Produção / Divulgação Ao responder Donald Trump nas páginas do Washington Post e reafirmar com Xi Jinping o compromisso com o multilateralismo, Lula transforma a eleição de 2026 também numa disputa pela soberania nacional. Não foi por acaso que Luiz Inácio Lula da Silva escolheu as páginas do Washington Post para responder ao presidente Donald Trump. Chefes de Estado costumam se comunicar por meio da diplomacia. Quando um presidente decide dirigir-se diretamente aos leitores do principal jornal da capital do outro país, é porque considera que o conflito ultrapassou os limites da política externa e alcançou outro patamar. Foi exatamente isso que Lula fez. Seu artigo não trata apenas de tarifas, comércio ou relações bilaterais. É, antes de tudo, uma defesa da soberania brasileira num momento em que a campanha presidencial de 2026 transborda as fronteiras nacionais. Ao afirmar que “ninguém derrotará o Brasil com mentiras” e concluir que “o destino do Brasil pertence aos brasileiros, sem interferência estrangeira nem subserviência”, Lula não respondia apenas às declarações de Donald Trump. Delimitava o novo terreno em que passa a se desenrolar a disputa política brasileira. Vista isoladamente, a publicação do artigo de Lula poderia ser interpretada apenas como mais um capítulo da escalada entre Brasília e Washington. Vista ao lado dos acontecimentos das últimas semanas assume outro significado. Reação imediata Ao levantar dúvidas sobre as urnas e defender a presença de observadores internacionais, Flávio Bolsonaro retomava um método já conhecido: produzir desconfiança suficiente para que o resultado eleitoral possa ser contestado posteriormente. Diversos analistas identificaram esse padrão em sua manifestação. Logo depois, o Washington Post revelou que integrantes do governo Donald Trump estudavam enviar representantes do Departamento de Estado ao Brasil para questionar publicamente a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro. A reação foi imediata. O governo brasileiro negou vistos aos enviados norte-americanos, deixando claro que a organização, a fiscalização e a legitimidade das eleições pertencem exclusivamente às instituições brasileiras. Foi essa sucessão de acontecimentos que levou Lula a dirigir-se diretamente à opinião pública norte-americana. Mais do que responder a Trump, o presidente brasileiro procurou explicar aos leitores dos Estados Unidos que a controvérsia já não envolvia apenas tarifas ou comércio. O que estava em discussão era um princípio muito mais amplo: o direito de uma nação decidir livremente o próprio destino. Os episódios aparentemente isolados passam a compor uma mesma história. Uma história que já não trata apenas da sucessão presidencial brasileira, mas da defesa da democracia e da soberania nacional. A mensagem era clara A divergência entre os dois governos não dizia respeito apenas ao comércio. Tratava-se do direito de um país organizar suas eleições sem pressões externas, qualquer que fosse sua origem. Tradicionalmente, crises diplomáticas são conduzidas entre governos. Lula escolheu outro caminho. Explicou aos cidadãos norte-americanos que o Brasil discutia um princípio que interessa a qualquer democracia: a legitimidade de escolher seus governantes sem interferência estrangeira. É justamente nesse ponto que o artigo deixa de tratar apenas da relação entre Lula e Trump. E passa integrar também a luta pela soberania nacional. Se essa percepção estiver correta, a eleição presidencial de outubro deixará de ser apenas uma disputa entre candidatos. Passará a ser também um teste da capacidade das instituições brasileiras de preservar sua autonomia diante de pressões externas. Defesa da soberania Ao afirmar que “ninguém derrotará o Brasil com mentiras”, o presidente brasileiro responde também às narrativas que, desde 2018, procuram desacreditar o sistema eleitoral e preparar, antes mesmo da votação, um ambiente favorável à contestação dos resultados. A história recente recomenda atenção. Nos Estados Unidos, Donald Trump recusou-se a reconhecer sua derrota, em 2020, questionou a credibilidade das urnas, e o país assistiu, em 