O Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas após reunião com o presidente Jair Bolsonaro – Imagem: BPMoney “O PSD fugiu dessa polarização, tem o melhor candidato, que é o Ronaldo Caiado”, declarou Kassab Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, neste domingo (23/8), que o partido não considera uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem com o bolsonarismo. A declaração ocorreu após o debate presidencial realizado pela Band, em São Paulo. Ao conversar com jornalistas, Kassab respondeu às críticas sobre seu perfil político e sobre o pragmatismo atribuído a ele por adversários. Segundo o presidente nacional do PSD, as avaliações ignoram o posicionamento adotado pela legenda nos últimos anos. “As pessoas estão mal informadas. Nunca teve essa hipótese do PSD se aliar nem ao Lula, nem ao PT, nem ao bolsonarismo”, afirmou. Kassab também destacou que o PSD decidiu disputar a Presidência com candidatura própria. Além disso, lembrou que o partido não seguiu os mesmos grupos políticos nas duas eleições presidenciais anteriores. “Faz parte da desinformação ou da falta de informação. Encaro com naturalidade. O importante são os fatos”, disse. Kassab defende Caiado como alternativa à polarizaçãoDurante a entrevista, Kassab afirmou que o PSD busca ocupar um espaço fora da disputa entre Lula e o campo bolsonarista. Para ele, Caiado representa uma alternativa aos dois polos que concentram parte do debate eleitoral. “O PSD fugiu dessa polarização, tem o melhor candidato, que é o Ronaldo Caiado”, declarou. Na sequência, Kassab destacou a experiência política do candidato do PSD. Ele citou a passagem de Caiado pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e pelo governo de Goiás. Além disso, o candidato a vice afirmou que Caiado demonstrou preparo durante o debate para enfrentar temas como corrupção, saúde e educação. “Aqueles que querem mudar o Brasil deveriam observar bem, porque ele se elegendo, ele pode mudar o Brasil”, afirmou. Segundo turno está no centro da estratégia do PSDQuestionado sobre a impressão de que Caiado disputa simultaneamente contra Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Kassab rejeitou essa leitura. Segundo ele, o objetivo do primeiro turno é garantir uma das duas vagas na etapa seguinte da eleição. “O primeiro turno é para você escolher dois. Ele não está disputando a eleição agora contra um nem contra o outro”, declarou. Para Kassab, portanto, a estratégia do PSD passa por apresentar Caiado como um nome capaz de enfrentar qualquer adversário no segundo turno. “Levando ele para o segundo turno, ele ganha as eleições. Ele ganhando as eleições, o Brasil vai estar no rumo certo”, disse. Por fim, Kassab afirmou que as críticas feitas por Caiado a Lula e Flávio Bolsonaro variam conforme os assuntos discutidos. Segundo ele, o candidato do PSD tem dirigido questionamentos aos dois adversários nas últimas semanas, de acordo com cada tema abordado na campanha.
Kassab diz que PSD rejeita polarização e aposta em Caiado para chegar ao segundo turno
Em debate esvaziado, Lula é citado 40 vezes, a cada 2 minutos em média
Renato Pizzutto/Band Também ausente do confronto, o senador Flávio Bolsonaro foi mencionado menos da metade das vezes — a maioria, insultos. Zema não foi citado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não participou do primeiro debate presidencial televisionado de 2026, promovido pela Band, neste domingo (23/8), foi mencionado nominalmente 40 vezes ao longo do confronto, segundo levantamento feito pelo Metrópoles a partir das falas dos candidatos. O nome do presidente apareceu, em média, uma vez a cada dois minutos durante o debate, que começou às 20h e terminou por volta de 21h30. Confronto, que durou cerca de 1h30, só contou com três candidatos: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) – Arte/Metrópoles A conta considera as menções feitas pelos três candidatos que participaram do encontro: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Não foi descontado o tempo de pausas comerciais, nem consideradas menções indiretas ou sugestivas ao petista. Lula foi alvo de críticas dos três candidatos em diferentes momentos do debate. A