Foto: Denis Marlon Após o vencimento, inadimplentes perdem desconto do programa Nota Fiscal Goiana e redução de 50% para automóveis 1.0 e motos de até 125 cilindradas Donos de 217 mil veículos com placas finais 1 e 2 que ainda não quitaram o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) 2025 têm até esta segunda-feira (15/9) para pagar o tributo em Goiás sem juros e multa. Para emitir o boleto ou documento único de arrecadação, é necessário acessar o portal de serviços Expresso (https://www.go.gov.br/servicos/servico/consultar-veiculo–ipva-multas-e-crlv). Outras opções são o aplicativo Detran GO ON ou buscar atendimento presencial em uma unidade do Vapt Vupt. Para o pagamento, o contribuinte deve emitir o documento em cota única, que já apresenta o saldo final, mesmo se houver parcelas em aberto. A data de vencimento é a mesma para quem optou pelo pagamento à vista ou parcelado. Perda de benefícios Após 15 de setembro, o IPVA 2025 vencido dos finais 1 e 2 será cobrado com multa e juros. Além disso, o motorista inadimplente perderá o desconto de até 10% do programa Nota Fiscal Goiana e a redução de 50% no valor do IPVA para automóveis 1.0 e motos de até 125 cilindradas. Finais 3 a 0 Para os donos de veículos com final de placa 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0, a penúltima parcela do IPVA 2025 vence em 15 de setembro e o prazo final para pagamento integral do imposto e do licenciamento anual é 15 de outubro. O calendário completo está disponível em https://goias.gov.br/economia/calendario-de-vencimentos/. Data limite para pagamento do valor total do IPVA 2025 + licenciamento anual Final de placa 1,2 – 15/9/2025 Final de placa 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0 – 15/10/2025 Canais para tirar dúvidas Assistente Virtual do IPVA – Atende pelo WhatsApp no número 62 99427-9777. *Site da Secretaria da Economia:* https://goias.gov.br/economia/ipva/ *E-mail da Gerência do IPVA*: atendimentogipva.economia@goias.gov.br.
Prazo para quitar IPVA 2025 de finais 1 e 2 termina na segunda-feira (15/9)
Brasil explode em festa enquanto bolsonaristas choram na casa de Bolsonaro
VÍDEOS: Brasil explode em festa enquanto bolsonaristas choram na casa de Bolsonaro O Brasil explodiu em festa na noite desta quinta-feira (11/9) para comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Jair Bolsonaro e outros sete réus à prisão por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção), pela Primeira Turma do STF, com um placar de 4 votos a 1, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. Antes mesmo da sentença ser oficialmente proferida, aglomerações de pessoas comemorando a condenação de Bolsonaro já eram registradas em Brasília e em diversas outras capitais brasileiras. A população lotou ruas, bares e restaurantes com fogos de artifício, bandeiras, instrumentos musicais e cerveja para celebrar o momento histórico, mas também para fazer pressão contra a anistia aos golpistas que vem sendo articulada pela extrema direita no Congresso Nacional. Desespero bolsonarista Já em frente à mansão de Bolsonaro em Brasília (DF) onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, o clima foi de desespero. Um pequeno grupo de apoiadores, parte deles enrolados em bandeiras dos EUA se reuniu para rezar e chorar. Bolsonaro condenado O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção), pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, com um placar de 4 votos a 1, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. Prevista para a sexta-feira (12/9), a dosimetria da pena foi realizada ainda nesta quinta (11/9), pondo fim ao julgamento, logo após os cinco ministros daquele colegiado, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisarem as bases legais para o estabelecimento do número de anos que constará na sentença. O ex-presidente também foi condenado a pagar 248 salários-mínimos (em valores da época em que o crime foi cometido). Tendo em vista que a condenação à prisão foi maior do que 8 anos, Bolsonaro terá que começar a cumprir a pena em regime fechado após a análise do único recurso possível, os embargos de declaração, que não têm potencial para alterar a sentença.
