O Globo O editorial do jornal “O Globo” critica o fato de Lula ter reiterado essa posição desde a cúpula do Brics realizada no Rio de Janeiro, em julho, e afirma que, até agora, “o único resultado” da proposta teria sido “enfurecer” o presidente dos EUA Donald Trump O jornal O Globo publicou nesta terça-feira (12/8) um editorial em que ataca diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por defender o uso de moedas alternativas ao dólar nas trocas comerciais internacionais. A matéria, disponível no portal do veículo, adota uma postura alinhada à manutenção da hegemonia norte-americana e à submissão do Brasil à moeda dos Estados Unidos e, portanto, às posições de Donald Trump. Segundo o texto, Lula estaria “equivocado” ao propor que países do Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — encontrem formas de realizar transações sem a intermediação do dólar. A publicação afirma que a ideia “demonstra desconhecimento sobre o funcionamento da economia global” e cita a opinião do analista Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense e de Harvard, para reforçar a tese de que nem mesmo a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, defenderia a substituição da moeda norte-americana como referência do comércio mundial. O editorial critica o fato de Lula ter reiterado essa posição desde a cúpula do Brics realizada no Rio de Janeiro, em julho, e afirma que, até agora, “o único resultado” da proposta teria sido “enfurecer” o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O texto também insiste que a predominância do dólar é “incontornável” no comércio global, destacando dados como: 60% das reservas internacionais cotadas na moeda norte-americana e sua presença em nove de cada dez transações internacionais. O O Globo reconhece que o uso do dólar tem caído desde 2015 e que a guerra na Ucrânia, bem como sanções arbitrárias impostas por Washington, provocam temor em países como China e Rússia. No entanto, a publicação defende que a busca por alternativas cambiais “não é uma agenda brasileira”, minimizando a importância da integração regional proposta por Lula, inclusive em parcerias comerciais com a Argentina. Dependência A linha editorial do texto deixa clara a defesa de um modelo de inserção internacional em que o Brasil segue dependente da moeda e da política externa dos Estados Unidos, ignorando a relevância geopolítica de se discutir alternativas monetárias para fortalecer o comércio Sul-Sul. Ao atacar Lula, o jornal reforça uma visão que favorece o status quo do sistema financeiro global, marcado pela concentração de poder em poucas economias desenvolvidas e pela vulnerabilidade de países emergentes diante de oscilações e sanções unilaterais. Essa postura contrasta com o debate mais amplo sobre soberania econômica, no qual a diversificação de moedas no comércio internacional é considerada estratégica para reduzir riscos e ampliar a autonomia dos países em desenvolvimento. Ao qualificar essa pauta como “inexplicável”, O Globo reafirma seu alinhamento histórico a interesses que mantêm o Brasil em posição subalterna no cenário econômico global.
Globo ataca Lula e defende Brasil submisso ao dólar e a Trump
Caiado lança Programa +Dativos e quita pagamento de atrasados para advogados
Fotos: Walter Folador e Júnior Guimarães Profissionais, que são responsáveis por atender população mais vulnerável, tiveram repasse de cerca de R$ 34,3 milhões. Ação fortalece acesso à Justiça em todo Estado Com repasse de quase R$ 35 milhões no Dia do Advogado, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) anunciou a quitação e zerou a fila dos pagamentos aos profissionais dativos de Goiás. O valor será destinado dentro do Programa +Dativos – Plano Estratégico da Advocacia Dativa 2025/2026, lançado em cerimônia no Centro Cultural Oscar Niemeyer nesta segunda-feira (11/8), em Goiânia. O chefe do Executivo destacou que o projeto marca uma nova fase de valorização profissional para a categoria, o que fortalece o acesso à Justiça pela população mais vulnerável. Caiado reforçou o respeito a toda classe, cumprindo o compromisso que havia feito com a categoria. “O depósito já está na Caixa Econômica Federal. Então, não é para amanhã ou para depois de amanhã. É tudo