BBC Brasil O ministro Luiz Fux foi indicado à Corte pela então presidente petista Dilma Rousseff em 2011 Hoje exaltado por apoiadores de Jair Bolsonaro por conta da divergência que está abrindo no julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux foi indicado à Corte pela então presidente petista Dilma Rousseff em 2011. Nesta quarta-feira (10/9), Fux votou por absolver Bolsonaro de todos os crimes pelos quais o ex-presidente é acusado. Fux começou a carreira como promotor de Justiça no Rio de Janeiro, na década de 1970, antes de ingressar na magistratura em 1983. Passou pelo Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e reconhecido acadêmico de Direito Processual. Pessoas que acompanharam a indicação de Fux ao STF por Dilma contam que seu nome já vinha sendo sugerido desde os primeiros governos de Lula, por diversas forças políticas. Além do apoio político, o magistrado também era visto como muito preparado tecnicamente. Havia ainda nos governos petistas o desejo de levar para o STF um ministro oriundo do STJ. O ministro já foi considerado um dos mais punitivistas da Corte, conhecido por agir com dureza no caso do Mensalão e por chancelar as decisões da operação Lava Jato. Ele defendeu, por exemplo, a prisão em segunda instância antes do esgotamento dos recursos — o que afetou diretamente casos como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no contexto da Lava Jato. Em 2019, nas conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil de procuradores e juízes da operação, ficou famosa a mensagem que o então juiz Sérgio Moro enviou ao procurador Deltan Dallagnol: “In Fux we trust” (“Em Fux nós confiamos”, em inglês). Nesta quarta-feira (10/9) em seu longo voto no julgamento de Bolsonaro e mais sete réus, Fux pediu a anulação do processo por considerar que o STF e a Primeira Turma não teriam competência para julgar o caso. Fux também acolheu um argumento-chave dos advogados: o de que houve cerceamento da defesa devido à falta de tempo adequado para que todo o material levantado nas investigações fosse analisado. Filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) exaltaram o voto de Fux. “Ministro Luiz Fux nada mais está fazendo do que sendo JUIZ! Ao falar o óbvio, choca a assessoria de imprensa de lula, que entende que os fins justificam os meios: se é contra Bolsonaro vale tudo, inclusive torturar a lei e a CF/88 [Constituição Federal]. FUX HONRA A TOGA”, comemorou Flavio Bolsonaro, cuja mensagem foi repostada por Eduardo Bolsonaro na rede social X. Renzo Gracie, mestre em jiu-jitsu e apoiador de Bolsonaro, também exaltou Fux — o magistrado pratica a modalidade. Em suas redes sociais, Renzo Gracie postou um trecho do voto de Fux, chamando o ministro de “verdadeiro mestre”. Renzo é neto de Carlos Gracie, um dos fundadores do jiu-jitsu. Falando a jornalistas no intervalo da sessão desta quarta no STF, o advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, comemorou o voto de Fux: “Lavou nossa alma”. Em março, ao analisar preliminarmente o caso, o ministro afirmou que a competência para julgar os acusados seria da primeira instância da Justiça. Se o Supremo tivesse a atribuição, disse, a decisão caberia ao Plenário e não à Primeira Turma — argumento usado pelas defesas dos acusados. Na votação sobre as medidas cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro, Fux foi o único a se posicionar contra, argumentando que elas restringiam “desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação”. O ministro também divergiu da maioria da Primeira Turma na definição da pena para a cabeleireira Débora Rodrigues, que pichou de batom a estátua A Justiça em frente ao STF. Moraes havia fixado pena de 14 anos. Dino e Cármen Lúcia seguiram o relator, enquanto Zanin propôs 11 anos. Fux defendeu a redução para 1 ano e 6 meses. Em entrevista à BBC News Brasil antes do voto de Fux, o advogado Gustavo Sampaio, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), havia afirmado que um posicionamento mais pró-absolvição no julgamento de Bolsonaro e outros réus seria “uma certa contradição” com a história do ministro no STF. “Por exemplo, durante o julgamento daquelas ações, habeas corpus e recursos que decorriam da Operação Lava Jato, o ministro, de fato, adotava