Brasil 247 CPI contra Moraes e viagem a Israel: veja os diálogos que a PF encontrou no celular de Bolsonaro Diálogos inéditos do telefone celular do ex-presidente Jair Bolsonaro PL-RJ), apreendidos pela Polícia Federal (PF) em maio de 2023, mostram os bastidores da atuação política do ex-presidente junto ao Congresso Nacional após sua saída do poder, seu relacionamento com empresários e como ele acionava sua rede de contatos para tentar se manter relevante durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva . Procurada, a defesa do ex-presidente disse que não se manifestou sobre o assunto. O conteúdo do celular de Bolsonaro foi extraído pela Polícia Federal após sua apreensão, em 3 de maio de 2023, na operação que investigou fraudes em certificados de vacinas. O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso com exclusividade a esse conteúdo, composto por 7.268 arquivos, que incluem conversas de WhatsApp, documentos, áudios e vídeos. A maior parte dos diálogos acessados pela PF, porém, foi restrita a um período de uma semana antes do aparelho celular ter sido apreendido. Conversas anteriores a essa data foram apagadas e não foram recuperadas. Os diálogos são de 2023, da época da apreensão — não se trata do aparelho celular apreendido na operação da Polícia Federal do último dia 18 , quando foi imposto o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente. Um dos diálogos mostra que o ex-presidente orientou o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) a aprovar um pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o ministro do Supremo “Boa noite, presidente. A galera tá me instruído aí porque Eduardo, todo mundo assinou essa CPI de abuso de autoridade do TSE e do STF e eu não assinei até agora porque… eu não queria entrar nessa bola dividida, com medo de dificuldades até o senhor mesmo nas decisões lá. O que o senhor acha aí mais ou menos?” – disse. Bolsonaro respondeu: “Eu controlaria. Sempre existe a possibilidade de retaliações”. Depois disso, Hélio Lopes afirma: “Já assinei”. A CPI foi proposta em 2022 pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), com o objetivo de apurar supostos abusos de autoridade do STF e do Tribunal Superior Eleitoral . No início de 2023, deputados bolsonaristas tentaram ressuscitar a proposta e colher assinaturas, mas até hoje a comissão não saiu do papel. Em 2023, Bolsonaro também orientou seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a articular a derrota do projeto de lei das fake news na Câmara. O ex-presidente apresentou diversas publicações contra esse projeto, que estabelece diretrizes para a divulgação de conteúdo das redes sociais e combate a notícias falsas. A proposta foi apelidada pelos bolsonaristas de PL da Censura e acabou sendo enterrada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Em conversa com Eduardo, em 2 de maio de 2023, Bolsonaro disse a seu filho que o projeto deveria ser levado à votação no plenário naquele dia. A expectativa dos bolsonaristas era de que houvesse votos suficientes para rejeitar a proposta. Às 19h39 daquele dia, Eduardo enviou uma mensagem a Jair: “Orlando Silva acabou de pedir para retirar de pauta o PL 2630”. O pai respondeu em seguida: “Tem que votar hoje”. “Manifestei pela votação hoje, como líder da minoria”, disse Eduardo. O ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, se ofereceu para bancar uma viagem de Jair Bolsonaro ao país em 2023, conforme mensagens de WhatsApp registradas no celular do ex-presidente. Uma conversa ocorreu no final de abril daquele ano, dias antes de Bolsonaro ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de fraudes em certificados de vacina . Shelley tinha boa relação com Bolsonaro no período em que foi embaixador de Israel no Brasil, entre 2017 e 2021. Durante seu governo, ele chegou a dizer que o Brasil iria transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, mudança com forte significado diplomático porque significaria o reconhecimento da cidade como capital de Israel e geraria atritos com países árabes. Diante das críticas, Bolsonaro acabou recuando do plano. Bolsonaro respondeu em mensagem de áudio e transmitiu uma saudação ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu : “Fala Shelley. Na verdade é uma revolução né, proteína, carne em 3D. Parabéns aí pra vocês e vamos ver né qual o futuro dessa máquina aí. Um abraço e um abraço aí no nosso amigo Netanyahu”. Shelley, então, faz um convite ao ex-presidente brasileiro. “Obrigado. Vou falar com ele amanhã. Como você está? Vem nos visitar?”