Alcolumbre (foto) resiste ao texto que propõe anistia ampla, geral e irrestrita aos golpistas Deputados governistas ouvidos pela mídia conservadora disseram que o comportamento da federação PT-PCdoB-PV contra a PEC da Blindagem, votada ao longo das últimas horas, gerou um sentimento de vingança por parte do presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) Moeda No encontro fora da agenda ocorrido na véspera com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada, Motta tentou negociar o apoio da bancada governista à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que impede a abertura de processos contra parlamentares. A moeda de troca seria barrar o avanço de um perdão que livrasse Jair Bolsonaro da cadeia. Mas Lula não concordou com os termos oferecidos. Nesta madrugada e ao longo de toda a manhã, a Câmara aprovou a PEC com 344 votos a favor, bem acima do mínimo de 308 necessários, e apenas 134 contrários em segunda votação. ” A PEC da Blindagem era muito cara ao ‘Centrão’. A posição do partido de Lula faz com que o grupo decida devolver na mesma moeda e apoiar uma medida que conta com a resistência do governo”, prevê o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros (PL-PR). “Lamento muito” A decisão de Lula, segundo parlamentares do ‘Centrão’, tende a agilizar o andamento do PL da Anistia; além de queimar as poucas pontes que ainda mantinha intactas com as legendas do grupo. Líderes do bloco reconheciam ao longo da sessão, na véspera, que o discurso dos aliados de Lula na Câmara acabava por jogar as legendas de centro no colo do bolsonarismo. O fato tende a aumentara as chances de a urgência do texto contar com a adesão de partidos da direita. No Senado Federal, porém, a história é outra. A proposta de anistia defendida pelos bolsonaristas conta com a ferrenha oposição do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (UB-AP), que já avisou acerca da indisposição para pautar a medida na Casa. O provável veto de Lula e a possível judicialização do PL também desanimam possíveis apoiadores do chamado ‘libera geral’, o que torna o cenário ainda mais imprevisível.
PL da Anistia pode passar na Câmara, mas pára no Senado Federal
Governo de Goiás apresenta programas habitacionais a comitiva do Mato Grosso
Fotos: Agehab Equipe da Setasc/MT visita Agehab para conhecer o modelo goiano de casas a custo zero e trocar experiências sobre seleção de famílias e acompanhamento pós-obra O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Habitação (Agehab), recebeu uma comitiva do Governo do Mato Grosso para conhecer programas habitacionais goianos. Os representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc/MT) foram recebidos na sede da Agência, no Setor Aeroporto, em Goiânia. O objetivo da visita foi conhecer de perto os programas habitacionais desenvolvidos em Goiás, referência nacional em políticas públicas para o setor. Mato Grosso já possui um programa similar ao de casas a custo zero chamado Ser Família Habitação, mas o órgão reconhece a necessidade de avançar ainda mais na consolidação e aprimoramento de algumas etapas do processo. “O principal interesse da equipe de Mato Grosso foi conhecer o processo seletivo das famílias e o acompanhamento no pós-obra. Essa troca de experiências fortalece a construção de soluções habitacionais de qualidade e contribui para o avanço das políticas públicas em todo o país, em um trabalho realizado pelo governador Ronaldo Caiado e pela coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado”, destaca o presidente da Agehab, Alexandre Baldy. Compareceram à Agehab a gerente de Habitação da Setasc/MT, Simone Garcia, e a técnica administrativa, Cláudia Medeiros. Elas foram recebidas pelos diretores da Agehab, Ricardo Barbosa e Sirlei da Guia, e pela secretária executiva, Gilsa Eva, além dos gerentes das respectivas áreas de interesse. A equipe da Agehab acompanhou a comitiva em uma visita às obras de casas a custo zero, em São Francisco de Goiás. Para a gerente de Habitação da Setasc/MT, o que mais chamou a atenção foi a qualidade da obra, que utilizou bons materiais e até energia solar. Outro ponto que ela destacou foi a forma de atuação da equipe da Agência. “A Agehab possui vários setores, que atuam conjuntamente, como habitação, aluguel social e engenharia; todos voltados para a política pública habitacional”, citou.
