© Instagram/The Town O cantor declarou em voz alta: “Anistia é o c*ralho, p*rra”, sendo aplaudido pelo público presente Júnior Lima se apresentou no The Town no sábado (13/9) e foi o único artista pop a levantar uma bandeira política no evento. Ao final de uma das músicas, o cantor declarou em voz alta: “Anistia é o c*ralho, p*rra”, sendo aplaudido pelo público presente. O gesto aconteceu após uma sexta considerada apática e apolítica, em contraste com o domingo anterior, marcado por gritos de “sem anistia” entoados por bandas de rock e pela plateia. Aplaudida no evento, a fala do irmão de Sandy gerou intensa movimentação nas redes. No X, antigo Twitter, fãs elogiaram a postura. “Tenho tanto orgulho de ser seu fã. Além de artista com A maiúsculo, se posiciona sem medo, de forma irretocável”, escreveu um usuário. Também houve comentários como “Grandão sem medo” e “Orgulho demais!”, além de “Artista consciente é outro nível”. Como a direita reagiu? Integrantes da direita não festejaram como os fãs, reclamando da postura. O deputado federal Nikolas Ferreira compartilhou o vídeo do momento e escreveu: “Gritar sem anistia é fácil. Difícil é saber quem você é sem a Sandy”. O parlamentar passou o fim de semana incentivando perseguições políticas, pedidndo demissões e sugerindo até cancelamento de vistos para os EUA por manifestações nas redes sociais. No embalo da postagem, um movimento online chegou a ensaiar um boicote ao cantor, mas o efeito foi limitado. Júnior perdeu cerca de 5 mil seguidores, que foram rapidamente repostos com novas adesões. “Vocês acham que o Junior Lima realmente vai se importar com o ‘cancelamento’ de uma galera que sequer sabe o que é cultura? Pelamor. No mais, ANISTIA É O C*RALHO, P*RRA”, postou um internauta.
Grito de Junior Lima contra anistia no The Town provoca reação política
Nikolas Ferreira inicia campanha para “enterrar” Bolsonaro
Revista Fórum A campanha mobilizada por Nikolas Ferreira é difusa: ataca profissionais da saúde, universidades públicas, artistas etc., com o objetivo de criar a sensação de que “tudo está tomado por uma ideologia de esquerda” nefasta, que deveria ser eliminada da sociedade O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, sexta-feira (12/9), uma campanha para denunciar pessoas que fizeram vídeos sobre o assassinato do militante estadunidense de extrema-direita Charlie Kirk. Para Ferreira, tais perfis “relativizaram” ou “debocharam” da morte da figura em questão. No entanto, engana-se quem acredita que Nikolas Ferreira está de fato preocupado com a memória de Charlie Kirk. O objetivo do deputado é outro: “enterrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão na última quinta-feira (11/9) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma organização criminosa que tentou emplacar um golpe de Estado no Brasil. Além de “enterrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro, o recado de Nikolas Ferreira é claro: sem a imagem de Bolsonaro, ele consegue mobilizar uma campanha em pouco tempo, fazer com que empresas (como Vogue e PUC-RS, por exemplo) se manifestem e influenciar as redes sociais e parte da imprensa. Tudo isso sem a imagem de Bolsonaro. A campanha mobilizada por Nikolas Ferreira é difusa: ataca profissionais da saúde, universidades públicas, artistas etc., com o objetivo de criar a sensação de que “tudo está tomado por uma ideologia de esquerda” nefasta, que deveria ser eliminada da sociedade. “O movimento começou: demita os verdadeiros extremistas de sua empresa. Denuncie”, escreveu o deputado no dia 12 de setembro em seu perfil no X. Em outra publicação, Nikolas Ferreira escreveu sobre as universidades brasileiras: “As universidades brasileiras têm formado pessoas que desejam, concordam ou incentivam matar pessoas inocentes por desavença política. Tudo isso embrulhado num pacote colorido chamado ‘tolerância’, ‘amor’ e ‘democracia’.” “Isso não é só hipocrisia — é o triunfo da mentira descarada. É a engenharia social que transforma assassinos potenciais em ‘defensores da paz’ e canalhas em ‘intelectuais