Ronaldo Caiado critica possíveis tarifas dos EUA sobre o Pix – Foto: Instagram O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem taxas sobre transações via Pix. Em entrevista à coluna, Caiado se absteve de comentar sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas não poupou críticas ao presidente Lula. Caiado acusou Lula de torcer para que o governo americano adote medidas contra o Brasil com objetivos eleitorais. Segundo ele, o Palácio do Planalto estaria tentando transformar a crise em um ativo político para as eleições de 2026. O ex-governador afirmou que o processo evolui há dois anos sem que o governo tenha tomado quaisquer providências. Ele acredita que agora há uma torcida para que as tarifas sejam implementadas, criando um clima favorável para a eleição. Resposta Ao responder às críticas dos EUA sobre o Pix, Caiado classificou como infundadas as alegações de que o sistema de pagamentos brasileiro seria um problema para as empresas americanas. Segundo ele, as empresas de cartão perderam competitividade porque o Pix oferece vantagens ao consumidor brasileiro e não por ilegalidades. Ele alertou que isso pode prejudicar as relações bilaterais.
Caiado acusa Lula de explorar crise comercial EUA-Brasil para fins eleitorais
Rombo do BRB: o sacrifício é do DF e do trabalhador
Imagens: Fórum Nenhum trabalhador do DF aprovou a movimentação temerária do BRB. Nenhum servidor do DF corroborou os atos do DF. Pelo contrário, os sindicatos denunciavam as relações fraudulentas entre Daniel Vorcaro e todo o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão O GDF de Celina Leão obteve, em acordo assinado no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde da última quinta-feira (28/5), R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco Regional de Brasília do escândalo BRB-Master. Em contrapartida, terá que ”enxugar” R$ 4 bilhões do orçamento até o fim do ano, e seguir arrocho draconiano até que quite o empréstimo para salvar o Banco de Brasília (BRB) ou até conseguir nota boa no índice Capag, que mede a capacidade de pagamento. Para conseguir esse dinheiro e salvar o banco BRB das consequências de oito anos de desmandos e má-gestão, o Palácio do Buriti não hesitou em oferecer em sacrifício os serviços e os servidores públicos do Distrito Federal. Vai faltar creche, escola e UPA; vai faltar médico e professor. O funcionalismo público do DF, cerca de 8% de todos os trabalhadores do Distrito Federal, não terão aumento nem novo plano de carreira. Não haverá concurso público nem preenchimento de vagas efetivas ociosas. Tampouco novas políticas públicas que beneficiem a população. Para pagar as contas de sua administração incompetente e seus gastos perdulários, Celina ofereceu em sacrifício o trabalhador do Distrito Federal. Sacrifício O índice Capag não caiu da noite pro dia. É resultado de uma gestão temerária, que priorizou gastos e investimentos em patrocínios e ações de retorno social bem duvidoso, enquanto o serviço público da capital do país carece de valorização, nomeações e melhores condições de trabalho. Essa gestão temerária não encontrou freios em seu caminho. Ao longo de oito anos, a maioria da Câmara Legislativa do DF apoiou e aprovou essa gestão. Com a maioria amiga na CLDF, a compra fraudulenta do banco Master foi aprovada em questão de minutos, ainda que sob a reprovação das poucas vozes de oposição. Antes disso, R$ 12,2 bilhões já haviam escorrido pelo ralo, quando o BRB adquiriu títulos podres do banco de Daniel Vorcaro. Como resultado da falta de freio às ações e gestões temerárias do governo Ibaneis Celina, o BRB perdeu dinheiro, tamanho, relevância e importância. Enquanto isso, as isenções fiscais saltaram de R$ 2 bilhões para R$ 10 bilhões, um valor maior que o empréstimo conseguido para o BRB – e não se tem notícia da suspensão dessas isenções, que agora fazem muita falta às contas do Distrito Federal. Nenhum trabalhador do DF aprovou a movimentação temerária do BRB. Nenhum servidor do DF corroborou os atos do DF. Pelo contrário, os sindicatos denunciavam as relações fraudulentas entre Daniel Vorcaro e todo o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão. O acordo assinado por Celina promete resolver a vida do BRB complicando o cotidiano de todo o Distrito Federal. Esse acordo não é bom para você.
