Fotos: Hegon Guimarães “Desde o primeiro dia do meu mandato, determinei como prioridade o resgate da ordem, a imposição do Estado Democrático de Direito, o direito de ir e vir e a liberdade dos cidadãos, com a regra de que o bandido muda de profissão ou muda do Estado de Goiás”, afirma Caiado na sua fala sobre sucesso no combate ao crime em Goiás, em fórum nacional no Guarujá (SP). O Estado de Goiás segue avançando de forma consistente no combate à criminalidade, com destaque para a redução de crimes patrimoniais no ano de 2024, conforme dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado quinta-feira (24/7) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os números apontam quedas significativas que impactam diretamente a população e o setor produtivo: roubo de veículos, com redução de 29,6%, furto de veículos cuja redução é de 23,4% e roubo de cargas com queda de 46,9%. As reduções também foram registradas no roubo a transeunte, que teve queda de 30,1%; e a residências, com queda de 17,4%. Para o governador Ronaldo Caiado, a política de segurança pública adotada colocou Goiás em uma realidade diferente da registrada em grande parte do país. “Desde o primeiro dia do meu mandato, determinei como prioridade o resgate da ordem, a imposição do Estado Democrático de Direito, o direito de ir e vir e a liberdade dos cidadãos, com a regra de que o bandido muda de profissão ou muda do Estado de Goiás”, afirma Caiado. Goiás mantém a tendência de queda também em outros crimes patrimoniais, com destaque para as reduções de 31% nos roubos de celulares e 24,5% nos furtos, totalizando uma queda de 26,6% nas ocorrências gerais com celulares em 2024. Em 2023, foram 25.027 ocorrências; em 2024, 18.556. Outro avanço, é a redução de 30,9% nos roubos a estabelecimentos comerciais no estado. Em 2023, foram registrados 647 casos e 452 em 2024. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Renato Brum dos Santos, afirma que a Secretaria de Segurança Pública segue empenhada na integração entre as forças policiais e no fortalecimento da inteligência investigativa. “Esses avanços não acontecem por acaso. São fruto de um trabalho integrado, técnico e permanente das forças de segurança, com ações fundamentadas em inteligência, investigação e presença policial. Goiás tem hoje uma política de segurança pública que entrega resultados concretos à sociedade”, afirma. Operações As reduções dos crimes patrimoniais vem aliada ao policiamento ostensivo e ao trabalho das operações policiais em todo estado. A Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), unidade responsável pela apuração de crimes contra o patrimônio veicular, intensificou suas ações em todo o estado, com a deflagração de 86 operações em 2024. O esforço investigativo resultou em um aumento de 14% nas prisões em flagrante e em um avanço de 219% no cumprimento de mandados de busca e apreensão, demonstrando o papel estratégico da Polícia Judiciária na identificação de autores, localização de veículos e desarticulação de grupos criminosos. Já a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR) consolidou sua atuação no combate às quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. A unidade registrou um aumento de 39% na instauração de inquéritos, promoveu 28 operações, realizou 51 prisões e cumpriu 43 mandados de busca e apreensão — ações que reforçam o compromisso da Polícia Civil com a repressão qualificada e a recuperação de bens.
