Fotos: Walter Folador Evento reúne oficiais de 20 países e reconhece Goiás como referência nacional em segurança e desenvolvimento social. Governador defendeu maior autonomia dos estados e acesso rápido a informações estratégicas no combate à criminalidade A redução da criminalidade em Goiás e seus impactos no desenvolvimento social ganharam destaque no primeiro dia do Curso Internacional de Relações Institucionais, nesta segunda-feira (15/9), em Brasília (DF). O governador Ronaldo Caiado foi convidado, após escolha unânime dos organizadores, para ministrar a aula magna para os 226 inscritos, entre militares brasileiros e de outros 20 países, e assessores parlamentares. Um reconhecimento aos avanços alcançados na área em Goiás, a oportunidade foi um momento de apresentar resultados concretos, frutos de um trabalho de integração entre as polícias desde 2019. “Este evento é de tamanha relevância porque temos aqui formação e troca de informações para aquilo que mais se almeja no Brasil: a condição de ir e vir, de poder trabalhar em qualquer lugar deste país, com total liberdade e independência”, afirmou o governador ( foto acima). O curso reúne autoridades dos EUA, Canadá e França, entre outros países. Tendências e práticas eficazes no fortalecimento das relações institucionais e no aprimoramento da segurança pública estão no centro das discussões. “A ideia é debater a questão, trazendo as melhores referências para o Brasil inteiro, para todas as forças e até para os outros países”, afirmou Major Miller, coordenador do curso. A programação segue até 16 de setembro. Caiado defendeu que a segurança está ancorada no controle do sistema carcerário, na qualificação do efetivo e no uso de tecnologias de monitoramento, drones e softwares de inteligência. Assim, Goiás alcançou redução de 92% nos crimes de roubo a comércio, 95% no roubo de veículos e 62% nos homicídios, impactando positivamente outros setores. “A segurança tem uma capilaridade enorme, uma capacidade de melhorar a economia, a condição de vida e renda das pessoas, a educação”, apontou. O governador alertou para a evolução da criminalidade, que vem ocupando não só a economia formal, mas também cargos de comando no país. “É o mais grave, mais crítico, pois já tem uma contaminação que atinge as decisões de como governar a nação”, criticou. Nesse sentido, cobrou mais prerrogativas aos estados, além de acesso mais rápido e ágil a bancos de informações integradas, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Na ocasião, o chefe do Executivo foi condecorado com a medalha da Associação dos Oficiais das Polícias Militares do Brasil, em reconhecimento pelo seu trabalho. “Muito me orgulho de ter essa comenda e honrá-la. Ser o porta-voz de um resultado que, modéstia à parte, é referência nacional”, agradeceu. “Respondo por 7,2 milhões de goianos e não se governa com discurso, mas pelo exemplo. Não se constrói um país sem que haja a liturgia do cargo e a hierarquia do comando”, reforçou. Curso O evento é promovido pela Frente Parlamentar de Segurança Pública no Congresso Nacional, presidida pelo deputado federal Alberto Fraga, que também participou da abertura. A transformação em Goiás é um exemplo para o Brasil, em sua avaliação. “Caiado pegou o estado em frangalhos, com insegurança, cidades na região do Entorno com alto nível de criminalidade. Valorizando o material humano, os operadores da segurança pública, o governador chegou ao patamar em que hoje se encontra”, disse. O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO), coronel Marcelo Granja, e a deputada estadual Dra. Zeli também representaram o estado no evento. Exemplo A política de segurança pública de Goiás tem chamado a atenção de outros países. No início deste mês, o estado recebeu a visita do embaixador de El Salvador no Brasil, Luis Alberto Aparicio Bermúdez, que conheceu a sede da Polícia Penal de Goiás e o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O diplomata esteve em missão técnica para acompanhar o modelo de gestão penitenciária e os programas de reintegração social dos reeducandos.
