Fotos: André Costa Sistema conta com adutora e centros de reservação. Obras com Investimento de R$ 58,5 milhões vão atender quase 285 mil pessoas O vice-governador Daniel Vilela inaugurou a ampliação do Sistema de Abastecimento de Água de Aparecida de Goiânia nesta segunda-feira (4/8), com a entrega do Linhão Oeste, que possui ainda uma adutora de água tratada e três centros de reservação na região sul do município. As obras, que demandaram investimento de quase R$ 58,5 milhões, vão atender 285 mil pessoas. Ao entregar a obra, Vilela destacou que o linhão já foi uma lenda, mas na gestão de Ronaldo Caiado se tornou realidade. “Hoje, temos uma cidade que está bastante avançada no saneamento, seja água ou esgoto, oferecendo qualidade de vida, de saúde pública e, ao mesmo tempo, deixando de ser um impeditivo para o crescimento e o desenvolvimento dessa cidade”, comemorou durante a inauguração. O vice-governador Daniel Vilela (foto acima) ainda acrescentou que a cidade, ao longo dos últimos seis anos, recebeu investimentos significativos que viabilizaram o esgotamento sanitário do município, tornando-se uma referência no país. O Linhão Oeste já está em funcionamento e é responsável por transportar água tratada do Reservatório do Ribeirão João Leite para diversos bairros de Aparecida. Isso vai garantir maior regularidade no abastecimento e ampliar o atendimento à população. Com o sistema interligado, será reduzida a dependência do Rio Meia Ponte, principalmente durante o período de estiagem. O presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, destacou a segurança no abastecimento de água. “O sistema todo integrado, Meia Ponte, João Leite e Lages, garante isso. Então não é só a expansão, mas é a garantia hídrica para boa parte da cidade, talvez metade dela”, frisou. Ele ainda disse que o esgotamento sanitário deve chegar em seguida. “As redes já foram feitas. Na sequência ou quase junto vai estar em funcionamento”, continuou. O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, destacou a importância da obra de saneamento básico no município. “Com vontade política, com respeito aos recursos públicos, estamos superando, avançando e fazendo entregas a Aparecida e aos aparecidenses,” explicou. O secretário de Estado de Infraestrutura, Adib Elias, ressaltou o ritmo acelerado das obras do Governo de Goiás. “É um empreendimento muito importante, que oferece condições melhores de saúde, de meio ambiente, de qualificação da vida das pessoas”, frisou. O Linhão Oeste contou com investimento de R$ 52 milhões. O sistema contempla a implantação de 49,2 quilômetros de redes de distribuição, com 4 quilômetros de adutora, quatro elevatórias e três centros de reservação que somam mais de três milhões e oitocentos mil litros. Além das obras do Linhão Oeste, a Saneago investiu R$ 2,8 milhões na implantação de três centros de reservação na região sul de Aparecida de Goiânia. São eles: Souza, de 1,2 milhão de litros; Iracema, de 1 milhão de litros; e Santo André, de 1 milhão de litros; uma elevatória de água tratada. Também foi construída uma adutora de 4,9 quilômetros que interliga a região do setor Alto Paraíso ao Madre Germana. Reforma de Ginásio Ainda em Aparecida, o vice-governador Daniel Vilela entregou a reforma do Ginásio de Esportes do Jardim Tiradentes. A obra recebeu investimento de R$ 1,9 milhão, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). “São locais que servem para eventos da comunidade. Oferecem entretenimento, convivência entre as famílias da região, do bairro ou da cidade”, explicou Vilela. O ginásio, com capacidade para 600 pessoas, conta com quadra poliesportiva para voleibol, handebol, basquete e futsal, arquibancadas, banheiros, vestiário e adequações para acessibilidade (PCD). Além disso, o espaço recebeu iluminação em LED, que proporciona economia de energia e maior durabilidade, bem como adequações para acessibilidade com inclusão de piso tátil e nova circulação de pedestres. É o segundo ginásio que foi reformado em Aparecida, outros dois estão em licitação: no Garavelo e Cruzeiro do Sul. Em Goiânia, quatro já foram entregues e, no interior, 30 revitalizados. “São ginásios que têm de 30 a 40 anos de existência, que nunca passaram por reformas pelos governos anteriores. O governador Ronaldo Caiado determinou as obras no máximo possível, transferir para as prefeituras que ficarão responsáveis pela manutenção a partir da entrega”, disse Daniel Vilela. Segundo o Secretário de Esporte, Rudson Guerra, a atual gestão encontrou 284 ginásios abandonados em 2019. “Estamos com obras em todos esses espaços, em parceria com a Goinfra, recuperando e fazendo com que a população tenha acesso a essas praças esportivas”, destacou.
