Divulgação Com a desistência de Ratinho Junior na 2ª feira (23.mar), Caiado (foto) passou a ser o favorito para representar a sigla na disputa presidencial Governador de Goiás viaja a São Paulo para café da manhã com o presidente da sigla; partido quer anunciar nome para o Planalto até 6ª feira (27.mar) O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), viaja a São Paulo hoje 3ª feira (24.mar.2026) para um encontro estratégico com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A reunião deve definir os rumos da pré-candidatura presidencial da sigla para as eleições presidenciais de 2026. A expectativa é consolidar o nome para disputar o Planalto e anunciá-lo até 6ª feira (27.mar.2026). Caiado embarcará em voo comercial de Goiânia nas primeiras horas desta manhã. Ao desembarcar na capital paulista, seguirá diretamente para o apartamento de Kassab, onde os 2 terão um café da manhã reservado.Além de Caiado, o PSD tem como opção o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (RS). Até a 2ª feira (23.mar), líderes do partido davam como certa a candidatura do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), mas ele anunciou no final do dia que estava deixando a disputa pelo Planalto para concluir o mandato no Estado, até 5 de janeiro de 2026. O paranaense deixará a política para assumir a presidência do Grupo Massa de Comunicação, empresa fundada por seu pai, o apresentador de televisão Ratinho. Nota Em nota divulgada na 2ª feira, Kassab descreveu Leite e Caiado como gestores “muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas” e confirmou que os projetos apresentados por eles “nortearão o plano de governo do candidato do PSD”. Com a desistência de Ratinho Junior, Caiado passou a ser o favorito para representar a sigla. Ele lidera nas pesquisas internas, e Leite, já acenou com a possibilidade de disputar o Senado como plano B.
Caiado se reúne com Kassab para definir pré-candidatura do PSD
Kassab quebra o silêncio sobre o futuro do PSD em 2026
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, se manifestou em suas redes sociais após o governador do Paraná, Ratinho Jr., ter desistido de se candidatar à presidência da República pela legenda Em postagem publicada no X (ex-Twitter), ele elogiou o colega de legenda. “O Partido Social Democrático reafirma sua admiração pelo governador Ratinho Junior e por sua gestão, considerada a melhor da história do Paraná que, entre outros feitos, transformou a educação do Estado na melhor do Brasil, reduziu os índices de criminalidade aos menores níveis em décadas e fez enormes investimentos em infraestrutura que trarão, por muitos anos, bons frutos ao desenvolvimento paranaense”, disse Kassab, que também é secretário de Governo e Relações Institucionais do governo de São Paulo. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via’, contrapondo-se a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”, afirmou. Opiniões Após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciar nesta segunda-feira (23/3) que desistiu de disputar a Presidência da República, integrantes do PSD passaram a apontar Ronaldo Caiado (foto abaixo) chefe do Executivo de Goiás, como o favorito para representar o partido nas eleições de outubro. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, também disputa a indicação, que deve ser anunciada até o fim do mês. Ratinho Jr. comunicou nesta segunda-feira (23/3) que permanecerá no cargo até o fim do mandato — deixando, com isso, a lista de pré-candidatos ao Planalto articulada pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab. Em nota oficial, Ratinho Jr. disse que tomou a decisão após “profunda reflexão com sua família”. Fotográfo/Agência Brasil- 02.12.2025 Kassab reafirmou o que o partido seguirá com uma candidatura ao Planalto. “Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”- afirmou Gilberto Kassab.