Bolsonalistas são acusados de ” Traidores da Pátria”
Foto: Reprodução Truth Social @realDonaldTrump / IA Brasil 247 Após tarifaço, ‘traição ao Brasil’ explode nas redes com 78% contra Trump e clã Bolsonaro A proposta do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros gerou ampla rejeição nas redes sociais, segundo levantamento da AtivaWeb DataLab. O estudo mostra que 78% das interações sobre o tema tiveram sentimento negativo em relação ao mandatário estadunidense e à família Bolsonaro. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Segundo o monitoramento, o tema acumulou 15 milhões de interações até a tarde desta terça-feira (2). Do total, 78% das manifestações apresentaram sentimento negativo em relação a Trump e aos integrantes da família Bolsonaro. As menções positivas corresponderam a 11,7%, enquanto 10,3% foram classificadas como neutras. A movimentação ocorre em meio aos embates entre o governo Trump e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da repercussão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma carta às autoridades dos Estados Unidos pedindo que não fossem aplicadas tarifas adicionais ao Brasil. Defesa da soberaniaDe acordo com a análise da AtivaWeb DataLab, a defesa da soberania nacional foi o principal fator de mobilização dos usuários nas plataformas digitais. “A defesa da soberania nacional tornou-se o principal vetor de mobilização emocional”, afirma o relatório. O estudo também concluiu que esse tema foi capaz de ultrapassar divisões partidárias e reunir manifestações de diferentes grupos políticos. “Com 74,2% de sentimento positivo, foi o único bloco narrativo a gerar consenso amplo. O tema transcendeu o debate partidário e conectou eleitores de diferentes espectros políticos em torno de um ideal comum”, registra o documento. Rejeição à família BolsonaroO levantamento identificou crescimento expressivo das menções que relacionavam a família Bolsonaro aos interesses nacionais. Segundo a AtivaWeb, esse foi um dos movimentos mais relevantes observados durante o monitoramento. Entre as publicações que citavam os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, 69% apresentaram sentimento negativo. As manifestações positivas representaram 18%, enquanto 14% foram classificadas como neutras. O relatório atribui esse resultado à percepção de que disputas políticas internacionais poderiam provocar impactos econômicos para o Brasil. Segundo a empresa, houve “rejeição à percepção de conspiração e traição aos interesses nacionais”. Críticas a TrumpDonald Trump também figurou entre os personagens mais criticados nas discussões monitoradas. Segundo a análise, a rejeição observada não estava relacionada ao debate internacional de forma geral, mas às atitudes atribuídas ao presidente e à percepção de interferência nos interesses brasileiros. “O presidente americano apareceu como um dos principais personagens do debate. Aqui, o sentimento negativo não se dirige ao tema internacional em si, mas às ações de Trump, à sua pressão sobre o Brasil e à interferência percebida nos interesses brasileiros”, diz o relatório. A AtivaWeb conclui que a desaprovação cresce quando o debate aborda possíveis efeitos econômicos e políticos para o país. “Por isso, a rejeição cresce de forma significativa, chegando a 62,9%, especialmente quando o debate destaca impactos econômicos e políticos para o país”, afirma o documento.
