Edit Template

Festival da esculhambação

No frigir dos ovos, quem precisa da CIA se você tem fantoches como a família Bolsonaro dispostos a enriquecer países alheios e empobrecer o seu?

O itinerário da correlação de forças entre os países tem um fio condutor. Primeiro veio o comando da situação pela força bruta. Depois veio o domínio pelas ferramentas — também conhecidas como armas e pela tecnologia. Com elas, impôs-se a força pela inteligência. Uma palavra com diversos significados. Produzir inteligência é a receita da dominação. Espionagem, contraespionagem, infiltração e a infinita coleção de truques para submeter pessoas e países para extrair riquezas e, objetivo legítimo, garantir o bem-estar do seu povo. Deles, claro. Durante quase dois séculos, usou-se a inteligência para descobrir os pontos fracos do inimigo (ou concorrentes) e sufocá-los na base da força bruta, transformando-os em colônias. Ficaram famosos “serviços” como a CIA, MI5, MI6, Mossad, KGB (hoje FSB) e, no Brasil, o SNI — que se tornou a inutilidade chamada Abin. Visados demais, por sua truculência, crimes e exposição — o que contrariava o conceito de “serviço secreto”, os órgãos de inteligência disfarçaram-se. Nasceu então o truque das “propriedades”. Para não depender da fórmula surrada do “agente de campo” (o 007, lembra?), os agentes tornaram-se protagonistas.

Salvando o planeta
Criaram jornais que não eram jornais, lojas que não eram lojas, indústrias que não eram indústrias e, principalmente, falsas “ONGs”. O funcionamento padrão é e era simples demais. Suponha que um país cliente ameace uma potência de tornar-se concorrente, a ponto de roubar sua freguesia. Imagine que esse país, por suas características, torne-se o maior fornecedor de comida do mundo — um ativo que tem mais futuro que o iPhone. Não hesite: diga que esse país está destruindo a natureza, violando direitos humanos ou matando criancinhas. Para “proteger a humanidade”, cria-se um bloqueio comercial. Diga que a produção deriva do desmatamento, da ameaça de extinção do mico-leão-dourado ou qualquer lorota de apelo popular. Outra boa ideia é criar falsas ONGs. Todas, coincidentemente, dentro da agenda de crescimento das metrópoles e submissão das colônias. Pode-se até mesmo inventar uma ONG chamada de “transparência internacional”. Crie um falso “índice de percepção da corrupção” e convença os ingênuos que neutralizar o sistema produtivo desse país é algo necessário para o seu próprio bem. Tocante o quanto Trump se preocupa com a natureza, com direitos humanos e com o combate à corrupção.

Ficção criminal
No frigir dos ovos, quem precisa da CIA se você tem fantoches como a família Bolsonaro dispostos a enriquecer países alheios e empobrecer o seu? Isso é o que se chama de propriedade ideal. Invente uma narrativa verossímil, como a de que um suposto grupo chamado PCC ou CV são terroristas. Depois de plantar a lorota, abre-se a porta para intervenções, tarifas, cotas, embargos e sanções. Admita-se: conseguir desmoralizar até mesmo o terrorismo não é para qualquer um. Fácil demais. Afinal, quem vai duvidar que um bando de marginais e delinquentes analfabetos tem sob seu controle milhares de prefeitos, postos de gasolina, fintechs, tribunais, um ministério da previdência para sustentar familiares de presos? Exagere à vontade. A ignorância comporta todo tipo de bobagem. Pregue que esse grupo domina o estado brasileiro, o Congresso, as forças armadas e a Faria Lima. Diga que eles, num lance de genialidade insólita, montaram uma estrutura internacional com dezenas de milhares de bandidos nos cinco continentes. Nas horas vagas, essa quadrilha intergaláctica diverte-se dando injeções de metanol em garrafas de 51 para ganhar 25 centavos por litro. Nas férias, controlam o tráfico mundial, operam portos no Uruguai, na Bolívia, no Equador e no Panamá.

PCC acelera a rotação do planeta
A próxima reportagem do Estadão vai descobrir que os batedores de carteira estão acelerando o movimento de rotação e translação do planeta. Aproveite. Esses espantalhos fazem o maior sucesso junto ao público que gosta de ser enganado. A lógica é digna de roteiristas do Monty Python. Abuse da pimenta. Fale que tudo isso é dirigido por um tal Marcola, que se encontra incomunicável há dez anos, sem celular, em prisão de segurança máxima, sem qualquer contato com o mundo exterior. Claro, com a assessoria da blogueira Deolane e do dono da única refinaria privada brasileira, Ricardo Magro. Provas? Não precisa. Basta dizer que é assim. Acredite quem quiser. No centro do picadeiro desse circo, um bufão chamado Lincoln Gakiya, mentiroso contumaz e compulsivo. Ele alerta todos os brasileiros para que, antes de dormir, verifiquem sob sua cama se não tem um PCC, um CV ou um bicho-papão à espreita. Pronto para devorá-lo. Faz dois anos que o governo americano busca no Ministério da Justiça, na Polícia Federal e em secretarias de segurança do Brasil alguém que respalde a trolagem do fantasioso terrorismo. Não conseguiram.

Aposta na ignorância
Até que, no desespero para ser recebido pelo agente laranja, Flávio Bolsonaro e seu irmão, um deficiente mental, topasse a barganha: dizer que as siglas idiotas são terroristas. Ohhhhh. Depois de dizer que vacina mata e que Daniel Vorcaro é um santo, vieram com essa. Os vigaristas apostam na ignorância nacional. Roubaram da dupla Pinky e Cérebro o seu plano maligno de dominar o planeta. Claro que ajuda ter o respaldo técnico do Datafolha, do AtlasIntel, do Casseta e Planeta e do Porta dos Fundos para sustentar que o problema do Brasil é o Supremo Tribunal Federal. Se alguém perguntar se existe ao menos uma decisão do STF que tenha beneficiado o Banco Master, desconverse. Diga que Vorcaro promoveu uma degustação de uísque em Londres e pronto. Afinal, para quem quer pretexto, qualquer pretexto serve. A pantomima segue em frente. O grande problema do Brasil, segundo a Folha, Estadão e Globo, é que as expressões máximas do Judiciário, do Executivo e do Legislativo reúnam-se em Lisboa para debater as prioridades do país. Um vexame transcendental. Vergonha que perseguirá a imprensa brasileira pelo pouco tempo de vida que lhe resta. Insista-se. Donald Trump querer inviabilizar o Brasil para melhorar as condições econômicas dos americanos é mais que legítimo. A perversidade está na constatação de que brasileiros estão desistindo de seu progresso econômico e sua independência para cair nesse conto do vigário. Cheios de orgulho.

Share Article:

Considered an invitation do introduced sufficient understood instrument it. Of decisively friendship in as collecting at. No affixed be husband ye females brother garrets proceed. Least child who seven happy yet balls young. Discovery sweetness principle discourse shameless bed one excellent. Sentiments of surrounded friendship dispatched connection is he. Me or produce besides hastily up as pleased. 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Noticias 24 Horas!

Inscreva-se para receber um boletim informativo.

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.
Edit Template

Sobre

RB Lira Publicidade Ltda 31.246.479/0001-74 Rua R 18, Nº 50, Quadra 21, Lote 8 - Setor Oeste - Cep: 74.125-180 - Goiânia/GO

Rosimere da Silva Barros
Socio-proprietario
oknewstvweb@gmail.com
Editor Geral
Raimundo Batista Lira
DRT/GO 01280JP

Todos os direitos reservados. Copyright © OkNews