Justiça de SP cerca patrimônio de Vorcaro e familiares
Foto: Reprodução/Esfera Brasil Veja abaixo a lista completa apresentada pelo liquidante EFB Regimes Especiais de Empresas e acatada pelo magistrado Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo A Justiça de São Paulo oficializou, nesta segunda-feira (23/3), a ofensiva jurídica contra o patrimônio do ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro e de seu núcleo familiar, incluindo seu pai e sua irmã. Publicadas no Diário de Justiça Eletrônico, as decisões da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais determinam o protesto contra a alienação de bens de alto luxo – como uma aeronave Gulfstream G700 de R$ 420 milhões, o hotel Botanique e mansões em Brasília e na Flórida. O objetivo, segundo a decisão da Justiça, é garantir o ressarcimento de credores após a detecção de indícios de um esquema multibilionário de desvio de recursos das instituições financeiras do grupo, atualmente sob liquidação extrajudicial. A defesa tem dez dias para apresentar sua manifestação contrária à decisão. Procurados, os advogados disseram que não vão se manifestar. O protesto contra alienação de bens é uma medida cautelar e preventiva. Diferentemente de um bloqueio (penhora), essa decisão não impede que os familiares usem ou vendam os bens, mas determina que a existência do processo seja anotada nas matrículas dos imóveis e bens e nos registros de empresas. Isso significa que, se algum bem dessa lista for vendido, o comprador não poderá alegar “boa-fé” ou desconhecimento da fraude, facilitando a recuperação desse patrimônio no futuro. Veja abaixo a lista completa apresentada pelo liquidante EFB Regimes Especiais de Empresas e acatada pelo magistrado Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo: Imóveis de Luxo (Brasil) Brasília (DF) Mansão no Lago Sul: Imóvel de alto padrão avaliado em aproximadamente R$ 36,1 milhões. Registrado no 1º Ofício de Registro de Imóveis do DF, em nome da Super Empreendimentos e Participações S.A. São Paulo (SP) Apartamento na Vila Nova Conceição: Localizado na Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1545. Possui cerca de 113 m² e foi avaliado em R$ 4,3 milhões. Registrado no 4º CRI de São Paulo, atualmente em nome de Karolina Santos Trainotti. Cobertura Duplex no Jardim Paulista: Situada na Rua Cristóvão Diniz, 41 (Edifício Don Cristóvão Diniz). Com 600 m², foi adquirida por cerca de R$ 30 milhões. Registrada em nome da Super Empreendimentos. Apartamento Duplex na Vila Nova Conceição: Localizado na Rua Marcos Lopes, 272 (Vila Nova Luxury Home Design), com 121 m². Avaliado em R$ 3,2 milhões. Registrado no 14º CRI de São Paulo, em nome de Tatiana Costa Lima. Outros 9 imóveis em São Paulo: Registrados no 4º CRI de SP, todos de propriedade da Super Empreendimentos. Minas Gerais Belo Horizonte: 6 imóveis registrados em nome da Super Empreendimentos. Nova Lima e Ouro Preto: A decisão no processo contra familiares (pai e irmã) determinou a averbação em um total de 16 imóveis nessas regiões e em Belo Horizonte. Rio de Janeiro Angra dos Reis: Imóvel registrado no 1º CRI de Angra dos Reis. Campos do Jordão (SP) Botanique Hotel: Hotel de luxo cuja venda estaria sendo negociada por R$ 150 milhões. Aeronaves e Embarcações Divulgação Aeronave Gulfstream G700: Jato executivo de ultraluxo, prefixo vinculado ao número de série 87039, avaliado em cerca de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 420 milhões). Registrado em nome da empresa PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A. Esse modelo é considerado o jato mais caro do mundo. Iate Monde Bleu: Embarcação de luxo, objeto de anotação perante o Tribunal Marítimo e a Marinha do Brasil. Veículos Diversos: Bloqueio administrativo (protesto) nos sistemas do Detran-SP e Detran-MG para todos os veículos em nome dos familiares requeridos. Participações Societárias e Negócios O juiz determinou a averbação do protesto nas fichas cadastrais das seguintes empresas perante as Juntas Comerciais (Jucesp e Jucemg): Esporte e Lazer SAF do Clube Atlético Mineiro: Participação detida por meio do Fundo Galo Forte na Galo Holding S.A. Academia Les Cinq Gym: Participação de 50% na empresa Top 5 Fitness Comércio e Serviços Esportivos Ltda. Hípica Chevals (Nova Lima): Participação de 20% na empresa Chevals Centro de Eventos Ltda. Participações e Holdings Moriah Asset Empreendimentos e Participações Ltda. Super Empreendimentos e Participações S.A. PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A. Empresas do portfólio Moriah Asset: Inclui participações na Frutaria Higienópolis, Frutaria Villa Nações (Vila Lobos), Oakberry, Desinchá, entre outras. Núcleo Familiar: Um total de 29 participações societárias ligadas ao pai e à irmã do ex-controlador foram atingidas em Minas Gerais. Fundos de Investimento (Cotas) O protesto foi oficializado perante a CVM e administradoras para impedir a transferência oculta de cotas nos seguintes fundos: Fundo Astralo 95 (Multimercado Crédito Privado). Fundo Termopilas (FIP). Fundo Galo Forte (FIP). Fundo Rio Vermelho (FIDC). Fundo Lunar (FIP). Fundo Dublin (FIDC). Bens no Exterior Flórida (EUA): Mansão na cidade de Windermere, descrita como “cinematográfica” e avaliada em US$ 35 milhões. O imóvel é de titularidade da empresa Sozo Real Estate Inc., cujos cargos de direção são ocupados pelos familiares de Daniel Vorcaro. Orlando (EUA): Notícias citadas nos autos indicam a tentativa de venda de uma casa avaliada em R$ 180 milhões.