6 de janeiro de 2021, à invasão do Capitólio. No Brasil, exatos dois anos depois ocorreu o ataque de 8 de janeiro de 2023 contra a Praça dos Três Poderes, histórico dia da tentativa de golpe de Estado, liderada por Jair Bolsonaro. O roteiro foi praticamente o mesmo utilizado por Trump, em 2021, por Jair Bolsonaro antes das eleições de 2023: levantar suspeitas sobre o sistema eleitoral antes da votação para, se derrotado, contestar o resultado depois. Impedido de se candidatar, cumprindo 23 anos de prisão, o condenado Jair Bolsonaro, lançou seu filho Zero Um, Flávio, como o candidato da extrema direita brasileira, com estreitas ligações à ultradireita global, liderada por Donald Trump. Os contextos são diferentes, entre Trump, Bolsonaro e, agora Flávio. A lógica política, porém, guarda uma semelhança essencial: enfraquecer previamente a confiança nas instituições para contestar o resultado das urnas. É por isso que as declarações de Flávio Bolsonaro a atuação do governo Trump e a resposta pública de Lula não devem ser analisadas como acontecimentos independentes. Elas fazem parte do mesmo contexto histórico. E ajudam a compreender por que a eleição presidencial brasileira passou a ser acompanhada também como uma questão de política internacional. A conversa com Xi Jinping Nos últimos anos, o Brasil consolidou uma posição singular no cenário internacional. Ao ampliar suas relações com os países do Sul Global, fortalecer os BRICS e diversificar seus parceiros comerciais, Lula defende uma política externa baseada na autonomia, na multipolaridade e no fortalecimento do multilateralismo. Essa orientação colide com a visão da administração Trump, que procura recuperar instrumentos tradicionais de influência sobre a América Latina. Foi nesse contexto que Lula conversou por telefone com o presidente chinês Xi Jinping. Ao reafirmarem o compromisso de Brasil e China com o multilateralismo e com a coordenação no âmbito da ONU, dos BRICS e de outros fóruns internacionais, os dois presidentes deixaram claro que a resposta brasileira às pressões externas não será o isolamento nem o alinhamento automático a qualquer potência, mas o fortalecimento da cooperação entre Estados soberanos. Esse movimento ajuda a compreender por que a eleição brasileira deixou de interessar apenas aos brasileiros. O Brasil ocupa hoje uma posição estratégica na reorganização da ordem internacional. Sua política externa, suas escolhas econômicas e seu papel na construção de um mundo multipolar passaram a despertar interesses que ultrapassam as fronteiras nacionais.
O Brasil é dos brasileiros
Prefeitura de Goiânia promove 8ª edição do Dia D de Pneus Inservíveis na Região Noroeste
Amma promove 8ª edição do Dia D de Pneus Inservíveis na Região Noroeste – Fotos: Carol Mendes/Amma Ação, que já recolheu 177 toneladas de pneus desde a primeira edição, será realizada no Parque Nova Esperança A Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), realiza nesta quarta-feira (29/7), das 9 horas às 17 horas, a 8ª edição do Dia D de Pneus Inservíveis. A ação será realizada no Parque Nova Esperança e tem como objetivo ampliar a coleta e garantir a destinação ambientalmente adequada de pneus descartados pela população. Nas sete edições anteriores, a iniciativa já recolheu 177 toneladas de pneus inservíveis, evitando impactos ambientais como o entupimento de galerias pluviais e reduzindo riscos à saúde pública ao eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os pneus recolhidos recebem destinação ambientalmente correta por meio da parceria entre a Amma e a Reciclanip/ANIP. A ação é gratuita e voltada aos moradores da Região Noroeste, além de borracheiros, oficinas mecânicas, comerciantes, revendedores e grandes geradores de pneus inservíveis. De acordo com a diretora de Gestão Ambiental da Amma, Ana Paula Assis, a iniciativa vai além da coleta de pneus e contribui para conscientizar a população sobre a destinação correta do material. “O Dia D amplia o envolvimento da comunidade na gestão dos resíduos sólidos, sensibiliza a população local e fortalece o sistema de coleta”, afirma. SERVIÇO Assunto: 8ª edição do Dia D de Pneus Inservíveis – Região Noroeste Data: 29 de julho Horário: 9h às 17 horas Local: Parque Nova Esperança – Luiz Cesar do Amaral “Leleco” Endereço: Alameda Coronel Joaquim Lúcio, trecho entre as Ruas 42 e 48, Jardim Nova Esperança
