Os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro protagonizaram um bate-boca que culminou com ameaça de morte — Foto: Sérgio Rocha/Alego
Briga entre os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro tem ameaça de morte na Assembleia de Goiás
Os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL, protagonizaram um bate-boca na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quinta-feira (7/5), após uma sequência de acusações sobre temas diversos. Um vídeo ao qual o g1 teve acesso mostra o momento em que o debate entre eles culmina com uma ameaça de morte. “Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto”, esbravejou o Major Araújo, enquanto Amauri Ribeiro deixava o plenário da Alego. Em outro vídeo, mais curto e de outro ângulo, é possível ver a frase dita antes pelo deputado Amauri. Nesse momento, ele disse: “Não deixa eu colocar a mão em você!”. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do deputado Amauri Ribeiro disse que ele não vai se manifestar. A equipe disse ainda que os advogados do deputado farão uma representação no Conselho de Ética da Assembleia por quebra de decoro parlamentar em função da ameaça de morte. Por meio da assessoria, Major Araújo disse que divergências e debates “fazem parte da política”. “Nosso posicionamento, diante de qualquer circunstância, segue sendo de firmeza, lealdade e compromisso com os valores e princípios da direita”, afirmou.
Entenda o que aconteceu
Os dois deputados têm feito ataques mútuos desde a semana passada. Uma das motivações envolveu a ausência do presidente do PL de Goiás, o senador Wilder Morais, na votação da indicação do ex advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão plenária de quinta-feira (30/4), Amauri fez questionamentos sobre os votos de senadores goianos, dizendo que iria perguntar pessoalmente ao Wilder por que ele não havia votado. Na última quarta-feira (6/5), Major Araújo retomou o assunto durante a sessão, afirmando que o correligionário não deveria ter dito isso. “O deputado Amauri induziu as pessoas a pensarem que a ausência favorece o Messias. A ausência prejudica. E ele sabe disso. Mas fez de má fé”, afirmou.




