Foto: Notícias de Brasília O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prontificou ao presidente norte-americano Donald Trump (Republicanos) para atuar como um interlocutor entre ele e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, domingo (26/10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prontificou ao presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, a atuar como um interlocutor entre ele e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Na reunião com Trump na Malásia, o líder americano disse que a relação com o Brasil é importante. O presidente Lula levantou o tema e disse que a América Latina e a América do Sul, especificamente, é uma região de paz e ele se prontificou a ser um contato, um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela, para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países. O Brasil estará sempre disposto a atuar como um elemento de promoção da paz e do entendimento – afirmou Vieira. Os EUA e a Venezuela estão em crise após Trump fazer ataques contra navios venezuelano sob o argumento de combate ao narcotráfico internacional. Segundo a rede de notícias CNN, a Casa Branca está avaliando atacar instalações de produção de cocaína e rotas do tráfico de drogas dentro do território venezuelano. O governo americano também cogita realizar uma abordagem diplomática.
Lula se oferece a Trump para mediação com o ditador Maduro
Caiado antecipa pagamento dos servidores estaduais em celebração ao Dia do Servidor
Fotos: Secom Folha de outubro foi quitada nesta segunda-feira (27/10) para 167 mil servidores ativos, inativos e pensionistas; governo mantém salários dentro do mês trabalhado desde 2019 O Governo de Goiás antecipou para esta segunda-feira (27/10) o pagamento da folha salarial, referente ao mês de outubro, para os 167 mil servidores ativos, inativos e pensionistas. O governador Ronaldo Caiado destacou que a antecipação é uma forma de reconhecer e valorizar o funcionalismo público estadual, em alusão ao Dia do Servidor Público. Fotos: Secom Governador antecipa pagamento do salário de outubro em homenagem ao Dia do Servidor Público O valor total da folha do Poder Executivo ultrapassa R$ 1 bilhão. Ao adotar a medida, Caiado destacou ainda que a sua gestão tem cumprido o compromisso de manter o pagamento da folha em dia. “No nosso governo, o salário é sempre quitado dentro do mês trabalhado. Isso é respeito pelo dinheiro público e pelo funcionalismo”, afirmou. Tradicionalmente, os vencimentos são liberados no último dia do mês, que em outubro seria na sexta-feira (31/10). A antecipação esta segunda-feira, no entanto, é uma determinação do governador, considerando a importância do trabalho dos servidores para o Estado. O feriado pelo Dia do Servidor Público, celebrado dia 28 de outubro, foi transferido, por decreto de Caiado, para o dia 27. Desde dezembro de 2019, o Governo de Goiás mantém o pagamento dos servidores dentro do mês trabalhado, resultado direto das ações de equilíbrio fiscal e responsabilidade na gestão das contas públicas. A antecipação em outubro reforça o compromisso do Estado com o servidor e com a sustentabilidade financeira que tem permitido avanços na administração pública goiana.
