Palácio Conde dos Arcos, Teatro Goiânia e exposições de arte integram programação cultural do feriado de Corpus Christi em Goiás – Fotos: Secult Unidades culturais em Goiânia, cidade de Goiás e Pires do Rio recebem público; parte dos espaços funciona em horário especial Cinema, exposições, espetáculos de dança e shows integram a programação das unidades do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), durante o feriado prolongado de Corpus Christi. Em Goiânia, o público poderá visitar o Cine Cultura, o Centro Cultural Octo Marques, a Vila Cultural Cora Coralina, o Teatro Goiânia, o Centro Cultural Martim Cererê e o Museu Pedro Ludovico. Fotos: Secult Na cidade de Goiás, o Palácio Conde dos Arcos (foto acima) também estará aberto. Já em Pires do Rio, o Museu Ferroviário terá sessões especiais de cinema. Localizado na Praça Cívica, o Cine Cultura segue com a exibição de clássicos e apresenta duas estreias para quem vai aproveitar o feriado na capital: Alpha, de Julia Ducournau, e Labirinto dos Garotos Perdidos, de Matheus Marchetti, ambos com classificação indicativa de 18 anos. A programação completa está disponível no perfil do cinema no Instagram (@cineculturagoias). Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com pagamento em dinheiro ou via Pix. Às segundas-feiras, a meia-entrada é válida para todos os públicos. Fotos: Secult As galerias do Centro Cultural Octo Marques e da Vila Cultural Cora Coralina permanecerão abertas todos os dias, das 9h às 16 horas, inclusive durante o feriado. No Octo Marques, o público pode visitar as exposições individuais Tu, de Elinaldo Meira, e Autorretrato em Linhas Sólidas, de Evandro Soares. Na Vila Cultural, seguem em cartaz as mostras Expressões, individual de Siron Franco, e 4 Mestres da Arte, coletiva que reúne obras do artista ao lado de Juarez Machado, Carybé e Antônio Poteiro. A entrada é gratuita nos dois espaços. O Teatro Goiânia recebe a 23ª edição do Goiânia Dance Festival, promovido pelo Instituto Cultural RV. As apresentações serão realizadas de 5 a 7 de junho, das 9h às 22 horas. Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria do teatro durante os dias do evento, com valores entre R$ 50 e R$ 100 e pagamento em dinheiro ou via Pix. No Centro Cultural Martim Cererê, a atração de sexta-feira (5/6) será a banda O Grilo, com show especial de cinco anos da turnê Você Não Sabe de Nada. Os ingressos estão disponíveis para venda pela internet. Interior Em Pires do Rio, o Museu Ferroviário terá sessões especiais de cinema. A programação pode ser conferida no perfil oficial da unidade no Instagram (@museuferroviariodepiresdorio). Já na cidade de Goiás, o Palácio Conde dos Arcos funcionará durante o feriado, com horário especial na quinta-feira (4/6), das 8h às 13 horas. Nos demais dias, o atendimento seguirá normalmente: das 8h às 17h na sexta-feira e no sábado (5 e 6/6), e das 8h às 13 horas no domingo (7/6). Funcionamento parcial e unidades fechadas O Museu Pedro Ludovico abrirá normalmente na quinta-feira (4/6), das 8h às 12h e das 13h às 17 horas. A unidade ficará fechada a partir de sexta-feira (5/6), com retorno das atividades na terça-feira (9/6). Os demais espaços culturais da Secult seguirão o Decreto nº 10.913, de 18 de maio de 2026, que estabeleceu ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na sexta-feira (5/6), após a celebração de Corpus Christi. Permanecerão fechados entre os dias 4 e 7 de junho o Arquivo Histórico Estadual, as bibliotecas Braille e Pio Vargas, a Gibiteca Jorge Braga, o Museu da Imagem e do Som de Goiás (MIS-GO) e o Museu Goiano Zoroastro Artiaga (Muza). As atividades nesses locais serão retomadas na segunda-feira (8/6).
