Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnior (PSDB), candidato a governador de Tocantins A vereadora Iolanda Castro é prima do governador Wanderlei Barbosa e se torna a primeira vereadora da Capital a anunciar apoio a Vicentinho no segundo turno; empresário Vitão Esporte Rodas também adere à campanhaA vereadora de Palmas Professora Iolanda Castro declarou apoio a Vicentinho Júnior (PSDB) no segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (5/10), durante a coletiva de imprensa que marcou o início da nova etapa da campanha. Iolanda é a primeira vereadora da Capital a aderir publicamente à candidatura de Vicentinho neste segundo turno. A chegada da vereadora ganha ainda peso político pelo vínculo familiar com o governador Wanderlei Barbosa, de quem Iolanda é prima. Wanderlei está no grupo político que apoia a candidatura adversária nesta segunda etapa da eleição. A adesão reúne em torno de Vicentinho uma liderança com atuação própria na política de Palmas e que agora passa a integrar o projeto para o Governo do Estado. Durante a coletiva, Vicentinho destacou a importância da chegada da vereadora e ressaltou que se trata de um apoio que não estava entre aqueles que tinha no primeiro turno. “Ontem eu não tinha o apoio de uma líder consolidada e respeitada, de uma família querida. Hoje a vereadora Iolanda é o meu primeiro apoio de uma vereadora na Capital. Estou feliz porque hoje eu recebo um apoio que ontem eu não tinha”, afirmou. Candidato a deputado e empresário de Palmas também adere à campanha No mesmo movimento de ampliação da base na Capital, o empresário Vitão Esporte Rodas também declarou apoio a Vicentinho. Candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, Vitão obteve 1.626 votos distribuídos em 72 municípios do Tocantins. A adesão reforça a chegada de novas lideranças à campanha já nas primeiras horas do segundo turno. “Eu começo este segundo turno agradecendo a muitos dos que me colocaram na condição honrosa de representá-los em um segundo turno e ligando para outros que eu quero conquistar, ou restabelecer a mesma confiança, para nós vencermos o segundo turno”, afirmou Vicentinho Júnior.
Iolanda Castro declara apoio a Vicentinho Júnior e amplia base da candidatura em Palmas
Daniel Vilela vence em mais de 96% das cidades de Goiás
Imagens: Assessoria de Comunicação de Daniel Vilela (MDB), governador eleito de Goiás Com votação recorde, governador reeleito venceu em 238 dos 246 municípios goianos, tendo recebido mais de 50% dos votos válidos em 231 deles O governador Daniel Vilela (MDB) foi reeleito com ampla vitória em todas as regiões de Goiás. O emedebista venceu em 238 dos 246 municípios, o que equivale a 96,7% das cidades goianas — em 231 deles, Daniel Vilela conquistou mais de 50% dos votos válidos, recebendo sozinho mais votos que todos os seus adversários somados. Ao todo, Daniel recebeu 2.148.218 votos, alcançando 59,17% dos votos válidos e garantindo a vitória no primeiro turno. Foi a primeira vez que um candidato ao governo bateu os 2 milhões de votos em Goiás: o recorde anterior pertencia ao ex-governador Ronaldo Caiado, que alcançou 1.806.892 votos em 2022, com Daniel na vice. O desempenho também foi expressivo nos grandes centros. Daniel venceu nos 20 maiores colégios eleitorais, incluindo os três maiores – Goiânia, onde recebeu 433.515 votos (56,91%); Aparecida de Goiânia, com 155.895 votos (63,14%); e Anápolis, com 121.764 votos (59,66%), cidade onde o MDB voltou a vencer para o governo desde 1994, quando Maguito Vilela conquistou o maior número de votos para o governo na cidade. Diferentes regiões Daniel Vilela conquistou uma ampla vitória em todas as regiões do estado. Nova Roma e São Domingos, cidades do Nordeste goiano, deram os maiores percentuais de voto à reeleição do governador: 81,92% e 80,34%, respectivamente. Outras 30 cidades deram mais de 70% dos votos válidos ao governador, entre elas, Guarani de Goiás (79,78%) e Monte Alegre (76,85%). Ao todo, em 160 municípios, Daniel superou 60% dos votos válidos. Ele obteve 62,37% em Águas Lindas de Goiás; 61,71% em Senador Canedo; e 61,60% em Trindade. Em Luziânia, 59,28%, assim como 59,11% em Catalão, 58,27% em Caldas Novas e 55,29% em Itumbiara.
