Quarto suspeito, Jorge Luis Pereira Silva está foragido e procurado, segundo a polícia Três homens foram presos suspeitos na morte do fazendeiro Luiz Carlos de Lima, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o delegado Danilo Meneses, eles se passaram por policias, invadiram a fazenda da vítima e fizeram 10 pessoas reféns até a chegada dele. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos até a última atualização desta reportagem. A Operação Isca ainda cumpriu oito mandados de busca e apreensão e aconteceu na última sexta-feira (24/1) por meio da Polícia Civil de Formosa e Planaltina de Goiás e também pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O quarto suspeito, Jorge Luis Pereira Silva, está foragido. A foto dele foi divulgada pela Polícia Civil por ser de interesse público, tendo em vista a necessidade de cumprir o mandado de prisão dele em aberto. O crime aconteceu em agosto de 2024. Segundo a polícia, os suspeitos renderam 10 pessoas na fazenda da vítima, que também é conhecida como “Peixe”, mantendo-as em cárcere privado. Conforme a PC, eles simularam ser policias ao usar trajes operacionais e várias armas de fogo. Os suspeitos agiram em ação típica de grupo paramilitar, mantendo as pessoas reféns até a chegada da vítima na fazenda. A ação do grupo criminoso durou cerca de seis horas. Segundo a polícia, a vítima chegou à fazenda, foi agredida e depois morta. Após o crime, os suspeitos fugiram do local em um carro Volkswagen Gol de cor branca. Durante a operação foram apreendidas munições calibre .380, além de uma arma de fogo tipo rifle calibre .22LR. O carro também foi apreendido. Conforme a polícia, as investigações continuam para identificar outros participantes do crime e também para buscar esclarecimentos quanto a existência ou não de mandantes. A Polícia Civil explicou que o nome da operação, Isca, se deu porque os suspeitos obrigaram um funcionário da vítima a cortar a correia de uma caminhonete e comunicá-la para que ela trouxesse outra correia nova. A ação foi uma forma de atrair Luiz Carlos, o Peixe, para a fazenda.
Homens são presos após se passar por policiais, invadir fazenda e matar fazendeiro, diz delegado
Mabel anuncia metronização do sistema BRT
O prefeito de Goiânia (GO) Sandro Mabel (UB) afirma que o sistema, que começará a ser implantado a partir de março, visa dar prioridade ao transporte coletivo na mobilidade urbana, com paradas apenas nas estações, similar aos sistemas férreos, dando mais fluidez ao trânsito, reduzindo o tempo das viagens e proporcionando conforto e comodidade aos usuários O prefeito Sandro Mabel anunciou sexta-feira (25/1), durante a entrega da reforma do Terminal Novo Mundo em Goânia – Goiás, a metronização do sistema BRT, que prioriza a operacionalização do modal, com paradas apenas nas estações, de modo similar ao metrô. A medida reduz o tempo das viagens, proporciona mais segurança e fluidez ao trânsito, e garante comodidade e conforto aos usuários. Mabel apresentou a inovação ao governador Ronaldo Caiado, durante a entrega da reforma do terminal, que faz parte de uma estratégia que visa melhorar e qualificar o serviço oferecido à população, com eficiência, agilidade e bem-estar dos usuários. “Com a metronização, os ônibus do BRT saem das estações e não param em nenhum entroncamento, com a utilização de um sistema semafórico moderno. Com isso, vamos aumentar a velocidade, de 15 quilômetros por hora, para 21 quilômetros por hora”, destacou o Prefeito. Como parte do processo de modernização dos modais do transporte público da capital, Mabel anunciou a implantação de semáforos inteligentes nas vias principais de Goiânia, e disse que até o primeiro semestre de 2026, o sistema abrangerá toda a cidade. “A partir de março, a gente já começa a metronização do sistema”, anunciou. Em seu discurso durante o evento, Mabel destacou a parceria com o Governo de Goiás e com os demais prefeitos da região metropolitana, para a melhoria do transporte coletivo urbano. “A partir da primeira semana de fevereiro vamos desobstruir todos os grandes eixo, a começar pelas Avenidas Jamel Cecílio, 136, Castelo Branco e Avenida Mutirão”, relacionou Para o prefeito, o maior problema do trânsito de Goiânia é a falta de sincronização de semáforos, mas