ausência do presidente foi utilizada como argumento pelos adversários para questionar sua disposição para enfrentar os demais concorrentes na eleição de 2026. Logo na abertura do confronto, Renan Santos criticou Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também não compareceu, e afirmou que os dois “desrespeitaram os brasileiros” ao não participar do debate. O candidato do Missão chamou os dois de “covardes e canalhas”. “Com um país completamente em crise, esses dois criminosos não vieram ao debate. Desrespeitaram os brasileiros. Vivem brigando por aí na internet, mas eles próprios são covardes”, disse. Flávio Bolsonaro também foi alvo frequente dos adversários, com aproximadamente 20 menções ao longo do debate — cerca de 10 delas, no entanto, na mesma sequência, quando Renan Santos emendou uma série de insultos ao candidato. Romeu Zema (Novo) não foi citado uma única vez pelos adversários. O nome de Lula também apareceu associado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que foi citado repetidamente durante o confronto. Renan afirmou que tanto o petista quanto Flávio defenderiam interesses do empresário. Caiado, por sua vez, fez referência ao caso ao falar em “Dark Lobby”, em uma comparação com “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) financiado por Vorcaro. O candidato do PSD associou a expressão a investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A presença de Lula no debate também apareceu nas discussões sobre segurança pública, economia e educação. Ao responder sobre o cenário educacional brasileiro, por exemplo, Augusto Cury criticou a situação do país e direcionou parte de sua fala ao governo petista. AusênciaLula havia sinalizado antes do debate que não participaria do encontro da Band. Flávio também não compareceu, enquanto Zema desistiu da participação horas antes do início do programa. Com as três ausências, apenas Caiado, Renan e Cury estiveram no palco. A emissora manteve os púlpitos destinados aos candidatos ausentes, deixando espaços vazios durante o confronto. A contagem das menções a Lula foi feita pelo Metrópoles a partir da íntegra do debate. Foram consideradas somente as referências verbais ao nome do presidente durante o programa, sem descontar os intervalos comerciais e demais pausas da transmissão.
Carlão da Fox: A Força do Municipalismo e a Experiência a Serviço de Goiás
“Eu me sinto lisonjeado de estar sendo procurado por diversos candidatos e candidatas a deputado federal, sinal que eles reconhecem nossa potencialidade e sabem que vamos trabalhar juntos: eu aqui na ALEGO e eles em Brasília nos carreando recursos e emendas aos 246 municípios do nosso estado”, Carlão da Fox p/ Gilson Romanelli Poucos nomes na vida pública goiana ostentam um currículo tão completo, dinâmico e testado na prática quanto Carlos Alberto Andrade Oliveira — popularmente e carinhosamente conhecido em todo o estado como Carlão da Fox. Bacharel em Administração, empresário de sucesso e gestor público nato, Carlão consolida sua trajetória política como uma das candidaturas mais preparadas e representativas para a Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO).Uma Trajetória Histórica: Transformação e Legado em Goianira. A história de amor e dedicação de Carlão da Fox com o municipalismo foi forjada no coração de Goianira. Eleito e reeleito para quatro mandatos como prefeito, Carlão não apenas governou; ele revolucionou a infraestrutura, o desenvolvimento urbano, a saúde e a qualidade de vida da população goianirense. Sua gestão transformou o município em um polo de crescimento acelerado, demonstrando que capacidade técnica, sensibilidade social e visão estratégica caminham juntas. Não tenho dúvidas que a população e os eleitores e eleitoras de Goianira vão dar uma votação expressiva para Carlão, não só pelo reconhecimento do trabalho como prefeito por quatro mandatos, mas pela oportunidade de ter pela primeira vez na história de Goianira, na Assembléia Legislativa de Goiás,a partir de 2027 um deputado que vai defender os interesses de Goianira. Arrisco a dizer que Carlão sai eleito com os votos de Goianira. Sua aprovação histórica e os relevantes serviços prestados fizeram com que