Globo, Band e Record: veja as datas dos debates entre Flávio e Lula
Arte/Metrópoles Record abre calendário de debates no domingo (11/10) e Band, após coincidência de datas, remarcou confronto para (18/10) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm três debates previstos para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. O calendário começa no próximo domingo (11/10) e termina dois dias antes da votação, marcada para 25 de outubro. O primeiro turno ocorreu neste domingo (4/10). Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e ficou à frente de Lula, que teve 45,16%. Os dois não participaram de nenhum debate televisionado na primeira etapa da campanha. Agora, com a ida ao segundo turno, ambos mudaram de postura e sinalizaram que devem comparecer aos confrontos diretos. Datas dos debatesRecord TV: a emissora vai realizar o primeiro debate neste domingo (11/10), às 20h. Se confirmada a presença dos dois, será o primeiro encontro frente a frente entre Lula e Flávio.Bandeirantes: Inicialmente, a Band também havia marcado o debate para o dia 11. Para evitar a coincidência com a Record, a emissora adiou o evento. Agora, o encontro na Band será no domingo seguinte, dia 18 de outubro, também às 20h.TV Globo: O debate da emissora está programado para o dia 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno. A emissora ainda não divulgou o horário oficial de transmissão. Candidatos confirmam ida aos debatesDepois de não se enfrentarem no primeiro turno, Lula e Flávio indicam que vão usar os debates para tentar virar votos na reta final. A presença nos confrontos foi defendida pelas duas campanhas ao longo desta segunda-feira (5/10). Pelo lado do governo, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu a participação de Lula. Do lado de Flávio, a sinalização foi feita pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha. Nesta terça-feira (6/10), ele afirmou que o candidato do PL quer participar para confrontar diretamente o adversário. “Vou participar de debates. Eu acho que são importantes. Porque eu sempre quis. Eu quero comparar os programas de governo. Eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo. E eu tenho a convicção de que a gente vai sair vitorioso”, disse Flávio à imprensa após reunião com políticos da base bolsonarista em Brasília – Distrito Federal.
Gusttavo Lima é condenado por mandar equipe tirar mulher de show
Garrafa d’água jogada em Gusttavo Lima — Foto: Reprodução/Instagram Gusttavo Lima manda tirar mulher de show após ela jogar garrafa d’água nele O cantor Gusttavo Lima foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais após mandar a equipe expulsar uma mulher de um show em Fortaleza, na virada do ano de 2022 para 2023. Um vídeo mostra o momento da expulsão. Na época, ele afirmou que a mulher havia jogado uma garrafa d’água nele. O g1 entrou em contato com a assessoria do artista, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A sentença foi emitida pelo Poder Judiciário do Estado do Piauí, em 30 de setembro, pelo juiz Carlos Marcello Sales Campos. Cabe recurso da decisão. Entenda o casoNa época, circulou nas redes sociais um vídeo em que o cantor aparece chateado. Durante o show, Gusttavo falou que até aceitou a situação por duas vezes, mas três era demais. O artista ainda destacou que devolveria o ingresso à mulher, caso ela quisesse. “Você jogou água em mim uma vez, duas vezes, três vezes. Tô te tratando com o maior amor carinho do mundo, mas isso é sacanagem. Se quiser seu ingresso de volta, eu pago. A gente vem para cantar e fazer alegria, a pessoa vem jogar bebida na gente”. O cantor também afirmou que a mulher não tinha respeito diante da situação: “Respeito não se compra, você nasce com ele. E por falar em respeito, você não tem”!.
