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A possibilidade de Teresa Cristina como vice é vista como um balão de ensaio para sinalizar que Flávio Bolsonaro ainda pode atrair aliados
A chance de a federação PP-União Brasil apoiar formalmente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República é zero, apurou a coluna.
Há três fatores para isso:
1) a maioria da federação defende a independência;
2) Flávio titubeou quando o presidente do PP, Ciro Nogueira, foi acusado de envolvimento com Daniel Vorcaro;
3) Flávio perdeu credibilidade ao esconder sua relação com o dono do Master, que supostamente patrocinou um filme sobre a história do pai.
As especulações em torno de Teresa Cristina (PP-MS) assumir a vice, portanto, não passam de balões de ensaio para tentar demonstrar que a campanha de Flávio ainda pode atrair apoios. A lógica é simples: para que ela ocupe essa vaga, União e PP teriam que fechar com Flávio. Quem manda de fato na federação PP-União Brasil faz piada com a possibilidade: “A chance de apoio a Flávio é 10, mas numa escala em que a menor nota é 10 e a maior é mil.”

O presidente do União Brasil Antonio Rueda (foto à direita de Ciro Nogueira -PP/PI), ainda chegou a tentar emplacar Pablo Marçal como candidato, opção também descartada. União e PP são a maior força de direito no país e têm um fundo partidário que chega a R$ 1 bilhão, o que faz da federação uma noiva cobiçada. O casamento formal, contudo, não está nos planos do Centrão.