Governador do Tocantins Laurez Moreira recebe equipe do Banco Mundial
Foto / Crédito: Esequias Araujo/Governo do Tocantins Programa de Sustentabilidade Fiscal, Eficiência e Eficácia do Gasto Público (Progestão/TO) completa um ano e avança em novas etapas para ampliar transparência e eficiência nos gastos públicos O governador Laurez Moreira recebeu terça-feira (16/9) no gabinete do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos em Palmas – capital, representantes do Banco Mundial para discutir o andamento do Programa de Sustentabilidade Fiscal, Eficiência e Eficácia do Gasto Público do Tocantins (Progestão/TO). Em execução há um ano, o programa tem como objetivo modernizar os sistemas de gestão de recursos humanos, previdência, compras, investimentos e orçamento. No estado, as prioridades do Progestão estão voltadas para a gestão de ativos e investimentos. O Governo do Tocantins busca aperfeiçoar o planejamento e a eficiência na aplicação dos recursos, por meio da implementação de um novo sistema, da criação de um banco de projetos e da adoção de metodologias que evitem atrasos e custos excessivos. O governador Moreira avaliou o encontro de forma positiva, ressaltando o momento oportuno para o fortalecimento do controle interno, especialmente nas áreas orçamentárias. “Tivemos uma ótima reunião com o Banco Mundial. Nosso compromisso é tornar o Tocantins um estado moderno, aplicando bem os recursos e trazendo mais eficiência à gestão. Quero que o Tocantins seja exemplo para o Brasil”, afirmou Laurez Moreira. A gerente do Progestão do Banco Mundial, Sadia Afolabi, destacou o andamento do programa no Tocantins, ressaltando que as ações têm sido desenvolvidas de acordo com as realidades dos municípios e alinhadas às diretrizes do Governo do Tocantins. “Finalizamos um ano de implementação do projeto e estamos entrando agora no segundo ano. Isso significa que estamos olhando em cada secretaria, cada área, trazendo os termos de referência para iniciar as atividades em cada setor, atendendo às demandas da atual gestão”, salientou. Progestão/TO O Progestão/TO é um programa que prevê a modernização dos sistemas de gestão pública em áreas como recursos humanos, previdência, compras, orçamento, patrimônio, saúde, educação e assistência social. A iniciativa conta com um financiamento de US$ 55 milhões do Banco Mundial/Bird, assinado em maio de 2024, e tem como foco ampliar a eficiência e a transparência na administração estadual. Coordenado pela Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan), com apoio técnico da Agência de Tecnologia da Informação (ATI) e integração de diversas secretarias e órgãos estaduais, o projeto busca aprimorar o controle, facilitar o acesso às informações e gerar relatórios detalhados para o monitoramento dos gastos públicos. O objetivo é oferecer ao governo melhores condições para a tomada de decisões e para a implementação de políticas públicas eficazes, alinhadas às diretrizes de desenvolvimento, ampliando a transparência e a eficiência nos gastos públicos na gestão do Estado.
