Divulgação O presidente americano Donald Trump articula coalizão contra a “extrema-esquerda” e convida Brasil para reunião O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, convidou ministros de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião no Departamento de Estado marcada para 16 de julho. O encontro tem como tema declarado o combate ao “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”, pauta central da administração Donald Trump. A inclusão do Brasil foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro e pelo próprio Departamento de Estado, segundo apuração do g1 citada pela Sputnik Brasil. A convocação, feita com prazo curto de resposta, já encontra resistência entre aliados e gera dúvidas sobre seus reais objetivos. EUA convocam reunião contra ‘extrema-esquerda’Marco Rubio enviou convites na semana passada a ministros de alto escalão de mais de 60 países para um encontro no Departamento de Estado agendado para 16 de julho. O tema central é o que a administração Trump define como o “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”, classificado pela Casa Branca como ameaça significativa à segurança internacional. Entre os convidados estão a maioria dos países europeus, grandes nações latino-americanas e países asiáticos como Índia, Indonésia e Cingapura. O Brasil figura entre os convidados da América do Sul: a informação foi confirmada tanto pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro quanto pelo Departamento de Estado dos EUA, segundo o g1, citado pela Sputnik Brasil. Os convites foram enviados com solicitação de resposta até a última sexta-feira (10), prazo considerado exíguo por diversas delegações. Preocupações e questionamentos internacionaisA iniciativa não foi recebida com entusiasmo uniforme. Aliados europeus e analistas independentes manifestaram preocupações com a convocação, apontando que não compartilham da mesma leitura sobre a ameaça do “terrorismo de extrema-esquerda” que orienta a política de Trump. Representantes de vários países descreveram os objetivos do convite como pouco claros e sinalizaram que seus ministros de Relações Exteriores ou do Interior dificilmente comparecerão, dado o calendário diplomático já comprometido durante o verão no hemisfério norte. O ceticismo não se limita ao exterior. Algumas autoridades da própria administração Trump decidiram não participar do encontro, e há, dentro do governo americano, o receio de que a iniciativa possa integrar um esforço mais amplo para aplicar medidas antiterrorismo contra ativistas domésticos classificados como extremistas de esquerda, o que ampliaria consideravelmente o escopo político da reunião. A agenda por trás do conviteUm “documento conceitual” elaborado para o evento descreve a reunião como um encontro ministerial sobre o “ressurgimento do terrorismo político”, com foco no reforço da colaboração internacional em compartilhamento de inteligência e aplicação da lei. O mesmo documento, segundo a Sputnik Brasil, afirma que o encontro abordará principalmente “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”. A reunião de julho não é um episódio isolado. Em maio, o Departamento de Estado já havia organizado um encontro em Haia sobre Antifa e terrorismo de esquerda. O evento foi realizado na Embaixada dos EUA depois que o governo holandês recusou a coorganização, segundo o The Washington Post, citado pela Sputnik Brasil. O padrão sugere uma estratégia deliberada de internacionalizar a pauta antiesquerda da administração Trump, buscando legitimar, via cooperação multilateral, uma agenda que encontra resistência mesmo entre aliados tradicionais de Washington.