Caiado ministra aula magna em curso internacional de segurança pública, em Brasília
Lula e Trump discursarão na ONU no mesmo dia
O discurso de Lula num dos púlpitos mais importantes do mundo pode ganhar um tom ainda mais simbólico por causa dos ataques que o presidente Donald Trump vem fazendo ao Brasil desde o mês de julho e de suas ameaças tarifárias a países de diferentes continentes. O evento acontece no dia 23 e se estende ao dia 24 de setembro, quando ocorre a Cúpula do Clima da ONU Na semana que vem, (23 e 24 de setembro) Lula tem viagem marcada para os Estados Unidos da América (EUA) para participar da edição anual Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Tradição em meados de setembro, o compromisso é tido como central na agenda do presidente, que vai discursar em Nova York durante a abertura da cúpula. Mas este ano o discurso em um dos púlpitos mais importantes do mundo pode ganhar um tom ainda mais simbólico por causa dos ataques que o presidente Donald Trump vem fazendo ao Brasil desde o mês de julho e de suas ameaças tarifárias a países de diferentes continentes. A expectativa é que o pronunciamento de Lula destaque a posição do país no cenário internacional, reafirmando o multilteralismo e a soberania em um contexto de tensões, marcado pelo julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as articulações de interferência de Eduardo Bolsonaro (PL) na Justiça brasileira, que resultaram no tarifaço a produtos brasileiros. Não será a primeira vez que o presidente vai abordar a democracia como tema na ONU: em 2023, Lula denunciou os atos golpistas de 8 de janeiro. Expectativa Na sessão, logo em seguida, vai assumir a palavra o presidente dos EUA Donald Trump, momento em que o republicano pode destilar novos ataques ao Brasil ou anunciar a imposição de novas tarifas, leis sobre ministros do STF ou mesmo retaliações ilegais. É esperado que a Assembleia Geral seja palco de um “duelo” entre os líderes, mas com Lula sustentando os ideais de soberania, regulamentação das big techs, a defesa da criação do Estado da Palestina e planos contra as mudanças climáticas. Em novembro, o país sedia a COP30, em Belém (PA). O evento acontece no dia 23 e se estende ao dia 24 de setembro, quando ocorre a Cúpula do Clima da ONU, onde países apresentam suas propostas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se adaptar às mudanças climáticas, conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Apesar de não estar prevista uma reunião bilateral, Lula e Trump podem se encontrar informalmente nos corredores da ONU. Salvo em 2010, até o momento, nos três mandatos à frente do Executivo, o presidente Lula compareceu a todas as Assembleias, posicionando-se como destaque global. ‘Soberania e democracia não são negociáveis’ Neste domingo (14/9), Lula fez história outra vez ao publicar um artigo de opinião no jornal estadunidense The New York Times, uma das publicações mais lidas e respeitadas do mundo. O texto, escrito em inglês, foi uma resposta direta às recentes ameaças e retaliações do governo Donald Trump contra o Brasil, após a condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Logo na abertura, Lula deixa claro o objetivo de seu gesto político: estabelecer um diálogo “aberto e franco” com Trump, mas sem abrir mão de princípios fundamentais. O presidente brasileiro reafirmou que a soberania do Brasil não está em negociação. “Presidente Trump, continuamos abertos a negociar qualquer coisa que possa trazer benefícios mútuos. Mas a democracia e a soberania do Brasil não estão em pauta”, escreveu. O artigo rebate de forma dura as acusações de Trump de que o processo judicial contra Jair Bolsonaro tenha sido uma “caça às bruxas”. Lula lembrou que a condenação de Bolsonaro foi fruto de meses de investigação da Polícia Federal e de um processo conduzido em estrita conformidade com a Constituição de 1988. Lula acrescentou ainda: “As autoridades também descobriram um projeto de decreto que teria efetivamente anulado os resultados das eleições de 2022.” Contra tarifas e chantagens de Trump O presidente também denunciou as tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros como uma medida sem base econômica, mas com clara motivação política: a tentativa de proteger Bolsonaro da responsabilização por seus crimes. “A falta de justificativa econômica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política. O governo americano está usando tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que orquestrou uma tentativa frustrada de golpe em 8 de janeiro de 2023”, escreveu Lula. Ele também rejeitou as acusações de que o Brasil persegue empresas de tecnologia americanas: “Todas as plataformas digitais, sejam nacionais ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas leis no Brasil.” E reforçou: “É desonesto chamar regulamentação de censura, especialmente quando o que está em jogo é a proteção de nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio. A internet não pode ser uma terra de ilegalidade, onde pedófilos e abusadores têm liberdade para atacar nossas crianças e adolescentes.” Sobre o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, Lula foi categórico: “Ao contrário de prejudicar operadores financeiros dos EUA, o sistema de pagamentos digitais brasileiro, o Pix, possibilitou a inclusão financeira de milhões de cidadãos e empresas. Não podemos ser penalizados por criar um mecanismo rápido, gratuito e seguro que facilita transações e estimula a economia.”
