Protesto na Groenlândia contra as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump: “Não estamos à venda” — Foto: Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/AFP Secretário de Estado dos EUA diz a parlamentares que Trump quer comprar a GroenlândiaPresidente americano pediu a assessores um plano atualizado para adquirir o território, enquanto aliados europeus rebatem declarações O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse a parlamentares que o presidente americano, Donald Trump, pretende comprar a Groenlândia, e não invadir o território. A declaração foi feita em uma reunião de esclarecimento com integrantes das principais comissões de serviços armados e de política externa da Câmara e do Senado na segunda-feira, segundo relatos de autoridades americanas. No mesmo dia, Trump pediu que seus auxiliares apresentassem uma versão atualizada de um plano para adquirir a ilha. A reunião no Congresso tinha como foco a Venezuela, mas parlamentares demonstraram preocupação com as intenções do líder republicano em relação à Groenlândia, após declarações consideradas agressivas feitas nesta semana pelo presidente e por um assessor de alto escalão, Stephen Miller, disseram duas autoridades. Rubio, porém, não entrou em detalhes sobre o que quis dizer com a compra da Groenlândia. Trump passou décadas em Nova York como incorporador imobiliário, e um de seus principais enviados diplomáticos, Steve Witkoff, vem da mesma área. O republicano cobiça a Groenlândia desde o primeiro mandato, também por causa de seu potencial de riqueza em minerais críticos. A ilha é um território autônomo e pouco povoado, sob soberania da Dinamarca, país-membro da Otan, a aliança militar do Ocidente. A Dinamarca estabeleceu controle colonial sobre a região no século XVIII e concedeu autonomia ao território no século XX. Na terça-feira 96/1) líderes de seis países da Otan divulgaram, ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, uma declaração conjunta incomum para rebater as afirmações de Trump de que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia. Alinharam-se à Dinamarca Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Polônia — todos aliados próximos de Washington —, afirmando: “A segurança no Ártico deve ser alcançada de forma coletiva, em conjunto com aliados da Otan, incluindo os EUA, respeitando os princípios da Carta da ONU, entre eles a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Esses são princípios universais, e não deixaremos de defendê-los. A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre questões que digam respeito à Dinamarca e à Groenlândia”. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, por sua vez, afirmou que Trump não descartou uma invasão americana da Groenlândia. Em nota, ela destacou que o republicano “deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos EUA”, sendo “vital para dissuadir” seus adversários na região do Ártico. Para isso, disse, Trump e sua equipe “discutem uma série de opções para perseguir esse importante objetivo de política externa e, claro, o uso das Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição”. Alguns parlamentares manifestaram preocupação com os planos declarados por Trump. Na noite de terça-feira, a senadora Jeanne Shaheen, democrata de New Hampshire, e o senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, divulgaram uma declaração conjunta afirmando que o governo deve respeitar seus aliados. Eles disseram que, quando autoridades deixam claro que a Groenlândia não está à venda, “os EUA devem honrar suas obrigações decorrentes de tratados e respeitar a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca”: “Qualquer sugestão de que nosso país submeteria um aliado da Otan a coerção ou pressão externa mina os próprios princípios de autodeterminação que a aliança existe para defender”, acrescentaram os dois, que lideram o Grupo de Observadores da Otan no Senado. No domingo, Trump afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One que “a Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por toda parte”, sem apresentar provas. Rússia e China são potências ativas no Círculo Polar Ártico, mas a Groenlândia não está cercada por embarcações desses países. Atualmente, são os EUA que mantêm uma base militar no território. O vice-presidente americano, JD Vance, visitou a base no ano passado, acompanhado da esposa, Usha (4/1). A Estratégia de Segurança Nacional do segundo governo Trump afirma que a dominação do Hemisfério Ocidental é uma prioridade máxima. Isso ficou ainda mais evidente com a campanha de pressão militar de meses conduzida por Trump contra a Venezuela e a captura, no sábado, por tropas americanas, de Nicolás Maduro, líder do país, e de sua esposa, Cilia Flores, durante um ataque letal. Trump também disse no início do ano passado que planejava adquirir o Canadá. No último domingo, após a captura de Maduro, a esposa de Stephen Miller, Katie, publicou um mapa com o contorno da Groenlândia coberto com a bandeira americana, e os dizeres “em breve”, sugerindo que o território seria o próximo alvo. A postagem levou o chefe do governo groenlandês, Jens Frederik Nielsen, a escrever: “Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos às discussões. Mas isso deve ser feito pelos canais adequados e com respeito ao direito internacional”.