uma postura punitivista, vigorosa, defensora da autoridade da lei penal, inflexível inclusive em relação a algumas garantias”, disse Sampaio. Álvaro Jorge, professor da FGV Direito Rio, explicou que Fux tendia a divergir da turma por analisar profundamente questões processuais, sua especialidade. “Há muitas discussões colocadas pelas defesas que são de natureza processual, o que abre muito espaço para um magistrado como o Fux buscar trazer uma visão diferente das que tem prevalecido até o momento na turma”, disse o professor da FGV, antes do voto de Fux. Fux começou a carreira como promotor de Justiça no Rio de Janeiro, na década de 1970, antes de ingressar na magistratura em 1983. Passou pelo Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e reconhecido acadêmico de Direito Processual. Pessoas que acompanharam a indicação de Fux ao STF por Dilma contam que seu nome já vinha sendo sugerido desde os primeiros governos de Lula, por diversas forças políticas. Além do apoio político, o magistrado também era visto como muito preparado tecnicamente. Havia ainda nos governos petistas o desejo de levar para o STF um ministro oriundo do STJ. Recentemente, Fux foi um dos poucos ministros do STF poupados da retaliação do governo americano à ação penal contra Bolsonaro, com a suspensão de vistos em julho. Moraes e outros sete ministros do Supremo tiveram a permissão para entrar nos EUA suspensa. Fux, André Mendonça e Nunes Marques — esses dois últimos indicados por Bolsonaro — não foram afetados.
Quem indicou Luiz Fux para o STF? A história do ministro que votou para absolver Bolsonaro
Goiás Social e OVG iniciam montagem do Natal do Bem 2025
Fotos: Nandra Leão Com entrada e estacionamento gratuitos, a festa será realizada de 14 de novembro a 4 de janeiro de 2026 e deve receber mais de 1,5 milhão de visitantes O Governo de Goiás, por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e do Goiás Social, deu início à montagem do Natal do Bem 2025, considerado o maior Natal gratuito do Brasil. O evento será realizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, de 14 de novembro a 4 de janeiro de 2026, com entrada e estacionamento totalmente gratuitos. Para a instalação da estrutura, a esplanada do centro cultural estará fechada ao público a partir desta semana. Em 2024, o Natal do Bem registrou público recorde de 1,5 milhão de visitantes. Neste ano, a expectativa é superar esse número, consolidando o evento como uma das principais atrações de fim de ano do país. O funcionamento será de terça-feira a domingo, das 18h às 23 horas, exceto no dia 24 de dezembro, quando abrirá das 17h às 21 horas. No dia 31, véspera do Ano Novo, o evento não funcionará. “Estamos preparando o maior Natal gratuito do Brasil, um evento que representa a grandiosidade de Goiás e o nosso compromisso em cuidar das pessoas. Cada detalhe está sendo planejado com muito carinho e dedicação para que todas as famílias vivam uma experiência inesquecível e levem consigo a magia e a esperança que essa época do ano nos inspira”, afirma a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Estrutura grandiosa Com área total de 30 mil m², o projeto contará com quase 3 milhões de pontos de luz e uma árvore de 40 metros de altura. O público terá à disposição 12 mil vagas de estacionamento e quatro linhas exclusivas de transporte coletivo: duas regulares partindo dos terminais Praça da Bíblia e Isidória, além de duas linhas gratuitas que farão o trajeto entre a Praça Cívica e o Flamboyant Shopping e o local do evento. A Vila Gastronômica será ampliada e terá 27 quiosques com diversas opções de alimentação. Entre os destaques, estará o “prato social”, oferecido ao valor simbólico de R$ 12,00. Todos os ambientes do complexo serão acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Programação cultural Mais de 300 apresentações gratuitas vão animar os visitantes durante todo o período. O público poderá assistir a espetáculos com personagens natalinos que interagem de forma lúdica com as famílias, além de shows musicais com grandes artistas nacionais. Haverá ainda performances de bailarinos, cantores, acrobatas e artistas circenses, que darão vida a encenações teatrais e canções clássicas de Natal em diferentes espaços do evento.