Goiás registra reduções em todos os crimes patrimoniais em 2024
STF revoga prisão de advogado e policial civil investigados em operação sobre vazamento de informações sigilosas
Foto: TV Anhanguera/TV Globo/Reprodução/Arte g1 Ministro Cristiano Zanin decidiu conceder liberdade provisória para o advogado Antonio lanowich Filho e o policial civil Marco Augusto Nascimento Velasco Albemaz. Os dois estavam presos desde o fim de junho O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder liberdade provisória para o advogado Antonio lanowich Filho e o policial civil Marco Augusto Nascimento Velasco Albemaz. A decisão foi publicada na noite de quinta-feira (24/7) e os dois deixaram as carceragens em que estavam. lanowich Filho e Albemaz estavam presos desde o fim de junho, quando foram alvos da Polícia Federal na operação Sisamnes. O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, foi preso na mesma data, mas foi solto pelo STF e autorizado a retornar ao cargo no dia 17 de julho. Os três são investigados pela PF por suposto envolvimento no vazamento de informações sigilosas no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão do ministro Zanin de conceder liberdade provisória ao advogado e ao policial civil foi contrária às manifestações da Procuradoria-Geral da República, que tinha recomendado a manutenção das prisões preventivas. O ministro afirmou que a situação dos dois investigados é semelhante à do prefeito, a quem supostamente seriam subordinados. “Reputando-se, por isonomia, igualmente satisfatórias as medidas cautelares diversas da prisão, para o fim de evitar a reiteração delitiva”, diz a decisão. O ministro também impôs aos dois as mesmas medidas cautelares aplicadas a Eduardo Siqueira: Proibição de contato entre investigados e com outros investigados das operações “Sisamnes”, “Fames-19” e “Maximus”; Proibição de se ausentar do país, com retenção do passaporte. O que dizem os advogados dos investigados O advogado Thiago Peleja, sócio do escritório Eduardo Ferrão Advogados Associados, comentou: “Conseguimos esclarecer ao Ministro que o Antônio Ianowich nunca teve acesso a informações sobre investigações em curso, muito menos tentou embaraçar ou antecipar diligências sigilosas. Agora, será possível demonstrar que as suspeitas apontadas pela PF não se sustentam”. A defesa do policial Marco Augusto Nascimento Velasco Albemaz não enviou posicionamento, e informou apenas que o cliente foi solto na noite desta quinta-feira (24/7). Entenda as prisões Eduardo Siqueira Campos foi preso pela Polícia Federal (PF) dentro das ações da operação. O advogado e o policial civil também foram alvos de prisão. Os mandados foram determinados pelo ministro Cristiano Zanin. Conforme a PF, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas STJ. A Polícia Federal não especificou quais as suspeitas e indícios que levaram às prisões, ou a relação entre os três alvos. Informou apenas que essa nova fase busca aprofundar as investigações sobre a existência de uma organização criminosa responsável pelo vazamento sistemático de informações sigilosas, oriundas de investigações em curso no STJ, com impacto direto sobre operações da PF. A defesa de Eduardo disse à TV Anhanguera na época que em momento oportuno a verdade aparecerá e que tem provas suficientes de que o prefeito nada tem a ver com o que foi representado pela Polícia Federal. A Prefeitura de Palmas destacou no dia da operação que “as investigações não se relacionam com a atual gestão municipal”. Segundo o STF, as prisões foram determinadas após representação da Polícia Federal e contaram com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Lula pede que Câmara tome providências contra Eduardo Bolsonaro
Divulgação Lula disse ainda que se o presidente dos EUA, Donald Trump, tivesse lhe telefonado, ele teria explicado a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (25/7) que a Câmara dos Deputados deveria tomar providências contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por sua ação nos Estados Unidos junto a autoridades norte-americanas para impor tarifas comerciais e sanções ao Brasil. Em discurso em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Lula disse ainda que se o presidente dos EUA, Donald Trump, tivesse lhe telefonado, ele teria explicado a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, acrescentando que Bolsonaro não está sendo perseguido, mas julgado com amplo direito de defesa por ter tentado dar um golpe de Estado.