Secretário de Estado dos EUA diz a parlamentares que Trump quer comprar a Groenlândia
Nova lei atualiza marco legal da AGR e fortalece a regulação dos serviços públicos em Goiás
Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização passa a atuar com novo marco legal – Foto: AGR Atualização normativa redefine atribuições da agência e estabelece regras mais claras para fiscalização, mediação de conflitos e participação social A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) passa a atuar sob um novo marco legal que moderniza sua estrutura organizacional, amplia competências e consolida instrumentos voltados à transparência, à participação social e à eficiência na regulação, no controle e na fiscalização dos serviços públicos em Goiás. A nova legislação substitui o antigo normativo que orientou a atuação da Agência por mais de duas décadas e reposiciona a instituição frente aos atuais modelos de concessão, permissão e autorização adotados no Estado. A revisão da legislação acompanha a evolução dos serviços públicos e dos contratos firmados entre o poder público e as empresas prestadoras. Com relações mais complexas, maior integração entre entes públicos e privados e uma sociedade cada vez mais consciente de seus direitos, a nova lei alinha a AGR às boas práticas institucionais e regulatórias adotadas no país. Para o presidente da AGR, Wagner Oliveira Gomes, a atualização da lei representa um marco histórico para a Agência e para a regulação em Goiás. “Após 26 anos, a Lei da AGR foi reformada e atualizada. Trata-se de um trabalho iniciado internamente em 2023, com a participação fundamental de vários colaboradores da Agência, por meio de comissão e grupo de trabalho, e que também contou com contribuições e manifestações de diversos órgãos do Estado”, destacou, ao citar as secretarias Geral de Governo (SGG), de Administração (Sead), da Economia, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Infraestrutura (Seinfra), da Casa Civil e Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Segundo o Wagner Oliveira, o processo de construção da nova legislação culminou no envio do Ofício Mensagem do Executivo e na aprovação da matéria pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). “Com a sanção do governador Ronaldo Caiado, a quem agradecemos pelo apoio e pela sensibilidade institucional, reconhecemos e agradecemos também a participação de todos os envolvidos nesse processo de construção coletiva”, completou. Publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 30 de dezembro de 2025, a nova lei está alinhada às melhores práticas regulatórias atuais e às diretrizes da Lei federal nº 13.848/2019, que orientou o reordenamento das agências reguladoras no país, além de dialogar com legislações recentes que impactam diretamente a atuação regulatória no Estado. Além disso, a legislação atualizada alcança entidades públicas e privadas que exploram serviços públicos de competência do Estado de Goiás, delegados por concessão, permissão ou autorização, bem como os usuários desses serviços, fortalecendo o ambiente regulatório e a segurança jurídica das relações. A lei também organiza de forma mais clara a estrutura da AGR e consolida as competências da Agência na regulação, no controle e na fiscalização de serviços públicos prestados sob os regimes de concessão, permissão, autorização e parcerias público-privadas. Segundo o presidente da instituição, “com a nova legislação, a AGR consolida seu papel estratégico na defesa do interesse público e na garantia de serviços públicos mais eficientes, transparentes e de qualidade, fortalecendo a relação entre o Estado, as empresas prestadoras e a população goiana”. _Foto: AGR_ *Legenda:* Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização passa a atuar com novo marco legal
Batalhão Ambiental intensifica fiscalização durante período da piracema em Goiás
Fotos: SSP PMGO reforça a presença em rios e lagos do estado para coibir a pesca predatória e conscientizar a população sobre a importância de respeitar o período de reprodução dos peixes O Governo de Goiás, por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPM Ambiental) da Polícia Militar de Goiás (PMGO), intensificou as ações de fiscalização, orientação e repressão aos crimes ambientais durante o período da piracema no Estado. A operação tem como objetivo garantir a preservação das espécies aquáticas, o equilíbrio ambiental dos rios e lagos e a sustentabilidade da atividade pesqueira em Goiás. Em Goiás, o período da piracema — também conhecido como defeso — ocorre de 1º de novembro a 28 de fevereiro, fase em que os peixes entram em processo reprodutivo. Durante esse intervalo, a pesca é proibida para fins comerciais e a pesca