Daniel e Iara Vilela acompanham primeira exibição de série documental sobre Marília Mendonça – Fotos: Benedito Braga e Walter Folador Primeira exibição da produção reúne personalidades, familiares, amigos e fãs da cantora goiana no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia O governador Daniel Vilela e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Iara Vilela, acompanharam quinta-feira (15/10), no Aurum Cinema, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), em Goiânia, a primeira exibição pública de “Marília Mendonça – Sentimento Louco”. A série documental – dividida em quatro episódios – conta a história da cantora goiana, referência da música sertaneja nacional, vítima de um acidente aéreo aos 26 anos em novembro de 2021. O chefe do Executivo estadual destacou que a trajetória de Marília Mendonça é motivo de orgulho para os goianos e que o documentário celebra a vida e o legado da artista. “Nós goianos temos que ter muita felicidade e alegria de ver uma goiana tão talentosa ser eternizada através desse filme. Ele traz um pouco da mulher que ela foi: resiliente, que passou por todas as etapas que uma carreira artística impõe. E ela conquistou o Brasil e o público fora do país”, reconheceu o governador Daniel Vilela (centro – foto acima). Daniel lembrou homenagens concedidas à cantora, como a condecoração, em 2025, com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), pela sua contribuição para a música e a cultura brasileira. “Marília Mendonça representa muito bem a mulher goiana: talentosa, carismática e simpática. E, de alguma forma, isso também divulga o nosso estado, mostra um pouco desse brilhantismo que tem os goianos”, completou o governador. A série, com direção de Susanna Lira, estreia nacionalmente nesta sexta-feira (16/10) na plataforma de streaming Amazon Prime Video. A diretora buscou enfatizar os aspectos sentimentais da vida, da carreira e da morte trágica da artista, além de apresentar diversos vídeos caseiros. A empresa planeja lançar, em 2027, uma cinebiografia ficcionalizada. O filme, intitulado “Marília”, está com gravações em andamento. Mãe da artista homenageada, Ruth Moreira pontuou que essa estreia em Goiás traz uma mistura de emoção, que envolve orgulho, saudade e lembranças, mas também tristeza. “Tem muita novidade que a gente está compartilhando nesse documentário. É a oportunidade de conhecer a Marília em um show e muitas coisas que as pessoas não sabem ainda”, disse ao reconhecer que, mesmo após cinco anos da morte da filha, ela ainda recebe muito carinho e homenagens. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, também acompanhou o evento no CCON e destacou que o Brasil inteiro se apaixonou por Marília Mendonça. “Era uma pessoa simples e com talento para cantar, escrever e de repente fez todo esse sucesso”, frisou. Wander Oliveira, CEO e fundador da Workshow, escritório de gerenciamento artístico ao qual a artista era ligada, afirmou que a série é um bastidor. “É uma parte profissional da Marília, das pessoas que conviveram durante a carreira dela. Tem uma coisa mais de família, de irmãos, de quem estava com ela bem no início, ainda criança. É uma coisa diferente que vocês vão ver”, frisou. A importância de Marilia Mendonça como cantora e compositora, segundo a secretária de Estado de Cultura, Yara Nunes, “é gigantesca, porque sabemos o quanto ela influenciou, principalmente, as mulheres do sertanejo”. “E é um documentário que está em uma das principais plataformas de streaming, que é o Prime Vídeo. Então, nós sabemos que muitas pessoas vão ter acesso, pela história dela, a Goiás”, acrescentou. MemóriaNeste mês, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo inaugurou uma exposição imersiva dedicada a Marília Mendonça com o mesmo nome da série documental. É a primeira vez que o espaço abre uma área para contar a história de uma personalidade do universo sertanejo. O diretor criativo da exposição, Nelson Foerster, afirmou que o trabalho de Marília foi importante para o rompimento de barreiras para o gênero musical e, principalmente, para as mulheres. “A gente construiu uma narrativa que, para quem vai assistir, é como se a Marília estivesse aqui com a gente”, observou. HistóriaNascida em 22 de julho de 1995 em Cristianópolis, a 90 quilômetros de Goiânia, Marília Mendonça começou na música na igreja. Suas primeiras composições foram feitas aos 12 anos de idade. Logo, passou a escrever canções para vários cantores, como as duplas Jorge & Mateus, João Neto & Frederico e Henrique & Juliano. A carreira solo teve início em 2014. Dois anos depois, seu primeiro DVD alcançou a tripla platina, com 240 mil cópias vendidas. Dentro dele, a canção “Infiel” se tornou uma das músicas mais tocadas do Brasil e recebeu certificado de disco de diamante triplo. Ao longo da carreira, fez três álbuns solo e três em parceria com suas amigas, a dupla Maiara & Maraisa. Após sua morte, em uma queda de avião na cidade de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais, outros três álbuns póstumos de Marília foram lançados. Ela deixou um filho, Léo, fruto do relacionamento com o também cantor Murilo Huff. Hoje, a criança tem cinco anos de idade.