que a sua gestão já está investindo nessa área. “Agora, com a metronização, vamos priorizar o transporte coletivo, dando maior fluidez ao trânsito. Dentro de um ano teremos o sistema mais eficiente do Brasil”, destacou. O sistema BRT, em funcionamento, em Goiânia, não tem fluidez, não prioriza os semáforos, que são fatores que causam atrasos nas viagens e tempo perdido para quem usa o transporte público, como mostra filmete produzido pela prefeitura. Com a introdução da metronização, haverá detecção do veículo BRT por meio de uma Tag (chip que emite sinais de radiofrequência); sensores inteligentes do controlador; abertura de semáforos inteligentes; e tempos de espera zerados. Com isso, a velocidade média ficará acima de 21 km/h, e ganhos de, no mínimo, 30% de tempo. Titular da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), Tarcísio Abreu explicou que a metronização do sistema BRT prioriza um sistema de semáforos integrados e inteligentes, para que os ônibus parem apenas nas estações, dando mais fluidez ao trânsito. “É uma marco para a cidade, por se tratar de um sistema similar ao metrô, ou seja, quando o ônibus chegar em cruzamentos com semáforos, ele terá prioridade. Vai parar apenas nas estações. Estamos estimando em 30% de redução do tempo de viagem. Isso é tecnologia, é inovação, é entrega de dignidade e qualidade do nosso transporte coletivo”, afirma. Parceria com prefeituras Ao falar sobre a entrega da reforma do Terminal Novo Mundo, o governador Ronaldo Caiado disse se tratar de um momento importante para a cidade, na sua gestão. “Quando assumimos a gestão, em 2019, esses terminais estavam todos destruídos. Esses ambientes não tinham a mínima condição para as pessoas usarem o sistema de transporte, como ter acesso a banheiros, lanchonetes, além da falta de segurança. Desde então, iniciamos uma luta, recuperando o Estado de Goiás. Vejam bem a transformação que fizemos. Em parceria com os prefeitos, temos um preço da passagem de 4,30, desde 2019”, pontuou. Segundo o governador, a manutenção do preço da passagem de ônibus, em seis anos, só acontece em Goiânia e região metropolitana. “Não tem nenhum estado do país e nem capitais que não tenham feito aumento da tarifa, durante os últimos seis anos. Considerando a inflação, a crise em saúde pública durante a Covid-19 e todas as dificuldades que tivemos, nós mantivemos o preço da passagem nesse valor”, disse. Caiado atribuiu a manutenção do valor do preço da passagem às parcerias com prefeituras da região metropolitana, explicando que o Governo e a Prefeitura de Goiânia arcam com 82% do valor das despesas, e que os outros 18% são divididos entre Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade e Goianira. “Isso mostra que quando se governa com parceria, o resultado vem, como a nova frota de veículos que estamos entregando, de quatro em quatro meses, que considero uma revolução que beneficia os usuários de Goiânia e de toda a região metropolitana”, afirmou. Em relação às melhorias no novo terminal, Caiado citou a acessibilidade, sistema tecnológico, painel de informação, com horário de chegadas e partidas dos ônibus, construção de banheiros, 84 boxes para comercialização de produtos, lanchonetes que seguem as normas sanitárias, instalação de um batalhão da Polícia Militar para segurança dos usuários. De acordo com o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, o Governo de Goiás e as prefeituras mostram que as reformas de terminais não são apenas um desenho de um projeto no papel. “Estamos entregando um terminal por onde trafegam 40 mil pessoas por dia, que transporta meio milhão de pessoas por mês. Mostra a importância da parceria entre poderes estadual, municipais e Legislativos municipal e estadual. Essa integração viabiliza empreendimentos tão importantes como esse, do Terminal Novo Mundo”, pontuou. O vice-governador Daniel Vilela (MDB) destacou os avanços na área do transporte público, com a modernização do sistema e aquisição de novos veículos. Referindo-se a Sandro Mabel e a Leandro Vilela, afirmou que Goiânia e Aparecida de Goiânia “agora têm gerência, têm prefeitos competentes, trabalhadores, que dão solução aos problemas para beneficiar a população”. Daniel disse reconhecer o trabalho de Mabel, desenvolvido logo