aquilo que faltava e quita 100% as dívidas anteriores e atualiza o pagamento de toda a advocacia dativa do Estado de Goiás”, afirmou. Ao tomar posse no governo em 2019, Caiado assumiu o Estado com uma situação crítica em relação aos pagamentos de advogados dativos, com processos protocolados desde 2008 sem pagamento, e uma dívida acumulada de R$ 42 milhões com a categoria. Desde então, o Governo de Goiás trabalha de forma constante para regularizar os pagamentos. O vice- governador Daniel Vilela ressaltou a atuação de Caiado na gestão pública e que a população goiana não pode permitir retroagir. “Esse evento representa a mudança de um Goiás a partir da sua administração. Era uma ação daquelas que eram tidas como impossíveis, mas que o senhor, sempre instigado às ações improváveis, resolve. O governador Ronaldo Caiado estabeleceu uma virada de página e com certeza no ano que vem, no dia 11 de agosto, estaremos novamente aqui para fazer novos anúncios importantes que vão cada vez mais valorizar o papel da advocacia e do advogado do nosso Estado”, afirmou Vilela. Gerenciado pela Secretaria de Relações Institucionais (Serint), o +Dativos quitou cerca de R$ 34,3 milhões em dívidas, o que corresponde a mais de 57 mil processos judiciais pagos e 3 mil advogados contemplados. Titular da pasta, Armando Vergílio explicou que a advocacia dativa cumpre um papel essencial e fundamental. “Garante a cidadania. É uma ponte direta com o cidadão, a Justiça e o seu direito”, pontua. “Estamos recebendo um reconhecimento do governador Ronaldo Caiado que vai entrar para a história da Ordem dos Advogados do Brasil – Sessão Goiás (OAB-GO). São pouquíssimos os estados no país que têm a advocacia dativa recebendo em dia”, comentou o presidente da OAB Goiás, Rafael Lara, comparando a advocacia dativa ao Sistema Único de Saúde (SUS) na área do direito. “É uma ação em prol de toda sociedade”, emendou. Reajuste Durante a cerimônia, o governador Ronaldo Caiado anunciou também a correção dos valores da Unidade de Honorários Dativos (UHD) para novos requerimentos a partir de setembro de 2025. A UHD é utilizada para calcular o valor a ser pago aos advogados e terá reajuste de 22%, passando de RS 162,25 para R$ 201,60. Além do aumento, o governador também anunciou a ampliação da tabela de procedimentos atendidos pelos advogados dativos, que não era atualizada desde 2016.
Nome da direita para 2026 será construído em visitas a Bolsonaro
CNN – Brasil O processo de escolha do candidato da direita para as eleições presidenciais de 2026 deve ser construído durante as visitas de políticos a Jair Bolsonaro (PL-RJ) , que se encontra em prisão domiciliar. A definição do nome, no entanto, não deve ocorrer de imediato, mas sim através de um processo gradual de consultas e construção de consenso. A informação é de Teo Cury no Bastidores CNN. A questão do momento ideal para essa definição tem gerado debates entre os articuladores políticos. A preocupação central é encontrar um equilíbrio: não postergar demais a escolha, mas também não antecipar excessivamente, evitando assim um desgaste prematuro do candidato escolhido. Desafios da comunicação Obstáculos A situação atual apresenta obstáculos significativos para a articulação política. Bolsonaro está impedido de utilizar redes sociais, fazer uso de celular ou sair de casa, o que dificulta sua capacidade de transferência de capital político para um eventual sucessor. Interlocutores próximos demonstram preocupação com essas limitações, especialmente considerando que as redes sociais eram um dos principais instrumentos de comunicação política utilizados anteriormente. A determinação da prisão domiciliar intensificou ainda mais essas restrições, impactando diretamente nas estratégias de articulação política para o próximo pleito. A família Bolsonaro continua defendendo seu nome, enquanto
Caiado e Gracinha anunciam R$ 100 milhões para reforma de 304 Cras e 110 Creas nos municípios