BRB passou R$ 12 bi ao Master e recebeu guardanapos, afirma Durigan
Durigan disse que, em reunião no Supremo Tribunal Federal (STF), o Banco Central afirmou que o BRB não causa risco sistêmico ao País caso seja liquidado -Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil Ministro voltou a dizer que o governo federal não tem nada a ver com o BRB, cujo o principal acionista é o Governo do Distrito Federal O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta segunda-feira (27/7) que o Banco de Brasília (BRB) pagou R$ 12 bilhões ao Master em troca de “guardanapos”. “O tema do BRB começa com crime. O BRB tem boas operações, tem boas carteiras, mas ele basicamente passou 12 bilhões (de reais) para o Master e recebeu o guardanapo de volta, recebeu um papel que não valia nada”, afirmou, em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco. Ele voltou a dizer que o governo federal não tem nada a ver com o BRB, cujo o principal acionista é o Governo do Distrito Federal. Durigan disse que, em reunião no Supremo Tribunal Federal (STF), o Banco Central afirmou que o BRB não causa risco sistêmico ao País caso seja liquidado. O BRB tenta convencer os bancos privados que sua situação é viável com uma operação de crédito garantida com os fundos Constitucionais do DF. “O que agora está acontecendo é que o BRB está mostrando para o sistema financeiro privado, para o FGC, para os bancos, qual é o caminho de saída. E os bancos estão se convencendo ou não, de que o BRB tem um plano consistente para receber essa ajuda e se transformar em uma instituição que siga com seriedade”, completou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
China ameaça EUA
Visitantes perto de uma placa de inteligência artificial em estande de robôs de IA na Security China, uma feira sobre segurança pública, em Pequim 7 de junho de 2023. REUTERS/Florence Lo China acusa EUA de “hegemonismo em IA” e ameaça contramedidas por possíveis investigações p/ Eduardo Baptista PEQUIM (China) 27 Julho – Reuters) – O Ministério do Comércio da China acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira de “hegemonismo em IA” e ameaçou contramedidas depois que autoridades norte-americanas afirmaram que empresas chinesas de IA podem enfrentar investigações, sanções e restrições comerciais devido ao suposto roubo de tecnologia norte-americana. O ministério afirmou que Washington estava ameaçando as empresas chinesas com punições com base em alegações de que elas teriam usado “destilação” para copiar modelos avançados de IA dos EUA, apesar do que chamou de falta de fundamentos factuais ou legais. A destilação de modelos é uma técnica de treinamento de IA amplamente utilizada, na qual os desenvolvedores usam os resultados de um modelo mais capaz para treinar ou aprimorar outro sistema. Autoridades norte-americanas afirmam que distinguem entre a destilação legítima e a extração em larga escala, que equivale a roubo de propriedade intelectual. “Para qualquer ação que cause dano substancial aos interesses chineses, a China tomará todas as medidas necessárias para proteger firmemente seus direitos e interesses legítimos”, afirmou um porta-voz do ministério em comunicado. Os comentários marcam uma escalada na disputa centrada na Moonshot AI, com sede em Pequim, cujo modelo Kimi K3, lançado recentemente, chamou a atenção por suas capacidades de programação e intensificou o debate em Washington sobre se os desenvolvedores chineses estão copiando modelos norte-americanos ou reduzindo rapidamente a lacuna tecnológica por meio de suas próprias pesquisas. A controvérsia ecoa a reação nos EUA à ascensão da startup chinesa DeepSeek no ano passado. O diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou na semana passada que o governo dos EUA possuía informações indicando que a Moonshot havia extraído o modelo Claude Fable 5, da Anthropic, para desenvolver o Kimi K3.