Parlamentares protocolam abaixo-assinado pela cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro
Divulgação “Fora Eduardo Bolsonaro”, – é veiculado o abaixo-assinado O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, e a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) protocolarão um abaixo-assinado pela cassação do mandato do parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que articulou sanções ao Brasil junto ao governo dos Estados Unidos (EUA) e recentemente foi indicado a líder da minoria na Câmara Federal. O abaixo-assinado, que possui cerca de 400 mil apoiadores e cujas assinaturas foram recolhidas por meio da internet, busca justamente desarticular a tentativa da extrema-direita em blindar Eduardo, que corre risco de ser condenado no STF e perder o mandato. E a articulação da oposição no Congresso Nacional é tamanha que, mesmo com dois pedidos de cassação do mandato do deputado por falta, ainda sim não houve abertura da investigação sobre o assunto, conforme explicou Lindbergh Farias: “Ele não tem falta, as faltas são descontadas. Ele está nos EUA, ele não bota o pé aqui, está lá, lutando contra o Brasil”, afirmou Lindbergh Farias por meio de vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (17). “Já pedi duas vezes a cassação do mandato dele, e o Conselho de Ética nem abre o inquérito”, continuou. “O líder não precisa registrar presença, é uma maracutaia”, concluiu. A expectativa é que tanto Lindbergh quanto Fernanda se pronunciem publicamente sobre o assunto, na tarde desta quarta-feira (17/9). Destaca-se ainda que a parlamentar abriu até mesmo uma nova aba em seu próprio portal, chamada “Fora Eduardo Bolsonaro”, onde é veiculado o abaixo-assinado. Entenda a situação Caso o deputado federal Eduardo Bolsonaro consiga se tornar o líder da minoria na Câmara, perde-se a necessidade de justificar a falta às sessões da Casa. O parlamentar se encontra desde março nos EUA, já assumiu publicamente articular sanções contra o próprio país na tentativa de salvar a pele do pai no STF, e, como reação, o Congresso articulava a cassação de seu mandato parlamentar pelo excesso de faltas – medida que é prevista no código de conduta dos políticos
Centrão ameaça retaliar o governo de Lula
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Impasse sobre anistia a bolsonaristas e risco de caducar a MP do Setor Elétrico ampliam crise entre o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Centrão ameaça até retaliar o governo federal por oposição do PT à PEC da Blindagem Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), reuniram-se na noite de terça-feira (16/9) com líderes partidários para tentar construir um acordo em torno da votação da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A movimentação, revelada pelo jornal O Globo, ocorre em meio à ameaça do Centrão de retaliar o governo após o PT se posicionar contra a PEC da Blindagem, proposta que limita investigações contra parlamentares. O projeto de anistia, que pode favorecer Jair Bolsonaro (PL-RJ) e aliados, deve ter seu pedido de urgência analisado nesta quarta-feira (17) na Câmara. A decisão será anunciada após uma reunião com líderes de todas as legendas, marcada para esta manhã. Pressão política e risco à MP do Setor Elétrico Governistas temem que a falta de apoio petista à PEC da Blindagem resulte em um gesto de retaliação: a aprovação da urgência da anistia. Esse movimento colocaria o governo em rota de colisão com a base do Centrão e ainda poderia prejudicar a votação da Medida Provisória do Setor Elétrico, que reduz as tarifas de energia e perde validade nesta quarta-feira caso não seja aprovada pelo Congresso. Estratégia para encerrar o debate da anistia A maioria dos partidos do Centrão avalia pautar a urgência apenas para derrubá-la em plenário, encerrando assim a possibilidade de aprovação de uma anistia ampla que devolveria a Bolsonaro a chance de disputar eleições. Nesse cenário, seria discutido um texto mais restrito, voltado à redução de penas, que poderia também beneficiar o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), mas sem restituir direitos políticos. Apesar dessa alternativa, aliados bolsonaristas rejeitam qualquer versão que não inclua perdão total. O projeto em discussão é de autoria do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ). Resistência do PT e risco de impasse O PT mantém posição contrária a qualquer tipo de anistia. A expectativa da bancada é que, uma vez derrotada a urgência da versão ampla, a discussão seja encerrada definitivamente. Essa estratégia entra em choque com o plano de líderes do Centrão, que enxergam espaço para manter o debate em torno de um texto mais enxuto. A disputa de narrativas e interesses aumenta o risco de paralisia no Congresso justamente no dia em que o governo depende da votação da MP do Setor Elétrico. Irritação após a PEC da Blindagem O clima azedou na Câmara após a votação da PEC da Blindagem, quando o PT orientou contra o texto. Mesmo com 12 deputados petistas votando a favor, líderes do Centrão consideraram que a postura do partido e a ausência de articulação do governo dificultaram a aprovação da proposta.