Fotos: André Saddi e Rômullo Carvalho Com lançamento do programa Equipa Social, Estado vista melhorar atendimento para população em situação de vulnerabilidade O governador Ronaldo Caiado e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, anunciaram, nesta segunda-feira (11/8), o repasse de R$ 100 milhões para reforma, construção ou adequação de 414 equipamentos sociais nos municípios goianos. O objetivo é melhorar a estrutura de atendimento de 304 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e 110 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) em todo o território goiano. O recurso já foi creditado nas contas das prefeituras, que farão o acompanhamento das obras. Caiado lembrou que o Equipa Social, como foi batizado o programa, é mais uma das dezenas de iniciativas da atual gestão em prol da emancipação das pessoas. “Quando recebi o Estado o maior valor aplicado pela gestão anterior no social havia sido R$ 400 milhões por ano, hoje são R$ 3 bilhões”, disse o governador (foto avaixo) durante encontro com prefeitos e assistentes sociais no Palácio das Esmeraldas. A coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, lembrou que, apesar de ser responsabilidade do governo federal, os valores repassados para manutenção dos Cras e Creas não são reajustados desde 2014. “Não vamos ficar sujeitos à inércia do governo federal. Vamos apoiar aqueles que mais precisam e que vivem em vulnerabilidade”, enfatizou. A primeira-dama citou ainda que os equipamentos sociais são portas de entrada para os programas sociais ofertados pelo Estado, e que as pessoas merecem ser tratadas com respeito e dignidade. Melhorias O Equipa Social prevê repasses de R$ 200 mil, R$ 250 mil e R$ 300 mil para os Cras e Creas. Os valores variam conforme a estrutura física de cada unidade. Os recursos podem ser usados para reformas, construções ou adequações prediais, além da compra de mobiliário e eletroeletrônicos. Nos casos em que as unidades funcionam em imóveis alugados, os recursos serão utilizados na construção de sedes próprias. “A triagem, a identificação das famílias vulneráveis e o apoio a elas são feitas lá no município, na ponta. Esse recurso e os equipamentos serão determinantes para um sucesso ainda maior das políticas sociais no Estado”, projetou o vice-governador Daniel Vilela. O secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos, declarou que essa transferência de recursos mostra o compromisso do governo estadual com as famílias goianas que buscam acolhimento. “Os Cras e Creas são a espinha dorsal da rede de proteção do Estado. É onde se acolhe, orienta, e atua nos casos mais complexos de violação de direitos”, disse. “O Governo de Goiás não se calou diante da omissão do governo federal e, com responsabilidade técnica e compromisso social, assumiu mais essa lacuna”, completou o titular da Seds. Municipalismo Presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, José Délio Júnior classificou o anúncio como um “marco para a assistência social e para o municipalismo goiano”. “Hoje o Estado já tem o maior programa de erradicação da vulnerabilidade social no país, e vem trazer ainda mais recursos, destinar melhorias para a população. Quem tem a ganhar é ela”, afirmou ele. Já a primeira-dama de Acreúna, Adriana Souza, que no evento representou a Federação Goiana de Municípios (FGM), reconheceu o esforço do governo estadual em cumprir com a transferência de recursos, como o cofinanciamento, que permite às prefeituras aplicar recursos em iniciativas ligadas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). “Experimentamos um governo empreendedor com suporte técnico, com financiamento, com planejamento e com ações completas”, classificou ela. _Fotos: André Saddi e Rômullo Carvalho_
Goiás intensifica ações preventivas e de monitoramento contra o sarampo
Foto: SES Medida foi tomada depois da confirmação de casos da doença, em cidades do Tocantins, próximas a Goiás. A SES enviou nota técnica aos 246 municípios goianos com as orientações a serem adotadas O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), alerta cidades goianas e do Entorno do Distrito Federal, próximas ao Tocantins, para realizarem ações preventivas contra o sarampo. A medida foi adotada depois da confirmação de casos recentes da doença em municípios tocantinenses. A pasta enviou nota técnica às localidades com orientações sobre vacinação, isolamento e rastreamento de casos suspeitos. Além disso, recomendou que os municípios façam notificações, coleta e envio de material para o Laboratório Estadual