Divulgação Emedebista tem 45,1% das intenções de voto, contra 23,2% de Marconi e 15% de Wilder; governador supera, sozinho, a soma dos dois principais adversários O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) consolida a liderança na disputa pelo Governo de Goiás e mantém ampla vantagem sobre os adversários, segundo nova rodada do Paraná Pesquisas/Portal 6, divulgada nesta sexta-feira (11/9). No cenário estimulado, Daniel aparece com 45,1% das intenções de voto, 21,9 pontos à frente do segundo colocado, Marconi Perillo (PSDB), que registra 23,2%. O senador Wilder Morais (PL) aparece em terceiro, com 15%. Daniel tem, sozinho, mais intenções de voto que Marconi e Wilder somados, que chegam a 38,2%. Estabilidade A nova pesquisa confirma a estabilidade da liderança de Daniel ao longo dos últimos meses. Em julho, o governador registrava 44,4% das intenções de voto. Em agosto, chegou a 45,8% e, agora, marca 45,1%. A vantagem sobre Marconi aumentou desde a rodada anterior do Paraná Pesquisas. Em agosto, Daniel tinha 45,8%, contra 24,9% do tucano, diferença de 20,9 pontos. Agora, a distância chegou a 21,9 pontos, com Marconi recuando para 23,2%. Wilder passou de 13,2% para 15%, mas continua 30,1 pontos atrás do governador. Outro indicador da consolidação de Daniel aparece na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos. O governador avançou de 22,5% em agosto para 24% nesta rodada. Marconi registra 9,9% e Wilder, 6,3%. Daniel, portanto, tem mais que o dobro das citações do segundo colocado também neste cenário. Na sequência da pesquisa estimulada aparecem Luis Cesar Bueno (PT), com 3,4%; Luciana Amorim (UP), com 1,6%; e Danilo Pinheiro (PCO), com 1,5%. Brancos e nulos somam 6%, enquanto 4,2% não souberam ou não responderam. Considerando apenas os votos válidos, Daniel alcança 50,2%, mantendo-se no patamar necessário para uma vitória ainda no primeiro turno. No índice de rejeição, Marconi Perillo segue isolado como o candidato mais rejeitado pelos goianos. 40,9% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum no tucano, índice mais de duas vezes superior ao registrado por Daniel Vilela, com 16,8%. Wilder Morais aparece com 16,7%. O Paraná Pesquisas/Portal 6 ouviu 1.248 eleitores em 61 municípios goianos entre os dias 8 e 10 de setembro. As entrevistas foram pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-03096/2026.
Daniel Vilela lidera pesquisa e abre 21,9 pontos sobre o segundo colocado (Marconi)
Na Câmara Federal, Maurício Buffon se compromete com recursos permanentes para atendimento e inclusão de pessoas autistas
Imagens: Machados Consultoria em Comunicação Candidato a deputado federal trabalhará por diagnóstico precoce, formação de profissionais e ampliação das políticas destinadas às pessoas com TEA Os mais de 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) reforçam a necessidade de transformar a conscientização sobre o tema em políticas públicas permanentes. No Tocantins, são 14.734 pessoas com diagnóstico declarado, segundo o Censo 2022. Diante desse cenário, o candidato a deputado federal Maurício Buffon (PL) defende uma agenda legislativa voltada à ampliação do atendimento, da inclusão e da proteção às pessoas com autismo e suas famílias. Pela primeira vez, o Censo Demográfico investigou a população diagnosticada com TEA. O levantamento apontou que as pessoas com diagnóstico representam 1,2% da população brasileira. A maior proporção foi registrada entre crianças de 5 a 9 anos, faixa em que 2,6% tinham diagnóstico. Para Buffon, os números exigem planejamento de longo prazo e uma atuação do Congresso voltada à garantia de recursos, ao aperfeiçoamento das leis e à fiscalização das políticas já existentes. “Estamos falando de crianças, jovens e adultos que precisam de acesso contínuo à saúde, educação, inclusão e oportunidades. O papel do Congresso é aperfeiçoar a legislação, garantir recursos no orçamento e fiscalizar se os direitos previstos estão chegando às famílias”, afirmou. Na Câmara Entre as propostas defendidas por Buffon