Evento é considerado o maior do comércio exterior no Brasil e reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países, incluindo representantes de cerca de 100 embaixadas. A abertura da feira em Goiânia contou com a participação dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Rondônia, Marcos Rocha, além do cantor Gusttavo Lima O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) destacou a força de Goiás e os avanços que colocam o Estado não apenas como um exportador de commodities, mas que agrega valor e que investe cada vez mais na industrialização em solo goiano, durante a abertura da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central, a Ficomex 2025, nesta quinta-feira (4/9). O evento, que vai até 6 de setembro, tem como tema “Transformação Digital e Sustentabilidade no Mercado Global” e reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países para fomentar o fluxo global de bens e serviços, e também expandir as relações comerciais entre o Brasil e o mundo. “Goiás é competitivo em todas as áreas, no comércio, na prestação de serviços e na indústria”, garantiu Caiado, ao ressaltar a atuação no estado da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg) junto com a Federação das Associações Empreendedoras, Comerciais, Industriais, de Serviços, de Tecnologia, de Turismo e do Terceiro Setor do Estado de Goiás (Faciest). As entidades são as promotoras do evento que trouxe mais de 100 embaixadas para a feira. “Estamos mostrando o dinamismo do ponto de vista de gestão e também de um empresariado extremamente arrojado, ousado que avança no cenário internacional. Acompanhamos com apoio, para que cada vez mais, a renda seja melhor e o cidadão do exterior se sinta bem atendido na nossa terra”, afirmou Caiado, que recebeu a Comenda Ficomex, destinada a entidades e personalidades que atuam em prol do comércio exterior. O vice-governador Daniel Vilela destacou que o resgate da Ficomex é uma oportunidade de apresentar as potencialidades de Goiás. “É um instrumento que fomenta as relações comerciais internacionais no nosso Estado”, pontuou ao explicar que está em discussão a criação de uma agência de promoção e exportação. “Um formato enxuto, moderno e inteligente que possa conectar Goiás com outros países, instituições e empresas”, adiantou. Foto: Júnior Guimarães Durante a abertura, o presidente da Acieg, Rubens Fileti, destacou que “Goiás acabou se tornando um hub de conexão no Brasil inteiro” e que, neste momento de instabilidade causada pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, “nada melhor do que abrir diálogo, principalmente com três pilares que trazemos aqui: política pública, negócios e educação”. Ele também anunciou novidades para o próximo ano, com a realização da feira de forma bianual em Goiás. “Um ano será fora do país e outro aqui no estado”, afirmou. Este ano, o cantor Gusttavo Lima foi nomeado o embaixador da feira, escolha que se deve ao espírito empreendedor do artista, que investe em diversas áreas, fortalecendo o evento como plataforma para expandir negócios e criar conexões internacionais. “Goiás se tornou uma referência mundial em empreendedorismo e negócios”, frisou ao relatar que o evento é uma forma de explorar o que Goiás e o Brasil têm de melhor para exportar para o mundo. Foto: Júnior Guimarães “Fico feliz de unir música e negócio no mesmo sentido e ambiente. Que a gente possa manter o nosso estado cada dia mais forte e fazer diferença”, sentenciou o cantor (foto acima). Ao discursar, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a feira é importante para unir esforços e vencer as dificuldades ao exemplificar o tarifaço. “Vale muito a pena fazer os contatos e crescer os nossos estados, mas principalmente o nosso Brasil”, considerou. Foto: Júnior Guimarães O chefe do executivo de Minas Gerais, Romeu Zema (foto acima) frisou a atuação para a atração de negócios. “Tem sido uma prioridade. Rompemos no mês passado, em agosto, a barreira de R$ 500 bilhões. Estamos falando de mais de 90 bilhões de dólares de investimentos privados”, citou. A abertura da feira contou ainda com outras autoridades e empreendedores, entre elas o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel; o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto; deputados estaduais e federais; além de presidentes e representantes de entidades como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e Organização das Cooperativas Brasileiras Goiás (OCB-GO). Ficomex Foto: poptvnews A feira reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países para fomentar o comércio exterior, fortalecer a internacionalização de negócios e expandir relações comerciais entre o Brasil e o mundo. O evento foi retomado pela Acieg em 2024, após quase 20 anos e chega à sua quarta edição em 2025. Mais de 100 países de quatro continentes estão representados por embaixadas e câmaras de comércio, incluindo grandes parceiros do Brasil. O número supera o dobro da edição anterior e corresponde a mais de 55% de nações do mundo. União Europeia, todo o continente africano, China, Canadá, Estados Unidos, México, Rússia, Argentina, Paraguai, Hong Kong e Arábia Saudita, dentre outros países, estão representados. O evento atua para a realização de negócios dentro do território brasileiro, gerando networking entre estados, municípios, instituições, players importantes do mercado e empresas de todos os portes.