críticos’. A universidade brasileira, em vez de ser um templo do saber, virou um laboratório de degeneração moral. E o mais grave: quem denuncia isso é tratado como louco, extremista ou herege.” Se você buscar por “demita um esquerdista” no X ou em outra rede, encontrará uma série de publicações de pessoas dizendo que vão parar de atender “pessoas de esquerda” ou até mesmo publicações criminosas que acusam profissionais do SUS de “deixar pessoas de direita para morrer”. Também cabe destacar que Nikolas Ferreira não está sozinho nesta empreitada de “enterrar” Bolsonaro e iniciar uma nova etapa da extrema direita no Brasil. Ferreira tem a companhia do MBL e de seu líder, Renan Santos, que defendeu a criminalização das ideias de esquerda. O objetivo de Nikolas Ferreira, do MBL e de outras figuras jovens da extrema direita é, além de “enterrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro, corroer o contrato social e levar o Brasil ao caos. A estratégia utilizada por este grupo não é nova e surgiu na Itália com um líder da extrema direita bem conhecido, e consiste em promover o caos, o medo e o ódio. É isso que está em curso com essa campanha de Nikolas e cia.
Daniel Vilela celebra tradição Festa da Melancia em Uruana
Fotos: Jota Eurípedes Evento marcou os 77 anos de emancipação política do município, maior produtor de melancia do Brasil O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, participou neste domingo (14/9) do encerramento da Festa da Melancia, em Uruana, uma das celebrações mais tradicionais do Estado, que neste ano também marcou os 77 anos de emancipação política do município. Representando o governador Ronaldo Caiado, Vilela destacou a relevância de Uruana para o agronegócio goiano e nacional. “A Festa da Melancia é uma tradição que nasceu na década de 1970 e se transformou em um evento nacional. Mas, para além da festa, temos aqui uma pujança econômica muito grande: Uruana é a maior produtora de melancia do Brasil, com mais de 2.500 hectares plantados. Isso é motivo de orgulho para todos nós e reforça a necessidade de valorizarmos nossos produtores e comerciantes, que têm papel fundamental na economia do Estado”, afirmou. A presença do vice-governador foi celebrada pelo prefeito de Uruana, Nei Canela, que agradeceu o apoio do governo estadual ao município. “Receber o Daniel aqui é motivo de grande alegria. Ele tem compromisso com Goiás e com a nossa cidade, dando continuidade a um trabalho sério, que tem feito o Estado avançar. Estarmos juntos nesta festa só fortalece a parceria entre Uruana e o governo estadual”, destacou. A Festa da Melancia é realizada desde 1978, com entrada gratuita, e reúne milhares de visitantes todos os anos. Além de shows e atrações culturais, o evento valoriza a agricultura familiar e o agronegócio regional, com feira de produtos locais, exposições e a tradicional competição de quem come mais melancia, que diverte o público e já se tornou um dos destaques da programação. Apoio da Polícia Penal Esta edição da Festa da Melancia também contou com o apoio da Polícia Penal de Goiás, que mantém um Termo de Cooperação com a Prefeitura de Uruana. A parceria garante a utilização da mão de obra de detentos em atividades de limpeza, manutenção e serviços comunitários, assegurando benefícios como trabalho, geração de renda e remição de pena. Durante a festa, detentos previamente selecionados pela Unidade Prisional de Uruana atuaram diretamente na organização e limpeza do evento, além de auxiliar na distribuição das melancias. Todo o trabalho foi acompanhado por policiais penais, que garantiram a segurança e a escolta durante as atividades. A supervisora da unidade prisional, Daniele Alves Silva, destacou a importância dessa iniciativa para a sociedade e para os internos. “Esse trabalho é realizado diariamente e, especificamente na Festa da Melancia, conseguimos ampliar a participação dos internos. É uma forma de reintegração, que traz dignidade ao cumprimento da pena. A comunidade nos dá sempre um retorno positivo, reconhecendo o esforço e os resultados”, afirmou.