sua liderança transbordasse as fronteiras do município, tornando-o uma referência estadual em governança e articulação política. Polivalência e Competência na Gestão EstadualAlém de sua impecável atuação no Poder Executivo Municipal, Carlão da Fox provou sua capacidade de gestão ao liderar importantes órgãos e instituições estratégicas do Estado de Goiás: Associação Goiana de Municípios (AGM): Como presidente (2021-2025), defendeu com firmeza a pauta municipalista, fortalecendo a autonomia dos 246 municípios goianos e promovendo a integração eficiente entre prefeitos e o governo estadual. Ceasa-GO (Centrais de Abastecimento de Goiás): Responsável pela modernização da central, implementação do Consórcio Intermunicipal e fortalecimento da logística e segurança alimentar regional. Metrobus: Comandou a gestão do sistema de transporte público com foco em eficiência operacional, inovação e melhoria da mobilidade na Região Metropolitana de Goiânia. Aliança Forte com Daniel Vilela e Representatividade EstadualFiliado ao MDB, Carlão da Fox posiciona-se na linha de frente da campanha de reeleição do governador Daniel Vilela, por entender que a continuidade dessa gestão é a garantia de um Goiás seguro, moderno e promissor. “Goiás não pode retroagir, Goiás precisa continuar avançando, por isso eu estou com Daniel Vilela para Governador.”Carlão da Fox Essa liderança reconhecida atrai apoios expressivos para dobradinhas em diversas regiões do estado com importantes nomes da câmara federal, como Bruno Peixoto, Silvye Alves, Fátima Gaviolli, Valéria Petersen,Lucas Calil ,Adriano do Baldy, entre outros.“Eu me sinto lisonjeado de estar sendo procurado por diversos candidatos e candidatas a deputado federal, sinal que eles reconhecem nossa potencialidade e sabem que vamos trabalhar juntos: eu aqui na ALEGO e eles em Brasília nos carreando recursos e emendas aos 246 municípios do nosso estado”, Carlão da Fox Rumo à ALEGO Com experiência comprovada, capacidade de gestão de excelência e vontade inabalável de trabalhar pelo povo goiano, Carlão da Fox entra na disputa para ser um dos deputados estaduais mais atuantes e presentes na Assembleia Legislativa de Goiás.A hora é Agora.Goianira e região metropolitana não podem perder a oportunidade de eleger esse grande municipalista. Gilson Romanelli é Jornalista e Articulista Político
Moraes defende cassar candidato que usar IA em fake news
Ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo, em sessão na Primeira Turma |- Divulgação/Victor Piemonte/STF Ministro do STF afirma que “medo” da cassação pode impedir que políticos usem “mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial” O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta sexta-feira (21) fiscalização preventiva e punição com cassação do mandato de políticos que eventualmente usarem recursos de inteligência artificial para “anabolizar” fake news nas eleições. “Todos os candidatos têm que ter absoluta consciência que, se na véspera quiser utilizar mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial, isso vai dar cassação”, disse o magistrado em fala na faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), em evento com a colega ministra Cármen Lúcia. Segundo Moraes, esse tipo de conduta precisa gerar consequências. Do contrário, políticos podem continuar empregando ferramentas tecnológicas de forma ilícita para “normalizar” ataques à democracia e à liberdade de escolha dos eleitores. Ele repetiu que a disseminação de notícias falsas foi “anabolizada” pelo avanço da IA desde a última eleição geral, em 2022, quando ele era presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em alusão ao Código Penal, o magistrado ponderou que regulamentar não significa impedir irregularidades, mas opinou que a cassação poderia produzir um efeito pedagógico. “O medo de ser cassado, perder o mandato, isso muda. Isso influencia”, comentou. “Não adianta depois de uma semana vir aquele ‘Fato ou Fake’: ‘Ó, realmente aquilo era falso’. A eleição acabou”, seguiu Moraes, em referência ao trabalho jornalístico de agências de checagem de informações. Relator no STF de processos relacionados aos atos golpistas do 8 de janeiro, incluindo a ação