ 90 milhões já identificados nas duas empresas. “Essa fraude, porque elas não são as únicas, é bilionária. Nós podemos estar falando de bilhões perdidos pelo estado de Goiás para sonegação de grãos”, afirmou. Produtores também são investigadosSegundo o MPGO, não há medidas judiciais contra produtores rurais nesta fase da operação, mas a investigação também busca identificar produtores e empresários que possam ter usado o esquema para esconder a participação nas operações e deixar de recolher os impostos devidos. Bimbati ressaltou que a investigação não envolve produtores de forma generalizada e que muitos recolhem os impostos corretamente. Segundo ele, a fraude também provoca concorrência desleal, já que quem deixa de recolher os tributos consegue reduzir os próprios custos. O MPGO informou que três contadores estão entre os investigados por suspeita de atuação direta na estruturação e manutenção do esquema. Operação em cinco estadosOs mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Goiânia e são cumpridos em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. A operação tem participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Goiás (Cira-GO), da Secretaria de Estado da Economia e das polícias Civil e Militar de Goiás. Também participam integrantes dos Ministérios Públicos dos outros estados envolvidos. Ministério Público do Estado de Goiás, em Goiânia — Foto: MP-GO/Divulgação Segundo o MPGO, os materiais apreendidos durante a operação serão analisados e as investigações continuam para identificar a extensão do esquema e outros possíveis beneficiários. Novas medidas judiciais poderão ser solicitadas durante a apuração.
Gêmeas siamesas passam por nova etapa de preparação para cirurgia de separação no Hecad
Equipe multiprofissional do Hecad atua no procedimento de colocação dos expansores de pele nas gêmeas Maria Helena e Maria Eva Fotos: Laís Castilho e Iron Braz Maria Helena e Maria Eva foram submetidas a novo procedimento, nesta quarta-feira (26/8), para colocação de expansores de pele na região torácica As gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva passaram, nesta quarta-feira (26/8), por mais uma etapa de preparação para a futura cirurgia de separação de corpos, no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia – Goiás. O procedimento para colocação de expansores de pele na região torácica teve duração de aproximadamente duas horas e foi realizado sem intercorrências. Naturais do interior de São Paulo, gêmeas siamesas são acompanhadas por equipe multiprofissional do Hecad – Laís Castilho e Iron Braz Naturais de São Paulo, as crianças nasceram unidas pelo abdômen e recebem acompanhamento especializado multiprofissional no Hecad desde julho deste ano, quando chegaram à unidade. Os dispositivos colocados nesta quarta-feira, sob a pele das pacientes, serão preenchidos gradualmente ao longo das próximas semanas, permitindo a expansão do tecido e aumentando a quantidade de pele disponível para auxiliar na reconstrução e no fechamento das áreas envolvidas na futura separação. O procedimento contou com a atuação integrada de diferentes especialidades, entre elas cirurgia plástica, cirurgia pediátrica e cirurgia vascular, além das equipes de anestesiologia e enfermagem. Depois da cirurgia, as pacientes seguem sob acompanhamento da equipe assistencial da unidade. Segundo o cirurgião plástico do Hecad, Rogério Hamú, a colocação dos expansores é um procedimento que exige cuidado com as crianças, desde a anestesia até o acompanhamento pós-operatório. “Por serem pacientes pequenas e compartilharem estruturas, é necessário um cuidado intensivo e uma avaliação constante”, destaca. O cronograma prevê ainda uma segunda etapa de preparação com o implante de novos expansores, desta vez na região abdominal. A data da cirurgia final de separação depende da evolução clínica e da resposta dos tecidos das irmãs nos próximos meses.
Frank Fiegel, o “Verdadeiro Popeye” era forte e destemido
Frank Fiegel: o homem que inspirou o verdadeiro Popeye – Foto: Instagram Ainda hoje, Popeye é lembrado por sua bravura e força Frank Fiegel, conhecido como o verdadeiro Popeye, era famoso por sua incrível força e por nunca recuar diante de uma briga, características que inspiraram o famoso personagem dos desenhos animados. Assim como Popeye, Fiegel tinha uma personalidade destemida e era reconhecido por sua coragem e vigor físico. No entanto, ao contrário do personagem que popularizou o consumo de espinafre, Fiegel tinha uma preferência peculiar: ele gostava de fumar seu cachimbo, que se tornou uma de suas marcas registradas. Essa diferença não diminuiu a comparação com o marinheiro fictício, pois sua vida real refletia muitas das aventuras e características que tornaram Popeye tão querido pelo público. Peputação Frank Fiegel viveu em uma época em que as histórias sobre pessoas com habilidades extraordinárias se espalhavam rapidamente, e sua reputação de homem forte e corajoso se consolidou na cidade onde morava. Sua figura foi tão marcante que acabou servindo de inspiração para os criadores do personagem Popeye, que estreou nas tirinhas de jornal em 1929. A influência de Fiegel no mundo dos desenhos animados é um exemplo de como a realidade pode inspirar a ficção, criando personagens que transcendem gerações e deixam um legado duradouro. Ainda hoje, Popeye é lembrado por sua bravura e força, características que, em parte, foram herdadas de Frank Fiegel, o homem que realmente existiu e cujo espírito indomável continua a inspirar.