Eduardo Bolsonaro quer disputar 2026 para manter bolsonarismo
Divulgação Deputado avalia candidatura com apoio de Jair Bolsonaro ou direto dos EUA após condenação do pai a 27 anos de prisão Decidido a concorrer à Presidência da República em 2026, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já traça alternativas diante do novo cenário político que envolve seu pai, condenado a 27 anos de prisão. Segundo Bela Megale, do jornal O Globo, Eduardo considera duas possibilidades: uma aposta em anistia ampla aprovada pelo Congresso ou uma candidatura lançada a partir dos Estados Unidos, onde ele está desde fevereiro. No plano considerado mais otimista, o parlamentar avalia que, caso o Congresso aprove um projeto de anistia e este não seja barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro (PL) poderia apoiá-lo de forma direta na corrida ao Palácio do Planalto. Nesse cenário, Eduardo voltaria ao Brasil para a campanha.PauseUnmute Plano B: candidatura internacional Caso a anistia não avance, Eduardo já discute com aliados a possibilidade de manter sua candidatura do exterior. Ele acredita que pode repetir a mobilização obtida por Jair Bolsonaro no 7 de setembro, quando o ex-presidente conseguiu engajamento popular mesmo sem presença física ou acesso às redes sociais. A estratégia, segundo auxiliares, seria capitalizar o apoio de bases bolsonaristas mesmo em território americano. Apesar da confiança em sua capacidade de mobilização, Eduardo reconhece que o maior desafio é viabilizar juridicamente sua candidatura. Para disputar a Presidência, será necessário deixar o PL e se filiar a outra sigla. Além disso, o deputado é investigado por sua atuação nos Estados Unidos sob acusação de coação a autoridades, processo que pode levá-lo à inelegibilidade caso haja condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Obstáculos e cálculo político Mesmo ciente de que a chance de derrota é considerável, Eduardo Bolsonaro já sinalizou a aliados que vê vantagens em se lançar. Segundo ele, a candidatura serviria para manter viva a chama do movimento que lidera e diferenciar-se do que chama de “direita permitida”. Também avalia que sua presença na disputa enfraqueceria as pretensões do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal representante da direita em 2026. Outra aposta do parlamentar é que sua candidatura reduz o espaço para o surgimento de uma “nova via” que busque captar votos bolsonaristas. Com isso, ele espera consolidar-se como líder de um núcleo político próprio, capaz de, no futuro, estruturar um partido sob sua liderança. Atualmente, a estratégia de Eduardo Bolsonaro gira em torno de dois caminhos claros: ou disputar com o aval direto do pai em solo brasileiro, caso a anistia avance, ou lançar-se como candidato do exterior, reforçando sua influência dentro do bolsonarismo mesmo diante dos riscos jurídicos que enfrenta.