Caiado, Gracinha e Daniel inauguram pavimentação da GO-108 em Guarani de Goiás
Pavimentação da GO-108 contempla trecho que liga o município de Guarani de Goiás ao Parque Estadual de Terra Ronca, importante ponto turístico do Estado – Fotos: Junior Guimarães e Remisson Sales Investimento de R$ 158 milhões garante infraestrutura moderna e sustentável no acesso ao Parque Estadual de Terra Ronca O governador Ronaldo Caiado inaugurou, nesta segunda-feira (23/3), a pavimentação da GO-108, trecho que liga o município de Guarani de Goiás ao Parque Estadual de Terra Ronca, importante ponto turístico do Estado. A obra de R$158 milhões foi financiada com recursos do Tesouro Estadual e tem 38 quilômetros de extensão, sendo 30 quilômetros em capa asfáltica e 8 quilômetros em paver ecológico de concreto, solução sustentável para a entrada do parque. Fotos: Junior Guimarães e Remisson Sales Durante a solenidade, Caiado destacou os investimentos na infraestrutura rodoviária: “Foram injetados R$158 milhões nesta rodovia, que conta com concreto ambiental, que é apropriado para uso no parque. Também temos a pista de pedestres e de ciclismo, toda com guardrail de 31 quilômetros, é a obra mais linda desse Nordeste goiano”, afirmou. O chefe do executivo goiano também reconheceu a beleza do artesanato dos moradores de Guarani de Goiás e salientou seu valor para o turismo: “Eu vi o artesanato daqui e, pela criatividade de vocês e as frutas características da região, os turistas vão encontrar essa cidade, o fluxo de pessoas vai aumentar, vocês vão ver a quantidade de turistas na região e o quanto vocês vão faturar.” A obra também inclui ciclovia em toda a rodovia, além da instalação de 31 mil metros de defensa metálica e duas pontes de concreto, sendo uma sobre o Rio São Bernardo (45 metros) e outra sobre o Ribeirão Palmeiras (40 metros). Como medida de preservação ambiental, foi instalada na rodovia uma passagem aérea para fauna, garantindo segurança e conectividade ecológica. Daniel Vilela, vice-governador de Goiás, evidenciou o potencial turístico não só de Guarani de Goiás, mas de toda a região. Segundo Vilela, a obra “vai facilitar para que pessoas de todo o mundo possam conhecer esse que é, para mim, o local mais bonito do nosso estado. Nós temos que mostrar e dizer ao mundo inteiro que temos esse parque maravilhoso e que tanto nos orgulha”. Daniel afirmou, ainda, que “com essa rodovia, os turistas terão mais facilidade para vir contemplar esse local extraordinário, para estar aqui vivendo um momento de paz e alegria”, completou. Fotos: Junior Guimarães e Remisson Sales A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, aproveitou a ocasião para realçar os investimentos sociais na região: “Hoje, são 91 pessoas que vão receber o crédito social, temos vários cursos que podem mudar a renda da sua família. Não é um governo de promessas ou de discursos bonitos, é um governo de entrega, de respeito às pessoas e, principalmente, às pessoas que mais precisam”, concluiu. O presidente da Goinfra, Pedro Sales, ressaltou a atenção que o governo do estado tem dado às regiões do interior, sobretudo ao Noroeste goiano. Ele afirmou que “nunca o Nordeste goiano recebeu tantos investimentos e obras, e isso temos em números de obras e em ações”. O presidente da Goinfra destacou ainda que a obra é uma das mais bonitas do Centro-Oeste brasileiro: “Qualquer um que for andar de bicicleta vai se deparar com uma das rodovias mais lindas do país, é motivo de grande orgulho”, finalizou. O prefeito de Guarani de Goiás Janézio Pereira, salientou os esforços junto a Goinfra e o Governo de Goiás para a conclusão do projeto. “Não foi fácil, exigiu muito esforço, mas essa obra não parou um dia sequer, nem um dia. Muita gente não acreditou, mas hoje nós estamos aqui”, concluiu Janézio. Rafael Gouveia, presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), reforçou que Goiás tem o maior programa de inclusão produtiva do Brasil, o Agro é Social: “Só em 2025, foram mais de R$ 47 milhões investidos, iniciamos 2026 com quase R$ 7 milhões sendo entregues aqui no Nordeste goiano”, destacou Gouveia. Além da GO-108, o Governo de Goiás tem realizado investimentos contínuos no município com pavimentação em andamento na GO-453, que liga o município de Posse a Guarani de Goiás.