Daniel Vilela entrega obra que vai ampliar fornecimento de água em Aparecida de Goiânia
Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro
Foto: Wilton Júnior/Estadão O ex-presidente Jair Bolsonaro ficará em prisão domiciliar por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4/8) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, determinou o confisco de quaisquer celulares de posse do ex-presidente ao concluir que ele violou as medidas cautelares inicialmente previstas. A Polícia Federal (PF) foi enviada à casa de Bolsonaro e confirmou que foram cumpridos os mandados de prisão domiciliar e busca e apreensão. O Estadão apurou que um telefone do ex-presidente foi apreendido. A equipe da Polícia Federal não precisou entrar na casa de Bolsonaro para cumprir os mandados. Os policiais abordaram o ex-presidente quando ele estava chegando na garagem de sua casa, dentro do condomínio. Na ação, a PF comunicou a ordem de prisão domiciliar e informou a necessidade de apreensão do aparelho celular de Bolsonaro. De acordo com os investigadores, o ex-presidente entregou o telefone ainda na rua, em frente à garagem de sua casa. Conforme mostrou o Estadão, no último domingo, durante a manifestação realizada em Copacabana, o ex-presidente discursou por meio de um contato pelo telefone com o deputado fedo filho Flávio Bolsonaro, que publicou o discurso nas redes. Na manifestação em São Paulo, o deputado federal Nikolas Ferreira mostrou Bolsonaro em uma videochamada. Moraes havia determinado que Bolsonaro não poderia usar as redes, mesmo por meio de terceiros. Na decisão Moraes afirmou que “agindo ilicitamente, o réu Jair Messias Bolsonaro se dirigiu aos manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricando para seus partidários continuarem a tentar coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça, tanto que, o telefonema com seu filho, Flávio Nantes Bolsonaro, foi publicado na plataforma Instagram”. O ministro também disse que “o réu Jair Messias Bolsonaro realizou ligação telefônica, por chamada de vídeo, com seu apoiador político e deputado federal Nikolas Ferreira, demonstrando o desrespeito a decisão proferida por esta Suprema Corte, em razão do claro objetivo de endossar o tema da manifestação de ataques ao STF”, escreveu Moraes. Moraes determinou a proibição de visitas a Bolsonaro, salvo dos advogados do ex-presidente e com procuração nos autos, além de outras pessoas previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. E também vetou o uso de celular, diretamente ou por meio de terceiros. Além disso, ficam mantidas a proibição de manter contatos com embaixadores ou quaisquer autoridades estrangeiras, bem como com os demais réus e investigados nas diversas ações penais relacionadas aos processos do golpe e à investigação sobre obstrução de Justiça e a utilização de redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Ao determinar a prisão domiciliar, Moraes afirmou que Bolsonaro, “desrespeitando, deliberadamente” as decisões proferidas pelo STF, “demonstra a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu, mesmo com a imposição de medidas cautelares diversas da prisão”.