está a criação de mecanismos que assegurem financiamento federal permanente para diagnóstico e atendimento multiprofissional, com atenção especial às regiões onde há maior dificuldade de acesso a neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais envolvidos no acompanhamento de pessoas com TEA. O candidato também propõe atuar pela ampliação dos recursos destinados aos Centros Especializados em Reabilitação, à atenção básica e às redes de saúde mental, além da adoção de critérios que considerem a demanda regional na distribuição dos recursos federais. Educação Na educação, Buffon defende ampliar o financiamento para formação continuada de professores e profissionais de apoio, além de adaptações pedagógicas e estrutura adequada nas escolas públicas. O Censo Escolar demonstra a dimensão crescente dessa demanda. O Brasil passou de 294.394 matrículas de estudantes com TEA em 2021 para 1.298.637 em 2025, crescimento superior a 340% em quatro anos. “Esse crescimento mostra que a inclusão escolar precisa ser tratada como política estrutural. Não adianta garantir apenas a matrícula. A criança precisa encontrar uma escola preparada, profissionais capacitados e condições para aprender e se desenvolver”, destacou. Aplicação dos recursos Buffon também propõe utilizar os instrumentos de fiscalização da Câmara dos Deputados para acompanhar a aplicação dos recursos federais destinados às políticas para pessoas com autismo, além de cobrar informações sobre filas para diagnóstico e terapias, disponibilidade de profissionais e cumprimento das normas de inclusão escolar. Outro eixo defendido pelo candidato é o fortalecimento das políticas destinadas às famílias e aos cuidadores. Buffon considera necessário avançar em medidas que ampliem orientação, assistência social e suporte às famílias responsáveis pelos cuidados cotidianos. “Quem convive com essa realidade sabe que muitas famílias percorrem uma verdadeira maratona para conseguir diagnóstico, terapia e acompanhamento escolar. O poder público precisa reduzir essa distância e fazer com que os direitos previstos em lei funcionem na prática”, afirmou. Os indicadores O candidato também defende a publicação periódica de indicadores nacionais sobre diagnóstico, atendimento, educação e inclusão das pessoas com TEA, permitindo que o Congresso, os órgãos de controle e a sociedade acompanhem a evolução das políticas públicas e identifiquem os principais gargalos. “Conscientização é fundamental, mas precisa caminhar junto com ação. O compromisso deve ser transformar direitos escritos no papel em atendimento, inclusão e respeito na vida real”, concluiu Maurício Buffon
Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção
Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro durante ato de campanha em Esteio, no Rio Grande do Sul 2 de setembro de 2026 REUTERS/Diego Vara O ministro do STF André Mendonça abriu inquérito contra Flávio Bolsonaro por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso Dark Horse BRASÍLIA (DF) 11 Set (Reuters) – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em julho a abertura de inquérito contra o candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso dos repasses feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, a cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo decisão tornada pública nesta sexta-feira (11/9). A determinação de Mendonça, que foi revelada na íntegra com a derrubada do sigilo das apurações do Banco Master atendendo a pedido do presidente do STF, Edson Fachin, foi requerida pela Polícia Federal, que defendia o aprofundamento das investigações, e teve o aval da Procuradoria-Geral da República. “Nessa perspectiva, considerando os termos da representação da Polícia Federal e a concordância da Procuradoria-Geral da República, autorizo a instauração de procedimento investigatório para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, disse Mendonça, no despacho de duas páginas. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu de imediato a pedido de comentário.