Feriado de Corpus Christi tem cinema, exposições, dança e shows em Goiás
Daniel Vilela anuncia redução de alíquota do ICMS do feijão comercializado para outros estados
Governador Daniel Vilela diz que vai encaminhar à Assembleia Legislativa projeto de lei com a redução do ICMS – Foto: Adalberto Ruchelle Medida reduz carga tributária interestadual de 6,06% para 2,4% e vai equiparar Goiás ao Distrito Federal e estados concorrentes na produção do grão. 70% de toda a produção estadual precisa ser enviada para fora do estado, já que o mercado interno não absorve todo o volume produzido O governador Daniel Vilela anunciou, nesta quarta-feira (3/6), a redução da carga tributária do feijão in natura comercializado para outros estados. A alíquota interestadual, que atualmente é 6,06%, passará para 2,4%, o equivalente a uma redução de 60,4%. “Essa medida representa uma renúncia fiscal estimada em cerca de R$ 12 milhões por ano a partir de 2027, e foi elaborada com base em estudos técnicos que avaliaram o cenário tributário nacional e a sustentabilidade fiscal do Estado com a decisão”, garantiu o chefe do Executivo Estadual ao explicar que encaminhará projeto de lei com as alterações à Assembleia Legislativa. Segundo o governador, a decisão busca corrigir uma desvantagem competitiva enfrentada pelos produtores goianos. Atualmente, o feijão produzido em Goiás disputa mercado com estados que possuem tributação significativamente menor. Enquanto Goiás cobra 6,06% nas operações interestaduais, Minas Gerais concede isenção, o Paraná aplica alíquota de 1%, Mato Grosso pratica cerca de 4,5% e o Distrito Federal, 2,4%. Com a diferença tributária, o produto goiano perde competitividade em mercados consumidores, o que dificulta a comercialização do grão. Cerca de 70% de toda a produção estadual precisa ser enviada para fora do estado, já que o mercado interno não absorve o volume produzido. “Fizemos planejamento para conceder o benefício e entendemos que a medida vai favorecer a comercialização do produto”, explicou a secretária da Economia, Renata Noleto. “A decisão faz todo sentido pela concorrência desleal, principalmente do Distrito Federal e Minas Gerais”, avaliou o secretário da Agricultura, Ademar Leal. Sensibilidade Com a redução da carga tributária, a expectativa do governo é aumentar a competitividade do grão em outros estados e fortalecer a cadeia produtiva goiana. “Quero agradecer a sensibilidade do governador e da sua equipe. É um pleito muito antigo que a gente nunca desistiu”, comemorou o produtor rural Dário Luiz, de Cristalina. O prefeito do município, Luís Otávio, enalteceu o dinamismo da gestão Vilela. “Destrinchou a pauta e está fazendo acontecer. Os produtores já estavam desacreditados com esta reivindicação”, comentou. Foto: Adalberto Ruchelle Durante o anúncio, o governador agradeceu a parceria do presidente em exercício da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Eduardo Veras. “Com muita sensibilidade e diplomacia a entidade nos ajuda a construir soluções que o agronegócio exige”, considerou Daniel Vilela. “A partir do momento que a gente realmente reduzir essa carga, vamos aumentar a produtividade de Goiás e é isso que a gente espera”, afirmou Veras. “Goiás sempre foi expoente na produção de feijão. Tenho certeza que agora com essa atitude, vamos retomar a competitividade aqui no estado e novamente retomar à posição de destaque”, sublinhou o integrante da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Outros Grãos Agrícolas do Estado de Goiás (Aprosoja) e Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Leonardo Machado. Cenário goiano Goiás é atualmente o quinto maior produtor de feijão do Brasil, respondendo por 9,7% da produção nacional. Além disso, está entre os estados mais eficientes em produtividade. De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2025/2026, o estado deverá colher 281,2 mil toneladas de feijão em uma área de 109,2 mil hectares. Apesar da redução de 8,4% na área cultivada e de 3% na produção em relação à safra anterior, a produtividade deve crescer 5,9%, alcançando média de 2,6 toneladas por hectare. A relevância econômica da cultura também aparece nos indicadores financeiros. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do feijão em Goiás está estimado em R$ 1,63 bilhão em 2026, crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior. O estado possui o quarto maior VBP do país para a cultura e responde por 12,1% do valor gerado nacionalmente pelo setor. O cultivo do feijoeiro está presente em 91 municípios goianos. Os principais produtores são Cristalina, São João d’Aliança, Jussara, Luziânia, Paraúna, Catalão, Água Fria de Goiás, Planaltina, Campo Alegre de Goiás e Formosa. Juntos, concentram parcela significativa da produção estadual e reforçam a importância da cultura para o agronegócio goiano.