Governo de Goiás abre 372 vagas em cursos gratuitos de tecnologia em Goiânia e Senador Canedo
Fotos: Secti Formações presenciais com certificado atendem pessoas a partir dos 12 anos; metade das vagas é destinada a mulheres O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), está com inscrições abertas para 372 vagas em cursos gratuitos na área de tecnologia, com turmas presenciais em Goiânia e Senador Canedo. As aulas começam no dia 11 de agosto, e as inscrições podem ser feitas até o dia anterior pelo WhatsApp (62) 99849-1513 ou presencialmente nos locais de oferta dos cursos. Em Goiânia, as aulas acontecem no Sukatech, localizado dentro da Escola do Futuro de Goiás José Luiz Bittencourt, no Bairro Floresta. São 255 vagas distribuídas entre os cursos de Informática Básica e Empreendedorismo, Montagem e Manutenção de Computadores, Celulares e Empreendedorismo, Excel Avançado, Design Gráfico e Introdução à Inteligência Artificial. Já em Senador Canedo, são 117 vagas nas unidades do Ganha Tempo dos setores Vila Galvão e Jardim das Oliveiras, com turmas de Informática Básica e Manutenção de Computadores e Celulares. Todos os cursos são gratuitos, presenciais, com certificado ao final e lanche incluso em todos os turnos. A carga horária varia entre três e cinco semanas, com opções nos períodos matutino, vespertino e noturno. Para participar, basta saber ler e escrever. A idade mínima é de 12 anos, sem limite máximo. Um dos diferenciais do programa é a política de inclusão. Do total de vagas, 50% são reservadas para mulheres, por meio do programa Goianas na Ciência e Inovação, iniciativa da Secti que visa incentivar a presença feminina nas áreas de tecnologia, pesquisa e empreendedorismo inovador. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, a iniciativa representa um avanço na democratização do acesso ao conhecimento e no fortalecimento da cidadania digital. “Estamos falando de oportunidades reais para goianos e goianas se inserirem no mundo da tecnologia com dignidade e perspectiva de futuro. É uma política pública que transforma vidas”, afirma. O público-alvo é amplo e contempla adolescentes e jovens em busca de qualificação rápida; adultos com baixa familiaridade digital, que precisam de capacitação acessível; idosos, que contam com apoio presencial; além de pessoas de diferentes perfis sociais, considerando marcadores de raça, gênero, deficiência e renda. Sukatech O projeto é desenvolvido por meio do programa Sukatech, ação do Governo de Goiás em parceria com a organização da sociedade civil Programando o Futuro. Além dos cursos, o programa mantém um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), onde resíduos eletrônicos são reciclados e recondicionados para uso nas formações práticas e posterior doação a instituições públicas e sociais. Os resíduos eletroeletrônicos coletados são utilizados nos cursos de Informática Básica, Manutenção de Computadores e Robótica, permitindo que os alunos aprendam de maneira prática. Em seguida, os itens recondicionados são doados a entidades filantrópicas ou públicas. Desde 2021, quase 2 mil alunos já receberam certificados dos cursos e o programa já recolheu mais de 800 toneladas de resíduos eletroeletrônicos em órgãos públicos de todos os estados, e mais de 2 mil computadores já foram doados a instituições. Além disso, mais de 12 mil alunos foram impactados pelas ações de caravanas do descarte que percorrem o interior promovendo educação ambiental.
Datafolha: 61% rejeitam votar em quem prometer anistia a Bolsonaro
DataFolha A maior parte dos eleitores brasileiros se opõe à ideia de votar em candidatos que prometam perdoar Jair Bolsonaro (PL-RJ) e seus aliados envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada pelo g1 domingo (3/7), 61% dos entrevistados afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em um nome com esse compromisso. O levantamento mostra ainda que apenas 19% votariam com certeza em um candidato disposto a livrar o ex-presidente e os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de qualquer pena ou punição. Outros 14% disseram que talvez votassem em alguém com esse posicionamento, enquanto 6% não souberam responder. A pergunta feita aos entrevistados foi: “Você votaria em um candidato que prometesse livrar Bolsonaro e os condenados pelo 8/1?”. As respostas foram distribuídas da seguinte forma: Votaria com certeza: 19% Talvez votaria: 14% Não votaria de jeito nenhum: 61% Não sabe: 6% A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de julho com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 130 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Julgamento de Bolsonaro avança no STF – No momento em que Jair Bolsonaro enfrenta acusações graves no Supremo Tribunal Federal (STF), o debate sobre uma possível anistia aos envolvidos na tentativa de ruptura institucional ganha mais destaque. Na quarta-feira (30), teve início o prazo para que as defesas de Bolsonaro e de outros seis réus apresentem suas alegações finais no inquérito que apura a trama golpista. Essa fase marca os momentos finais da ação penal contra o que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, chamou de “núcleo crucial” do suposto plano para subverter a democracia. As defesas têm até meados de agosto para entregar suas manifestações. Entre os réus que também precisam se posicionar estão Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou anteriormente, pedindo a condenação de todos os oito réus. Também entregou suas alegações finais a defesa de Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e colaborador do inquérito, cuja delação é considerada peça-chave nas investigações. Encerrado o prazo das defesas, o processo estará pronto para ser julgado pela Primeira Turma do STF, em data ainda a ser marcada. A decisão poderá selar a condenação ou absolvição de figuras centrais do bolsonarismo, inclusive de Jair Bolsonaro.