Avião que caiu e matou três já tinha sido apreendido com gêmeos espanhóis
Nove anos após apreensão em Goiânia, avião caiu em uma fazenda de Água Boa (MT) e deixou três mortos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera Avião que caiu e matou três tinha sido apreendido com gêmeos espanhóis e cocaína escondida até na asa há 9 anos O avião que caiu em uma fazenda de Água Boa, em Mato Grosso, e deixou três pessoas mortas nesta quinta-feira (10/9) já havia sido apreendido pela Polícia Federal (PF) em Goiânia, há nove anos, em uma investigação de tráfico internacional de drogas. Na época, dois irmãos gêmeos espanhóis foram presos e mais de 60 kg de cocaína foram encontrados escondidos na aeronave, inclusive na asa. Segundo as investigações atuais, o avião envolvido no acidente é o mesmo apreendido em 2017. A aeronave havia ficado durante anos em um hangar de um aeródromo às margens da GO-070, passou por tentativa de leilão e, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, teria sido adquirida por um novo proprietário há cerca de quatro meses. Na manhã de quinta-feira, três pessoas teriam embarcado na aeronave em Goiânia e decolado sem autorização. O destino ainda é desconhecido. O avião caiu em uma propriedade rural a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa e foi destruído pelo fogo. Os três ocupantes morreram. Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec), os três ocupantes eram homens. Os destroços ficaram concentrados em um único ponto, o que, segundo a perícia, indica que o avião caiu de forma vertical. Não foram encontrados indícios de tentativa de pouso forçado. Cocaína escondida no aviãoA história da aeronave com a polícia começou em 2017. Na época, a Polícia Federal passou a investigar um hangar em um aeródromo às margens da GO-070, em Goiânia, depois de receber uma denúncia anônima. Avião foi apreendido pela Polícia Federal em Goiânia, em 2017, durante investigação de tráfico de drogas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera Durante a apuração, dois irmãos gêmeos espanhóis foram encontrados no local e presos. A PF encontrou cocaína escondida no avião. Parte da droga estava no assoalho, mas uma nova vistoria revelou que havia entorpecentes também escondidos na asa da aeronave. Ao todo, segundo as informações divulgadas na época, eram mais de 60 kg de cocaína. Os irmãos negaram ser donos da droga e disseram aos investigadores que não sabiam que havia cocaína escondida no avião. Eles foram levados para a sede da Polícia Federal, e a aeronave permaneceu apreendida. Na época, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o avião tinha autorização para entrar no Brasil. A última autorização de voo havia sido expedida em 26 de outubro de 2017, com um plano de voo para Goiânia. Avião foi levado a leilãoDepois da apreensão, o avião permaneceu durante anos ligado ao processo judicial. Em 2020, segundo um especialista ouvido pela TV Anhanguera, a aeronave chegou a ser colocada em leilão, mas não houve arrematantes. Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução Em dezembro de 2023, a aeronave, avaliada em R$ 180 mil, voltou a ser levada a leilão eletrônico como parte do processo relacionado à apreensão de bens em investigação de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, os levantamentos feitos após o acidente indicam que o avião teria sido adquirido por um novo proprietário há cerca de quatro meses e permanecia em um hangar de Goiânia. A polícia informou ainda que a aeronave estava sem condições de voo. Decolagem de Goiânia e queda em MTNa manhã de quinta-feira, por volta das 8 horas, o novo proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado no avião e partido de Goiânia, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso. A investigação aponta que a decolagem ocorreu sem autorização das autoridades.O destino do grupo ainda não foi esclarecido. O avião não tinha plano de voo registrado e caiu em uma fazenda de Água Boa. As chamas destruíram a aeronave e os bombeiros encontraram os três ocupantes mortos. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também foi comunicado para participar dos trabalhos relacionados à investigação do acidente. Matrícula também é investigadaOutro ponto que chamou a atenção dos investigadores é a identificação usada pelo avião. Quando foi apreendido em 2017, ele possuía matrícula norte-americana. Segundo a Polícia Civil, a aeronave que caiu em Mato Grosso apresentava uma identificação como se tivesse registro brasileiro. Um especialista em aviação ouvido pela TV Anhanguera afirmou que essa matrícula brasileira não correspondia a uma aeronave registrada e que o avião não estava em condições aeronavegáveis. A Polícia Civil também apura as circunstâncias em que a aeronave voltou a voar. Apesar do histórico de apreensão por tráfico de drogas, a polícia ressaltou que, até o momento, não há indícios de que os três ocupantes transportassem drogas no voo que terminou no acidente. As identidades das três vítimas ainda não haviam sido divulgadas até a última atualização da reportagem.