Goiás aumenta em 65% transplantes de órgãos nos últimos cinco anos
Estado bateu recorde histórico no número de doadores de órgãos em 2024. Nos últimos cinco anos foram realizados 3.414 procedimentos O Governo de Goiás registrou o maior número de doações de órgãos desde 2020, com 114 doadores em 2024, quando foram notificados 657 casos de morte encefálica. Os transplantes de órgãos e tecidos tiveram um aumento significativo de 65% nos últimos cinco anos, saindo de 540 em 2020 para 891 no ano passado. No período foram realizados, 3.414 procedimentos. Gerente da Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, Katiuscia Freitas ressalta que conseguir o consentimento das famílias permanece um desafio. “Trabalhamos com o incentivo à manifestação expressa do doador aos familiares e ao diálogo consciente. Levamos informações e esclarecimentos sobre todo o processo e fazemos campanhas sistemáticas de orientação”, explica. O aumento de 18% no número de notificações é resultado dos treinamentos nas unidades de saúde para que os casos de morte encefálica sejam comunicados à Central Estadual de Transplantes. O objetivo desses registros é monitorar e validar todos os diagnósticos de morte encefálica, conforme a legislação vigente, e oferecer a possibilidade da doação para transplantes. Nos últimos cinco anos, além do aumento significativo dos transplantes, Goiás consolidou o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) como o principal centro transplantador do Estado. Cerca de 98% dos transplantes de órgãos foram realizados no HGG, que em 2024 iniciou os transplantes de pâncreas e de medula óssea autólogo. Foi registrado, ainda, o maior número de transplantes de medula óssea da série histórica, com um aumento expressivo de 102% comparado ao ano de 2023, tendo o HGG realizado 27% dos transplantes em pouco mais de um ano desde a habilitação do serviço na unidade. Goiás realiza transplantes de rins, fígado, pâncreas, córneas, medula óssea e músculo esquelético. Atualmente, 2 mil pessoas estão na lista de espera. “Esperamos que em 2025 possamos aumentar o consentimento das famílias e contribuir com um maior número de pessoas beneficiadas por um recomeço através dos transplantes”, afirma Katiuscia Freitas.
Passageiro do 1º voo de deportados da era Trump: “Morei lá 35 anos”
Aeronave que veio dos EUA teve que fazer manutenção em Manaus (AM) e voo acabou cancelado. Sinval de Oliveira, de 51 anos, é um dos deportados Sinval de Oliveira, de 51 anos, é um dos brasileiros deportados dos Estados Unidos da era Trump. Ele chegou ao Brasil nessa sexta-feira (24/1) e contou que foi deportado depois de 35 anos morando no país. Sinval é um dos 158 passageiros que chegaram ao Brasil deportados dos EUA por estarem em situação ilegal. O voo com os deportados estava previsto para pousar no Aeroporto de Confins, na Grande Belo Horizonte (MG). A aeronave parou para reabastecer no Aeroporto Internacional de Manaus (AM) e, devido a problemas técnicos, não conseguiu seguir para BH. “Morava no Estados Unidos há 35 anos e chegamos aqui com esse incidente. Rapidamente, recebemos toda a assistência e tenho só a agradecer a todos da equipe do Corpo de Bombeiros e de Direitos Humanos”, disse Sinval de Oliveira. Entre os 158 passageiros de várias nacionalidades, 88 são brasileiros, segundo relatos de fontes do Itamaraty ao Metrópoles. Quatro deles já teriam saído do grupo em solo brasileiro, segundo a PF.Voos com brasileiros deportados dos Estados Unidos ocorrem desde 2017, durante o governo Temer. Eles chegam ao Brasil uma ou duas vezes por mês, no máximo, sempre às sextas-feiras. “Morava lá há 35 anos”, diz passageiro do 1º voo de deportados dos EUAFila de deportados em Manaus. O governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus prestaram ajuda aos passageiros. Foram distribuídos para os brasileiros colchões, atendimento médico, alimentação e água. O Corpo de Bombeiros do Amazonas também prestou apoio com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. “Alguns passageiros já possuem algumas patologias e precisam de acompanhamento do uso de medicação, então estamos identificando esses pacientes para que eles possam receber assistência”, disse o comandante de socorro da capital, tenente Éverton Augusto.