Caiado destaca modernização e desafios do campo em participação no Agro Summit 2025
Fotos: Hegon Correa Governador ressaltou impacto da tecnologia, segurança no campo e crédito rural como pilares para o desenvolvimento do setor, em evento realizado pelo Bradesco em São Paulo A força do agronegócio brasileiro, bem como de Goiás, e o avanço da capacidade produtiva graças à tecnologia foram temas da participação do governador Ronaldo Caiado na manhã desta quinta-feira (11/9), em São Paulo (SP), no Agro Summit 2025. Realizado pelo Bradesco BBI Agro, o evento reúne líderes do setor para debater os desafios e oportunidades de negócios do segmento. “As pessoas hoje entendem o significado da agropecuária brasileira, com a relevância dela no cenário, não só da nossa balança comercial, mas por transformar a realidade no interior do Brasil”, afirmou o governador. Compondo o painel “Diálogo pelo Futuro do Agro”, Caiado enfatizou o papel fundamental do agro na transformação social e econômica. Devido ao desenvolvimento ancorado nas revoluções tecnológicas, o setor foi responsável por elevar a renda per capita, melhorar a qualidade de vida e promover o desenvolvimento regional em diversas regiões brasileiras, especialmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. “É o que mais se modernizou e mais deu conta de evoluir no país. Com todo respeito à área da indústria, serviço e comércio, ninguém conseguiu avançar igual”, salientou. Entre os avanços no campo, governador citou os centros de inoculantes em Goiás e a forte presença de inteligência artificial nas propriedades rurais, trazendo mais eficiência. “Hoje, uma propriedade utiliza inteligência artificial para identificar pragas, sem necessidade de pulverização sistêmica na lavoura” explicou. Ele também falou sobre o Centro de Agricultura Exponencial, desenvolvido em parceria com a Huawei, que utiliza a rede 5G para o monitoramento de áreas de pragas por drones, colocando o Estado na vanguarda da agricultura de alta tecnologia. A segurança pública e sua importância para o desenvolvimento rural também foram destacadas por Caiado, ao ressaltar que Goiás se tornou referência no setor, com propriedades totalmente georreferenciadas e um batalhão rural equipado com tecnologia de ponta, como o Starlink. “A segurança no campo é plena. Bandido não se cria”, garantiu, destacando que o Estado conseguiu eliminar a presença de facções criminosas em território goiano. Segundo ele, essa tranquilidade é uma condição essencial para que Goiás continue crescendo e se consolidando como um exemplo de estabilidade e desenvolvimento no Brasil. Caiado também chamou a atenção para o aumento da judicialização de dívidas no crédito rural. “Evidentemente falta uma política que possa tratar para que não chegue a essa situação. Isso é algo que tem que ser tratado dentro das decisões de governo, em que haja um fatiamento daqueles em que foram realmente brutalmente penalizados por condições seja climática ou econômicas de mercado e devem ser tratados de forma diferenciada”. O painel foi moderado pelo economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, e teve também a participação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos. A abertura do evento contou com a apresentação do CEO do Bradesco, Marcelo de Araújo Noronha. “O agronegócio brasileiro é uma potência global. E temos orgulho de contribuir com soluções financeiras, inteligência de mercado e iniciativas, como por exemplo este evento aqui, que promove conhecimento e conexão entre os principais agentes do setor”, afirmou.
Em Salvador, Caiado apresenta ações de Goiás para fortalecer agronegócio sustentável
Fotos: Walter Folador Governador palestra no 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade e destaca inovações tecnológicas na agricultura, biometano e programas de preservação do Cerrado O governador de GoiásRonaldo Caiado (UB) destacou, nesta quinta-feira (11/09), as ações desenvolvidas pelo Governo de Goiás em prol do avanço sustentável do agronegócio no estado, durante sua participação no 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, em Salvador (BA). O chefe do Executivo goiano foi palestrante no painel “Os desafios do agronegócio sustentável no Brasil”, que discutiu o papel estratégico do setor na economia e suas conexões com inovação tecnológica e preservação ambiental. Ao falar sobre o uso de combustíveis, Caiado lembrou que Goiás tem investido em tecnologias avançadas para produção de bioinsumo e biometano. “Estamos desenvolvendo esse potencial com muita rapidez, com mais alternativas de produção de energia limpa. Além disso, fizemos a aquisição de 500 ônibus para o transporte público movidos a biometano. É algo que mostra que nós temos avançado em cada uma das áreas na agricultura sustentável”, comentou o governador. O gestor goiano também ressaltou que Goiás tem avançado na pesquisa em inteligência artificial (IA) visando a preservação da sustentabilidade e o respeito ao homem do campo, garantindo segurança alimentar e a preservação dos biomas. “Utilizamos drones e IA para a pulverização de lavouras, com o uso de robôs capazes de identificar as pragas. É uma tecnologia de precisão, com a capacidade de diminuir cada vez mais a contaminação do lençol