Ameaça:Moraes afirma que não vai cair sozinho
©Foto: Agência Brasil Em tom de ameaça, Alexandre de Moraes afirma que não vai renunciar e nem cair sozinho Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria decidido permanecer no cargo mesmo diante das suspeitas relacionadas à sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações do colunista Matheus Leitão, do Metrópoles, um aliado próximo afirma que o ministro não pretende renunciar caso seja aberta uma investigação contra ele e que também não aceitará deixar a Corte sozinho. A posição teria sido tomada em meio ao momento de maior pressão enfrentado pelo ministro no STF. Na última quinta-feira (10/9), Moraes chegou a anunciar um pronunciamento, mas cancelou a fala pouco depois. O episódio ocorreu enquanto avançavam as suspeitas sobre sua relação com Vorcaro. Mensagens O caso envolve, entre outros pontos, um contrato milionário firmado pelo escritório de sua mulher e dezenas de mensagens que ainda não foram explicadas. Moraes, porém, não seria o único ministro do Supremo a ter mantido relações com Vorcaro. Dias Toffoli também aparece entre os integrantes da Corte citados no caso. Segundo a coluna, Moraes tem conhecimento de que outros ministros foram alcançados pelas revelações e avalia que uma eventual investigação contra ele seria apenas o início de um processo. Um afastamento definitivo dependeria da abertura de um processo de impeachment no Senado. Ainda de acordo com Matheus Leitão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB/RR) não pretende abrir esse julgamento nesta legislatura. A intenção seria aguardar o resultado das eleições e a formação da próxima composição da Casa antes de avaliar as consequências políticas de um eventual primeiro impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Outro momento de tensão está previsto para 15 de setembro, quando haverá uma sessão extraordinária do Supremo. A reunião deverá colocar no mesmo plenário Moraes, André Mendonça e outros ministros que foram alcançados, em diferentes graus, pelas questões relacionadas ao caso Vorcaro. Moraes foi integrante do Ministério Público antes de chegar ao STF e, segundo o relato publicado pelo colunista, seus aliados consideram que ele está acostumado a enfrentar situações de confronto. A avaliação é de que o ministro pretende adotar a mesma postura diante das acusações que agora envolvem seu nome. De acordo com a publicação, Moraes estaria mais recluso e falando com poucas pessoas, mas já teria decidido resistir às pressões. Caso a crise avance a ponto de ameaçar sua permanência no cargo, a estratégia seria mostrar que as questões envolvendo o Supremo não se limitariam a ele.
Agiota rouba e debocha de famílias (vítimas) pobres
Agiota exibe pilhas de cédulas após esquema de agiotagem, PCDF prende 12 suspeitos – Foto: Instagram Vídeo mostra agiota debochando de dinheiro enquanto famílias sofrem em DF, GO e TO Uma grande operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quinta-feira (11/9) desmantelou uma organização criminosa armada, especializada em agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação, liderada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), revelou os bastidores de um esquema cruel que atuava no DF, Goiás e Tocantins, ostentando riquezas enquanto levava famílias ao desespero. Durante a investigação, surgiram imagens chocantes do cotidiano dos criminosos. Em um vídeo obtido pela coluna Na Mira, o agiota Adailton Fernandes de Oliveira, preso na operação, aparece sem camisa, sentado em um sofá e exibindo uma “serra de dinheiro”. Cercado por sacos e pilhas de notas de R$ 100 e R$ 50 acumuladas com a cobrança ilegal de juros, o agiota zomba da situação enquanto conversa com sua esposa. “Não vai descansar, não? E esse tanto de dinheiro aí?”, pergunta a mulher, sugerindo que ele vá dormir. “Preciso conferir todo o dinheiro primeiro” responde o agiota, que ainda completa: “Tem que ter ajuda, senão vamos passar a noite toda contando dinheiro”, sorri. Serra de dinheiro O criminoso destaca constantemente a montanha de cédulas ao seu lado, sublinhando o impacto de estar diante dessa impressionante “serra de dinheiro” acumulada com a prática criminosa da usura. Em tom irônico, Adailton celebra a facilidade com que extorquia suas vítimas, afirmando que antes corria atrás do dinheiro, mas agora o dinheiro corre atrás dele, devendo agradecer a Deus demais. Em outro trecho do áudio, ele completa o achaque velado questionando se as pessoas realmente têm dinheiro, arrematando que o grupo junta dinheiro é de saco. A ostentação gravada em vídeo escondia uma rotina de terror imposta aos devedores. O estopim para a investigação ocorreu em março de 2025, quando um comerciante de 68 anos, figura tradicional da Feira dos Goianos, em Taguatinga, faleceu após não suportar a pressão psicológica e o estrangulamento financeiro impostos pelo grupo. Semianalfabeto, o feirante contraiu dívidas com juros abusivos de até 20% ao mês. Para tentar manter seu negócio, o idoso usava celulares e contas bancárias de familiares para quitar as parcelas diárias cobradas de forma implacável. Sem forças para estancar a bola de neve financeira e submetido a um estresse contínuo, o comerciante morreu. Rede de extorsão A crueldade da rede de extorsão, no entanto, não cessou com o falecimento da vítima. Os credores transferiram a dívida e direcionaram as cobranças para a filha do idoso, que passou a receber áudios e mensagens com ameaças diretas à sua vida e integridade física, sendo coagida a assumir os débitos do pai. As investigações da PCDF indicaram que o feirante estava encurralado por dois núcleos independentes. O primeiro, formado por cidadãos colombianos e focado em cobranças ostensivas, já havia sido desmantelado pela polícia em uma ação prévia no ano passado. O segundo, comandado por Adailton, contava com uma estrutura altamente organizada e suporte qualificado de segurança. Entre os investigados está um sargento reformado da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), apontado por dar respaldo logístico e atuar na intimidação direta das vítimas. Bloqueio de milhões Para desarticular a quadrilha, a Justiça expediu 12 mandados de prisão preventiva e diversas ordens de busca e apreensão cumpridas simultaneamente nas cidades de Palmas e Araguaína, em Tocantins, além de Goiânia, Senador Canedo e Formoso, no estado de Goiás. Além das prisões, a decisão judicial determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões nas contas dos suspeitos e o sequestro de bens móveis e imóveis adquiridos com o lucro das atividades ilícitas. Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação no curso do processo, conforme a participação individual de cada integrante. A PCDF reitera que nenhuma cobrança autoriza o uso de intimidação ou violência e segue analisando o material apreendido para identificar outras vítimas do esquema.