Desistência de Ratinho Jr. faz nome de Caiado ganhar força no PSD
Fotos / Imagens: Secom / Governo de Goiás Dirigentes do partido avaliam que saída do governador do Paraná da disputa abre caminho para escolha de Ronaldo Caiado Aliados do presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliam que a saída de Ratinho Júnior. da disputa pela candidatura do partido à Presidência pode abrir espaço e fortalecer o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na corrida pela vaga. A disputa agora se concentra entre o goiano e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Caiado, segundo dirigentes, é quem tem mais chances de ser escolhido. Ratinho era o nome preferido de Kassab para encabeçar a primeira candidatura do PSD ao Planalto. O governador do Paraná, no entanto, enfrentava resistências tanto no âmbito familiar quanto em seu grupo político no estado. Segundo aliados, a família de Ratinho Júnior já sinalizava desconforto com a possibilidade de ele disputar a Presidência. Nas últimas semanas, também cresceu a preocupação dentro de seu núcleo político com a sucessão no Paraná. O governador tem adiado a definição do nome que representará o PSD na eleição estadual de outubro, o que pode levar ao aprofundamento de um racha em sua base aliada. Interlocutores também avaliam que a pressão do PL para que ele desistisse da candidatura, somada ao anúncio de que Sergio Moro pretende disputar o governo do Paraná pelo partido, também pode ter pesado na decisão. Com a saída de Ratinho Júnior, o PSD passa a ter dois nomes cotados para a disputa presidencial: os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Antes da desistência, Kassab havia indicado que anunciaria o escolhido até o fim de março. Dirigentes do PSD esperam que o prazo seja mantido. Criado em 2011, o PSD ensaia lançar, pela primeira vez, uma candidatura própria à Presidência da República. A sigla comandada por Gilberto Kassab já tentou se viabilizar na disputa pelo Planalto em 2018 e 2022. Agora, dirigentes avaliam que o caminho “parece estar” mais pavimentado. Um dos fatores que alimentam esse cenário, segundo aliados de Kassab, é a tendência de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), buscar a reeleição. Nos últimos meses, o presidente do PSD sinalizou preferência pelo nome de Tarcísio para a corrida presidencial, mas deixou claro que lançaria um candidato próprio caso o paulista opte por permanecer no Palácio dos Bandeirantes. Histórico de apoiosPor trás da estratégia de se apresentar como uma opção de “centro”, dirigentes veem também a intenção de Kassab de evitar atritos e posições com os polos mais extremos da política. No atual governo Lula, o PSD mantém três ministros: Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca). Ao mesmo tempo, Gilberto Kassab ocupa a Secretaria de Governo de Tarcísio de Freitas. A estreia do PSD em uma eleição presidencial ocorreu em 2014, quando a legenda apoiou a reeleição de Dilma Rousseff (PT). Desde então, o partido integrou todos os governos, comandando ministérios ou secretarias. PSD nas eleições presidenciaisO PSD, que foi criado em 2011, participou pela primeira vez de uma eleição presidencial em 2014.Na estreia, com articulação de Kassab, a sigla apoiou a campanha de Dilma Rousseff (PT) à reeleição.Quatro anos depois, o partido ensaiou lançar Guilherme Afif como candidato próprio ao Planalto, mas recuou.No primeiro turno de 2018, o PSD acabou apoiando a candidatura de Geraldo Alckmin, então filiado ao PSDB. No segundo turno, a sigla decidiu manter neutralidade.Em 2022, mais uma vez, o partido tentou lançar o senador Rodrigo Pacheco (MG) à Presidência. Apesar do apoio de Kassab, o mineiro optou por não disputar o pleito.Sem candidato próprio e diante de uma polarização entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), o PSD deliberou — outra vez — pela neutralidade.Apesar do vaivém, o PSD ocupou ministérios ou secretarias nos governos Dilma 2, Michel Temer (MDB), Bolsonaro e Lula.A legenda elegeu, em 2024, o maior número de prefeitos do país (887) e trabalha para ampliar as bancadas no Congresso neste ano. Segundo turno fica para depoisAlém da definição da chapa, o PSD também deve discutir mais adiante qual será a posição em um eventual segundo turno sem candidato próprio. Parlamentares avaliam que, diante dos movimentos recentes de Kassab, a sigla pode acabar apoiando uma candidatura adversária de Lula. O senador Otto Alencar (PSD-BA) sinalizou, no entanto, que os diretórios locais devem ter liberdade para definir os palanques a despeito do posicionamento nacional da sigla. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, é o terceiro pré-candidato do PSD à Presidência. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, é o principal responsável pelas articulações para uma candidatura própria ao Planalto. Aliados dizem que a decisão sobre o nome deve ser tomada pela cúpula do partido até abril. Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Uma das maiores forças partidárias do país, o PSD também aposta no crescimento da bancada no Congresso em 2026. Internamente, há a avaliação de que os nomes hoje ventilados para a disputa presidencial podem ser lançados ao Senado, com o objetivo de reforçar a presença da legenda na Casa. Atualmente, a sigla tem a segunda maior bancada no Senado e ocupa a quinta posição na Câmara dos Deputados Federais. Para financiar uma eventual campanha presidencial e as candidaturas ao Congresso, o partido deverá contar com a quarta maior fatia do fundo público de financiamento de campanhas e do tempo de propaganda em rádio e televisão. Nos cálculos internos, a sigla estima receber cerca de R$ 400 milhões do chamado “fundão” em 2026.
