Mizan/ reprodução
Hossein Pedaran (foto) teria fornecido informações a Israel sobre locais de mísseis na guerra de junho de 2025
Um homem foi executado neste sábado (19/9) pelo Irã após ter a condenação confirmada pela Suprema Corte por fazer espionagem para Israel. Segundo a acusação, Hossein Pedaran confessou ter sido recrutado pelos serviços de segurança de Israel. Ele teria cooperado com o serviço Mossad, a agência de inteligência nacional de Israel. As informações são da agência iraniana Mizan. Ele confessou ter enviado uma mensagem ao site da CIA, apresentando-se como alguém com acesso e conexões com organizações militares e expressando sua disposição em cooperar, por razões financeiras. Mas não recebeu resposta. Ele também enviou uma mensagem ao serviço de inteligência israelense. Esse e-mail foi respondido. Entre os pedidos de serviço, constava o uso de um número de telefone comum com identidade diferente da solicitada. Ele também recebeu um treinamento necessário para enviar relatórios e arquivos criptografados.
Veredito
“Considerando o conteúdo do caso, o relatório do magistrado, as investigações usuais realizadas pela autoridade judicial e pelo oficial responsável pelo caso, a análise e avaliação das provas digitais obtidas do réu e das imagens relacionadas constantes do processo, bem como as declarações e confissões do réu durante o processo, a audiência de instrução e julgamento e o depoimento prestado ao oficial responsável pelo caso, ficou claro que a pessoa em questão, por meio dos métodos descritos no processo, tentou fornecer informações militares sensíveis, classificadas, secretas e confidenciais ao serviço de espionagem Mossad, obtendo posteriormente ganhos e benefícios financeiros”, diz a veredito.