Daniel Vilela mostra força política em Palmeiras de Goiás
Imagens: Assessoria de Comunicação de Daniel Vilela (MDB), candidato a govenador de Goiás Carreata com 400 veículos reúne ex-prefeito Vando Vitor, maioria dos vereadores da cidade e gestores de nove municípios da região em defesa da continuidade do emedebista no Governo de Goiás “Os grandes compromissos que Caiado fez comigo, Daniel está dando sequência”, afirmou o ex-prefeito de Palmeiras de Goiás Vando Vitor (União Brasil), durante carreata liderada pelo governador e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), nesta quinta-feira (10/9). A mobilização reuniu cerca de 400 veículos e teve forte adesão nas ruas. Além do ex-gestor, seis dos 11 vereadores do município acompanharam a comitiva governista. Ao lado dos prefeitos de Turvânia, Nazário, Sanclerlândia, Acreúna, Palminópolis, Varjão, Cezarina, Indiara e Campestre, Vando Vitor destacou as entregas da atual gestão na região e defendeu a continuidade do projeto liderado por Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela. Entre os exemplos, citou a pavimentação de 25 quilômetros da GO-050, entre Palmeiras de Goiás e Palminópolis, antiga reivindicação de moradores, produtores rurais e lideranças locais. “Quero agradecer a grande parceria, pela ligação de Palmeiras a Palminópolis e pelo hospital, que foi totalmente equipado”, afirmou. O Hospital Municipal Natalino Alberto de Morais recebeu R$ 6 milhões para sua estruturação. Recebido por moradores e lideranças locais, Daniel afirmou que a mobilização demonstra a disposição dos goianos de manter o Estado no caminho do desenvolvimento. “Sem dúvida, poder ser recebido aqui em Palmeiras assim. Que a gente possa trazer a mensagem de que vamos seguir em frente, Goiás vai seguir no dia 4 de outubro”, ressaltou. “Goiás é glorioso, de sucesso, Goiás vai seguir em frente, sendo um estado de referência para o Brasil”, completou Daniel ao lado da primeira-dama Iara Vilela. A carreata percorreu bairros como Setor Oeste, Setor Real, Jardim das Oliveiras, Major Sinfrônio e Jardim Amazonas, além da Avenida Paraúna e do Parque de Exposições Agropecuárias Iris Rezende Machado. Moradores e comerciantes acompanharam a passagem da comitiva e manifestaram apoio à continuidade de um projeto que, nos últimos anos, avançou em áreas como segurança pública, educação, saúde, infraestrutura e geração de emprego e renda. Entre os gestores presentes, o prefeito de Indiara, Dr. Conin (PL), apontou o volume de investimentos estaduais como determinante para seu apoio à base governista. “Abraçou nossa cidade, mandou muito recurso e fortaleceu o nosso município. Isso nos ajudou demais”, afirmou. Entre as ações, estão a Patrulha Mecanizada, que atuou na zona rural de Indiara com 14 máquinas para melhoria e manutenção das estradas, e R$ 1,4 milhão destinado à recuperação de vias urbanas. O candidato a vice-governador Luiz do Carmo (PSD) também reforçou o apoio a Daniel e destacou sua capacidade para conduzir o próximo ciclo da administração estadual. “É um homem de bem, trabalhador, honesto. Daniel merece. Vai ser o melhor governador de Goiás”, declarou. Também participaram da mobilização o candidato ao Senado Zacharias Calil (MDB), o candidato à reeleição para deputado estadual Cairo Salim (MDB) e lideranças políticas da região.