Trump convida o Brasil para reunião
STF bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto após PF revelar esquema com emendas
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Decisão do ministro Flávio Dino atende a um pedido da PF que aponta o presidente do PL como líder de um esquema ilegal de direcionamento de verbas públicas utilizando “falsos solicitantes” O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. A decisão atende a uma representação da Polícia Federal (PF), que aponta o ex-deputado como suspeito de indicar irregularmente verbas de emendas parlamentares. Como Valdemar não exerce mais mandato no Congresso, sua participação na destinação de recursos públicos é considerada irregular. Segundo o relatório da corporação, o político se beneficiava de um “arranjo decisório paralelo” instalado dentro da Câmara dos Deputados para direcionar os recursos de acordo com seus próprios interesses. Para dar aparência de legalidade à fraude, o esquema contava com o apoio de servidores da Câmara, que registravam em planilhas nomes de deputados federais como falsos “solicitantes” das verbas controladas pelo presidente do PL. A PF aponta que ao menos 21 emendas parlamentares já haviam sido desviadas e convertidas em execução financeira, justificando o bloqueio patrimonial no valor exato de R$ 119.216.703. Além da indisponibilidade dos bens, a decisão do ministro Flávio Dino também estipulou a suspensão imediata de qualquer execução orçamentária (empenho, liquidação ou pagamento) ligada às emendas investigadas. A Advocacia-Geral da União (AGU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a própria Câmara dos Deputados foram notificadas e têm um prazo de 10 dias para tomar providências. Operação Transparência e a origem das investigaçõesAs medidas autorizadas pelo STF são um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado. A primeira etapa da apuração teve como principal alvo Mariângela Fialek, funcionária da Câmara apontada como a responsável por controlar as indicações desviadas. Foi a partir da análise das mensagens no celular de Mariângela que a Polícia Federal conseguiu mapear as tratativas. Os investigadores descobriram conversas entre assessores discutindo cotas de valores milionários para áreas como turismo e saúde (especialmente no estado de São Paulo), citando abertamente o nome de Valdemar, que passou a ser classificado como um “vetor de definição e remanejamento” das verbas. Outro ladoA defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do ministro Flávio Dino, que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária. Valdemar Costa Neto nega categoricamente a prática de qualquer crime. Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso. É natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Nada há de criminoso nisso. A atuação político-partidária somente poderia ter relevância penal se acompanhada de indícios concretos de fraude, desvio funcional, ocultação deliberada ou apropriação indevida da execução da despesa pública. Esses elementos não estão minimamente demonstrados. A defesa também destaca o fato de que a Procuradoria-Geral da República foi contrária à decretação das medidas cautelares. Ainda assim, foram impostas restrições graves com base em suposições, sem qualquer demonstração individualizada de dolo, fraude, desvio de finalidade ou participação consciente em qualquer crime, além de estar claro na decisão de que não houve, com o devido respeito, qualquer vantagem pessoal para Valdemar Costa Neto. É especialmente preocupante a premissa de que a indisponibilidade deve recair sobre o patrimônio integral do investigado “até que o inquérito aporte elementos mais seguros”. A reconhecida incerteza investigativa não autoriza constrição patrimonial ampla, tampouco qualquer presunção de culpa.
Os quinze dias que podem mudar a eleição presidencial
Produção: Fórum Entre esta sexta-feira (10/7) e a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), marcada para 25 de julho, poderá ser tomada a decisão política mais importante das eleições presidenciais de 2026. À primeira vista, trata-se apenas da convenção destinada a homologar a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Na prática, a convenção decidirá muito mais do que uma candidatura: indicará quem herdará o capital político de Jair Bolsonaro e qual será a estratégia da direita para tentar impedir a reeleição de Lula. O prazo legal para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. Mas o calendário político corre mais depressa. Depois da convenção dos partidos, marcada de 25 de julho a 5 de agosto, qualquer mudança deixará de ser uma simples negociação partidária para se transformar na substituição pública do candidato escolhido por Jair Bolsonaro. É essa contagem regressiva que dá novo significado