Michelle chama Lula de ‘cachaceiro’ e ‘sem-vergonha’
Crédito / Foto: Reprodução/Redes Sociais Ex-primeira-dama sobiu o tom em ato bolsonarista e afirma que país vive perseguição a liberdades A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) participou, neste domingo (3/8), de uma manifestação com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Belém (PA). Em cima de um carro de som, ela fez duras críticas ao governo Lula (PT) e à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o discurso, Michelle acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover alianças com “comunistas e ditadores” e de entregar as riquezas nacionais. “Lula está mandando nossas riquezas para fora, fazendo aliança com comunistas e ditadores. Isso não vamos aceitar”, declarou. Em tom exaltado Michelle, classificou o petista como “irresponsável”, “mentiroso” e “cachaceiro sem-vergonha”. “Ele não é macho para assumir as suas falas”, afirmou. ‘Não possuo relação próxima há 18 anos’, diz Michelle sobre tio investigado Michelle também disse que os apoiadores de Bolsonaro estariam sendo vítimas de perseguição e defendeu uma reação mais firme da base bolsonarista. “Nós estamos passando por uma perseguição da nossa liberdade de expressão e da nossa liberdade religiosa”, discursou. Michelle chora Neste domingo (3/8) manifestantes em todo o país se reuniram em defesa de Bolsonaro e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro não pôde participar por estar impedido de sair de casa aos finais de semana por determinação da Suprema Corte. A restrição faz parte de um conjunto de medidas cautelares impostas por Moraes. Além do recolhimento domiciliar noturno, o ex-presidente está usando tornozeleira eletrônica, proibido de manter contato com diplomatas e impedido de usar redes sociais.
Goiás Social e OVG montam estrutura do Centro de Apoio ao Romeiro de Muquém, em Niquelândia
Fotos: Divulgação Espaço funcionará de 3 a 15 de agosto, no KM 30 da GO-237, conhecida como Rodovia da Fé, no Norte do Estado. Expectativa é de atender 50 mil pessoas durante a Romaria de Nossa Senhora D’Abadia de Muquém O Goiás Social e a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) preparam a estrutura do Centro de Apoio ao Romeiro (CAR), instalado no KM 30 da GO-237, conhecida como Rodovia da Fé, em Niquelândia. O espaço de acolhimento vai receber fiéis que participam da Romaria de Nossa Senhora D’Abadia de Muquém, considerada a mais antiga do Estado. A previsão é de que cerca de 50 mil pessoas sejam atendidas pelo CAR de 3 a 15 de agosto, data da festa religiosa. “É um orgulho fazer parte das tradições goianas e trabalhar para garantir que os romeiros possam fazer o trajeto da Romaria de Nossa Senhora D’Abadia de Muquém com mais conforto e segurança,” comenta a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Os romeiros que passarem pelo local serão recebidos com lanches (pão com manteiga e com mortadela, leite, café e suco) e terão acesso a banheiros com chuveiros e sanitários, atendimentos de saúde, como curativos e massagens, capela para orações e espaço de convivência, onde serão disponibilizadas mesas e cadeiras para descanso, amparo importante para quem enfrenta o longo percurso. Ainda será disponibilizado wi-fi gratuito e área de camping. Quem passar pelo CAR de Muquém poderá também acompanhar a transmissão ao vivo de missas. O CAR contará com o trabalho de 100 pessoas, que se revezarão em turnos. São voluntários, colaboradores da OVG e da prefeitura de Niquelândia, além da parceria de vários órgãos do Estado de Goiás e de empresas da iniciativa privada. O Corpo de Bombeiros Militar (CBMGO) e a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) garantirão a segurança no local. O atendimento será ininterrupto, 24 horas por dia. Serviço Assunto: Goiás Social e OVG montam estrutura do CAR Muquém, em Niquelândia Quando: de 3 a 15 de agosto de 2025 Onde: Centro de Apoio ao Romeiro (CAR) de Muquém, Km 30 da GO-237, conhecida como Rodovia da Fé, Niquelândia – GO.