freático, como também dos nossos rios”, exemplificou. Durante sua apresentação, Caiado falou ainda sobre o reconhecimento do projeto Juntos Pelo Araguaia, que é considerado o maior programa de revitalização de bacias hidrográficas do Brasil, abrangendo 16 municípios goianos. “Já são mais de 5 mil hectares de recuperação das cabeceiras do Rio Araguaia. Estamos recuperando todas as nascentes com plantios e cercamento de todas as áreas, em um trabalho que iniciei desde o meu primeiro ano de governo”, enalteceu. Além disso, o governador ressaltou a importância do Programa Cerrado em Pé, que protege mais de 15 mil hectares do bioma por meio da parceria com proprietários rurais que se comprometem a preservar o Cerrado em suas propriedades. “Somos o único estado do país que faz o pagamento dessa política de preservação. Isso mostra que temos uma política de desenvolvimento do Cerrado”, disse. Cenário Nacional Durante o evento, o gestor goiano destacou que o Brasil possui a característica ímpar no mundo de conseguir preservar seus biomas, por meio do Código Florestal Brasileiro, considerado o mais rígido existente no mundo. “Você vê o potencial do país em capacidade produtiva, aliado à preservação ambiental, da qual não abrimos mão. Isso é fundamental para nós, pois sabemos a importância de preservar nossos rios e nossas nascentes”, afirmou. Para Caiado, a agropecuária brasileira está na vanguarda em relação ao uso de tecnologia em pesquisas. “Não existe nada na economia brasileira que tenha feito a transformação tecnológica realizada na agricultura. Ela está longe de qualquer outro setor da indústria, do comércio ou qualquer área, que não conseguiram acompanhar os avanços da tecnologia em pesquisa da agropecuária no país”, explicou. Congresso Neste ano, o congresso, que é consolidado como um dos mais relevantes eventos no cenário jurídico e empresarial do Brasil, teve como tema central “A Bahia e o Brasil na COP 30: Desafios e Oportunidades”. Transitando entre o universo jurídico e empresarial, o evento é um palco privilegiado para reflexões, trocas de ideias e busca de soluções que impactam a sociedade, alinhados às demandas atuais de sustentabilidade e desenvolvimento responsável. O evento é uma parceria entre a Associação Comercial da Bahia (ACB), Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (Ibrades), e o Lide Bahia com o objetivo de fomentar a discussão de temas de grande interesse para profissionais que atuam nas áreas de sustentabilidade e direito, contribuindo para a formação de recursos humanos, gestores e operadores do direito no Brasil.
STF condena Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado
© EVARISTO SA / AFP Em dia histórico para o país, o placar da 1ª Turma do STF terminou em 4 a 1 pela condenação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL-RJ) na ação penal por trama golpista. Para especialistas ouvidos pela RFI, o resultado mostra que as instituições seguem firmes na defesa da democracia no Brasil. O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do STF, foi o último a votar na sessão desta quinta-feira (11/9) que condenou Bolsonaro e mais sete réus por vários crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Zanin acatou a “procedência integral das acusações” e afirmou que a responsabilização dos envolvidos na tentativa de ruptura institucional é um “elemento fundamental para a pacificação nacional e a consolidação do Estado democrático de Direito”. Mas a maioria para a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo já havia sido formada pelo voto anterior da ministra Carmen Lúcia, para quem há ‘prova cabal’ de que os acusados atacaram as instituições democráticas. “Esse julgamento do Supremo Tribunal Federal é histórico por vários aspectos. O mais importante deles é porque atinge uma tentativa de golpe de Estado e isso difere da experiência republicana brasileira, que sempre foi condescendente com os golpistas, sobretudo aqueles vindos das Forças Armadas”, analisou o historiador Antonio Barbosa da Universidade de Brasília (DF). Além de Bolsonaro, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o general Augusto Heleno, o almirante Almir Garnier, o deputado federal Alexandre Ramagem, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ministro Anderson Torres foram acusados pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Carmen Lúcia disse na sessão desta quinta-feira que o grupo “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022, minar o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário.” A ministra afirmou também que “o que há de inédito, talvez, nessa ação penal, é que nela pulsa o Brasil que me dói”. A sessão foi marcada pela reação dos ministros ao colega Luís Fux, que ontem usou toda a sessão, de manhã até à noite, para apresentar seu voto, discordando dos demais. Já era esperado que Fux faria um contraponto, porém a forma como ele leu voto, sem permitir apartes, com palavras duras atribuídas ao relatório de Alexandre de Moraes gerou tensão na corte e municiou o coro dos bolsonaristas em defesa de uma anistia ou ao menos uma redução de penas, propostas que vire e mexe ganham força no Congresso Nacional. O ministro Alexandre de Moraes chegou a exibir vídeos com discursos