Caiado ressalta avanço da industrialização goiana durante abertura da Ficomex 2025
Se depender do Senado, Bolsonaro fica preso, diz Alcolumbre
Foto: CdB Ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciava, na véspera, o julgamento histórico que poderá levar Bolsonaro e militares de alta patente à cadeia, por tentativa de golpe de Estado, aliados de Bolsonaro se movimentavam no Congresso pela aprovação de uma anistia. Presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (UB-AP) disse ser contrário à aprovação de uma anistia para o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), mas admite rever as penas dos envolvidos no golpe de Estado fracassado no 8 de Janeiro que participaram do quebra-quebra ocorrido na Praça dos Três Poderes. “Eu vou votar o texto alternativo. É isso que eu quero votar no Senado. Vou fazer esse texto e eu vou apresentar”, adiantou Alcolumbre nesta manhã, em entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo. Ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciava, na véspera, o julgamento histórico que poderá levar Bolsonaro e militares de alta patente à cadeia, por tentativa de golpe de Estado, aliados de Bolsonaro se movimentavam no Congresso pela aprovação de uma anistia a ser concedida imediatamente após a divulgação do resultado. Pressão A pressão na Câmara Federal aumentou, nas últimas horas, diante da articulação explícita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da adesão de dois dos principais partidos do centrão, o PP e o União Brasil. Com o novo esforço, o presidente do Senado pretende apresentar ele próprio aos líderes partidários da Casa um texto alternativo ao que tem sido discutido por bolsonaristas. O projeto apoiado por Alcolumbre prevê apenas uma diminuição das penas, mas não perdoa nenhum dos condenados pelos ataques aos Três Poderes, situação em que o próprio Bolsonaro pode ser incluído, caso seja declarado culpado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A principal ideia em discussão é alterar a nova Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, aprovada em 2021, para enquadrar em um novo tipo penal aqueles que estiveram presentes nos atos, mas não tiveram papel de planejamento ou financiamento. Vídeo relacionado: Pauta De Anistia A Bolsonaro Corre No Congresso Enquanto STF Julga ‘Trama Golpista’ (unbranded – Entertainment (Brazilian Portuguese)) A mudança poderia, na realidade, aliviar as penas do que parte das autoridades veem como a “massa de manobra” que vandalizou as sedes dos Três Poderes —como a cabeleireira Débora Rodrigues, um dos símbolos do bolsonarismo por ter pichado a estátua em frente ao STF com um batom. A depender das circunstâncias do envolvimento de cada indivíduo, esse novo crime substituiria condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Combinados, os dois crimes levam a penas de 8 a 20 anos de prisão. Tapa na cara Ainda sobre a iniciativa da ultradireita, de promover a anistia a Bolsonaro, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, fez uma denúncia na véspera. Em declaração divulgada em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que há uma articulação no Congresso nesse sentido. Segundo Lindbergh, partidos políticos de peso estariam “de mãos dadas com Tarcísio de Freitas”, governador de São Paulo pelo Republicanos, para aprovar a anistia logo após a decisão da Corte. “Um golpe está sendo arquitetado dentro do parlamento. Isso é uma traição à Constituição, à democracia brasileira e um tapa na cara do povo brasileiro”, concluiu.