Daniel Vilela prestigia lançamento de série documental sobre Marília Mendonça
Indústria goiana acumula crescimento de 2% em 2026 e supera média nacional
A indústria automotiva de Goiás cresceu 14,7% em agosto em relação ao mesmo mês de 2025 – Fotos: Secom Com destaque para os setores de biocombustíveis e automotivo, Estado mantém expansão e registra alta de 2,8% nos últimos 12 meses A produção industrial de Goiás mantém trajetória de crescimento e acumula alta de 2% entre janeiro e agosto de 2026, superando a média nacional, que registrou avanço de 0,8% no mesmo período. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria goiana cresceu 2,8%, enquanto a média brasileira foi de 0,6%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os destaques da indústria goiana está a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou crescimento de 7,9% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, o setor avançou 21,1%, enquanto a expansão nos últimos 12 meses foi de 16,4%. Impulsionado pela produção de álcool etílico e biodiesel, o segmento contribuiu para o desempenho positivo da indústria estadual. “A indústria goiana continua demonstrando sua força e competitividade. Nossos setores estratégicos, como os de biocombustíveis, automotivo e farmacêutico, apresentam resultados expressivos, contribuindo para a atração de novos investimentos, o fortalecimento da economia e a geração de empregos de qualidade”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho. “Goiás conta com importantes polos industriais e estamos trabalhando para ampliar esse potencial”, acrescentou ao citar os novos distritos Plataforma Logística Multimodal (DaiaPlam) e Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot). Outros segmentos também contribuíram para o desempenho da indústria goiana. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou alta de 14,7% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o crescimento chegou a 24,6%, enquanto, nos últimos 12 meses, a expansão foi de 15,6%. Também se destacaram a fabricação de produtos de metal, com crescimento de 17%, e a metalurgia, com alta de 12,3%, ambas na comparação com agosto de 2025. Já a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos avançou 7,1% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e acumulou crescimento de 20,2% entre janeiro e agosto de 2026.
RADAR ESTRATÉGICO ATIVAWEB DATALAB
Imagem: Ilustração p/ Gilson Romanelli Brasília – Distrito Federal, 19 de outubro de 2026 Faltam 6 dias para o 2º turno, e a Ativaweb DataLab passou a madrugada lendo milhares de comentários do debate da Band para que você pudesse dormir. De nada O debate somou cerca de 16 milhões de visualizações no YouTube da Band e impactou mais de 32 milhões de pessoas. O público reprovou o formato, pediu checagem ao vivo, e a campanha de Lula venceu a guerra dos cortes da madrugada. Resumo da manhã: a urna segue empatada, o feed pendeu para um lado e o formato perdeu para os dois 😂 🌡️ TERMÔMETRO ELEITORAL: BTG/NEXUS × DIGITAL 📊 DIFERENÇA CAI PARA 0,6 PONTO: EMPATE TÉCNICO Votos válidos: Flávio 50,3%, Lula 49,7%. Na rodada anterior, eram 51,6% × 48,4%: a distância caiu 2,6 pontos. Votos totais: Flávio 46,5%, Lula 45,9%, nenhum, branco ou nulo 4,7%, não sabe 2,9%. Margem de 2 pontos, 2.002 entrevistas por telefone de 16 a 18/10, registro BR-04499/2026. O campo terminou no dia do debate, então a pesquisa praticamente não capta o efeito dele. 🎯 Leitura: Flávio segue numericamente à frente, mas dentro da margem; no digital pós-debate, quem ocupou mais espaço foi Lula. São réguas diferentes. 