predatória é considerada crime ambiental. A legislação permite apenas a pesca esportiva na modalidade pesque-e-solte, com uso de anzol sem fisga, desde que respeitadas as normas ambientais vigentes. Fotos: SSP PMGO reforça ação de fiscalização durante o período de piracema O BPM Ambiental atua de forma ostensiva e preventiva em rios, lagos, represas e áreas de preservação permanente, com patrulhamento terrestre e fluvial, abordagens, apreensão de petrechos ilegais e responsabilização de infratores. Além da repressão, a corporação desenvolve ações educativas, orientando pescadores e turistas sobre a importância do respeito ao período da piracema. Comandante do Batalhão Ambiental, tenente-coronel Marcelo Duarte Veloso, reforça que respeitar o defeso garante a renovação das espécies. “Além da fiscalização, o trabalho do Batalhão Ambiental tem forte caráter educativo. Orientamos pescadores, turistas e comunidades ribeirinhas sobre as regras da piracema, porque preservar hoje é garantir a continuidade da pesca e do meio ambiente amanhã”, disse. Fotos: SSP Ainda sobre as fiscalizações, o comandante ressalta que somente em 2025, o Batalhão Ambiental apreendeu 6.876 quilos de pescado irregular, o que representa um aumento de 89% no comparativo com 2024. Os policiais apreenderam também 50.980 metros de redes de pesca, um aumento percentual de 165% no comparativo com 2024. A Polícia Militar orienta que crimes ambientais sejam denunciados de forma imediata. As informações auxiliam diretamente na atuação das equipes e na preservação dos recursos naturais. O canal para denúncias é o telefone (62) 9 9611-2182. Guia rápido Como reforço às ações de fiscalização e educação ambiental, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) lançou um guia rápido com orientações sobre as regras de pesca durante a piracema, disponível gratuitamente ao público. O material reúne, de forma clara e visual, os principais pontos da legislação ambiental, práticas proibidas, boas condutas e penalidades aplicáveis a quem pratica pesca irregular no período reprodutivo dos peixes. O guia também esclarece situações que configuram pesca predatória, como uso de petrechos proibidos, pesca em áreas protegidas, captura de espécies protegidas, pesca sem licença e desrespeito ao período de defeso. A cartilha está disponível no link:https://fiscalizacao-ambiental-e-06x33sf.gamma.site/
Moraes intima Malafaia após denúncia da PGR
“Paulo Gonet, você virou capacho subserviente a Alexandre de Moraes. Você envergonha essa instituição honrada, séria, que merece aplauso, que é o Ministério Público Federal. Isso é um absurdo”, disse o pastor Silas Malafaia O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes intimou o pastor Silas Malafaia a apresentar, no prazo de 15 dias, sua defesa em ação penal que o acusa de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva. A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e tem origem em representação apresentada pelo próprio comandante da Força. O caso está relacionado a declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação bolsonarista realizada em abril de 2025, na avenida Paulista, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, para pressionar por anistia aos golpistas. No ato, do alto de um carro de som, o pastor atacou o Alto Comando do Exército, em discurso marcado por xingamentos e acusações. Os ataques de Malafaia“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, afirmou Malafaia na ocasião. Para a PGR, as declarações atingiram diretamente a honra e o decoro dos integrantes do Alto Comando, inclusive do comandante do Exército. Segundo Gonet, além das ofensas, Malafaia imputou falsamente aos generais a prática do crime de prevaricação e ainda ampliou o alcance do ataque ao divulgar o discurso nas redes sociais, em publicação que ultrapassou 300 mil visualizações. A denúncia foi encaminhada ao gabinete de Moraes sob o argumento de que há “estrita conexão entre as condutas denunciadas” e os inquéritos das fake news e das milícias digitais, que investigam a atuação de redes de desinformação e articulações golpistas ligadas ao bolsonarismo. Mesmo durante o recesso do Judiciário, Moraes determinou, em 20 de dezembro, a notificação do pastor. Malafaia recebeu a intimação três dias depois, em 23 de dezembro. O recesso e as férias coletivas do STF se estendem até o fim de janeiro, período em que apenas casos considerados urgentes são analisados pela presidência ou vice-presidência da Corte. Malafaia reage com novos ataquesMalafaia reagiu à denúncia com novos ataques às instituições e aos responsáveis pelo processo. O pastor nega ter cometido crime, sustenta que não mencionou o nome de Tomás Paiva e questiona a competência do STF