Governador Laurez Moreira anuncia retomada das obras do Hospital Geral de Gurupi
Fotos: Governo do Tocantins Cerimônia nesta segunda-feira (15/9) marca um dia histórico para Gurupi e para o Tocantins, com a assinatura de ordens de serviço e entrega de benefícios em diversas áreas O governador do Tocantins Laurez Moreira (PSD) cumpre agendanesta segunda-feira (15/9) em Gurupi, com uma série de anúncios e entregas que representam um marco para o desenvolvimento da região sul do Estado. O destaque será a assinatura da ordem de serviço para a retomada das obras do Hospital Geral de Gurupi (HGG), uma das maiores e mais aguardadas estruturas de saúde do Tocantins. A solenidade terá início às 8h30, no próprio HGG, e marca o avanço das 2ª e 3ª etapas das obras, que contemplam o centro cirúrgico, bloco de internação, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), setor de imaginologia, além de serviços complementares como necrotério, farmácia, laboratório, almoxarifado, cozinha, refeitório e lavanderia. A primeira etapa, já concluída, abriga o bloco administrativo, ambulatório e pronto-socorro. Segundo Laurez Moreira, a saúde é prioridade absoluta de sua gestão. “A conclusão do Hospital Geral de Gurupi é um investimento histórico, que vai transformar a saúde pública no sul do Tocantins. Estamos garantindo mais estrutura, mais qualidade e mais atendimento para a população”, destacou o governador. Além do HGG, a agenda também contempla a instalação de novos equipamentos de imagem no Hospital Regional de Gurupi (HRG), entre eles um tomógrafo computadorizado e um moderno aparelho de raio-X fixo digital. Obras e investimentos que fortalecem a região Durante o evento, o governador também assinará a ordem de serviço para o recapeamento da Rodovia Juarez Moreira (TO-374), no trecho entre Gurupi e Dueré, totalizando 50,3 km de extensão. Outra ação de grande impacto será a entrega de veículos para a Delegacia Regional de Gurupi, reforçando a segurança pública da região. Na área do turismo, será lançado oficialmente o Programa Tocantins Recebe Bem, uma iniciativa inovadora da Secretaria de Turismo que beneficiará 41 municípios das sete regiões turísticas do Estado. O programa prevê qualificação por meio de cursos e consultorias em áreas como ecoturismo, gestão de negócios, associativismo, culinária regional, etnoturismo e artesanato. Agenda do dia Encerrando a programação desta segunda-feira (15/9) o governador participa da inauguração do novo Fórum da Comarca de Gurupi, localizado no Park Filó Moreira, mais uma conquista importante para o município e para toda a região.
Caiado celebra sucesso da 24ª edição do Canto da Primavera em Pirenópolis
Fotos: Adalberto Ruchelle Festival chega ao último dia, movimentando a economia da cidade histórica. Governo de Goiás investiu R$ 4,5 milhões para realização do evento O governador Ronaldo Caiado participou, neste domingo (14/9), do encerramento da 24ª edição do Canto da Primavera – Mostra de Música de Pirenópolis, que bateu recordes e movimentou a cidade histórica ao longo de seis dias de programação. Com investimento de R$ 4,5 milhões do Governo de Goiás, o festival, que teve início no dia 9 de setembro, recebeu 70 shows musicais, sendo 67 de artistas goianos, em um incentivo aos talentos do estado e ao turismo local. “É a cultura, e ao mesmo tempo o turismo, mostrando que Goiás consegue realizar eventos de grande porte. Estamos mostrando o apoio que damos à cultura do nosso estado. Nunca se viu tamanha organização antes”, afirmou Caiado. “Tudo isso está sendo feito para movimentar a economia da cidade e garantir a segurança do público. Instalamos um sistema de monitoramento, onde a segurança pública controla, por meio de câmeras, para que não haja nenhuma ocorrência”, acrescentou, ao destacar o aparato policial. A estrutura do festival também foi ampliada nesta edição. Pela primeira vez, o evento contou com seis palcos oficiais, estrategicamente distribuídos pelo centro histórico, transformando a cidade em um grande circuito cultural acessível a pé, diminuindo a necessidade de