Chegou a hora de virar o jogo
Trump voltou ao poder, em 2024, com um discurso de guerra protecionista, tentando reverter esse quadro que colocou os Estados Unidos da América (EUA) atrás da China Os analistas de economia, em geral, tanto na mídia de direita quanto, infelizmente, também na de esquerda progressista, na periferia do capitalismo dependente do capital externo, aprenderam, ideologicamente, que os países que acumulam superávit comercial sempre levam vantagem diante dos que fazem o contrário: os países capitalistas ricos, imperialistas, que acumulam déficit comercial. Reproduzem, com convicção, o ensinamento aprendido nos livros-texto de macroeconomia capitalista, ensinados nas escolas americanas — um equívoco fatal, como mostra a crise atual. Os pobres, que exportam suas matérias-primas, estão, essencialmente, transferindo riquezas para os ricos, enquanto estes pegam esses produtos primários, a preços baixos, industrializam-nos, agregam-lhes valor e vendem-nos como manufaturados pelo dobro ou triplo do preço aos periféricos empobrecidos, impondo-lhes a deterioração nos termos de troca, por meio de moedas valorizadas. É assim que se perpetua a dependência econômica crônica dos países subdesenvolvidos periféricos, como explicam economistas e revolucionários do primeiro mundo, entre eles Hjalmar Schacht, John Maynard Keynes, Trotsky, Lenin e Colbert, conforme destaca Lauro Campos em A crise da ideologia keynesiana (2002, Ed. Boitempo), marxista e ex-senador pelo PT-PDT — jamais lido pelos repórteres de economia formados na grande mídia conservadora tupiniquim. Schacht, em 60 anos de minha vida (Ed. 34); Keynes, em As consequências econômicas da paz (Ed. UnB); Trotsky, em Revolução e contrarrevolução na Alemanha (Ed. Sundermann); Lenin, em Imperialismo, etapa superior do capitalismo (Ed. Alfa Ômega); e Colbert, em Mercantilismo (Columbia University), dizem a mesma coisa: o colonialismo se expandiu por meio da realização de déficits comerciais no capitalismo cêntrico e de superávits no capitalismo periférico. A ira imperialista de Trump Hoje, o capitalismo cêntrico, a partir dos Estados Unidos da América (EUA) sob a presidência de Donald Trump, teme os próprios superávits comerciais acumulados, porque seus efeitos reversos são a desindustrialização, de um lado, e o acúmulo de dívida pública, de outro — fenômenos impulsionados pelo dólar hegemônico, relativamente valorizado e acumulador de riquezas, que levou, ao limite, à financeirização da economia global. O economista americano Paul Krugman, prêmio Nobel, e o renomado jornalista Martin Wolf, editor de economia do Financial Times, mostram-se agora (https://www.ft.com/content/ce960771-493b-422a-816d-6bfe8dcfd072?) profundamente preocupados com os rumos da economia mundial, marcados pelo confronto inevitável entre China e Estados Unidos da América (EUA). De um lado, os americanos, graças ao dólar valorizado que sustentou a hegemonia dos EUA no pós-guerra, acumularam o maior déficit comercial do planeta — causa central da desindustrialização e do avanço do endividamento público, o que gera instabilidade financeira global. De outro, a China, que realizou sua revolução e rejeitou o neoliberalismo, acumulou, em sentido oposto, o maior superávit comercial do mundo, responsável por sua expansão internacional ilimitada, impulsionada por uma moeda desvalorizada que assegura competitividade global. Trump voltou ao poder, em 2024, com um discurso de guerra protecionista, tentando reverter esse quadro que colocou os Estados Unidos da América (EUA) atrás da China. Sua arma imperial: tarifas elevadas aplicadas globalmente, como forma de “cobrar” o que julga ser um imposto justo pelo consumo americano, que permitiu aos demais países acumularem superávits — consequência que, no entanto, gerou o recuo competitivo das próprias indústrias americanas. Adversário economicamente invencível – No entanto, no caso da China — considerada por Trump o maior inimigo dos Estados Unidos —, a tentativa de impor tarifas de até 150% não surte o efeito desejado. Ao lado da desvalorização do yuan, garantida pela emissão controlada por bancos públicos, os chineses dispõem também da matéria-prima que industrializam: as terras raras, das quais a indústria americana é estruturalmente dependente. Assim, se Trump ameaça Xi Jinping com sanções elevadas, recebe retaliação equivalente quando o líder chinês suspende as exportações de terras raras processadas