Brasileiros algemados em voo dos EUA: ministro pede retirada
O Ministério da Justiça publicou nota criticando a postura dos EUA na deportação de brasileiros Através de nota oficial publicada neste sábado (25/1), o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que o titular da pasta, Ricardo Lewandowski, comunicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre “uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil”. A pasta informou ainda que o voo tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, mas precisou fazer um pouso de emergência, na noite desta sexta-feira (24/1), em Manaus (AM), devido a problemas técnicos. Segundo nota, por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou às autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas. Desrespeito“O ministro destacou ao presidente o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, afirma o Ministério na nota oficial, que também afirmou que, ao tomar conhecimento da situação dos brasileiros, “Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final, de modo a garantir que possam completar a viagem com dignidade e segurança.” A FAB informou, neste sábado (25/1), que uma aeronave KC-30 foi destacada, após solicitação do governo federal, para prestar apoio a passageiros deportados procedentes dos Estados Unidos que aguardam o término de seu traslado em Manaus – do Amazonas. A aeronave, segundo a FAB, decolou da Base Aérea de Brasília às 13 horas, com pouso previsto para 14h30 no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública enfatiza que a dignidade da pessoa humana é um princípio basilar da Constituição Federal e um dos pilares do Estado Democrático de Direito, configurando valores inegociáveis”, afirma a nota. Segundo a Casa Branca – sede do Governo dos Estados Unidos da América (EUA) as autoridades americanas já prenderam 538 imigrantes ilegais de diferentes nacionalidades e deportaram “centenas” desde o início do novo mandato de Trump.
Quem quer ser um bilionário?
Nunca foi tão fácil! p/ Tatiana Dias – Intercept Brasil Não sei vocês, mas eu gastei bons minutos vendo as fotos dos bilionários das big tech alinhados, em traje de gala, na posse de Donald Trump. Naquela foto, mesmo que não dê para enxergar, estão bilhões e bilhões de dólares (trilhões?), assim como as vidas de bilhões e bilhões de pessoas pelo mundo. Olhei para seus rostos e sorrisos cínicos. São os sorrisos de quem está arrastando a humanidade para o colapso. Um relatório muito oportuno da Oxfam, também lançado nesta semana, traz muitas evidências sobre o que há por trás daqueles rostos felizes. Nunca foi tão fácil ser um bilionário – para quem já chegou lá. Quanto pior o mundo, melhor para os poucos super-ricos que sentam em cima da população mundial. Foi assim na pandemia e está acontecendo de novo: de um ano para cá, surgiram 204 novos bilionários no mundo. E eles estão enriquecendo três vezes mais rápido do que em 2023: US$ 2 milhões por dia, em média. Nesse ritmo, o planeta caminha para ter não apenas um, mas cinco trilionários em uma década. Enquanto isso, destaca o relatório, o número de pessoas que vivem na pobreza pelo mundo praticamente não mudou. O relatório também aborda o quanto essa elite financeira é, também, herdeira do colonialismo, e ajuda a perpetuar relações de poder e desigualdade entre os países. Segundo o relatório, o 1% mais rico do Norte Global extraiu US$ 30 milhões por hora do Sul Global em 2023. Embora essa elite financeira venda a ideia de que qualquer um pode chegar lá e o que vale é a meritocracia – um conceito repetido à exaustão por Trump –, a verdade é que o dinheiro dessas pessoas vem, em sua maioria, de heranças, corrupção, monopólios ou conexões com a realeza. Nada de novo no front. O colonialismo digital – que se materializa na imagem dos bilionários de tecnologia alinhados a Trump – é um dos pilares dessa nova exploração colonial, aponta a Oxfam. “Ao controlar o ecossistema digital, as grandes empresas de tecnologia controlam as experiências mediadas por computador, o que lhes dá poder