aos acontecimentos das últimas semanas. Isoladamente, a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro poderia parecer apenas mais um conflito dos inúmeros conflitos que envolvem a família. Vai muito mais além. Observada em conjunto, pode representar o início de uma ampla reorganização da direita brasileira. A sucessão deixou de ser um assunto de família Durante meses, Jair Bolsonaro acreditou que bastaria indicar um dos filhos para preservar automaticamente o capital político construído ao longo de sua trajetória. A escolha de Jair Bolsonaro recaiu sobre Flávio, o filho 01. Michelle foi encaminhada para disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal e exercer o papel de principal cabo eleitoral do enteado. A estratégia parecia encerrar qualquer disputa sucessória dentro do bolsonarismo. A realidade seguiu outro caminho. Flávio não conseguiu unificar o campo conservador. O caso Daniel Vorcaro ampliou o desgaste de sua candidatura. Flávio passou a enfrentar resistências entre setores empresariais, dirigentes partidários e lideranças da direita liberal. A viagem aos Estados Unidos, as controvérsias envolvendo o tarifaço de Donald Trump, o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro, as declarações sobre o Pix e, por fim, o rompimento público com Michelle passaram a alimentar dúvidas sobre sua capacidade de ampliar alianças para além do eleitorado bolsonarista. Ao mesmo tempo, Michelle iniciou um movimento na direção oposta. Primeiro, rompeu publicamente com Flávio. Depois, deixou a presidência do PL Mulher. Em seguida, lançou o movimento ImparáveisMB e passou a apresentar-se como líder de um projeto dirigido a homens e mulheres.” A reportagem de Andréa Jubé, publicada nesta sexta-feira 10, pelo Valor Econômico chama atenção exatamente para essa mudança. Michelle já não fala apenas como ex-primeira-dama ou dirigente partidária. Procura ocupar o espaço de uma liderança nacional disponível para um projeto político mais amplo. Sua mensagem parece clara. Ela não aceita mais desempenhar um papel secundário. O personagem silencioso Há, porém, outro personagem central nessa história. Valdemar Costa Neto. Muito antes de Jair Bolsonaro escolher Flávio como sucessor, foi Valdemar quem começou a construir politicamente Michelle. Em 2023, entregou-lhe o comando nacional do PL Mulher, colocou à sua disposição a estrutura partidária, incentivou viagens pelo país e declarou publicamente que, se Jair não pudesse disputar a Presidência, Michelle seria uma alternativa natural do partido. Na prática, iniciou a formação de uma liderança nacional. Valdemar aceitou a escolha de Flávio, mas preservou o espaço político construído para Michelle. Isso não significa que esteja conspirando contra Flávio. Significa apenas que continua preservando aquele que considera um dos maiores patrimônios políticos do PL. Essa leitura ganha força quando comparada com a análise publicada por Dora Kramer na Folha de S. Paulo. Segundo a jornalista, Jair Bolsonaro e seus filhos costumam tornar-se prisioneiros das próprias palavras e decisões. Michelle, ao contrário, demonstra “roteiro bem pensado, frieza e, sobretudo, visão estratégica”. A observação ajuda a compreender a diferença entre os movimentos recentes. Flávio passou boa parte da pré-campanha administrando crises provocadas por suas próprias declarações. Michelle escolheu outro caminho. Saiu do PL Mulher sem abandonar o partido. Rompeu com Flávio sem romper com o legado político de Jair. Criou um movimento próprio sem anunciar candidatura presidencial. Manteve aberta a possibilidade de disputar o Senado, mas também não fechou outras portas. Sua estratégia consiste justamente em conservar todas as alternativas disponíveis enquanto os demais personagens são obrigados a definir seus caminhos. É exatamente isso que torna os próximos quinze dias decisivos. A convenção do PL poderá confirmar a candidatura de Flávio. Ou poderá representar o momento em que a direita começará a discutir, de forma irreversível, outra engenharia política para enfrentar Lula. A direita liberal entrou no jogo Enquanto a crise se aprofundava dentro da família Bolsonaro, outra movimentação ocorria no campo conservador. Os principais partidos da direita liberal passaram a discutir não apenas quem seria seu candidato, mas qual seria a melhor fórmula para enfrentar Lula. As declarações de Ronaldo Caiado marcaram uma mudança importante nesse debate: “Votar em Flávio é eleger Lula”. O ex-governador de Goiás deixou de tratar a disputa como uma divergência entre dois aliados do PL. Transformou a viabilidade eleitoral de Flávio numa questão estratégica para toda a direita. Ao mesmo tempo, editoriais de grandes jornais, manifestações de dirigentes partidários e sinais vindos de setores empresariais passaram a demonstrar