Milei: Cidadania em troca de dinheiro – ©The Daily Digest O presidente da Argentina Javier Milei propõe vender cidadania por US$ 350 mil Em resposta à necessidade urgente de atrair investimentos que impulsionem a economia nacional, o governo liderado por Javier Milei planeja implementar uma nova legislação que permitirá a cidadãos estrangeiros obterem a cidadania argentina a um preço “modesto” de US$ 350 mil a ser pago direto ao Estado Argentino – uma proposta desrespeitosa e que agride a cidadania do povo argentino.
Milei quer vender cidadania argentina
Pablo Marçal admite ser ministro de Flávio Bolsonaro: “Vou de cabeça”
Pablo Marçal ataca Lula, prevê fim do PT e admite ser ministro de Flávio Bolsonaro: “Vou de cabeça” O empresário Pablo Marçal deu sua opinião sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e revelou que está aberto à possibilidade de assumir um ministério caso o senador seja eleito. Durante entrevista ao programa ‘Política em Minutos’, da LeoDias TV, exibida nesta última quarta-feira (14/10), o ex-coach também fez críticas ao presidente e defendeu o fim do ciclo de poder do Partido dos Trabalhadores. Marçal fez duras críticas ao presidente Lula e afirmou que pretende contribuir para a derrota do PT nas eleições. “Eu quero aposentar o PT e colocar fim na era Lula Uma árvore que foi plantada há 20 anos e não dá sombra até hoje e não deu frutos para ninguém, na verdade é uma praga. E eu vou de cabeça para acabar essa praga Eu não sei como ele convence o eleitorado dele e sustenta o discurso. A técnica dele é igual a pessoa que quebra sua perna, mas oferece a muleta”, iniciou. Marçal também afirmou acreditar que uma eventual derrota de Lula poderia representar um momento de transformação para o partido. “Essa é a eleição mais importante dos últimos 40 anos. É o fim de uma era. Se ele perder essa eleição de agora, é o fim do PT”, disse Pablo Marçal.
Quaest no TO, segundo turno: Vicentinho Júnior, 49%; Professora Dorinha, 42%
Vicentinho (PSDB) e Dorinha (União) disputam o segundo turno no TO — Foto: Arte g1 Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14/10) é a primeira encomendada pela TV Anhanguera à Quaest no segundo turno. Margem de erro é de 3 pontos percentuais Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14/10) mostra como está a disputa pelo governo do Tocantins no segundo turno. O levantamento foi encomendado pela TV Anhanguera. Esta é a primeira rodada da pesquisa desde a definição dos candidatos que avançaram ao segundo turno, no dia 4. A votação será no dia 25 de outubro. Na data, eleitores em todo o país e no exterior também decidirão o segundo turno da eleição presidencial, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos: Vicentinho Júnior (PSDB): 49%Professora Dorinha (União): 42%Indecisos: 5%Em branco/nulo/nenhum: 4% Pesquisa espontânea A Quaest mostra também os resultados da pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores. Vicentinho Júnior (PSDB): 42%Professora Dorinha (União): 33%Indecisos: 22%Branco/nulo/não vai votar: 3%Para 82% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 17% dizem que ainda podem mudar o voto até o segundo turno. A Quaest ouviu 1.098 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é TO-03829/2026. Avaliação e aprovação do governoA pesquisa divulgada nesta quarta-feira também mediu a avaliação e a aprovação do governo de Wanderlei Barbosa (Republicanos). Segundo a pesquisa Quaest, 58% dos eleitores “aprovam” gestão Wanderlei e 26% “desaprovam”. Avaliação do governo de Wanderlei Barbosa Positiva: 45% (eram 46%, em 26 de agosto);Regular: 36% (eram 37%);Ruim ou péssima: 12% (eram 11%);Não sabe: 7% (eram 6%). Aprovação do governo Wanderlei Barbosa A Quaest também perguntou aos eleitores qual a avaliação sobre o trabalho de Wanderlei Barbosa como governador. Veja os resultados: Aprova: 58% (eram 61% em 26 de agosto);Desaprova: 26% (eram 21%);Não sabe: 16% (eram 18%).