💬 Seis décimos de diferença com margem de dois pontos: é empate com pequena vantagem de uma vírgula 😂📊 📱 TERMÔMETRO DIGITAL — ATIVAWEB DATALABEstudo “O Debate que o Público Reprovou” · do início do debate, 18/10, às 7h de 19/10 🔴 Lula: +125.148 novos seguidores (+0,70%), chegando a 17.923.495🔵 Flávio: +97.008 novos seguidores (+0,66%), chegando a 14.744.082 🔥 Soma: 222.156 novos seguidores na madrugada, 56,3% para Lula. 📊 ÍNDICE DATALAB DE VANTAGEM DIGITAL: LULA 60,5% × FLÁVIO 39,5% O índice é a média de cinco indicadores. Lula lidera em visualizações dos vídeos (74,8%), curtidas nos comentários (62,8%), chat ao vivo (60,0%) e novos seguidores (56,3%). No volume de comentários, Flávio tem 51,6%, empate técnico. A distância entre as bases subiu de 3.151.273 para 3.179.413: +28.140 em uma madrugada. 🎯 Leitura: Lula tem a maior base e, desta vez, também cresceu mais rápido em proporção. Flávio compensa em volume de comentários, com declarações curtas de voto: o “22” aparece em 9,6% dos comentários, contra 4,9% do “13”. “Os números mostram que Lula ocupou melhor a rede depois do debate. Isso não é intenção de voto, é capacidade de mobilização digital.” — Alek Maracajá 💬 Um lado comentou mais, o outro foi mais curtido. Na internet, quem grita escreve; quem concorda só aperta o coração 😂❤️ 📰 PRINCIPAIS MOVIMENTOS 1️⃣ ✂️ A GUERRA DOS CORTES: 65,7 MILHÕES × 22,1 MILHÕESOs 12 vídeos de Lula somaram 65,7 milhões de visualizações; os 4 de Flávio, 22,1 milhões. São 74,8% do alcance em vídeo para Lula. A média por vídeo foi a mesma, cerca de 5,5 milhões: a vantagem veio da escala, não de um viral. O vídeo mais visto de Flávio, com 12,8 milhões, é um áudio de Daniel Vorcaro sobre o filme de Lula, e não um corte do debate.🎯 No pós-debate, ganha quem transforma o momento em conteúdo, e em quantidade.💬 Um mandou a fábrica de cortes trabalhar a madrugada toda; o outro apostou no single. Na parada de sucessos, venceu a coletânea 😂🎵 2️⃣ 🔐 O SIGILO VIROU O ASSUNTO DA MADRUGADAO desafio de Lula para Flávio abrir o sigilo bancário teve 10,2 milhões de visualizações. Nos comentários, o tema ocupa 3,7%, mas leva 6,4% das curtidas. A crítica mais endossada a um candidato foi a de que Flávio não respondeu às perguntas: 12,6% das curtidas.🎯 Na rede, a pergunta sem resposta rendeu mais do que qualquer proposta.💬 O vídeo mais forte da madrugada foi sobre um extrato bancário que ninguém mostrou 😂🏦 3️⃣ 📺 O PÚBLICO REPROVOU O FORMATO, E PEDIU CHECAGEM AO VIVOAs críticas à plateia, à condução da Band e ao clima de confronto ficaram com 39,5% das curtidas, o maior bloco da noite. O comentário mais curtido da transmissão, com 5,8% de todas as curtidas, pede checagem de fatos ao vivo. O tema está em só 1,3% dos comentários, mas leva 11% das curtidas. A checagem do Aos Fatos, publicada no domingo, achou erros dos dois lados.🎯 O recado vai mais para as emissoras do que para os candidatos.💬 Foi o único programa da TV em que o público pediu menos plateia e mais legenda com fonte 😂📺 4️⃣ 🧭 O QUE O INDECISO VIU, E A INTERNET NÃOO estudo cruzou os dados com um grupo focal de indecisos divulgado pela imprensa. Os dois concordam na agressividade de Flávio e no peso do sigilo. Mas os indecisos acharam que Lula caiu na armadilha do adversário, leitura que aparece em só 0,2% dos comentários. No chat, Lula também foi o alvo mais frequente da acusação de mentira, e 42,6% das mensagens sobre preços contestavam o custo de vida atual.🎯 O convicto torce; o indeciso avalia. E é o indeciso que falta convencer.💬 Na internet, cada torcida assistiu a um jogo diferente. O indeciso assistiu ao debate 😂🧐 🎯 LEITURA ESTRATÉGICA ATIVAWEB DATALAB 🔹 Eleitoral: BTG/Nexus com 50,3% × 49,7%, empate técnico, e campo fechado antes de o debate repercutir.🔹 Digital: Índice DataLab de 60,5% para Lula, com vantagem em quatro de cinco indicadores; volume de comentários empatado.