Veja quem eram os cinco estudantes que morreram em acidente
Estudantes morrem em acidente entre van escolar e caminhão, na GO-518 — Foto: Reprodução/TV Anhanguera Vítimas tinham entre 11 e 14 anos e estudavam em um colégio militar de Sanclerlândia. As outras oito pessoas que estavam na van, incluindo o motorista, sobreviveram As cinco vítimas do acidente entre uma van escolar e um caminhão, na GO-518, entre Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, eram estudantes do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia. Elas tinham entre 11 e 14 anos e estudavam do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. De acordo com a Polícia Científica, as vítimas eram os seguintes alunos: Isadora Castro Neves – 12 anosEzequiel Souza Oliveira – 14 anosLucas Antônio de Souza Dias – 14 anosMaria Carolina Sabino Alves – 11 anosIzadora Monteiro da Silva – 12 anosO acidente aconteceu por volta das 18h30 de segunda-feira (01), na altura do km 12, quando os estudantes estavam voltando do colégio para casa. Todos moravam em Córrego do Ouro. Em entrevista ao g1, o major Neosil Vicente Ferreira, diretor do colégio, disse que Maria Carolina era do 6º ano, Izadora Monteiro e Isadora Castro eram do 7º, Ezequiel era do 8º e Lucas Antônio era do 9º. O diretor relatou que toda a comunidade escolar está abalada com a tragédia. “É um momento muito triste para todos nós. Famílias despedaçadas. A gente se coloca no lugar dessas famílias, pais principalmente, né, nesse momento de dor. Não é fácil”. Como aconteceu o acidenteSegundo o major, todos os alunos que estavam na van eram do ensino fundamental e estudavam apenas à tarde. O colégio libera os estudantes às 18h05. Após a saída, na segunda-feira, eles entraram na van, como faziam diariamente. Dois alunos foram deixados em Buriti de Goiás e, depois, a van seguiu para Córrego do Ouro, onde os outros moravam. O veículo foi emprestado pelo município de Sanclerlândia, mas o serviço de transporte dos alunos era pago pelos pais, que se juntaram para custeá-lo. “Essa van era do município de Sanclerlândia, que a cedeu para ajudar no transporte lá em Córrego do Ouro. Aí, eles fizeram tipo uma associação e pagavam o motorista, arcavam com o combustível. Os pais dos transportados, dos alunos”, detalhou. De acordo com o major, os alunos que morreram estavam concentrados nos bancos do lado direito da van, na direção do banco do passageiro. O motorista e os estudantes que estavam atrás dele, do lado esquerdo, sobreviveram. “Ele é hipertenso. A pressão subiu e ele foi encaminhado para São Luís de Montes Belos para fazer um check-up geral porque estava sentindo algumas dores na madrugada”, relatou. Neosil disse, ainda, que o motorista tinha experiência ao volante, tendo dirigido inclusive caminhões. “Eles escolheram ele justamente pela habilidade dele, que era caminhoneiro e tudo mais”, disse. Segundo a Polícia Científica, a carreta com gado na qual a van bateu estava parada na rodovia, sem sinalização. Apenas a perícia poderá esclarecer por que o veículo estava assim. ‘Menino abençoado’, diz madrinhaEm entrevista ao g1, Hellen Wannessa Costa, madrinha de Lucas Antônio, disse que ele era um “menino abençoado”, que gostava muito de viver e tinha um enorme carinho com a família. Lucas Antônio de Souza Dias, do 9º ano do Colégio Militar 5 de Agosto, uma das vítimas do grave acidente na GO-518, foi homenageado pela madrinha — Foto: Arquivo pessoal/ Prefeito de Córrego do Ouro e Reprodução/ Instagram de Hellen Wannessa Costa “Lucas, assim como todos, tinha muitos sonhos. Ele amava empinar bicicleta. E falava que queria juntar dinheiro para comprar uma moto. Foi um sonho estudar no colégio militar, que foi realizado do 6º até o 9º ano”, relatou. FeridosDe acordo com o Corpo de Bombeiros, havia, no total, 13 pessoas na van. As oito vítimas que sobreviveram foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde pelas equipes do SAMU de Buriti de Goiás e Sanclerlândia antes da chegada dos militares. Três adolescentes foram levados para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Segundo o hospital, um deles, de 12 anos, apresenta estado regular e está no pronto-socorro da unidade. Outra, da mesma idade, está na UTI pediátrica, em estado grave, respirando com ajuda de ventilação mecânica. E o terceiro estudante foi transferido para o Hospital Ortopédico de Goiânia (HOG), a pedido da família. No momento da transferência, seu estado era regular. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que os quatro alunos levados ao Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos Dr. Geraldo Landó (HESLMB) estavam “conscientes, orientados e estáveis, com escoriações leves e sem sinais de traumas graves”. Após avaliação médica, receberam alta. O motorista também foi liberado. LutoNas redes sociais, o governador Daniel Vilela (MDB) publicou uma nota de pesar e disse que recebeu com tristeza a notícia do acidente. Em respeito à memória das vítimas, foi decretado luto oficial de três dias em Goiás e a suspensão das aulas da rede estadual nos municípios de Sanclerlândia e Córrego do Ouro. “Neste momento tão difícil, me solidarizo com os familiares, amigos, professores e toda a comunidade escolar. A partida desses jovens deixa Goiás de luto”, diz a nota do governador. InvestigaçãoEm nota, a Polícia Civil informou que instaurou uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente e que aguarda a conclusão dos laudos periciais e demais diligências investigativas para ter o total esclarecimento do que aconteceu.
