Fotos: Romullo Carvalho e Wesley Costa Governador fez sua última participação no tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Goiânia, como chefe do Executivo. A cerimônia teve público estimado em 5 mil pessoas O governador Ronaldo Caiado destacou, neste domingo (7/9), em Goiânia, durante o tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro, que a segurança pública é condição fundamental para a verdadeira independência de uma nação, ao resguardar a autoridade do Estado diante do crime. “Nós podemos comemorar o 7 de Setembro porque aqui não tem território ocupado por bandido, nem facção atuando no Estado de Goiás. É a maior segurança pública do Brasil, com todos eles desfilando aqui com vocês”, discursou. O desfile teve a participação de aproximadamente 4 mil integrantes, entre 2,5 mil agentes das forças militares, bem como representantes de instituições civis, escolas e sociedade organizada. O chefe do Executivo estadual goiano passou em revista à tropa, participou do hasteamento do Pavilhão Nacional e da execução do Hino Nacional Brasileiro. Caiado estava acompanhado do comandante de Operações Especiais do Exército, general Sérgio Alexandre de Oliveira, do vice-governador Daniel Vilela, do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e da cúpula da Segurança Pública de Goiás. No sétimo ano de governo, esta é a última participação de Caiado como governador na data que carrega significado histórico para a nação brasileira. “Trabalho com honestidade, botando para valer o amor e o espírito público para que, ao terminar o meu mandato, eu possa caminhar pelas ruas não só de Goiânia, mas de todo o Estado. Eu não precisarei mudar de Goiás, porque o povo me atende com carinho e me deu agora uma aprovação de 88%, nunca atingida nesse país”, sublinhou ao destacar o resultado da pesquisa Quaest divulgada no final de agosto. Desfile As apresentações percorreram a Avenida Tocantins, no setor Central de Goiânia. O público presente foi estimado em aproximadamente 5 mil pessoas. As autoridades acompanharam o evento do palanque oficial. “Parabéns, governador, o senhor mostra a força do nosso Estado, das nossas forças de segurança de uma maneira geral e também das nossas escolas estaduais, que deram show aqui na avenida”, afirmou o prefeito Sandro Mabel. “Esse desfile de 7 de Setembro vai ficar cada vez melhor”, acrescentou o gestor. As tropas militares abriram a celebração marchando e, ainda, em desfile motorizado, de cavalaria e aéreo. Integraram a cerimônia, em ordem, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar do Estado de Goiás, os Colégios Militares, o Corpo de Bombeiros Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a Polícia Civil, a Polícia Científica, a Polícia Penal, a Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor de Goiás (Procon Goiás) e o Programa de Defesa do Consumidor (Procon Goiânia). Educação e civismo As bandas marciais de seis colégios da rede estadual iniciaram a parte civil do desfile. Caiado acompanhou com orgulho e lembrou como a educação foi resgatada em suas gestões, permanecendo como um dos eixos de investimentos de seu governo desde 2019. Ele mencionou o incentivo ao civismo e ao patriotismo no ambiente escolar, com projetos das bandas marciais apoiados diretamente pelo Governo de Goiás. Somente neste ano, bandas, fanfarras e corais receberam R$ 1 milhão em investimentos, destinados por meio do Fundo de Arte e Cultura de Goiás (FAC).