Daniel Vilela e Caiado apoiarão Flávio Bolsonaro
Daniel Vilela e Ronaldo Caiado devem declarar apoio ao Flávio Bolsonaro na terça-feira (6/10), em Goiás — Foto: Vinicius Moraes/g1 Daniel Vilela receberá Flávio Bolsonaro nesta terça-feira e anuncia apoio à candidatura dele ao lado de Caiado O governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), vai receber o candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL) na terça-feira (6/10) para anunciar o apoio ao candidato. O ex-candidato a Presidência Ronaldo Caiado (PSD) também estará presente e dará seu apoio, segundo a assessoria dos políticos. Ainda de acordo com a equipe de Daniel, o encontro será realizado no espaço que foi o comitê central de campanha do MDB e partidos aliados, em Goiânia, na Rua T-34 do Setor Bueno. Após as declarações de voto no segundo turno, os políticos vão conceder entrevista coletiva à imprensa. No domingo (4/10), após a vitória de Daniel, Caiado chegou a afirmar que o apoio para o segundo turno seria discutido com o presidente do partido que integra atualmente, Gilberto Kassab, do PSD. “Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, afirmou. Soma dos votos Com 59,17% dos eleitores (2,1 milhões de votos), Daniel Vilela foi reeleito ao cargo de Governador de Goiás. Daniel foi vice-governador na chapa com Ronaldo Caiado, que governou o estado de 2019 a 2026, quando deixou o cargo para disputar à Presidente da República. Ronaldo Caiado teve 2,18% (2,6 milhões de votos) no primeiro turno das eleições. Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar com 47,03% (56,1 milhões de votos), à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 45,16% (53,8 milhões). A diferença no número de votos entre Flávio e Lula no primeiro turno da disputa foi de pouco menos de tr milhões.
Veja como foram os resultados dos ex-atletas nas eleições de 2026
Imagem: Esporte News Mundo Entre os nomes que disputaram o pleito estão Edmundo, Luiz Lima, Luis Fabiano, Marcelinho Carioca, Leila do Vôlei, Vanderlei Luxemburgo (foto) Danrlei, Sarah Menezes e Maurício do Vôlei As eleições de 2026 tiveram uma série de ex-jogadores de futebol e atletas de outras modalidades entre os candidatos a cargos públicos. Entre os nomes que disputaram o pleito estão Edmundo, Luiz Lima, Luis Fabiano, Marcelinho Carioca, Leila do Vôlei, Vanderlei Luxemburgo, Danrlei, Sarah Menezes e Maurício do Vôlei. Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, Edmundo, ídolo de Vasco e Palmeiras, recebeu 18.072 votos na disputa por uma vaga de deputado federal pelo PSDB e terminou como suplente. Já Luiz Lima, ex-nadador e candidato pelo Novo, foi eleito deputado federal com 37.711 votos, sendo escolhido pelo critério de média. Também candidato a deputado estadual, Donizete Pantera, ex-atacante de Botafogo e Vasco, recebeu 2.433 votos e ficou como suplente. Rodrigo Dinamite, filho de Roberto Dinamite e candidato pelo PSDB, teve 1.041 votos e também terminou como suplente. São Paulo Em São Paulo, Luis Fabiano, ex-atacante de São Paulo e Sevilla, recebeu 9.613 votos na disputa por uma vaga de deputado federal pelo MDB. Dinei da Fiel, candidato a deputado estadual pelo Avante, teve 6.338 votos, enquanto Finazzi, do MDB, recebeu 1.069. O ex-goleiro Sérgio, campeão da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras, somou 9.565 votos na disputa para deputado estadual. Já Felipe Franco, fisiculturista e candidato pelo União, foi um dos destaques entre os nomes ligados ao esporte no estado, com 59.518 votos. Altobeli Silva, ex-atleta olímpico, recebeu 5.192 votos. Distrito Federal No Distrito Federal, Leila do Vôlei, medalhista olímpica e candidata à reeleição para o Senado pelo PDT, recebeu 686.340 votos, equivalentes a 21,25% dos votos, mas não foi eleita. Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians e candidato a deputado pelo Republicanos, teve 2.494 votos e terminou como suplente. Washington Coração Valente, ex-atacante e candidato a deputado pelo MDB, recebeu 7.503 votos e também ficou como suplente. Bahia Na Bahia, Bobô, ídolo do Bahia e candidato a deputado estadual pelo PCdoB, recebeu 70.893 votos. Em Pernambuco, Flávio Caça-Rato, candidato a deputado federal pelo MDB, teve 5.062 votos e terminou como suplente. Éverton Felipe, ex-jogador de Sport, São Paulo e Internacional, recebeu 1.953 votos e também ficou como suplente. Tocantins No Tocantins, Vanderlei Luxemburgo, ex-técnico da Seleção Brasileira e candidato ao Senado pelo Podemos, recebeu 67.987 votos, correspondentes a 4,11% do total, mas não foi eleito. Rio Grande do Sul No Rio Grande do Sul, Danrlei, ex-goleiro e ídolo do Grêmio, foi reeleito deputado federal pelo PSD com 105.079 votos. Já Cleo Hickmann, ex-jogador com passagens por Palmeiras, Flamengo e Sport, recebeu 412 votos e ficou como suplente. Piauí No Piauí, Sarah Menezes, campeã olímpica no judô, recebeu 10.516 votos na disputa por uma vaga de deputada federal pelo MDB e terminou como suplente. Minas Gerais Em Minas Gerais, Maurício do Vôlei, campeão olímpico com a Seleção Brasileira em 2016 e deputado federal eleito em 2022, recebeu 16.122 votos na tentativa de reeleição pelo PL.
Durante coletiva, esposa de Flávio debocha: “Cadê a Globo, gente?”
Fernanda e Flávio Bolsonaro – Foto: Instagram “Cadê a Globo, gente?!“. Em seguida, Flávio interrompeu a situação e respondeu: “Calma, amor.“. Nesse último domingo (04/10), a esposa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) roubou a cena durante o pronunciamento do candidato. Logo após a confirmação do segundo turno das eleições, Fernanda deu uma declaração inusitada. Esposa de Flávio Bolsonaro faz pergunta inusitada ao vivo na TV e leva ‘bronca’ do candidatoAo perceber que não havia microfones identificados da Globo entre os jornalistas da coletiva, Fernanda questionou com um sorriso no rosto: “Cadê a Globo, gente?!“. Em seguida, Flávio interrompeu a situação e respondeu: “Calma, amor.“. Posteriormente, a nora de Bolsonaro também falou com o eleitorado do marido e agradeceu o apoio recebido durante a campanha. “Eu só quero agradecer a todos. Foram meses de muito trabalho, né gente? E eu espero que no segundo turno agora o povo brasileiro vote com mais consciência e eleja Flávio Bolsonaro.“, disse. Na sequência, ela completou: “Vai dar certo, o Brasil vai vencer. Estamos juntos, obrigada a todos, vocês todos são muito especiais. A gente precisa de todos vocês aqui que foram fundamentais nessa luta, nesses meses todos com a gente, do nosso lado.“, finalizou. Candidato do PL fala após resultadoLogo após a confirmação do segundo turno, Flávio comemorou o resultado e afirmou que quase 56 milhões de eleitores deram um voto de confiança à sua candidatura. “Estou muito feliz […]. Essa é a leitura de hoje: o Brasil quer mudança.“, declarou. Por fim, o senador da República também afirmou que considera isso um indicativo do “fim da era do PT“.