Fica 2026 seleciona 10 propostas para exposição de artes visuais na cidade de Goiás
Divulgação Obras de artistas goianos ficarão expostas no Museu Palácio Conde dos Arcos – Fotos: Secult Goiás / Divulgação Mostra reúne obras de artistas goianos em diferentes linguagens e integra programação gratuita do festival entre 16 e 21 de junho A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) abre espaço para a produção goiana em artes visuais com 10 propostas selecionadas para exposição durante a programação, entre os dias 16 e 21 de junho, na cidade de Goiás. As obras foram aprovadas nas três categorias do edital e contemplam diferentes linguagens, como pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, vídeo-arte, objeto e instalações. A edição de 2026 recebeu 107 inscrições, número que demonstra o interesse da comunidade artística em integrar a programação do Fica e reforça a presença do festival como espaço de valorização das artes visuais. Na categoria destinada a artistas e coletivos residentes na cidade de Goiás, foram selecionadas as propostas de Murilo Ribeiro, André Felipe Cardoso e Ralyanara Moreira Freire. Na modalidade voltada a artistas do interior do estado, exceto da cidade de Goiás, os contemplados foram Valdson Ramos, Lionizia Goyá e Daniel da Costa. A terceira categoria, aberta a artistas de qualquer município goiano, teve aprovados os trabalhos de Leandro Araujo e Renata Bastos, Benedito Ferreira, Cassia Nunes e Walter Pimentel. As exposições poderão ser visitadas gratuitamente durante todo o Fica 2026, na Sala Expositiva do Museu Palácio Conde dos Arcos. O espaço ficará aberto diariamente, das 9h às 19h, com obras montadas e acessíveis ao público durante todo o período do festival. Festival Com o tema “Água e Clima no Brasil das Nascentes”, o Fica 2026 chega à 27ª edição consolidado como um dos principais eventos do audiovisual dedicado a temáticas ambientais e socioculturais no Brasil e no exterior. A programação gratuita inclui mostras competitivas, exibições especiais, atividades formativas, oficinas, debates e atrações culturais. O festival é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE, e conta com colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa também conta com a cooperação das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram, ainda, o Goiás Social, Saneago, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e Prefeitura de Goiás.
Daniel Vilela suspende agenda e vai a Córrego do Ouro prestar solidariedade às famílias de estudantes mortos
Fotos: Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás Governador decretou luto oficial de três dias em Goiás e determinou a suspensão das aulas da rede estadual em Sanclerlândia e Córrego do Ouro após a morte de cinco estudantes na GO-518 O governador Daniel Vilela suspendeu a agenda oficial desta terça-feira (2/6) para se deslocar até Córrego do Ouro, no Oeste goiano, onde irá prestar solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente registrado no início da noite de segunda-feira (1º), na GO-518, entre os municípios de Sanclerlândia e Córrego do Ouro. Daniel cumpriria agenda nesta terça-feira em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. A tragédia resultou na morte de cinco estudantes da rede estadual de ensino, alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, localizado em Sanclerlândia. Os jovens moravam em Córrego do Ouro e retornavam para casa após o período de aulas quando ocorreu o acidente. Em nota oficial, Daniel Vilela afirmou ter recebido a notícia “com muita tristeza” e destacou que a perda dos estudantes coloca todo o Estado em luto. Luto “Neste momento tão difícil, me solidarizo com os familiares, amigos, professores e toda a comunidade escolar. A partida desses jovens deixa Goiás de luto”, declarou o governador. O chefe do Executivo estadual também determinou que as equipes do Estado prestem toda a assistência necessária às vítimas e às famílias atingidas pela tragédia. Os estudantes feridos foram inicialmente socorridos em unidades da região e posteriormente transferidos para o Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos (HESLMB) e para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde recebem atendimento especializado. Em respeito à memória dos estudantes, o Governo de Goiás decretou luto oficial de três dias em todo o Estado e suspendeu as aulas da rede estadual nos municípios de Sanclerlândia e Córrego do Ouro. “Que Deus conforte o coração de todos neste momento de profunda tristeza”, afirmou o governador na nota de pesar.