PUC-Rio abre acervo com mais de um milhão de postagens relacionadas ao 8 de Janeiro
Radicais durante invasão das sedes dos três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023 Foto: Wilton Junior/Estadão As postagens arquivadas contêm mais de 500 mil fotos e 100 mil vídeos. O conteúdo foi recolhido a partir de monitoramento das redes sociais mais utilizadas no País — Facebook, Instagram, X, YouTube, TikTok e Kwai — e de outras mais alternativas, como BitChute, Gettr, Rumble, Odysee e Altcensored Vídeos, textos e fotos de mais de um milhão de postagens relacionadas aos atos de depredação dos prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, estarão disponíveis para pesquisadores a partir desta segunda-feira (27/10). O acervo foi coletado nas redes sociais entre outubro de 2022 e fevereiro de 2023, em um esforço para manter preservados registros que, em boa parte, já não estão na internet — seja por ação dos próprios usuários ou devido às políticas de governança das plataformas digitais. O projeto Acervo Digital 8 de Janeiro foi desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em parceria com o Instituto Democracia em Xeque e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberanias Informacionais (INCT-DSI). As postagens arquivadas contêm mais de 500 mil fotos e 100 mil vídeos. O conteúdo foi recolhido a partir de monitoramento das redes sociais mais utilizadas no País — Facebook, Instagram, X, YouTube, TikTok e Kwai — e de outras mais alternativas, como BitChute, Gettr, Rumble, Odysee e Altcensored. O projeto não tem fins lucrativos. Em atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não há identificação das contas que fizeram as postagens. O coordenador do projeto, Marcelo Alves, diz que o objetivo principal é a preservação da memória histórica e o fomento à pesquisa científica de aspectos relacionados aos atos de 8 de Janeiro. Alves é professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUC-Rio e coordenador de metodologia do Instituto Democracia em Xeque. “A missão mais importante do projeto é preservar para as próximas décadas textos, discursos e imagens que têm sido apagadas em uma onda negacionista de dizer que aquilo não aconteceu, que as pessoas estavam ali com um intuito que não era o de dar um golpe de Estado”, afirmou. O painel interativo da plataforma permite filtrar a busca por assuntos como pedidos de intervenção militar, de derrubada da Constituição Federal ou mesmo de guerra civil. Também é possível encontrar postagens relacionadas às urnas eletrônicas e ao artigo 142, que foi amplamente interpretado de forma enganosa como se fosse uma previsão legal para uma intervenção das Forças Armadas após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Veja abaixo um exemplo de busca pelo termo “artigo 142? no botão “narrativas” da plataforma. O resultado mostra uma linha do tempo com postagens a partir do início de outubro de 2022. Um dos picos de publicações se verifica no fim daquele mês, quando Lula venceu o segundo turno da disputa presidencial. “Qualquer palavra de interesse pode ser utilizada na busca, como ‘intervenção’, ‘fraude’, ‘urnas’ etc”, explicou Alves. Os metadados das postagens que compõem o acervo foram preservados. Eles permitem analisar não apenas data e horário das publicações, mas também o alcance, com número de visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos. “Por exemplo, é possível fazer um recorte de todas as transmissões em tempo real durante o 8 de janeiro e saber quantos milhões de visualizações foram produzidas naquele momento”, destacou Alves. Outra possibilidade é segmentar a busca por vídeos transmitidos de dentro dos acampamentos em quartéis militares após a derrota de Bolsonaro nas eleições. “Há uma série de vídeos e lives que cobrem esses acampamentos, que mostram o dia a dia”, disse Alves. “No acampamento de Brasília havia uma tenda estruturada especificamente para a produção de podcasts. Nós temos todo esse material, que mostra como esses movimentos se organizavam, como se articulavam midiaticamente e quais os discursos que pautavam a ação política naquele momento.” Acesso limitado a pesquisadores Marcelo Alves explicou que o acesso completo ao banco de dados do Acervo Digital 8 de Janeiro é voltado especificamente para pesquisadores, que devem submeter um projeto de pesquisa. Em seguida, será preciso preencher formulário de solicitação de acesso e assinar termo de responsabilidade, assegurando o uso ético e científico do material. O contato deve ser feito pelo e-mail acervo08jan@puc-rio.br. “O