Corpo de jornalista Delson Carlos deve ser liberado nesta segunda-feira (27/7) diz família
Delson Carlos e Renata de Almeida — Foto: Reprodução/Redes sociais A amiga dele Renata de Almeida é suspeita do crime O corpo do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros deve ser liberado nesta segunda-feira (27/7), três dias após ele ser morto a facadas em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. Segundo o companheiro da vítima, Warley Oliveira, a família iniciou os trâmites para a retirada do corpo no Instituto Médico Legal (IML), onde ainda aguardava a conclusão dos procedimentos de identificação e emissão da documentação necessária para o sepultamento. No sábado (25/7), o IML informou que a liberação havia sido adiada por causa de uma divergência entre documentos emitidos em Goiás e no Maranhão. Nesta segunda, segundo Warley Oliveira, companheiro do jornalista, a família recebeu a documentação e foi orientada a concluir a emissão do atestado de óbito e o reconhecimento do corpo antes da retirada. A expectativa é de que o velório ocorra ainda nesta segunda-feira, mas o horário não havia sido confirmado até a última atualização desta reportagem. A defesa da dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, suspeita do crime, informou anteriormente, por meio da Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO), que não comentaria o caso. Ela teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia. Relembre o casoDelson Carlos foi morto a facadas na noite de sexta-feira (24/7), durante uma confraternização em um apartamento no Setor Bueno. Segundo a Polícia Civil, a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, amiga da vítima e proprietária do imóvel, é suspeita de cometer o crime após uma discussão. Após o homicídio, a suspeita permaneceu trancada no apartamento por horas. O Bope foi acionado e realizou uma intervenção para contê-la. Ela foi presa em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. A Polícia Civil investiga a motivação do crime.
Lula manda recado que estava entalado na garganta: “Vai apanhar muito!”
Lula – Reprodução/ Captura de Tela ” Podem ter certeza: este jovem de 80 anos que está falando com vocês vai ganhar as eleições outra vez em 2026”, avisou Lula O Partido dos Trabalhadores oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, tendo Márcio França (PSB) como vice. O presidente Lula participou do evento e fez críticas a Donald Trump, rejeitando qualquer interferência externa nas eleições brasileiras. Também enviou um recado a Javier Milei, que esteve em convenção do PL apoiando Flávio Bolsonaro. Lula destacou que quem decide o futuro do Brasil são os 157 milhões de eleitores, reforçando que o país é soberano e não aceita intervenção estrangeira. Apesar das críticas, Lula afirmou que o Brasil quer manter relações com todos os países, sem buscar conflitos. Lula declarou sua intenção de disputar e vencer novamente as eleições presidenciais de 2026. Além de Lula, participaram Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Marina Silva, que destacaram o legado de Haddad, especialmente na educação. Ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro da Fazenda e candidato à presidência em 2018, Haddad deixou o ministério em março de 2026 para disputar novamente o governo paulista. As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto, prazo final para homologação das candidaturas. Aviso “Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. Eu não sou de fazer bravata. Eu não gosto de dizer o que eu não posso fazer, mas eu quero dizer para vocês uma coisa que eu trago do berço: andar de cabeça erguida, ter vergonha e caráter é coisa que a gente não encontra no shopping”, disparou Lula. “Portanto, quem quiser vir de fora se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino deste país são 157 milhões de eleitores. O aviso está dado. O Brasil é soberano. O Brasil quer manter relações com todos os países. O Brasil não quer guerra […] Podem ter certeza: este jovem de 80 anos que está falando com vocês vai ganhar as eleições outra vez em 2026.”