. Em seguida, ele diz que a bancaria a viagem, sem explicar de onde sairiam os recursos – além de ser embaixador, ele também tinha atuação em Israel como empresário. “Vou cuidar de você 14 semanas em Israel, vou pagar o custo de sua presença, hotel e tal por 3 pessoas se você quiser”. Minutos depois, Shelley corrige o período de 14 semanas, diminuindo ter se confundido. “14 dias”. Bolsonaro responde: “Ô Shelley, obrigado, vou falar com a esposa aí e ver o que ela acha. Obrigado, um abraço”. O ex-presidente encaminhou o convite a Michelle, mas ela não deu uma resposta sobre a possível viagem. Shelley não retornou aos contatos da reportagem. Preocupação em manter o apoio ao agronegócio Os diálogos de Bolsonaro no início de 2023 mostram sua preocupação em manter o apoio ao agronegócio à sua figura, mesmo com o início do governo Lula. Em uma lista de transmissão do seu WhatsApp, na qual ele disparava mensagens para um grupo de contatos que incluía deputados e outros aliados, Bolsonaro apresentou notícias sobre a demarcação de terras indígenas e ocupação de fazendas pelo MST no governo Lula. Em seguida, fez críticas à gestão do petista. “Cada vez mais problemas para o agro”, disse. “Com Bolsonaro: ZERO demarcações”, complementou. O tema também foi debatido em uma conversa do ex-presidente com seu ex-ministro e ex-candidato a vice, o general Walter Braga Netto . Nas mensagens, o general disse a Bolsonaro que iria levantar dados sobre o agronegócio com a ex-ministra Tereza Cristina para serem usados em um evento no qual o ex-presidente participaria no final
Veja os diálogos que a PF encontrou no celular de Bolsonaro
Caiado prestigia aniversário de 10 anos de fundação da Igreja Impactados em Goiânia
Governador destacou a força da fé e o papel das igrejas para a construção de um estado mais solidário O governador Ronaldo Caiado prestigiou, na manhã deste domingo (27/7), o 10º aniversário de fundação da Igreja Impactados, em Goiânia. A celebração marcou uma década de atuação da instituição na propagação do evangelho e no fortalecimento da fé cristã, com programação que incluiu louvor, testemunhos e retrospectivas da trajetória da igreja. Ao discursar durante o evento, Caiado ressaltou a importância da fé e classificou a ocasião como um momento de gratidão e renovação espiritual. “Sou um homem de fé. Acredito em Deus, na construção da família e no poder da oração. A medicina tem seus limites. Como cirurgião, sei que há curas que só podem ser explicadas pela fé. Existem milagres que a ciência não consegue entender”, afirmou. O governador também ressaltou sua trajetória pública: “Trabalhei incansavelmente por Goiás, buscando oferecer uma educação de qualidade, segurança e acolhimento aos que mais precisam. Peço que continuem me incluindo nas orações, para que Deus me ilumine nos novos desafios que virão.” O bispo Rinaldo Ruela, líder da Igreja Impactados, agradeceu a presença do governador e falou da emoção de celebrar uma caminhada de fé construída ao longo dos últimos 10 anos. “Nosso coração se enche de gratidão. Vemos aqui pessoas de vários campos e cidades que vieram celebrar conosco. Isso mostra o quanto Deus tem sido bom e o quanto a fé tem transformado vidas. É precioso ver o que Ele tem feito em nosso meio”, declarou o bispo. Fundada em 15 de julho de 2015 com apenas 15 integrantes, a Igreja Impactados nasceu com a proposta de ser uma igreja de milagres: viva, dinâmica e voltada ao compartilhamento da fé. Atualmente, a congregação já conta com mais de dois mil membros e exerce importante papel social. Comemoração Na noite de sábado (26/7), também na capital, o governador participou do culto em comemoração ao aniversário de 59 anos do pastor Josué Gouveia, presidente da Assembleia de Deus Ministério Vila Nova. Pastor há 13 anos à frente da congregação, Gouveia é ainda 2º vice-presidente da Convenção Estadual e 5º secretário da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira (Conamad). Durante a celebração, Caiado destacou o trabalho social e espiritual realizado pelo líder religioso. “Ele é um líder que todos nós reconhecemos pelo trabalho, não só de evangelização. Como governador, posso testemunhar que nos momentos mais difíceis da governabilidade, ele esteve ao lado do povo goiano, nos ajudando a transformar Goiás em referência do melhor estado para se viver no Brasil”, afirmou. A Assembleia de Deus Ministério Vila Nova tem sido referência em evangelização e formação de lideranças espirituais, com atuação não apenas em Goiás, mas em diversos estados e países.