Zema à CNN: Vou apoiar candidatos ao Senado que defendam impeachment de ministros do STF
“Com toda certeza, caso essa situação perdure porque é um absurdo você proibir um pai de falar com o filho, é um absurdo você falar que alguém não pode dar entrevistas, isso me parece que é quase que surreal”, disse Zema em referência ao caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse, quinta-feira (24/7), em entrevista ao CNN Prime Time que irá apoiar candidatos ao Senado em 2026 que defendam o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). “Com toda certeza, caso essa situação perdure porque é um absurdo você proibir um pai de falar com o filho, é um absurdo você falar que alguém não pode dar entrevistas, isso me parece que é quase que surreal”, disse Zema em referência ao caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o governador, está havendo um excesso de perseguição do STF com Bolsonaro. “Está havendo, sim, um excesso de perseguição, uma situação absurda por parte do Supremo. Espero que eles revejam antes que algo mais drástico seja necessário para barrar toda essa aberração que está acontecendo”, citou. Renovção Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes impôs medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica, toque de recolher e proibição do uso de redes sociais de forma direta ou por meio de terceiros. Ele foi acusado de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ataque à soberania nacional. Ele ainda confirma que se eleito dará indulto a Bolsonaro caso seja eleito à Presidência em 2026: “Sim, com certeza”. Renovação do Senado Para o governador, haverá uma renovação expressiva do Senado na próxima eleição. “Nós, com toda certeza, vamos ter uma renovação expressiva do Senado ano que vem. Cada estado estará elegendo dois senadores e nós estamos observando e me parece que a imprensa já sinaliza isso”, prosseguiu. Lançamento de candidatura Zema deve ter sua pré-candidatura à Presidência da República lançada em um evento de seu partido, o Novo, em agosto. O anúncio do evento foi comunicado pelo partido. O ato ocorrerá em São Paulo, em 16 de agosto.
Confira o que abre e fecha no feriado da fundação da cidade de Goiás
Fotos: Secult Unidades do Executivo estadual fecham na segunda-feira (28/7) e reabrem na terça-feira (29/7); atividades essenciais, como saúde e policiamento, funcionam normalmente Na próxima segunda-feira (28/7), haverá alterações no funcionamento das repartições públicas do Estado em virtude do feriado consagrado à fundação da cidade de Goiás. Usualmente comemorada no dia 25 de julho, a data foi transferida por meio do Decreto nº 10.709, de 16 de junho. As atividades normais serão retomadas na terça-feira (29/7). As mudanças não se aplicam aos órgãos que desenvolvam atividades consideradas essenciais, como as unidades de saúde, o policiamento civil e militar, o Corpo de Bombeiros Militar e as áreas de arrecadação e de fiscalização. Confira como ficam os horários: Vapt Vupt Todas as unidades estarão fechadas, na capital e interior, na segunda-feira (28). Os atendimentos retornam em seus horários habituais a partir de terça-feira. Detran O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) estará fechado na próxima segunda-feira, dia 28, mas não haverá prejuízos ao cidadão. Documentos, taxas e multas com vencimento nos dias de feriado podem ser pagos no primeiro dia útil subsequente, sem incidência de encargos. Durante o período sem atendimento presencial, os usuários podem ter acesso a diversos serviços online por meio do site oficial do Detran-GO, do Portal Expresso e do aplicativo Detran GO ON. A ferramenta digital oferece funcionalidades como atualização de endereço, solicitação da CNH definitiva, consulta de pontuação, verificação de dados de veículos, entre outros. O aplicativo Detran GO ON está disponível gratuitamente nas lojas Apple Store e Google Play, com versões para dispositivos Android e iOS. O atendimento ao público será retomado normalmente na terça-feira. Restaurante do Bem As unidades do Restaurante do Bem da OVG em todo o estado funcionarão normalmente na próxima segunda-feira (28), das 10h