que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, o ministro lembrou que o Brasil viveu nos últimos anos um momento “absolutamente atípico” de ataques políticos às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. Na avaliação do magistrado, grupos antidemocráticos têm preferido atacar instrumentos como as urnas, em vez de uma ofensiva direta contra a democracia. “Nós não podemos subestimar a competência que esses extremistas tiveram na manipulação de grande parte do eleitorado via redes sociais”, completou. Moraes refutou alegações de que as urnas podem ser fraudadas e voltou a explicar que o código-fonte é disponibilizado antes do pleito a partidos políticos, universidades e ao Ministério Público. “As pessoas sofreram lavagem cerebral”, lamentou. O ministro ainda citou o papel das redes sociais nas fake news, pontuando que as plataformas das big techs se tornaram o principal meio para divulgação de notícias e que há influenciadores com “mais audiência” do que veículos de mídia e imprensa. “Por que você, Justiça Eleitoral, pode cassar o registo, mandato, decretar inelegibilidade, abuso de poder político e econômico e de meios de comunicação e não pode pelo abuso da desinformação nas redes sociais?”, indagou. Reunião do TSE sobre deepfakeMobilizado pelo presidente da corte, Kassio Nunes Marques, o TSE realizou nesta semana uma reunião interna com ministros para tentar alinhar um posicionamento em relação ao uso de deepfake em campanhas nas eleições. Essa tecnologia de IA permite alterar ou criar áudios, imagens e vídeos com rostos e vozes de pessoas reais. Não houve divulgação de documento formal ou decisão ao fim da conversa. O encontro ocorreu em meio à controvérsia sobre um vídeo mostrado na convenção nacional do PL, em julho, que simulou voz e rosto de Jair Bolsonaro em gesto de apoio à candidatura do filho mais velho, Flávio (PL-RJ), à Presidência. O caso foi parar no tribunal e no STF após questionamentos da Federação Brasil da Esperança, formada por PCdoB, PT e PV. O TSE editou uma resolução no início do ano que prevê punição a conteúdos com deepfake elaborados para favorecer ou prejudicar candidaturas. O vídeo de IA com Bolsonaro será analisado pelo plenário da Corte Eleitoral em julgamento ainda sem data anunciada.
Pai e filhas morreram em acidente
Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, morreu após acidente com as duas filhas, em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram de Bless Me Jeans | Divulgação/PRF Empresário e duas filhas morrem em acidente envolvendo carreta na BR-414 em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal O empresário Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e as suas duas filhas, Alana Almeida Gomes, de 8, e Alice Almeida Gomes, de 4, morreram após um acidente na BR-414, em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a caminhonete em que a família estava bateu de frente com uma carreta. O acidente ocorreu no km 345 da rodovia, na noite de sexta-feira (21/8). As três vítimas morreram no local devido à força do impacto. Após a colisão, o motorista da carreta fugiu antes da chegada das equipes, por isso não foi possível identificá-lo nem realizar o teste do bafômetro, informou a PRF. Como o motorista não foi identificado, o g1 não conseguiu localizar a defesa dele até a última atualização desta reportagem. De acordo com a Polícia Rodoviária, a caminhonete seguia no sentido Cocalzinho de Goiás em direção à Anápolis, enquanto a carreta, que estava carregada de calcário, trafegava na direção contrária. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil. HomenagensEm nota, a empresa Bless Me Jeans, a qual Wilker era dono, lamentou o ocorrido. “Neste momento de profunda tristeza, nos unimos em oração e solidariedade aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conhecê-los”, diz o texto. A Escola Evangélica Os Cordeirinhos de Cristo, onde Alana e Alice estudavam, também publicou uma nota de pesar pela morte das alunas. “Duas vidas tão preciosas que deixaram marcas de carinho, ternura e lembranças que permanecerão para sempre entre nós”, escreveu a direção do colégio.
Trump entrou na eleição brasileira. Até onde ele irá?
