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A policia federal (PF) inicia proteção a presidenciáveis
A Polícia Federal (PF) deu início, nesta segunda-feira (20/7), à operação nacional de segurança para os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O esquema, orçado em R$ 95 milhões, foi estruturado para atender até dez candidaturas simultaneamente em todo o país, com adesão facultativa a partir da homologação nas convenções partidárias. Enquanto pré-candidatos como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) confirmaram a solicitação da escolta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que recusará a proteção, alegando desconfiança no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e levantando, sem apresentar provas, o risco de “infiltração” em sua campanha.

Até 458 servidores poderão ser mobilizados, entre agentes de campo, chefes de equipe e analistas de inteligência e logística. A proteção pode ser formalmente solicitada pelas campanhas assim que as candidaturas forem homologadas nas convenções partidárias. A adesão é facultativa. Cada presidenciável terá um planejamento de segurança próprio, atualizado continuamente conforme a evolução do nível de risco e a dinâmica das agendas. O arsenal tecnológico inclui veículos blindados, kits antibombas, sistemas antidrone e monitoramento de ameaças virtuais. Também nesta segunda-feira (20/7) foi ativada a Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que acompanhará em tempo real o deslocamento de todas as equipes pelo país.
Flávio Bolsonaro recusa proteção e ataca diretor da PF
Flávio Bolsonaro anunciou que não solicitará a escolta da Polícia Federal. A justificativa apresentada foi a desconfiança pessoal no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Flávio afirmou, sem apresentar provas, que Rodrigues poderia “infiltrar pessoas” para prejudicar sua campanha, e pediu que os agentes que estariam à sua disposição sejam destinados “imediatamente” para as investigações das fraudes nas aposentadorias do INSS. A PF, por sua vez, reforçou que a adesão ao esquema é uma prerrogativa do candidato e que a decisão será respeitada. A corporação mantém os canais abertos para eventual solicitação posterior, caso o pré-candidato mude de posição durante a campanha.
Adesão de outros candidatos
A postura de Flávio Bolsonaro contrasta com a de outros pré-candidatos que enxergam na escolta da PF uma necessidade concreta. Os pré-candidatos Romeu Zema e Ronaldo Caiado também confirmaram que solicitarão a proteção da PF. No caso do presidente Lula (PT), a segurança, durante o período eleitoral, será compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Para orientar o planejamento operacional, a PF realizou uma análise de risco que classifica os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. As classificações individuais, porém, não serão divulgadas por razões operacionais, segundo as Fontes 3 e 4.
Implicações da recusa e papel da PF
Ao rejeitar a escolta com alegações de “infiltração” sem qualquer evidência apresentada, Flávio Bolsonaro transforma uma medida técnica de segurança eleitoral em munição para o ataque a uma instituição do Estado. O movimento segue um padrão já conhecido do campo bolsonarista: questionar a legitimidade de órgãos públicos quando seus resultados ou decisões não são convenientes politicamente.No caso específico, a acusação recai sobre o diretor-geral da PF em um momento em que a corporação se prepara para atuar de forma isonômica em um pleito que inclui candidatos de todo o espectro político. A PF tem reforçado que o modelo foi desenhado para garantir tratamento igualitário a todas as campanhas, com efetivo e recursos definidos exclusivamente por critérios técnicos de risco, não por preferências políticas. Desde abril, a corporação manteve diálogo com os 30 partidos registrados no TSE, por meio de reuniões gerais e encontros bilaterais com cada pré-candidatura, para apresentar os protocolos e esclarecer dúvidas. A Sala Nacional de Comando e Controle, ativada em Brasília, centralizará o acompanhamento logístico em tempo real, mas a PF garante que o fluxo de inteligência permanecerá compartimentado: os relatórios de risco de cada candidato ficarão restritos aos agentes destacados para sua respectiva guarda. A arquitetura da operação, portanto, foi construída para resistir exatamente ao tipo de suspeita que Flávio Bolsonaro levantou, sem provas, na véspera de seu início.