🔹 Narrativo: o sigilo bancário dominou a madrugada; do outro lado, tempo de governo do PT, a frase do quarto mandato e o caso Luchsinger alimentaram as críticas a Lula.🔹 Institucional: a Band ganhou audiência e perdeu no formato; na Paulista, o ato pró-Flávio reuniu 71,9 mil pessoas, segundo a USP, com gritos contra os institutos, sem evidência de fraude.🔹 Mobilização: todas as hashtags do chat eram pró-Lula, repetidas por perfis diferentes, sinal de militância coordenada; o apoio a Flávio veio em declarações curtas de voto. 💬 Teve pergunta sem resposta, plateia que não calou e emissora que não segurou. O único pontual foi o contador de visualizações 😂⏱️ 🚨 ALERTA ATIVAWEB Engajamento não é voto. O estudo dá 60,5% de vantagem digital a Lula;
Entenda o caso Ana Clara, citado por Lula em debate com Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro e Ana Clara (imagem gerada por IA) “Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de 5 anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica por que você fez isso?”, perguntou Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou o caso Ana Clara durante o debate presidencial de segundo turno da Band, realizado no domingo (18). Na ocasião, ele cobrou explicações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a atuação do senador como advogado de Bruno Dias Delaroli, policial militar acusado de matar a menina de 5 anos com um tiro de fuzil em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Lula questionou por que Flávio tentou reverter a decisão judicial que determinou que o policial enfrentasse um júri popular. Em resposta, o senador defendeu o exercício da advocacia, mas não explicou diretamente sua atuação no processo. “Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de 5 anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica por que você fez isso?”, perguntou Lula. Flávio rebateu: “Você não pode criminalizar a advocacia, Lula. Nem teve julgamento, você já condenou o cara”. Como Ana Clara morreu?Ana Clara Gomes Machado morreu em 2 de fevereiro de 2021, aos 5 anos. Naquele dia, ela brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando um disparo de fuzil a atingiu. O episódio ocorreu na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli disparou em direção a uma área residencial durante um patrulhamento. A acusação sustenta que o policial assumiu o risco de atingir moradores. Além disso, o Ministério Público afirma que pessoas no local alertaram os agentes sobre a presença de moradores, mas os disparos continuaram. A defesa de Delaroli, por outro lado, sustenta que ele reagiu a uma agressão de traficantes. Após o episódio, as autoridades prenderam o policial, que posteriormente passou a responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares. Qual foi a atuação de Flávio Bolsonaro no caso?A Justiça determinou que Delaroli enfrentasse o Tribunal do Júri. Em 2024, Flávio Bolsonaro integrou a equipe de defesa do policial e assinou um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter essa decisão. No entanto, o tribunal negou o pedido. Na época, Flávio já exercia mandato no Senado Federal. Apesar da decisão judicial, o julgamento do policial ainda não ocorreu, mais de cinco anos após a morte de Ana Clara. Por que o caso voltou à discussão?A campanha de Lula já havia usado o episódio em peças de propaganda eleitoral antes do debate. Com isso, os petistas procuram confrontar a atuação de Flávio na defesa do policial com o discurso do candidato do PL sobre segurança pública. Além da disputa eleitoral, a série jornalística Revelando, apresentada por Camila Pitanga, também retomou o caso. O episódio reconstruiu as circunstâncias da morte de Ana Clara e abordou a participação do senador na defesa do policial militar.
