Caiado começa campanha em carreata em Goiás sem Kassab – Foto: Rodrigo Silviano
“Os EUA não mandam no Brasil. Eleição nossa é no Brasil. Eleição nossa vai ser decidida aqui”, disse Caiado
A ausência ocorre dois dias após Kassab ter dito em um evento com empresários em São Paulo que os partidos do Centrão estão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que Flávio Bolsonaro (PL) tem “chance zero” de vencer a eleição. A declaração gerou reações de Flávio. “Kassab entregou o jogo: o PSD é Lula. São todos eles contra o Brasil”, escreveu o senador, na rede social X. Em outra postagem, reiterou: “Não sei como os outros candidatos que se dizem de direita pensam, mas eu sempre tive muito claro na minha cabeça que seriam TODOS contra o PT”. No sábado (15/8) Caiado escreveu na rede social X que não apoiará Lula “em nenhum turno” e que sua candidatura existe para “tirar o PT do poder”. Em entrevista coletiva de imprensa, ao chegar na carreata, Caiado disse que Kassab “está coordenando o lançamento da campanha em São Paulo”. Sobre a declaração de Kassab, o candidato a presidente disse que houve má interpretação. “Eu já dei essa resposta ontem. Esse pessoal está apavorado. Podem ficar tranquilos, que o único político com mandato no Brasil que é oposição ao Lula, que nunca votou no Lula, chama-se Ronaldo Caiado”, afirmou. “Quem tem coragem, competência e credenciais para derrotar o Lula no 2º turno é exatamente Ronaldo Caiado.” Caiado disse ainda: “Eu não vou ter que explicar nada. Eu não tenho nada para explicar”. Questionado se a declaração de Kassab sobre a posição do Centrão foi malsucedida, o candidato a presidente respondeu: “Foi mal interpretada. Ele falou o que todo mundo já sabia. O que ele falou é a verdade. Por que os partidos não quiseram lançar candidato à presidência da República? Por que só o PSD lançou? Por que os outros todos entraram na neutralidade?”. Procurado pelo Estadão/Broadcast, Kassab disse: “Estou na organização da largada da campanha do PSD nos 27 Estados”. Não foi informada previsão de que ele compareça à carreata ao longo do dia, em algum dos seis municípios do entorno do Distrito Federal pelos quais Caiado vai passar. Depois de Águas Lindas de Goiás, Caiado vai de helicóptero para o município de Santo Antônio do Descoberto (GO); depois, voa para Novo Gama (GO). Na sequência, vai de carro para Valparaíso (GO), Cidade Ocidental (GO), e encerra a carreata em Luziânia (GO), às 16 horas, num “grande encontro” na chácara do prefeito Diego Sorgatto (União Brasil). Na última pesquisa Genial/Quaest, de 14 de agosto, Caiado apareceu com 4% nas intenções de voto no 1º turno, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 38%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem 31%. Caiado está empatado numericamente com Renan Santos (Missão) e tecnicamente com Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), que têm 2%.
Caiado sobre Flávio: não adianta lançar candidato que vai ficar explicando seus problemas
Ronaldo Caiado afirmou que “não adianta” lançar um candidato que vai ter que “ficar explicando seus problemas”, em referência ao adversário Flávio Bolsonaro (PL). As declarações ocorreram em coletiva de imprensa no início de uma carreata em Águas Lindas de Goiás (GO). “No primeiro turno é que realmente a população vai ter que escolher quem é que vai enfrentar o Lula no 2º turno. E não adianta você lançar um candidato que, ao chegar lá, vai ficar explicando os seus problemas. Não ganha eleição”, declarou, ao ser questionado sobre a disputa de votos com Flávio.
‘Os EUA não mandam no Brasil’, diz candidato
Caiado, disse ainda que “os Estados Unidos não mandam no Brasil”, ao ser questionado pela imprensa sobre a relação com o país norte-americano. “Os Estados Unidos não mandam no Brasil. Eleição nossa é no Brasil. Eleição nossa vai ser decidida aqui”, disse. Caiado acrescentou: “Não vamos desviar o assunto para lá não. Esse povo que não tem discurso e que não tem como explicar a corrupção quer criar crise com os Estados Unidos. Não tem crise nenhuma com os Estados Unidos”. O candidato disse ainda que, se eleito presidente, vai se “sentar na mesa de negociação” e pacificar a relação. “Não se governa brigando, se governa trabalhando para o benefício da população brasileira.”