Policial rodoviário federal mata comandante de Guarda Municipal
Comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Ela era mãe de uma menina de 8 anos. Foto: Reprodução/Instagram A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, afirmou que os elementos iniciais apontam para feminicídio. “As primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento”, disse. Segundo ela, após o crime, familiares relataram que o suspeito era “ciumento, possessivo e extremamente controlador”. Ainda conforme a investigação, não havia registros formais de denúncia contra o policial. “A comandante nunca tinha relatado para os companheiros dela lá da Guarda Municipal, bem como não tinha um registro junto à Polícia Civil”, disse Aguiar. Vestígios recolhidos no local indicam que a ação pode ter sido premeditada, já que o suspeito levou ferramentas para arrombar a porta da casa. “Ele levou ferramentas, levou uma escada, ferramentas para romper, abrir a porta”, afirmou a delegada. A perícia encontrou cinco cápsulas de munição no quarto da vítima. A perita-geral adjunta da Polícia Científica do Espírito Santo, Daniela de Paula, informou que também foi localizada uma bolsa com diversos objetos como alicate, chave de corte, faca e álcool. A gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública, delegada Michele Meira, classificou a perda como irreparável. Cursos Segundo ela, Dayse participou de ações e cursos voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher. “A gente precisa também reconhecer o quanto é desafiador para uma mulher que trabalha com o enfrentamento à violência contra a mulher, ter a atitude de buscar ajuda. Muitas vezes essas mulheres se sentem envergonhadas, com medo do que a repercussão disso pode gerar para a sua carreira e elas acabam não buscando ajuda”, destacou. Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e decretou luto oficial de três dias. Segundo a Prefeitura, Dayse teve uma trajetória marcada por “ética, dedicação, sensibilidade, coragem e compromisso com a segurança pública”. A administração municipal destacou ainda sua atuação na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência de gênero.
Etapa de Goiás do MotoGP recebe elogios de pilotos, dirigentes e especialistas
Vencedor da principal categoria e atual líder da MotoGP, o italiano Marco Bezzecchi afirmou em entrevista após a corrida que a “organização fez um trabalho maravilhoso” – Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia Após reforma e modernização, Autódromo Internacional Ayrton Senna se torna o mais moderno da América Latina e o único brasileiro com chancela “A” da Federação Internacional de Motociclismo Após o Brasil ficar fora da programação do MotoGP por mais de 20 anos, a organização e estrutura de Goiás para voltar a sediar o campeonato mundial foi aprovada com elogios por pilotos, dirigentes e especialistas. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia A corrida, que foi a segunda etapa do torneio na temporada, ocorreu de 20 a 22 de março no recém-reformado Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna. Somados, os três dias contaram com público recorde de 148.384 pessoas. Vencedor da principal categoria, o italiano Marco Bezzecchi afirmou em entrevista que a “organização fez um trabalho maravilhoso”. “É um asfalto completamente novo, uma parte externa completamente nova e um paddock totalmente novo. Então, acho que temos que ficar felizes. Não tenho do que reclamar. Eles fizeram um trabalho muito bom”, comentou o piloto e atual líder da MotoGP após a corrida. “Estou muito feliz, e acho que MotoGP é só elogios. É um legado para o Brasil, para Goiás, e uma pista espetacular. Elogio em todos os sentidos. Vejo os pilotos também falando bem. Enfim, espero que fique aqui por muitos e muitos anos”, disse o CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia O Autódromo de Goiânia passou por ampla reforma e modernização ao longo de 14 meses, fato que lhe rendeu a condição de mais moderno da América Latina. O Governo de Goiás investiu R$ 250 milhões na reconstrução da unidade, que está confirmada para sediar a etapa brasileira da MotoGP pelo menos até 2030. Às vésperas do evento, o circuito goiano passou por minuciosa análise e ganhou chancela “A” da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), tornando-se o único no Brasil com tal certificação. “O autódromo é fantástico. Foi o primeiro ano, fez uma obra muito rápida. Ainda há coisas a melhorar, mas estou certo que o próximo ano vai ser perfeito”, projetou o presidente da FIM, Jorge Viegas. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia Ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa ( foto à direita do governador de Goiás Ronaldo Caiado) enalteceu a estrutura goiana que, conforme apontou, está pronta para receber outras grandes competições. “É sensacional, não só para o motociclismo, mas para o automobilismo. É muito legal ter aqui, uma vez por ano, a corrida de MotoGP”, disse o automobilista. Em maio, o piloto retornará para o Autódromo de Goiânia, onde vai disputar a StockCar. “É muito importante o que foi feito aqui, para todas as categorias. E, quem sabe, outras que podem aparecer depois de uma obra importante como essa”, afirmou Massa.