Caiado defende segurança pública como base para a verdadeira independência
No Sudoeste, Caiado lança pavimentação das GOs 180 e 178 com investimento de R$ 239,8 milhões
Fotos: Júnior Guimarães Primeiras obras por meio de novo modelo de contratação foram viabilizadas em tempo recorde; novas rodovias irão viabilizar aumento do escoamento de safra na região O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) lançou, sábado (6/9), em Jataí – região do sudoeste goiano, as duas primeiras obras rodoviárias de Goiás realizadas dentro do novo modelo de contratação adotado pelo Estado. Serão asfaltados 32,88 quilômetros da GO-180, no município, e outros 38,8 quilômetros na GO-178, em Itarumã. O investimento total é de R$ 239,8 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). “Hoje as pessoas estão vendo que valeu a pena, que tudo aquilo que o produtor rural paga ao Fundeinfra é revertido em obra e ainda mais, porque tem outra parcela, quase de igual quantia, que é do Tesouro”, afirmou Caiado durante visita aos trechos. “O Estado precisa de apoio em certos momentos, como está sendo dado pelo Fundeinfra, e os resultados estão aí”, completou. O novo modelo de contratação, em colaboração com o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), propiciou a seleção das construtoras em tempo recorde, pouco mais de dois meses, enquanto os processos tradicionais podem levar até três anos. Na GO-178, serão pavimentados 38,8 quilômetros, entre a BR-364 e a GO-306, no valor de R$ 116,2 milhões e previsão de conclusão para 2027. Na GO-180, serão 32,88 quilômetros, entre o fim da pavimentação existente e o entroncamento com a GO-306, no valor de R$ 123,6 milhões e previsão de entrega para 2028. O governador reforçou que as intervenções terão impactos positivos para os municípios. “Isso tudo vai transformando essa região num lugar que, de agora para frente, vai enriquecer em renda per capita. E onde nós temos agricultura, a qualidade de vida do município é muito melhor”, salientou. O vice-governador, Daniel Vilela, que havia acompanhado a assinatura do contrato, no último dia 27 de agosto, também esteve no canteiro de obras. “O Fundeinfra é um programa que tem inteligência, tem um planejamento muito bem feito e que leva em consideração que, ao investirmos aqui, nós teremos rapidamente esse retorno”, sublinhou (foto acima). Presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales reforçou a vanguarda da parceria adotada com o Ifag. “Uma aliança para mostrar para o Brasil a capacidade de organização, inovação e produção que o Governo de Goiás tem. Somos o único estado onde a gente tem uma obra de gestão compartilhada de infraestrutura por intermédio do terceiro setor”, disse. “Hoje tem 74 dias que a gente assinou o termo de colaboração entre o Ifag e o Governo de Goiás. Essas obras, para estarem neste estágio atual, levariam até três anos nos meios normais de contratação”, lembrou o presidente do Ifag, Armando Rollemberg. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, ressaltou que a perspectiva é de aumento na produção local, devido à melhoria logística. “Sem dúvida nenhuma, dará toda condição para que o produtor rural possa escoar a sua produção”, avaliou. “O que está acontecendo aqui hoje é um marco histórico. Tem pessoas, tem produtores aqui que estão há 40 anos esperando esse dia”, afirmou o presidente do sindicato rural de Jataí, Evandro Vilela. O ex-prefeito de Jataí, Humberto Machado, que apresentou a demanda ao Estado durante seu governo, também marcou presença no ato. Impacto econômico A pavimentação trará impulso significativo no desenvolvimento econômico, especialmente nos municípios de Jataí, Caçu, Serranópolis, Itarumã e Aparecida do Rio Doce. Somente na GO-178, são escoadas 440 mil toneladas de produtos por ano, podendo ultrapassar 1 milhão no futuro. Na GO-180, esse número poderá ultrapassar 1,6 milhão de toneladas anuais. O volume de veículos pesados previsto nas rodovias também deve crescer significativamente, com potencial médio de expansão de até 161%. Caiado afirmou que, para cada R$ 1 investido na obra, a receita bruta dos municípios deverá crescer em torno de R$ 3. “São dados que mostram que não estamos no achismo, não é mais ou menos. Tudo é estudado e estão aqui dados para mostrar aqui a vocês o que é nossa a receita, o investimento e a perspectiva de aumento da área produzida”, comentou.