acervo é destinado a projetos de mestrado e doutorado, iniciações científicas orientadas por professores e artigos científicos nacionais e internacionais nas áreas de história, ciência política ou sociologia, por exemplo”, listou Alves. A imprensa pode ter acesso ao material, porém de forma indireta. O coordenador explica que a demanda deve ser enviada à equipe do projeto, que fará uma análise no acervo e enviará um relatório ao jornalista interessado. Processo semelhante envolverá pedidos de cineastas. “Muitos documentaristas já buscaram a gente.” Por outro lado, haverá no site do projeto coleções com acesso público a qualquer interessado. A primeira, antecipa Alves, reúne 500 panfletos com convocatórias para os atos de 8 de janeiro. Os ataques do 8 de Janeiro Em 8 de janeiro de 2023, pessoas insatisfeitas com o resultado das eleições presidenciais de 2022 invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília. Os vândalos partiram do Quartel-General do Exército. Relatórios de inteligência mostraram que cerca de cem ônibus com 3,9 mil pessoas chegaram a Brasília naquele dia com disposição para retomar os protestos de rua contra a eleição de Lula. Como mostrou o Estadão, a invasão vinha sendo preparada por extremistas leais ao ex-presidente Bolsonaro desde o dia 3 de janeiro. Na ocasião, radicais começaram a divulgar mensagens em aplicativos como o Telegram e o WhatsApp para trazer manifestantes de todo o País para a capital federal, com todas as despesas pagas. Até agosto deste ano, o STF já havia julgado e condenado 638 acusados de participação nos atos por crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público. Bolsonaro e outros integrantes
Lula e Trump na Ásia
Imagens: Poder360 Na imagem, Lula e Trump se cumprimentam durante a 1ª reunião presencial entre os 2 presidentes Reunião entre Lula e Trump na Malásia dura quase uma hora A reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), durou cerca de 45 minutos neste domingo (26.out.2025). O encontro começou por volta de 4h40 (15h50 no horário local) e acabou às 5h36 (16h36 no horário local). Estão na Malásia para participar da 47ª cúpula de chefes de Estado da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Lula estava acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, do assessor da Presidência da República, Audo Faleiro, e do secretário-executivo do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa. Trump, por sua vez, levou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Antes do início da reunião, ambos conversaram por cerca de 8 minutos com jornalistas brasileiros e norte-americanos. Trump disse esperar um desfecho rápido para as questões das tarifas e que a Venezuela não seria um tema. Lula disse ter uma “extensa lista” de assuntos para discutir e mostrou uma pasta em que, segundo ele, estava a lista, em inglês, desses tópicos. Depois de uma série de perguntas dos jornalistas, quase todas voltadas a Trump, Lula pediu que a reunião começasse para que os 2 pudessem discutir mais temas. O petista tenta reverter a sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros importados. Também quer o fim de medidas restritivas imposta pelos EUA a autoridades brasileiras. No caminho para a Malásia, Trump sinalizou a jornalistas a bordo do Air Force 1, seu avião oficial, que está disposto a reduzir as tarifas sobre os produtos brasileiros, mas ressaltou que isso deve se dar “sob as circunstâncias certas”. Horas depois, Lula disse não haver exigências de nenhum dos 2 ainda. “Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda. Eu vou colocar na mesa os problemas e vamos tentar encontrar uma solução. Então, podem ficar certos que vai ter uma solução”, disse a jornalistas em Kuala Lumpur. Lula falou sobre o tema ao discursar em evento da Universidade Nacional da Malásia, no sábado (25.out). Disse que as “tarifas não são mecanismos de coerção”. Segundo o chefe do Executivo, “nações que não se dobraram ao colonialismo e à dicotomia da Guerra Fria não se intimidarão diante de ameaças irresponsáveis”. Em seu discurso, o petista não citou os EUA ou o presidente norte-americano, mas afirmou que “o recrudescimento do protecionismo e a paralisia da Organização Mundial do Comércio impõem uma situação de assimetria insustentável para o Sul Global. APROXIMAÇÃO O encontro vinha sendo organizado desde setembro, quando estiveram juntos por menos de 1 minuto nos bastidores da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Na época, o norte-americano disse que houve uma “química excelente” entre eles. Os