às 14h30, oferecendo refeições balanceadas por apenas R$ 2,00 à população em situação de vulnerabilidade. Procon Seguindo o decreto estadual, não haverá expediente na sede do Procon Goiás no dia 28 de julho. Tanto o atendimento presencial no órgão quanto o Disque-Denúncia, por meio do telefone 151, retornam na terça-feira. Durante o feriado, caso o consumidor precise realizar denúncias ou reclamações, poderá fazer o registro online no portal Expresso (www.go.gov.br). Saneago Equipes da Saneago vão manter os trabalhos administrativos e operacionais para o pleno funcionamento dos sistemas de água e esgoto. O atendimento ao cliente para informar vazamentos, consultar faturas, entre outros, será garantido 24 horas pelos canais: Central 0800 645 0115, Whatsapp (62) 32699115, Agência Virtual no site www.saneago.com.br ou App. Ceasa O mercado da Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa/GO) funcionará normalmente, das 3h às 14h, no feriado do dia 28 (segunda-feira). Já o administrativo da empresa só retorna na terça-feira, às 8h. AGR A Agência Goiana de Regulação (AGR) manterá o atendimento aos usuários dos serviços de saneamento básico, energia elétrica, transporte intermunicipal de passageiros, terminais rodoviários e outros bens desestatizados pelos seus canais eletrônicos (e-mail: ouvidoria@agr.go.gov.br e site: www.agr.go.gov.br/ouvidoria) durante o feriado. O atendimento será pleno a partir de 8h de terça-feira, de forma presencial e pelos canais de whatsapp 62 98480 7353 ou pela central 0800 704 3200 (saneamento e transporte) e 0800 727 0167 (energia). A Unidade Móvel da Ouvidoria estará na cidade de Goiás em atendimento aos usuários durante a transferência da capital. Unidades culturais O Centro Cultural Octo Marques, em Goiânia, funcionará normalmente, com entrada das 9h às 16h para visitação às exposições “Sorrindo é Melhor”, de Cadjoo; “Matrizes de Banzo”, de Marcelo Ramalho; e “Sob nossos cascos”, de Rafael de Almeida. A programação da unidade conta ainda com as oficinas da Escola de Artes Visuais, que promove a Semana de Arte Têxtil, entre os dias 28 de julho e 2 de agosto. A Vila Cultural Cora Coralina também estará aberta das 9h às 16 horas, com as mostras “Orfanato Pictórico”, de Glauco Gonçalves, e “Olhares Sensíveis”, de Daniel Oliveira. Na cidade de Goiás, o Cine Teatro São Joaquim terá programação especial de férias com sessões de cinema no sábado, domingo e segunda-feira, incluindo estreias de clássicos a preços populares. Os demais espaços culturais da Secretaria de Estado da Cultura estarão fechados na segunda-feira: Centro Cultural Martim Cererê, Teatro Goiânia, Cine Cultura, Arquivo Histórico Estadual, bibliotecas Braille e Pio Vargas, Gibiteca Jorge Braga, Museu da Imagem e do Som, em Goiânia. As atividades nesses locais serão retomadas normalmente a partir de terça-feira, 29 de julho. Já o Palácio Conde dos Arcos, na cidade de Goiás, permanece fechado para manutenção até o dia 31 de julho.
Após Moraes descartar prisão, Bolsonaro chora
CNN “A perseguição dói, a falta de liberdade dói. Dói não poder sair com a família, dói não poder ir ao McDonald’s com a minha milha”, afirmou Michelle Bolsonaro Logo após a decisão do ministro Alexandre de Moraes de descartar prisão preventiva, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico, nesta quinta-feira (24/7), e chorou ao ouvir o sermão. De tornozeleira eletrônica, Bolsonaro sentou-se na primeira fila da igreja e permaneceu em silêncio durante toda a cerimônia. Ele estava acompanhado do filho mais novo, o vereador Jair Renan (PL), do senador Magno Malta (PL-ES), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle discursou durante a cerimônia. Disse que a família está sofrendo com a exposição e falta de liberdade. “A perseguição dói, a falta de liberdade dói. Dói não poder sair com a família, dói não poder ir ao McDonald’s com a minha filha e não poder chegar e pedir o pedido, ter que afirmou. Nesta quinta-feira (24), após receber a defesa dos advogados do ex-presidente, o ministro Alexandre de Moraes reforçou que Bolsonaro não está proibido de conceder entrevistas a veículos de imprensa.