crescente desconforto com a candidatura de Flávio. O debate deixou de ser apenas interno ao bolsonarismo. Passou a envolver toda a direita brasileira. Michelle pode ser a ponte É nesse contexto que Michelle Bolsonaro ganha importância política. Separadamente, cada campo possui limitações evidentes. A direita liberal reúne governadores, partidos estruturados, maior interlocução com o empresariado e experiência administrativa. O bolsonarismo conserva um eleitorado fiel, forte presença entre os evangélicos, grande capacidade de mobilização e uma identidade política consolidada. O desafio consiste em reunir esses dois patrimônios eleitorais. Flávio Bolsonaro foi escolhido justamente para cumprir essa missão. Até agora, não conseguiu. Michelle, ao contrário, passou a oferecer exatamente aquilo que falta para uma eventual composição. Ela pode levar para uma chapa o sobrenome Bolsonaro, parte importante do eleitorado evangélico, o voto feminino conservador e uma parcela significativa da militância bolsonarista. Em contrapartida, um candidato da direita liberal ofereceria
Craque Neto detona Neymar em comparação com Mbappé: “Só joga com o Mickey”
Reprodução Ao comentar a partida entre França e Marrocos quinta-feira (9/7), Craque Neto fez críticas a Neymar ao elogiar atuação de Mbappé Impressionado com o desempenho de Mbappé na partida da França contra o Marrocos nas quartas de final da Copa do Mundo 2026 quinta-feira (9/7), Craque Neto fez mais uma crítica a Neymar ao evidenciar as diferenças entre os camisas 10 do Brasil e da seleção francesa. “Mbappé bateu pro gol! Enquanto isso, o Neymar está só jogando golfe nos Estados Unidos com o Mickey e o Pateta”, disparou Craque Neto. A provocação faz referência a uma foto do jogador da Seleção Brasileira em um campo de golfe, tirada no dia seguinte à eliminação do Brasil contra a Noruega antes das oitavas de final da Copa do Mundo. Mbappé perde penalti Na partida das quartas de final da Copa do Mundo 2026 nesta quinta-feira (9/7), Kylian Mbappé perdeu um pênalti no 1º tempo diante de Marrocos. Nas redes sociais, internautas também compararam o craque francês ao camisa 10 brasileiro eliminado. “Pelo menos o Neymar aceitou o penalti”, provocou o craque Neto.
Influenciadora morre ao despencar do 27º andar de um edifício em Dubai
Kauana Bilhar ostentava viagens de luxo em jato particular antes da queda fatal em Dubai – Foto: Foto: Instagram Joias, carros e mais: influenciadora exibia vida de luxo antes de morrer em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos Kauana Bilhar faleceu ao despencar do 27º andar de um edifício em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Antes do acidente, a influenciadora ostentava nas redes sociais uma rotina repleta de viagens, joias e veículos de alto valor. O caso gerou comoção nas redes e levantou questionamentos sobre a real condição financeira da influenciadora. Depois de sua morte, as autoridades locais passaram a analisar seu patrimônio e estilo de vida para compreender as circunstâncias e eventuais implicações legais. Em suas publicações, Kauana exibia relógios de grife, correntes, pulseiras, anéis e diversos acessórios de luxo. As fotos também registravam passeios em destinos turísticos e hospedagens em hotéis sofisticados, além de momentos de lazer ao lado de amigos e registros em carros esportivos. Esses registros frequentemente vinham acompanhados de legendas que enfatizavam a sensação de liberdade e sucesso que ela buscava transmitir aos seguidores. Essa exposição contribuiu para aumentar sua visibilidade na internet e atraiu atenção após sua partida trágica. O incidente ocorreu quando Kauana caiu do 27º andar de um prédio em Dubai. O caso foi registrado como suspeito pelas autoridades dos Emirados Árabes, que não descartam nenhuma hipótese. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da queda e apurar se houve intervenção de terceiros ou se se tratou de um acidente ou outro motivo. Após a tragédia, as postagens e os bens revelados por Kauana passaram a ser avaliados pelos investigadores. A polícia procura rastrear a origem dos recursos utilizados para adquirir joias, veículos e viagens, verificando se há relação com atividades ilícitas. Fontes próximas afirmam que cartões de crédito e extratos bancários estão sendo analisados para mapear possíveis transações suspeitas. Até o momento, não foi emitida conclusão sobre a procedência dos valores ou eventual envolvimento da influenciadora em crimes, e as apurações permanecem em curso. Nas redes sociais, a mãe de Kauana, Darla, compartilhou nos stories uma carta de despedida emocionada. Ela escreveu sobre a saudade profunda e o amor eterno pela filha, lembrando o impacto que a chegada de Kauana teve em sua vida. A mensagem deixou claro o abalo familiar diante da tragédia repentina.