Imagem: Fórum Faltam seis semanas para o primeiro turno da eleição presidencial e o Brasil continua discutindo pesquisas, alianças, palanques, gafes, fofocas e estratégias de campanha como se estivesse diante de mais uma eleição normal. Lula disputa a reeleição. Flávio Bolsonaro tenta levar novamente o bolsonarismo ao Palácio do Planalto. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 21 de agosto, mostrou Lula com 39% e Flávio com 33% no primeiro turno. Numa simulação de segundo turno, 47% a 43%, diferença no limite da margem de erro. A disputa é real e está aberta. Mas talvez os números não sejam, neste momento, a informação mais importante da eleição. Pela primeira vez desde a redemocratização, uma eleição presidencial brasileira transcorre com a maior potência militar do planeta transformada em variável explícita do processo político. Os Estados Unidos de Donald Trump já não são apenas espectadores interessados no resultado. Entraram no jogo. Uma cena provoca espantoTalvez nenhuma imagem simbolize melhor a excepcionalidade desta eleição do que o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro, em Copacabana, no domingo, 16 de agosto. Em meio ao verde e amarelo dos bolsonaristas apareceram bandeiras dos Estados Unidos e símbolos associados ao movimento MAGA de Donald Trump. Flávio transformou o pai no grande personagem ausente do comício. Reproduziu um áudio de Jair Bolsonaro e apresentou sua candidatura como continuidade do projeto político do ex-presidente. Uma bandeira americana numa manifestação brasileira não prova interferência estrangeira. Mas a imagem ganha outro significado quando colocada ao lado do que aconteceu nos últimos meses. Flávio Bolsonaro foi recebido por Donald Trump na Casa Branca como candidato à Presidência. A família Bolsonaro construiu relações políticas com o trumpismo. Marco Rubio, secretário de Estado e um dos principais formuladores da política americana para a América Latina, passou a intervir publicamente nas controvérsias brasileiras. E o governo Trump adotou tarifas contra produtos brasileiros que entraram imediatamente no debate eleitoral. A Reuters resumiu a mudança com precisão ao noticiar, em julho, que as tarifas impostas pela administração Trump haviam colocado Washington dentro da eleição presidencial brasileira. A pressão externa sobre o ambiente eleitoral deixou de ser uma abstração. Sinais de pressãoFoi essa contradição que o Foro de Teresina, da revista piauí, colocou no centro de seu programa divulgado nesta sexta-feira (21/8). Ao discutir o lançamento da campanha de Flávio, Celso Rocha de Barros chamou atenção para algo que deveria inquietar o país: enquanto aparecem sinais de pressão americana sobre a eleição, grande parte da cobertura política continua concentrada nas pesquisas, alianças, movimentações do Centrão e ocorrências cotidianas de uma campanha convencional. O próprio Foro apresentou o primeiro bloco como uma discussão sobre os riscos da pressão e da interferência do governo Trump na eleição brasileira e o alinhamento de Flávio Bolsonaro aos interesses americanos. Será que estamos olhando para a eleição errada? Naturalmente importam pesquisas, debates, programas, palanques e alianças. Mas existe uma questão anterior a todas essas: em que condições de soberania o eleitor brasileiro chegará às urnas? Eleições “livres e justas”Não é necessário recorrer a teorias conspiratórias. Os fatos estão à vista. Em julho, o governo brasileiro negou vistos a dois altos funcionários do Departamento de Estado que pretendiam vir ao país num momento de crescente tensão sobre o processo eleitoral. Washington sustentou que a missão trataria de integridade eleitoral, liberdade de expressão e liberdade religiosa. Autoridades brasileiras interpretaram a iniciativa como interferência indevida. A “integridade” da eleição brasileira tornou-se assunto de controvérsia entre Brasília e Washington antes que um único voto tenha sido depositado nas urnas. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro voltou a questionar o sistema eleitoral. E autoridades americanas afirmaram que respeitarão eleições brasileiras “livres e justas”. A expressão pertence ao vocabulário tradicional da diplomacia. Em outro contexto, talvez passasse despercebida. Neste, não. Porque o Brasil conhece o mecanismo político de lançar dúvidas sobre uma eleição antes de ela acontecer. Dois traumas de janeiroEm 2020, Donald Trump começou a questionar antecipadamente a legitimidade da eleição presidencial americana. Perdeu. Recusou-se a aceitar a derrota. Em 6 de janeiro de 2021, seus seguidores invadiram o Capitólio enquanto o Congresso certificava a vitória de Joe Biden. Dois anos e dois dias depois, o Brasil viveu seu próprio trauma. Jair Bolsonaro havia passado meses atacando a confiabilidade das urnas eletrônicas. Perdeu para Lula. Em 8 de janeiro de 2023, seus seguidores invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Não se trata de afirmar que a história obrigatoriamente se repetirá. Trata-se de reconhecer que ela aconteceu. Donald Trump voltou à Casa Branca. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos pela tentativa de golpe e está preso. Seu filho disputa a Presidência apresentando-se como continuador do projeto político do pai. Por isso, duas perguntas não podem ser consideradas alarmistas apenas porque são incômodas. Se Flávio Bolsonaro perder, aceitará a derrota? E o que fará Donald Trump? A pergunta chegou aos Estados UnidosA preocupação não existe apenas no Brasil. Neste sábado, 22 de agosto, a deputada democrata americana Pramila Jayapal acusou Trump de tentar interferir na eleição brasileira e afirmou que os democratas atuarão para que o resultado seja respeitado. Jayapal relacionou a política americana para o Brasil à chamada “Doutrina Donroe”, criticou tarifas e o apoio a candidatos específicos e lembrou o contraste com 2022, quando o governo Joe Biden reconheceu rapidamente o resultado da eleição brasileira. Jayapal é parlamentar de oposição e sua manifestação não representa a posição oficial dos Estados Unidos. Mas revela algo importante: a possibilidade de interferência na eleição brasileira já se tornou objeto de disputa dentro dos próprios Estados Unidos. Em 2022, o governo americano reconheceu rapidamente a vitória de Lula e deixou claro que não apoiaria uma ruptura institucional. Em 2026, a Casa Branca está ocupada pelo homem que tentou reverter sua própria derrota eleitoral. A equação se inverteu. A diferença entre Trump e RubioTambém seria um erro simplificar o quadro. Nesta sexta-feira, 21, Lula e Trump conversaram durante cerca de uma hora e vinte minutos. A conversa foi considerada cordial. Discutiram tarifas, comércio, crime
Justiça determina que candidato vestido de Jesus Cristo troque foto
Divulgação Dilcon interpretou Jesus Cristo em espetáculos da Via Sacra no Piauí. Ele é o primeiro suplente do candidato ao Senado Federal Dionísio Carvalho (DC) O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) determinou, no último domingo (16/8), que o candidato a suplente pelo Democracia Cristã, Dilcon Afonso, trocasse a foto de urna, com risco de ter a candidatura impugnada. A foto reprovada pelo TRE era do candidato vestido de Jesus Cristo. Na última terça-feira (18/8), Afonso enviou uma nova foto ao TRE-PI. O novo registro tem o candidato sem coroa de espinho e manto vermelho no corpo. Dilcon interpretou Jesus Cristo em espetáculos da Via Sacra no Piauí. Ele é o primeiro suplente do candidato ao Senado Federal Dionísio Carvalho (DC). Apesar de ter enviado a nova foto ao TRE, o registro de Afonso ainda consta com a foto antiga.
Flávio provoca: “Não gostou? Vota no defensor de bandido”
Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução “Ah, mas o Flávio é radical’. Não gostou? Vota no defensor de bandido.“, disparou Flávio Bolsonaro Nesse último sábado (22/08), Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou do lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro. Durante o evento, no Maracanãzinho, o senador falou sobre segurança e voltou a defender a castração química para estupradores, a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e medidas contra organizações criminosas. Flávio sobe o tom contra criminosos e promete medida polêmicaDurante seu discurso, Flávio afirmou que pretende classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. “Esses caras vão mofar na cadeia ou vão ser neutralizados pela nossa polícia.“, afirmou logo a princípio. Em seguida, o parlamentar chegou a repetir o discurso para resolver a violência contra as mulheres. “Com Bolsonaro e Ruas, as mulheres serão protegidas. Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.“, disse antes de alfinetar Lula: “‘Ah, mas o Flávio é radical’. Não gostou? Vota no defensor de bandido.“, disparou. Anistia e uso de tecnologias no combate à violênciaPosteriormente, Flávio também voltou a falar sobre o 8 de Janeiro. Desse modo, ele pediu apoio dos candidatos ao Senado Carlos Jordy e Portinho para aprovar uma anistia “ampla, geral e irrestrita.“ Na sequência, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda prometeu usar tecnologias para combater a violência. O evento reuniu Valdemar Costa Neto, Eduardo Pazuello e outros aliados políticos do Partido Liberal (PL).