Luxemburgo Senador da República?
Imagem: Fórum O desempenho político no Tocantins do ex-técnico da Seleção Brasileira, de vários do Brasil e também do Exterior , segundo as últimas pesquisas de intenções de votos Depois de ensaiar candidaturas em eleições passadas, o ex-técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo é oficialmente candidato ao Senado pelo estado do Tocantins em 2026. Ele quase havia saído pelo PSB em 2022 e agora postula uma das duas vagas em jogo concorrendo pelo Podemos. Duas pesquisas divulgadas nesta semana mostram como está o ex-treinador em relação a seus adversários. A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (25/8) e encomendada pela TV Anhanguera, nos resultados combinados das duas opções de voto, o senador Eduardo Gomes (PL) registra 14% das intenções de voto, seguido de perto por Gaguim (União), com 13%. O ex-deputado federal Paulo Mourão (PT) aparece com 9%, e Alexandre Guimarães (MDB) com 8%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro estão em situação de empate técnico. Na sequência aparecem os dois candidatos do Podemos, o ex-deputado federal Ronaldo Dimas, com 6%, e Vanderlei Luxemburgo, com 5%. O deputado federal Eli Borges (Republicanos) tem 4%. Segundo a Quaest, o percentual de indecisos alcança 24% e o de votos em branco e nulos totaliza 10%. Para a primeira escolha, Eduardo Gomes mantém a liderança com 16%, seguido por Gaguim (14%), Paulo Mourão (12%) e Alexandre Guimarães (10%). Já para a segunda vaga, Gomes e Gaguim aparecem empatados com 12% cada, enquanto Paulo Mourão e Alexandre Guimarães registram 6% cada. A indecisão para a segunda vaga é ainda maior, atingindo 31%, com 13% de votos em branco e nulos. Apenas 47% dos entrevistados afirmam ter uma decisão consolidada, enquanto 52% declaram que ainda podem mudar o voto até as eleições de 4 de outubro. A pesquisa Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026 e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo TO-02161/2026. Pesquisa Real Time Big DataJá na pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (26/8), Eduardo Gomes aparece à frente com 26% das intenções de voto, seguido por Alexandre Guimarães, que registra 18%. Na sequência, figuram Gaguim, com 10%; Vanderlei Luxemburgo, com 9%; Ronaldo Dimas, com 8%, e Eli Borges , com 7%. Paulo Mourão alcança 6%, e Professor Osvaldo (PSOL) soma 3%. Os candidatos Fábio Ribeiro (Rede), Helio Rodrigues Bolsonaro (Democrata) e Nilton Santos (Novo) registram 1% cada. Do total de eleitores, 5% votariam em nulo ou branco, e outros 5% não sabem ou não responderam. A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores do Tocantins, entre os dias 21 e 25 de agosto, por meio de entrevista presencial. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no TSE sob o protocolo TO-09655/2026.