para julgar o caso. “Eu não tenho prerrogativa de função, que me mandasse, então, para a primeira instância”, disse. Ele também voltou a se colocar como vítima de perseguição política e criticou o enquadramento do caso nos inquéritos que investigam a engrenagem digital do bolsonarismo. “O que tem a ver uma expressão de opinião em uma manifestação com fake news e milícia digital? Isso se chama liberdade de expressão, que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião com esse inquérito imoral e ilegal de fake news. Isso é perseguição política, é conluio”, afirmou. Em outra reação pública, Malafaia direcionou ataques pessoais ao procurador-geral da República. “Paulo Gonet, você virou capacho subserviente a Alexandre de Moraes. Você envergonha essa instituição honrada, séria, que merece aplauso, que é o Ministério Público Federal. Isso é um absurdo”, disse o pastor. Contexto golpista e tensão com as Forças ArmadasO episódio se insere em um contexto mais amplo de tensionamento entre lideranças bolsonaristas, setores das Forças Armadas e o Judiciário, intensificado após a tentativa de golpe que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Jair Bolsonaro, que convocou o ato em que Malafaia discursou, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está preso desde novembro, na superintendência da PF na capital federal. A retórica agressiva de Malafaia contra militares de alta patente não é isolada. O pastor já protagonizou embates públicos com o senador Hamilton Mourão, general da reserva e ex-vice-presidente da República, a quem dirigiu novos xingamentos após ser criticado por atacar o Alto Comando do Exército.
Governo lança Quita Procon Goiás para regularização de débitos de multas administrativas
Governo de Goiás lança o programa Quita Procon Goiás para regularização de débitos decorrentes de multas administrativas aplicadas pelo órgão de defesa do consumidor – Fotos: Procon Goiás Estimativa é que mais de 15 mil processos de empresas e fornecedores estejam aptos a receber benefícios do programa. Prazo para adesão é até 19 de fevereiro O Governo de Goiás, por meio do Procon Goiás, Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO) e Secretaria da Economia, lançou o programa Quita Procon Goiás, que possibilita a regularização de débitos decorrentes de multas administrativas aplicadas pelo órgão de defesa do consumidor. Os detalhes foram apresentados, nesta terça-feira (6/1), em coletiva de imprensa. A iniciativa foi instituída pela Lei nº 23.854/2025 e permite a quitação de créditos não tributários com condições especiais. Entre os principais benefícios do programa estão a redução de 40% sobre o valor principal da dívida para pagamentos à vista, desconto de 100% em juros, multas e atualização monetária, além da possibilidade de parcelamento em até 10 vezes em alguns casos. Segundo o superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, o Quita Procon Goiás é uma oportunidade importante para que empresas e fornecedores regularizem sua situação junto ao Estado. “São oferecidas condições muito vantajosas de descontos e pagamentos. O programa contribui para o fortalecimento do ambiente de negócios, para segurança jurídica e vai permitir com que muitas empresas retomem suas atividades de forma organizada”, explica. De acordo com o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, a iniciativa “promove a regularização célere de pendências, contribui para o descongestionamento do contencioso e para a redução de custos de transação, assegurando, concomitantemente, o ingresso de recursos ao erário”. Quem pode aderir Podem ser negociados por meio do Quita Procon Goiás débitos inscritos ou não em dívida ativa, judicializados ou não, desde que a decisão administrativa de primeira instância tenha sido emitida até 31 de dezembro de 2024. Não poderão ser contemplados pelo programa os processos que já receberam benefícios de descontos por meio de TACs ou outras negociações. A estimativa é que mais de 15 mil processos estejam aptos a aderir ao Quita Procon Goiás. O prazo para adesão é até 19 de fevereiro e deve ser formalizada por meio da assinatura de um termo. O atendimento será feito, de forma presencial e virtual, na PGE-GO, para os casos de processos inscritos em dívida ativa, e no Procon Goiás para as demais ações. Os canais de atendimento do Procon Goiás são o e-mail quita.procon@goias.gov.br ou presencialmente na sede do órgão, localizado na Rua 8, nº 242, Edifício Torres, Setor Central. Para os processos inscritos em dívida ativa, os canais de atendimento da PGE-GO são o e-mail quitaprocon.gda@pge.go.gov.br ou presencialmente na Rua 02, esquina com a Avenida República do Líbano, nº 293, Edifício Republic Tower, Setor Oeste.