governos do Brasil e dos EUA passaram, então, a trabalhar para viabilizar uma conversa presencial mais alentada. Como parte dos preparativos, os 2 presidentes conversaram por telefone por cerca de meia hora em 6 de outubro. Segundo o Palácio do Planalto, o tom foi amistoso. Lula destacou que o Brasil é um dos 3 países com quem os EUA mantêm superavit comercial e solicitou a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros importados e o fim de medidas restritivas contra autoridades brasileiras. Na sequência das negociações, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se por cerca de 1 hora com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em 16 de outubro em Washington. Depois do encontro, o chanceler brasileiro declarou a jornalistas que a reunião havia sido “muito produtiva”. Para o governo brasileiro, o encontro entre Vieira e Rubio ajudou a distender a relação entre os países e abrir, de fato, o canal para organizar a reunião entre os 2 presidentes. A aproximação marca uma guinada na postura de Trump, que em julho impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros e condicionou a normalização das relações à suspensão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF. O julgamento não foi suspenso e Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma da Corte a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Cora já realizou mais de 240 cirurgias oncológicas e 3,2 mil atendimentos
Fotos: Iron Braz O pequeno Rômulo (foto acima) de 2 anos, realiza tratamento contra leucemia no Cora e representa a esperança de famílias que agora têm acesso a atendimento especializado em Goiás Hospital abriu as portas em junho para para o tratamento de câncer infanto-juvenil e já realizou 213 sessões de quimioterapia e 2,5 mil consultas O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) já se consolidou como uma nova esperança para centenas de famílias goianas. O primeiro hospital estadual dedicado exclusivamente ao tratamento do câncer infantojuvenil pelo SUS registrou, desde junho quando recebeu os primeiros pacientes, mais de 3,2 mil atendimentos. Foram 252 internações hospitalares; 249 cirurgias; 213 quimioterapias e 2.530 consultas. O hospital, que recebeu investimento de R$ 255 milhões do Governo de Goiás, oferece tratamento de alta complexidade sem que as famílias precisem buscar atendimento em outros estados. “O Cora já é uma realidade para o Estado. Antes, muitas famílias goianas precisavam se deslocar para o Hospital de Amor, em Barretos (SP), para garantir tratamento oncológico especializado. Hoje os pacientes são tratados aqui no Cora”, explica o diretor-geral do complexo, Rafael Mendonça. A história da família de Rômulo, de 2 anos, ilustra essa transformação. Moradores de Paranaiguara, município goiano na divisa com Minas Gerais, os pais do menino que foi diagnosticado com leucemia e já realizou três sessões de quimioterapia no Cora, vivenciaram uma mudança completa em suas expectativas sobre o tratamento. “Quando a gente veio para cá, nem imaginava que era esse diagnóstico, mas quando nos trouxeram vimos a estrutura, e ficamos até aliviados, porque todo mundo falava que tinha que ir para Barretos”, relata o pai de Rômulo, o servidor público Paulo César Franco Junior. “Quando conseguimos uma vaga aqui em Goiás mesmo, foi muito importante, foi algo que nos tranquilizou bastante”, afirma. A aprovação da qualidade do atendimento é um sentimento comum entre as famílias que chegam à unidade de saúde. Fotos: Iron Braz Sandra Carolina, mãe de Pedro Henrique, destaca que a estrutura e o acolhimento do Cora superaram suas expectativas sobre o atendimento público Sandra Carolina Mendes, autônoma e mãe de Pedro Henrique, de 6 anos, que está há dois meses em tratamento, não esconde a admiração pela estrutura encontrada. “O atendimento é muito bom. Todos são acolhedores. Não imaginava que um hospital público, do SUS, tivesse toda essa estrutura. Tudo é de primeira linha. Tudo bem limpinho, bem higienizado,” afirma. Cuidado integral O que mais impressiona as famílias que chegam ao Cora é o cuidado integral oferecido pela equipe multiprofissional. “Desde que chegamos, eles tranquilizaram a gente. Os profissionais aqui são muito bem preparados e tem equipes para cuidar tanto das crianças quanto dos pais”, conta o pai de Rômulo, emocionado. A abordagem humanizada é um dos pilares fundamentais do hospital, como explica a assistente social do Cora, Taína Cândida Gonçalves. “Quando as famílias chegam e recebem um diagnóstico que não estão esperando ficam muito