Delegado da PF que investigou facada em Bolsonaro é preso
Divulgação A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (17/9) o delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da instituição em Minas Gerais, durante operação contra uma organização criminosa suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes ambientais. Ao todo, foram expedidos 22 mandados de prisão, dos quais 17 já foram cumpridos. Rodrigo Teixeira ocupava o terceiro cargo mais alto da cúpula da PF até deixar a função no fim de 2024. Atualmente, atuava na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, vinculada ao Serviço Geológico do Brasil. Também foi secretário municipal de Segurança e Prevenção de Belo Horizonte, secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social, presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas e, em 2023, havia sido nomeado pelo ministro Alexandre Silveira para o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras. O delegado ganhou projeção nacional em 2018, quando conduziu as investigações sobre o atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora. No ano seguinte, esteve à frente da apuração do rompimento da barragem de Brumadinho. Além de Teixeira, foi preso o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho. Aliado de Nikolas Ferreira Um dos presos na operação é o Bolsonarista radical, e “lobista político” ligado ao grupo de Nikolas Ferreira (PL-MG), Gilberto Henrique Horta de Carvalho, ou Gilberto Carvalho. Esquema de propinas e fraudes ambientais Segundo as investigações, o grupo criminoso subornava servidores de órgãos estaduais e federais — como a ANM, o IPHAN e a Fundação Estadual do Meio Ambiente — para liberar autorizações ambientais fraudulentas. As licenças eram utilizadas para exploração irregular de minério de ferro, inclusive em áreas de preservação e locais tombados, com risco elevado de danos sociais e ambientais. O inquérito, aberto em 2020, aponta o pagamento de mais de R$ 3 milhões em propina, incluindo mesadas a servidores para atender interesses da organização. Os investigadores identificaram projetos ligados ao esquema com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões. Medidas judiciais A Justiça Federal determinou ainda o afastamento de servidores públicos, o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos e a suspensão das atividades das empresas envolvidas. O conglomerado sob investigação reúne mais de 40 companhias. Os alvos poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraço às investigações. A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal. A reportagem também aguarda posicionamento da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, do IPHAN e da Agência Nacional de Mineração.
“Vamos parar o Senado se não votar anistia a Bolsonaro”, diz Valdemar
©Foto: X O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou segunda-feira (15/9) que a oposição pretende “parar o Senado Federal” caso o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não coloque em votação um projeto de anistia que beneficie Jair Bolsonaro (PL) O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou segunda-feira (15/9) que a oposição pretende “parar o Senado” caso o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não coloque em votação um projeto de anistia que beneficie Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ameaça de obstrução Em entrevista, Valdemar disse que senadores do PL, PSD, PP, Republicanos e até do União Brasil devem se unir para obstruir todas as votações caso Alcolumbre insista na recusa. “Na minha opinião, a única arma que nós temos dentro da lei é a obstrução. E nós podemos parar o Senado. Isso é um prejuízo muito grande para o governo”, declarou. Segundo ele, a estratégia não deve ser isolada: “Nós temos o Kassab , que já se manifestou a favor da anistia. Não vai ser 100%, mas vamos ter a maioria. Temos o União Brasil, o PP, temos aí o Republicanos, temos muita gente. A guerra vai ser grande”. Anistia em debate O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu colocar em votação nesta quarta-feira (17/9) o requerimento de urgência do projeto de lei da anistia. A votação não decidirá o mérito do texto, mas poderá acelerar sua tramitação — passo já comemorado pela oposição como vitória parcial. No entanto, Alcolumbre tem reiterado que não pautará qualquer projeto que inclua Bolsonaro, alegando inconstitucionalidade da medida. Valdemar rebateu a possibilidade de uma anistia restrita apenas a manifestantes do 8 de Janeiro: “Não há essa possibilidade. Nós temos que ver como vai chegar isso aí e como nós vamos proceder. Com certeza nós temos votos para aprovar. Acontece que é difícil com o governo trabalhando contra. Prejudica muito a vida da gente, porque máquina é máquina. O governo tem muita força”. O embate deve elevar a pressão sobre o Senado e criar novo foco de tensão entre oposição e governo. Para o Planalto, a ameaça de paralisia legislativa representa risco à tramitação de pautas econômicas consideradas prioritárias.