Diogo Nogueira defende Lula e chama Flávio Bolsonaro de bandido
Diogo Nogueira. Foto: Reprodução/Instagram Diogo afirmou que não se considera petista, mas citou políticas públicas associadas aos governos de Lula. “Eu não sou petista, mas eu sou SUS, Prouni, Farmácia… eu sou tudo aquilo que o nosso presidente fez de bom para o nosso país“, afirmou o Artista Neste último domingo (04/10), Diogo Nogueira recorreu às redes sociais e relatou ter sido hostilizado por uma “senhora bolsonarista”. O episódio, segundo o cantor, aconteceu enquanto ele votava no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Diogo Nogueira diz que foi hostilizado por bolsonarista após votar em Lula No vídeo publicado no Instagram, Diogo mostrou que usava um adesivo de apoio a Lula (PT) na camiseta. Por esse motivo, ele foi atacado por uma eleitora de Flávio Bolsonaro (PL). Inclusive, na ocasião, o artista afirmou que precisou pedir ajuda à equipe do local para intervir na situação. “Tive que chamar um ajudante pra fazer com que ela se comportasse, até porque é crime. Mas estou convicto dos meus ideais. Lula tirou o Brasil do mapa da fome.“, declarou logo a princípio. Cantor reforça apoio ao candidato do PT e detona Flávio Bolsonaro: “Bandido” Depois do episódio, Diogo afirmou que não se considera petista, mas citou políticas públicas associadas aos governos de Lula. “Eu não sou petista, mas eu sou SUS, Prouni, Farmácia… eu sou tudo aquilo que o nosso presidente fez de bom para o nosso país.“, afirmou. Na sequência, o famoso ainda criticou o candidato do Partido Liberal (PL) e questionou eleitores que ainda não haviam votado sobre o país que desejavam para os próximos anos. “Você quer o Brasil nas mãos da milícia? Você quer o Brasil violento, racista, nas mãos de bandidos como Flávio Bolsonaro?“, disparou por fim. A publicação recebeu apoio de outros artistas. Arlindinho escreveu “Vamos, irmão.“, enquanto Juliana Alves comentou: “Tá puxado por aí. Mas fico feliz de ver pessoas que admiro pensando assim!“
Filhos, mulher e parentes: como foi a eleição da família Bolsonaro
Arte/Metrópoles Clã elegeu quatro nomes na Câmara e no Senado. Dois ficaram como suplentes. Flávio Bolsonaro avançou ao segundo turno da corrida ao Planalto A família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terminou as eleições deste domingo (4/10) com quatro eleitos, dois suplentes, além do senador Flávio Bolsonaro no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Fora das urnas, inelegível e cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado, o ex-chefe do Planalto viu filhos, mulher, ex-mulher, irmão e cunhados disputarem cargos pelo país. O clã apareceu na corrida pela Presidência e nas eleições para Senado, Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa do Distrito Federal. O posto mais alto ficou a cargo do filho mais velho. Escolhido pelo pai para representar o PL na disputa pelo Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos e enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. A candidatura colocou o parlamentar, de 45 anos, diante do maior teste de uma carreira política iniciada mais de duas décadas antes. Ele foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro pela primeira vez em 2002, permaneceu quatro mandatos na Assembleia Legislativa e chegou ao Senado em 2019. A eleição deste domingo foi a primeira disputa desde 1990 sem Jair Bolsonaro como candidato a algum cargo a nível nacional. A última participação ocorreu há quatro anos, em 2022, quando ele perdeu e se tornou o primeiro presidente brasileiro a disputar a reeleição e ser derrotado. Bolsonaro está inelegível e cumpre mais de 27 anos de prisão após ter sido condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Sem o pai na urna, três dos cinco filhos concorreram neste domingo. Além de Flávio, Carlos se elegeu para o Senado por Santa Catarina, enquanto Jair Renan conseguiu trocar a Câmara Municipal de Balneário Camboriú pela Câmara dos Deputados Federais. Michelle Bolsonaro diz que é preciso