Etapa do MotoGP será realizada em Goiânia em 22 de março de 2026
Fotos: Cristiano Borges Principal competição de motovelocidade do mundo retorno a Goiás após 37 anos. Governador Ronaldo Caiado vistoriou obras do Autódromo, nesta quinta (24/7) O Governo de Goiás, em parceria com a MotoGP, anunciou, nesta quinta-feira (24/7), o calendário para a temporada de 2026 da competição, realizada no Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna. Entre os dias 20 e 22 de março, os principais pilotos e as motocicletas mais velozes do mundo estarão na capital, em um evento histórico para o esporte a motor brasileiro. O governador Ronaldo Caiado destacou que Goiás será o único local de toda a América Latina a sediar uma etapa da competição. “Em março, teremos em Goiânia esse grande evento, tão aguardado por todo o país. Vamos receber milhares de pessoas apaixonadas pela MotoGP”, garantiu. O gestor goiano acompanhou de perto o andamento das obras do Autódromo. Desde janeiro, o local está passando por intervenções para receber a competição de motovelocidade. A última corrida da categoria em solo goiano foi disputada em 1989 e retorna após 37 anos, graças aos esforços do Governo de Goiás em adequar as instalações do autódromo para garantir o sucesso do evento. “Nosso autódromo está ficando uma maravilha”, enalteceu Caiado. As obras na pista iniciaram nas áreas de escape do circuito, incluindo muretas de contenção, guardrails e barreiras de pneus, visando proporcionar segurança máxima aos pilotos. A camada asfáltica do circuito será totalmente trocada, enquanto a reta principal terá alargamento de cerca de um metro e as áreas de escape de caixas de brita também serão ampliadas. Antes disso, ainda em janeiro, as obras nas áreas dos boxes, camarotes, prédio administrativo, torre de controle e centro médico foram iniciadas. “Estamos utilizando materiais de maior durabilidade para competições”, ressaltou o arquiteto Carlos Wieck, da Motor Sport, responsável pelo projeto, ao detalhar o andamento da obra. “Já frisamos toda a pista para depois aplicar a camada do novo pavimento e já realizamos toda a terraplanagem para a implementação das caixas de brita”, concluiu. O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, lembrou que a praça esportiva será homologada pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). “O autódromo de Goiânia poderá receber qualquer competição internacional, tanto de motos, quanto de carros”, explicou. Já o gerente do autódromo, Roberto Boettcher, comentou que voltar a receber a competição internacional é um sonho realizado. “Estamos ganhando um novo autódromo. Tudo que é de melhor está sendo feito e será um dos melhores do mundo”, afirmou. Impacto econômico Um estudo feito pelo Instituto Mauro Borges (IMB), indica que a realização do evento vai movimentar a economia goiana em cerca de R$ 1 bilhão. A expectativa é que sejam gerados ao menos 4 mil empregos, além de aquecer toda a cadeia de negócios em torno da corrida, o chamado trade turístico. A projeção aponta que o evento deve atrair mais de 150 mil pessoas, sendo 12% do exterior e 32% de outros estados, impactando principalmente os setores de transporte, hotelaria, comércio de produtos alimentícios e bebidas, e atividades de publicidade, televisão e cinematografia.