Secretário de Trump (foto) confirma taxa dos EUA ao Brasil em agosto
Casa Branca/Reprodução “Sem prorrogações, sem mais períodos de carência, em 1º de agosto, as tarifas serão definidas. Elas entrarão em vigor. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro”, declarou Lutnick O Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou neste domingo (27/7) que as taxas impostas a outros países entram em vigor no próximo dia 1º de agosto. O anúncio foi feito em entrevista à Fox News e reforçado no perfil oficial da Casa Branca do X. “Sem prorrogações, sem mais períodos de carência, em 1º de agosto, as tarifas serão definidas. Elas entrarão em vigor. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro”, declarou Lutnick. O Brasil está no topo da lista de países afetados. A taxa imposta pelo presidente Donald Trump será de 50% sobre todos os produtos brasileiros, o maior percentual entre os atingidos. O secretário reafirmou, no entanto, que “Trump está sempre disposto a ouvir. Se ele ficará feliz ou não, é outra questão… Mas ele está sempre disposto a negociar”, disse o secretário. Além do Brasil, outros países atingidos pelas tarifas incluem União Europeia (30%), Canadá (35%), México (30%) e Coreia do Sul (25%), mas nenhum deles foi alvo de uma alíquota tão alta quanto a imposta aos produtos brasileiros. Tarifa contra produtos brasileiros No caso do Brasil, as tarifas misturam justificativas políticas e econômicas. Em carta enviada ao presidente Lula, Trump citou a “censura a redes sociais dos EUA” e defendeu Jair Bolsonaro, dizendo que o ex-presidente brasileiro é alvo de uma “caça às bruxas”. Ele ainda disse que a relação comercial com o Brasil “tem sido injusta” e “não recíproca”. No entanto, o governo americano tem superávit com o Brasil: de 2009 até hoje, as exportações americanas superaram as importações em US$ 88,61 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
“Eu estou na paz”, diz Ibaneis ao negociar saída de deputados acampados
“Eu vim aqui conversar porque eu não tenho nada contra as manifestações, acho que as coisas não estão do jeito que a gente gostaria que estivesse. Eu não fui eleito pra isso, entendeu?”, disse Ibaneis ao conversar com os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e os advogados dos parlamentares Ao negociar a saída dos deputados bolsonaristas acampados na Praça dos Três Poderes, na frente do STF (Supremo Tribunal Federal), durante a madrugada de sábado (26/7), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que buscava resolver a situação “na paz”. “Eu vim aqui conversar porque eu não tenho nada contra as manifestações, acho que as coisas não estão do jeito que a gente gostaria que estivesse. Eu não fui eleito pra isso, entendeu?”, disse Ibaneis ao conversar com os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e os advogados dos parlamentares. A ida do governador ao acampamento foi uma resposta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que, na noite de sexta-feira (25), havia determinado a imediata retirada dos parlamentares do Partido Liberal que ocupavam a Praça. Moraes também notificou o governador para que impedisse a formação de novos acampamentos no local, sob pena de prisão em flagrante em caso de “resistência ou desobediência” dos envolvidos. Ao dialogar com os deputados, o governador disse que estava ali para garantir uma saída pacífica: “Nosso pessoal tá aqui pra ajudar a fazer tudo, levar aonde vocês precisarem”. “Eu tô na paz, não estou concordando com nada do que está acontecendo nesse país, acho que esse não é o caminho. Eu sou uma pessoa da democracia, acho que a gente resolve os problemas nas urnas”, acrescentou Ibaneis. À CNN, o governador disse que tomou conhecimento da decisão do ministro Alexandre de Moraes para a retirada do acampamento enquanto estava a caminho do local. Desocupação Após o diálogo com o governador naquela madrugada, Hélio Lopes e o Coronel Chrisóstomo afirmaram que iriam deixar a Praça dos Três Poderes. No último sábado (26/7), Moraes determinou a proibição de qualquer tipo de acampamento no raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, de quartéis das Forças Armadas e da Esplanada dos Ministérios. O magistrado ainda citou os atos de 8 de Janeiro na decisão. “Em complemento a decisão anterior, pelos mesmos fundamentos, para garantir a segurança pública e evitar novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8/1/2023, determino a proibição de qualquer acampamento em um raio de 1km da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e, obviamente, em frente aos quartéis das Forças Armadas”, escreveu o ministro. A Praça dos Três Poderes foi interditada na manhã de ontem pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O local segue fechado para visitação pública na manhã deste domingo (27/7).