Debate da Band: quem ganhou e quem perdeu no primeiro embate entre Lula e Flávio Bolsonaro
© EPA Os entrevistados ouvidos pela BBC News Brasil se dividem sobre qual candidato teve melhor desempenho e avaliam que o confronto da Band terá pouco impacto na definição de voto a favor de um dos concorrentes, podendo até reforçar movimentos de abstenção e de votos brancos ou nulos O debate da Band foi marcado por fortes ataques entre os candidatos presidenciáveis e um formato “caótico”, principalmente no primeiro bloco, afirmam analistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram diretamente pela primeira vez no domingo (18/10), após terem faltado aos debates marcados no primeiro turno. Os entrevistados ouvidos pela BBC News Brasil se dividem sobre qual candidato teve melhor desempenho e avaliam que o confronto da Band terá pouco impacto na definição de voto a favor de um dos concorrentes, podendo até reforçar movimentos de abstenção e de votos brancos ou nulos. Segundo o agregador de pesquisas da BBC News Brasil, ambos aparecem empatados na corrida, a uma semana da votação final. O primeiro bloco começou com um formato de confronto direto, em que cada candidato tinha 15 minutos para falar livremente. Na prática, a conversa sem qualquer moderação descambou com frequência para bate-bocas e ataques, em vez de um debate de propostas e ideias. Segundo Yuri Sanches, diretor de Análise Política da AtlasIntel, o início do debate foi “nauseante”. “O eleitor independente, que às vezes é antibolsonarista e antipetista, sai com uma impressão realmente muito negativa. Foi um debate em que não houve nenhum tipo de propostas sendo discutidas, nenhum tipo de racionalidade”, crítica. Para o cientista político Lucas Aragão, da Arko Advice, o formato de confronto livre foi “inútil para o eleitor indeciso”. “Foi um modelo muito ruim, que favoreceu o ataque, favoreceu a ironia, e não as propostas. Acho muito difícil que o eleitor, pelo menos nesse primeiro bloco, tenha tomado algum tipo de decisão ou se sentido representado. Acho que o modelo não favoreceu a ninguém”. No saldo geral, porém, ambos consideraram que Flávio se saiu melhor que Lula ao conseguir dominar os temas do confronto. O senador foi ágil em sua fala e fustigou o petista sobre as suspeitas que pairam sobre a atuação do seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é investigado por tráfico de influência, ou seja, por supostamente ter atuado para favorecer empresas em negócios com o governo do pai. Lula respondeu que acredita na inocência do filho, mas que a PF investiga livremente em seu governo. “Flávio esteve mais tranquilo e conseguindo tirar o Lula do sério. O que mais me chama a atenção é que o Flávio está conseguindo pautar o debate. O Flávio traz o Lula para os assuntos e o Lula não consegue levar o Flávio para os assuntos dele”, disse Aragão, após o primeiro bloco. © Reuters Para entrevistados, debate foi ‘inútil’ para eleitor indeciso O presidente, por sua vez, questionou sobre os cerca de R$ 134 milhões que Flávio negociou com Daniel Vorcaro, do Banco Master, para supostamente financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso também é alvo de inquérito na Polícia Federal. “Flávio conseguiu ter mais clareza nas falas, conseguiu articular melhor as suas perguntas e os seus golpes contra Lula, enquanto o Lula teve um desempenho sem repertório, um desempenho um tanto quanto perdido, repetitivo”, avaliou Yuri Sanches. Nos blocos seguintes, os candidatos puderam fazer perguntas um para o outro de forma mais controlada, sem que pudessem se interromper. O formato foi mais “civilizado”, nota Aragão, mas Flávio continuou dominando o debate, na sua avaliação. Já o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, considera que o presidente se saiu melhor que o adversário, mas não vê “um claro vencedor do debate”. “Lula, ao longo do debate, se portou melhor. Teve como destaque uma comparação direta quando defendeu a abertura do sigilo bancário dos dois candidatos”, afirma. Na sua leitura, porém, o petista não conseguiu “produzir um fato novo” para impulsionar sua tentativa de virada, já que Flávio teve maior quantidade de votos no primeiro turno. Para Cortez, o candidato do PL teve uma postura “debochada e cínica”, que pode afastar o eleitorado. Por outro lado, ele