China apoia Lula
Declaração foi atribuída ao líder chinês após telefonema entre os presidentes, mas não apareceu no relato divulgado pelo brasileiro Foto: Ricardo Stuckert Xi manifesta apoio a Lula contra ‘interferência externa’, diz agência estatal chinesa O presidente da China, Xi Jinping, manifestou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e afirmou se opor à “interferência externa” durante uma conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo relato divulgado nesta segunda-feira, 27, pela agência estatal chinesa Xinhua. A declaração não foi mencionada no comunicado publicado por Lula sobre o telefonema, que ocorreu na noite de domingo (26/7) e durou mais de uma hora. A conversa foi realizada a três meses das eleições presidenciais brasileiras, nas quais Lula enfrenta Flávio Bolsonaro. De acordo com a Xinhua, Xi afirmou que a China “valoriza muito” a posição internacional e a influência do Brasil. Soberania O líder chinês também teria dito que Pequim apoia o País “na defesa de sua soberania e independência” e contribui para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial. No relato publicado no X, Lula informou que os dois presidentes defenderam a aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China. O brasileiro também afirmou ter reiterado o compromisso de seu governo com a diversificação de mercados e parceiros comerciais. O telefonema ocorreu em meio à pressão tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Washington impôs duas novas tarifas ao Brasil neste mês, após ter elevado as alíquotas em 2025 como retaliação ao julgamento que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão. Lula tem classificado as medidas americanas como uma tentativa de interferência política no Brasil em ano eleitoral. Nesta semana, o governo brasileiro negou vistos a dois funcionários dos Estados Unidos da América (EUA) que pretendiam se reunir com autoridades eleitorais em Brasília (DF) segundo uma fonte diplomática ouvida pela AFP. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, tem questionado a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar provas./com AFP
Goiás registra menor taxa de mortes violentas da série histórica
Goiás registrou queda nos indicadores de violência letal, roubos e estupros em Goiás em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública – Fotos: SPP / Goiás Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostra queda em indicadores de violência letal, roubos e estupros em Goiás em 2025 Goiás alcançou em 2025 a menor taxa de mortes violentas intencionais de sua série histórica, iniciada em 2012. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o estado registrou 16,5 mortes por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional, de 19,1. Foram contabilizadas 1.222 vítimas, ante 1.386 em 2024, redução de 11,8% no número absoluto. A taxa caiu 12,7%, de 18,9 para 16,5 mortes por 100 mil habitantes, a sétima maior redução entre as 27 unidades da Federação. As Mortes Violentas Intencionais reúnem homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. Segundo o FBSP, o indicador permite uma visão abrangente da violência letal registrada em cada estado. Em 2012, primeiro ano da série, Goiás apresentava taxa de 40,7 mortes por 100 mil habitantes, acima da média brasileira daquele período, de 27,7. A redução acumulada até 2025 foi de aproximadamente 59,5%. No mesmo intervalo, a taxa nacional caiu 31%, de 27,7 para 19,1 mortes por 100 mil habitantes. Em números absolutos, o maior patamar da série goiana ocorreu em 2015, quando foram contabilizadas 3.054 vítimas. Na comparação com as 1.222 registradas em 2025, a redução foi de 60%. Goiás acumula quedas anuais consecutivas no número de