direto sobre os domínios político, econômico e cultural da vida”, diz o texto. Apesar de defenderem a liberdade e o livre mercado, a verdade é que essa indústria é marcada por monopólios – basta lembrar que o Google domina 90% do setor de buscas – e vive de transformar a vida das pessoas em dinheiro, com múltiplas violações de privacidade e outros direitos no caminho. “O setor de Big Tech é fundamental para novas formas de colonialismo econômico e extrema desigualdade no século 21″, diz a Oxfam. De forma cruel, essas várias formas de exploração dos mais pobres acontecem ao mesmo tempo em que a indústria e seus CEOs prometem e materializam promessas de enriquecimento e ascensão social por meio da tecnologia. O Brasil já utiliza IA generativa mais do que a média mundial. O presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, diz que essa adesão dócil do brasileiro à IA é “inspiradora”. Eu acho extremamente preocupante. Enquanto entubam as últimas novidades buscando extrair ao máximo de populações marcadas pela pobreza, informalidade e escolaridade baixa em países como o Brasil, essas empresas também minam qualquer possibilidade de resistência ou de imaginação de realidades alternativas. Presos nas telas 24/7, ficamos anestesiados. Temos sempre a sensação que falta tempo, enquanto o mundo social se fragmenta, como descreve o filósofo Jonathan Frazer no excelente e deprimente livro “Terra Arrasada” (editora Ubu). “É notável que, em um momento de perigos sem precedentes para o futuro do planeta e para a própria sobrevivência de humanos e animais, tantas pessoas optem por se confinar voluntariamente em armários digitais dissecados e concebidos por um punhado de corporações sociocidas”, ele escreve. E sentencia: “rotas para um mundo diferente não serão encontradas nas ferramentas de busca da internet”. A juventude não tem espaço para criar e imaginar um outro futuro: no lugar disso, as possibilidades são a aceleração do sistema em curso. “A prioridade é sabotar a possibilidade de uma juventude potencialmente rebelde e, a fim de ocultar um futuro sem empregos em sem planeta, aposta-se na ficção tétrica de uma geração que aspira virar ‘influencer’, fundadora de startups, ou que de algum modo se alinha com os valores embotados do empreendedorismo”. Com a monetização de absolutamente tudo, as redes sociais – ou melhor, as empresas dos amigos do Trump – prometem a possibilidade de riqueza, materializada pelos homens bem-sucedidos que vendem o discurso meritocrático. “Mas a realidade da internet está em sua eficiência em canalizar os minúsculos ativos de muitos em direção à carteira de investimentos de uma elite de poucos”, sintetiza Frazen, bem antes que os bilionários hi-tech saíssem do armário abraçando o sociopata que chegou à Casa Branca. A crise não é sobre as big tech; elas materializam a crise do capitalismo contemporâneo. “É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo”. A célebre frase que intitula a edição brasileira de “Realismo Capitalista” (Autonomia Literária), do filósofo Mark Fisher, ajuda a explicar. Fisher explica como o capitalismo se introjetou nos nossos inconscientes, na cultura, no modo de pensar e ver o mundo, de tal forma que se torna uma realidade quase indiscutível. Nós não construímos alternativas porque nem sequer conseguimos imaginá-las. O capitalismo engole tudo. A maneira como o discurso ambiental foi apropriado por empresas que violam direitos indígenas para ganharem dinheiro vendendo créditos de carbono é um exemplo. Permanecer no X depois da saudação nazista de Elon Musk porque, bem, não consegue sair ou todo mundo está lá, também. O realismo capitalista faz com que fiquemos com uma sensação de derrota, como se não houvesse escapatória. Transposto para a tecnologia, esse realismo de plataforma, como chamou o artista e pesquisador Ben Grosser, funciona mais ou menos da mesma forma. É como se não houvesse saída. O sistema é eficiente para sufocar as possibilidades alternativas, de modo que só floresçam as iniciativas
Mulher pula de carro em movimento após ser assediada por motorista de aplicativo