de Saúde Pública Laboratório Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen). A secretaria informa que Goiás não possui atualmente casos notificados ou confirmados de sarampo. Os últimos registros ocorreram em 2020. A SES ressaltou que mesmo assim o alerta é necessário, porque o Tocantins notificou 42 casos de sarampo. Até o momento, o Brasil possui casos confirmados de sarampo nos estados do Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo, além do Distrito Federal e, em investigação, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A SES segue monitorando a situação no estado vizinho, bem como as ações que estão sendo desenvolvidas pela secretaria tocantinense, com apoio do Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria de Saúde do Tocantins, todos os casos têm histórico de contato com pessoas que estiveram em viagem a outro país, onde o vírus circula. São pessoas não-vacinadas. No dia 25 de julho, o Ministério da Saúde emitiu nota técnica alertando para o risco da reintrodução dos casos de sarampo no Brasil, pedindo reforço nas ações de imunização e vigilância. A SES está realizando monitoramento intensivo em 17 municípios limítrofes, sendo 8 que fazem divisa com o Tocantins (São Miguel do Araguaia, Novo Planalto, Porangatu, Montividiu do Norte, Minaçu, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Campos Belos) e 9 com o Distrito Federal (Padre Bernardo, Planaltina, Formosa, Cristalina, Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás). Romaria do Muquém A SES, por meio do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS), tem articulado ações de suporte e monitoramento na Romaria de Muquém, que acontece até o dia 15 de agosto, em Niquelândia, no Norte de Goiás, e deve receber mais de 500 mil visitantes. A secretaria preparou um planejamento prévio e articulação de parceiros para ações durante o período da festa, visto a proximidade com o estado do Tocantins. Em conjunto com a Vigilância Municipal, o Cievs construiu um Plano de Ação que realiza um monitoramento diário por unidade de saúde na região, com a coleta de informações do evento. Além disso, houve envio de medicamentos, insumos, Van da Vacina e reforço nas estratégias assistenciais junto a Central de Regulação do SAMU 192 Regional. Além do alerta para doenças respiratórias do período, o Plano de Ação monitora o Sarampo.
Conselheiro de Trump diz que não vai parar até Bolsonaro ser “livre”
Divulgação O norte-americano Jason Miller conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (10/8) que “não vai parar” até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja libertado O norte-americano Jason Miller (foto), conselheiro do presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, afirmou neste domingo (10/8) que “não vai parar” até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja libertado. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita no X (ex-Twitter) em resposta a um internauta que afirmou ser “mais importante o impeachment de Moraes do que libertar Bolsonaro”. Antes, em outra postagem, Miller havia escrito: “Libertem Bolsonaro… ou então”, em tom interpretado como ameaça, sem citar diretamente o magistrado. Ameaça A frase foi publicada em reação a uma reportagem do jornal O Globo, que informou que ministros do STF estariam apreensivos com a possibilidade de serem enquadrados na Lei Magnitsky, legislação norte-americana que permite sanções contra autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos. Moraes foi incluído na lista de sancionados pelos EUA em 30 de julho, medida que bloqueia bens e impede sua entrada no país. Reação do Itamaraty Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como “novo ataque frontal à soberania brasileira” e afirmou que o Brasil “não se curvará a pressões, venham de onde vierem”. A pasta também repudiou o que chamou de “ingerências reiteradas do governo norte-americano em assuntos internos” e disse se opor a “ataques falsos” contra o sistema democrático. As tensões aumentaram após a Embaixada dos EUA no Brasil republicar, no X, mensagem do vice-secretário de Estado, Christopher Landau, em que ele acusa um “único ministro do STF” de concentrar poderes para ameaçar líderes dos outros Poderes no Brasil.