Daniel Vilela entrega 89 casas a custo zero em Água Limpa e Rio Quente
Fotos: André Costa e Jota Eurípedes Governo de Goiás investe mais de R$ 13 milhões em moradias que garantem dignidade a famílias dos dois municípios em situação de vulnerabilidade O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta quarta-feira (3/9), 89 unidades habitacionais do programa Pra Ter Onde Morar – Construção, em Água Limpa e Rio Quente. As obras, realizadas pelo Governo de Goiás, representam investimento superior a R$ 13,3 milhões e asseguram moradia digna e gratuita a famílias em situação de vulnerabilidade. Fotos: André Costa e Jota Eurípedes “São programas que mudam de fato a vida das pessoas. Goiás é o único estado que entrega casas a custo zero, sobretudo nos pequenos municípios do interior. Ver a alegria das famílias que já nem sonhavam mais com a casa própria e hoje realizam esse sonho é um dos momentos mais marcantes da vida pública”, afirmou Daniel (foto acima). Para a construção das 40 casas em Água Limpa, o investimento do Governo de Goiás foi de R$ 7,2 milhões em recursos. Já as 49 de Rio Quente tiveram o aporte de R$ 6,1 milhões. Todas foram construídas e entregues sem cobrança de parcelas, garantindo escritura definitiva também sem custos. O presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy, lembrou que, antes do governo Ronaldo Caiado, os beneficiários recebiam “apenas materiais de construção e precisavam erguer as casas por conta própria”. Agora, ele endossou que “são entregues moradias de qualidade, a custo zero, com escritura garantida para cada família. Já são mais de 4.150 residências repassadas até hoje”, citou. Para o secretário de Infraestrutura, Adib Elias, receber a chave representa um marco na vida das famílias. “Não há alegria maior do que quando alguém passa a ter endereço e o seu próprio lar”, lembrou, ao citar que os beneficiários são famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), em situação de vulnerabilidade econômica. As moradias são construídas pelo Governo de Goiás em terrenos cedidos pelas prefeituras. Segundo a prefeita de Rio Quente, Ana Paula Lima, o programa tem grande alcance social. “Mais do que uma estrutura física, uma casa é dignidade, segurança e paz para o lar. Esse é o maior programa social de moradia do país”, disse. Já o prefeito de Água Limpa, José Carlos Guimarães, afirmou que a cidade tem gratidão pelo apoio constante do Governo de Goiás. “Essa entrega simboliza o bem para o município e para o nosso povo”, pontuou. Sonho realizado Uma das beneficiadas em Água Limpa, Tálita Dias, de 31 anos e mãe de quatro filhos, emocionou-se ao receber as chaves. “É a melhor sensação do mundo, realmente a realização de um sonho que parecia tão distante. Não dá nem para acreditar. É perfeito”, resumiu.
Aliados, admitem pena máxima para Bolsonaro
Foto: REUTERS/Adriano Machado Para aliados de Bolsonaro, o regime fechado significará o fim do ex-presidente Jair Bolsonaro O entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) reconhece a iminente condenação do ex-presidente no julgamento sobre a trana golpista. Para esses aliados, não há nada que reverta a culpabilidade do capitão reformado. A avaliação nos bastidores é de que a primeira turma do Supremo Tribunal Federal dará a pena máxima a Bolsonaro, hoje prevista em 43 anos. “Se a mulher que pichou a estátua de batom pegou 14, imagina ele”, comparou um deputado do PL. O sentimento é praticamente unânime entre os que integram o entorno do presidente. Para esses aliados, o regime fechado significará o fim de Bolsonaro. “É uma condenação à morte”, avaliou um parlamentar. A preocupação se deve pelo estado de saúde de Bolsonaro que, segundo relatos, tem tido crises de soluço constante, em decorrência das cirurgias realizadas por conta da facada. Por conta disso, aumenta a pressão para que a Câmara vote o projeto da anistia. Os bolsonaristas prometem cobrar um suposto acordo selado com o presidente da Câmara Federasl Hugo Motta (Republicanos – PB). Eles acreditam que o apoio de Tarcísio de Freitas, correligionário de Motta, à pauta, ajudará a tirar o projeto do papel. Mas, apesar disso, o sentimento de parte do plenário é que não existe clima para votar uma anistia ampla e irrestrita. Um deputado desabafou: “ninguém aqui está podendo enfrentar o Supremo”, numa referência as inúmeras investigações que miram as emendas parlamentares.