ter “Senado forte” diante de crise no STFNo Distrito Federal, a eleição marcou a estreia de Michelle Bolsonaro (PL) como candidata. A ex-primeira-dama foi eleita senadora e recebeu 29,1% dos votos (cerca de 938 mil votos), terminando a disputa na liderança. VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto acima) chegou à urna depois de ampliar sua atuação política principalmente após a saída de Bolsonaro do Planalto. Entre 2023 e 2026, comandou o PL Mulher e percorreu o país em eventos da legenda. A candidatura, porém, só foi confirmada depois de meses de dúvidas e de brigas dentro da própria família. Michelle chegou a se desentender publicamente com Flávio antes de receber o aval de Bolsonaro para disputar o Senado. A ex-primeira-dama também levou a própria família para a eleição. O irmão Diego Torres ficou como primeiro suplente em sua chapa. Já Eduardo Torres (PL), outro irmão de Michelle, tentou conquistar uma vaga de deputado distrital, mas não conseguiu se eleger. Ele recebeu 17.314 votos e ficou como suplente. Carlos e Jair Renan foram eleitos em Santa Catarina A estratégia da família também passou por Santa Catarina. Dois filhos de Bolsonaro — Carlos e Jair Renan — disputaram e foram eleitos a cargos pelo estado Carlos Bolsonaro (PL), que construiu toda a carreira eleitoral no Rio de Janeiro, deixou o estado depois de sete mandatos consecutivos como vereador e entrou na disputa por uma das duas vagas catarinenses no Senado. Neste domingo, ele foi eleito para um mandato de oito anos. Carlos recebeu mais de 2 milhões de votos e terminou em segundo lugar na disputa. A chegada de Carlos acirrou os ânimos da direita catarinense. Ele dividiu espaço com a deputada Carol de Toni (PL) e com o senador Esperidião Amin (PP), também candidatos às duas vagas. Durante a campanha, adversários exploraram sua trajetória inteiramente construída no Rio, enquanto Carlos buscou transformar a ligação com o pai e com Flávio em ativo eleitoral. O outro Bolsonaro na disputa catarinense era Jair Renan. Aos 28 anos, ele é o filho do ex-presidente que entrou mais recentemente na política. Vereador de Balneário Camboriú, o “04” recebeu cerca 131 mil votos e foi eleito deputado federal pelo estado. A candidatura veio apenas dois anos depois de sua estreia nas urnas. Em 2024, ele concorreu usando “Jair Bolsonaro” como nome de urna e foi o vereador mais votado de Balneário Camboriú. Ainda na metade do primeiro mandato, decidiu tentar o salto da Câmara Municipal para a Câmara dos Deputados. Durante a campanha, apresentou a nova candidatura como uma missão recebida do pai. Irmão de Bolsonaro conseguiu se eleger em SP Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro Ele era uma das apostas do partido para puxar votos e foi eleito neste domingo. Renato conseguiu mais de 379 mil votos. Empresário e natural de Jundiaí, ele já havia disputado diferentes eleições municipais no interior paulista, inclusive para prefeito. Em 2024, concorreu à Prefeitura de Registro e não foi eleito. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ex-mulher ficou de fora Divulgação Rogéria Bolsonaro, ex-esposa de Jair BolsonaroNo Rio de Janeiro, sem candidaturas de Carlos e Flávio, aposta foi Rogéria Bolsonaro (PL). Ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, ela concorreu a uma vaga de deputada federal, não conseguiu a cadeira de titular e ficou como suplente. Rogeria recebeu 65 mil votos. Rogéria, de 66 anos, não é novata nas urnas. Antes mesmo de os filhos iniciarem suas carreiras, ela já havia sido eleita vereadora do Rio em 1992 e reeleita em 1996. Exerceu dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal. A carreira dela também se cruzou com a de Carlos. Na eleição de 2000, já separada de Bolsonaro, Rogéria tentou conquistar um terceiro mandato, enquanto o próprio filho entrou na disputa pela primeira vez. Carlos venceu e iniciou a sequência de sete mandatos; ela ficou fora da Câmara Municipal. Rogéria ainda tentou retornar como vereadora em 2020, mas não se elegeu.