industrialmente para os EUA. Os americanos não conseguem viver sem elas. Afinal, como manter a vanguarda tecnológica sem as terras raras industrializadas em forma de chips, que comandam a nova economia global e substituem, paulatinamente, a energia do petróleo — poluidora e em declínio frente aos novos materiais eletroquímico-físicos que impulsionam a conectividade revolucionária da nova indústria? Brasil no mesmo barco chinês – É nesse contexto que deve ser compreendida a luta pela libertação econômica do Brasil, que também foi atingido por tarifas de 50% sobre suas exportações para os Estados Unidos — uma retaliação de Trump ao alinhamento do governo Lula com os BRICS, cujos principais sócios são China e Rússia, potências tanto no comércio quanto no setor nuclear. No caso brasileiro, Trump agiu unilateralmente, de forma ideológica, para tentar enfraquecer o presidente Lula em sua disputa política com o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do líder americano. As tarifas comerciais elevadas foram utilizadas como arma de guerra, com o objetivo de desestabilizar o governo brasileiro. Trump ignora que o Brasil, como a China — sua aliada nos BRICS —, também possui terras raras, que poderão ser industrializadas se Lula e Xi Jinping firmarem um acordo comercial estratégico. A postura altiva e proativa demonstrada por Lula no confronto com Trump, na última semana, transformou-se em referência para um novo discurso dos BRICS, como força econômica global emergente. Lula orienta seu governo a ampliar as relações comerciais estratégicas com os chineses — um movimento impulsionado pelas ações de Trump, cujo objetivo central é modificar o regime político brasileiro e devolver Bolsonaro ao poder. Para alcançar essa meta, Trump não mede consequências: ataca a soberania nacional e investe contra o Supremo Tribunal Federal, que considera aliado do campo progressista por ter punido o ex-presidente golpista, prestes a ser julgado e preso por sua tentativa de golpe de Estado. Trump assumiu, em relação ao Brasil, a postura de um ditador, sem esconder sua intenção de recolocar Jair Bolsonaro na presidência nas eleições de 2026. Contudo, o Brasil tem força econômica. E Trump, ao tentar impor sua vontade, pode acelerar a aproximação brasileira com China e Rússia, consolidando os BRICS como o novo eixo da multipolaridade global contra o imperialismo unipolar. Chegou a hora
Maioria dos brasileiros é contra anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro, aponta Datafolha
A sondagem foi divulgada sexta-feira (1º/8) e mostra que apenas 35% são favoráveis à medida, enquanto os demais não souberam opinar Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha revelou que 55% dos brasileiros são contrários à concessão de anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília – Distrito Federal. A sondagem foi divulgada nesta sexta-feira (1º/8) e mostra que apenas 35% são favoráveis à medida, enquanto os demais não souberam opinar. Este é o quarto levantamento sobre o tema, e os números indicam uma relativa estabilidade em relação à última pesquisa, realizada em abril, quando 56% se posicionaram contra e 37% a favor. Apesar disso, há uma leve tendência de redução na resistência à anistia desde a primeira pesquisa, feita em março de 2024, quando 63% eram contrários e apenas 31% apoiavam a medida. Em dezembro de 2023, os índices eram de 62% contra e 33% a favor. A pesquisa foi conduzida entre os dias 29 e 30 de julho de 2024, com 2.004 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O debate sobre a anistia ganhou força nos últimos meses, especialmente com o apoio da família Bolsonaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em uma tentativa de golpe para anular o resultado das eleições de 2022. Caso a anistia seja aprovada, Bolsonaro também poderia ser beneficiado, o que tem mobilizado seus aliados em defesa da medida. Os atos de 8 de janeiro de 2023 ficaram marcados pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, por manifestantes que não aceitaram o resultado eleitoral. Desde então, centenas de pessoas foram presas e condenadas por crimes como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio público. A discussão sobre a anistia continua polarizando o debate político e jurídico no país, com setores da sociedade civil e do Judiciário se posicionando firmemente contra qualquer iniciativa que possa relativizar os crimes cometidos naquele episódio.