O presidente Trump está doente
© 1 A doença dificulta o retorno do sangue para o coração de Trump O presidente do EUA Donald Trump (Republicanos) foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, problema que compromete o funcionamento das válvulas das veias nas pernas. A condição médica foi confirmada nesta terça-feira (2/9) pela equipe de saúde do político, após rumores sobre seu estado físico circularem na imprensa americana. A doença dificulta o retorno do sangue ao coração, provocando acúmulo nas extremidades inferiores. O diagnóstico aconteceu durante exames de rotina no início de 2025, quando médicos identificaram a condição após Trump mencionar desconforto nas pernas depois de longos períodos em pé durante eventos eleitorais. Aos 79 anos, o ex-presidente integra o grupo de maior risco para o desenvolvimento desse problema circulatório. Especialistas indicam que o enfraquecimento natural das paredes venosas com a idade aumenta a propensão a esse tipo de condição em pessoas idosas. Entre os sintomas apresentados por Trump estão inchaço nas pernas e tornozelos, principalmente após permanecer em pé por períodos prolongados durante aparições públicas. Sua equipe médica confirmou que ele também sente peso e cansaço nas pernas. O problema foi identificado enquanto o candidato cumpria compromissos de campanha nos estados do meio-oeste americano em agosto. Após um comício em Ohio, Trump precisou descansar por orientação médica devido à intensificação dos sintomas. Dados da Sociedade Americana de Angiologia mostram que a insuficiência venosa crônica atinge cerca de 40% da população acima de 65 anos nos Estados Unidos. Para pessoas com mais de 75 anos, como Trump, esse índice chega a aproximadamente 60%. A condição gera mais de 2 milhões de consultas médicas por ano no país. O tratamento prescrito inclui uso de meias de compressão, elevação das pernas durante o descanso e possíveis medicamentos para melhorar a circulação sanguínea. Os médicos também recomendaram que o candidato faça pausas mais frequentes durante eventos longos. Ainda não está definido se a condição afetará a agenda de campanha do republicano nos próximos meses, especialmente considerando a intensificação das atividades eleitorais previstas para outubro, período que antecede as eleições presidenciais. “Estou perfeitamente saudável e com energia total para continuar minha campanha. Essa pequena condição não vai me impedir de fazer a América grande novamente”, afirmou Donald Trump em comunicado oficial divulgado por sua assessoria.
Quem é Wanderlei Barbosa, o governador “curraleiro” afastado por suspeita de corrupção
Suposto esquema envolvendo cestas básicas teria causado prejuízo de R$ 73 milhões. Governador afirmou que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma ‘medida precipitada’ O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), afastado nesta quarta-feira (3/9) por 180 dias por suspeita de envolvimento com desvio de recursos da compra de cestas básicas, está no cargo desde 2021. Ele assumiu o governo após o então governador Mauro Carlesse (Agir) ter sido afastado e renunciar ao mandato para evitar um processo de impeachment. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada” (veja nota completa abaixo). Em 2022, durante campanha, Wanderlei se apresentou como um homem do povo: “o governador curraleiro!”. O apelido usado insistentemente nas propagandas eleitorais tinha objetivo: não permitir que ninguém esquecesse as origens e a história da vida dele. Wanderlei Barbosa Castro é natural de Porto Nacional (TO). Ele começou a carreira política em 1989, quando se elegeu vereador pelo município. Em 1996 migrou para a capital e se elegeu vereador por Palmas, cargo que ocupou por vários mandatos sucessivos até 2010, chegando a presidir a Câmara Municipal ao longo de quatro anos. Em 2010 se elegeu para o primeiro de dois mandatos como deputado estadual, e permaneceu nesta função até 2018, quando se afastou para disputar a eleição suplementar ao lado de Mauro Carlesse como vice-governador na chapa que acabou vencedora. Carlesse foi afastado do cargo em outubro de 2021, em apuração sobre suposto pagamento