STF recusa pedido de habeas corpus de Wanderlei Barbosa para voltar ao cargo
Foto: Ruraltins/Governo do Tocantins A defesa de Wanderlei entrou com pedido de habeas corpus, que não foi conhecido pelo ministro Edson Fachin O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), afastado do cargo pelo prazo de 180 dias, teve o pedido de habeas corpus recusado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (10). O pedido tinha sido apresentado pela defesa na tentativa de fazê-lo retornar ao governo após ser afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante a operação Fames-19. Wanderlei é investigado pela Polícia Federal por supostamente participar de um esquema de desvio recursos públicos da compra de cestas básicas, durante a pandemia da Covid-19 no Tocantins. O afastamento do cargo foi determinado pelo STJ, no dia 3 de setembro. Wanderlei apresentou pedido de habeas corpus, na quinta-feira (4), alegando não existir corrupção sistêmica, que os fatos são antigos e remetem ao governo de Mauro Carlesse (Agir), e que não existe prova cabal de corrupção que possa motivar o afastamento. O processo foi distribuído para o ministro Edson Fachin nesta segunda-feira (8/9). A movimentação publicada no site da corte, nesta quarta-feira (10), mostra o pedido como “não conhecido”. Isso significa que o pedido não foi analisado no mérito porque o tribunal considera que não foram cumpridas as exigências legais ou processuais para o julgamento. Segundo a decisão do ministro, a defesa de Wanderlei não apresentou documentos que comprovem constrangimento ilegal. “A instrução deficitária inviabiliza a análise do constrangimento ilegal invocado pelo impetrante e a eventual apreciação da medida pleiteada”, diz a decisão. A defesa do governador informou que não comenta processos em curso que estão em segredo de justiça e que “eventuais decisões contrárias aos interesses do Governador serão objeto dos recursos cabíveis” . A primeira-dama e secretária extraordinária de Participações Sociais, Karynne Sotero Campos, também foi afastada durante a segunda fase da operação Fames-19. O governador afirmou, em nota, que a decisão de seu afastamento se trata de uma “medida precipitada”. A primeira-dama afirmou que vai comprovar “ausência de participação nos fatos”. Operação Fames-19 A operação foi realizada no dia 3 de setembro de 2025 e investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal. A 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Com o afastamento de Wanderlei, quem assumiu o cargo é foi vice, Laurez Moreira (PSD). Conforme a PF, as investigações apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos em 2020 e 2021, no governo de Mauro Carlesse. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. A defesa de Carlesse informou que o ex-governador não é investigado, réu ou alvo da operação e que, durante seu mandato, “inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados”. Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa foram alvos de busca na primeira fase da operação. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos. Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros. Os nomes de dez deputados estaduais aparecem na investigação do desvio de verbas que seriam usadas para a compra de cestas básicas durante a pandemia. Ao todo, foram destinados R$ 38,2 milhões para a contratação das empresas supostamente envolvidas na fraude envolvendo as cestas básicas, segundo a Polícia Federal. Conforme a investigação, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. A polícia suspeita que parte do dinheiro tenha sido usado para a construção de uma pousada de luxo no distrito de Taquaruçu, em nome de um dos filhos de Wanderlei. A investigação também apura o suposto envolvimento do ex-marido da primeira-dama, que agia como lobista, intermediando negociações e facilitando pagamentos pelo governo às empresas investigadas. Íntegra da nota de Karynne Sotero Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados. Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso. Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota da defesa de Wanderlei Barbosa A defesa técnica do Governador Wanderlei Barbosa esclarece que não comenta processos em curso, especialmente aqueles que tramitam em segredo de justiça. Eventuais decisões contrárias aos interesses do Governador serão objeto dos
Fux vota para absolver réus do crime de organização criminosa
“Voto que se julgue improcedente a ação penal relativamente ao crime de organização criminosa, porque esse crime não preenche a tipicidade [da legislação]”, afirmou Fux O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quarta-feira (10/9) para absolver todos os réus da trama golpista do crime de organização criminosa. Para o ministro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não apresentou provas suficientes de que houve tal crime, tampouco indiciou o efetivo emprego de arma de fogo por parte dos réus. “Voto que se julgue improcedente a ação penal relativamente ao crime de organização criminosa, porque esse crime não preenche a tipicidade [da legislação]”, afirmou. “A luz das premissas teóricas lançadas no meu voto, antecedentemente, ressoa incontroverso, que os fatos tal qual como narrados na