Caiado articula com setor produtivo e busca blindar economia goiana de tarifaço
Fotos: Walter Folador e Lucas Diener Governador se reúne com lideranças goianas da mineração, soja e cítricos para discutir impactos da taxação de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos da América (EUA) O governador Ronaldo Caiado se reuniu, na tarde de quarta-feira (23/7), com lideranças da mineração, soja e cítrico para discutir soluções alternativas para proteger a economia goiana dos impactos da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos da América (EUA). A medida foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump e tem previsão de entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Essa foi a segunda reunião realizada pelo chefe do Executivo goiano, que pela manhã, recebeu os setores da saúde e do agronegócio. “Foi um dia com bastante reuniões e com resultados positivos no sentido de trabalhar e achar canais de diálogo para diminuir essa carga tributária”, frisou Caiado. Para ele, a diplomacia é a saída para a iniciar a conversa com o governo americano. “Vamos usar da articulação, como tenho feito, para ampliar essa discussão no sentido de mostrar que somos parceiros”, afirmou. As reuniões setorizadas promovidas pelo governador Ronaldo Caiado ocorrem um dia após o Governo de Goiás divulgar o lançamento de linhas de crédito em apoio ao empresariado. Goiás foi o primeiro estado a tomar medidas efetivas com o objetivo de proteger a economia e os empregos. O presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração de Goiás e do Distrito Federal (Minde), Luiz Antônio Vessani, citou efeitos já sentidos no Estado com o cancelamento de pedidos após o anúncio do presidente dos EUA. “Estamos preocupados, principalmente com a parte da vermiculita”, explicou sobre o mineral que possui diversas aplicações industriais e agrícolas. Representante da Brasil Minérios, Lucas Campos, destacou que os EUA são o principal mercado importador da vermiculita produzida pela empresa em Goiás. “Do total que exportamos, 60% é para os EUA, que utilizam na construção civil”, detalhou. “Temos buscado diálogo com agências de fomento dos Estados Unidos, que agora estão frias e fica difícil a conversa por conta do tarifaço”, relatou o representante da mineradora TGM, Luiz Curado. A empresa produz bauxita, mineral usado principalmente para metalurgia de alumínio. “Conseguimos colocar com bastante clareza como a tarifação atinge frontalmente a mineração e entendemos que a proposta de abrir linhas de crédito e criação de uma ouvidoria para os problemas que virão é extremamente útil. Vamos conseguir melhorar as consequências tão nefastas desse tarifaço”, avaliou Luiz Antônio Vessani. Agricultura e Pecuária Em seguida, Caiado se encontrou com representantes da soja e cítrico. O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja Goiás), Clodoaldo Calegari, relatou que os reflexos nas exportações de carnes atingem diretamente o segmento, que produz a base da formulação de ração para essa cadeia. “Mas tudo ainda demanda um estudo mais aprofundado de quão longe vai esse impacto”, reconheceu. Calegari relatou preocupação com a importação de máquinas e seus componentes, caso haja tarifação recíproca, e citou que no setor da agricultura a situação é mais complicada com tarifaço porque a produção, em razão do clima, já teve margens achatadas ou até negativas na atual safra. “Se tivermos mais um período desfavorável, as dificuldades se agravarão ainda mais”, acrescentou. Ele ainda destacou a queda no preço da arroba de boi e dos animais em leilão. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás, Eduardo Veras, relatou efeitos indiretos para o setor de citricos, já que o Estado exporta laranja para São Paulo e Minas Gerais, que podem parar de comprar caso o envio do produto aos EUA seja afetado. No entanto, a maior preocupação é com relação ao café. No primeiro semestre de 2024, Goiás exportou U$$ 50 milhões. “Os Estados Unidos representam 16% do produto que nós exportamos. Os produtores goianos terão reflexos diretos no caso dessa taxação”, adiantou Veras. Ao final do encontro, o governador disse que o conselho inaugurado com essas reuniões ficará aberto sempre que houver necessidade para discutir soluções. “Serão sempre encontros por cada setor. Acho que foi mais inteligente porque conseguimos definir bem a preocupação de cada um”, destacou. A rodada de reuniões segue nesta quinta-feira (24/7) com o segmento de sucroenergético.