transporte entre os locais. O governador visitou os palcos do Cavalhódromo, onde foram instalados piso, banheiros, camarins e stands, e do Largo da Igreja Matriz, onde assistiu à projeção mapeada assinada pelo artista multimídia goiano VJ Paulinho Pessoa. A apresentação transformou a fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário em um telão com cenas que retratavam elementos da memória e da identidade cultural pirenopolina, como as Cavalhadas, o artesanato e a Serra dos Pirineus. “Transformou essa matriz aqui num grande telão de cenas lindas, momentos históricos da nossa querida Pirenópolis”, parabenizou o governador. Participação recorde Em 2025, o Canto da Primavera registrou 452 propostas recebidas, recorde de inscrições de apresentações artísticas, com aumento de 26% em relação ao ano passado, e participação de representantes de 39 municípios goianos. A programação incluiu ainda o Canto Gastronômico, com 24 estandes e venda de pratos sociais por até R$ 12, democratizando o acesso à gastronomia, e a 10ª edição da Feira Goiás Feito à Mão, com cerca de 50 expositores de artesanato e economia criativa. Nesta edição, todos os shows contaram com intérpretes de Libras, ampliando a acessibilidade para a comunidade surda e reforçando o caráter inclusivo do evento. Para a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, o Canto da Primavera se consolidou como um verdadeiro festival de música goiana. “Ocupamos toda a cidade, os artistas receberam cachês dignos e o público teve uma estrutura digna de grandes festivais, disponível gratuitamente. Além disso, geramos emprego e renda para a cidade e conseguimos devolver mais da cultura aos goianos”, disse. Já o secretário de Estado da Retomada, César Moura, comentou sobre a grandiosidade do projeto. “Um festival que estava desacreditado e é hoje um dos maiores do Brasil”, afirmou. O Canto da Primavera é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e Fundação RTVE, e conta com apoio das Secretarias de Estado da Retomada, da Infraestrutura (Seinfra) e de Esporte e Lazer (Seel), Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Goiás Social, Goiás Turismo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Saneago e Sesc Goiás. _Fotos: Adalberto Ruchelle_
Grito de Junior Lima contra anistia no The Town provoca reação política
© Instagram/The Town O cantor declarou em voz alta: “Anistia é o c*ralho, p*rra”, sendo aplaudido pelo público presente Júnior Lima se apresentou no The Town no sábado (13/9) e foi o único artista pop a levantar uma bandeira política no evento. Ao final de uma das músicas, o cantor declarou em voz alta: “Anistia é o c*ralho, p*rra”, sendo aplaudido pelo público presente. O gesto aconteceu após uma sexta considerada apática e apolítica, em contraste com o domingo anterior, marcado por gritos de “sem anistia” entoados por bandas de rock e pela plateia. Aplaudida no evento, a fala do irmão de Sandy gerou intensa movimentação nas redes. No X, antigo Twitter, fãs elogiaram a postura. “Tenho tanto orgulho de ser seu fã. Além de artista com A maiúsculo, se posiciona sem medo, de forma irretocável”, escreveu um usuário. Também houve comentários como “Grandão sem medo” e “Orgulho demais!”, além de “Artista consciente é outro nível”. Como a direita reagiu? Integrantes da direita não festejaram como os fãs, reclamando da postura. O deputado federal Nikolas Ferreira compartilhou o vídeo do momento e escreveu: “Gritar sem anistia é fácil. Difícil é saber quem você é sem a Sandy”. O parlamentar passou o fim de semana incentivando perseguições políticas, pedidndo demissões e sugerindo até cancelamento de vistos para os EUA por manifestações nas redes sociais. No embalo da postagem, um movimento online chegou a ensaiar um boicote ao cantor, mas o efeito foi limitado. Júnior perdeu cerca de 5 mil seguidores, que foram rapidamente repostos com novas adesões. “Vocês acham que o Junior Lima realmente vai se importar com o ‘cancelamento’ de uma galera que sequer sabe o que é cultura? Pelamor. No mais, ANISTIA É O C*RALHO, P*RRA”, postou um internauta.