acusação, não preencheram os elementos do tipo do Art 2°, combinado com o Art 1° da lei 12850, conforme delimitados em uníssono pela doutrina e pela jurisprudência”, disse. O ministro ressaltou que precisa se restringir às acusações apresentados pela PGR: “Eu tenho de analisar aquilo que foi descrito pelo Ministério Público e não ilações que eu possa tirar dos fatos”. “É imperioso que se julgue improcedente a ação penal relativamente ao crime de organização criminosa”, afirmou. Fux, diferentemente de Moraes e Dino, analisou separadamente cada crime imputado aos réus. Os outros crimes ainda serão analisados pelo ministro. Votos Relator do caso, Alexandre Moraes votou para condenar Bolsonaro e outros sete réus. Para Moraes, Bolsonaro foi o líder do que seria o grupo que tramava o golpe. Junto ao ex-presidente, o relator votou pela condenação de: Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência); Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022. O voto de Moraes durou cerca de cinco horas e teve quase 70 slides para apresentação do relatório. O ministro também dividiu sua manifestação em 13 pontos que narraram, em ordem cronológica, como teria atuado a organização criminosa pelo golpe. Flávio Dino acompanhou o relatório de Moraes, estabelecendo o placar de 2 a 0. Uma eventual condenação é confirmada com a maioria de três votos. Além de Fux, ainda votam Cármen Lúcia e Cristiano Zanin (presidente da Turma), nesta ordem. Por quais crimes os réus foram denunciados? Bolsonaro e outros réus respondem na Suprema Corte a cinco crimes. São eles: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e ameaça grave; Deterioração de patrimônio tombado. A exceção fica por conta de Ramagem. No início de maio, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido de suspensão a ação penal contra o parlamentar. Com isso, ele responde somente aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Cronograma do julgamento Restam três para as sessões do julgamento. Veja: 10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12 horas; 11 de setembro, quinta-feira, 9h às 12h e 14h às 19 horas; e 12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h e 14h às 19 horas.
Caiado destaca papel dos médicos na saúde de qualidade durante celebração dos 80 anos do CFM
Fotos: Júnior Guimarães Participação do governador no evento ressaltou a importância dos profissionais na política de regionalização da saúde e sua atuação ativa em prol da aprovação da Lei do Ato Médico, sancionada em 2013 O governador de Goiás Ronaldo Caiado e médico (UB) ressaltou a importância da ética médica e da qualidade no exercício da profissão durante a celebração dos 80 anos do Conselho Federal de Medicina (CFM), nesta quarta-feira (10/9), em Brasília (DF). Médico há 50 anos, Caiado classificou a entidade como guardiã histórica dos princípios que asseguram a oferta de serviços de excelência em saúde. “O Conselho determina as regras, os conceitos e define como se atua na medicina, com ética, profissionalismo e uma missão humanitária, que é salvar vidas”, afirmou. Nesse sentido, defendeu também que o CFM seja um incentivador das políticas de regionalização da saúde, consideradas fundamentais para descentralizar o atendimento e levar mais médicos para as cidades do interior. “A regionalização da saúde é algo que tem que ser também um compromisso dos Conselhos Regionais de Medicina, para que as políticas estaduais voltem a atenção para que não apenas nas capitais e principais cidades tenhamos estruturas hospitalares de média e alta complexidade”, pontuou Caiado, ao citar o trabalho realizado em Goiás para levar saúde de qualidade mais próxima da população. “Com isso, diminuímos a quantidade de mortes que ocorriam pelos pacientes não terem condições de serem tratados em outras localidades”, acrescentou. As afirmações foram feitas durante a cerimônia com a participação de profissionais de todo o Brasil e de Portugal. O governador também foi convidado a falar sobre a Lei nº 12.842/2013, conhecida como Lei do Ato Médico, em virtude da atuação que teve na Câmara dos Deputados para sua aprovação. O mecanismo estabelece quais são as atividades exclusivas dos profissionais graduados em Medicina. “Foram 11 anos debatendo a matéria contra toda uma estrutura mobilizada, mesmo com o trabalho do Conselho Federal de Medicina. As outras áreas estavam interessadas em avançar sobre a medicina. Queriam fazer diagnóstico, proferir laudos, tratar pacientes, só não queriam dar o atestado de óbito; todo o resto, queriam. Isso foi um embate”, lembrou. O presidente do CFM, José Hiran Gallo, destacou a contribuição de Caiado para a classe, chamando-o de “uma das maiores lideranças médicas do nosso país”. “Único governador médico, Ronaldo Caiado sempre defendeu a sociedade brasileira e uma medicina de qualidade. Só tenho a agradecer em nome de 650 mil médicos brasileiros”, afirmou. Normativas Ao longo dos últimos 80 anos, as normativas criadas pelo Conselho Federal de Medicina incluem a regulamentação da reprodução assistida, da cirurgia robótica, da caracterização de morte encefálica – que possibilitou a estruturação de centros de transplantes – e o acompanhamento rigoroso das aplicações da inteligência artificial nos serviços de saúde.