se beneficia do desejo de mudança, que parece prevalecer na sociedade no momento. “Talvez, pelos diversos mandatos que o Lula já enfrentou, fica cada vez mais difícil para ele mobilizar no eleitor esse sentimento de continuidade, especialmente num cenário de polarização mais calcificada, mais apaixonada”. “Então, Flávio se ancora nisso, no antipetismo. Ele faz bem as menções a um desejo de mudança, com um linguajar acessível, mas me parece pouco convincente. Acho que a postura ficou excessivamente debochada”. Debate marcado por confonto sem mendição foi considerado “caótico” por analistas políticosDebate marcado por confonto sem mendição foi considerado “caótico” por analistas políticos© EPA/Shutterstock Momentos negativos e positivos dos candidatos Temas como corrupção, a relação do país com os Estados Unidos da América (EUA) segurança pública, saúde e diretos das mulheres foram abordados no debate. Os analistas entrevistados destacaram como especialmente negativo para Lula o momento em que ele chamou Flávio de “malandro carioca”, ofendendo potencialmente o eleitorado do Rio de Janeiro. O senador não deixou passar e criticou a fala do presidente. Por outro lado, consideraram que o petista foi bem ao lembrar o desempenho do ex-presidente Jair Bolsonaro na pandemia de covid-19, quando seu governo desestimulou a vacinação e promoveu o uso de medicamentos sem comprovação científica. A fala forçou um mea culpa de Flávio. “De fato, a saúde não foi uma área em que a gente teve o melhor resultado no governo do presidente Bolsonaro. Eu faço aqui esse mea culpa. Tivemos uma pandemia, dois anos de pandemia, uma coisa nova, que não sabíamos como enfrentar”, disse o candidato do PL. Já Flávio foi bem ao enfatizar a pauta da segurança pública ao longo do debate, avalia Lucas Aragão. Em um desses momentos, questionou Lula sobre seu apoio ao direito a “saidinhas”,
Lula vira e lidera por 51% a 49% sobre Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Vox Brasil
Imagens: Revista Fórum Na comparação entre os dois levantamentos, o senador Flávio Bosonaro passou de uma vantagem de três pontos percentuais para uma desvantagem numérica de 1,5 ponto Pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada na madrugada deste domingo (18), confirma a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente liderando a disputa no segundo turno das eleições presidenciais por 51% a 49% dos votos válidos. O Vox Brasil foi um dos poucos institutos de pesquisa a apontar que o senador terminaria o primeiro turno à frente. Na pesquisa estimulada, divulgada neste domingo (18/10) Lula tem 46,4% das intenções de voto contra 44,6% de Flávio Bolsonaro, com 5% de brancos e nulos e 3,9% de indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual mostra uma situação de empate técnico, com o presidente à frente, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos. Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não são informados dos nomes dos candidatos, Lula é citado por 44,9% e Flávio Bolsonaro por 43,8%. A maioria dos eleitores também acreditam que o presidente vencerá a disputa: 46,9% contra 41,6%, que acham que o senador vai vencer. Outros 11,5% não souberam responder. Lula e Flávio Bolsonaro também registram a mesma rejeição, segundo o Vox Brasil: 45,3% – 4,7% dizem rejeitar os dois candidatos e 2,4% não rejeitam nenhum. O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%. Instituto já apontava virada Na pesquisa anterior, divulgada no dia 9 de outubro, o Instituto Vox Brasil já mostrava Lula à frente de Flávio Bolsonaro, com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% – diferença de 1,5 pontos, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos. Os eleitores indecisos representam 9,7% da amostra, enquanto 3,4% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Na apuração dos votos válidos, que exclui essas categorias, Lula aparece com 50,9%, ante 49,1% de Flávio Bolsonaro. Primeiro turno Os resultados diferem do registrado pelo próprio instituto antes do primeiro turno. Na pesquisa realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro, Flávio tinha 48,2%, enquanto Lula somava 45,2%. Na comparação entre os dois levantamentos, o senador passou de uma vantagem de três pontos percentuais para uma desvantagem numérica de 1,5 ponto.