‘Me joguei’, disse a mulher! Uma mulher de 59 anos precisou se jogar de um carro em movimento durante uma corrida de aplicativo para fugir de uma situação de assédio, em Palmas. A vítima estava a caminho do trabalho quando recebeu comentários impróprios por parte do motorista. Ela contou que no momento só pensou em uma saída para escapar de um possível abuso: “Ele teve que reduzir a marcha para entrar em uma rotatória e nesse momento eu me joguei do carro”. O caso aconteceu na manhã do dia 15 de janeiro deste ano. A vítima, que preferiu não se identificar, contou que no momento que entrou no carro, o motorista não falou com ela. Mas em dado momento, quando passavam pela quadra 503 Sul, ele começou a observá-la e fazer os comentários. “Mas de uma forma inesperada essa cara vira para trás, move o braço para trás, com uma cara de intimidade e com um sorriso horrível, e falou algo sobre minha aparência e sobre uma determinada parte do meu corpo com uma cara nojenta”, relembrou, afirmando que ele falou das unhas dela, que ela estava bonita e até tentou tocá-la. A mulher disse que pediu para ele parar o veículo, inclusive o repreendendo pela abordagem e comentários, mas o homem se recusou. Nesse momento ela percebeu que ele desviou da rota que seguiria para o trabalho dela. Movida pelo medo do que poderia acontecer em seguida, ela resolveu que tinha que sair daquele veículo de alguma forma. “Nesse momento eu entendi que se eu não me jogasse do carro poderia ser abusada. Então abri o carro, pedi socorro para as pessoas que passavam e ninguém me ajudou. Ele teve que reduzir a marcha para entrar em uma rotatória e nesse momento eu me joguei do carro”, contou. A mulher disse que o motorista não parou quando ela caiu do carro. Segundo ela, ele aumentou a velocidade e fugiu do local. OcorrênciaNa queda, a mulher machucou a coluna e um dos braços. Depois dessa situação que deixou traumas para vítima, ela procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM – Palmas – Tocatins) e devido à natureza criminal, de importunação sexual, as investigações correm sob sigilo. A vítima também procurou a empresa responsável pela plataforma do serviço de transporte de aplicativo para relatar a situação. Segundo ela, a empresa ofereceu suporte caso precisasse de atendimento médico na rede particular. Entretanto, ela recebeu a informação de que o motorista só seria bloqueado após a empresa analisar a situação. “Por mais que eu tivesse mandado o boletim de ocorrência, eles precisavam ter certeza do acontecido. Isso eu acho muito sério”, disse. “Vejo que estamos em um tempo onde muitas mulheres estão sendo assediadas por motoristas de aplicativo. Depois do que me aconteceu, descobri que isso a comum”, lamentou a vítima. A Uber informou ao g1 que não conseguiu localizar o caso, pois a cliente não forneceu os dados do motorista. Casos registradosDe acordo com a Secretaria de Segurança Pública, em 2024 foram registrados 52 casos de assédio sexual e 300 de importunação sexual no Tocantins. Uma das orientações para ofertar mais segurança aos passageiros que recorrem aos carros de aplicativo é usar as ferramentas da plataforma, como o compartilhamento da rota e a conferência das informações do veículo e do motorista, conforme orientou a delegada Fernanda de Siqueira. “Se ela perceber alguma conduta inadequada, algum comentário inadequado por parte do motorista ela pode reportar diretamente para o aplicativo, pode acionar alguém de sua segurança, ou até mesmo ligar para o 190 e acionar a Polícia Militar, que pode ir até esse veículo”, detalhou a delegada. Além das dicas, a orientação é confirmar se a corrida foi finalizada no aplicativo. Em qualquer problema, deve-se registrar o boletim de ocorrência, assim como fez a mulher vítima de importunação. “A polícia tem ferramentas de investigação, hoje a gente tem uma legislação que dá respaldo para as formas de investigação para conseguir desvendar a autoria e comprovar a materialidade desse delito”, completou a delegada Fernanda de Siqueira.