angustiadas. Aqui no Cora, nós não vemos o paciente como paciente doente, nós vemos como pessoas, como seres humanos que serão cuidados”, afirma. Fotos: Iron Braz Assistente social do Cora, Taína Gonçalves ressalta a importância da humanização no atendimento às crianças e suas famílias Taína, que também trabalhou no Hospital de Amor em São Paulo, traz para Goiás a experiência de mais de seis décadas da unidade paulista que tem uma gestão focada na humanização. “É uma doença complexa, que deixa tanto o paciente quanto a família fragilizados socialmente, emocionalmente e fisicamente. Trabalhar em um hospital humanizado faz com que o profissional trabalhe com um objetivo maior. O Cora representa uma mudança fundamental na vida das famílias. O cuidado integral oferecido inclui equipes de psicólogos, assistentes sociais e uma abordagem que visualiza “além da doença”, destaca Taína Gonçalves. Estrutura O Cora oferece atendimento integral, desde consultas até procedimentos de alta complexidade como transplante de medula óssea. “O Cora hoje faz o serviço ambulatorial, a parte de quimioterapia, e todo o processo de acompanhamento do tratamento oncológico”, detalha o diretor-geral. Para garantir o suporte completo às famílias, o complexo oferece casa de apoio provisória enquanto a estrutura definitiva está sendo construída. “A previsão é que até o início do ano essa casa de apoio esteja pronta para receber os familiares, as pessoas que precisam desse apoio no momento de atendimento do seu paciente”, informa o diretor.
Agrocolégio Maguito Vilela e Cepi Lyceu de Goiânia estão com inscrições abertas até 31 de outubro
Fotos: Seduc Solicitação de vagas para o ano letivo de 2026 ainda pode ser feita para as duas unidades. Seduc alerta para a data de encerramento de inscrições em cada um dos colégios As inscrições para o ano letivo de 2026 permanecem abertas em duas unidades da rede de ensino público do Governo de Goiás: o Agrocolégio Estadual Maguito Vilela e o Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Lyceu de Goiânia. Cada uma das escolas dispõe de programas pedagógicos específicas, voltados ao desenvolvimento escolar, esportivo, técnico e bilíngue. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) alerta para o prazo de solicitação de vagas. As inscrições ainda podem ser feitas via on-line ou por formulários. A titular da pasta, Fátima Gaviolli, destaca que o Governo de Goiás investe na ampliação de oportunidades de acesso à educação pública de qualidade, com foco na diversidade de oferta e na formação integral dos estudantes. “Os dois colégios se destacam neste cenário de perspectivas voltadas à formação para a vida”, afirma. Fotos: Seduc Seduc alerta para prazo de inscrições no Agrocolégio Estadual Maguito Vilela e no Cepi Lyceu de Goiânia No Agrocolégio Estadual Maguito Vilela as inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro. A unidade oferece 60 vagas para estudantes interessados em cursar o Ensino Médio Integrado ao Técnico em Agropecuária. O aluno pode, simultaneamente, cursar o Ensino Médio regular e a formação técnica em Agropecuária, em uma única matrícula. O Cepi Lyceu de Goiânia também segue com inscrições abertas até o dia 31 de outubro. Ao todo, estão sendo ofertadas 680 vagas, distribuídas da seguinte forma: 320 para 8° e 9° ano do Ensino Fundamental, 160 para a 1ª série do Ensino Médio, 120 para a 2ª série do Ensino Médio e 80 para a 3ª série do Ensino Médio. A unidade se consolida como referência em qualidade de ensino e será a primeira escola bilíngue da rede pública estadual, com aulas em Português e Francês, representando um marco de inovação para a Educação em Goiás. Serviço Inscrições no Agrocolégio Maguito Vilela As inscrições, abertas até 31 de outubro, podem ser realizadas on-line, por meio do formulário oficial da Seduc/GO, clicando aqui {https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeWllvogGotr3TMyWxI1j3mqcfoWTmY4Lh4BltW2CSorzmnfg/viewform}. Ou presencialmente, na Secretaria do Agrocolégio Estadual Maguito Vilela — Rodovia R-2, Lote AR-3, Bairro Itatiaia I, Goiânia–GO. Inscrições no Cepi Lyceu de Goiânia As inscrições podem ser feitas on-line, clicando aqui {https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdBm2xFRHzUew6eisP-yxnv4p-nf5M8QOiJi1vaWoaqxWIs9g/viewform}. Ou, presencialmente, nos seguintes locais: Sede da Seduc/GO: 5ª Avenida, Quadra 71, nº 212, Vila Nova, Goiânia; Coordenação Regional de Educação (CRE) Goiânia: Rua R-17, nº 53, Setor Oeste; Cepi José Honorato (endereço provisório): Rua 59, nº 176, Centro, Goiânia.