Desfile de carros de luxo impressionam o goianiense
Carros de luxo formam fila e impressionam em Goiânia, Goiás — Foto: Arquivo pessoall/Renato Peixoto Mais de 150 carros de luxo impressionam ao ‘desfilar’ por avenidas de Goiânia – Goiás. Segundo organizador, valores dos veículos variam de R$ 2 milhões a R$ 7 milhões Cerca de 160 carros de luxos formaram fila no Setor Aphaville, em Goiânia. Segundo um dos organizadores, Samuel Ivanaskas, cerca de 160 carros desfilaram quase 50 quilômetros, partindo do Flamboyant Urbanismo, no Jardim Goiás, em Goiânia, em direção ao Aerodromo Condomínio Liberty, em Goianápolis. O evento aconteceu sábado (17/10). Entre os veículos mais caros que desfilaram no evento estavam Lamborghini Revuelto, Ferrari SF90, Purosangue, McLaren 765Lt e Nissan Skyline R34. Samuel contou que os valores dos veículos variam de R$ 2 milhões a R$ 7 milhões. Organizado por Renato Peixoto, com ajuda de Pedro Molinari, Lucas Bizinoto e Samuel Ivanaskas, o evento arrecadou alimentos não perecíveis entre os participantes em bairros carentes de Goiânia e em Aparecida de Goiânia. “O objetivo é unir amantes e donos de carros de luxo, em um evento beneficente com doação de alimentos e também network”, explicou Samuel. Mais de 150 carros de luxo impressionam ao ‘desfilar’ por avenidas de Goiânia, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Renato Peixoto
A 7 dias do 2º turno, Flávio e Lula fazem 1º debate direto neste domingo
O 1º turno foi marcado pela ausência dos candidatos que lideravam as pesquisas, Flávio (à esq.) e Lula (à dir.), nos debates Candidato do PL [Flávio Bolsonaro] e presidente do PT[Lula} não participaram de nenhum encontro até aqui; emissoras chegaram a cancelar eventos Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participam, neste domingo (18.out.2026), do debate da Band. O encontro será realizado pela Band e está marcado para as 20 horas, em São Paulo. Leia aqui as regras do debate. Será o 1º embate frente a frente do senador e do presidente nesta campanha, que foi marcada pelo cancelamento de eventos por parte das emissoras depois que os principais nomes da disputa presidencial cancelaram presença. Na imagem, o cenário do estúdio que receberá o debate entre Flávio e Lula Inicialmente, na 3ª feira (13.out), Flávio declarou que sua ida ao debate não estava prevista.“Não está previsto [a ida a] esse debate domingo [Band]. O que estamos analisando, quem vai dar a palavra final vai ser a minha equipe técnica, é de ir no último debate [o da Globo, em 23 de outubro]”, declarou em São Paulo. Logo depois, Lula publicou um vídeo em que confirmou presença no debate deste domingo (18.outubro). O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou, na 6ª feira (16.out), que o presidente quer discutir “projeto de país” durante o embate com Flávio. Segundo Edinho, o senador Flávio Bolsoanro está “mentindo para o povo brasileiro” ao não explicitar suas propostas para o Brasil. Na 4ª feira (14.outubro), Flávio confirmou que vai participar do debate da Band e disse que só queria que Lula confirmasse sua presença. “É claro que eu vou ao debate, eu só queria que você confirmasse”, declarou. Reação Lula LULA REAGE – Nas últimas pesquisas, o presidente reagiu na disputa contra Flávio Nos últimos dias, manifestantes a favor da reeleição de Lula encheram as ruas em pelo menos 37 cidades de todas as regiões do país. Os maiores atos foram realizados na av. Paulista, em São Paulo, no domingo (11.out), e em Copacabana e na Lapa, no Rio, na 2ª feira (12.outubro). Flávio No caso de Flávio, apoiadores foram às ruas em ao menos 8 cidades. Os atos foram registrados em Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Itabaiana (SE) e Carpina (PE), com comícios, caminhadas, encontros de estudantes e motocarreatas.