Direita ocupa ruas no 7 de Setembro com críticas ao STF e pedido de anistia
CNN Brasil Na capital federal, o ato bolsonarista reuniu parlamentares como Jaime Bagattoli (PL-RO), Zé Trovão (PL-SC), Mario Frias (PL-SP), Alberto Fraga (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Bia Kicis (PL-DF) O 7 de Setembro foi marcado por manifestações da direita em diversas capitais do país. Em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) foram às ruas com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pedidos de anistia para os presos pelos ataques de 8 de janeiro. Na capital federal, o ato bolsonarista reuniu parlamentares como Jaime Bagattoli (PL-RO), Zé Trovão (PL-SC), Mario Frias (PL-SP), Alberto Fraga (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Bia Kicis (PL-DF). Os discursos foram marcados por ataques ao STF e à condução do julgamento da chamada “trama golpista”, que apura a tentativa de Bolsonaro e aliados de reverter o resultado das eleições de 2022. “Bolsonaro não cometeu nenhum crime. Eleição sem Bolsonaro é golpe”, disse Mario Frias. Bia Kicis afirmou: “Somos a voz do Bolsonaro. Somos o exército da liberdade e justiça”. Um áudio breve de Michelle Bolsonaro foi tocado no carro de som, e os presentes denunciaram o que chamam de perseguição política. “Idosos foram presos. Débora do Batom e outras pessoas condenadas a penas piores que assassinos”, afirmou Frias. No Rio de Janeiro, a manifestação se concentrou na orla de Copacabana, com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. Participaram do ato o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL-RJ). Flávio afirmou que o evento é uma resposta política ao julgamento em curso no Supremo. Em São Paulo, apoiadores de Bolsonaro se concentraram na Avenida Paulista, reforçando críticas ao Judiciário e pedindo liberdade para os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
Lula, ministros e Hugo Motta vão a desfile cívico-militar do 7/9
CNN Brasil “Brasil Soberano” foi escolhido como mote pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio aos embates com o governo dos Estados Unidos da América (USA) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do desfile cívico-militar de 7 de Setembro em Brasília (DF). O chefe do Planalto chegou à Esplanada dos Ministérios, na manhã deste domingo (7/9), como prevê o protocolo, no tradicional Rolls-Royce, carro oficial da Presidência. Lula acompanha o desfile que marca o Dia da Independência do Brasil na capital ao lado de integrantes do comando das Forças Armadas, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros de Estado (veja lista abaixo) e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na celebração deste ano, o governo Lula destacou a valorização do patriotismo e de defesa à nação. Sob o mote de valorização da soberania nacional, o desfile, que terá cerca de duas horas de duração, será amparado por dois outros eixos temáticos: a COP30 e Novo PAC. “Brasil Soberano” foi escolhido como mote pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio aos embates com o governo dos Estados Unidos da América (USA), perante o tarifaço de 50% imposto aos produtos brasileiros e à pressão de anistia a suspeitos e envolvidos tanto nos atos de 8 de janeiro de 2024 quanto na suposta tentativa de golpe de Estado. A frase também está em destaque na tribuna de honra, onde ficam as autoridades durante o desfile. O governo federal ainda distribuiu ao público bonés com o escrito “Brasil Soberano”. Ministros presentes Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática) Rui Costa (Casa Civil) Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência) Márcio França (Empreendedorismo) Anielle Franco (Igualdade Racial) Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania) Mauro Vieira (Relações Exteriores) Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) Renan Filho (Transportes) Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) Jader Barbalho Filho (Cidades) Sonia Guajajara (Povos Indígenas) José Múcio Monteiro (Defesa) Alexandre Padilha (Saúde) Margareth Menezes (Cultura) Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) Sidônio Palmeira (Comunicação) Camilo Santana (Educação) Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) Luciana Santos (Ciência Tecnologia e Inovação)
Ato da esquerda no centro de São Paulo tem bandeiras do Brasil e pedidos de prisão para Bolsonaro