O que Ronaldo Caiado disse em entrevista à TV Globo
Imagem: © Globo/ Manoella Mello Caiado foi entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu, em entrevista à TV Globo nesta terça-feira (25/8), a anistia aos condenados por atos relacionados à tentativa de golpe de Estado ocorrida em janeiro de 2023, a criação de uma polícia conjunta formada por países da América do Sul, disse que fará uma reforma da Previdência, mas não respondeu se irá ou não mudar a idade mínima para aposentadoria. Caiado foi o segundo entrevistado da série exibida pela Globo após o Jornal Nacional. A emissora realiza as entrevistas ao longo desta semana com seis candidatos à Presidência. Antes dele, já participou o candidato Romeu Zema (Novo). Nos próximos dias, deverão participar: Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante). Durante a entrevista, Caiado foi questionado sobre temas como seus planos para a segurança pública, previdência social e endividamento das famílias. No primeiro bloco, Caiado disse que enviará um projeto ao Congresso Nacional prevendo a anistia a todas as pessoas condenadas por crimes relacionados aos de janeiro de 2023. Segundo ele, a ideia seria “pacificar” o país e acabar com a polarização política. “O traço do brasileiro, César Tralli, não é construir o ódio. Não é construir esse processo de revanche eterna. Isso é histórico no Brasil. Desde o Império temos anistia […] Nós precisamos acabar com essa polarização. Nós temos que pacificar o país. Ninguém aguenta mais essa situação. Esse clima está criando, como sempre, esse processo de um contra o outro”, disse o candidato. Ao defender a medida, Caiado comparou a anistia que ele pretende conceder ao processo judicial que fez o Supremo Tribunal Federal (STF) anular as condenações do presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato. “[Vai ser] da mesma maneira que, de uma forma especial, o Supremo também concedeu ao ex-presidente Lula. Ele foi condenado em todas as instâncias”, disse Caiado. A decisão do STF, no entanto, não foi anistia. A anulação dos processos contra Lula se deu depois de o Supremo entender que Lula havia sido condenado por um foro indevido. Ele havia sido condenado pela Justiça Federal do Paraná, mas o Supremo entendeu que o caso deveria ter tramitado na Justiça Federal de São Paulo. Polícia Sul-AmericanaCaiado também defendeu a criação de uma força policial constituída por integrantes dos países da América do Sul. Ele criticou a situação da segurança pública no Brasil. “O Brasil é a Disneylândia do narcotráfico”, disse. Em seu programa de governo, o projeto é chamado de Sulpol. Segundo o candidato, a corporação atuaria no mesmo formato que a Europol, da Europa. Segundo ele, o fato de ele ser um candidato de direita facilitaria a organização da “Sulpol”. Segundo Caiado, integrantes de outros países que pertençam a essa nova polícia poderão realizar operações em território brasileiro. “Essa polícia vai poder entrar [no Brasil], desde que esteja tratando de assunto de contrabando, de armas, de lavagem de dinheiro e drogas. Você não precisa ter limite. Ela vai passar para os outros país e eles também terão toda liberdade de adentrar o Brasil”, afirmou Caiado. Ao falar sobre ação de outros países em território nacional, Caiado foi questionado sobre se autorizaria ações realizadas pelos Estados Unidos da América (EUA) em território nacional. Sobre o assunto, ele disse que não via motivos para autorizar a ação norte-americana no Brasil. “Eu não tenho porque autorizá-los. Pra quê, se nós vamos tratar entre nós aqui. Somos dez países”, disse Caiado fazendo referência à sua proposta. A menção a possíveis ações dos EUA no Brasil é uma referência ao anúncio feito pelo governo norte-americano nas últimas semanas de que iria realizar ações de combate ao narcotráfico na América Latina. O anúncio é visto como preocupante por integrantes do governo Lula, que também criticaram a designação de facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo diz estar preocupado que essa designação abra caminho para ações militares em território brasileiro. Reforma da PrevidênciaCaiado também foi questionado sua proposta para o regime de Previdência Social no Brasil. Ele, no entanto, não respondeu diretamente se mudaria ou não a idade mínima para aposentadoria no país. O tema é controverso pois especialistas afirmam que uma das saídas para tornar o sistema de previdência brasileiro sustentável seria aumentar a idade mínima para o cidadão se aposentar. Por outro lado, a medida é considerada impopular e difícil de defender junto ao eleitorado. “Eu vou chamar as melhores cabeças do Brasil. Todas elas vão se sentar, porque eu gosto de estudar e gosto de ouvir. Vou chamar todas as pessoas e vou dizer: ‘Olha, qual é a condição de sustentabilidade do nosso sistema de previdência?’”, disse Caiado. Indagado novamente sobre sua proposta em relação ao tema, Caiado voltou a não responder diretamente a pergunta. “Eu não tenho condições de detalhar minúcias sobre aquilo que eu fiz”, disse em relação ao seu plano de governo. Quem é