Deputados estaduais prestigiam entrega de pavimentação asfáltica entre Itapiratins e Itacajá
Foto: Antônio Gonçalves “Essa interligação é mais do que justa. Conheço a realidade de cidades isoladas, como Esperantina onde fui prefeito, e sei o quanto o asfalto transforma vidas. Esta rodovia é um marco de justiça social”, Amélio Cayres O presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, e o vice, Léo Barbosa (ambos do Republicanos), ao lado de outros quatro deputados estaduais, participaram sábado (26/7) da solenidade de entrega da pavimentação da TO-239, entre Itapiratins e Itacajá. Amélio Cayres destacou a importância da obra para a região. “Essa interligação é mais do que justa. Conheço a realidade de cidades isoladas, como Esperantina onde fui prefeito, e sei o quanto o asfalto transforma vidas. Esta rodovia é um marco de justiça social”. Já Léo Barbosa celebrou o avanço da obra para a região. “Um novo tempo de desenvolvimento e dignidade começa hoje. Mães não precisarão mais enfrentar estradas de terra para buscar atendimento médico. É uma correção histórica para uma região de gente trabalhadora”. Considerado um marco histórico para a população da região – que aguardou 36 anos pela obra –, a rodovia teve investimento de R$ 29,79 milhões, contempla 44,05 km e integra o programa “Tem Obra, Tem Asfalto”, do Governo do Estado. Em seu discurso, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) enfatizou a importância da rodovia. “É a realização do sonho das pessoas. A valorização social é nosso principal motivo de trabalho. Esta obra trará mais desenvolvimento para a região”. Presentes Também prestigiaram a solenidade os deputados estaduais Ivory de Lira (PCdoB), Dr. Danilo (PL), Vilmar do Detran (SD) e Luciano Oliveira (PSD); os deputados federais Lázaro Botelho (PP), Carlos Gaguim (UB) e Ricardo Ayres (Republicanos); o presidente da Associação Tocantinense de Municípios, Big Jow; o ex-governador Sandoval Cardoso; prefeitos e vereadores.
Caiado cobra soluções do governo federal para o tarifaço de Trump
Fotos: Hegon Correa Governador cobrou soluções imediatas, afirmou que momento exige responsabilidade e diálogo, e reforçou pedido para que os governadores sejam ouvidos, em evento que mais de 45 mil participantes Mais proatividade e responsabilidade, e menos “palanque”. O governador Ronaldo Caiado voltou a fazer duras críticas à postura do governo federal diante do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos da América (EUA) produtos brasileiros, neste sábado (26/7). Dessa vez, durante um dos principais eventos econômicos do país: a Expert XP. Em sua 15ª edição, que se encerra hoje, o encontro é reconhecido como o maior festival de investimentos do mundo, promovido anualmente pela XP Inc. e sua corretora XP Investimentos. Cerca de 70 palestrantes expuseram temas relevantes no cenário nacional e internacional a mais de 45 mil participantes nos dias do evento. Caiado cobrou soluções imediatas. Afirmou que o momento exige responsabilidade e diálogo, e pediu maior participação dos governadores nas decisões que afetam diretamente as economias estaduais. “É um momento de inquietação em todo o país. E o que se espera agora é lucidez, habilidade, capacidade de diálogo e soluções reais. Não se pode usar uma situação delicada como essa para montar palanque eleitoral”, afirmou. “Todos nós sabemos tratar isso com maturidade, buscando diálogo, solução. O Brasil é dos brasileiros. E nós, como governadores, precisamos ser ouvidos”, pontuou. Enquanto União Europeia, Japão, Indonésia e China já se reposicionaram e avançaram em acordos com os Estados Unidos, o Brasil, segundo Caiado, permanece preso a uma “queda de braço ideológica, cujo verdadeiro objetivo é eleitoral”. Segundo o governador, os reflexos da taxação já são sentidos em diversas cadeias produtivas, especialmente em estados exportadores. Ele citou impactos diretos na carne bovina, no açúcar orgânico e na exportação de rações — setores essenciais para a balança comercial de Goiás e de outras unidades da federação. Caiado foi ouvido durante o painel “O Brasil que se constrói nos Estados”, ao