Flávio Bolsonaro promete fazer cortes na educação
Imagem: Fórum Como o pai [Jair Bolsonaro] Flávio Bolsonaro promete repetir cortes na educação Com o objetivo de seguir o modelo adotado por Jair Bolsonaro (PL-RJ) na presidência, a equipe de Flávio já anunciou que, em caso de vitória nas eleições presidenciais, vai promover cortes na educação, o que prejudicará, sobremaneira, o setor. Em 2022, Beatriz Zeballo, de 20 anos, moradora de Sapopemba, distrito da zona leste de São Paulo, foi obrigada a trancar o curso de Filosofia, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por dificuldades financeiras. Primeira pessoa da família a cursar uma universidade, ela precisava trabalhar para ajudar nas despesas domésticas e não conseguia arcar com os custos de transporte. Na mesma instituição, Helen Cardoso, de 23 anos, também precisou interromper o curso de Direito por não conseguir pagar moradia e alimentação. Ambos os casos, relatados pelo UOL em agosto de 2022, ilustram bem as dificuldades enfrentadas, à época, por estudantes de baixa renda para permanecer no ensino superior. Os dois exemplos remetem a maio de 2022, quando governo Jair Bolsonaro determinou bloqueio de R$ 3,23 bilhões no orçamento do Ministério da Educação, equivalente a 14,5% das despesas discricionárias da pasta e das unidades vinculadas. No mês seguinte, levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontou que 88% das universidades federais haviam sofrido perdas orçamentárias relevantes. Entre 2016 e 2021, nos governos Michel Temer e Bolsonaro, as verbas discricionárias das universidades federais tinham caído de R$ 7,6 bilhões para R$ 4,7 bilhões. Em outubro de 2022, o governo anunciou outro bloqueio, de R$ 2,4 bilhões na educação, posteriormente revertido após pressão de universidades e estudantes. A restrição de recursos também afetou estudantes que dependiam de auxílios para continuar os estudos. Naã Santos, estudante quilombola de Medicina, na Universidade Federal do Sul da Bahia, relatou ter contraído dívidas após ficar três meses sem receber bolsa-permanência de R$ 900, em 2019. Dificuldade de permanência Além das restrições orçamentárias, a redução da renda familiar levou estudantes a abandonar, temporariamente, a universidade para trabalhar. Karen Rodrigues, de 19 anos, havia ingressado no curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP) por meio das cotas raciais. Após a redução da renda familiar, o auxílio-permanência de R$ 500 tornou-se insuficiente. Ela passou a trabalhar oito horas por dia como desenvolvedora de software e não conseguiu conciliar o emprego com as aulas presenciais. Os relatos evidenciam o papel dos programas de assistência estudantil na permanência de jovens de baixa renda no ensino superior. Propostas de ajuste fiscal reacendem debate Em outubro de 2026, reportagem da Folha de S.Paulo informou que integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro estudavam um pacote de ajuste fiscal estimado entre R$ 250 bilhões e R$ 300 bilhões. Entre as medidas discutidas estaria a mudança nos pisos constitucionais da saúde e da educação, com a substituição da vinculação à arrecadação por correções baseadas na inflação. Caso implementada, a alteração pode limitar o crescimento dos recursos destinados às duas áreas em períodos de aumento das receitas públicas. Outra proposta de Flávio Bolsonaro é a de transferir as universidades federais do Ministério da Educação para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Os efeitos administrativos e financeiros dessa mudança ainda dependem dos termos de implementação. As propostas retomam o debate sobre o financiamento das universidades, dos institutos federais e dos programas de assistência estudantil, principalmente diante dos bloqueios orçamentários registrados durante o governo Jair Bolsonaro. A experiência de estudantes como Beatriz, Helen, Karen e Naã mostra que o ingresso em uma universidade pública não garante, por si só, a conclusão do curso. Moradia, alimentação, transporte e auxílios financeiros são fatores decisivos para a permanência de estudantes de baixa renda. A eventual adoção de novas medidas de contenção de gastos na educação pode afetar a capacidade de expansão dos investimentos públicos e dos programas de apoio aos estudantes. Para famílias que não podem financiar a formação dos filhos na rede privada, a universidade pública e a assistência estudantil representam instrumentos importantes de acesso à educação e de mobilidade social. O debate sobre o ajuste fiscal, portanto, envolve não apenas as contas públicas, mas também as condições de acesso e permanência no ensino superior. Portanto, a suposta eleição de Flávio Bolsonaro ser transformará em um golpe fatal contra o acesso de todos ao ensino superior público e de qualidade.