de propina e obstrução de investigações. Wanderlei assumiu como governador e foi eleito novamente para o cargo em 2022. Com o afastamento de Wanderlei, quem assume o governo do Estado é o vice, Laurez Moreira (PSD), com quem Wanderlei não mantém um bom relacionamento. Em 2024, Wanderlei inclusive enviou proposta de emenda à constituição para evitar que o vice tomasse posse durante viagens do governador. O texto, chamado de PEC do Apego, foi aprovado no mesmo ano. Afastamento por suspeita de corrupção O afastamento do governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama, Karynne Sotero, do cargo de secretária, foi determinado pelo ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido do Ministério Público Federal. Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Nesta quarta-feira (3/9) mais de 200 policiais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Paraíba, Maranhão. A primeira-dama afirmou que também respeita a decisão e vai se dedicar à defesa para comprovar sua “total ausência de participação nos fatos”. Foto: Reprodução/Instagram Wanderlei Barbosa Primeira dama Karynne Sotero e o governador, Wanderlei Barbosa, foram afastados Também afirmou que deseja que tudo seja esclarecido . O g1 entrou em contato com o Palácio Araguaia onde estão sendo cumpridos mandados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 também pediu posicionamento para a defesa de Mauro Carlesse, governador anterior, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) informou que prestou colaboração total e irrestrita no cumprimento integral das determinações contidas em dez mandados de busca e apreensão, disponibilizando todos os equipamentos, documentos e informações solicitados. Também informou que não foi intimada de nenhuma decisão judicial relacionada ao caso, que ainda está em curso. Conforme a PF, as investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. A operação foi chamada de Fames-19 em referência à insegurança alimentar ocasionada pela pandemia de Covid-19. Fames, significa “fome” em latim e “19” faz alusão ao ano em que a doença foi descoberta. Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa Karynne Sotero, secretária extraordinária de Participações Sociais, foram alvos de busca na primeira fase da Operação Fames-19. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos. Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros. Íntegra da nota do governador Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. lém dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota de Karynne Sotero Campos Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à
Laurez Moreira assume governo após afastamento de Wanderlei por suspeita de corrupção
Foto: Reprodução/TV Anhanguera Laurez da Rocha Moreira é advogado e assumiu o cargo de vice-governador do estado pela primeira em janeiro de 2023. Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias Com o afastamento de Wanderlei Barbosa, pelo prazo de 180 dias, quem assume o cargo é o vice, Laurez Moreira (PSD). A medida foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no inquérito que apura o desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas no Tocantins, na pandemia de Covid-19. Wanderlei Barbosa é investigado na segunda fase da “Operação Fames-19”, que tem o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um prejuízo de R$ 73 milhões aos cofres públicos. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. Afirmou que os fatos ocorreram na gestão anterior, quando tinha o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas. Também afirmou que determinou auditoria nos contratos e acionará os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo. Durante o mandato de vice-governador, Laurez assumiu o governo pela última vez em 2023. Depois disso, Wanderlei propôs uma emenda à Constituição Estadual para permanecer no cargo mesmo durante viagens. O texto foi aprovado em 2024. Em entrevista à TV Anhanguera, Laurez afirmou que recebe a notícia de afastamento do governador com tristeza, mas vai fazer um levantamento da situação do governo para continuar trabalhando. Laurez Moreira é natural de Dueré