lado dos governadores Ratinho Junior (Paraná) e Tarcísio de Freitas (São Paulo), com mediação de Rafael Furlanetti, diretor institucional da XP. “O Brasil está num momento muito difícil e a gente tem a missão de estar aqui para debater e de alguma maneira colaborar com o nosso país. Acredito que os governadores que estão aqui representados fizeram a sua lição de casa, de enxugar a máquina pública, trazer mais eficiência, trazer mais modernização”, afirmou Ratinho. “A gente tem consciência exata do momento crítico que o país está vivendo. O país está se distanciando das suas vocações, com uma carga tributária que vem aumentando; um imposto novo a cada 37 dias. Um país que está maltratando o seu empreendedor; um governo que prega a divisão”, refletiu Tarcísio. “A boa notícia é que nós temos um grupo que sabe exatamente o caminho, que tem a liderança para fazer uma reforma administrativa, trazer a desindexação da economia, fazer a desvinculação. Poder colocar o Brasil no eixo do crescimento, para trazer segurança e endurecer com os bandidos”. Ações O chefe do Executivo goiano exigiu do governo federal soluções imediatas, aos moldes das que já foram apresentadas pelo Governo de Goiás. Dentre as quais, estão o Fundo Creditório, que beneficia o setor produtivo já a partir do mês de agosto, com estimativa de pelo menos R$ 628 milhões em créditos de Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS) passíveis de utilização como garantia para acesso à linha de crédito. Nesta modalidade, são previstos R$ 314 milhões em créditos de ICMS e R$ 314 milhões provenientes de apoiadores do mercado financeiro que queiram aportar no fundo. A outra opção apresentada pelo governador é a utilização do Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq), um fundo público de natureza financeira vinculado à Goiás Fomento. Ele foi criado em 2020 durante a pandemia de Covid-19, com o objetivo de fornecer recursos financeiros para subsidiar o pagamento de encargos em operações de crédito. A terceira alternativa é a utilização do Fundo de Estabilização Econômica do Estado de Goiás, uma reserva financeira que pode ser utilizada em momentos de crise econômica para garantir a continuidade de serviços essenciais. O Governo de Goiás também criou um comitê para garantir um contato diário e permanente com os empresários para que, junto à gestão estadual, busquem soluções e definam ações a serem tomadas para minimizar o impacto das tarifas impostas. Foram realizadas reuniões com os setores de Fármacos e Saúde; Carne, derivados e pescados; Mineração; Sucroenergético; e Soja e cítricos; para entender as demandas específicas de cada área. Presidencialismo Caiado também defendeu mudanças profundas no modelo de governança federal, com críticas ao avanço do poder do Congresso sobre o orçamento da União. O atual sistema, ponderou, compromete o funcionamento do presidencialismo. “Hoje, não temos mais um verdadeiro presidencialismo. Essa é a verdade.” Ao relembrar seus 24 anos no Congresso Nacional, como deputado e senador, disse que emendas impositivas sequer eram tema relevante. “A preocupação hoje é saber quanto cada um tem de emenda impositiva: se é emenda individual, de comissão ou de bancada.” Para o governador, essa distorção enfraquece o Executivo e gera um efeito dominó que já atinge estados e municípios. “A função do parlamento, num regime presidencialista, não é essa. É legislar, fiscalizar a aplicação do orçamento. Mas não querer ser o gestor daquilo que é responsabilidade de quem apresentou um plano de governo e teve o voto da população.” Caiado também foi questionado sobre sua política de segurança pública em Goiás, tema que considera central para o Brasil. Ele relembrou o cenário de caos encontrado ao assumir o governo: “folha de pagamento atrasada, corrupção generalizada, criminalidade desenfreada”. Com medidas rigorosas, como a restrição de regalias em presídios e fortalecimento da polícia com corregedoria austera, Goiás passou a ser referência nacional no setor. “Facção lá dentro não tem vez. Não tem visita íntima. As conversas com faccionados são gravadas”, declarou Caiado.