Goiás remunera produtores rurais que preservam o cerrado
Fotos: Divulgação/Semad Programa Cerrado em Pé protege mais de 15 mil hectares do bioma; remuneração anual chega a R$ 664 por hectare Estado onde a preservação ambiental e o crescimento do agronegócio caminham juntos, Goiás tem se destacado nacionalmente por um mecanismo que garante incentivo econômico aos produtores rurais comprometidos com a proteção ao cerrado. Esse é o objetivo do Cerrado em Pé – Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que protege mais de 15 mil hectares de área. Por meio da iniciativa, o Governo de Goiás efetua o pagamento anual de R$ 498 por hectare ao proprietário que comprovar a preservação de áreas do bioma além das parcelas obrigatórias por lei. Aquele que recuperar pelo menos uma nascente degradada por ano recebe um valor ainda maior, de R$ 664 reais por hectare. Os recursos vêm do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). “É um passo muito importante. Estamos mostrando como deve ser feita a proteção ambiental do cerrado”, afirmou o governador Ronaldo Caiado. Para ele, essa é uma ação estruturante do, que demonstra o avanço do estado na agenda sustentável. “Graças a um esforço conjunto do Estado e dos produtores, estamos provando que é possível produzir ao mesmo tempo que cuidamos do meio ambiente”. Como funciona Para se inscrever, o proprietário rural precisa ter no mínimo dois e no máximo 100 hectares de área passível de supressão vegetal, isto é, que poderia ser suprimida para plantio ou criação de gado. O primeiro edital, publicado em dezembro de 2024 pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), dá prioridade a pessoas em situação de vulnerabilidade social, pequenos agricultores e mulheres. Em duas convocações do 1º ciclo anual, divulgadas em maio e agosto deste ano, foram deferidas 471 inscrições de um total de 571. Os proprietários possuem imóveis rurais localizados em nove municípios das regiões Norte e Nordeste: Niquelândia, Minaçu, São João d’Aliança, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Alvorada do Norte, Damianópolis, Mambaí e São Domingos. Até o momento, o desembolso foi de R$ 4 milhões. Os contemplados devem manter conservada a vegetação identificada no contrato; ajudar no trabalho de monitoramento e de proteção da área; prevenir incêndios e informar à Semad caso o imóvel seja afetado por incêndios; e zelar pela conservação da vegetação nativa também nas áreas de Reserva Legal (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP), em conformidade a legislação estadual e federal. “O PSA garante melhoria das condições de vida e o aumento da renda da população que realmente se preocupa com ações de conservação dos recursos naturais”, ressaltou Caiado. Goiás é o estado que mais reduziu o desmatamento Goiás é o estado que mais reduziu o desmatamento em 2024, de acordo com dados da rede Mapbiomas. A informação consta no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2024). A queda na supressão de vegetação nativa em território goiano foi de 71,9% na comparação com o ano anterior. Os alertas de desmatamento relativos a Goiás caíram de 3.519 em 2023 para 659, em 2024, e a área alcançada por eles passou de 69,3 mil hectares para 19,4 mil hectares no período seguinte. O Cerrado foi o bioma em que houve a maior redução em números absolutos, saindo de 1,1 milhão de hectares desmatados em 2023 para 652 mil hectares no ano seguinte (diferença de 41,2%).