e formado em Direito, onde foi vereador e ocupou a presidência da Câmara Municipal. Logo em seguida, foi eleito por três vezes deputado estadual, duas vezes deputado federal entre 2007 e 2011. Ele também ocupou a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo. Em 2012, Laurez foi eleito prefeito de Gurupi, região sul do estado, e reeleito em 2016, permanecendo até 2020. Já em 2022, concorreu como vice-governador, sendo eleito ao lado de Wanderlei Barbosa (Republicanos). Ele é filho da professora Laurinda e Juarez Moreira, além de advogado e pai de três filhos. Afastamento de Wanderlei Barbosa O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell o mesmo ministro do STJ que em outubro de 2021 afastou do cargo o ex-governaor Mauro Carlesse (Agir). Conforme a PF, as investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota de Karynne Sotero Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados. Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Relatório de Alexandre de Moraes reacende expectativa de pena severa para Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Na avaliação de advogados que atuam no processo, de integrantes do governo Lula e do entorno de Bolsonaro, a pena será de, no mínimo, 25 anos de prisão O relatório do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu um tom contundente que reforçou, entre aliados e adversários de Jair Bolsonaro (PL), a expectativa de uma pena elevada no julgamento da trama golpista, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. O entendimento geral é que o documento riscou uma linha clara sobre a seriedade dos crimes, descartando pressões por uma pacificação que signifique impunidade. Nas avaliações de advogados que atuam no processo, integrantes do governo Lula (PT) e até mesmo do entorno de Bolsonaro, a previsão é de que o ex-presidente possa receber uma sentença de, no mínimo, 25 anos de prisão. Circulam previsões ainda mais pessimistas, com um “piso” de 30 anos. A fundamentação do relator foi interpretada como um sinal decisivo nessa direção. Em trecho central de seu voto, o ministro Alexandre de Moraes foi enfático ao declarar: “A sociedade brasileira e as instituições mostraram sua força, sua resiliência, em que pese a manutenção de uma polarização. Nesses momentos, a História nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação, pois o caminho aparentemente mais fácil, e só aparentemente, que é da impunidade, da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade”. Penas As penas pelos crimes dos quais Bolsonaro é acusado – organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros – podem somar até 43 anos. Como a Procuradoria-Geral da República (PGR) o enquadra como o protagonista e chefe de toda a trama, a expectativa é que sua pena se aproxime do máximo. “Vai ser muito maior que 17 anos”, comentou um advogado de outro réu, lembrando que condenados por papéis menores no 8 de janeiro receberam penas de 14 a 17 anos. Um dos pontos técnicos decisivos para a dosimetria da pena será a análise dos chamados “pedidos subsidiários” das defesas. Os advogados de Bolsonaro, Walter Braga Netto e Anderson Torres argumentam que o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos) absorveria o crime de golpe de Estado (4 a 12 anos), impedindo a condenação por ambos. A defesa sustenta que são fatos conexos, não autônomos. Em oposição a esse argumento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sua sustentação oral, caracterizou as ações como um plano sistemático. Ele afirmou que o grupo liderado por Bolsonaro “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022”. Gonet foi categórico: “Todos aderiram à organização criminosa cientes do que defendia o presidente Jair Bolsonaro e contribuíram, em divisão de tarefas, para a consumação do projeto autoritário de poder”. Apesar de o relator ter sinalizado a possibilidade de absolvição para algum réu se houver “prova da inocência ou mesmo qualquer dúvida razoável”, o consenso no entorno do ex-presidente é de pessimismo. Como resumiu um de seus advogados: “Não tem como salvar o Bolsonaro, mas não acho que dá para colocar todo mundo no mesmo saco”.