Governo Tarcísio vai se enrolando no escândalo do Banco Master
Tarcísio de Freitas – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Ainda é difícil mensurar o alcance das negociatas envolvendo o Banco Master p/ Mário Maurici Ainda é difícil mensurar o alcance das negociatas envolvendo o Banco Master. A cada nova revelação, contudo, os contornos do caso deixam de ser difusos e passam a apontar com mais nitidez para conexões preocupantes com o governo de Tarcísio de Freitas. O que causa ainda mais estranheza é o silêncio do governador diante de um cenário que exigiria transparência, explicações públicas e disposição para o esclarecimento imediato dos fatos. Em vez disso, o que se vê é uma ausência incômoda de respostas enquanto as peças desse quebra-cabeça vão se encaixando. O maior doador da campanha de Tarcísio ao Governo de São Paulo foi Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Zettel contribuiu com R$ 2 milhões do próprio bolso. Em política, especialmente quando se trata de grandes cifras, é difícil sustentar a ideia de que aportes dessa magnitude não carreguem expectativas ou interesses associados. A máxima de que “não existe almoço grátis” parece, aqui, especialmente pertinente. Eleito, Tarcísio fez da Emae a sua primeira grande privatização. O leilão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia foi vencido pelo Fundo Phoenix, controlado por Nelson Tanure. A antiga estatal é responsável, entre outras coisas, por quatro usinas de energia do Estado, entre elas a Henry Borden, considerada a jóia da coroa e há décadas subutilizada, produzindo um volume de energia muito abaixo de sua capacidade. O problema é que Tanure não aparece como um agente isolado nessa história. Segundo investigações da Polícia Federal, ele seria um “sócio oculto” do Banco Master, “exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”. A conexão ganha contornos ainda mais sensíveis quando se observa o destino de parte dos recursos da própria Emae após a privatização: a empresa aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, instituição que pertencia ao Master e foi liquidada pelo Banco Central. Esta é uma cadeia de eventos que, quando analisada em conjunto, merecerá investigação aprofundada. Mas vamos adiante. Outro ponto crítico é a forma como o Fundo Phoenix se capitalizou para viabilizar a compra da Emae. Um relatório técnico da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, concluiu que “houve uma sequência de operações e aportes que demonstraram clara convergência de interesses e estratégias entre esses agentes, com resultados que impactaram significativamente a estrutura acionária e a cotação da Ambipar no mercado”. Em março de 2024, o Fundo Phoenix recebeu aporte de R$ 400 milhões e, um mês depois, venceu o leilão de privatização da Emae. Em maio de 2024, o fundo ganhou um novo investimento, desta vez, de R$ 1,25 bilhão, na mesma época em que houve um programa de recompra de ações da Ambipar. Em paralelo, o fundador da Ambipar e os fundos geridos pela Trustee, entre eles o Phoenix, compraram de “forma agressiva” as ações da empresa, cujos papéis saltaram de R$ 13 para R$ 97,35 em menos de 30 dias. É nesse contexto que aparece outro personagem importante desta trama: Carlos Piani, então presidente do Conselho da Ambipar. Meses depois, o governo Tarcísio fez a maior privatização de sua gestão ao vender a Sabesp. E sabe quem aparece como um dos personagens-chave dessa negociação? Novamente Piani, agora presidente do Conselho da Equatorial Energia, que venceu a disputa pela estatal. Mais tarde, Piani tornou-se CEO da Sabesp privatizada. Com esse conjunto de fatos, é inevitável questionar se estamos apenas diante de uma sucessão de coincidências ou de algo mais estruturado. A proximidade entre financiadores de campanha, instituições financeiras, fundos de investimento e vencedores de grandes privatizações públicas sugere, no mínimo, a necessidade de uma apuração rigorosa e independente. Em democracias maduras, situações como essa demandam respostas rápidas, investigações transparentes e prestação de contas à sociedade. O silêncio não é apenas desconfortável. Ele pode ser interpretado como conivência ou, no mínimo, descaso com o interesse público. Se há algo que a história recente brasileira ensina é que grandes escândalos raramente se revelam por completo de uma só vez. Eles começam com fios aparentemente soltos que, quando puxados, expõem tramas complexas e profundas. O caso envolvendo o Banco Master e suas conexões com figuras próximas ao atual governo paulista parece ser um desses fios. E tudo indica que ainda há muito por vir. Mário Maurici é Jornalista, ex-vereador e ex-prefeito de Franco da Rocha, ex-vice-presidente da EBC e ex-presidente da Ceagesp. Atualmente, deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa de São Paulo. * Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do site: www.oknewsbr.com.br