Quem é Najmeh Amini, estudante condenada à morte no Irã, e qual crime ela cometeu?
A estudante iraniana Najmeh Amini, de 23 anos, foi condenada à morte por blasfêmia. Foto: Reprodução/Redes sociais Em um áudio gravado na prisão, a estudante falou sobre a família. “Tenho pais que me esperam, uma família que acorda todas as manhãs com medo de me perder.” Segundo a Iran Human Rights Monitor, ela teve o direito de escolher o próprio advogado negado. Por qual crime Najmeh foi condenada?Najmeh foi condenada à morte em 16 de setembro pelo crime de sabol-nabi, que consiste em insultar o profeta Maomé ou outros profetas divinos. Segundo a organização Iran Human Rights, sediada em Oslo, o artigo 262 do Código Penal Islâmico define sabol-nabi como um crime punível com a morte e determina a aplicação obrigatória dessa punição a quem insultar o profeta Maomé ou qualquer outro profeta divino ou acusá-los de qazf – termo jurídico islâmico que significa fazer uma falsa acusação de falta de castidade contra alguém. No entanto, o artigo 263 estabelece hipóteses de defesa que podem afastar a punição, como quando o acusado afirma ter feito as declarações sob coerção, em estado de embriaguez ou intoxicação, por um lapso de linguagem ou sem atentar para o significado das palavras. Em certas circunstâncias, a punição pode ser substituída por até 74 chibatadas. A Iran Human Rights afirmou que Najmeh foi julgada pela 6ª Vara do Tribunal Criminal de Primeira Instância da província de Khorasan Razavi, presidida pelo juiz Javad Asian-Yazd, e condenada à morte sob a acusação de sabol-nabi. Segundo o jornal iraniano Khorasan, o advogado de Najmeh alegou que ela havia feito as publicações “por um lapso de linguagem”, enquanto a estudante relacionou o episódio ao “consumo de substâncias alucinógenas”. Condenada à morte aos 21 anos por participar de protestos, iraniana aguarda execução“Eu havia consumido cogumelos alucinógenos com alguns amigos e, enquanto estava sob efeito de alucinações, publiquei essas frases nas redes sociais, depois de me deixar levar intensamente pelo ambiente”, disse Najmeh. No entanto, o juiz contestou as declarações e questionou por que a estudante não havia insultado “outras pessoas ou adversários do regime, como os Estados Unidos e Israel”. Najmeh também foi condenada a 12 anos, seis meses e um dia de prisão em um julgamento separado, por acusações relacionadas a atos contra a segurança nacional e à disseminação de propaganda contra o regime. No áudio gravado na prisão, a estudante pediu à comunidade internacional e à Organização das Nações Unidas (ONU) que a ajudassem a obter um julgamento justo. “Não estou tentando me transformar em uma heroína hoje; peço apenas uma coisa: sejam a minha voz. Sou uma jovem inocente, com tantas esperanças e sonhos”, afirmou. “Não quero que o último vestígio de mim sejam algumas linhas em um processo judicial”, disse. “Lembrem-se do meu nome; talvez eu não consiga falar novamente. Mas, enquanto estiver viva, mantenho uma esperança: que, antes que a corda ponha fim à minha vida, eu possa ver meu Irã próspero e livre.”