Daniel Vilela fala em ‘resgatar o legado’ do pai e dedica vitória a Caiado no primeiro discurso
Daniel Vilela (MDB) faz primeiro discurso após vencer como governador, em Goiás — Foto: Fábio Lima/O Popular Declaração foi dada em coletiva. Daniel Vilela foi reeleito governador de Goiás com 59% dos votos válidos Em seu primeiro discurso após a vitória, Daniel Vilela (MDB) afirmou que continuará com projetos desenvolvidos durante o governo de Ronaldo Caiado (PSD), a quem dedicou a vitória. Ele também lembrou o pai e ex-governador de Goiás, Maguito Vilela. “Eu quero pedir a permissão de vocês para fazer uma homenagem ao meu pai, que governou esse estado há 30 anos atrás. Fez o melhor, o grande governo que atendeu as pessoas que mais precisavam e eu tenho a convicção que foi no governo dele que esse estado promoveu uma grande virada desenvolvimento. E hoje ter esse privilégio de poder resgatar esse legado e sequenciar essa história é, pra mim, uma grande emoção”, afirmou. Daniel Vilela foi eleito governador de Goiás neste domingo (4). Com 97% das seções apuradas, tinha 59% dos votos válidos às 20h27. Wilder Morais (PL) tinha 22,11%. O discurso de Daniel foi acompanhado pelo candidato à presidência da República e ex-governador do estado, Ronaldo Caiado. O atual governador agradeceu ao trabalho realizado por Caiado, a quem deu os créditos da vitória. “Meu sempre governador Ronaldo Caiado, o homem a quem nós devemos essa vitória. Foi a grande transformação que ele promoveu em Goiás. Essa vitória maiúscula que nós tivemos, sem dúvida nenhuma é fruto do trabalho e da transformação do trabalho que ele empreendeu”, afirmou. O governador também reforçou a ideia de não tolerância ao crime durante o novo mandato. Vilela também afirmou que vai buscar avanços na Saúde e amparar famílias vulneráveis por meio da rede de proteção social. Perfil do governador eleitoDaniel Vilela, de 42 anos, nasceu em Jataí e é filho do falecido ex-governador de Goiás Maguito Vilela. Ele é formado em direito e chegou a ser jogador de futebol pelo Goiás Esporte Clube. Sua trajetória legislativa teve início em 2008, quando foi eleito vereador por Goiânia para o mandato iniciado em 2009. Daniel foi eleito para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde cumpriu mandato como deputado estadual entre 2011 e 2014. Depois, Daniel Vilela foi eleito deputado federal para a legislatura de 2015 a 2018. Ele ainda presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Assumindo a presidência do MDB em Goiás, Daniel disputou pela primeira vez o Governo do Estado nas eleições de 2018. Como foi a disputaÀs 17h38, com 1,3% das urnas apuradas, Daniel já tinha a maioria dos votos válidos (56,77%), seguido de Wilder Morais (PL), com 23,54%, e Luis Cesar Bueno (PT), com 10,26%. Às 18h09, com quase 13% das urnas apuradas, o candidato do MDB mantinha a liderança, apesar de um ligeiro recuo no percentual de votos: 56,67%. O candidato do PL, nesse momento, havia crescido para 24,48%. Em seguida, apareceu Marconi Perillo (PSDB), ultrapassando o candidato petista, que havia recuado para 9,16% do total de votos. Às 18h38, com quase metade das urnas apuradas, Daniel Vilela continuava à frente, com 57,92%. Wilder Morais tinha 23,18%. Luis Cesar Bueno, nesse momento, voltou para a terceira posição, com 9,4%. E Marconi Perillo foi para o quarto lugar, com 9,12%. Com 98% das seções apuradas, tinha 59,10% dos votos válidos às 20h54. Wilder Morais (PL) tinha 22,02%. Contexto da vitóriaEm 2022, o então governador Ronaldo Caiado foi eleito tendo Vilela como vice na chapa. Em abril deste ano, Caiado deixou o governo para concorrer à Presidência da República pelo PSD. Vilela, então, assumiu o Governo de Goiás. De acordo com o registro na Justiça Eleitoral, ao todo oito partidos e duas federações fazem parte da coligação da chapa de Vilela, a “Pra Goiás seguir em frente”: RepublicanosMDBPodemosMobilizaDemocrataAgirPSDAvanteFederação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade)Federação União Progressista (União Brasil e PP)














