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Na política é natural o apoio público forçar reciprocidade. Fora do jogo de poder, na vida comum e na concepção do eleitorado médio, essa variável não é tão compreensível
p/ Conrado Caiado
Desde o evento de lançamento de Thiago Manzoni como Pré-Candidato a Deputado Federal pelo PL, que a imprensa local noticia que a Governadora Celina Leão declarou publicamente sua torcida e seu apoio para as amigas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para o Senado Federal. Apoio genuíno é aquele que se dá dentre outras opções e sem esperar nada em troca. No tabuleiro político não funciona assim. A Governadora não tem outras opções se quiser sonhar em ser reeleita, e nem pode abrir mão do PLDF da Presidente Bia Kicis e da força de Michelle Bolsonaro no Distrito Federal. Até poucas semanas atrás a Leoa abraçava Ibaneis Rocha em eventos políticos e fortalecia o nome do ex-governador ao Senado, mas a felina farejou de longe que o Mdebista estava virando carniça e mudou o foco da sua caça.
Amargando 51,9% de avaliação ruim ou muito ruim segundo a pesquisa CB Global Data, Celina ainda terá desafios fora da governança ainda piores que o Caos na Saúde, o Déficit Bilionário nas contas, e o Acordo de Empréstimo complicadíssimo para a população do DF arcar em troca de salvar o BRB. O possível andamento da ação na 3ª Turma Criminal resultante da Operação Drácon, as delações de Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro, e as próprias investigações da Polícia Federal acerca da quadrilha Master, estão fora da alçada de poder e gestão da Governante. O Governo e a Governadora estão afundando em Bilhões… de grãos de areia movediça política, judicial e financeira. Resta a, ainda, Pré-candidata Celina Leão publicitar cada vez mais sua devoção pela dupla do PL ao Senado para forçar uma reciprocidade até outubro. O Senador Izalci e o Deputado Federal Fraga, ambos do PL, já se posicionaram contra esse apoio e salvamento suicida. Michelle e Bia se não tomarem cuidado, ao invés de salvarem a amiga do lamaçal, vão sujar alguns nomes do partido por tabela e afundar a sigla. Quando a reprovação do GDF e os respingos da lama Master começarem a interferir nas intenções de voto dos candidatos dos 12 partidos da base, nesse momento vamos medir a resistência da reciprocidade forçada, e quem será leal ao governo até o final, ou será o último a apagar a luz.
Conrado Caiado é Jornalista, Articulista e Analista Político do EgNews Política