públicos de Bolsonaro, quando era presidente da República, criticando o STF. Um dos pontos mais criticados por Fux foi o julgamento pela Suprema Corte de pessoas que não tem mais foro, argumento rebatido por Carmen Lúcia: “Sempre votei do mesmo jeito. Sempre entendi que a competência era do STF”. “O valor do voto da ministra Carmen Lúcia reside no recado de que democracia do país não está fragilizada e à mercê de tumultos ou orquestrações de qualquer natureza contra ela. E que a classe política precisa entender e respeitar que a única forma de acesso ao poder é através do voto popular nas urnas”, declarou o cientista político e professor da ESPM Alexandre Bandeira. A 1ª Turma do STF deve ainda se reunir para analisar a chamada dosimetria, que é a definição das penas a serem atribuídas para cada um dos acusados pela prática dos crimes. Penas impostas pelo STF aos outros condenados pela trama golpista O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado, em julgamento histórico que também atingiu aliados políticos e militar. A Corte fixou penas severas para ex-ministros, generais e colaboradores diretos do ex-capitão, todos considerados partícipes da trama que visava abolir o Estado Democrático de Direito. Mauro CidO ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi beneficiado pela colaboração premiada homologada pelo Supremo. Alexandre de Moraes fixou a pena em dois anos de prisão em regime aberto, com extensão dos benefícios a seu pai, sua esposa e sua filha sua filha maior de idade, além da inclusão no programa de proteção da Polícia Federal. O relator ressaltou que, assim como não cabe indulto presidencial ou anistia do Congresso em crimes contra a democracia, tampouco cabe perdão judicial do Judiciário. Todos os ministros acompanharam o voto. Flávio Dino destacou que o Estado deve ““honrar a necessidade do fortalecimento” da delação premiada como instrumento de desmontagem de organizações criminosas. Walter Braga NettoEx-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022, Braga Netto recebeu uma das penas mais duras: 26 anos de prisão, sendo 24 anos de reclusão em regime fechado e 2 anos de detenção, além de 100 dias-multa de um salário mínimo cada. Moraes considerou a atuação de Braga Netto central nos planos golpistas, incluindo o chamado “Copa 2022” e o “Punhal Verde e Amarelo”. Flávio Dino havia proposto pena de mais de 30 anos, mas se adequou ao cálculo do relator. Luiz Fux, que divergiu em relação a outros réus, condenou Braga Netto especificamente pelo crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, fixando fixando pena de 7 anos em regime fechado. Anderson TorresEx-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no 8 de Janeiro, Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa. Moraes destacou que, como delegado da Polícia Federal e ocupante de cargos estratégicos, Torres tinha “circunstâncias totalmente desfavoráveis” e papel ativo na omissão que permitiu a invasão e destruição das sedes dos Três Poderes. A pena foi confirmada pelos demais ministros. Almir GarnierO ex-comandante da Marinha foi
Estratégia de Fux é abrir caminho para Bolsonaro tentar anulação de julgamento
A coluna do Estadão destaca o significado do voto de Fux pela “incompetência absoluta” do STF para julgar o caso, o que gerou um impacto inesperado, especialmente entre os bolsonaristas Foto: Divulgação – Jair Bolsonaro e o STF Em um surpreendente giro de postura, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou seu histórico de votações e assumiu uma posição que reacendeu as esperanças de Jair Bolsonaro e seus seguidores de que o julgamento da tentativa de golpe de Estado possa ser anulado no futuro. O voto de Fux, apresentado nesta quarta-feira (10), no julgamento da trama golpista, contrariou seu perfil anterior, geralmente mais punitivista, e o aproximou de uma postura garantista, que defende penas mais brandas e a revisão de sentenças. A coluna do Estadão destaca o significado do voto de Fux pela “incompetência absoluta” do STF para julgar o caso, o que gerou um impacto inesperado, especialmente entre os bolsonaristas. Embora esse voto não altere, por enquanto, as iminentes condenações dos réus envolvidos na tentativa de golpe, ele reacendeu o desejo de parte de seus apoiadores de que, em algum momento, o julgamento possa ser reconsiderado. Para alguns, a decisão do ministro pode abrir brechas jurídicas que, em um cenário futuro de mudanças políticas, possibilitem uma revisão do caso. Receita Nos bastidores, aliados de Bolsonaro comparam o voto de Fux a uma “receita de remédio”, indicando que a decisão pode ser a chave para uma revisão futura do processo. Enquanto isso, os bolsonaristas preferem não se antecipar sobre cenários tão distantes, concentrando-se nas argumentações jurídicas do voto de Fux para pressionar pela votação da anistia no Congresso. Este movimento, ao lado das mudanças na dinâmica do STF, traz à tona o debate sobre as possíveis revisões de julgamentos e a instabilidade política que pode influenciar decisões jurídicas em momentos chave. O caso continua a ser monitorado de perto por aliados e opositores, que seguem atentos a qualquer mudança na composição do Supremo, o que poderia reverter o andamento atual do julgamento.