Daniel Vilela entrega 60 casas a custo zero no Norte de Goiás
Fotos: Adalberto Ruchelle e Jota Eurípedes Com investimento de R$ 10,1 milhões, moradias custeadas pelo Governo atendem famílias com renda de até um salário-mínimo em Estrela do Norte e Bonópolis O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta terça-feira (2/9), mais 60 casas a custo zero a famílias em situação de vulnerabilidade social, dentro do programa “Pra Ter Onde Morar”. As entregas aconteceram no Norte goiano, nos municípios de Estrela do Norte e Bonópolis. Em cada cidade, a iniciativa contemplou 30 famílias que têm renda mensal de até um salário-mínimo. Os beneficiados receberam imóveis totalmente gratuitos. O vice-governador frisou que o programa amplia o acesso à moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade social. “A partir dessa noite, essas famílias já terão suas casas. As crianças terão um cantinho para brincar e poder dormir com segurança, podendo sonhar com um futuro melhor. As mães terão o sentimento de dignidade, com mais segurança de poder criar e constituir sua família. Ao receberem a casa, vocês estarão virando uma chave na vida de vocês”, afirmou. Segundo Vilela, a proposta do programa é incomparável no país. “Goiás é o único estado que tem um programa de casas a custo zero. É um programa de alta relevância, principalmente na parceria com os prefeitos. Porque a gente sabe da necessidade que os gestores municipais têm em relação à construção de casas de alta qualidade”, reforçou. “São momentos como esses de entrega de casas, onde a gente muda de forma significativa a vida de uma família, que justificam todo nosso sacrifício e esforço”, completou o vice-governador. As unidades habitacionais integram o programa “Pra Ter Onde Morar – Construção”, que deve beneficiar todo o estado. O Governo de Goiás destinou R$ 10,1 milhões para promover o acesso à moradia nas duas localidades. Prontas para receber os contemplados, as habitações foram entregues com infraestrutura de água e energia elétrica. O projeto arquitetônico inclui dois quartos, banheiro, cozinha, sala, área de serviço e espaço externo. As 30 primeiras moradias foram entregues em Estrela do Norte, cidade que recebeu R$ 5 milhões em investimento. O prefeito Edmar da Cacilda destacou a importância da parceria entre municípios e Estado para levar qualidade de vida à população. “Foram mais de 23 anos sem receber uma casa do governo estadual. Mas quando você tem um governo que ajuda os municípios, isso acontece. E agora, somos agraciados com mais 30 moradias, que vamos entregar para as pessoas que realmente precisam”, afirmou. A manicure Cristiane Barbosa, moradora da cidade, comemorou o aniversário de 42 anos sendo contemplada com uma das residências. “Eu fiz aniversário ontem e ganhei a casa. Eu sempre vivi de aluguel, resolvi tentar a sorte e ganhei esse presente”, comentou emocionada. Bonópolis A iniciativa de entregar casas a custo zero é um dos carros-chefes da política habitacional do Estado. A meta do Governo de Goiás é entregar 10 mil unidades habitacionais gratuitas até 2026 em parceria com os municípios, que são responsáveis pela doação dos terrenos já regularizados para construção das casas, enquanto a gestão estadual realiza as obras. Em Bonópolis, foram investidos R$ 5,1 milhões para a construção de outras 30 moradias. Ao agradecer a parceria com o Governo de Goiás, o prefeito Dioclécio elogiou a estrutura das casas entregues. “São 30 unidades de primeiro mundo, casas muito bem elaboradas e trabalhadas. São casas que dão orgulho para quem vai ganhar. Se não tiver uma parceria com o governo do Estado, não tem como fazer uma administração melhor para o nosso povo”, afirmou. Já o aposentado Paulo José de Morais, de 74 anos, agradeceu a possibilidade de ter uma nova moradia. “É uma bênção muito grande ter recebido essa casinha nova, é um privilégio enorme. Nasci de novo”, comentou. Aprovação A política habitacional do Estado tem aprovação de 60% dos goianos, segundo pesquisa do Instituto Quaest em parceria com a Genial Investimentos, divulgada em agosto. Coordenado pelo Goiás Social, o apoio às famílias vulneráveis também recebe investimentos em frentes como o Aluguel Social, que subsidia a locação de imóveis, e o Crédito Parceria, voltado para custear parte do financiamento bancário. Há ainda a modalidade Escritura, que entrega gratuitamente o documento que comprova a propriedade das casas doadas pelo Estado a famílias vulneráveis.