o candidato?Ronaldo Caiado tem 76 anos. Ele é médico e produtor rural, mas foi na política que ele construiu a maior parte de sua carreira. Ele foi governador de Goiás por dois mandatos (entre 2019 e 2026), deputado federal e senador da República. Sua trajetória sempre esteve atrelada à defesa do agronegócio. Politicamente, Caiado se apresenta como um candidato de direita e tenta combinar sua ligação com o agronegócio com a imagem de um político experiente e de perfil mais moderado que os demais no campo da direita. Caiado entrou na política como lideranças ruralista do país no final dos anos 1980. Foi um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR), entidade criada na década de 1980 em meio às discussões sobre reforma agrária. Ele disputou pela primeira vez a Presidência da República em 1989. Naquela eleição, a primeira para presidente depois da redemocratização, Caiado tentou se apresentar como representante do interior e do agronegócio. Terminou a disputa em décimo lugar, com menos de
Carinho por boi de estimação fez dona continuar sem comer carne
Gisele e o boi Cacique na fazenda — Foto: Arquivo pessoal/Gisele Oliveira Gisele Oliveira criou um forte vínculo com Cacique, um boi que chegou à propriedade ainda pequeno e assustado. Animal reconhece a voz dela, atende aos comandos e gosta de receber carinho O boi Nelore manso de estimação, que foi filmado recebendo carinho após ser chamado pelo nome, em São Miguel do Passa Quatro na região sudoeste do estado de Goiás fez a sua dona continuar sem comer carne vermelha. Gisele Oliveira, de 42 anos, conta que criou uma relação de afeto com Cacique, um boi que chegou à propriedade ainda pequeno e que, com o tempo, passou a se aproximar dela. Gisele já não comia carne vermelha havia cerca de 20 anos. Segundo ela, a convivência com Cacique reforçou a decisão de continuar sem consumir o alimento. “Eu parei de comer carne vermelha também por conta dele. A minha relação com ele fortaleceu minha decisão”, disse Gisele.Em um vídeo publicado nas redes sociais, Gisele aparece chamando Cacique pelo nome e fazendo carinho no boi. “Ele é gigante, gentil é um amorzinho. O carinho que ele mais gosta é aqui, nas patinhas”, contou. Não está à vendaCacique chegou à propriedade há cerca de quatro anos e meio, após ser comprado em um leilão. Segundo Gisele, ele era pequeno e bastante assustado. Com o tempo, a convivência fez com que o animal ganhasse confiança. Hoje, ele reconhece a voz da dona e se aproxima quando é chamado. A relação fez Cacique deixar de ser apenas um animal da propriedade e passar a fazer parte da rotina da família. Segundo Gisele, algumas pessoas que acompanham a rotina do animal nas redes sociais ficam preocupadas e perguntam se ele será vendido ou abatido, mas Gisele garante que o animal é de estimação. “Não tem nem possibilidade. A gente construiu uma amizade muito bonita.” Gisele disse ainda que a intenção dela em fazer os vídeos com o Cacique é mostrar um tratamento mais digno e humanitário para os animais.
Real Time: No Tocantins, Vicentinho tem 41% e Dorinha, 40%, no 2º turno
Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnior (PSDB), candidato a governador do Tocantins Série de pesquisas Real Time Big Data mostra crescimento contínuo de Vicentinho, que reduziu diferença de 18 pontos e agora marca 41% contra 40% de Dorinha A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (26/8) mostra uma virada na corrida pelo Governo do Tocantins. Vicentinho Júnior avançou novamente, alcançou Professora Dorinha no primeiro turno e, na simulação de segundo turno entre os dois, aparece numericamente à frente, com 41% contra 40%. Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnior (PSDB), candidato a governador do Tocantins O resultado consolida uma trajetória de crescimento registrada nas três pesquisas realizadas pelo mesmo instituto. Em março, Vicentinho aparecia com 12% das intenções de voto no cenário estimulado. Em junho, avançou para 23% e, agora, chega a 30%. Dorinha, no mesmo período, registrou 35%, 33% e 33%, respectivamente. Assim, uma diferença que chegou a 23 pontos caiu para apenas três, colocando os dois em empate técnico. Virada no segundo turno É no confronto direto que a evolução de Vicentinho fica ainda mais evidente. Em março, Dorinha tinha 48% contra 30% de Vicentinho, vantagem de 18 pontos. Em junho, a diferença caiu para seis, com 43% a 37%. Agora, o cenário se inverte: Vicentinho chega a 41% e Dorinha registra 40%. Em cinco meses, portanto, Vicentinho saiu de uma desvantagem de 18 pontos para a vantagem numérica no confronto direto. A comparação com os demais cenários reforça a mudança. No confronto entre Dorinha e Laurez Moreira, a diferença permanece praticamente inalterada ao longo da série: 49% a 33% em março, 48% a 34% em junho e novamente 49% a 33% em agosto. Os números mostram que, enquanto outros cenários permanecem estáveis, Vicentinho foi quem cresceu, alcançou Dorinha e virou o confronto de segundo turno. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número TO-09655/2026.