Governo Trump ameaça Brasil com “força militar”
Trump ameaça Brasil com “força militar” para defender “liberdade de expressão No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou a fase final do julgamento da ação penal sobre a trama golpista, que pode levar o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão, a Casa Branca elevou o tom e ameaçou usar força militar contra o Brasil e outros países para defender a “liberdade de expressão”. A declaração partiu da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que destacou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não está satisfeito com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e que, por isso, o Brasil foi alvo de sanções. “O presidente dos EUA, Donald Trump, não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, afirmou Leavitt. Em seguida, a porta-voz ameaçou diretamente o Brasil: “A liberdade de expressão é a questão mais importante dos nossos tempos. O presidente Trump leva isso muito a sério, e por isso tomamos ações contra o Brasil.” Apesar das declarações, Leavitt afirmou que, por enquanto, “não há nenhuma medida adicional” contra o território brasileiro. Trump dispara ataque contra Lula: “radicalmente de esquerda” O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca e, em determinado momento, um dos jornalistas presentes o questionou sobre a próxima Assembleia da ONU, que acontece no dia 20 de setembro, em Nova York, tradicionalmente aberta com o discurso do presidente da República do Brasil. Recado Em Recado Ao Brasil, EUA Diz Não Temer Usar ‘Meios Militares’ Para Proteger Liberdade De Expressão. No questionamento, a jornalista repercutiu uma matéria da AP, que apontava que alguns países participantes da Assembleia poderiam ter vistos restritos, ou seja, poderiam participar do encontro das Nações Unidas, mas não teriam liberdade para sair de Nova York ou realizar reuniões bilaterais. O Brasil estaria entre esses países. Ao responder, Trump não confirmou a informação, mas reforçou seu descontentamento com o governo Lula, que classificou como “radicalmente de esquerda”. “Estamos muito chateados com o Brasil. Nós os tarifamos muito alto por causa do fato de que estão fazendo algo muito infeliz. Eu amo o povo do Brasil. Temos um ótimo relacionamento com o povo do Brasil. Mas o governo do Brasil mudou radicalmente. Foi muito para a esquerda, foi radicalmente para a esquerda, e isso está prejudicando o Brasil. Eles estão indo muito mal, então, veremos”, disparou Donald Trump.
Governo de Goiás alerta sobre importância da prevenção ao suicídio
Foto: Freepik Este ano, a campanha Setembro Amarelo tem como slogan: “Se precisar, peça ajuda” O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), lança, nesta terça-feira (9/9), a campanha Setembro Amarelo para alertar a população sobre a importância da prevenção ao suicídio, valorização da vida e promoção da saúde mental. A ação tem como slogan “Se precisar, peça ajuda”, com o objetivo de quebrar tabus e reduzir estigmas, estimulando o diálogo e encorajando pessoas a buscarem ou oferecerem ajuda. O dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, e as atividades em alusão à data, como distribuição de material educativo e capacitação de profissionais, serão realizadas até 26 de setembro, pela Gerência de Saúde Mental da Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde (Spais) da SES. Segundo a gerente de Saúde Mental da SES, Nathália Santos, todos devem atuar na conscientização sobre a prevenção do suicídio e na valorização da vida. “É fundamental falarmos sobre essa problemática para desconstruir estigmas relacionados ao cuidado em saúde mental, para que pessoas em momentos difíceis busquem ajuda, além de propor estratégias de cuidado e promoção do bem-viver”, afirmou. Ela alerta que alguns sinais podem ser percebidos: isolamento e distanciamento da família e amigos; oscilações drásticas no humor; abandono do autocuidado; falas que remetem à falta de sentido da vida; comentários que sugerem despedidas ou organização de bens e testamento; fadiga, falta de energia e dificuldades cognitivas; aumento no uso de álcool, drogas ou outros comportamentos autodestrutivos. Outros indicadores que merecem atenção e encaminhamento para um profissional de saúde também são observados em contextos digitais, entre eles conteúdos negativos nas redes sociais, como postagens sobre morte, desesperança ou participação em grupos que incentivam pensamentos suicidas. Atendimento Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Sistema Único de Saúde (SUS) e são uma das principais portas de entrada para atendimento qualificado em saúde mental. Essas unidades possuem porta aberta, ou seja, não há necessidade de agendamento prévio para o primeiro acolhimento. Além dos Caps, os pontos de atendimento incluem Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Pronto Atendimento (UPA). Os interessados podem contar também com a escuta emergencial dos profissionais do Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188, com ligação gratuita. Em caso de risco iminente, o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar devem ser acionados pelos telefones 193 ou 190.