Nikolas Ferreira defende fechamento da Rede Globo
Divulgação Vale lembrara a Nikolas que, uma das marcas da ditadura brasileira (1964-1985) foi a censura aos meios de comunicação O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirma ser a favor da “liberdade de expressão”, usou as redes sociais quarta-feira (10/9) para defender o fechamento da Rede Globo. A declaração de Nikolas Ferreira reforça algo já apontado em artigo nesta Fórum: ele representa uma ameaça à democracia brasileira, especialmente porque apenas regimes ditatoriais determinam quais meios de comunicação podem ou não funcionar. Vale lembrar que uma das marcas da ditadura brasileira (1964-1985) foi a censura aos meios de comunicação e a todas as manifestações culturais. Durante esse período, livros, programas de televisão, músicas e outras produções artísticas foram censurados pelo regime. Chama atenção que a declaração de Nikolas Ferreira ocorra apenas uma semana depois de ele subir à tribuna da Câmara dos Deputados Federais para afirmar que, caso um dia se torne presidente da República, utilizará a estrutura do Estado para perseguir grupos sociais. Hoje, ele deu mais um passo além. A pergunta que fica é: até quando ele continuará ameaçando as instituições brasileiras e permanecerá impune?
Daniel Vilela vistoria obras do Hospital Estadual de Formosa
Fotos: André Costa Com ampliação, unidade terá 298 leitos e passará a atender toda a região do Entorno do Distrito Federal e Nordeste goiano O vice-governador Daniel Vilela vistoriou nesta quarta-feira (10/9) as obras de ampliação do Hospital Estadual de Formosa (HEF), que triplicará sua capacidade de atendimento e se tornará um complexo hospitalar de referência para os municípios do Nordeste goiano e do Entorno do Distrito Federal. Com o investimento de R$ 112 milhões do Governo de Goiás, a unidade elevará o número de leitos de internação de 85 para 298, incluindo 40 de Unidades de Terapia Intensa (UTIs). “O hospital é um investimento de grande importância para toda uma região do estado, que sempre buscava Brasília para conseguir assistência. Agora, com essa unidade em pleno funcionamento, triplicando sua capacidade, nós teremos toda uma região atendida, reforçando a decisão do governador Ronaldo Caiado de regionalizar a saúde e transformar promessas antigas em realidade”, afirmou Vilela. Além de triplicar a capacidade de atendimento, a obra quadruplicará a área construída da unidade, que passará de 5 mil para 21 mil metros quadrados, com a implantação de novas alas para abrigar os novos leitos de internação, divididos entre atendimentos adulto, neonatal, pediátrico e coronariano. O hospital também contará com cinco salas cirúrgicas destinadas a procedimentos de média e alta complexidade, além de um novo pronto-socorro ginecológico e obstétrico, com dois consultórios, quatro leitos de medicação, dois leitos de observação e espaço dedicado à internação psiquiátrica. Segundo o vice-governador, a entrega será feita por etapas a partir de dezembro, com a migração do atendimento para as novas alas, e a conclusão do complexo está prevista para março de 2026. Desenvolvimento regional Também presente na vistoria, o presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, ressaltou a parceria com a gestão municipal, liderada pela prefeita Simone Ribeiro, e o papel político de Daniel. “O vice-governador é incentivador e uma grande força da infraestrutura do Estado, apoiando de forma incansável nossas ações em todas as regiões. Em Formosa, já avançamos na zona rural com patrulhas mecanizadas e o programa Estrada Boa, e seguimos firmes em obras estruturantes que vão impulsionar emprego, renda e desenvolvimento”, afirmou. Sales acrescentou, ainda, que estão em andamento projetos executivos e articulações para a pavimentação de rodovias estratégicas, como a GO-116, no sentido São João d’Aliança, e a GO-484, que liga áreas produtivas ao município. “A cidade já é pujante, mas as obras vão elevar o município para outro nível de capacidade de geração de emprego, renda e desenvolvimento”, finalizou.