Influencers no Brasil faturam até R$ 180 mil por post, diz estudo
Instagram O Brasil está entre os países que mais valorizam o marketing de influência Um levantamento da Forbes Brasil revelou que influenciadores digitais no país podem faturar até R$ 180 mil por ação publicitária. O estudo mostra que o mercado de influência vive um dos momentos mais lucrativos, com pagamentos que variam conforme o alcance dos perfis e o engajamento nas redes sociais. De acordo com a publicação, o valor médio pago por campanhas gira em torno de R$ 34 mil, considerando publicações no feed, stories e divulgações pontuais de produtos e serviços. Os maiores nomes da internet superam facilmente a marca dos R$ 100 mil por postagem, consolidando o Brasil entre os países que mais valorizam o marketing de influência. Cachês variam conforme o número de seguidores A pesquisa aponta que influenciadores com até 10 mil seguidores recebem cerca de R$ 7,2 mil por campanha. Perfis que têm entre 100 mil e 1 milhão de seguidores chegam a R$ 24 mil, enquanto aqueles com mais de 5 milhões alcançam valores próximos a R$ 78 mil. No topo estão os criadores com mais de 10 milhões de seguidores, que podem ultrapassar R$ 180 mil por publicação. Entre os nomes mais lucrativos estão Anitta , Virgínia Fonseca, Whindersson Nunes e Tatá Werneck. A Forbes Brasil simulou ganhos mensais com base nas médias de valores por postagem. O cálculo, considerando quatro campanhas por mês, mostra que esses influenciadores podem faturar entre R$ 600 mil e R$ 720 mil mensais apenas com publicidade. Na Bahia, os números também impressionam. Lore Improta, Sthe Matos e Léo Santana podem alcançar ganhos mensais de até R$ 720 mil, enquanto Davi Brito, campeão do BBB 24, aparece com uma média estimada de R$ 96 mil por mês em ações comerciais. Apesar dos valores expressivos, a realidade da maioria dos criadores é diferente. Segundo o levantamento, menos de 1% dos influenciadores no país recebem mais de R$ 100 mil mensais. Cerca de 31% ganham entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, e outros 28% ficam na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil por mês. O relatório também explica uma mudança no perfil do trabalho dos influenciadores. Atualmente, muitos atuam como empreendedores e cocriadores de marcas, participando desde o desenvolvimento de produtos até a elaboração de estratégias comerciais. O estudo indica ainda que as redes sociais deixaram de ser apenas plataformas de publicidade para se tornarem espaços de múltiplas fontes de renda. Entre as principais estão cursos online, assinaturas exclusivas, produtos licenciados e vendas em transmissões ao vivo.