Michelle Bolsonaro (detalhe), tentou tomar celular de agente da PF
Brasil 247 O episódio aconteceu na residência da família em Brasília (DF) , enquanto a PF cumpria ordens judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro Durante a operação da Polícia Federal (PF) realizada no mês passado para cumprir mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro protagonizou um episódio que quase resultou em sua prisão. Segundo reportagem de Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo, ela se exaltou ao tentar impedir o trabalho dos agentes, no momento em que o marido recebia uma tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relato, Michelle tentou tomar o celular das mãos de um policial federal e, por causa da atitude, correu risco de ser detida em flagrante. Pessoas presentes no local classificaram a reação como um “chilique”. O fato O episódio aconteceu na residência da família em Brasília (DF) enquanto a PF cumpria as ordens judiciais contra o ex-presidente. Toda a ação policial foi registrada em vídeo. Segundo a apuração, as imagens chegaram a estar próximas de divulgação pela Polícia Federal, especialmente depois que Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro insinuaram que um pen drive encontrado no banheiro da casa teria sido “plantado” por um agente. O material, no entanto, não foi tornado público.
Festival Estação da Inovação reúne 3 mil pessoas no Hub Goiás
Fotos: Secti Três dias de programação gratuita levaram tecnologia, cultura e empreendedorismo ao público, consolidando o evento como um dos mais importantes do setor em Goiás Goiânia recebeu, entre os dias 7 e 9 de agosto, a segunda edição do Festival Estação da Inovação, no Hub Goiás, no Setor Leste Universitário. Promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Porto Digital, o evento reuniu aproximadamente 3 mil pessoas em três dias de atividades voltadas à inovação, cultura, capacitação e networking, com a participação de estudantes, empreendedores, startups, artistas e comunidade em geral. “O Festival Estação da Inovação é mais um passo no fortalecimento do ecossistema goiano, conectando cultura, ciência e oportunidades para nossa população. Ao mesmo tempo em que mostramos o que Goiás já produz de inovador, também inspiramos as novas gerações a participarem ativamente desse processo”, afirmou o titular da Secti, José Frederico Lyra Netto. As Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) levaram ao público oficinas criativas, apresentações artísticas e demonstrações tecnológicas, além de uma Arena de Robótica, realizada em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia-UFG). Houve atividades de aquarela, cerâmica, bordado, macramê, grafite, customização e ateliê criativo, além de palestras sobre gestão da inovação, pitch de negócios e avanços em mapeamento de riscos urbanos. Equipamentos como impressoras 3D e óculos de realidade virtual também estiveram disponíveis para uso. O programa Start, voltado à iniciação tecnológica de crianças e jovens, marcou presença com três frentes: participação de 135 estudantes em toda a programação do festival; um estande interativo com o Museu Sukatech, onde os jovens apresentaram projetos como cidades inteligentes e circuitos eletrônicos; e um minicurso de montagem de circuitos, aberto a iniciantes. “Eventos como este estimulam a criatividade e preparam jovens para o mercado de trabalho. No Hub Goiás, buscamos criar estratégias para fortalecer o ecossistema, mostrando e inspirando as pessoas a usarem a tecnologia como ferramenta básica para desenvolver soluções melhores para a sociedade”, destacou o superintendente do Hub Goiás, Johnny Laranjeira. Durante os três dias, o Hub Goiás foi palco de pitches de startups, networking entre empreendedores, apresentações culturais e mostras de projetos inovadores. A estrutura contou com auditório, lounges interativos e áreas externas adaptadas para receber o público com conforto e acessibilidade. Com esta edição, o evento deu um passo importante para consolidar-se como um dos principais festivais de inovação do Estado, atraindo a comunidade local, além de empreendedores e investidores de outras regiões. Cultura Além de uma programação repleta de apresentações e oficinas promovidas pela EFG em Artes Basileu França, o encerramento do festival contou com o concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás, reconhecida como um dos melhores grupos orquestrais da América Latina. O repertório passeou por clássicos da música brasileira e internacional, incluindo Bossa Nova Medley, Bolero (Maurice Ravel), O Guarani (Carlos Gomes), Noites Goianas e um sertanejo medley.