Engana-se quem pensa que haverá racha na direita, diz Tarcísio em evento com Ratinho Jr. e Caiado
Foto: Daniel Teixeira/Estadão “Temos uma ansiedade em achar que vai ter uma convergência no primeiro turno. Temos de reconhecer que o único político da direita que mobilizou as bases foi o Bolsonaro. Hoje, temos o Tarcísio, eu que sou lá de Goiás, tem o Ratinho… e todos temos uma área de influência. Se sairmos em separado, vamos dar a máquina pública para o PT que terá uma capacidade destrutiva”, disse Caiado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse durante painel da Expert XP 2025 que não haverá um racha na direita brasileira na disputa eleitoral de 2026. Segundo ele, Jair Bolsonaro participará da construção dessa candidatura, seja como cabeça de chapa, seja como articulador. O ex-presidente está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “A União faz a força. A boa notícia é que temos um grupo que tem o caminho para o Brasil que passa pela reforma administrativa e pela desvinculação das receitas. O projeto nacional está acima de todas as vaidades. O Brasil merece isso, é um País que está vocacionado para dar certo e pode explorar os seus diferenciais competitivos”, disse. “E se engana que haverá um racha na direita. E se engana quem acredita que Bolsonaro não estará no processo, seja como candidato ou na articulação.” Tarcísio participou de um painel na Expert XP ao lado dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). Todos foram ovacionados pela plateia. Caiado, por sua vez, disse que a direita precisa de mais nomes na disputa de 2026 e não deve centralizar a escolha em um só candidato. Segundo ele, se isso acontecer, o governo federal, junto com o Partido dos Trabalhadores (PT), terá uma capacidade destrutiva com o uso da máquina pública. “Temos uma ansiedade em achar que vai ter uma convergência no primeiro turno. Temos de reconhecer que o único político da direita que mobilizou as bases foi o Bolsonaro. Hoje, temos o Tarcísio, eu que sou lá de Goiás, tem o Ratinho… e todos temos uma área de influência. Se sairmos em separado, vamos dar a máquina pública para o PT que terá uma capacidade destrutiva”, disse Caiado. “O que não estão imaginando é que temos três candidatos e não terão como nos atingir a todos nós. Um vai chegar no segundo turno e vai ganhar as eleições.” “O ponto positivo nesse espectro ideológico é que hoje temos bons quadros. Mas, existe um processo partidário em que cada um precisa tomar uma posição e buscar o seu candidato, e isso é bom, o debate fortalece a democracia. Não tenho dúvida que aquele que representar a direita terá a competência de juntar todo esse time em favor do Brasil.”