Goiás tem maior índice de resolução de homicídios do país, diz levantamento
Estudo mostra Goiás com a melhor taxa de esclarecimento de homicídios do país – Fotos: Secom / Governo de Goiás Segundo Instituto Sou da Paz, taxa goiana é de 86%, mais que o dobro da média nacional, que gira em torno de 40% Goiás alcançou a maior média percentual de esclarecimento de homicídios do Brasil entre 2020 e 2023, com índice de 86% de resolutividade, segundo o estudo Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, divulgado na quarta-feira (8/7) pelo Instituto Sou da Paz. O estado lidera o ranking nacional, seguido pelo Distrito Federal (81%) e Minas Gerais (75%). O resultado coloca Goiás acima da média nacional de esclarecimento de homicídios, que ficou em torno de 40% no período analisado. O desempenho goiano também sobressai quando comparado ao de estados de grande relevância nacional. Em São Paulo, a média de esclarecimento no mesmo período foi de 40%, o mesmo patamar nacional. Já o Rio de Janeiro registrou média de 23%, menos de um terço do índice alcançado por Goiás. Na retaguarda, está Rio Grande do Norte (9%). O levantamento destaca, ainda, fatores associados aos índices. Entre os pontos positivos, o estudo indica que o esclarecimento de homicídios está relacionado à “retirada de armas de fogo de circulação, resposta rápida das polícias e à mitigação das desigualdades estruturais dos territórios”. Objetivo Segundo explica o Instituto Sou da Paz em sua publicação, o Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil propõe uma análise nacional para identificar os fatores que influenciam o desempenho investigativo nas diferentes unidades da federação. Para isto, considera aspectos ligados à dinâmica criminal, às condições socioeconômicas, à estrutura institucional das polícias e aos indicadores operacionais das investigações. A partir do indicador de elucidação de homicídios apresentado no relatório ‘Onde Mora a Impunidade?’, busca identificar elementos que tenham impactado significativamente as taxas de esclarecimento dos assassinatos. O documento conclui que bons índices estão associados menos ao volume de recursos, isoladamente, e mais à capacidade de resposta, à circulação reduzida de armas e à atuação articulada diante das desigualdades dos territórios.
Lula aproveita agenda esvaziada para tentar destravar palanques
Imagens: Ricardo Stuckert /PR Presidente despachou majoritariamente do Palácio da Alvorada nesta semana, preparando agenda para novas viagens às vésperas da campanha O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu compromissos após a chegada do defeso eleitoral (período de 3 meses que antecede a data do 1º turno e que tem várias restrições), em vigor desde o último sábado (4/7). O petista tem aproveitado a semana com agenda esvaziada para resolver impasses em palanques eleitorais e definir os próximos passos da campanha antes do prazo para as convenções partidárias. Ao longo desta semana, o chefe do Planalto evitou novas viagens e passou a despachar quase diariamente do Palácio da Alvorada em Brasília 9DF). Lula recebeu coordenadores de campanha e aliados para discutir o cenário eleitoral. Na quarta-feira (8/7), Lula se reuniu com a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB-GO), na tentativa de sensibilizá-las a aceitarem compor o palanque em Goiás. Lula sugeriu que Accorsi disputasse o governo e, Aava, uma cadeira ao Senado. A reunião, no entanto, terminou sem definição. Atualmente, ambas são pré-candidatas à Câmara dos Deputados e resistem em abrir mão da candidatura. O petista corre contra o tempo para terminar de fechar os palanques nos estados. A partir de 20 de julho, as legendas poderão promover eventos para oficializar as candidaturas que vão concorrer às eleições de outubro.