Rio transborda e alaga ruas na cidade de Goiás
Rio Vermelho na cidade de Goiás — Foto: Reprodução/Cristiano Lima Imagens registradas por moradores mostram o nível da água atingindo a altura das pontes nesta terça-feira (6/1). A administração municipal monitora a situação junto aos bombeiros e alerta para a possibilidade de novas chuvas O Rio Vermelho transbordou e alagou ruas na cidade de Goiás, no noroeste do estado. Vídeos gravados por moradores nesta terça-feira (6/1) mostram o volume de água do rio que corta a cidade (assista acima). O prefeito Aderson Liberato Gouvea (PT) fez uma postagem nas redes sociais pedindo que a população não transite pelo local. Imagens feitas por moradores da cidade mostram que o nível do rio subiu e cobriu várias ruas. Em alguns pontos, a água chega à altura das pontes; a força da correnteza também serve de alerta. O rio é muito conhecido e atravessa o município, passando, inclusive, ao lado da casa da poetisa Cora Coralina. Ele é um afluente do Rio Araguaia e nasce na região da cidade de Goiás. No vídeo compartilhado pela Prefeitura de Goiás, o prefeito aparece às margens do rio e mostra, logo atrás, o prédio da prefeitura com água até a porta principal. Na publicação, Aderson explica que a chuva aconteceu na madrugada e na manhã desta terça-feira. “Eu estou aqui nas margens do Rio Vermelho. Como vocês podem ver, com o volume elevado de chuva que nós tivemos na madrugada e no dia de hoje, dia de Santos Reis, o volume das águas cresceu muito”, disse. Após nível do Rio Vermelho aumentar, Cimehgo emite alerta para chuvas intensas na cidade de Goiás. O prefeito pediu a colaboração dos moradores para evitar passar pelo local e não deixar que crianças cheguem perto da margem do rio. Segundo ele, a chuva havia parado, mas pode voltar e aumentar o alerta para quem mora próximo ao leito. “O pátio da prefeitura está totalmente coberto por água e eu estou aqui para dar um comunicado e pedir a colaboração de todos os moradores. Evitem trafegar por aqui. Crianças, de forma alguma; o rio está perigoso. Quem mora nas proximidades, fique bastante atento também”, pediu o prefeito.AlertaA Prefeitura de Goiás publicou um alerta e informou que, devido ao grande volume de chuvas registrado nas últimas horas, o nível do Rio Vermelho subiu significativamente, causando alagamentos em áreas próximas, inclusive no entorno da sede do executivo municipal. Segundo a postagem, a gestão segue em contato permanente com o Corpo de Bombeiros para monitorar a situação e acompanhar as informações meteorológicas.
