Imagens: CBN / Anhanguera
Gestão fiscal é apontada como pilar para obras e serviços, enquanto governador e candidato à reeleição defende uso planejado da poupança estadual
Em entrevista concedida segunda-feira (10/8) à rádio CBN Goiânia e ao jornal O Popular, o governador de Goiás e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) reafirmou a solidez das contas públicas goianas, destacando que o Estado mantém despesas controladas e uma disponibilidade de caixa superior a R$ 9 bilhões. Segundo o chefe do Executivo estadual, esse montante garante o cumprimento de todas as obrigações financeiras e a continuidade dos investimentos em áreas estratégicas. Daniel Vilela explicou que parte da poupança acumulada nos últimos anos está sendo utilizada de forma planejada para financiar obras e ampliar serviços à população. “Não adianta manter poupança apenas para aplicação financeira. Ela existe para ser transformada em investimento: em obras, na saúde, na segurança pública, na educação. E foi exatamente isso que aconteceu ao longo desses últimos anos”, afirmou. O governador ressaltou que nenhuma ampliação de despesa é feita sem a devida previsão orçamentária. “Nós não adotamos nenhuma medida de aumento de despesa sem que ela esteja previamente compatibilizada com o orçamento do Estado”, reforçou, enfatizando o compromisso com o equilíbrio fiscal.
Investimentos recordes e fim das obras inacabadas
De acordo com os dados apresentados, Goiás investiu R$ 7 bilhões em 2025 um crescimento de 90,3% em relação aos R$ 3,7 bilhões aplicados em 2024. Parte expressiva desses recursos proveio de economias de exercícios anteriores, reduzindo a poupança de maneira controlada para gerar benefícios diretos à população.

O governador citou a retomada e a conclusão de empreendimentos como um marco de sua gestão. “Acabou aquela época dos cemitérios de obras, das mais de 400 obras abandonadas antes do então governador Ronaldo Caiado (PSD) assumir. Hoje, as nossas obras têm começo, meio e fim. Quando lançamos uma obra, a população goiana sabe que ela será concluída e entregue”, declarou.
Colchão de liquidez e responsabilidade fiscal
Mesmo com o avanço dos investimentos, o Estado mantém mais de R$ 9 bilhões em disponibilidade de caixa. Daniel Vilela ressaltou que a utilização da poupança não significa esgotar as reservas, mas sim aplicá-las com critério. A estratégia, segundo ele, é preservar recursos suficientes para assegurar pagamentos, manter a capacidade de investimento e proteger as contas públicas contra imprevistos. “Todo governo que tem a sustentabilidade fiscal como princípio precisa manter um ‘colchão de liquidez’ para enfrentar situações extraordinárias sem comprometer o funcionamento do Estado”, explicou. Para o governador, essa reserva permite que Goiás continue investindo sem colocar em risco salários, fornecedores e demais compromissos financeiros. A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral, na qual Daniel Vilela busca a reeleição, tendo a gestão fiscal e a execução de obras como principais bandeiras de seu governo.