Daniel Vilela projeta Goiânia como capital da qualidade de vida no Brasil
Foto: Vice-Governadoria / Governo de Goiás Vice-governador participou de desfile cívico-militar em comemoração pelos 92 anos da capital nesta sexta-feira (24/10) O vice-governador Daniel Vilela afirmou nesta sexta-feira (24/10), durante o desfile cívico-militar em comemoração dos 92 anos de Goiânia, que a capital vive um momento de consolidação como uma das mais seguras e acolhedoras do país. Representando o governador Ronaldo Caiado, ele destacou a contribuição direta do Governo de Goiás para transformar a cidade em referência nacional de qualidade de vida. “Goiás é o segundo estado do Brasil que mais recebe novos moradores e Goiânia, naturalmente, acolhe a maior parte. Isso é graças à segurança plena que o cidadão vive aqui, graças a ser uma cidade de oportunidades, que gera renda, que tem educação pública e saúde pública de qualidade”, afirmou o vice-governador. Daniel lembrou que o Governo de Goiás tem direcionado recursos expressivos para reforçar a infraestrutura e o bem-estar da população. Foto: Vice-Governadoria / Governo de Goiás Daniel Vilela nas comemorações dos 92 anos de Goiânia: investimentos do Governo de Goiás em segurança, educação, saúde e transporte consolidam a capital como referência nacional “Temos investido muito em Goiânia: são quase R$ 2 bilhões em obras e programas que modernizam o transporte coletivo, a rede hospitalar e a infraestrutura esportiva e cultural. Daqui a poucos dias, começam as obras de reforma do Serra Dourada, e o Autódromo Internacional passa por uma grande reestruturação que o colocará entre os melhores do Brasil”, pontuou. O vice-governador falou do orgulho que sente da capital. “É uma cidade reconhecida pelo Brasil inteiro pela qualidade de vida. Fiz questão de vir aqui representar o governador Caiado para comemorar mais um aniversário e projetar um futuro de grande expectativa para essa cidade”, completou. Durante a solenidade, o prefeito Sandro Mabel destacou que Goiânia segue no caminho do crescimento. “Estamos construindo uma cidade em que as pessoas serão cada vez mais felizes em morar, com segurança, educação e oportunidades”, afirmou.
Trump confirma reunião com Lula
“Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump, ainda no avião após a decolagem. “Sim, sob as circunstâncias certas, seguramente”, completou ao responder se estava aberto a baixar o patamar do tarifaço Foto: Evan Vucci/AP Enviado Especial a Kuala Lumpur e Putrajaya (Malásia) – A caminho da Malásia, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, confirmou neste sábado (25/10) que vai se reunir na viagem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump afirmou que pode reduzir as tarifas ao Brasil, que chegam a 50%, dentro de determinadas condições. É a primeira vez que ele admite fazer alguma concessão, embora condicionada. Trump não explicou quais seriam suas exigências. Horas depois, Lula disse que nenhum dos lados as fez ainda. “Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump, ainda no avião após a decolagem. “Sim, sob as circunstâncias certas, seguramente”, completou ao responder se estava aberto a baixar o patamar do tarifaço Trump conversou no avião presidencial, o Air Force One, com jornalistas que o acompanham. O áudio da conversa foi divulgado pela Casa Branca. Ele lembrou também da conversa breve nos bastidores da ONU, em Nova York, em setembro. O presidente Lula ainda não comentou a declaração. Ele havia acabado de discursar na residência oficial do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, e ambos foram almoçar. Na véspera, Lula indicou que um acordo pode não ser alcançado na reunião de domingo, marcada para o fim da tarde, em Kuala Lumpur. O petista disse estar aberto a discutir qualquer assunto com Trump, sem vetos, mas que um entendimento poderia demandar mais negociações no futuro. Os principais pedidos de Lula são a revogação do tarifaço de 40% sobre o Brasil, aplicado por razões políticas em julho, e das punições a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo e do Executivo.