Quem indicou Luiz Fux para o STF? A história do ministro que votou para absolver Bolsonaro
BBC Brasil O ministro Luiz Fux foi indicado à Corte pela então presidente petista Dilma Rousseff em 2011 Hoje exaltado por apoiadores de Jair Bolsonaro por conta da divergência que está abrindo no julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux foi indicado à Corte pela então presidente petista Dilma Rousseff em 2011. Nesta quarta-feira (10/9), Fux votou por absolver Bolsonaro de todos os crimes pelos quais o ex-presidente é acusado. Fux começou a carreira como promotor de Justiça no Rio de Janeiro, na década de 1970, antes de ingressar na magistratura em 1983. Passou pelo Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e reconhecido acadêmico de Direito Processual. Pessoas que acompanharam a indicação de Fux ao STF por Dilma contam que seu nome já vinha sendo sugerido desde os primeiros governos de Lula, por diversas forças políticas. Além do apoio político, o magistrado também era visto como muito preparado tecnicamente. Havia ainda nos governos petistas o desejo de levar para o STF um ministro oriundo do STJ. O ministro já foi considerado um dos mais punitivistas da Corte, conhecido por agir com dureza no caso do Mensalão e por chancelar as decisões da operação Lava Jato. Ele defendeu, por exemplo, a prisão em segunda instância antes do esgotamento dos recursos — o que afetou diretamente casos como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no contexto da Lava Jato. Em 2019, nas conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil de procuradores e juízes da operação, ficou famosa a mensagem que o então juiz Sérgio Moro enviou ao procurador Deltan Dallagnol: “In Fux we trust” (“Em Fux nós confiamos”, em inglês). Nesta quarta-feira (10/9) em seu longo voto no julgamento de Bolsonaro e mais sete réus, Fux pediu a anulação do processo por considerar que o STF e a Primeira Turma não teriam competência para julgar o caso. Fux também acolheu um argumento-chave dos advogados: o de que houve cerceamento da defesa devido à falta de tempo adequado para que todo o material levantado nas investigações fosse analisado. Filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) exaltaram o voto de Fux. “Ministro Luiz Fux nada mais está fazendo do que sendo JUIZ! Ao falar o óbvio, choca a assessoria de imprensa de lula, que entende que os fins justificam os meios: se é contra Bolsonaro vale tudo, inclusive torturar a lei e a CF/88 [Constituição Federal]. FUX HONRA A TOGA”, comemorou Flavio Bolsonaro, cuja mensagem foi repostada por Eduardo Bolsonaro na rede social X. Renzo Gracie, mestre em jiu-jitsu e apoiador de Bolsonaro, também exaltou Fux — o magistrado pratica a modalidade. Em suas redes sociais, Renzo Gracie postou um trecho do voto de Fux, chamando o ministro de “verdadeiro mestre”. Renzo é neto de Carlos Gracie, um dos fundadores do jiu-jitsu. Falando a jornalistas no intervalo da sessão desta quarta no STF, o advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, comemorou o voto de Fux: “Lavou nossa alma”. Em março, ao analisar preliminarmente o caso, o ministro afirmou que a competência para julgar os acusados seria da primeira instância da Justiça. Se o Supremo tivesse a atribuição, disse, a decisão caberia ao Plenário e não à Primeira Turma — argumento usado pelas defesas dos acusados. Na votação sobre as medidas cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro, Fux foi o único a se posicionar contra, argumentando que elas restringiam “desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação”. O ministro também divergiu da maioria da Primeira Turma na definição da pena para a cabeleireira Débora Rodrigues, que pichou de batom a estátua A Justiça em frente ao STF. Moraes havia fixado pena de 14 anos. Dino e Cármen Lúcia seguiram o relator, enquanto Zanin propôs 11 anos. Fux defendeu a redução para 1 ano e 6 meses. Em entrevista à BBC News Brasil antes do voto de Fux, o advogado Gustavo Sampaio, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), havia afirmado que um posicionamento mais pró-absolvição no julgamento de Bolsonaro e outros réus seria “uma certa contradição” com a história do ministro no STF. “Por exemplo, durante o julgamento daquelas ações, habeas