Michelle visita Bolsonaro na PF e entrega livro sobre masculinidade
©Foto: X A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto) esteve nesta terça-feira (6/1) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para visitar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no local após condenação relacionada à tentativa de ruptura institucional A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve nesta terça-feira (6/1) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para visitar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no local após condenação relacionada à tentativa de ruptura institucional. Ao chegar por volta das 8h58, Michelle levava consigo um exemplar do livro A jornada de meninos a homens, obra de cunho religioso escrita pelo bispo JB Carvalho. Publicado em 2019, o livro propõe reflexões sobre o processo de amadurecimento masculino a partir de valores cristãos, abordando temas ligados à identidade, responsabilidade e liderança. A publicação se insere em um debate contemporâneo sobre a chamada crise da masculinidade tradicional, defendendo a ressignificação do papel do homem com base em princípios religiosos e exemplos considerados inspiradores pelo autor. Não é a primeira vez que Michelle leva obras do mesmo escritor ao ex-presidente. Em dezembro do ano passado, ela entregou A batalha de todas as gerações – Um chamado à reconciliação, livro em que o autor relata experiências espirituais ligadas às chamadas guerras contra o “exército de Amaleque – os filhos da amargura”. JB Carvalho é fundador da Comunidade das Nações, com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. Natural de Teresina, no Piauí, ele possui 16 livros publicados, voltados principalmente à formação de líderes e ao desenvolvimento pessoal.
Âncora do Jornal Hoje, da TV Globo, assume relacionamento gay após 5 anos
Globo – Foto: Reprodução/Montagem Trata-se do jornalista Marcelo Cosme, conhecido por sua atuação firme como âncora esporádico do JH e titular do GloboNews em Pauta A cada ano que passa os famosos vão revelando suas preferências ao público sem o medo da rejeição. Isso também vem acontecendo no meio do jornalismo brasileiro, que vive um momento de transformação, em que a barreira entre a bancada séria e a vida cotidiana dos apresentadores se torna cada vez mais tênue. Desta vez, vamos lembrar de quando o âncora do Jornal Hoje, da TV Globo, saiu do armário e assumiu que vivia um romance gay. Trata-se do jornalista Marcelo Cosme, conhecido por sua atuação firme como âncora esporádico do JH e titular do GloboNews em Pauta. Ao revelar sua verdadeira orientação sexual, ele emocionou o público e compartilhou detalhes de seu casamento com o cardiologista Frankel Brandão. Fora do armário e após cinco anos de união estável, o casal selou o compromisso em uma cerimônia que celebrou não apenas o afeto, mas a liberdade de ser quem se é. Aliás, a revelação, que ganhou força nas redes sociais e em entrevistas concedidas, reforça a importância da representatividade LGBTQIA+. Ainda mais em espaços de grande visibilidade, como o horário nobre da TV Globo. O casal, também válido lembrar, tem como madrinhas, as jornalistas Leilane Neubarth e Luiza Zveiter, que simbolizaram o apoio da ‘família profissional’ que Marcelo construiu ao longo de décadas na emissora.
Adesões ao Negocie Já II começam em fevereiro
Negocie Já II amplia as possibilidades de negociação para contribuintes com débitos tributários estaduais – Foto: Economia Programa de regularização fiscal estabelece regras para negociação de débitos de ICMS, IPVA e ITCD Foi publicada nesta segunda-feira (5/1), no Diário Oficial do Estado (DOE), a instrução normativa da Secretaria da Economia que estabelece as regras para adesão ao Negocie Já II, programa que instituiu medidas facilitadoras para a quitação de débitos com a Fazenda Pública estadual. A norma, Instrução Normativa nº 1.616, detalha as condições para regularização de dívidas relativas ao ICMS, IPVA e ITCD. Para os três tributos, o fato gerador considerado pelo programa é 31 de março de 2025. O Negocie Já II foi instituído pela Lei nº 23.983, publicada em 23 de dezembro de 2025, e amplia as possibilidades de negociação para contribuintes com débitos tributários estaduais. As adesões ao programa ocorrerão no período de 1º de fevereiro a 31 de julho deste ano. A adesão será considerada efetivada com o pagamento à vista do crédito ou, no caso de parcelamento, com o pagamento da primeira parcela. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou previamente a negociação com o ICMS em Goiás nos moldes do convênio de 2024. As medidas facilitadoras do Negocie Já II não se aplicam à transação tributária prevista na Lei Complementar nº 197, de 20 de setembro de 2024, evitando a sobreposição de programas de negociação de créditos tributários. A iniciativa considera o atual cenário econômico, marcado pela manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado, pelo encarecimento do crédito e pela imposição de tarifas às exportações brasileiras pelo governo dos Estados Unidos, fatores que impactam diretamente a atividade empresarial e elevam a inadimplência. O programa também reforça a necessidade de atuação dos Estados junto a empresas em recuperação judicial ou em situação de falência, criando condições para a regularização fiscal e a retomada das atividades econômicas. As medidas facilitadoras ampliam a previsibilidade do fluxo de caixa e fortalecem a capacidade do Estado de planejar e executar políticas públicas essenciais, ao mesmo tempo em que asseguram tratamento adequado a contribuintes afetados por dificuldades alheias à sua vontade. Descontos e vantagens No caso do ICMS são oferecidos ao contribuinte descontos nas multas, inclusive a de caráter moratório, e dos juros de mora, além de permitir o parcelamento do débito, que variam de 99% para pagamento à vista. Já no caso de pagamento parcelado, o redutor varia de 40% a 90%, sendo inversamente proporcional ao prazo de pagamento (até 120 parcelas). Quando o crédito tributário de ICMS decorrer exclusivamente de penalidade pecuniária por descumprimento de obrigação acessória, o valor das multas e dos juros de mora será reduzido em 90% no pagamento à vista ou, na hipótese de pagamento parcelado, de 30% a 80%. Para o contribuinte em processo de recuperação judicial ou cuja falência tenha sido decretada, com baixo grau de recuperabilidade dos créditos tributários de ICMS, o percentual mínimo de desconto e o número máximo de parcelas serão de, respectivamente, 70% e 180 parcelas. Em se tratando de créditos tributários relacionados ao IPVA e ao ITCD, o percentual de desconto é de 99% (noventa e nove por cento) na hipótese de pagamento à vista. Já no caso de pagamento parcelado, o redutor varia de 50% a 90%, sendo inversamente proporcional ao prazo de pagamento (até 60 parcelas). O valor de cada uma das parcelas não pode ser inferior a R$ 100,00 para o IPVA e o ITCD e de R$ 300,00 para o ICMS. Compete à Superintendência de Recuperação de Crédito da Secretaria coordenar e executar o programa.
Canetas emagrecedoras: o que acontece quando você para de usar?
Ellen e Tanya perderam peso usando medicamentos GLP-1, mas tiveram experiências muito diferentes na hora de interromper o uso da medicação – © BBC “É como se um interruptor fosse ligado e você instantaneamente começasse a sentir fome.” Tanya Hall tentou parar de tomar medicamentos para emagrecer várias vezes. Mas toda vez que ela interrompe as injeções, o desejo incontrolável por comida volta. Alto e forte. As injeções para emagrecer, ou GLP-1, fizeram por muitos o que as dietas jamais conseguiram. Aquele zumbido constante, que os incentivava a comer mesmo quando estavam satisfeitos, foi desligado. Os medicamentos deram àqueles que nunca pensaram que poderiam emagrecer uma nova forma corporal, uma nova perspectiva e, em muitos casos, uma vida completamente diferente. Mas você não pode continuar tomando-os para sempre, pode? Ou pode? Bem, essa é uma das perguntas que ainda precisam ser respondidas, e que ninguém sabe ao certo a resposta. Conhecidas por marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, esses medicamentos são novos, e os potenciais efeitos colaterais do seu uso a longo prazo estão apenas começando a aparecer. As canetas injetáveis imitam um hormônio liberado após a alimentação, chamado GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e prolonga a sensação de saciedade. O Mounjaro (tizerpatida) ainda atua em outro hormônio, o GIP. No Brasil, uma caneta de 4 doses de Mounjaro de 2,5 mg, a dose mais baixa, está à venda nas farmácias por cerca de R$ 1.400. Ou seja, continuar o tratamento por um longo período não é barato. Então, o que acontece quando você tenta parar? Duas mulheres britânicas, com