Jairinho é condenado a 43 anos pela morte de Henry Borel e Monique recebe perdão
Foto: Brunno Dantas/TJRJ Monique Medeiros recebeu perdão judicial A magistrada afirmou que Monique foi alvo de misoginia extrema declarada e que, durante os cinco anos do caso, a mãe de Henry foi alvo de uma perseguição implacável. “Incomensurável o sofrimento de quem, além de perder seu único filho, para o que, de resto, não contribuiu intencionalmente, viu-se algo durante cinco longos anos de uma perseguição implacável contra a sua honra e sua auto-estima como mãe, para não falar do completo desprezo pela sua dor”, afirmou. O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro concluiu na madrugada desta quinta-feira, 4, o julgamento do caso – o mais longo da história do Estado – após 11 dias de depoimentos e debates entre acusação e as defesas do ex-vereador e da mãe do menino. Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel Foto: Brunno Dantas/TJRJ Jairinho foi condenado pela prática de homicídio duplamente qualificado e pelo crime de tortura contra o menino Henry em um dos três episódios citados pela acusação. Ele foi absolvido pela prática de outras duas torturas das quais era acusado. O julgamento do Caso Henry Borel foi marcado pelo debate sobre a omissão ou não de Monique Medeiros na morte de Henry. De um lado, o Ministério Público sustentou que a professora sabia da tortura que o menino sofria do padrasto e não atuou para protegê-lo. Do outro, a defesa de Monique alega que ela não sabia da violência sofrida pelo filho. Para o Ministério Público, Jairinho agia de forma sádica e cruel dentro do apartamento do casal na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio. A causa da morte — laceração hepática — foi, segundo a acusação, com base nos laudos periciais, como resultado direto de violência física sofrida por Henry no dia 8 de março de 2021. Com uma narrativa consolidada de que Jairinho foi o responsável direto pela morte do menino, a acusação focou em convencer os jurados sobre a omissão de Monique no papel de proteger o filho. Monique Medeiros recebeu perdão judicial e será solta Foto: Brunno Dantas/TJRJ ‘Um psicopata e uma narcisista’ A acusação refutou de forma veemente a tese de que ela era uma mãe subjugada ou ingênua. O promotor Fábio Vieira descreveu Jairo como “um psicopata” e Monique como “uma narcisista”. “Quando a gente olha e se debruça nesse processo, a gente vê os gritos desse garoto pedindo socorro para a mãe. Os gritos desse garoto para a mãe pedindo para que ele fosse salvo”, afirmou o promotor. A acusação focou em tentar contrapor a narrativa de Monique, de que não teria identificado as agressões de Jairo ao filho. Os promotores sustentaram que a professora, mesmo com sinais de que o então namorado agredia Henry, não teria atuado para impedir a violência. “Monique soube desde o início quem era o Jairo”, afirmou Cristiano Medina, assistente de acusação. Promotor Fábio Vieira defendia condenação de Jairo e Monique Foto: Brunno Dantas/TJRJ Monique acusou Jairo Acusada de homicídio por omissão contra o próprio filho, Monique Medeiros acusou em depoimento, pela primeira vez, Jairo pela morte de Henry Borel. “Eu acho que foi, eu creio que foi. Hoje, assim pelo modus operandi dele, pelas ex-namoradas, pelos filhos, sim, eu acredito que pode ter sido ele”, afirmou Monique em depoimento. A defesa de Monique refutou a ideia de que a professora teria se omitido em relação às agressões de Jairo ao filho “para manter uma vida de luxo”. Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, é acusada de homicídio por omissão Foto: Brunno Dantas/TJRJ Outro ponto rebatido pela advogada Florence Rosa é o padrão de maternidade esperado de uma mãe para acusar Monique. A acusação cita diversas vezes as idas de Monique à academia e a vaidade dela para sustentar um suposto padrão narcisista da professora. “A minha maternidade seria criticada por essas pessoas também. Ninguém veio falar que ela maltratava o filho, ninguém falou que o filho ficava jogado, que o filho ficava sujo, que o filho não recebia cuidado intelectual e material devido, pelo contrário. Tudo que eles vem aqui falar para os senhores é sobre a roupa que ela usava, sobre o fato dela ter ido à academia”, afirmou. A acusação destacou que, mesmo após a morte de Henry, Monique manteve planos de casamento com Jairinho, foi ao salão de beleza dias após o enterro e manteve um comportamento frio e calculista, escolhendo o status social e o conforto financeiro proporcionados pelo político em detrimento da vida do próprio filho. Já a defesa de Monique cita que a acusação não relata, no entanto, que Leniel Borel foi à barbearia três dias após a morte do filho e teria participado de churrascos apenas uma semana após o crime. Para os advogados dela, isso apenas reforça a tese de culpabilização da mãe e violência de gênero. Babá avisou sobre as agressões? Uma troca de mensagens entre a babá Thayná de Oliveira Ferreira e Monique Medeiros, no dia 12 de fevereiro de 2021, menos de um mês antes da morte de Henry, esteve no centro do debate da acusação e dos advogados da professora. Para a acusação, o diálogo provava que Monique sabia das agressões e se omitiu. Já a defesa de Monique, sustentou que as mensagens não deixam claro de que Henry estava sendo agredido pelo padrasto. O menino Henry Borel foi assassinado aos 4 anos, em março de 2021. O padrasto e a mãe respondem pelo crime na Justiça (Reprodução: Instagram) Foto: Na tarde do dia 12, a babá narrou a Monique, que estava em um shopping, em tempo real via WhatsApp, que Jairinho havia chegado mais cedo, se trancado no quarto com Henry e aumentado o som da televisão. Thayná avisou que Henry saiu do quarto chorando, mancando e com um “galo” na cabeça. Monique, que estava em um salão de beleza, demonstrou aparente preocupação, dizendo que voltaria correndo para casa. Jairinho nega agressões a Henry: ‘Eu não fiz isso’ Em depoimento na noite de terça-feira, 2, Jairinho contestou o depoimento da babá Thayná
Produtores do filme de Bolsonaro teriam plageado música de Beyoncé?
Reprodução/Instagram Beyoncé; Jair Bolsonaro – Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil Há comentários de que Beyoncé estaria pedindo uma indenização de 134 milhões de dólares pelo uso indevido da música, ironizando a polêmica de Flávio Bolsonaro Por essa ninguém esperava: o nome da cantora Beyoncé Giselle Knowles-Carter, vulgo Beyoncé, foi envolvido no polêmico filme sobre Jair Bolsonaro, o Cavalo Preto, e gerou nova confusão. O motivo é que o teaser do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, utilizou a canção Survivor do grupo Destiny’s Child sem autorização de Beyoncé ou da gravadora Sony Music – informações da Veja. A fundação filantrópica BeyGood, ligada à artista, confirmou que medidas legais seriam tomadas para retirar a música do projeto. O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado por Jim Caviezel. Recentemente, voltou ao centro das discussões após áudios indicarem um investimento de R$ 61 milhões feito por Daniel Vorcaro na produção. A associação do nome de Beyoncé ao filme intensificou os debates em torno da obra, que já vinha sendo alvo de controvérsias políticas e culturais. Na web, muitos comentários criticam o filme, chamando-o de “show de horrores” e destacando que há crimes em âmbito internacional. Fãs da Bey apontam que os produtores “não conseguem fazer nada dentro da lei” e que desconhecem direitos autorais e constituição. Há comentários de que Beyoncé estaria pedindo uma indenização de 134 milhões de dólares pelo uso indevido da música, ironizando a polêmica de Flávio Bolsonaro. Comentários ressaltam que o filme teria posicionamentos contra homossexuais, mas tenta usar músicas de uma das maiores cantoras ligadas à comunidade LGBT. Não se sabe exatamente o motivo de Beyoncé não querer ter sua imagem associada à de Jair Bolsonaro.