Governo Trump ameaça o Brasil com novo tarifaço
Divulgação Donald Trump ameaça o Brasil com tarifa de 25% em ofensiva que mira Judiciário, Pix e soberania digital O governo dos Estados Unidos da Aamérica (EUA) anunciou nesta segunda-feira (1º/6) a conclusão de uma investigação contra o Brasil conduzida pelo Escritório do Representante Comercial (USTR) e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida, determinada por ordem do presidente Donald Trump, foi formalizada após o fracasso das negociações bilaterais conduzidas ao longo do último ano, incluindo um grupo de trabalho criado após encontro entre Lula e Trump em maio de 2025. Entre os alvos do relatório americano estão decisões do Judiciário brasileiro sobre redes sociais, o sistema de pagamentos instantâneos Pix e políticas de combate ao desmatamento. A ofensiva tarifáriaO USTR formalizou nesta segunda-feira a conclusão da investigação iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação de Trump e propôs a taxação de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras importadas pelos Estados Unidos. A medida se apoia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite ao governo americano impor tarifas ou restrições contra países cujas práticas sejam consideradas injustas ou prejudiciais ao comércio dos EUA. A proposta ainda precisa de decisão final do presidente estadunidense para entrar em vigor. A lista de isenções, que ocupa 73 páginas do documento, preserva setores estratégicos para a própria economia dos EUA: aeronaves civis, motores, peças e simuladores de voo estão fora da taxação, assim como produtos farmacêuticos, fertilizantes, químicos orgânicos, terras raras e uma série de alimentos tropicais, como carne bovina, manga, mamão, castanha-do-pará e frutas cítricas. As exceções revelam que a ofensiva é calibrada para pressionar o Brasil sem provocar desabastecimento ou inflação interna nos EUA. O representante comercial americano, Jamieson Greer, reconheceu que as negociações com o governo Lula se intensificaram nas últimas semanas, mas afirmou que “continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. O alvo político: Judiciário e PixO relatório da USTR vai além da retórica comercial habitual. Entre os eixos de crítica, o documento mira diretamente o funcionamento do Judiciário brasileiro: segundo as fontes que descrevem o relatório, a agência estadunidense questiona ordens judiciais que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis em redes sociais, além de criticar o sigilo imposto sobre algumas dessas decisões. O enquadramento é revelador: o governo Trump trata como “prática irrazoável” o fato de o Brasil exercer soberania regulatória sobre plataformas digitais, exatamente o tipo de regulação que incomoda as grandes empresas de tecnologia americanas. O Pix também aparece como alvo. O relatório alega que o sistema de pagamentos instantâneos prejudica empresas dos EUA que operam no Brasil, argumento que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, refutou publicamente. “O Pix não é pensado para ser um produto que vai concorrer e vai diminuir a presença na economia de empresas. Ao contrário, empresas norte-americanas mesmas têm nos dito, e a gente tem levado isso aos Estados Unidos, que o Pix aumentou as transações no país. Então, as empresas estão sendo beneficiadas”, declarou Durigan em entrevista ao SBT News. A inclusão do Pix na lista de queixas, sem respaldo técnico reconhecido pelo próprio setor privado dos EUA no Brasil, reforça a leitura de que a pauta comercial está sendo usada como instrumento de pressão política. “Tem uma preocupação do nosso governo com eventuais novas tarifas que podem ser impostas de maneira unilateral, muitas vezes não considerando o que levamos de bons argumentos para os norte-americanos”, afirmou Durigan. Contexto de pressãoA ofensiva tarifária não ocorre no vácuo. O anúncio da USTR coincide com outro movimento do governo Trump: a designação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas, decisão que amplia o leque de instrumentos de pressão sobre o Brasil e reforça o tom de hostilidade em relação ao governo Lula. O acúmulo de frentes abertas simultaneamente sugere uma estratégia coordenada de escalada, não uma sequência de decisões técnicas independentes. O governo brasileiro havia apostado na via diplomática para conter o avanço das tarifas. Após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, em 7 de maio de 2025, foi criado um grupo de trabalho bilateral com prazo para encerrar as negociações nesta sexta-feira (5). Os integrantes das conversas admitiram que não houve avanços suficientes para concluir os trabalhos antes da decisão da USTR. Durigan alertou que o risco concreto é o de punições unilaterais que desconsideram os argumentos técnicos apresentados pelo Brasil, e que empresários brasileiros com relações comerciais nos EUA não podem ser penalizados por uma disputa de natureza política. Implicações e próximos passosCom a conclusão da investigação, o processo entra em uma fase de consulta pública. O setor privado brasileiro terá espaço para comentar os resultados antes da publicação do relatório definitivo, que precisa ser divulgado até 15 de julho, data que também marca o prazo legal para a adoção das medidas corretivas. Uma audiência pública sobre as ações propostas está agendada para o dia 6 de julho. A janela é estreita e o calendário coloca o Brasil sob pressão constante nas próximas semanas. A decisão final sobre aplicar ou não as tarifas cabe ao presidente Trump, o que mantém aberta, ao menos formalmente, a possibilidade de um acordo de última hora. Greer afirmou que espera “continuar o diálogo com o governo brasileiro” antes do prazo legal. Para o governo Lula, o desafio é duplo: resistir às exigências que implicam recuo em políticas soberanas, como a regulação digital e o funcionamento do Judiciário, e ao mesmo tempo proteger setores exportadores brasileiros de um tarifaço que, se implementado integralmente, representaria um choque significativo nas relações comerciais entre os dois países.