Foto: Fabio Vieira/Estadão Manifestantes exibem bonecos infláveis de Bolsonaro e Trump em ato realizado no centro de São Paulo A poucos quilômetros da Avenida Paulista, programada para receber uma manifestação bolsonarista na tarde deste 7 de setembro, em São Paulo, representantes de centrais sindicais, de partidos políticos e membros de grupos aliados à esquerda se reúnem na Praça da República (centro) na manhã deste domingo, 7, para participar do tradicional ato Grito dos Excluídos. Organizado pelo Brasil Popular e Povo sem Medo, a tradicional manifestação, organizada para defender os direitos de grupos marginalizados, chega a sua 31° edição. Este ano, o lema escolhido para o ato é “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de Todo Dia”, motivado pelas medidas do presidente dos EUA, Donald Trump, de taxar as importações brasileiras e alegar perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de outras pautas surge também na praça a partir do conteúdo de bandeiras e faixas estendidas, como o fim da escala trabalhista de 6 x 1 (seis dias de trabalho para um de descanso); a “taxação dos super-ricos”; a não anistia aos condenados aos ataques em Brasília, no 8 de janeiro de 2023; e também pela prisão de Bolsonaro, que está sendo julgado pela primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Discursos Lideranças sindicais e políticos, como as deputadas estaduais petistas professora Bebel e Thainara Faria, participam dos discursos no caminhão de som. Em discurso uníssono, todos pedem pelo fim da escala 6 x 1, e também pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O coro de “Sem anistia” é um dos mais entoados pelo público. “Este é o verdadeiro grito de independência”, afirmou a vereadora Silvia Ferraro (PSOL-SP), quando foi convidada a fazer a sua fala. Os discursos também fizeram críticas ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Jair Bolsonaro e possível candidato a presidência, e Donald Trump. Falas em defesa da Palestina e da Venezuela também estiveram presentes nos discursos. Vendas O ato também é uma oportunidade para vendas. Entre os artigos, há bandeiras do PT, do rosto Presidente Lula e também da Palestina. Entre bonés, há os tradicionais do Movimento dos Trabalhadores e o azul usado pelo equipe do Presidente Lula, com a frase “O Brasil é dos brasileiros”. Mas destaca-se também os que projetam as eleições do ano que vem, com os dizeres “Lula 2026”. A expectativa é de que o Ato dos Excluídos seja organizado em cerca de 40 cidades pelo País, em pelo menos 23 Estados.
Folha cobra em editorial a condenação de Jair Bolsonaro
Foto: REUTERS/Adriano Machado Jornal afirma que ex-presidente atentou contra a democracia e defende decisão exemplar do Supremo Tribunal Federal O jornal Folha de S.Paulo publicou, sábado (6/9), um editorial contundente no qual cobra a condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No texto, intitulado O Supremo tem de condenar Bolsonaro, a publicação sustenta que a atuação do ex-presidente em 2022 configurou tentativa de golpe contra a democracia brasileira. Segundo o editorial, Bolsonaro preferiu “embarcar numa aventura de sucesso improvável” em vez de se preparar para exercer o papel de líder da oposição após sua derrota eleitoral. Para o jornal, ficou demonstrado que o então presidente tentou coagir os comandos militares a aceitar um decreto de intervenção que funcionaria como fachada jurídica para um golpe de Estado. Pressão sobre quartéis e apoio a atos golpistas O texto descreve como Bolsonaro apoiou a pressão exercida por seus seguidores diante de instalações das Forças Armadas, além do constrangimento dirigido nos bastidores a generais que resistiam à ruptura institucional. Ambos os movimentos, de acordo com a Folha, tiveram o endosso explícito ou tácito do núcleo governista. “Bolsonaro pretendeu obter pela força o que lhe foi negado pelos votos”, afirma o editorial, acrescentando que apenas a postura dos comandantes do Exército e da Aeronáutica impediu que a conspiração se concretizasse. Conduta tipificada no Código Penal A publicação argumenta que as ações do ex-presidente se enquadram no Código Penal, que criminaliza tentativas de derrubar o regime constitucional por meio da violência. Diante disso, os ministros da Primeira Turma do STF não teriam outra opção senão considerá-lo culpado. “A boa Justiça não age para se vingar. Não responde nem se submete a pressões e paixões políticas”, escreve o jornal, ressaltando que a condenação serviria como prevenção a futuras ameaças golpistas. O recado do STF ao futuro A Folha observa que o caso deveria ser apreciado pelo plenário do Supremo, e não apenas pela Primeira Turma, e alerta para que não haja excessos na fixação das penas e no regime de prisão. Para o jornal, os votos de Alexandre de Moraes e dos demais ministros terão peso histórico: “Um acórdão solar e equilibrado estimulará o respeito às regras eleitorais, a observância dos limites do poder e o abandono das conspirações militares”. Dessa forma, o editorial conclui que a condenação de Bolsonaro não é apenas uma resposta ao passado, mas um sinal inequívoco de que a democracia brasileira não admite retrocessos autoritários.