Mesa Diretora da Aleto envia projeto de LDO 2026 para a Comissão deFinanças
Foto: Koro Rocha O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026 foi encaminhado para a Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle Primeira proposta enviada à Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) pelo governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026 foi encaminhado para a Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle terça-feira (16/9). De acordo com o Governo do Estado, a matéria define normas orientadoras para elaboração e execução do orçamento, fixa metas e prioridades da administração e dispõe sobre alterações na legislação tributária. O texto antecipa a Lei Orçamentária Anual (LOA), que especifica valores para os Poderes e órgãos e será enviada à Assembleia após a aprovação da LDO. A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Tocantins para 2026 é de R$ 78,3 bilhões, representando um crescimento de 11,47% em relação ao valorprojetado para 2025. Já a Receita Corrente Líquida (RCL) para 2026 é estimada em quase R$ 15,8 bilhões. RemanejamentosEntre os termos propostos, o projeto autoriza o Executivo a transpor e remanejar os recursos até o limite de 30% em cada esfera fixada na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, por meio de créditos suplementares abertos por decreto. A matéria reserva, ainda, o percentual mínimo de 7% da receita geral do Tesouro, excluídas as deduções, para cobrir o déficit da Previdência Estadual, sendo 5,4% para o déficit dos servidores civis, 1,42% para o déficit dos pensionistas e inativos militares e 0,18% para o déficit dos servidores civis dos demais Poderes e órgãos. PrazosApós a designação do relator na Comissão de Finanças, seus membros terão até oito dias para apresentação de emendas. Vencidos os oito dias, o relator tem até 15 dias para apresentar o parecer, que será submetido ao colegiado. Após esse prazo, o projeto da LDO será enviado para votaçãono plenário da Aleto.
Caiado destaca equilíbrio fiscal, inovação e segurança em participação na J. Safra Investment Conference 2025
Fotos: Júnior Guimarães Chefe do Executivo goiano apresenta resultados da gestão e defende responsabilidade institucional durante painel de governadores em São Paulo O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) foi um dos destaques do painel de governadores da J. Safra Investment Conference 2025, realizada pelo Banco Safra em São Paulo. O evento reuniu autoridades políticas, empresários e executivos para discutir os rumos da economia global e os desafios institucionais do Brasil. O debate contou ainda com a presença do chefe do Executivo gaúcho, Eduardo Leite, e foi mediado pelo CEO do Banco Safra, Alberto Monteiro. Ao apresentar a experiência de Goiás, Caiado lembrou o cenário de crise herdado em 2019 e destacou os avanços conquistados desde então. “Recebi um Estado sucateado, bloqueado no Tesouro e marcado por corrupção. Com autoridade moral e reformas sérias — previdenciária, administrativa e corte de incentivos abusivos —, reverti esse quadro. Hoje, Goiás tem equilíbrio fiscal, um fundo de estabilização econômica de R$ 4 bilhões e a melhor educação básica do país, reconhecida pelo IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]”, pontuou. O governador também ressaltou a vocação do estado para a inovação tecnológica. “Goiás foi o primeiro estado a aprovar uma lei de inteligência artificial, já reconhecida por gigantes como Amazon e Google. Nosso modelo é de código aberto, estimulando inovação, pesquisa e novos negócios. Isso moderniza a gestão e cria um ambiente favorável ao empreendedorismo”, destacou. Durante o painel, o chefe do Executivo goiano ressaltou ainda a quarta colocação de Goiás entre as maiores economias em crescimento no país, com saldo recorde na geração de empregos e superávit na balança comercial. Ele também sublinhou o papel da agricultura e da produção de minerais críticos, como a exploração de terras raras pesadas na expansão da economia estadual e no avanço de parcerias internacionais, como as negociadas com o Japão e Estados Unidos da América (EUA), Goiás concentra reservas expressivas em regiões como Minaçu, Nova Roma e Iporá, sendo em Minaçu a única operação comercial desse tipo em funcionamento no Brasil. Na área social, o governador lembrou o trabalho coordenado pela primeira-dama Gracinha Caiado por meio do Goiás