histórias muito diferentes, mas com o mesmo objetivo — perder peso e manter a forma — contaram à BBC como tem sido a experiência delas. “Foi como se algo se abrisse na minha mente e dissesse: ‘Coma tudo, vá em frente, você merece porque não come nada há muito tempo’.” Tanya, gerente de vendas de uma grande empresa de fitness, começou a tomar Wegovy (semaglutida, o mesmo princípio ativo do Ozempic) para provar um ponto. Ela estava acima do peso, se sentia uma “impostora” e achava que sua opinião não era valorizada em seu setor por causa do seu tamanho. Será que ela seria levada mais a sério se fosse mais magra? No fim, ela diz que suas suspeitas se provaram corretas. Depois que começou a usar as injeções, as pessoas vinham até ela e a parabenizavam pela perda de peso. Ela sentiu que era tratada com mais respeito. No entanto, durante os primeiros meses de tratamento, Tanya teve dificuldades para dormir, sentia-se enjoada o tempo todo, tinha dores de cabeça e até começou a perder cabelo. Os sintomas podem não ter sido causados diretamente pela droga, mas eles estão entre os possíveis efeitos colaterais da rápida perda de peso. “Meu cabelo estava caindo em tufos”, ela lembra. Mas em termos de peso, ela estava obtendo os resultados que esperava. “Eu tinha perdido cerca de 22 quilos.” Agora, mais de 18 meses depois, o que começou como uma espécie de experimento se transformou em uma mudança completa de vida. Ela perdeu 38 quilos e tentou parar de tomar Wegovy várias vezes. Mas, em cada tentativa, em poucos dias, ela diz que come tanto que fica “completamente horrorizada”. Ela deveria continuar com a medicação e conviver com todos os efeitos colaterais que a acompanham, ou se aventurar no desconhecido? A fabricante do Wegovy, Novo Nordisk, afirma que as decisões sobre o tratamento devem ser tomadas em conjunto com um profissional de saúde e que “os efeitos colaterais devem ser levados em consideração como parte desse processo”. Interromper o uso de medicamentos para emagrecer pode ser como “pular de um penhasco”, observa o clínico geral especializado em estilo de vida, Hussain Al-Zubaidi. “Frequentemente, vejo pacientes que interrompem o tratamento quando estão na dose máxima, porque atingiram seu objetivo e simplesmente param.” De acordo com o Dr. Al-Zubaidi, o efeito pode ser semelhante a ser atingido por uma “avalanche ou um tsunami”. A vontade de comer volta já no dia seguinte. Ele afirma que as evidências até o momento sugerem que, entre um e três anos após a interrupção da medicação, as pessoas recuperam uma “proporção significativa do peso perdido”. “Algo entre 60% e 80% do peso perdido retorna” Ellen Ogley está determinada a não deixar isso acontecer. Ela decidiu começar a tomar medicamentos para emagrecer porque havia chegado a um “momento crucial” em sua vida. Ela estava tão acima do peso que teve que assinar um termo de responsabilidade dizendo que poderia não sobreviver a uma cirurgia vital. Começar no Mounjaro foi sua “última chance de acertar”, diz ela. “Eu comia compulsivamente por motivos emocionais”, conta. “Se eu estivesse feliz, comia compulsivamente. Se eu estivesse triste, comia compulsivamente. Não importava, eu não tinha filtro nenhum.” Mas quando ela começou a usar as injeções, “tudo isso desapareceu”. A vida sem o food noise (barulho da comida) deu a Ellen o espaço para redesenhar sua relação com a alimentação. Ela começou a pesquisar sobre nutrição e a criar uma dieta saudável que a ajudasse a nutrir seu corpo. Ela tomou a medicação por 16 semanas antes de começar a reduzir a dose gradualmente, diminuindo ao longo de seis semanas. Ela perdeu 22 kg. À medida que perdia mais peso, ela descobriu que conseguia se exercitar mais e, quando se sentia “para baixo”, em vez de “ir até o armário e me entupir de comida”, ela saía para correr. Mas quando Ellen parou de tomar Mounjaro, ela começou a ver seu peso aumentar, o que, segundo ela, “me deixou um pouco confusa”. É por isso que o apoio adequado é crucial, diz o Dr. Al-Zubaidi. O órgão regulador de medicamentos do Reino Unido, NICE, recomendou que os pacientes recebam pelo menos um ano de aconselhamento contínuo e planos de ação personalizados após interromperem o tratamento, ajudando-os a fazer mudanças práticas em suas vidas para que possam manter o peso e, o mais importante, permanecer saudáveis. Mas para quem paga pelos medicamentos de forma