Michelle Bolsonaro também deixará a disputa pelo Senado Federal?
Divulgação Depois da desistência de Ibaneis Rocha a expectativa é a que Michelle Bolsonaro deixará também a disputa pelo Senado Federal A desistência de Ibaneis Rocha (MDB) da disputa pelo Senado Federal mudou completamente o cenário político direcionando todas as atenções e expectativas para a cúpula do PL. Nos bastidores e corredores do poder em Brasília (DF) a movimentação em torno da chapa já era intensa, sendo que muitos articuladores políticos apontavam o recuo de Michelle Bolsonaro (PL) como algo previsível, aguardado inclusive antes mesmo da decisão oficial tomada pelo ex-governador Ibaneis Rocha. Suspense Com o novo desenho das articulações neste mês de julho de 2026, o clima de suspense tomou conta dos partidos aliados. Nas principais bolsas de apostas e mesas de negociação política, o forte rumor é de que o martelo será batido muito em breve, com a expectativa de que a confirmação da desistência de Michelle Bolsonaro venha a público ainda antes do fim do mês de Julho. É pagar prá ver ou então dormir com os olhos abertos!
Enquete: quem deve ser o vice na chapa de Arruda?
Com Pré-candidatura de Celina que não deslancha e base rachada a debandada pode se geral e a pergunta é: quem vai conseguir a vaga de vice de Arruda? As pesquisas mais recentes sobre a eleição para o governo do Distrito Federal em 2026 já mostram sinais claros de que a candidatura de Celina Leão não está evoluindo como o esperado. Mesmo com a máquina do governo, recursos e tempo de pré-campanha, a governadora aparece em empate técnico ou até atrás de José Roberto Arruda em alguns levantamentos. O cenário mais provável, segundo analistas, é que Arruda assuma a liderança de forma mais confortável nos próximos meses. Um dos fatores que mais pesam contra Celina Leão é o acúmulo de escândalos e problemas de gestão durante seu governo. A crise no BRB, as investigações envolvendo o Banco Master e os desgastes administrativos em áreas sensíveis têm cobrado um preço alto. Além disso, a base de apoio montada para sustentá-la mostra há tempo sinais claros de rachadura. O Agir foi a primeira baixa, o MDB vive divisão interna, o PL enfrenta disputas próprias e partidos como Republicanos e Podemos já dão sinais de que podem buscar novos rumos. Nesse contexto, a candidatura de José Roberto Arruda ganha força. O ex-governador aparece como o nome com maior capacidade de aglutinar forças no momento. Com a tendência de Celina perder espaço, aumenta a movimentação de lideranças que buscam se posicionar ao lado dele. A vaga de vice-governador, que ainda está aberta, já virou objeto de interesse de vários nomes de diferentes partidos. A grande pergunta que fica é: quem vai bater primeiro na porta de Arruda para fechar como vice-governador? Alguns nomes já despontam com mais força. Gim Argello, do Avante, é um dos que aparece melhor posicionado, com boa capacidade de articulação e influência nas articulações que garantiram o sustentáculo da pré-campanha de Arruda. Maria de Lourdes Abadia, do PSD, surge como uma opção natural por fazer parte da legenda de Arruda e ter lastro eleitoral relevante. Rafael Prudente, do MDB, também é visto como uma peça importante, especialmente em um partido dividido. Outros nomes também são citados nos bastidores. Júlio César Ribeiro (Republicanos), Paula Belmonte (PSDB) e Izalci Lucas (PL) aparecem como possibilidades, dependendo de como evoluírem as conversas internas de seus partidos e o grau de afastamento em relação à candidatura de Celina Leão. A decisão sobre quem ocupará a vaga de vice deve ser um dos movimentos mais importantes das próximas semanas, pois pode definir o alcance da chapa de Arruda. O quadro atual indica que a sucessão no Distrito Federal está em fase de forte reacomodação. Com Celina Leão