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Os gols contra de Trump

A falta de vergonha do presidente Donald Trump

A suposta maior democracia dos Estados Unidos a América (EUA) dá ao luxo de adotar medidas de restrição contra desafetos, por razões de etnia ou arrogância, na condição de um dos países-sede da atual Copa do Mundo. Esquece que o grande evento, de tradição já mais do que consagrada, reúne times de toda parte para disputar uma taça e exercer laços de fraternidade. Pior: a FIFA assistiu de braços cruzados às exibições de arbitrariedade, quando deveria, por dever de ofício, pelo menos protestar. Não bastasse o que fizeram com Omar Arsan, o prestigiado árbitro da Somália, impedindo-o de realizar suas funções nos Estados Unidos, foram além. Determinaram que os iranianos não se hospedassem em território nacional e os empurraram para o México. Aos atletas do Azerbaijão, submeteram a revistas humilhantes, em plena luz do dia, mal desembarcaram no aeroporto. Torna-se crescentemente explícita a herança dos extremismos políticos em relação às brutalidades do nazismo. À época das SA e SS, aqueles paramilitares hostilizavam adversários inocentes que, por algum motivo, não lhes caíam nas graças. Invadiam casas, prendiam cidadãos respeitáveis, sumiam com os detidos e os conduziam a campos de concentração. A Justiça constituía uma farsa incapaz de proteger alguém. E assim as arbitrariedades se sucediam. É o modelo de que a direita radical de hoje se utiliza sem pudor, entendendo-o como maneira de atingir seus objetivos e intimidar autoridades constituídas, incluindo a opinião pública. A perplexidade com que assistimos às decisões do presidente norte-americano tem raízes em nossa triste crônica de costumes. Ele se prevalece das funções que ocupa para fazer um governo voltado aos interesses de bilionários. Nos contatos diplomáticos, a não ser com a Rússia e a China, a quem respeita pela grandeza das economias e pela bomba atômica, despreza dirigentes. Lula constituiu uma exceção. Extorque vantagem política de desfavorecidos, perseguindo-os escandalosamente como pessoas de segunda classe, alguns ali há décadas! À semelhança dos nazistas, que discriminaram e mataram judeus, transformou latino-americanos em párias e os deporta sem respeito aos direitos humanos. A continuar nessa tendência, na Copa do Mundo de 2026, assistiremos a processos de degradação para figurar nos anais da nossa História. Claro que México e Canadá, também países-sede, compensarão as crueldades da nação vizinha. Figurarão no rol de sociedades que respeitam a soberania dos outros e defendem laços de solidariedade. Descontentarão os extremistas: fascistas de várias nacionalidades que se esforçam no sentido da degradação humana. A arte do futebol, quem sabe, superará tudo.

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