Caiado aponta segurança e estabilidade fiscal entre os pilares do sucesso de Goiás
Fotos: Lucas Diener Em passagem por Belo Horizonte para agendas institucionais e palestra em evento empresarial, governador detalhou jornada para sanar contas e consolidar o estado entre os líderes do Brasil em segurança, educação e emancipação social O governador Ronaldo Caiado destacou, nesta terça-feira (2/9), em Belo Horizonte (MG) a estabilidade fiscal, segurança pública, educação e emancipação social como pilares do desenvolvimento de Goiás. O líder goiano, acompanhado pela coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, integrou uma série de compromissos na capital mineira e detalhou a transformação empreendida em Goiás nos últimos anos. “Um Estado que estava quebrado, falido e bloqueado no Tesouro, hoje é um Estado em que eu discuto as melhores condições de qualquer outro Estado do país”, frisou. Com a presença de lideranças políticas, empresários e sociedade civil, Caiado liderou palestra no evento Conexão Empresarial, promovido pela VB Comunicação, revista Viver Brasil, Blog do PCO e jornal O Tempo. Ele deu ênfase ao enfrentamento da criminalidade e a percepção de um ambiente favorável para a economia. “Avançamos no combate à criminalidade a níveis de excelência. Isso fez com que os empresários entendessem e vissem o Estado com equilíbrio fiscal”, afirmou. A fala menciona a queda contínua dos principais indicadores de criminalidade: homicídio doloso (62%), latrocínio (95%) e roubo a comércio (92%), na comparação entre 2018 e 2025. O governador defendeu a segurança pública como sustentáculo econômico e afirmou que o setor conferiu “tranquilidade para o empresário investir” em Goiás. “A segurança pública não pode ser vista apenas de forma verticalizada. Tem que ser vista de forma transversal”, argumentou. Ele falou ainda da política de contenção de gastos e otimização dos recursos públicos como alicerce para o desenvolvimento. “Hoje somos um estado com maior liquidez, com R$ 15 bilhões em caixa, que tem um fundo de estabilização econômica de R$ 4 bilhões em reserva, que cada vez mais dinamiza a eficiência empresarial”, acrescentou. Em paralelo, o chefe do Executivo goiano demonstrou que os avanços são tangíveis em outros níveis, como o social. “Goiás, hoje, tem o menor percentual de pessoas em extrema pobreza no país”, sublinhou ao citar o avanço no ranking brasileiro de emancipação de pessoas. “Isso é praticado e pode acontecer com facilidade, desde que você tenha uma política que seja mensurada. Se você tem uma política só para comprar votos, é uma coisa. Se você tem uma política de emancipação, ela acontece”, ponderou citando que o Estado detém ainda o maior percentual de jovens da extrema pobreza cursando faculdade. O destaque da educação goiana foi repercutida pelo governador que mencionou a conquista da maior nota do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e segundo lugar nacional de crianças alfabetizadas na idade certa, com índice de 72,7%. “Invisto na educação para valer e sou aquele que acompanha a educação do dia a dia”, reforçou, indicando aporte para melhorar a qualidade da infraestrutura, alimentação, laboratórios, uniformes, kits de material escolar, entre outros investimentos. “Avançando cada vez mais na qualidade da educação e colocando o estado no índice das melhores notas do Enem, nos concursos para as faculdades”, disse. Em sua participação, Caiado também abordou temas nacionais como a política fiscal da União, a Reforma Tributária, cenário político para eleições em 2026 e desdobramentos do tarifaço. Diálogos Caiado abriu os compromissos do dia em reunião com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O líder goiano esteve na Cidade Administrativa Presidente Tancredo de Almeida Neves, sede do governo estadual mineiro. Os pares debateram assuntos vinculados à política e iniciativas de sucesso nos respectivos entes federados. “Prazer muito grande receber o governador Caiado, que tem feito uma gestão muito bem avaliada em Goiás. Trocamos muitas ideias boas”, afirmou Zema. Na sequência, foi recebido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais pelo presidente da Casa, deputado Tadeu Leite, e por parlamentares mineiros. “Trabalho em total parceria com a Assembleia Legislativa de Goiás, junto ao Tribunal de Justiça e órgãos independentes, como o Ministério Público, Defensoria e Tribunais de Contas. Governo nesse clima sempre de trazer entendimento e resultados práticos para a população goiana”, declarou Caiado. O governador finalizou a agenda em reunião com o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, cujo foco foi o pacto federativo. “Não é razoável que tantos recursos fiquem concentrados em Brasília, 70% aproximadamente, e pouco dinheiro ficando nos municípios, que é onde as coisas acontecem”, avaliou o gestor mineiro que enalteceu a conduta municipalista de Caiado. “Receber esse gesto do governador Caiado em Minas Gerais, visitando a Associação, que representa tantos municípios, demonstra compromisso”, disse. A instituição representa 836 municípios.