Caiado presta última homenagem a Joel Sant’Anna Braga
Fotos: Romullo Carvalho Ex-procurador de Justiça e ex-secretário de Estado faleceu aos 95 anos e deixa trajetória marcada pela defesa dos mais vulneráveis em Goiás O governador Ronaldo Caiado prestou sua última homenagem na manhã desta terça-feira (9/9) ao ex-procurador de Justiça e ex-secretário de Estado Joel Sant’Anna Braga. O velório foi realizado no cemitério Parque Memorial, em Goiânia. Braga faleceu aos 95 anos, por causas naturais. Em razão da morte, o Estado decretou luto oficial de três dias. Acompanhado da primeira-dama Gracinha Caiado, o governador destacou a dedicação de Joel Braga ao serviço público. “Foi uma pessoa que deixou uma história linda. Como promotor, já havia construído um legado em um tempo em que não existia uma política de apoio às pessoas mais carentes e humildes em Goiás. Ele não se limitou a despachar ou determinar, mas assumiu para si o processo de transformar a realidade”, destacou Caiado. “Seus dois filhos que herdaram essa tradição dele. Todos os dois em pastas importantes [no meu governo] e com performance excelente à frente dos cargos que ocupam”, acrescentou ao citar o secretário de Indústria e Comércio, Joel Santana Braga filho, e o presidente da Agência Goiana de Habitação, Alexandre Baldy. Também presente na despedida, o vice-governador Daniel Vilela destacou a importância de Joel Braga para Goiás, lembrando sua ligação histórica com a família e o MDB. “No governo Iris Rezende, criou a primeira fundação de amparo social do Estado, que antecedeu a OVG [Organização das Voluntárias de Goiás]. Já na gestão do meu pai, Maguito Vilela, foi responsável por programas importantes, como o Aprendiz do Futuro, que hoje beneficia quase 10 mil jovens goianos. Ele deixa uma história impactante e de muito serviço prestado a Goiás”, afirmou. O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, também acompanharam o velório. Trajetória Natural de Santa Branca (SP), durante mais de três décadas Joel Braga atuou como procurador de Justiça do Ministério Público de Goiás, destacando-se no combate à exploração sexual infantil e na recuperação de crianças em situação de rua. Foi idealizador da Fundação da Criança do Estado de Goiás (Funcad) marco na formulação de políticas públicas voltadas à proteção infantojuvenil. Além da carreira jurídica, fundou e presidiu o Grupo Espírita Regeneração e também ajudou a construir o cemitério Parque Memorial. Joel deixa a esposa, Eulina Baldy de Sant’Anna Braga e cinco filhos: Joel Sant’Anna Braga, Alexandre Baldy, Millene Braga, Adriano Baldy e Márcia Braga, além de netos e bisnetos.
Eduardo Bolsonaro ameaça família de Moraes: ‘Vou atrás de cada um de vocês’
Moraes, você, a sua mulher, e depois dela, que em breve será sancionado os seus filhos, eu vou atrás de cada um de vocês”, disse o deputado paulista O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou no último domingo (7/9) um vídeo em que faz ameaças à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu vou provar para o Alexandre de Moraes que ele encontrou um cara de saco roxo que vai acabar com essa brincadeirinha dele. Moraes, você, a sua mulher, e depois dela, que em breve será sancionado os seus filhos, eu vou atrás de cada um de vocês”, disse o deputado paulista. O vídeo, divulgado na conta do deputado no X (antigo Twitter), traz um trecho de uma videochamada de Eduardo com apoiadores que participavam de manifestações bolsonaristas em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Na legenda da publicação, Eduardo admite que pode ter se “excedido”, mas justifica que as palavras mais duras existem para isso. ”Só um homem agressivo pode ser pacífico, do contrário a única opção é ser cordeiro”, escreveu. Eduardo, que está nos Estados Unidos da América (EUA) em busca de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmou que não vai desistir da empreitada. A ele é atribuída a articulação que resultou na aplicação da Lei Magnitsky a Moraes e no tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Como mostrou o Estadão, juntamente com o comunicador Paulo Figueiredo, o deputado pretende levar a ofensiva contra Moraes também para a Europa neste segundo semestre.