‘Trump virou a página sobre Bolsonaro’, diz ex-embaixador dos EUA no Brasil
‘Trump virou a página sobre Bolsonaro’, diz ex-embaixador dos EUA no Brasil (Foto: ROOSEWELT PINHEIRO ABr ) 247 – Após semanas de tensão que levaram Brasil e Estados Unidos ao pior momento de sua relação em décadas, os governos dos dois países começam a dar sinais de reaproximação. os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump voltaram a conversar por telefone e há planos para um encontro presencial neste final de semana, durante a cúpula da ASEAN na Malásia. Nesta linha, o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, apontou dois fatores principais para essa nova fase: o reconhecimento de Trump de que não conseguiria interferir no processo judicial de Jair Bolsonaro e o impacto das tarifas sobre empresas e consumidores nos EUA. “Trump sabe que sua tentativa de proteger Bolsonaro da prisão e garantir que ele pudesse disputar eleições fracassou”, afirmou Shannon em entrevista à BBC News Brasil. Mudança de tom na diplomacia Shannon ressaltou que os gestos diplomáticos recentes — telefonema entre os presidentes, planejamento de reuniões e sinalização de reforço na relação — são expressivos. “Os gestos feitos por ambos os presidentes são importantes, porque sinalizam a direção que desejam tomar na relação. Estou bastante otimista com essa retomada”, declarou. De acordo com o diplomata, Trump percebeu que as tarifas ao Brasil poderiam provocar efeitos negativos também no mercado americano. “O presidente foi exposto, por meio do setor privado americano, a uma espécie de curso intensivo sobre o impacto que essas tarifas teriam no dia a dia de muitos americanos”, disse Shannon. Interferência no Brasil e limitação dos EUA Questionado sobre os esforços de Trump para intervir nos processos envolvendo Bolsonaro, Shannon foi direto: “Sim, isso é página virada — e pelas ações das instituições brasileiras”. O diplomata destacou que o Supremo Tribunal Federal deixou claro que prosseguiria com as acusações e a inelegibilidade de Bolsonaro, o que limitou a ação dos EUA. Embora Trump valorize a lealdade e não deseje abandonar Bolsonaro pessoalmente, Shannon observou que o foco mudou: “Ele valoriza a lealdade e quer deixar claro que não vai abandonar Bolsonaro — mesmo que não possa mais ajudar”. Sanções e foco na economia Apesar de a diplomacia brasileira e estadunidense adotarem um tom mais ameno, o ex-embaixador acredita que as sanções estadunidenses a ministros do STF e outras figuras políticas no Brasil seguirão em vigor. “Ficaria muito surpreso se houvesse algum avanço sobre as sanções do tipo Magnitsky ou sobre a revogação de vistos”, afirmou, ressaltando que “a principal preocupação no momento é o impacto econômico das tarifas”. Ele acrescentou que se nada ocorrer com as tarifas, não estaria claro o sentido da mudança de postura. “Se nada acontecer com as tarifas, qual foi o motivo dessa mudança na postura?” Segundo o diplomata, o encontro entre Trump e Lula na Assembleia Geral da ONU foi um marco e ajudou a mudar o tom das conversas bilaterais. Influência do setor privado e nova agenda Shannon ainda destacou o papel do setor privado na reaproximação bilateral. “Não há dúvida de que a principal fonte de informação para o presidente provavelmente foram empresas com acesso direto à Casa Branca”, declarou. Ele enfatizou que a presença econômica do Brasil nos EUA, ainda que pouco reconhecida, possui força relevante em momentos de crise diplomática. Marco Rubio e relação com o Brasil Sobre a nomeação de Marco Rubio como secretário de Estado e conselheiro de segurança nacional dos EUA para as negociações com o Brasil, Shannon considera que o presidente Trump está enviando uma mensagem clara. “Rubio é a autoridade mais importante em política externa, e sua designação demonstra que o presidente quer uma relação sólida com o Brasil”. Ele concluiu que, embora divergências ideológicas existam dentro do governo americano, o pragmatismo econômico deve prevalecer: “O presidente é quem decide. Ele ouve todos os lados e determina qual será a política dos Estados Unidos da América (EUA). Essas diferenças são saudáveis”.