Paulo Figueiredo: a anistia será feita por ‘bem ou por mal’
Foto: Reprodução / You Tube Figueiredo e Eduardo Bolsonaro fazem a articulação junto à Casa Branca – sede do governo norte-americano. Nesta semana, eles estiveram em Washington Capital dos EUA. O jornalista Paulo Figueiredo disse ao blog sexta-feira (5/9) que a anistia “ampla geral ou irrestrita será feita por bem ou por mal” no Brasil, e que inclusive o texto foi apresentado à Casa Branca há algum tempo. “O que vai ser feito por bem ou por mal é anistia ampla geral ou irrestrita. Não estamos negociando se vai incluir Bolsonaro ou não. É geral. Se não fizer agora, vai ter que fazer outra depois”, disse Paulo Figueiredo ao blog. Figueiredo e Eduardo Bolsonaro fazem a articulação junto à Casa Branca. Nesta semana, estiveram em Washington. O cronograma é aprovar a anistia depois do julgamento do STF. Se isso ocorrer, afirma Figueiredo, os EUA devem suspender as tarifas por 60 dias. E a Lei Magnitsky para ministros do STF pode não ser aplicada – só mantendo a de Moraes. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, disse ao blog disse sexta-feira (5/9) que aguarda o cronograma de Motta para pautar a anistia e a definição do relator.
Zanin confirma sessões extras para julgamento de Bolsonaro
CNN Brasil O presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cristiano Zanin, incluiu sessões extras na quinta-feira (11/9) para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na ação que apura um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão de Zanin ocorreu na tarde de sexta-feira (5/9), após pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal da trama golpista no STF. As sessões extras vão ser realizadas na manhã e tarde de quinta. A sessão plenária do STF foi cancelada. As próximas sessões estão previstas apenas para leitura do voto dos ministros. Veja as datas: 9 de setembro, terça-feira — 9h às 12h e 14h às 19 horas 10 de setembro, quarta-feira — 9h às 12 horas 11 de setembro, quinta-feira — 9h às 12h e 14h às 19 horas 12 de setembro, sexta-feira — 9h às 12h e 14h às 19 horas O julgamento está na reta final. Na próxima semana, o relator Alexandre de Moraes fará a leitura do voto. Depois, será seguido pelos demais ministros, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, nesta ordem. A ordem que a Primeira Turma tem utilizado é julgar as questões preliminares e, em seguida, se vota o mérito, ou seja, a votação sobre a condenação ou absolvição. Quem são os réus? Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Alexandre Ramagem, deputado e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional); Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. Quais são os crimes apontados? O grupo responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A única exceção é Alexandre Ramagem, que teve a acusação de dois crimes suspensa pela Câmara dos Deputados. Ele responde por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.
Em Goiânia, governador Ronaldo Caiado participa do desfile cívico-militar de 7 de setembro
Fotos: Secom Evento marca a comemoração pelos 203 anos da Independência do Brasil O governador Ronaldo Caiado prestigia, na manhã deste domingo (7/9), o tradicional desfile cívico-militar em comemoração à Independência do Brasil, na Avenida Tocantins, no Centro de Goiânia. O evento também contará com a presença de homens das forças de segurança, além de estudantes da rede estadual de ensino. Essa é a última vez que Caiado participa do desfile como governador do Estado. O chefe do Executivo se junta a outras autoridades, como o vice-governador, Daniel Vilela, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e o general do Exército Sérgio Alexandre de Oliveira. Organizado pela Prefeitura de Goiânia, o evento tem início às 7h30 com revista às tropas, seguida pelo hasteamento do Pavilhão Nacional às 8h. Às 8h30 começa o desfile oficial, que reunirá forças militares, instituições civis, escolas e representantes da sociedade organizada. Representam as forças de segurança estaduais: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal. Também estão confirmadas as bandas marciais dos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás Major Oscar Alvelos e Waldemar Mundim; do Colégio Estadual José Lobo; e dos Centros de Ensino em Período Integral Ismael Silva de Jesus, Edmundo Pinheiro de Abreu e Francisco Maria Dantas.