Cai a máscara de Flávio Bolsonaro
p/ Gilson Romanelli A entrevista de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional evidenciou a completa ausência de um plano de governo consistente, expondo um candidato despreparado que se ancorou em retórica evasiva, dogmas e ataques vazios. Sob a condução firme da jornalista Renata Lo Prete, a máscara de qualificação do pré-candidato veio ao chão. O que se viu no horário nobre foi a tentativa de vender uma revolução socioeconômica sustentada não por números ou viabilidade técnica, mas pela promessa do primeiro governo financiado pela Providência Divina.A Ciência Econômica do “Deus Proverá”Flávio Bolsonaro prometeu consertar o Brasil em quatro anos. Quando questionado sobre a origem dos recursos para cumprir tais promessas, limitou-se a acenar com o combate à corrupção.Sem estimativa de receita: Não soube mensurar valores reais para o orçamento.Sem planilha de despesas: Não explicou como financiará as propostas de campanha.Equilíbrio fiscal por fé: Apresentou uma inovação exótica à ciência econômica: a gestão pública por imposição das mãos.Anunciou que seu governo será “um projeto de Deus”. O texto bíblico ensina que o mundo foi criado em seis dias; Flávio parece necessitar de quatro anos para consertar o país — restando apenas saber se o Criador aceitaria o convite para assumir o Ministério da Fazenda sob essas condições.Evasivas e a Cortina de FumaçaDiante de questionamentos inconvenientemente terrenos, a fragilidade do discurso ficou ainda mais evidente. Ao ser confrontado sobre o porquê de ter recorrido justamente ao empresário Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, a resposta seguiu a linha do desvio de foco: alegou que a produtora já explicara o caso e rebateu apontando patrocínios recebidos pela própria emissora. Perguntado sobre Vorcaro, respondeu sobre a imprensa. Cobrado por transparência, ofereceu uma cortina de fumaça, ignorando as investigações em curso sobre os milhões repassados à produção.A Ausência de ProjetoO roteiro do pré-candidato ao longo de sabatina resumiu-se a um padrão repetitivo:Para gastar: Promessas genéricas.Para arrecadar: Milagres e retórica.Para justificar suspeitas: Ataques à imprensa e terceirização de responsabilidades.Para responder aos problemas do país: Menções obsessivas ao presidente Lula, sem apresentar alternativas concretas. “O Brasil precisa de gestão pública qualificada, responsabilidade fiscal e projetos fundamentados, não de contabilidade criativa ou dogmática. Por mais que existam divergências e debates legítimos sobre o cenário político atual, a comparação escancara que o país segue em um rumo substancialmente mais seguro e concreto sob a condução do presidente Lula do que sob a tutela de ilusões orçamentárias.” A farsa não tinha como durar: a aritmética não fecha e até onde se sabe, Deus não assinou procuração para governar um país. Gilson Romanelli ´e Jornalista e Analista Político
“O galego tá doido pra sair”, diz Michelle Bolsonaro em ato no DF
Divulgação/@fernandosantos A ex-primeira-dama e senadora eleita pediu mobilização em defesa de Jair Bolsonaro (PL-RJ) e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) discursou durante a motocarreata de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e da governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), realizada na tarde deste sábado (17/10), em Brasília. No trio elétrico, Michelle pediu mobilização em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e das pautas defendidas pelo grupo político. “É pelo capitão Jair Messias Bolsonaro, é por todos os presos do 8 de janeiro. É pela família e por tudo aquilo que defendemos. É por um Brasil melhor. A nossa bandeira jamais será vermelha”, declarou. Michelle também fez uma referência ao marido durante o discurso. “Meu galego tá doido para sair, minha gente”, disse. Durante o discurso, Michelle também pediu que os apoiadores mantivessem a mobilização de forma pacífica e ordeira. A ex-primeira-dama ainda fez um alerta aos participantes sobre a identificação de outros apoiadores. “Tem muita gente com camisa verde e amarela e que não é patriota. Presta atenção em quem está do seu lado”, disse. Divulgação/@fernandosantos Celina e Michelle Bolsonaro em motocarreata no DFApoiadores seguiram pela Esplanada durante o ato da direitaBia Kicis, Michelle Bolsonaro, Celina Leão, Alberto Fraga e Izalci em ato da direita no DF A motocarreata teve concentração na Torre de TV, no centro de Brasília, a partir das 16h. Por volta das 17h, quatro trios elétricos deram início à mobilização, acompanhada por carros e motociclista. O ato reuniu apoiadores de Flávio Bolsonaro e de Celina Leão a oito dias do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.