Advogado de Trump critica Alcolumbre
Brasil 247 “Agora, a própria instituição com poderes para responsabilizar Moraes está sendo impedida de fazê-lo”, disse Martin De Luca O advogado de Donald Trump, Martin De Luca, fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após o parlamentar declarar que não colocará em pauta o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As declarações de De Luca foram publicadas pelo portal Metrópoles e miram diretamente a postura do senador diante da pressão da oposição para avançar com o processo. “Se até mesmo a unanimidade no Senado é irrelevante, para onde o Brasil está indo?”, questionou De Luca. Ele se referia ao movimento de parlamentares oposicionistas que afirmam ter reunido 41 assinaturas para abrir o processo de impeachment contra Moraes. Mesmo assim, Alcolumbre afirmou que “nem com todas as 81 assinaturas” levaria o caso à votação. O ministro Alexandre de Moraes, que recentemente determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, é alvo de críticas de setores da direita e de aliados internacionais de Trump. “Após semanas de protestos, censura desenfreada e crescentes detenções políticas, a maioria dos senadores brasileiros assinou um pedido formal de impeachment de Alexandre de Moraes”, afirmou De Luca. O advogado ressaltou que, ao se recusar a pautar o processo mesmo com apoio integral do Senado, Alcolumbre estaria bloqueando o mecanismo institucional que poderia responsabilizar o ministro. “Agora, a própria instituição com poderes para responsabilizar Moraes está sendo impedida de fazê-lo”, disse. A resistência do presidente do Senado federal em atender ao pleito colocou seu nome no radar de Donald Trump, que avalia a adoção de medidas políticas contra Alcolumbre. Nos bastidores, a postura do parlamentar é interpretada como um sinal de blindagem ao ministro do STF, acirrando a tensão entre a cúpula do Legislativo e parte da oposição.
Embaixada dos Estados Unidos pede a cabeça de Alexandre de Moraes
Redação Brasil 247 “Um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz o comunicado da embaixada, reproduzindo Christopher Landau A embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou, na tarde deste sábado (9/8) uma mensagem dura contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao mesmo tempo acenou para uma reaproximação com o País. O comunicado, divulgado nas redes sociais oficiais da representação diplomática, reproduziu integralmente um texto de Christopher Landau, atual número 2 do Departamento de Estado do governo Trump. Segundo o post, a crise entre os dois países estaria ligada à atuação de Moraes, acusado de “usurpar poder ditatorial” ao ameaçar líderes dos outros poderes ou seus familiares com prisão e outras penalidades. A embaixada afirma que tais ações teriam rompido a relação histórica de proximidade entre Brasil e Estados Unidos, citando como exemplo a tentativa de aplicar a lei brasileira de forma extraterritorial para “silenciar indivíduos e empresas em solo americano”. “Um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz o comunicado da embaixada, reproduzindo Landau. O texto sustenta que a separação de poderes é “a maior garantia de liberdade já concebida pela humanidade”, mas que, no caso brasileiro, esse princípio estaria sendo anulado pela suposta intimidação dos demais poderes por parte de um ministro do Judiciário. Landau afirma que, ao contrário de líderes dos poderes Executivo e Legislativo, com quem é possível negociar, um juiz deve agir apenas com base na lei, mas no caso atual isso não estaria ocorrendo. “Sempre é possível negociar com líderes dos poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com um juiz, que deve manter a aparência de que todas as suas ações são ditadas pela lei. Assim, nos encontramos em um beco sem saída”, afirma o número 2 do Departamento de Estado. O comunicado encerra com um apelo para a retomada das boas relações bilaterais: “Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil”. A postagem, de forte tom político, marca mais um capítulo da tensão entre setores do governo Trump e o Supremo brasileiro, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma agenda de diálogo com o Executivo e o Legislativo brasileiros. O gesto sugere que Washington busca reposicionar sua diplomacia em relação ao Brasil, ainda que mantenha críticas diretas à atuação de Moraes no cenário interno.