Nikolas Ferreira inicia campanha para “enterrar” Bolsonaro
Revista Fórum A campanha mobilizada por Nikolas Ferreira é difusa: ataca profissionais da saúde, universidades públicas, artistas etc., com o objetivo de criar a sensação de que “tudo está tomado por uma ideologia de esquerda” nefasta, que deveria ser eliminada da sociedade O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, sexta-feira (12/9), uma campanha para denunciar pessoas que fizeram vídeos sobre o assassinato do militante estadunidense de extrema-direita Charlie Kirk. Para Ferreira, tais perfis “relativizaram” ou “debocharam” da morte da figura em questão. No entanto, engana-se quem acredita que Nikolas Ferreira está de fato preocupado com a memória de Charlie Kirk. O objetivo do deputado é outro: “enterrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão na última quinta-feira (11/9) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma organização criminosa que tentou emplacar um golpe de Estado no Brasil. Além de “enterrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro, o recado de Nikolas Ferreira é claro: sem a imagem de Bolsonaro, ele consegue mobilizar uma campanha em pouco tempo, fazer com que empresas (como Vogue e PUC-RS, por exemplo) se manifestem e influenciar as redes sociais e parte da imprensa. Tudo isso sem a imagem de Bolsonaro. A campanha mobilizada por Nikolas Ferreira é difusa: ataca profissionais da saúde, universidades públicas, artistas etc., com o objetivo de criar a sensação de que “tudo está tomado por uma ideologia de esquerda” nefasta, que deveria ser eliminada da sociedade. “O movimento começou: demita os verdadeiros extremistas de sua empresa. Denuncie”, escreveu o deputado no dia 12 de setembro em seu perfil no X. Em outra publicação, Nikolas Ferreira escreveu sobre as universidades brasileiras: “As universidades brasileiras têm formado pessoas que desejam, concordam ou incentivam matar pessoas inocentes por desavença política. Tudo isso embrulhado num pacote colorido chamado ‘tolerância’, ‘amor’ e ‘democracia’.” “Isso não é só hipocrisia — é o triunfo da mentira descarada. É a engenharia social que transforma assassinos potenciais em ‘defensores da paz’ e canalhas em ‘intelectuais críticos’. A universidade brasileira, em vez de ser um templo do saber, virou um laboratório de degeneração moral. E o mais grave: quem denuncia isso é tratado como louco, extremista ou herege.” Se você buscar por “demita um esquerdista” no X ou em outra rede, encontrará uma série de publicações de pessoas dizendo que vão parar de atender “pessoas de esquerda” ou até mesmo publicações criminosas que acusam profissionais do SUS de “deixar pessoas de direita para morrer”. Também cabe destacar que Nikolas Ferreira não está sozinho nesta empreitada de “enterrar” Bolsonaro e iniciar uma nova etapa da extrema direita no Brasil. Ferreira tem a companhia do MBL e de seu líder, Renan Santos, que defendeu a criminalização das ideias de esquerda. O objetivo de Nikolas Ferreira, do MBL e de outras figuras jovens da extrema direita é, além de “enterrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro, corroer o contrato social e levar o Brasil ao caos. A estratégia utilizada por este grupo não é nova e surgiu na Itália com um líder da extrema direita bem conhecido, e consiste em promover o caos, o medo e o ódio. É isso que está em curso com essa campanha de Nikolas e cia.