Senador Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro curtiram férias juntos
Imagem: Correio do Brasil Conforme apurou a revista mensal Piauí, em extensa matéria publicada nesta terça-feira sob o título ‘Ciro Nogueira, o amigo do crime’, a temporada na neve chamou a atenção da PF pela intimidade entre o banqueiro preso por fraude bilionária no sistema financeiro nacional, e o presidente do Partido Popular (PP), um dos pilares do chamado ‘Centrão’, grupo suprapartidário que reúne as forças da direita e domina o Congresso brasileiro O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) divertiram-se a valer com dinheiro público, cerca de R$ 2 milhões segundo apuração da Polícia Federal (PF), em férias de 10 dias nos Alpes franceses, durante o inverno do ano passado. Em Courchevel, uma das mais luxuosas estações de esqui europeias, Vorcaro, Nogueira e respectivas acompanhantes hospedaram-se nos melhores hotéis da região, com diárias em euros. Conforme apurou a revista mensal Piauí, em extensa matéria publicada nesta terça-feira sob o título ‘Ciro Nogueira, o amigo do crime’, a temporada na neve chamou a atenção da PF pela intimidade entre o banqueiro preso por fraude bilionária no sistema financeiro nacional, e o presidente do Partido Popular (PP), um dos pilares do chamado ‘Centrão’, grupo suprapartidário que reúne as forças da direita e domina o Congresso brasileiro. Ciro Nogueira e a namorada, a modelo e empresária Flávia Rosalen, passaram 13 dias, entre 12 e 25 de janeiro de 2025, no resort francês com as despesas custeadas por Daniel Vorcaro. De acordo com os comprovantes acessados pela equipe de reportagem, o custo aproximado da gastança ficou em R$ 1.849.201, em valores apurados pela PF e anexados ao inquérito em curso sobre o envolvimento entre o senador e o trambiqueiro abonado. PaisagemCourchevel é um dos destinos turísticos europeus, no inverno dos Alpes franceses, frequentado pelas maiores fortunas do mundo, em hotéis de cinco estrelas e restaurantes reconhecidos no Guia Michelin. O líder do PP e sua companhia viajaram de São Paulo até Paris e, de lá, chegaram com todo requinte à estação de esqui, sem economizar nas diárias e jantares de alta classe. Segundo a Piauí, Vorcaro se juntou ao casal Nogueira acompanhado de Martha Graeff, sua então noiva. Entre as fotos anexadas ao inquérito, Vorcaro e Ciro Nogueira aparecem abraçados, com a paisagem nevada de Courchevel ao fundo. A fotografia estava no celular de Vorcaro, conforme relato policial. Tamanha intimidade, segundo os investigadores, supera os limites de uma amizade comum. O fato levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça a autorizar, em 6 de maio, uma nova operação da PF no processo sobre o Banco Master. Ao analisar a relação entre Ciro e Vorcaro, Mendonça concordou que havia um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”, escreveu em seu despacho. RegistrosMas, segundo apurou a revista, há outros momentos em que Vorcaro abriu a carteira para o senador. Estão sob a lupa da PF uma série de pagamentos, uso de imóveis, despesas pessoais, viagens, emendas parlamentares e influência política em favor de interesses ligados ao banqueiro. A Piauí afirma ter tido acesso a mais de 60 páginas do relatório da PF, com registros de datas, mensagens, fotos, deslocamentos e operações financeiras suspeitas. Segundo a publicação, o relacionamento entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro era alvo de observação policial antes mesmo da viagem à França. Um documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou uma série de depósitos feitos pela empresa BRGD, ligada à família de Vorcaro, em favor da CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa associada à família Nogueira. De agosto de 2023 a agosto de 2024, os repasses chegaram a R$ 902 mil, algo considerado atípico pela autarquia do Banco Central (BC).