Caiado promete reduzir juro a 10% e ampliar reformas para agro e economia
“Vou assumir o compromisso de cortar gastos, estimular o desenvolvimento do país e trazer a taxa de juros para níveis compatíveis com quem produz”, declarou Caiado O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que pretende priorizar o controle dos gastos públicos, reformas estruturais e a redução das taxas de juros caso seja eleito em 2026. As declarações foram feitas durante entrevista ao Projeto Eloos, em Belo Horizonte (MG). Segundo Caiado, o atual patamar da taxa básica de juros inviabiliza investimentos tanto no campo quanto na cidade. O governador atribuiu o cenário ao aumento da dívida pública e defendeu um amplo ajuste fiscal como forma de recuperar a confiança dos investidores. “Não tem setor no mundo que sobreviva a uma taxa de juros real de 10%”, afirmou. O pré-candidato disse que pretende encaminhar ao Congresso Nacional propostas de reforma administrativa, reforma política, reforma trabalhista e mudanças no sistema previdenciário. Na avaliação dele, a combinação dessas medidas permitiria reduzir os juros para um patamar próximo de 10%, mantendo a inflação dentro da meta. “Vou assumir o compromisso de cortar gastos, estimular o desenvolvimento do país e trazer a taxa de juros para níveis compatíveis com quem produz”, declarou. Ao comentar a situação financeira dos produtores rurais, Caiado afirmou que o elevado custo do crédito tem agravado o endividamento no campo e dificultado novos investimentos. Segundo ele, ainda há incertezas sobre as fontes de recursos que serão utilizadas para financiar programas de apoio ao setor e para renegociar dívidas dos produtores. “O produtor rural ainda não sabe exatamente de onde sairão os recursos para atender suas necessidades de financiamento”, disse. Para o governador, a redução dos juros é condição essencial para restabelecer a capacidade de investimento do agronegócio e de outros segmentos da economia. Experiência em Goiás Durante a entrevista, Caiado citou sua gestão à frente do governo goiano como exemplo de ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, ao assumir o estado, encontrou dificuldades financeiras e implementou medidas de contenção de gastos em conjunto com os demais poderes. “O estado de Goiás hoje tem compromissos em dia e capacidade de investimento. Isso demonstra que é possível fazer os ajustes necessários”, afirmou. Corrida presidencial Questionado sobre o cenário eleitoral, Caiado disse estar otimista com a construção de sua pré-candidatura e afirmou que tem ampliado sua presença em diferentes regiões do país. O governador destacou a importância de Minas Gerais para a disputa presidencial e afirmou que tem intensificado agendas no Estado. “Tenho percorrido o Brasil inteiro e estruturado nossa presença nos estados. Minas Gerais tem um papel fundamental nesse processo”, afirmou. Sobre uma eventual composição com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Caiado disse que ainda é cedo para discutir alianças definitivas e que as definições dependerão do avanço da campanha e do comportamento do eleitorado nos próximos meses. Credibilidade como ativo Ao encerrar a entrevista, Caiado afirmou que a recuperação da economia brasileira depende não apenas de medidas técnicas, mas também da confiança da sociedade nos governantes. “O que sustenta um governo é a credibilidade moral do líder e sua capacidade de enfrentar os problemas”, declarou. Segundo o pré-candidato, a combinação entre responsabilidade fiscal, redução dos juros e estímulo ao investimento privado seria o caminho para ampliar a geração de riqueza e a competitividade do país.
Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) empatam com Lula no segundo turno
Imagens: Diário do Poder Pesquisa mostra candidatos empatados com Lula em eventual segundo turno Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem mais competitivos do que Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT), é o que aponta pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (1/6). A pesquisa ouviu 2.000 pessoas presencialmente, entre 29 e 30 de Março, em todo o país. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR 05864/2026. Veja os números: Primeiro turno Disputa presidencial 2026 – cenário 1 Disputa presidencial 2026 – cenário 2 Segundo turno Lula x Ronaldo Caiado (empate na margem de erro) Lula x Romeu Zema (empate na margem de erro) Lula x Flávio Bolsonaro Lula x Renan Santos Lula x Aécio Neves Fonte: Diário do Poder
Governo de Goiás recebe doação de 61 mil litros de leite para distribuição a entidades sociais
Daniel Vilela e Iara recebem 61 mil litros de leite doados pelo Sindileite à OVG – Fotos: Wesley Costa e Jota Eurípedes Iniciativa do Sindileite reforça parceria entre Estado e setor produtivo; ao todo, 922 instituições serão beneficiadas em 135 municípios goianos O governador Daniel Vilela e a primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Iara Vilela, receberam nesta segunda-feira (1º/6) a doação de 61 mil litros de leite arrecadados pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). A iniciativa integra as ações de segurança alimentar promovidas pelo Governo de Goiás e reforça a parceria entre o setor produtivo e os programas sociais voltados às famílias em situação de vulnerabilidade. Durante a cerimônia, Daniel destacou a importância da união entre poder público e iniciativa privada em prol de entidades sociais, o que amplia o alcance das políticas de assistência em Goiás. Fotos: Wesley Costa e Jota Eurípedes “Precisamos trabalhar sempre ao lado dessas instituições. Essa união de esforços e a solidariedade de empresas e parceiros são fundamentais para levar apoio e dignidade às pessoas em situação de maior vulnerabilidade no nosso estado”, afirmou o governador. O leite arrecadado será destinado à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), responsável pela distribuição às entidades sociais cadastradas. Ao todo, 922 instituições de 135 municípios goianos serão beneficiadas, especialmente aquelas que atendem crianças e idosos. Iara Vilela ressaltou que a iniciativa evidencia o compromisso social do setor produtivo goiano e fortalece as ações do Goiás Social em todas as regiões do estado. Fotos: Wesley Costa e Jota Eurípedes “Ao longo dos últimos anos, o Sindileite, os produtores rurais, as cooperativas e toda a cadeia produtiva do leite têm demonstrado que é possível aliar desenvolvimento econômico e responsabilidade social. Essa doação chegará a centenas de entidades que prestam um trabalho essencial nos municípios goianos”, destacou. Fotos: Wesley Costa e Jota Eurípedes Para a diretora-geral da OVG, Adryanna Caiado, a parceria amplia a capacidade de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade e fortalece a rede de solidariedade construída em Goiás. “A doação promovida pelo Sindileite demonstra como a união entre o setor produtivo, as organizações sociais e o poder público pode gerar resultados concretos e transformar vidas. Essa soma de esforços amplia o alcance das ações e leva esperança a quem mais precisa”, pontuou. Realizada em comemoração ao Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, a campanha do Sindileite já destinou à OVG mais de 405 mil litros de leite e 500 quilos de leite em pó desde 2019. O presidente da entidade, Jair José Antônio Borges, destacou o engajamento de produtores, cooperativas e indústrias na iniciativa. “Temos uma parceria sólida com a OVG e queremos ampliar ainda mais esse trabalho, com a meta de alcançar um milhão de litros doados”, afirmou. O Sindileite-GO é a entidade que representa, defende e promove o setor industrial de laticínios no estado. Filiado à Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o sindicato atua ativamente para fortalecer a cadeia leiteira goiana, uma das mais importantes do país.