Daniel Vilela celebra tradição Festa da Melancia em Uruana
Fotos: Jota Eurípedes Evento marcou os 77 anos de emancipação política do município, maior produtor de melancia do Brasil O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, participou neste domingo (14/9) do encerramento da Festa da Melancia, em Uruana, uma das celebrações mais tradicionais do Estado, que neste ano também marcou os 77 anos de emancipação política do município. Representando o governador Ronaldo Caiado, Vilela destacou a relevância de Uruana para o agronegócio goiano e nacional. “A Festa da Melancia é uma tradição que nasceu na década de 1970 e se transformou em um evento nacional. Mas, para além da festa, temos aqui uma pujança econômica muito grande: Uruana é a maior produtora de melancia do Brasil, com mais de 2.500 hectares plantados. Isso é motivo de orgulho para todos nós e reforça a necessidade de valorizarmos nossos produtores e comerciantes, que têm papel fundamental na economia do Estado”, afirmou. A presença do vice-governador foi celebrada pelo prefeito de Uruana, Nei Canela, que agradeceu o apoio do governo estadual ao município. “Receber o Daniel aqui é motivo de grande alegria. Ele tem compromisso com Goiás e com a nossa cidade, dando continuidade a um trabalho sério, que tem feito o Estado avançar. Estarmos juntos nesta festa só fortalece a parceria entre Uruana e o governo estadual”, destacou. A Festa da Melancia é realizada desde 1978, com entrada gratuita, e reúne milhares de visitantes todos os anos. Além de shows e atrações culturais, o evento valoriza a agricultura familiar e o agronegócio regional, com feira de produtos locais, exposições e a tradicional competição de quem come mais melancia, que diverte o público e já se tornou um dos destaques da programação. Apoio da Polícia Penal Esta edição da Festa da Melancia também contou com o apoio da Polícia Penal de Goiás, que mantém um Termo de Cooperação com a Prefeitura de Uruana. A parceria garante a utilização da mão de obra de detentos em atividades de limpeza, manutenção e serviços comunitários, assegurando benefícios como trabalho, geração de renda e remição de pena. Durante a festa, detentos previamente selecionados pela Unidade Prisional de Uruana atuaram diretamente na organização e limpeza do evento, além de auxiliar na distribuição das melancias. Todo o trabalho foi acompanhado por policiais penais, que garantiram a segurança e a escolta durante as atividades. A supervisora da unidade prisional, Daniele Alves Silva, destacou a importância dessa iniciativa para a sociedade e para os internos. “Esse trabalho é realizado diariamente e, especificamente na Festa da Melancia, conseguimos ampliar a participação dos internos. É uma forma de reintegração, que traz dignidade ao cumprimento da pena. A comunidade nos dá sempre um retorno positivo, reconhecendo o esforço e os resultados”, afirmou.
Cid rejeita escolta da PF e organiza mudança para os EUA
Mauro Cid – 09/06/2025 (Foto: Ton Molina/STF) Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro pede ao STF devolução de passaportes e defende extinção da pena O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL-RJ), rejeitou a possibilidade de ser acompanhado por escolta da Polícia Federal (PF) e agora concentra esforços para deixar o Brasil e se mudar para os Estados Unidos. Segundo o Metrópoles, os advogados de Cid solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a pena de dois anos em regime aberto, fixada pela Primeira Turma do STF, seja considerada extinta, alegando que o militar já cumpriu medidas cautelares como prisão preventiva e uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, foi requisitada a devolução de seus passaportes, o que abriria caminho para a mudança ao exterior. Cid havia firmado acordo de delação premiada com a Polícia Federal no âmbito do inquérito sobre a tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. Ele acreditava que sua pena seria mais dura, entre seis e oito anos, conforme previa o entendimento inicial das investigações. No entanto, a decisão final do STF estipulou dois anos em regime aberto, o que surpreendeu o militar. Agora, a defesa busca que o tempo em que ele permaneceu submetido às medidas cautelares seja abatido da condenação. O objetivo é encerrar o processo sem que reste qualquer punição em aberto. Planos pessoais e mudança para os EUA Com a possibilidade de encerrar definitivamente sua punição, Mauro Cid manifestou o desejo de se mudar para os Estados Unidos junto da esposa e das filhas. O irmão do tenente-coronel já vive na Califórnia, o que facilitaria a transição. Em junho, a família viajou ao país sem a presença do militar, que permaneceu no Brasil. A decisão do STF diferenciou Cid dos demais réus do chamado núcleo 1 da investigação, já que ele não terá de iniciar pena em regime fechado e não enfrenta julgamento no Superior Tribunal Militar (STM) sobre eventual perda de patente. PGR não recorrerá Outro ponto que favorece o militar é a posição do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Apesar de discordar da pena fixada, por considerá-la branda, Gonet já indicou que não pretende recorrer da decisão da Primeira Turma do STF. Nos bastidores, ele argumenta que, embora tivesse defendido uma condenação maior, não vê espaço para alterar o resultado. Com esse cenário, resta apenas a avaliação do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido de extinção da punibilidade. Caso seja aceito, Mauro Cid ficará livre para retomar sua vida e dar andamento ao projeto de se estabelecer definitivamente nos Estados Unidos da América (EUA).