Governo de Goiás oferece R$ 20 mil para empresas investirem em tecnologia
Fotos: André Bianchi Programa e-Goiás Transformação Digital das Empresas vai selecionar até 20 negócios para receber o fomento. Inscrições são gratuitas e estão abertas até 21 de agosto Estão abertas as inscrições para o 2º ciclo do programa e-Goiás Transformação Digital das Empresas, iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (Secti), por meio do Hub Goiás. O programa tem como objetivo fomentar a digitalização de micro, pequenas e médias empresas em todo o estado. Serão selecionados até 20 negócios goianos para receber até R$ 20 mil, cada, para implementação de soluções tecnológicas. As inscrições podem ser feitas até 21 de agosto pelo link: hubgoias.org/e-goias. O programa tem como foco principal aumentar a maturidade digital e a produtividade das empresas, a partir da identificação de desafios reais enfrentados e da conexão com soluções tecnológicas já existentes no mercado. A iniciativa será conduzida com apoio metodológico do Porto Digital, um dos principais ecossistemas de inovação do país, responsável pela gestão do Hub Goiás. As áreas estratégicas de transformação digital contempladas pelo programa incluem: gestão financeira, logística, marketing e vendas, operação e recursos humanos. As empresas selecionadas terão acesso a recursos de até R$ 20 mil por desafio tecnológico, que serão destinados à contratação de soluções desenvolvidas por startups e empresas de base tecnológica. Além do apoio financeiro, o programa oferece mentorias, oficinas de inovação, suporte técnico especializado e acesso a uma rede qualificada de parceiros e fornecedores de tecnologia. O edital completo e mais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no site do Hub Goiás. Quem pode participar Podem participar empresas com CNPJ ativo há pelo menos dois anos, localizadas nos municípios integrantes da Rede de Transformação Digital, e que apresentem desafios passíveis de solução com uso de tecnologia nas áreas de gestão, marketing, vendas, logística, RH ou operações. As empresas devem estar com situação fiscal regular e ter ao menos dois funcionários registrados. Empresas que participaram do primeiro ciclo não são elegíveis para esta edição. Na primeira edição, o e-Goiás beneficiou 10 negócios de diferentes áreas, como arquitetura, design, confecção, alimentação e serviços, promovendo melhorias reais em produtividade, eficiência, presença digital e crescimento sustentável. Para Marcela Marçal, que participou do 1º ciclo do e-Goiás com a empresa Corumbá Hospitalar, um dos maiores aprendizados do programa foi a certeza de que sempre há uma solução para seu desafio. “Hoje, conseguimos sonhar ainda mais alto e enxergar possibilidades que antes pareciam distantes. No interior de Goiás, temas como a transformação digital ainda são pouco explorados, o que faz com que muitos pequenos empreendedores enfrentem dificuldades sem sequer saber que existem caminhos possíveis para superá-las. Com acesso à informação, orientação certa e com a mente aberta, não temos dúvidas de que essas empresas poderão se reinventar e crescer de forma surpreendente”, afirma.