Flávio Bolsonaro apresenta pedido de impeachment de Alexandre de Moraes ao Senado Federal
Brasil 247 Segundo a CNN Brasil, o Parlamentar alega que a decisão do ministro “viola o direito individual do ex-presidente à livre manifestação” e ainda “suprime o direito coletivo da população de ter acesso às suas ideias, discursos e posicionamentos” O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta quarta-feira (23/7) ao Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A iniciativa se baseia nas medidas judiciais determinadas por Moraes que impuseram restrições a Jair Bolsonaro (PL-RJ), atualmente impedido de se manifestar publicamente, inclusive nas redes sociais. Segundo a CNN Brasil, o parlamentar alega que a decisão do ministro “viola o direito individual do ex-presidente à livre manifestação” e ainda “suprime o direito coletivo da população de ter acesso às suas ideias, discursos e posicionamentos”. Para ele, ao restringir essas manifestações “sob pena de prisão”, Moraes teria afetado “a arena pública de debate, desequilibrado o ambiente democrático e ferido frontalmente o entendimento doutrinário e jurisprudencial firmado pela própria Corte a que pertence”. Flávio também acusa Moraes de extrapolar os limites constitucionais de sua função: “O que se verifica, em verdade, é que o Ministro relator abandona sua posição constitucional de julgador imparcial para assumir um protagonismo político absolutamente incompatível com o cargo que ocupa”. O Senador ainda questiona a suposta censura a comunicações privadas, como entre Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e afirma que encontros diplomáticos do ex-mandatário com lideranças internacionais estariam sendo tratados como suspeitos, o que, segundo ele, representa uma “inversão radical da lógica constitucional”. Vídeo relacionado: Flávio Bolsonaro protocola pedido de impeachment de Moraes no Senado: ‘Cruzou todos os limites’ (Dailymotion). Na argumentação encaminhada ao Senado, de acordo com a reportagem, Flávio Bolsonaro resgata episódios envolvendo figuras públicas da esquerda para embasar o que chama de “disparidade de tratamento” por parte do STF. Ele lembra que, em abril de 2016, a então presidente Dilma Rousseff discursou na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmando estar sofrendo um golpe, sem que qualquer reação jurídica tenha partido da Suprema Corte. O Senador também menciona Cristiano Zanin, atual ministro do STF e ex-advogado de Luiz Inácio Lula da Silva. “Anos depois, o hoje Ministro do STF, Cristiano Zanin, enquanto atuava como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva, viajou à Europa […] difundindo a tese de que Lula era vítima de perseguição judicial no Brasil”, relata. “Nenhuma medida judicial foi imposta pela Suprema Corte para censurá-lo, limitá-lo ou considerá-lo autor de atos de atentado à soberania nacional”, sustenta. Para Flávio, esses exemplos demonstram que “nada disso foi tratado como obstrução de Justiça, conspiração contra a soberania nacional ou tentativa de submeter o sistema judiciário brasileiro ao crivo de governos estrangeiros”. “Se Lula, mesmo preso, teve assegurado o direito de expressar livremente suas opiniões — por que Jair Bolsonaro, em liberdade e sem condenação, é silenciado por decisão judicial?”, questionou. Ele também critica a forma como as manifestações de Eduardo Bolsonaro têm sido interpretadas como ameaças à soberania nacional. Na conclusão do pedido de impeachment, Flávio afirma que o Supremo Tribunal Federal teria adotado “um critério ideológico seletivo”, ao tratar com tolerância manifestações políticas de lideranças de esquerda enquanto aplica sanções contra Jair Bolsonaro. “Nas situações envolvendo Dilma e Lula, não houve imputação criminal, inquérito policial, medidas cautelares, censura, nem mesmo reprimenda pública por parte do STF”, escreveu. O STF não se pronunciou sobre o caso.