Caiado defende rigor contra o crime organizado no Rocas Festival em Itu (SP)
Evento contou com participação de lideranças nacionais, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e os líderes Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD). Leilão beneficente do evento destina fundos para o hospital Cora Fotos: Hegon Correa O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) apresentou neste sábado (13/9), os resultados da política de segurança pública implementada em Goiás, destacando os avanços na qualidade de vida da população. Durante o Rocas Festival 2025, em Itu (SP), o gestor ressaltou que o estado hoje é referência em tranquilidade e proteção aos cidadãos. “Enfrentamos a violência de frente. Hoje, em Goiás, você pode andar com o celular na mão em qualquer lugar, pode deixar o carro na rua. Temos, inclusive, o seguro veicular mais barato do Brasil”, afirmou, lembrando que a segurança continua sendo uma das maiores preocupações dos brasileiros. Ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Caiado integrou o Painel de Governadores, mediado por Rafael Furlanetti, sócio-diretor institucional da XP Investimentos. O encontro reuniu também importantes lideranças políticas nacionais, entre elas Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Gilberto Kassab, presidente do PSD. Para Caiado, a segurança pública é uma questão central de governabilidade e deve ser enfrentada de forma integral, sem fragmentações. “O Estado não pode se curvar ao bandido. Quando se consolida de fato o Estado Democrático de Direito, a população vive em paz, agradece e pode criar seus filhos longe do narcotráfico”, afirmou. Ele destacou ainda o trabalho desenvolvido no sistema prisional goiano para promover a ressocialização dos detentos. “Somos referência. Na semana passada, recebi o embaixador de El Salvador para apresentar o funcionamento dos nossos presídios. Temos galpões de confecção, marcenaria, construção civil e salas de estudo. Lá, eles trabalham e estudam”, acrescentou. Durante o painel, o governador destacou o grande potencial de Goiás na extração e no beneficiamento de terras raras. O estado concentra reservas expressivas em regiões como Minaçu, Nova Roma e Iporá, sendo em Minaçu a única operação comercial desse tipo em funcionamento no Brasil. “O mundo inteiro busca esse recurso, e Goiás é o estado brasileiro com as maiores reservas de terras raras. Por isso, recorri ao Japão para nos apoiar na seleção e na transformação desses minerais em produtos de alto valor agregado”, afirmou, lembrando que o governo japonês já enviou uma comitiva ao estado para avaliar o potencial dessas jazidas. Realizado entre 10 e 14 de setembro, na Coudelaria Rocas do Vouga, o 3º Rocas Festival reúne personalidades e lideranças nacionais para debater temas diversos e promover integração entre política, cultura e esporte. Fundada em 1996, a coudelaria é referência em animais de alta performance e reconhecida por sua contribuição ao aprimoramento do cavalo Puro Sangue Lusitano, voltado para o esporte e a criação. Além dos painéis e debates políticos, a programação inclui exposições, provas e leilões de cavalos. Apoio ao Cora Um dos pontos altos do 3º Rocas Festival será o leilão beneficente em prol do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) — o primeiro hospital estadual 100% SUS dedicado ao tratamento oncológico infantojuvenil. Em atividade desde 9 junho, o Cora será oficialmente inaugurado no próximo dia 25 setembro. Pelo segundo ano consecutivo, parte dos lotes arrematados no leilão do festival terá sua receita revertida para o hospital.