mortes violentas desde 2019. Naquele ano, foram registradas 2.251 vítimas. O total caiu para 2.209 em 2020, 1.863 em 2021, 1.784 em 2022, 1.636 em 2023, 1.386 em 2024 e 1.222 em 2025. O estado também aparece entre as nove unidades da Federação com taxa de mortes violentas inferior à média nacional. O desempenho contribuiu para que o Centro-Oeste registrasse a maior redução regional do país desde 2012, com queda acumulada de 49,9%. Violência letal recua A redução da violência letal em Goiás aparece na maior parte dos indicadores analisados. Os homicídios dolosos passaram de 959 vítimas, em 2024, para 813 em 2025, queda de 15,2% no número absoluto. A taxa recuou 16,1%, de 13 para 11 vítimas por 100 mil habitantes. A redução foi superior à nacional, de 10%, período em que o país passou de 17,1 para 15,4 homicídios por 100 mil habitantes. O número de ocorrências de homicídio doloso também acompanhou o movimento. Os registros passaram de 931 para 800, redução de 14,1%. As vítimas de lesão corporal seguida de morte diminuíram de 35 para 28, recuo de 20% em números absolutos. A taxa caiu 20,8%, enquanto a redução nacional foi de 15,2%. As tentativas de homicídio passaram de 1.479 para 1.380 registros, queda de 6,7%. A taxa recuou 7,6%, de 20,1 para 18,6 ocorrências por 100 mil habitantes, acima da redução nacional de 4,4%. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, permaneceram estáveis em número de vítimas, com 19 casos registrados tanto em 2024 quanto em 2025. Roubos caem quase 30% Goiás registrou 6.329 roubos em 2025, contra 8.866 no ano anterior, redução de 28,6% no número absoluto. A taxa caiu 29,3%, de 120,6 para 85,3 ocorrências por 100 mil habitantes. O estado não registrou roubo à instituição financeira em 2025. O Anuário também apresenta o indicador zerado em 2024. A redução também aparece em diferentes modalidades de roubo. Nos roubos contra transeuntes, os números passaram de 5.669 para 3.751, queda de 33,8%, enquanto a taxa recuou 34,5%. Já nos estabelecimentos comerciais, as ocorrências diminuíram de 454 para 317. A taxa caiu 30,9%. Nos roubos a residências, os registros passaram de 489 para 392, com redução de 20,6% na taxa. O roubo de cargas apresentou uma das maiores quedas proporcionais do levantamento. As ocorrências passaram de 23 para 12, enquanto a taxa recuou 48,3%. A receptação, crime ligado ao recebimento, transporte ou comercialização de bens de origem criminosa, também apresentou redução. A taxa caiu 13,7% no período. Roubos e furtos de veículos diminuem O roubo de veículos passou de 760 para 507 registros em Goiás, redução de 33,3% no número absoluto. A taxa, calculada pelo Anuário com base na frota registrada no estado, caiu 36,1%, de 15,4 para 9,9 ocorrências por 100 mil veículos. Os furtos de veículos também recuaram. As ocorrências passaram de 3.691, em 2024, para 3.176 em 2025, redução de 14%. A taxa caiu 17,5%, de 74,9 para 61,8 casos por 100 mil veículos. Estupros também recuam O número de crianças e adolescentes vítimas de estupro e estupro de vulnerável caiu de 2.882, em 2024, para 2.696 em 2025, redução de 6,5%. A taxa recuou 6,2%, com destaque para a faixa de 0 a 4 anos, que apresentou queda de 15%. Entre as mulheres, as vítimas de estupro de vulnerável passaram de 3.005 para 2.655, redução de 11,6%, enquanto a taxa caiu 12,5%, mais que o dobro da redução nacional, de 5,7%. Os casos de estupro diminuíram de 728 para 687 vítimas, queda de 5,6% no número absoluto e de 6,6% na taxa. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é publicado anualmente pelo FBSP, organização sem fins lucrativos e apartidária, a partir da compilação e análise dos dados oficiais fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança pública.