Daniel Vilela destaca melhora da qualidade de vida ao entregar 54 casas no Centro-Oeste goiano
Governador Daniel Vilela entrega 54 casas a custo zero para famílias de Faina e Guaraíta. Investimentos do governo estadual ultrapassam R$ 8,5 milhões – Fotos: Remilsson Sales e Júnior Guimarães Com investimento de R$ 8,5 milhões, municípios de Faina e Guaraíta foram beneficiados, nesta terça-feira (2/6), com casas a custo zero do programa Pra Ter Onde Morar – Construção O governador Daniel Vilela entregou, nesta terça-feira (2/6), 54 casas a custo zero do programa Pra Ter Onde Morar – Construção. As entregas beneficiaram famílias de Faina e Guaraíta, na região Centro-Oeste do estado, e contaram com investimento superior a R$ 8,5 milhões. Os beneficiários recebem a residência com a escritura, sem débitos ou prestações a pagar. Fotos: Remilsson Sales e Júnior Guimarães “Temos um programa que traz mudança transformadora na vida das pessoas, que agora possuem dignidade e segurança de ter a sua casa”, ressaltou o governador Daniel Vilela. “Goiás é o único estado do Brasil que entrega casas a custo zero em parceria com os nossos prefeitos. São famílias que vão ter essa oportunidade de deixar de sonhar e ter a sua casa própria”, completou. O governador Daniel Vilela reforçou o foco da atual gestão em reduzir o déficit habitacional do estado com a ajuda das prefeituras. Fotos: Remilsson Sales e Júnior Guimarães O programa é realizado em parcerias firmadas com os municípios, que entram com os lotes e o Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Habitação (Agehab), banca todos os custos da construção. Segundo o presidente da Agehab, Juliano Mendes, as entregas representam dignidade, segurança e um novo começo para pais e mães das famílias beneficiadas. “Cada chave significa uma história de luta, de espera e, principalmente, de esperança. E isso é possível graças ao programa Casas a Custo Zero, que é uma política pública importante do Governo de Goiás, que cuida de quem mais precisa. Por isso é referência em todo o Brasil”, sublinhou. Em Faina, foram entregues 24 unidades habitacionais com investimento de R$ 4,3 milhões. “Parabéns ao governo do estado por essas casas, é o único estado do Brasil que faz isso e bem feito, não entrega de qualquer jeito, mas entrega um produto de qualidade”, ressaltou o prefeito de Faina, Creomir do Leilão. Fotos: Remilsson Sales e Júnior Guimarães A auxiliar pedagógica Daniela Luiz da Silva, de 28 anos, acompanhada do filho Heitor Luiz, de 11, estava bastante emocionada. “Ganhar essa casa é realizar o sonho, não só meu, como do meu filho e da minha avó. Tenho que dar estabilidade para o meu filho, porque eu sou mãe solteira. Engravidei com 16 anos e o pai dele me deixou. Continuei a minha vida, lutando e nunca desisti”, afirmou. Em seguida, o governador Daniel Vilela também realizou a entrega de 30 moradias em Guaraíta. Os empreendimentos receberam investimento de R$ 4,2 milhões. “Esse é um programa que nos deixa muito emocionados. Quando a gente vem entregar as moradias, olhamos para as mamães e papais que estão recebendo a casa, para as crianças, e a gente vê a felicidade, a transformação da vida. Pessoas que nem sonhavam mais em ter a casa própria, de repente têm a casa dela, linda, de qualidade, com dignidade”, destacou o governador. Com a entrega das casas, o prefeito de Guaraíta, Heber de Lima, externou a gratidão que sente ao governador pelos benefícios entregues. “Eu sinto a felicidade de vocês, moradores, porque deixamos de sonhar e entregamos resultados. O político, muitas vezes, promete, mas com o governador Daniel Vilela, entregamos o benefício sem custo nenhum”, disse. Na ocasião, o chefe do Executivo goiano recebeu o título de cidadão guaraitense. Critérios Para participar do programa é necessário que o beneficiário tenha inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), renda familiar de até um salário mínimo, não possua imóvel, seja maior de idade e comprove residência no município por período definido pela prefeitura.
Lula explode de vez com Eduardo e Flávio: “Piores que Jair Bolsonaro!”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Lula chamou Flávio e Eduardo Bolsonaro de “vendilhões da pátria”, “traidores” e “covardes”. O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), explodiu de vez nesta terça (2/6) e entre outros xingamentos, disse que Flávio e Eduardo Bolsonaro conseguem ser piores que Jair Messias! As falas aconteceram durante inauguração de mais uma instituição de ensino superior, dessa vez o Campus Catalão do Instituto Federal Goiano. Vale dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro não criou universidades federais novas do zero nem construiu novos campi de Institutos Federais durante sua gestão. O único projeto de instituição federal sancionado por ele foi a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) em 2019, que na verdade foi criada a partir do desmembramento de campi já existentes da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Revolta Lula exaltou amizade com Trump e se revoltou com os filhos do ex-presidente, comparando-os aos vendilhões do Templo, que Nosso Senhor Jesus Cristo expulsou com um chicote improvisado. Na época, o templo se tornou uma casa de câmbio onde era trocado o dinheiro de outras localidades pelo dinheiro de Israel, para a oferta de animais para sacrifício, e este é o motivo da revolta de Jesus na ocasião. Em discurso em Catalão (GO), Lula chamou Flávio e Eduardo Bolsonaro de “vendilhões da pátria”, “traidores” e “covardes”. Ele comparou Flávio a Joaquim Silvério dos Reis, traidor da Inconfidência Mineira. E pior do que isso: afirmou que eles conseguem ser piores que Jair Bolsonaro. Lula denunciou que os filhos de Bolsonaro, junto com Paulo Figueiredo, fizeram lobby junto a Donald Trump e Marco Rubio em Washington, pedindo sanções contra o Brasil. Poucos dias depois, os EUA anunciaram tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O relatório americano critica o sistema de pagamentos Pix, alegando prejuízos de até R$ 12 bilhões para Visa e Mastercard. Também questiona decisões do Judiciário brasileiro sobre redes sociais e políticas ambientais, tratando-as como barreiras comerciais. “Depois do sucesso da minha visita ao Trump. Que ele até riu, vocês viram”, disse o presidente, exaltando a amizade com o estadunidense. O presidente atribuiu a decisão a uma conversa de Flávio com Marco Rubio, não com Donald. Críticas “Ontem eu soube da notícia que o Comércio Americano resolveu taxar o Brasil em 25% quando nós estávamos em negociação, quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump. O que eu quero dizer com isso? É que esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”, criticou Lula.