Transferência de veículos 100% digital no Brasil começa pelo app
Produção / Divulgação O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a Resolução nº 1.027. A norma estabelece o processo eletrônico integrado ao Registro Nacional de Veículos Automotores para a transferência de propriedade de automóveis e motocicletas no país O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a Resolução nº 1.027. A norma estabelece o processo eletrônico integrado ao Registro Nacional de Veículos Automotores para a transferência de propriedade de automóveis e motocicletas no país. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) desenvolve a ferramenta digital. O sistema centraliza a negociação, a assinatura eletrônica, a consulta de débitos, o pagamento de taxas e a mudança de titularidade em um único fluxo no aplicativo CNH do Brasil. Modalidades de transferência veicular A regulamentação define três formas para a transação entre proprietários:Modalidade convencionalModalidade eletrônica integrada ao Renavam e à vistoria obrigatóriaModalidade eletrônica custodiadaSegurança financeira na modalidade custodiada A modalidade eletrônica custodiada retém o valor da compra durante o trâmite. O sistema libera o pagamento ao vendedor após a conclusão da transferência no Renavam. A plataforma prevê bloqueio e restituição dos recursos caso ocorra cancelamento da operação entre particulares.Descobrir maisTransportes públicos urbanosMaterial de referência geográficaLegislação sobre acidentes e lesões pessoaisAutenticação e prevenção de fraudes O sistema digital emprega autenticação multifator, rastreabilidade e trilhas de auditoria. A tecnologia registra cada etapa da transação para coibir fraudes na venda de veículos usados. Prazos de implementação do sistema A norma entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial da União. A Senatran programa a liberação gradual das funcionalidades no aplicativo oficial. Os procedimentos atuais dos departamentos estaduais de trânsito continuam válidos até a disponibilização completa da plataforma eletrônica.
Em Lagoa da Confusão, Vicentinho defende Estado parceiro de quem produz
Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnor (PSDB), candidato a governador do Tocantins “Eu não posso dizer que sou solidário ao pequeno produtor e ao grande produtor se eu não estiver disposto a seguir ao lado do meu povo”, afirmou, afirmou Vicentinho Júnior O candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) esteve em Lagoa da Confusão na manhã de sábado (22/8) onde apresentou propostas para fortalecer a produção rural, melhorar a infraestrutura e enfrentar os problemas da saúde pública. O candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, esteve em Lagoa da Confusão na manhã deste sábado (22/8) onde apresentou propostas para fortalecer a produção rural, melhorar a infraestrutura e enfrentar os problemas da saúde pública. Em uma das principais regiões produtoras do Estado, Vicentinho defendeu mais apoio aos pequenos e grandes produtores, com o Estado assumindo sua responsabilidade na melhoria de pontes, estradas e acessos, além de reduzir a burocracia para quem produz. “Eu não posso dizer que sou solidário ao pequeno produtor e ao grande produtor se eu não estiver disposto a seguir ao lado do meu povo”, afirmou. Na saúde, Vicentinho disse que pretende cobrar resultados e não aceitar como normais problemas como demora para exames, cirurgias e dificuldades enfrentadas por pacientes oncológicos. “Eu não vou normalizar uma mulher acorrentando as portas do HGP para conseguir um exame ou uma cirurgia”, ressaltou Vicentinho Júnior. O candidato reforçou que pretende concentrar a campanha nas soluções para o futuro. “Eu não estou de olho para trás. Eu quero dizer a vocês o que vamos fazer daqui para frente”, afirmou. Apoios importantes em Lagoa da Confusão O encontro também reuniu importantes apoios no município, entre eles o vice-prefeito Salustiano Pereira Barros, o Salu; os vereadores Alan Coelho, Iodete Oliveira e Alberto da Infra; e os ex-prefeitos Nelsinho Moreira e Mauro Gaúcho. As lideranças estiveram ao lado de Vicentinho e manifestaram apoio à sua candidatura, mesmo diante das dificuldades e pressões enfrentadas por quem decidiu assumir publicamente essa posição na cidade. Após a passagem por Lagoa da Confusão, Vicentinho seguiu cumprindo agenda no sábado, com reuniões em Cristalândia, Chapada da Areia e Paraíso do Tocantins.