Social, que contribuiu para que o Estado figure entre os que possuem o menor índice de extrema pobreza do Brasil. Outro ponto enfatizado foi a transformação na segurança pública. Fotos: Júnior Guimarães Caiado apresenta resultados de Goiás durante painel de governadores em conferência do Banco Safra em São Paulo “Hoje, Goiás é um estado seguro. Reduzimos drasticamente os índices de criminalidade e devolvemos a confiança ao cidadão. Esse é o papel do Estado: garantir segurança, educação, saúde e programas sociais, criando condições para que a iniciativa privada gere riqueza e empregos”, afirmou Caiado (foto acima). Ao abordar os desafios nacionais, Caiado defendeu responsabilidade política e reformas estruturais. “Não se governa sem autoridade moral. É preciso respeito ao dinheiro público e um ambiente institucional estável para atrair investimentos e gerar desenvolvimento”, salientou. O governador Eduardo Leite complementou, reforçando a necessidade de avanço econômico nacional. “Rio Grande do Sul não é uma ilha, Goiás não é uma ilha. Fazemos um esforço grande para dar capacidade de competitividade e produtividade aos nossos estados para enfrentar os desafios historicamente acumulados, mas se o país não avançar, tudo fica mais difícil. Desejamos que o Brasil destrave”, disse. O painel de governadores integra a programação da conferência realizada entre os dias 16 e 17 de setembro, considerada um dos fóruns mais influentes sobre o setor de investimentos. O CEO do Banco Safra, Alberto Monteiro, ressaltou a importância do evento como um espaço de debate e integração entre autoridades e empresários. “A conferência tem ajudado a consolidar este evento como um dos principais fóruns do mercado financeiro brasileiro. É uma oportunidade de reunir grandes nomes para debatermos política, economia e o futuro do país”, afirmou Monteiro.
Primeira-dama Karynne Sotero repudia associação de sua imagem ao seu ex-marido
Divulgação Karynne Sotero enfatiza que não possui qualquer ligação com o processo referente à compra de cestas básicas entre 2020 e 2021, quatro anos após seu divórcio de Paulo César Lustosa. Ela reafirma confiança no esclarecimento dos fatos que motivaram seu afastamento e o do governador Wanderlei Barbosa “Minha história não se confunde com a de ninguém. Cada um deve responder por seus atos. Não é justo que minha imagem seja associada e eu seja responsabilizada por escolhas que não são minhas.” Foi assim que a primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, repudiou nesta quarta-feira (17/9) as tentativas de imputar a sua reputação fatos investigados envolvendo seu ex-marido, Paulo César Lustosa. Karynne tem mantido postura serena e confiante desde seu afastamento e do governador Wanderlei Barbosa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela lembrou que está divorciada desde 2017 e que, desde então, construiu sua vida de maneira totalmente independente. Desde que assumiu a Secretaria Extraordinária de Participações Sociais, em janeiro de 2024, Karynne Sotero tem se dedicado a coordenar projetos voltados a famílias vulneráveis, mulheres, crianças e idosos em diversas regiões do Tocantins. Orgulhosa dos resultados já alcançados, ela ressaltou que, através do seu trabalho, pôde dar visibilidade a grupos como as quebradeiras de coco babaçu do Bico do Papagaio, “que há mais de 15 anos não recebiam nem a visita de alguém do governo”. O trabalho vem sendo reconhecido e fortalecido pelo apoio de prefeitos, primeiras-damas municipais, lideranças sociais e pela própria população, que acompanha de perto os impactos das ações. A tentativa de vincular sua imagem a fatos que não lhe dizem respeito também expõe um traço recorrente: o de responsabilizar mulheres por escolhas e atos alheios. “Como mulher, sei o quanto os julgamentos podem ser duros e injustos. Mas sigo com serenidade e fé, sustentada pelo apoio de tantas pessoas que acreditam no nosso trabalho e no futuro do Tocantins”, afirmou. Karynne destacou ainda que, assim como o governador Wanderlei Barbosa, tem enfrentado momentos de perseguição política e ataques infundados. No entanto, disse confiar que tudo será devidamente esclarecido. “Confio nos planos de Deus e sei que a verdade sempre prevalece. É Ele quem me sustenta e me dá forças para seguir firme, de cabeça erguida, no caminho do bem e do trabalho pelo povo tocantinense”, concluiu Karynne Sotero.