Escândalo envolve pastor evangélico após suspeita de paternidade dos próprios netos
Pastor Sales Batista e sua família – Foto: Reprodução O caso envolve um relacionamento extraconjugal entre o líder religioso e sua nora O pastor Sales Batista, ligado à igreja Assembleia de Deus Missão em Marabá (PA) está no centro de um escândalo familiar que ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles, com base em apuração inicial do site Marabá Fatos. O caso envolve um relacionamento extraconjugal entre o líder religioso e sua nora, Luciana Salles, que veio à tona em fevereiro de 2025 após a esposa do pastor, Raquel Viegas, contratar um detetive particular. A revelação provocou forte repercussão entre fiéis e lideranças religiosas da região. Agora, um novo elemento agrava ainda mais a situação: há suspeitas de que as crianças, até então consideradas netos do pastor, possam, na verdade, ser seus filhos biológicos. Exames Exames de DNA foram realizados para esclarecer a paternidade, mas os resultados ainda não foram divulgados oficialmente pela família.Segundo fontes ouvidas por lideranças religiosas e membros da igreja, há indícios de que o pastor seja, de fato, o pai das crianças. A suspeita se baseia, principalmente, na coincidência entre a idade dos meninos e o período em que o relacionamento entre Sales Batista e a nora teria ocorrido. O núcleo familiar envolvido inclui ainda Kennedy Salles, marido de Luciana, o que torna o caso ainda mais delicado e complexo do ponto de vista familiar e social. A repercussão do episódio tem sido significativa na comunidade local, especialmente por envolver uma liderança religiosa e questões que atingem diretamente valores familiares e éticos defendidos pela instituição Até o momento, não houve posicionamento público oficial do pastor ou da família sobre os resultados dos exames ou sobre os desdobramentos mais recentes do caso. A expectativa é que a confirmação ou não da paternidade possa trazer novos impactos tanto no âmbito pessoal quanto na atuação religiosa de Sales Batista.O caso segue cercado de especulações e deve continuar gerando repercussão à medida que novas informações forem confirmadas.
Trump perde totalmente o controle da guerra
Donald Trump – Foto: Daniel Torok/Casa Branca “Trump construiu para si uma caixa chamada guerra contra o Irã, e não consegue descobrir como sair dela”, afirmou Aaron David Miller, ex-negociador para o Oriente Médio em governos republicanos e democratas Três semanas após agredir o Irã e mergulhar os Estados Unidos da América (EUA) em mais uma ofensiva de grandes proporções no Oriente Médio, o presidente Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, enfrenta uma guerra que já não consegue controlar nem no plano militar, nem no diplomático, nem no político. Reportagem publicada pela Reuters em 21 de março de 2026 mostra que a Casa Branca chega a esse ponto sob crescente isolamento internacional, alta dos preços globais da energia e preparação para novos deslocamentos de tropas à região. Segundo a Reuters, o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, passou a produzir exatamente o oposto daquilo que Trump prometera ao reassumir o poder, quando dizia que manteria os Estados Unidos afastados de intervenções militares “estúpidas”. Agora, o governo norte-americano se vê encurralado por uma guerra sem estratégia clara de saída, enquanto o Irã mantém capacidade de reação, compromete o fluxo de petróleo e gás no Golfo e amplia a instabilidade regional. Na sexta-feira (20/3) Trump tentou sustentar a versão de que a ofensiva estaria sob controle e declarou que a batalha “foi militarmente vencida”. A fala, porém, colide com os fatos descritos na própria reportagem. O Irã segue resistindo aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, bloqueando remessas de petróleo e gás do Golfo e promovendo ataques com mísseis em diferentes áreas da região. A distância entre a retórica triunfalista da Casa Branca e a realidade da guerra expõe o fracasso político da estratégia de Trump. O presidente, que ajudou a desencadear o conflito, já não controla de forma convincente nem seus desdobramentos