André Mendonça manda soltar ex-procurador do INSS
Procurador do INSS Virgilio Oliveira desembarca em Congonhas com lobista da CPI da Covid: passagens pagas e voo de jatinho na mira da PF — Foto: Reprodução Virgílio Antônio de Oliveira Filho é investigado por receber propina de lobista O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou nesta terça-feira (8/9) a soltura do ex-procurador INSS Virgílio Antônio de Oliveira Filho, que estava preso desde novembro do ano passado. Mendonça substituiu a medida mais grave pela uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de fazer contato com investigados e testemunhas do caso do INSS. Relatório da PF aponta que o ex-procurador e pessoas ligadas a ele receberam R$ 11,9 milhões do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que seria o intermediador das entidades beneficiadas por um suposto esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. “Essa conclusão não enfraquece a imputação, não desconsidera os elementos já produzidos e não antecipa qualquer pronunciamento acerca de culpa ou inocência. Substituir a prisão preventiva significa apenas reconhecer que a medida, como instrumento cautelar, deixou de ser necessária na intensidade anteriormente verificada. Não significa absolver o investigado”, escreveu o ministro. A defesa de Virgilio Oliveira está tentando fechar uma delação premiada com os investigadores desde o início do ano. Segundo a coluna de Malu Gaspar, ele assinou com a PF um contrato de confidencialidade em janeiro e passou uma semana prestando depoimento em abril. Sua proposta tem mais de 120 páginas de anexos e prevê a devolução de todos os valores desviados. Até agora, porém, o material está no limbo, sem resposta positiva e nem negativa. A decisão de Mendonça contrariou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a manutenção da ordem de prisão. O ministro do Supremo também decidiu liberar o contador da Conafer, uma das entidades investigadas no caso do INSS. Samuel Crisóstomo do Bomfim Junior também deixará a prisão e passará a usar tornozeleira eletrônica. Ele foi um dos 47 indiciados no relatório final da PF. Mendonça afirmou que os motivos da detenção não se sustentam mais com a conclusão das investigações.
Lula lembra que Banco Master foi criado no governo Bolsonaro
Imagem: Fórum “O banco Master foi criado no governo Bolsonaro, o Vorcaro foi preso no meu governo, o banco foi fechado no meu governo e quem fez a investigação foi a Polícia Federal do meu governo”, afirmou Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10/9) que o Banco Master foi criado durante o governo Jair Bolsonaro e destacou que as medidas tomadas contra a instituição, incluindo a investigação da Polícia Federal, a prisão do empresário Daniel Vorcaro e o fechamento do banco, ocorreram durante sua gestão. A declaração foi dada durante sabatina no SBT, em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal e o caso Master. “O banco Master foi criado no governo Bolsonaro, o Vorcaro foi preso no meu governo, o banco foi fechado no meu governo e quem fez a investigação foi a Polícia Federal do meu governo”, afirmou Lula. O presidente disse que o episódio acabou envolvendo diferentes instituições e “respingou” no Palácio do Planalto, mas afirmou que o governo federal não tem relação com a crise institucional instalada no Supremo. “O governo não tem nada a ver com a crise institucional”, declarou. Lula defende investigação de todos os envolvidosDurante a entrevista, Lula afirmou que não vê problema em que qualquer pessoa seja investigada, inclusive integrantes do Judiciário. “Se tem alguém, estou surpreso, que se investigue. Eu não vejo nenhum problema que se escancare tudo”, disse. Para o presidente, ministros do Supremo precisam manter uma conduta diferenciada pela função que exercem como integrantes da Corte responsável pela defesa da Constituição. “A Suprema Corte é muito importante como garante do processo democrático desse país e não pode deixar banalizar sua ação”, afirmou. Reunião com VorcaroLula também comentou o encontro que teve com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, revelado pelo jornal O Globo. A reunião contou com a presença de Gabriel Galípolo, então diretor do Banco Central. Perseguição Segundo o presidente, Vorcaro procurou o governo para reclamar que estaria sendo perseguido. “Eu disse para ele que o Banco Master seria analisado como qualquer banco. Ninguém tem direito de fechar banco, mas você tem que estar correto. Se não tiver correto, nós fechamos”, afirmou Lula. Lula disse que a conversa durou menos de meia hora e negou ter tido outros encontros com o empresário. “Eu não estou no meio dos banqueiros, não moro na Faria Lima, não frequento a Faria Lima”, declarou. Na entrevista, o presidente também relembrou o episódio envolvendo o Banco PanAmericano, quando o empresário Silvio Santos procurou o governo federal durante a crise da instituição, em 2010, para buscar uma solução para o banco. Lula afirmou que, naquele caso, o governo atuou dentro das regras e destacou que instituições financeiras devem ser tratadas com os mesmos critérios, independentemente de seus donos ou do tamanho do grupo econômico envolvido.