corpus e recursos que decorriam da Operação Lava Jato, o ministro, de fato, adotava uma postura punitivista, vigorosa, defensora da autoridade da lei penal, inflexível inclusive em relação a algumas garantias”, disse Sampaio. Álvaro Jorge, professor da FGV Direito Rio, explicou que Fux tendia a divergir da turma por analisar profundamente questões processuais, sua especialidade. “Há muitas discussões colocadas pelas defesas que são de natureza processual, o que abre muito espaço para um magistrado como o Fux buscar trazer uma visão diferente das que tem prevalecido até o momento na turma”, disse o professor da FGV, antes do voto de Fux. Fux começou a carreira como promotor de Justiça no Rio de Janeiro, na década de 1970, antes de ingressar na magistratura em 1983. Passou pelo Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e reconhecido acadêmico de Direito Processual. Pessoas que acompanharam a indicação de Fux ao STF por Dilma contam que seu nome já vinha sendo sugerido desde os primeiros governos de Lula, por diversas forças políticas. Além do apoio político, o magistrado também era visto como muito preparado tecnicamente. Havia ainda nos governos petistas o desejo de levar para o STF um ministro oriundo do STJ. Recentemente, Fux foi um dos poucos ministros do STF poupados da retaliação do governo americano à ação penal contra Bolsonaro, com a suspensão de vistos em julho. Moraes e outros sete ministros do Supremo tiveram a permissão para entrar nos EUA suspensa. Fux, André Mendonça e Nunes Marques — esses dois últimos indicados por Bolsonaro — não foram afetados.
Goiás Social e OVG iniciam montagem do Natal do Bem 2025
Fotos: Nandra Leão Com entrada e estacionamento gratuitos, a festa será realizada de 14 de novembro a 4 de janeiro de 2026 e deve receber mais de 1,5 milhão de visitantes O Governo de Goiás, por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e do Goiás Social, deu início à montagem do Natal do Bem 2025, considerado o maior Natal gratuito do Brasil. O evento será realizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, de 14 de novembro a 4 de janeiro de 2026, com entrada e estacionamento totalmente gratuitos. Para a instalação da estrutura, a esplanada do centro cultural estará fechada ao público a partir desta semana. Em 2024, o Natal do Bem registrou público recorde de 1,5 milhão de visitantes. Neste ano, a expectativa é superar esse número, consolidando o evento como uma das principais atrações de fim de ano do país. O funcionamento será de terça-feira a domingo, das 18h às 23 horas, exceto no dia 24 de dezembro, quando abrirá das 17h às 21 horas. No dia 31, véspera do Ano Novo, o evento não funcionará. “Estamos preparando o maior Natal gratuito do Brasil, um evento que representa a grandiosidade de Goiás e o nosso compromisso em cuidar das pessoas. Cada detalhe está sendo planejado com muito carinho e dedicação para que todas as famílias vivam uma experiência inesquecível e levem consigo a magia e a esperança que essa época do ano nos inspira”, afirma a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Estrutura grandiosa Com área total de 30 mil m², o projeto contará com quase 3 milhões de pontos de luz e uma árvore de 40 metros de altura. O público terá à disposição 12 mil vagas de estacionamento e quatro linhas exclusivas de transporte coletivo: duas regulares partindo dos terminais Praça da Bíblia e Isidória, além de duas linhas gratuitas que farão o trajeto entre a Praça Cívica e o Flamboyant Shopping e o local do evento. A Vila Gastronômica será ampliada e terá 27 quiosques com diversas opções de alimentação. Entre os destaques, estará o “prato social”, oferecido ao valor simbólico de R$ 12,00. Todos os ambientes do complexo serão acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Programação cultural Mais de 300 apresentações gratuitas vão animar os visitantes durante todo o período. O público poderá assistir a espetáculos com personagens natalinos que interagem de forma lúdica com as famílias, além de shows musicais com grandes artistas nacionais. Haverá ainda performances de bailarinos, cantores, acrobatas e artistas circenses, que darão vida a encenações teatrais e canções clássicas de Natal em diferentes espaços do evento.