práticos nem a narrativa pública sobre a ofensiva. O resultado é um desgaste crescente para seu governo e para o Partido Republicano, às vésperas de eleições legislativas decisivas nos EUA. Sem saída clara para o conflitoA Reuters ouviu Aaron David Miller, ex-negociador para o Oriente Médio em governos republicanos e democratas, que resumiu o impasse de forma contundente. “Trump construiu para si uma caixa chamada guerra contra o Irã, e não consegue descobrir como sair dela”, afirmou. Em seguida, completou: “Essa é sua maior fonte de frustração.” A avaliação traduz a encruzilhada em que a Casa Branca se encontra. Um caminho seria ampliar ainda mais a ofensiva militar, com novas ações contra alvos estratégicos iranianos e eventual aumento do envolvimento direto dos Estados Unidos. Mas essa escolha elevaria o risco de aprisionar o país em mais uma guerra longa, impopular e custosa no Oriente Médio. A outra possibilidade seria Trump declarar vitória e tentar se afastar do conflito. Mas esse movimento também teria alto custo político e geopolítico. Um recuo norte-americano neste momento poderia deixar aliados do Golfo diante de um Irã ferido, porém ainda hostil e com capacidade de continuar pressionando rotas marítimas e o equilíbrio regional. O Irã, segundo a própria Reuters, nega buscar uma arma nuclear. Esse impasse reforça a percepção de que a chamada Operação Epic Fury se transformou em uma armadilha estratégica. Analistas ouvidos pela agência afirmam que Trump chegou a uma bifurcação sem mostrar qual rumo pretende seguir. A ausência de definição aprofunda a sensação de descontrole em Washington. Isolamento internacional e desgaste com aliadosA última semana também tornou mais visíveis os limites do poder de Trump no cenário internacional. Segundo autoridades ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato, o presidente foi surpreendido pela resistência de integrantes da Otan e de outros parceiros estrangeiros em enviar forças navais para ajudar a garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Essa recusa tem peso estratégico e simbólico. Não se trata apenas do medo de envolvimento em uma guerra mais ampla. Para analistas, ela também expressa a deterioração das alianças tradicionais dos Estados Unidos desde o retorno de Trump à Casa Branca, marcado por ataques recorrentes a parceiros históricos. O próprio Trump reagiu de forma agressiva à falta de apoio e chamou outros países da Otan de “covardes” por não participarem da operação. A declaração agravou o mal-estar diplomático e reforçou a percepção de isolamento dos Estados Unidos no conflito. As divergências com Israel, principal aliado de Washington na ofensiva, também começaram a emergir. Trump afirmou que não sabia previamente do ataque israelense ao campo de gás de South Pars, enquanto autoridades israelenses disseram que a ação havia sido coordenada com os Estados Unidos. A contradição expõe ruídos importantes na relação entre os dois governos. Casa Branca insiste em narrativa de sucessoApesar do agravamento do conflito, integrantes do governo continuam defendendo a condução militar. Um funcionário da Casa Branca afirmou à Reuters que a operação foi um sucesso inequívoco, destacando a eliminação de lideranças iranianas, a destruição de grande parte da Marinha do país e o enfraquecimento de seu arsenal de mísseis balísticos. Segundo esse funcionário, “isso tem sido um sucesso militar incontestável”. A declaração revela a tentativa da Casa Branca de sustentar uma narrativa de vitória, mesmo diante dos efeitos adversos da guerra. Na prática, porém, o Irã segue reagindo. O país tem utilizado mísseis remanescentes e drones armados para compensar a superioridade militar dos adversários, atingindo países vizinhos e praticamente bloqueando o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. A interrupção dessa rota estratégica transformou a guerra em um fator central de instabilidade econômica global, elevando os preços da energia e pressionando governos ao redor do mundo. Erros de cálculo e falhas de planejamentoA reportagem da Reuters também aponta que houve falhas na avaliação inicial do conflito por parte do governo Trump. Segundo fontes familiarizadas com o pensamento da Casa Branca, cresce o reconhecimento interno de que as consequências da guerra deveriam ter sido mais bem planejadas antes do início da ofensiva. Essa visão é contestada por autoridades do governo, que sustentam que a operação foi cuidadosamente preparada. Ainda assim, analistas consideram que houve um