“Meu marido nunca teve nenhum negócio com o governo”, afirma Celina
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto A declaração foi dada em direito de resposta à acusação da candidata Paula Belmonte (PSDB) durante o primeiro bloco do debate do Metrópoles A governadora Celina Leão (PP-DF) afirmou, nesta quinta-feira (10/9) que a empresa de seu marido não possui nenhum contrato com o Governo do Distrito Federal (GDF). A declaração foi dada em direito de resposta à acusação da candidata Paula Belmonte (PSDB) durante o primeiro bloco do debate do Metrópoles com os cinco candidatos ao governo. A candidata Paula Belmonte acusou mais uma vez a empresa do marido de Celina de receber R$ 1,4 milhão em repasses da Vice-Governadoria do GDF. “Queria dizer que o marido dele recebe uma mesada de R$ 100 mil, mesada do qual foi uma empresa contratada pela Vice-Governadoria para que pague R$ 100 mil para contratar copeira. Estamos falando de um governo que tem corrupção e teve secretário de Saúde sendo pego com dinheiro na mala”, acusou Paula. Celina teve seu direito de resposta concedido e afirmou que a sua família nunca deu calote e não tem nenhuma relação com o GDF. “Minha família nunca deu calote em ninguém. Minha família paga os impostos em dia. Meu marido nunca teve negócio com o governo. Não estou falando que a senhora (Paula Belmonte) dá calote, estou falando que a minha família nunca fez”, respondeu Celina Leão. O Metrópoles apresenta, pela terceira eleição consecutiva na capital da República, debate com os principais candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Bate-bocaNo início do primeiro bloco, as candidatas protagonizaram um bate-boca, nesta quinta-feira (10/9), durante o primeiro bloco do debate do Metrópoles com os postulantes ao Governo do Distrito Federal (GDF). Belmonte iniciou a dinâmica questionando Celina Leão sobre uma suposta denúncia envolvendo a família governadora que teria recebido um repasse de R$ 1,4 milhão de uma empresa contratada pelo GDF, por meio de empresas ligadas ao marido de Celina, Fabrício Faleiro Ferreira, e a filha do casal Bruna Victória Leão Machado de Araújo. “A senhora esteve na página dos jornais falando a respeito de uma licitação que foi feita no gabinete da Vice-Governadoria e logo foi contratada uma empresa do seu marido e da sua filha. Essa empresa ganha R$ 100 mil por mês, estamos falando de R$ 1,4 milhão. A senhora acha bonito o que está acontecendo?”, questionou. Celina chegou a falar de uma gráfica que teria sido adquirida por Paula. “Ela deu um calote de R$ 3 milhões na gráfica. Seu marido deve R$ 1 bilhão de impostos para a União. Como que vai negociar com o BRB? Tem uma entidade que a senhora diz ser dona e madrinha chamada AMP, que recebeu R$ 1,330 milhão. A família da senhora tem muito o que explicar. Como vai cobrar imposto do povo?”, questionou Celina. Além da acusação contra a empresa da família de Celina, Paula disse que a governadora do DF “comprou” uma empresa de transporte com R$ 500 mil. “Você comprou uma empresa de ônibus com R$ 500 mil a preço de embrião de ouro”, disse Paula. A chefe do Executivo ironizou a acusação e chamou a candidata do PSDB de “Paula deve aos montes”. “A senhora gosta de dar apelido, de fazer chacota com as pessoas que estão falando por aí que o seu apelido é Paula deve aos montes”, rebateu Celina. Debate O Metrópoles apresenta, pela terceira eleição consecutiva, o debate com os principais candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Estão presentes Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo). O evento conta com patrocínio da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) e com apoio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).