Última parcela do IPVA 2026 vence nesta quinta-feira (15/10)
Contribuintes têm até 15 de outubro para quitar IPVA 2026 sem juros e multa – Foto: Denis Marlon Prazo vale para pagamento em cota única e do licenciamento anual de veículos com placas finais de 3 a 0; mais de 839 mil veículos ainda têm imposto em aberto Os proprietários de veículos com placas finais de 3 a 0 têm até quinta-feira (15/10) para quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 em Goiás. A data marca o vencimento da décima e última parcela para quem optou pelo parcelamento, além do prazo para pagamento em cota única do imposto e do licenciamento anual. Após o vencimento, o imposto estará sujeito à cobrança de juros e multa. Quem não quitar o débito no prazo também perderá, neste ano, o direito aos benefícios fiscais, como o desconto do programa Nota Fiscal Goiana e a redução de 50% do IPVA para automóveis 1.0 e motocicletas de até 125 cilindradas, desde que atendidos os requisitos previstos na legislação. O boleto ou Documento Único de Arrecadação (DUA) pode ser emitido pelo serviço “Consultar Veículo – IPVA, Multas e CRLV”, disponível no Portal Expresso (https://www.go.gov.br/) e no site do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) (https://goias.gov.br/detran/). O proprietário também utilizar o aplicativo Detran GO ON ou buscar atendimento presencial em uma unidade do Vapt Vupt.
“O estado existe para servir o cidadão”: Vicentinho destaca prioridades de governo em sabatina
Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Junior (PSDB), candidato a governador do Tocantins Levantamento realizado entre 8 e 10 de outubro mostra o candidato à frente na intenção de voto espontânea, estimulada e na expectativa de vitória O Instituto Seta divulgou nesta quarta-feira (14/10) pesquisa de intenção de voto para o Governo do Tocantins que aponta Vicentinho à frente de Professora Dorinha na disputa pelo segundo turno. No cenário estimulado, Vicentinho aparece com *46% das intenções de voto, contra 38,3%* da adversária, uma diferença de 7,7 pontos percentuais. Na apuração dos votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e os eleitores que não souberam ou não responderam, Vicentinho alcança *54,6%, contra 45,4% de Dorinha*, abrindo uma vantagem de 9,2 pontos percentuais. O levantamento também mostra Vicentinho na liderança da intenção de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, ele registra *44,2%, enquanto Dorinha tem 36,4%*. Outros 14,8% não souberam ou não responderam, e 4,7% disseram não votar em nenhum dos dois, optar por branco ou nulo. A pesquisa avaliou ainda a expectativa de vitória, independentemente da preferência eleitoral. Para 45,3% dos entrevistados, Vicentinho vencerá a eleição, enquanto 38% acreditam na vitória de Dorinha. O resultado representa uma diferença de 7,3 pontos percentuais nesse indicador. No índice de rejeição, Vicentinho apresenta 29,3%, abaixo dos 40,6% registrados por Dorinha, uma diferença de 11,3 pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 8 e 10 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número TO-00439/2026.
Motorista flagrado com mulheres seminuas é preso por dirigir bêbado
Araguaia Notícia Segundo os policiais, ao ser abordado, o motorista estava com sinais de embriaguez, cheiro de álcool e olhos avermelhados Um motorista de 38 anos foi preso após ser abordado com sinais de embriaguez, cheiro de álcool e olhos avermelhados nessa segunda-feira (12/10), em Barra dos Garças, no leste de Mato Grosso. Levado à delegacia, o homem ainda admitiu que transportou mulheres seminuas na porta do carro. Segundo a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), o homem dirigia um Honda HR-V cinza em zigue-zague no Parque das Águas na noite de Segunda Feira. Uma equipe da polícia que patrulhava na região suspeitou da forma que o motorista conduzia o veículo e ordenou que o carro parasse. Durante a abordagem, policiais constataram que o condutor possivelmente estava bêbado. “Foi constatado que o condutor apresentava sinais compatíveis com possível embriaguez, tais como olhos avermelhados, odor etílico e sonolência. Questionado sobre a realização do teste do etilômetro (bafômetro), o condutor recusou-se a realizá-lo”, informou a PMMT. Após a recusa, o motorista e um passageiro foram encaminhados à delegacia. O passageiro foi ouvido como testemunha, já que nada de ilícito foi encontrado com ele. Durante o boletim de ocorrência, policiais registraram que o motorista foi conduzido por dirigir sob influência de álcool. As autoridades ainda constataram que ele dirigia o mesmo veículo que circulou pelas vias com duas mulheres seminuas se exibindo na porta do carro, por volta das 7 horas do mesmo dia. Ele admitiu que era o condutor do carro, o que também foi acrescentado na ocorrência. O suspeito foi apresentado a um delegado para “adoção das providências legais cabíveis”. O Metrópoles acionou a Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT) para saber se o suspeito permanece preso ou se foi solto.