enfrentando dificuldades para manter sua base unida e Arruda consolidando sua posição como principal alternativa, a definição do vice pode ser o movimento que consolida ou enfraquece as principais candidaturas. Quem conseguir fechar primeiro com Arruda sai na frente na construção de uma chapa competitiva para o governo do DF. Então, quem você escolhe: Dadas as circunstâncias do processo eleitoral, muitos avaliam que a pré-camapanha de Celina Leão deva “desidratar”. Nesse cenário é de se esperar em breve uma peregrinação atrás da vaga de vice em uma provável chapa de Arruda. Nesse contexto, quem você avalia seria a melhor opção:Criada por:Portais Associados Criada faz 3 horasJá votaram 51 pessoas Gim Argello (Avante) Maria Abadia (PSD) Rafael Prudente (MDB) Júlio César Ribeiro (Republicanos) Paula Belmonte (PSDB) Izalci Lucas (PL) Ver os resultados
Após noite histórica em Araguaína, Vicentinho volta à estrada e mantém ritmo intenso pelo Tocantins
Imagens: Assessoria de comunicação de Vicentinho Júnior, pré-candidato a governador do Tocantins Menos de 12 horas depois de reunir cerca de 10 mil pessoas em um dos maiores atos políticos da pré-campanha no Tocantins, Vicentinho Júnior já estava novamente na estrada nesta quinta-feira, 9. Ao lado do pré-candidato a vice-governador, Amélio Cayres, ele iniciou uma nova sequência de agendas pelo norte do estado, passando por Araguaína, Nova Olinda, Bernardo Sayão e Brasilândia. A programação começou pela manhã, em Araguaína, com reunião com a Assindefesa-TO, entidade que representa os inspetores de Defesa Agropecuária do Tocantins. Na sequência, a comitiva seguiu para Nova Olinda, onde Vicentinho e Amélio se reuniram com autoridades políticas e lideranças da região. O ritmo da agenda, logo após a mobilização da noite anterior, marca a estratégia de manter presença permanente nos municípios e ampliar o diálogo direto com a população. Em Bernardo Sayão, durante encontro na Câmara Municipal, Vicentinho defendeu uma mudança na forma de governar o Tocantins e afirmou que o Estado precisa abandonar políticas públicas pensadas de maneira uniforme para regiões com realidades distintas. Como exemplo concreto, citou a pavimentação da TO-430, ligando Bernardo Sayão a Juarina, uma demanda histórica da região. “Não podemos aceitar que uma mesma solução seja empurrada para todo o Tocantins. Cada região tem sua realidade e sua urgência. Aqui, uma das prioridades é a pavimentação da TO-430, ligando Bernardo Sayão a Juarina. É preciso ouvir mais e falar menos. É assim que vamos construir um governo conectado com a vida real das pessoas”, afirmou. Vicentinho também fez uma defesa firme do fortalecimento da segurança pública. O pré-candidato destacou a qualidade e a credibilidade da Polícia Militar do Tocantins, mas alertou para a falta de efetivo e para a ausência de presença policial em dezenas de municípios. Segundo ele, comerciantes, produtores rurais e famílias não podem continuar convivendo com a sensação de abandono diante do avanço da criminalidade. “Temos uma Polícia Militar honrada, honesta e respeitada, mas que precisa estar presente. Não podemos aceitar municípios sem policiamento enquanto a população fica exposta. Se acontece um roubo, um assassinato, um crime contra um produtor rural, quem vai socorrer? O Estado precisa voltar a estar presente”, declarou. A agenda segue até o fim desta quinta-feira. Depois de Bernardo Sayão, Vicentinho, Amélio e a comitiva partem para Brasilândia, encerrando mais um dia de mobilização. A sequência ocorre imediatamente após o ato que lotou o Centro de Convenções de Araguaína e reuniu prefeitos, lideranças políticas e milhares de apoiadores, mostrando que, depois de uma noite de forte demonstração popular, a pré-campanha mantém o pé na estrada e acelera o ritmo pelo Tocantins.