Operação Cidade Segura já mobilizou 38 empresas para regularização da rede aérea em Goiânia
Mais de 119 quilômetros de rede aérea já foram organizados por meio da iniciativa – Foto: Alex Malheiros/Secom Aumento da participação das operadoras contribuiu para a regularização de quase 4,4 mil postes e retirada de 110,7 toneladas de fios inservíveis na capital A Operação Cidade Segura já mobilizou 38 empresas de telecomunicações para ações de regularização da rede aérea em Goiânia. Coordenado pela Agência de Regulação (AR), o programa da Prefeitura de Goiânia reúne operadoras, concessionária de energia e órgãos de fiscalização em frentes de trabalho voltadas à organização da fiação dos postes e retirada de estruturas sem utilização. Desde o início da operação, em outubro de 2025, novas empresas passaram a integrar os mutirões realizados em diferentes regiões da cidade. Os trabalhos já resultaram na regularização de 4.396 postes e alcançaram 119,69 quilômetros de vias urbanas. Entre os principais corredores atendidos estão as avenidas T-63, Mangalô, 24 de Outubro, 85, Bernardo Sayão, Marechal Rondon, Senador Jaime e, por último, a Região da 44. Segundo a AR, a participação das empresas tem permitido ampliar o alcance das ações e acelerar os trabalhos de adequação da infraestrutura instalada nos corredores urbanos da capital. “A operação foi estruturada para reunir todos os responsáveis pela ocupação da rede aérea em uma mesma frente de trabalho. A adesão das empresas ao longo dos últimos meses tem contribuído para ampliar o alcance das ações em diferentes regiões de Goiânia”, destaca o presidente da Agência de Regulação, Hudson Novais. A atuação conjunta permite identificar cabos sem uso, reorganizar redes ativas e remover estruturas que permaneciam instaladas mesmo após a desativação dos serviços. Até o momento, as equipes já retiraram 110,7 toneladas de materiais da rede aérea. As ações são acompanhadas pela Agência de Regulação e pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), com fiscalização do cumprimento das normas que regulamentam o compartilhamento dos postes. Após a retirada, os materiais são encaminhados à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), responsável pela destinação adequada dos resíduos.
Prefeito Aquiles confirma apoio a Vicentinho e fortalece palanque no maior colégio eleitoral do Bico do Papagaio
Divulgação Declaração pública consolida união com Araguatins, cidade que teve papel importante na histórica vitória de Siqueira Campos em 2010 Depois de abrir a agenda deste domingo (26/7) participando da tradicional Cavalgada de Filadélfia, Vicentinho Júnior seguiu para Araguatins, onde recebeu uma importante demonstração de fortalecimento político. Durante entrevista, o prefeito Aquiles declarou publicamente apoio à chapa formada por Vicentinho ao Governo do Tocantins e Amélio Cayres como pré-candidato a vice-governador, consolidando uma aliança que, embora já existisse, ainda não havia sido anunciada oficialmente. Maior colégio eleitoral do Bico do Papagaio, Araguatins ocupa posição estratégica nas eleições estaduais e tem histórico de protagonismo político. Na disputa pelo Governo do Tocantins em 2010, por exemplo, quando Siqueira Campos venceu Carlos Gaguim por apenas 7.163 votos em todo o Estado, o tucano abriu vantagem no município ao conquistar 36.225 votos (52,81%), contra 32.371 votos (47,19%) do adversário. Em uma eleição definida por margem tão estreita, o desempenho em Araguatins foi um dos resultados que contribuíram para a vitória estadual. Outro fator que fortalece a aliança é a pré-candidatura de Wesla, filha do prefeito Aquiles, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa pelo mesmo grupo político. Ao explicar sua decisão, o prefeito destacou a amizade de longa data com Amélio Cayres e afirmou que o apoio é fruto da confiança construída ao longo dos anos e do compromisso firmado com o projeto liderado por Vicentinho. “Eu não tinha como não deixar de apoiar companheiros iguais ao Amélio Cayres. Somos amigos de muitos anos. Quando ele me convidou e convidou a Wesla para participar desse projeto, isso pesou muito na balança. Amigo é para estar junto na hora que precisa. Tenho certeza de que esse é um projeto importante para o Tocantins”, afirmou Aquiles. A declaração pública do prefeito amplia a base política de Vicentinho Júnior em uma das cidades mais importantes do cenário eleitoral tocantinense e reforça a presença da chapa no Bico do Papagaio, região que tem recebido atenção especial durante a pré-campanha, com visitas frequentes, apresentação de propostas e fortalecimento de alianças com lideranças locais.