Projeto de Flávio Bolsonaro ameaça salário mínimo
Imagem: Fórum Pagamento por hora: inspirado nos EUA, projeto de Flávio Bolsonaro ameaça salário mínimo e benefícios trabalhistas Um projeto de lei articulado pelo PL, partido do candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro, quer ser alternativa à PEC da escala 6×1, que tramita no Senado nesta quarta-feira (14/10) e institui a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial, com dois dias de descanso remunerado por semana. O modelo defendido por Flávio e seus aliados, apresentado em maio de 2026 a partir da PEC 12/2026, é similar ao que vigora hoje nos Estados Unidos: prevê remuneração por hora trabalhada e um regime de contratação alternativo à CLT. Entre os pontos mais controversos da proposta estão o “pagamento proporcional dos direitos trabalhistas [em relação às horas executadas]” e um contrato negociado diretamente entre empregador e empregado, sem garantias de classe nem negociação coletiva com os setores sindicais. O projeto também abre margem para operar sem a garantia de uma remuneração mínima mensal, já que submete o trabalhador à disponibilidade de horas. Dissolução de benefíciosO texto da PEC 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL), quer instituir uma modalidade de contrato para além do regime da CLT, em que a remuneração do trabalhador seja calculada de acordo com as horas “efetivamente trabalhadas”. Nesse modelo, garantias como férias, décimo terceiro salário e outros direitos seriam pagos de forma proporcional. Segundo o texto da PEC: É garantida a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo individual, convenção coletiva de trabalho ou livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador, inclusive por hora trabalhada, prevalecendo o disposto em contrato individual de trabalho sobre os instrumentos de negociação coletiva. Enquanto, no regime da CLT, o empregado recebe um salário previamente estabelecido, com um piso constitucionalmente garantido, e o empregador precisa respeitar as regras sobre jornada de trabalho, descanso e pagamento de horas extras, no modelo defendido pelo PL a renda pode variar conforme a quantidade de turnos oferecidos e realizados. No Brasil, o salário mínimo já tem um valor horário de referência. Desde 1º de janeiro de 2026, o piso nacional é de R$ 1.621 mensais, equivalente a R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora. A questão, no entanto, é se o trabalhador poderia receber o equivalente ao salário mínimo mensal caso o empregador não fosse obrigado a oferecer uma quantidade mínima de horas trabalhadas. Em setores como comércio, alimentação e alguns serviços nos EUA, o pagamento por hora é comum, e o sistema é regulamentado pela lei Fair Labor Standards Act (FLSA), aprovada em 1938. A lei é antiga e estabelece padrões como as regras sobre salário mínimo e horas extras, além do registro das jornadas e da regulamentação do trabalho de menores. O salário mínimo federal nos EUA é, hoje, de US$ 7,25 por hora, valor em vigor desde julho de 2009. No entanto, estados e municípios podem estabelecer pisos superiores. A proposta de reduzir a jornada máxima constitucional de 44 para 40 horas busca diminuir o tempo de trabalho sem reduzir a remuneração. Já a proposta de contratação por hora de Flávio Bolsonaro mantém a possibilidade de jornadas de até 44 horas semanais, com a diferença de que a preservação de direitos básicos da CLT não está claramente assegurada no modelo de contratação proposto. A lei federal dos EUA não exige, por exemplo, férias remuneradas, feriados pagos, licença médica remunerada ou intervalos para refeições. Esses benefícios costumam decorrer de leis estaduais, contratos, políticas empresariais ou outros instrumentos. A falta de garantias se estende ao texto do PL, que estabelece: […] todos os direitos trabalhistas — incluindo férias, décimo terceiro salário, FGTS e outros benefícios legais — [serão] proporcionais à carga horária efetivamente trabalhada no regime flexível. No Brasil, por outro lado, a Constituição estabelece o direito ao repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. A nova PEC defendida pelo governo Lula, caso aprovada, garantiria dois dias de descanso remunerado por semana, incluindo, agora, os sábados. No modelo defendido por Flávio, que flexibiliza