Caiado acusa Lula de explorar crise comercial EUA-Brasil para fins eleitorais
Ronaldo Caiado critica possíveis tarifas dos EUA sobre o Pix – Foto: Instagram O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem taxas sobre transações via Pix. Em entrevista à coluna, Caiado se absteve de comentar sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas não poupou críticas ao presidente Lula. Caiado acusou Lula de torcer para que o governo americano adote medidas contra o Brasil com objetivos eleitorais. Segundo ele, o Palácio do Planalto estaria tentando transformar a crise em um ativo político para as eleições de 2026. O ex-governador afirmou que o processo evolui há dois anos sem que o governo tenha tomado quaisquer providências. Ele acredita que agora há uma torcida para que as tarifas sejam implementadas, criando um clima favorável para a eleição. Resposta Ao responder às críticas dos EUA sobre o Pix, Caiado classificou como infundadas as alegações de que o sistema de pagamentos brasileiro seria um problema para as empresas americanas. Segundo ele, as empresas de cartão perderam competitividade porque o Pix oferece vantagens ao consumidor brasileiro e não por ilegalidades. Ele alertou que isso pode prejudicar as relações bilaterais.
Rombo do BRB: o sacrifício é do DF e do trabalhador
Imagens: Fórum Nenhum trabalhador do DF aprovou a movimentação temerária do BRB. Nenhum servidor do DF corroborou os atos do DF. Pelo contrário, os sindicatos denunciavam as relações fraudulentas entre Daniel Vorcaro e todo o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão O GDF de Celina Leão obteve, em acordo assinado no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde da última quinta-feira (28/5), R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco Regional de Brasília do escândalo BRB-Master. Em contrapartida, terá que ”enxugar” R$ 4 bilhões do orçamento até o fim do ano, e seguir arrocho draconiano até que quite o empréstimo para salvar o Banco de Brasília (BRB) ou até conseguir nota boa no índice Capag, que mede a capacidade de pagamento. Para conseguir esse dinheiro e salvar o banco BRB das consequências de oito anos de desmandos e má-gestão, o Palácio do Buriti não hesitou em oferecer em sacrifício os serviços e os servidores públicos do Distrito Federal. Vai faltar creche, escola e UPA; vai faltar médico e professor. O funcionalismo público do DF, cerca de 8% de todos os trabalhadores do Distrito Federal, não terão aumento nem novo plano de carreira. Não haverá concurso público nem preenchimento de vagas efetivas ociosas. Tampouco novas políticas públicas que beneficiem a população. Para pagar as contas de sua administração incompetente e seus gastos perdulários, Celina ofereceu em sacrifício o trabalhador do Distrito Federal. Sacrifício O índice Capag não caiu da noite pro dia. É resultado de uma gestão temerária, que priorizou gastos e investimentos em patrocínios e ações de retorno social bem duvidoso, enquanto o serviço público da capital do país carece de valorização, nomeações e melhores condições de trabalho. Essa gestão temerária não encontrou freios em seu caminho. Ao longo de oito anos, a maioria da Câmara Legislativa do DF apoiou e aprovou essa gestão. Com a maioria amiga na CLDF, a compra fraudulenta do banco Master foi aprovada em questão de minutos, ainda que sob a reprovação das poucas vozes de oposição. Antes disso, R$ 12,2 bilhões já haviam escorrido pelo ralo, quando o BRB adquiriu títulos podres do banco de Daniel Vorcaro. Como resultado da falta de freio às ações e gestões temerárias do governo Ibaneis Celina, o BRB perdeu dinheiro, tamanho, relevância e importância. Enquanto isso, as isenções fiscais saltaram de R$ 2 bilhões para R$ 10 bilhões, um valor maior que o empréstimo conseguido para o BRB – e não se tem notícia da suspensão dessas isenções, que agora fazem muita falta às contas do Distrito Federal. Nenhum trabalhador do DF aprovou a movimentação temerária do BRB. Nenhum servidor do DF corroborou os atos do DF. Pelo contrário, os sindicatos denunciavam as relações fraudulentas entre Daniel Vorcaro e todo o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão. O acordo assinado por Celina promete resolver a vida do BRB complicando o cotidiano de todo o Distrito Federal. Esse acordo não é bom para você.