Caiado entrega em Goiânia, a reforma do Terminal Novo Mundo
Estrutura passou por revitalização completa e ampliação após 20 anos sem intervenções de grande porte; investimento do Governo de Goiás de R$ 18,5 milhões. Também foram entregues 55 novos ônibus para o transporte coletivo Dando continuidade aos investimentos do Governo de Goiás no transporte público coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, o governador Ronaldo Caiado inaugurou o novo terminal do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, na manhã desta sexta-feira (24/1). Com investimento de R$ 18,5 milhões na obra, o terminal da região Leste da capital é a primeira de uma série de entregas para o transporte coletivo no ano de 2025 e vai beneficiar mais de 40 mil passageiros por dia. “Esse é um momento muito importante da minha gestão. Quando entrei no governo, em 2019, os terminais estavam completamente destruídos. Não havia um ambiente digno para as pessoas usarem o transporte, acessarem um banheiro ou terem acesso às lanchonetes. Isso aqui era um local que não tinha segurança nenhuma. E nós recuperamos”, afirmou o chefe do Executivo goiano. Ainda de acordo com ele, todos os outros cinco terminais do Eixo Anhanguera serão reformados. Após 20 anos sem intervenções de grande porte, o espaço recebeu uma reforma completa, com revitalização das áreas de embarque e desembarque, ampliação de 5,3 mil para 6,4 mil metros quadrados e um novo estacionamento para 35 ônibus. Foram instaladas catracas inteligentes com sistema anti-evasão, portão eletrônico de acesso, novos bancos, lixeiras, bebedouros e sanitários, além de escadas, rampas, piso tátil, comunicação em braile e iluminação de LED. “Nosso objetivo, no final das contas, é o cidadão. Com toda essa qualidade, queremos atrair mais pessoas para o transporte coletivo. Na sua origem, ele já teve o dobro do número de passageiros que tem hoje. Tudo que está sendo investido não é só para um resgate, mas para transformar o serviço na Região Metropolitana de Goiânia em referência mundial”, disse o titular da Secretaria-Geral de Governo (SGG), Adriano da Rocha Lima. O novo terminal possui monitoramento 24 horas por meio de 36 câmeras de segurança ligadas à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Para maior comodidade dos passageiros, foram instalados painéis informativos que oferecem a previsão do tempo de chegada dos ônibus em tempo real e os itinerários das linhas. Já os comerciantes que vendiam produtos no local contam agora com um Centro Comercial Popular, com capacidade para abrigar até 84 permissionários. Tudo isso, lembrou o governador, sem reajuste no valor da passagem para o usuário. “Desde que sou governador, em parceria com os prefeitos, nós asseguramos aqui na capital o preço da passagem em R$ 4,30. São seis anos sem reajuste, o que não existe em outras capitais do país. Mesmo com toda a inflação, com todo o processo da Covid-19, com todas as dificuldades que tivemos nos últimos anos, nós mantivemos o valor para o passageiro em R$ 4,30.” Novos ônibus Durante a solenidade, foram entregues ainda 55 novos ônibus padrão Euro 6 para o transporte coletivo. Esses veículos, que são movidos a diesel e geram menos gases poluentes, entram em operação imediatamente. “Estamos em uma transformação profunda do transporte coletivo em Goiás. É compromisso do governador. Até 2026, todos os ônibus serão trocados. E é isso que a população quer”, pontuou o vice-governador, Daniel Vilela.]
Ex-secretário de Saúde de Goiânia se apropriou de mais de R$ 7 milhões, diz TCM
Durval Pedroso deverá responder por apropriação indébita de depósitos O ex-secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso (foto) foi apontado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) como responsável por irregularidades na gestão. Segundo os documentos, mais de R$ 7,2 milhões do Fundo Municipal de Saúde não foram repassados entre 2021 e 2022. O fundo é destinado à compra de remédios, pagamento de funcionários e prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde (SUS). Durval Pedroso ocupou o cargo de secretário de Saúde entre 2021 e setembro de 2023, durante o início da gestão do então prefeito Rogério Cruz. O g1 entrou em contato com ele, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem. As contas de 2022 e 2023 foram reprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS), segundo publicação no Diário Oficial do Município de quinta-feira (16). Já as contas de 2021 foram aprovadas com ressalva. Em 2021, o texto destaca que, das 157 metas estabelecidas em 7 diretrizes, 68 foram cumpridas, 52 parcialmente cumpridas e 89 não alcançadas. Com isso, a eficácia da SMS foi de 43,31%, enquanto 56,68% das metas ficaram pendentes. No entanto, o texto ressalta que o ano foi marcado por momentos mais críticos relacionados à pandemia da Covid-19. Em 2022, somente 43,31% das metas foram executadas, com o orçamento executado alcançando 84,81% do previsto. Isso corresponde a R$ 1, 3 milhão de um total estimado em R$ 1, 6 milhão, dos quais R$ 61, 6 mil não repassados. Já em 2023, R$ 7, 1 milhões deixaram de ser repassados, conforme dados do TCM. Justificativas para as divergências não foram apresentadas. Foi solicitada a abertura de uma auditoria pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS para identificar possíveis não conformidades não detectadas pela Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (Cofin). O ex-secretário deverá responder por apropriação indébita de depósitos.