Caiado exalta PM de Goiás como a melhor do Brasil em evento de aniversário da corporação
Fotos: Adalberto Ruchelle e Walter Folador Governador reafirma o compromisso da Poícia Militar com a proteção da sociedade goiana; Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra redução de até 46% em crimes patrimoniais Durante a solenidade em comemoração ao 167º aniversário da Polícia Militar de Goiás, de sexta-feira (25/7), o governador Ronaldo Caiado destacou o papel fundamental da corporação para que o Estado mantenha uma trajetória consistente de redução da criminalidade. O reconhecimento veio após a divulgação dos dados do mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que aponta Goiás como referência nacional, especialmente na queda de crimes patrimoniais. “No decorrer desses anos de trabalho, conseguimos chegar ao patamar que este Brasil todo desejava ter e que só Goiás tem: a melhor Polícia Militar do Brasil. É motivo de orgulho”, declarou o governador. Segundo Caiado, os esforços da corporação, aliados às ações das demais forças de segurança, fazem com que o Estado seja reconhecido nacionalmente como o mais seguro para se viver. “Hoje o povo goiano vive em paz. Goiás é uma ilha de segurança neste país”, completou. Os dados do anuário reforçam esse cenário: em 2024, na comparação com o ano anterior, o roubo de veículos em Goiás caiu 29,6%; o furto de veículos teve redução de 23,4%; e os roubos de cargas recuaram 46,9%. “Veja bem a extensão do benefício que chega à sociedade. Hoje, a família no nosso Estado é protegida”, afirmou Caiado, ressaltando também o impacto da segurança no cotidiano da população e na estabilidade do setor produtivo. A cerimônia comemorativa incluiu a declaração ao 1º posto dos novos tenentes da 47ª turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO), entrega de medalhas e homenagens, desfiles da tropa formada por policiais militares de diversos batalhões e de mais de 120 viaturas operacionais da corporação. Uma oportunidade para reverenciar a trajetória da instituição, reconhecer o trabalho dos integrantes e reafirmar o compromisso da PMGO com a proteção da sociedade goiana. Segurança As reduções também foram registradas no roubo a transeunte, que teve queda de 30,1%, e a residências, com queda de 17,4%. Goiás mantém a tendência de queda também em outros crimes patrimoniais, com destaque para as reduções de 31% nos roubos de celulares e 24,5% nos furtos, totalizando uma queda de 26,6% nas ocorrências gerais com celulares em 2024. Outro avanço é a redução de 30,9% nos roubos a estabelecimentos comerciais no Estado. Em 2023, foram registrados 647 casos, e 452 em 2024. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Renato Brum dos Santos, presente na solenidade, parabenizou todos os policiais militares do Estado. “Neste momento, quero render minhas homenagens a todos os policiais militares, ativos e inativos, que dedicaram e dedicam suas vidas ao serviço público. Muitos arriscaram tudo, e alguns até pagaram o preço máximo, para que nós pudéssemos viver em paz. A esses heróis, nossa gratidão”, disse. Evolução O comandante-geral da corporação, coronel Marcelo Granja, destacou a evolução da instituição, impulsionada pelos investimentos realizados pelo Governo de Goiás. “É o resultado de mais de R$ 170 milhões investidos na Polícia Militar”, ressaltou, sem deixar de enaltecer a atuação em sinergia com outras forças de segurança. “Uma integração que é plena, não é apenas no papel”, frisou. O uso estratégico da inteligência, ressaltou, tem sido fundamental para antecipar e evitar crimes, garantindo resultados expressivos.
Ibaneis ameaça prender deputados bolsonaristas
O Globo ‘Se não saírem, serão presos’, diz governador do DF sobre deputados que estão próximos ao STF BRASÍLIA (DF)– O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ameaçou prender o grupo de deputados bolsonaristas que estão acampados na Praça dos Três Poderes, próximo ao prédio do Supremo Tribunal Federal. Rocha disse que iria pessoalmente tentar negociar uma saída pacífica, mas se não houver concordância, vai autorizar que a polícia local prenda os parlamentares. “Vamos tentar tirar pacificamente. Se não saírem, serão presos”, disse o governador ao Estadão. A Praça é considerada área de segurança. Para reforçar a proteção ao local, o acesso para veículos à Praça dos Três Poderes foi interditado pela Polícia Militar. Na Praça estão os prédios do Congresso, do STF e o Palácio do Planalto. Mais cedo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, mencionou o risco de um novo 8 de Janeiro para evacuar os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) que manifestam na Praça dos Três Poderes nesta