Caiado abre diálogo com setores da saúde e agronegócio para mitigar efeitos do tarifaço dos EUA
Fotos: Wesley Costa e André Saddi Ao longo de dois dias, governador lidera uma série de reuniões que discutem estratégias para proteger a economia e os empregos dos goianos O governador Ronaldo Caiado recebeu, na manhã desta quarta-feira (23/7), lideranças dos setores da saúde e do agronegócio para dialogar sobre estratégias que possam mitigar o impacto do tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos para o Brasil. As reuniões ocorrem um dia após o lançamento de linhas de crédito em apoio ao empresariado. Goiás foi o primeiro estado a tomar medidas efetivas com o objetivo de proteger a economia e os empregos. Conforme anunciado, o governador e auxiliares do primeiro escalão iniciaram o ciclo de diálogo pelo setor de Fármacos e Saúde. Na sequência, ouviram produtores de Carne, Derivados e Pescados. Na tarde desta quarta-feira (23/7), Caiado fará dois encontros temáticos: Mineração, seguido por Soja e Cítricos. Já na quinta-feira (24/7), encerra a rodada de reuniões com Sucroenergético e Curtume. A partir disso, Caiado quer entender as demandas específicas de cada área e alinhar a atuação das secretarias de governo para auxiliar o empresariado. Caiado afirmou que a preocupação comum aos setores é a adoção, por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da reciprocidade tarifária, o que causaria a escalada de uma grave crise econômica e social. Para ele, o Brasil sofre consequências de uma polarização política. “Precisamos trabalhar para que essa taxa não venha impor ao Estado de Goiás uma penalização que não tem nada a ver. O que nós vamos sofrer, em decorrência de uma briga ideológica que está acontecendo neste momento?”, questionou. “Nós somos aliados da livre iniciativa, da economia de mercado, da liberdade de expressão. Então, se a posição do presidente da República é provocativa aos americanos, não é por isso que Goiás ou outros estados tenham que ser penalizados”, argumentou. “Essa posição é do Lula, e não nossa [dos governadores]. Nós queremos acordo, diálogo. Queremos deixar os empresários trabalharem e garantir o emprego dos trabalhadores. Manter a condição de o Estado arrecadar e fazer jus à demanda da população, com saúde, educação, segurança, programas sociais, infraestrutura e tudo mais”, completou Caiado. Fármacos e saúde Na primeira reunião, lideranças do setor de fármacos e da saúde apontaram as consequências desastrosas de uma eventual reciprocidade tarifária. Isso porque grande parte de equipamentos ou insumos têm origem ou controle americanos. Caiado, inclusive, pediu um “gesto humanitário” por parte do governo americano para excluir a saúde do tarifaço. “É o sentimento de todos que vieram à reunião, já que coloca em risco a vida de pessoas”, frisou o governador. “Em torno de 30% dos custos relativos aos hospitais estão relacionados a insumos, materiais e medicamentos. A estimativa é que, se houver retaliação, aumente na ordem de 2 a 3% o custo total dos hospitais. Pode ser a diferença entre a sustentabilidade do hospital, ou não”, afirmou o secretário da Saúde, Rasivel dos Reis. Conforme explicou, tal cenário mostra o risco do fechamento de unidades de saúde, o que pode sobrecarregar o sistema. CEO da Halex Istar, Thiago Salinas deu o exemplo de como uma reciprocidade tarifária afetaria o soro fisiológico, que é um dos insumos mais utilizados na saúde. “O principal custo está na embalagem, e ela é vinda diretamente dos Estados Unidos da América (EUA), alertou. O empresário ainda comentou sobre os entraves regulatórios: a troca de fornecedor de embalagens poderia levar anos até ser autorizada. Já o presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Renato Daher, indicou o risco de “desabastecimento de alguns produtos estratégicos, como equipamento de imagem e OPME [Órteses, Próteses e Materiais Especiais]”. Carne, Derivados e Pescados No encontro com representantes do agronegócio, foram discutidas as consequências da taxação anunciada por Donald Trump que causarão impacto imediato no setor. “Estamos nos preparando antecipadamente, tomando medidas ao invés de começar a discutir só a partir de 2 de agosto. Somos o único Estado que está preparando um plano”, enfatizou Caiado sobre as linhas de crédito apresentadas na última terça-feira (22/7). Ao todo, o governador lançou três medidas: o Fundo Creditório, que apoiará os segmentos da economia goiana que mais exportam para os Estados Unidos; o uso do Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq), que fornece recursos financeiros para subsidiar o pagamento de encargos em operações de crédito; e do Fundo de Estabilização Econômica do Estado de Goiás, uma reserva financeira que pode ser utilizada em momentos de crise econômica para garantir a continuidade de serviços essenciais. O encontro reuniu lideranças da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), além de empresários do segmento e representantes sindicais.