Caiado lança mutirão contra dengue em parceria com as prefeituras de Goiânia e Aparecida
Força-tarefa tem como objetivo combater os focos do mosquito Aedes aegypti nas duas maiores cidades do estado. Em alerta, Goiás já notificou 2.461 casos da doença este ano A batalha contra a dengue será implacável nas duas maiores cidades de Goiás. Foi o que assegurou o governador Ronaldo Caiado, nesta sexta-feira (24/1), durante mutirão de limpeza lançado pelo governo estadual em parceria com as prefeituras de Goiânia e Aparecida de Goiânia. “Essa junção de forças tem resultado multiplicador para a melhoria de vida das pessoas”, celebrou o chefe do executivo goiano em evento realizado no Centro de Artes e Esportes (CEU) do Parque Flamboyant, na divisa dos dois municípios. Caiado lembrou que o Governo de Goiás tem intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti em todo território goiano. “Estamos distribuindo bomba costal, medicamentos para hidratação e controle do quadro febril, inseticidas. O Estado está ativo e com ação direta”, garantiu o governador, que também é médico. No caso específico de Goiânia e Aparecida, cidades mais populosas, haverá uma somatória de forças para garantir “resultados práticos”. “Goiânia e Aparecida têm 26 quilômetros de divisa. Vamos trabalhar por toda extensão, cuidando da população, numa ação integrada”, pontuou o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel. Já o prefeito de Aparecida, Leandro Vilela, classificou o mutirão intermunicipal como o resultado de uma parceria que deu certo. “E o Governo de Goiás está nos ajudando intensamente nessa força-tarefa”, afirmou. “Temos de dar o exemplo, e hoje acontece exatamente isso. É algo simbólico para despertar a atenção da população”, salientou o vice-governador Daniel Vilela. Até o fim do mês, equipes das prefeituras farão a remoção de lixo, entulho, roçagem e outras ações de limpeza urbana. Paralelo a isso, agentes comunitários de saúde farão visitas domiciliares, com orientações sobre o combate ao mosquito. Moradores das duas cidades receberão informações sobre os locais de atendimento de saúde e a importância de realizar o tratamento da doença de forma correta. A casa da arquiteta Fátima Profeta foi a primeira a receber a visita técnica, nesta manhã. Ela mora na região há 45 anos, e faz sua parte para cuidar da saúde de sua família e de toda a comunidade. “Tenho uns pratinhos [de planta] ali, mas é tudo sequinho. Não deixo encharcar com água”, contou a mulher cujo marido já contraiu dengue duas vezes. “Os vizinhos têm que fazer a parte deles também”, pediu. Mais ações no mutirão Além do combate à dengue, o Governo de Goiás oferece, ao longo do dia, alguns serviços na estrutura montada no CEU do Parque Flamboyant, como ações em parceria com a empresa Equatorial; distribuição do Mix do Bem, além de Kit Enxoval, atendimento a gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Em Goiânia, haverá a oferta de serviços em outras áreas, como manutenção da sinalização de trânsito, cadastramento no CadÚnico e ações preventivas de saúde, como consultas médicas, vacinação e testagem para doenças, além de oferta de vagas de emprego, inscrições para cursos de qualificação profissional, atendimento para telematrícula, Bolsa Família, dentre outras ações. Já em Aparecida, a prefeitura faz o recapeamento de bairros da região e realiza mutirão de atualização do CadÚnico. Cenário estadual Goiás já notificou 2.461 casos de dengue somente este ano e as autoridades de saúde estão percebendo o avanço da circulação do sorotipo 3, que possui potencial de provocar casos graves da doença. Atualmente, 16 cidades goianas estão em alerta devido à alta incidência, o que levou as autoridades estaduais a ampliar o suporte às prefeituras e aprimorar o monitoramento dos dados referentes ao cenário epidemiológico. O secretário de Estado da Saúde, Rasivel dos Reis, lembrou que além da dengue, o mosquito transmite chikungunya, zika vírus e febre amarela. “É um mal que precisa ser combatido. O poder público está fazendo um grande esforço e precisamos que toda comunidade participe. A dengue é uma doença prevenível e não podemos ter mortes evitáveis em pleno século 21”, concluiu.