Caiado recebe maior honraria concedida pela Polícia Militar de Mato Grosso
Fotos: Rômulo Carvalho Em Cuiabá, governador é condecorado com medalha da Ordem Homem do Mato e reitera parceria entre estados para fortalecer combate ao crime nas divisas O governador Ronaldo Caiado recebeu nesta sexta-feira (5/9), em Cuiabá, a medalha da Ordem Homens do Mato, honraria máxima concedida pela Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT), instituição que celebra 190 anos. A condecoração faz referência ao nome da primeira estrutura de polícia mato-grossense e reconhece a liderança de Caiado para consolidar segurança pública com excelência em Goiás. Caiado recebeu a comenda em solenidade na Arena Pantanal, com a presença de policiais e autoridades. “Se tem dois estados, no Brasil, que faccionado não manda em um palmo de terra é Mato Grosso e Goiás, porque aqui nós temos respeito ao cidadão, temos forças que têm coragem de enfrentar”, enalteceu. A fala de Caiado faz menção ao estudo divulgado recentemente pela Cambridge University Press, em que ficou demonstrado que 60 milhões de brasileiros vivem sob comando do crime organizado. O líder goiano agradeceu a deferência do governador mato-grossense, Mauro Mendes, em conceder a homenagem. “Alegria de ter sido convidado pelo meu colega que hoje governa esse Estado. Eu tenho um respeito e um carinho enorme por ele, pela gestão dele”, afirmou. “A toda a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso o meu reconhecimento. São 190 anos, já tem uma idade bem além da de Goiás, quero parabenizá-los por isso”, enalteceu. O secretário-chefe da Casa Civil do Estado de Mato Grosso, Fábio Garcia, representou o governador Mauro Mendes, que faz acompanhamento no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após um acidente. Garcia avalizou a escolha de Caiado para receber a honraria. “É uma trajetória de vida marcada por muitos enfrentamentos corajosos, defendendo as suas convicções e fazendo um brilhante trabalho no estado de Goiás, em especial na segurança pública, que é referência nacional”, reconheceu. “Exemplo para o país de como construir uma sociedade mais justa e mais segura”, acrescentou. A medalha é destinada a autoridades civis e militares em reconhecimento e homenagem às personalidades e instituições pelos serviços prestados em parceria com a Polícia Militar e a Segurança Pública mato-grossense. A homenagem ocorreu durante solenidade de formatura de novas turmas de oficiais de praças, ocasião em que houve ainda anúncio de promoções de militares. O evento reuniu policiais, familiares e autoridades, entre elas parlamentares e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Compromisso “Fomos os primeiros estados a avançar nessa integração entre as nossas forças de segurança”, reiterou Caiado ao mencionar que a PMMT atua em parceria com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás no combate a crimes de fronteira, entre eles descaminho, contrabando, tráfico de armas. “Não existe a divisa. As nossas forças podem transitar de um lado para outro, no mesmo ritmo, que nós temos aqui a certeza que essa parceria é com o objetivo único, pacificar e dar tranquilidade para a população viver”, sublinhou. A atuação conjunta foi endossada pelo secretário de Segurança Pública de MT, coronel César Augusto de Camargo Roveri. “Nós trocamos muitas experiências, temos ações em conjunto nas fronteiras dos nossos estados”, afirmou. Ele citou a Operação Canguçu, considerada uma das maiores forças-tarefas para capturar criminosos no país e que, em 2023, reuniu policiais de Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Minas Gerais. “Mostrou como trabalhamos irmanados, unidos, porque essa integração é que vai fazer frente à criminalidade e, principalmente, às facções criminosas”, disse. Promoções O comandante-geral da Polícia Militar mato-grossense, coronel Cláudio Fernando Tinoco, celebrou a promoção de 983 homens, sendo mais de 888 praças e 95 oficiais. “Tenho certeza que o que a PM tem de maior valor são as pessoas que aqui dentro estão. São as pessoas que já vestiram essa farda, são as pessoas que vestem essa farda atualmente”, afirmou. “Através dessas pessoas, da sua dedicação, do compromisso de servir e proteger a sociedade, mesmo com risco da própria vida, é que a PM construiu, ao longo dos seus 190 anos, o seu legado de entrega, de dedicação à sociedade mato-grossense”, declarou.