os modelos de contratação, as condições relativas ao descanso semanal poderiam ficar sujeitas à negociação, sem garantia suficientemente clara de remuneração no dia de descanso do trabalhador. Imagine uma trabalhadora de uma loja contratada para receber por hora. Em uma semana, ela pode trabalhar 44 horas, distribuídas em seis dias; mas, na seguinte, caso a empresa precise reduzir sua jornada para 28 horas semanais porque o movimento do comércio caiu, a falta de garantia de uma jornada mínima ou de remuneração mensal faz com que sua renda semanal diminua, mesmo que a trabalhadora continue vinculada à empresa e disponível para trabalhar. Além disso, resta saber se o trabalhador realmente teria liberdade para decidir quando trabalhar ou se ficaria à mercê dos turnos definidos pelo empregador. A diferença é decisiva. Se um empregado recebe o mesmo salário por uma jornada menor, o valor de sua hora de trabalho aumenta. Se, ao contrário, a jornada é reduzida e o salário passa a depender exclusivamente das horas trabalhadas, a renda pode cair junto com o tempo trabalhado. Brasil já tem legislação flexívelO Brasil já tem uma modalidade de contratação que permite alternar períodos de trabalho e inatividade: é o chamado contrato intermitente, introduzido na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017. Nesse regime, a prestação de serviços pode alternar entre períodos de atividade e inatividade, e o trabalhador deve ser convocado com a antecedência legal. Ele pode aceitar ou recusar a convocação, conforme as regras aplicáveis ao contrato. A remuneração e determinados direitos são calculados proporcionalmente ao período trabalhado. A diferença é que, no caso da nova proposta de PEC apresentada pelo PL, a contratação por hora poderia ultrapassar o caráter específico do contrato intermitente e se tornar uma modalidade mais ampla, que concorresse com o regime da CLT. Ou seja, seria mais fácil para o empregador optar por não oferecer contratos convencionais com salário mensal fixo. É importante notar, também, que o piso do salário mínimo federal dos EUA está congelado
Goiás registra abertura de 16,5 mil empresas em setembro
Imagens: Fotos: Secom / Governo de Goiás Do total de novos negócios, 25 têm participação de sócios estrangeiros; Estado ultrapassou 1,35 milhão de empresas ativas Goiás registrou a abertura de 16.572 novas empresas em setembro de 2026, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). Os novos negócios somam mais de R$ 1,7 bilhão em capital social declarado e contribuem para ampliar o ambiente empresarial goiano. Do total de empresas abertas no mês, 25 contam com ao menos um sócio de nacionalidade estrangeira. Os registros envolvem empreendedores de 15 países: Portugal, Colômbia, Venezuela, China, Espanha, Nova Zelândia, Bélgica, Itália, Austrália, Nigéria, Dinamarca, Bolívia, Líbano, Haiti e Holanda. Das 16.572 empresas abertas em setembro, 12.921 são microempreendedores individuais (MEIs) e 3.651 correspondem a outras naturezas jurídicas. Os negócios abrangem diferentes segmentos da economia, como tecnologia, energia, educação, alimentação, comércio, construção, serviços e agronegócio. Para o presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira, os números demonstram a força do ambiente de negócios goiano e sua conexão com o mercado internacional. “A abertura de mais de 16 mil empresas em um único mês demonstra a força e a diversidade do ambiente de negócios de Goiás. A participação de sócios estrangeiros nesse movimento também revela que o Estado está inserido em uma dinâmica econômica cada vez mais conectada ao mercado internacional”, destaca. Ambiente de negócios Com o resultado de setembro, Goiás chegou a 1.359.399 empresas ativas, sendo 726.846 MEIs e 632.553 empresas de outras naturezas jurídicas. O tempo médio para abertura de uma empresa no Estado é de 19 horas. No Brasil, o processo pode levar, em média, mais de 30 horas. Entre as atividades econômicas com maior número de novas empresas no mês estão serviços combinados de escritório e apoio administrativo; consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica; preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo; treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial; e intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários.