Avanços de Goiás são destaques no programa Globo Repórter
Fotos: Secti, Seapa e TV Globo Ações do Governo do estado impulsionam transformação digital, infraestrutura tecnológica e transição energética. Cenário consolida um ambiente inovador e forte economicamente, com oportunidades para a população A transformação tecnológica empreendida em Goiás nos últimos anos foi destaque na edição do Globo Repórter desta sexta-feira (1º/8). O programa detalhou como o estado tem se sobressaído no Brasil como uma terra de oportunidades na área digital, inovação, economia verde e desenvolvimento humano, o que proporciona um ambiente impulsionado pelas iniciativas governamentais, aliadas ao pioneirismo acadêmico e parcerias estratégicas. Apresentado pelos jornalistas Sandra Annenberg e Chico Regueira, o Globo Repórter definiu Goiás como o sucesso do “Brasil do Meio”, em referência à posição geográfica do estado. O programa destacou que o governo estadual tem direcionado investimentos para fomentar um transporte coletivo mais sustentável e moderno na região Metropolitana de Goiânia. Um dos exemplos – mostrado pelo secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima – é a introdução de ônibus a biometano no BRT Leste-Oeste, ocorrida em março deste ano. A iniciativa é pioneira no país e visa à inclusão de até 500 veículos com essa tecnologia na frota até o final de 2026. A ação contribui para reduzir as emissões de gases poluentes e incentiva a cadeia de produção local. “O biometano é um biocombustível e por ser biocombustível, não poluente. Por incrível que pareça, 60% a menos que um veículo elétrico que todos clamam como sendo não poluente. Biometano é uma tecnologia nacional revolucionaria”, explicou o secretário ao repórter Chico Regueira. A renovação da frota inclui veículos com tecnologia menos poluente e a incorporação de ônibus elétricos, buscando uma matriz energética mais limpa. Em paralelo, a infraestrutura de mobilidade urbana está sendo totalmente revitalizada com reforma de terminais, modernização de abrigos, acessibilidade, sistemas de segurança e oferta de um transporte público mais confortável ao passageiro. Nova era Em Goiânia, o Globo Repórter apresentou um dos principais símbolos dessa nova era: o robô de entregas autônomo desenvolvido com tecnologia goiana, capaz de navegar entre andares e pessoas utilizando inteligência artificial e visão computacional. O projeto nasceu do sonho do engenheiro Lucas Assis, apaixonado por robótica desde criança e hoje responsável por uma tecnologia que já chegou à Irlanda e ao Canadá. “A gente começou com pesquisadores da Universidade Federal de Goiás. Hoje temos robôs em Goiás, São Paulo e exportamos. É uma tecnologia com muito arroz e pequi no sangue”, disse Lucas durante o programa. Esse avanço é impulsionado por uma estrutura sólida de pesquisa. O estado abriga o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia/UFG), o maior da América Latina, com mais de 400 pesquisadores e R$ 300 milhões já captados com apoio do Governo de Goiás. Além disso, Goiás saiu na frente em 2025 ao aprovar a primeira lei estadual de regulamentação da inteligência artificial do Brasil, criando um ambiente jurídico seguro e atrativo para investidores e startups que desejam desenvolver soluções aplicadas ao agro, à indústria e aos serviços. No serviço ao cidadão, Goiás também lidera nacionalmente. O governo estadual conquistou o primeiro lugar no ranking de oferta de serviços públicos digitais pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com mais de 700 serviços 100% digitalizados. Entre outras iniciativas estão a inclusão da IA no currículo escolar na rede estadual, robótica nas Escolas do Futuro, formação de profissionais especializados e o incentivo à instalação de data centers alimentados por fontes de energia limpa. O Estado também é parceiro e sedia eventos de relevância nacional e internacional, como a Campus Party, o maior festival de tecnologia do mundo. Economia em destaque O Globo Repórter também mostrou que Goiás se consolidou como uma terra de oportunidades, figurando entre os três estados com maior ritmo de crescimento econômico no país. Canteiros de obras em expansão e a chegada de pessoas de várias partes do Brasil refletem esse cenário: mais empregos, novos negócios e uma economia em constante desenvolvimento. O programa destacou ainda a força do agronegócio, setor que segue como um dos motores do desenvolvimento estadual. No primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás teve um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A agropecuária teve papel de destaque nesse resultado, com uma alta de 17,4%, impulsionada pelas boas estimativas de produção de soja, que deve atingir seu maior volume histórico neste ano. Os dados são do boletim da Conjuntura Econômica de Goiás, divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB). “Campo e tecnologia andam juntas aqui. No Centro-Oeste, nós temos essa vantagem. Assim, como Goiás se desenvolveu para o Brasil, também se desenvolveu para o mundo. É uma terra de oportunidade”, resumiu Edwaldo Peixoto Stival, empresário do agronegócio. O programa pode ser revisto na plataforma Globoplay.