Bolsonalistas são acusados de ” Traidores da Pátria”
Foto: Reprodução Truth Social @realDonaldTrump / IA Brasil 247 Após tarifaço, ‘traição ao Brasil’ explode nas redes com 78% contra Trump e clã Bolsonaro A proposta do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros gerou ampla rejeição nas redes sociais, segundo levantamento da AtivaWeb DataLab. O estudo mostra que 78% das interações sobre o tema tiveram sentimento negativo em relação ao mandatário estadunidense e à família Bolsonaro. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Segundo o monitoramento, o tema acumulou 15 milhões de interações até a tarde desta terça-feira (2). Do total, 78% das manifestações apresentaram sentimento negativo em relação a Trump e aos integrantes da família Bolsonaro. As menções positivas corresponderam a 11,7%, enquanto 10,3% foram classificadas como neutras. A movimentação ocorre em meio aos embates entre o governo Trump e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da repercussão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma carta às autoridades dos Estados Unidos pedindo que não fossem aplicadas tarifas adicionais ao Brasil. Defesa da soberaniaDe acordo com a análise da AtivaWeb DataLab, a defesa da soberania nacional foi o principal fator de mobilização dos usuários nas plataformas digitais. “A defesa da soberania nacional tornou-se o principal vetor de mobilização emocional”, afirma o relatório. O estudo também concluiu que esse tema foi capaz de ultrapassar divisões partidárias e reunir manifestações de diferentes grupos políticos. “Com 74,2% de sentimento positivo, foi o único bloco narrativo a gerar consenso amplo. O tema transcendeu o debate partidário e conectou eleitores de diferentes espectros políticos em torno de um ideal comum”, registra o documento. Rejeição à família BolsonaroO levantamento identificou crescimento expressivo das menções que relacionavam a família Bolsonaro aos interesses nacionais. Segundo a AtivaWeb, esse foi um dos movimentos mais relevantes observados durante o monitoramento. Entre as publicações que citavam os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, 69% apresentaram sentimento negativo. As manifestações positivas representaram 18%, enquanto 14% foram classificadas como neutras. O relatório atribui esse resultado à percepção de que disputas políticas internacionais poderiam provocar impactos econômicos para o Brasil. Segundo a empresa, houve “rejeição à percepção de conspiração e traição aos interesses nacionais”. Críticas a TrumpDonald Trump também figurou entre os personagens mais criticados nas discussões monitoradas. Segundo a análise, a rejeição observada não estava relacionada ao debate internacional de forma geral, mas às atitudes atribuídas ao presidente e à percepção de interferência nos interesses brasileiros. “O presidente americano apareceu como um dos principais personagens do debate. Aqui, o sentimento negativo não se dirige ao tema internacional em si, mas às ações de Trump, à sua pressão sobre o Brasil e à interferência percebida nos interesses brasileiros”, diz o relatório. A AtivaWeb conclui que a desaprovação cresce quando o debate aborda possíveis efeitos econômicos e políticos para o país. “Por isso, a rejeição cresce de forma significativa, chegando a 62,9%, especialmente quando o debate destaca impactos econômicos e políticos para o país”, afirma o documento.