sexta-feira (25/7). Segundo Avelar, a ideia era que os manifestantes seguissem para a Praça das Bandeiras, na Esplanada dos Ministérios. Já o entorno do STF deveria ser isolado por gradis ainda na noite da sexta, segundo o plano. “Aconteceu aqui, a gente não pode deixar acontecer aqui de novo. Ninguém aqui quer. Infelizmente, não tem cabimento (uma manifestação aqui)”, disse Avelar aos manifestantes. Foto: Wilton Junior/Estadão Os deputados Coronel Chrisóstomo e Hélio Lopes decidiram acampar na frente do STF nesta sexta-feira (25/7) A negociação foi feita com o desembargador aposentado Sebastião Coelho, conhecido por ser crítico do STF. Com uma esparadrapo na boca, Hélio Lopes tentou dialogar, mas precisou ser intermediado por Coelho. “Hélio não sai não. Só sai na força. Está determinado”, disse Sebastião Coelho. Na conversa, Avelar alegou que as coisas podem sair do controle, já que outros deputados planejam ir a Brasília neste fim de semana para fazer coro à manifestação iniciada por Lopes. Os deputados acabaram não aceitando a sugestão do secretário. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que irá a Brasília e ficaria ao lado dos deputados para “garantir que os direitos dos parlamentares sejam respeitados”. Avelar apresentou um vídeo publicado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) nas redes sociais que irá embarcar para Brasília na madrugada do domingo (27/7) para justificar a decisão. “Domingo estarei chegando em Brasília e só saio da frente do STF quando Alexandre de Moraes for impeachmado (sic), quando o Brasil voltar a sua normalidade”, disse Trovão, no vídeo. “Isolar a praça passa uma imagem muito ruim”, disse Coelho. “Imagem pior vai ser chegar pessoas que não têm a atitude que vocês tem, podem chegar pessoas infiltradas, e a gente não quer isso. A gente não pode permitir que isso aconteça sob pena de eu ser preso”, respondeu Avelar. O secretário de Segurança Pública disse que na Esplanada, os deputados poderiam reunir mais manifestantes. Coelho negocia com Avelar pedindo um desvio do trânsito. Para ele, os manifestantes precisam estar na rua, já que ficar apenas no gramado da região seria insuficiente. O diálogo continua. Lopes montou uma barraca na Praça dos Três Poderes em protesto contra as medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Lopes ainda colocou um esparadrapo na boca sustentando que a liberdade de expressão está ameaçada no País. O deputado publicou nas redes sociais uma carta aberta em que diz que o Brasil “não é mais uma democracia”. “Não estou aqui para provocar. Estou aqui para demonstrar a minha indignação com essas covardias. Não estou incentivando ninguém a fazer o mesmo”, disse. Questionado pela reportagem por que ele resolveu se acampar, ele se manteve calado. Diante de novas perguntas, o deputado reagiu gesticulando negativamente, manifestando o desejo de permanecer sem falar, com a mordaça na boca, enquanto lia o capítulo de Provérbios, do Velho Testamento da Bíblia. A manifestação chamou a atenção de poucos transeuntes, em sua maioria bolsonaristas. O primeiro político a chegar foi o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), que um abraço no deputado e disse que irá acampar ao lado de Lopes.
Venezuela impõe tarifas de até 77% sobre exportações de produtos brasileiros
Brasil 247 De acordo com informações do jornal O Globo, o governo do presidente Nicolás Maduro não deu uma justificativa oficial sobre a mudança, nem informações sobre a data em que a taxa entrará em vigor A Venezuela determinou a aplicação de tarifas de importação que chegam a até 77% sobre produtos brasileiros. A decisão afeta bens com certificados de origem que, até então, eram isentos de taxas pelo acordo firmado entre os dois países em 2014. A medida foi comunicada na sexta-feira (18/7). O impacto estimado é maior sobre produtos alimentícios. De acordo com informações do jornal O Globo, o governo do presidente Nicolás Maduro não deu uma justificativa oficial sobre a mudança, nem informações sobre a data em que a taxa entrará em vigor. Uma hipótese para as tarifas de 77% foi o posicionamento do Brasil, que exigiu uma ata mais transparente sobre a eleição de Maduro em julho do ano passado, quando, segundo o Conselho Eleitoral venezuelano, o presidente venceu com 51,21% dos votos (5,1 milhões), contra 44,2% (4,4 milhões) do opositor Edmundo González, apoiado pelos Estados Unidos da América (EUA). O Brasil registrou superávit comercial de quase US$ 778 milhões com a Venezuela em 2024. As exportações brasileiras somaram US$ 1,2 bilhão, com destaque para alimentos. As importações vieram principalmente de produtos químicos, derivados de petróleo e alumínio.