Cid rejeita escolta da PF e organiza mudança para os EUA
Mauro Cid – 09/06/2025 (Foto: Ton Molina/STF) Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro pede ao STF devolução de passaportes e defende extinção da pena O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL-RJ), rejeitou a possibilidade de ser acompanhado por escolta da Polícia Federal (PF) e agora concentra esforços para deixar o Brasil e se mudar para os Estados Unidos. Segundo o Metrópoles, os advogados de Cid solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a pena de dois anos em regime aberto, fixada pela Primeira Turma do STF, seja considerada extinta, alegando que o militar já cumpriu medidas cautelares como prisão preventiva e uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, foi requisitada a devolução de seus passaportes, o que abriria caminho para a mudança ao exterior. Cid havia firmado acordo de delação premiada com a Polícia Federal no âmbito do inquérito sobre a tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. Ele acreditava que sua pena seria mais dura, entre seis e oito anos, conforme previa o entendimento inicial das investigações. No entanto, a decisão final do STF estipulou dois anos em regime aberto, o que surpreendeu o militar. Agora, a defesa busca que o tempo em que ele permaneceu submetido às medidas cautelares seja abatido da condenação. O objetivo é encerrar o processo sem que reste qualquer punição em aberto. Planos pessoais e mudança para os EUA Com a possibilidade de encerrar definitivamente sua punição, Mauro Cid manifestou o desejo de se mudar para os Estados Unidos junto da esposa e das filhas. O irmão do tenente-coronel já vive na Califórnia, o que facilitaria a transição. Em junho, a família viajou ao país sem a presença do militar, que permaneceu no Brasil. A decisão do STF diferenciou Cid dos demais réus do chamado núcleo 1 da investigação, já que ele não terá de iniciar pena em regime fechado e não enfrenta julgamento no Superior Tribunal Militar (STM) sobre eventual perda de patente. PGR não recorrerá Outro ponto que favorece o militar é a posição do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Apesar de discordar da pena fixada, por considerá-la branda, Gonet já indicou que não pretende recorrer da decisão da Primeira Turma do STF. Nos bastidores, ele argumenta que, embora tivesse defendido uma condenação maior, não vê espaço para alterar o resultado. Com esse cenário, resta apenas a avaliação do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido de extinção da punibilidade. Caso seja aceito, Mauro Cid ficará livre para retomar sua vida e dar andamento ao projeto de se estabelecer definitivamente nos Estados Unidos da América (EUA).
Caiado defende rigor contra o crime organizado no Rocas Festival em Itu (SP)
Evento contou com participação de lideranças nacionais, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e os líderes Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD). Leilão beneficente do evento destina fundos para o hospital Cora Fotos: Hegon Correa O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) apresentou neste sábado (13/9), os resultados da política de segurança pública implementada em Goiás, destacando os avanços na qualidade de vida da população. Durante o Rocas Festival 2025, em Itu (SP), o gestor ressaltou que o estado hoje é referência em tranquilidade e proteção aos cidadãos. “Enfrentamos a violência de frente. Hoje, em Goiás, você pode andar com o celular na mão em qualquer lugar, pode deixar o carro na rua. Temos, inclusive, o seguro veicular mais barato do Brasil”, afirmou, lembrando que a segurança continua sendo uma das maiores preocupações dos brasileiros. Ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Caiado integrou o Painel de Governadores, mediado por Rafael Furlanetti, sócio-diretor institucional da XP Investimentos. O encontro reuniu também importantes lideranças políticas nacionais, entre elas Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Gilberto Kassab, presidente do PSD. Para Caiado, a segurança pública é uma questão central de governabilidade e deve ser enfrentada de forma integral, sem fragmentações. “O Estado não pode se curvar ao bandido. Quando se consolida de fato o Estado Democrático de Direito, a população vive em paz, agradece e pode criar seus filhos longe do narcotráfico”, afirmou. Ele destacou ainda o trabalho desenvolvido no sistema prisional goiano para promover a ressocialização dos detentos. “Somos referência. Na semana passada, recebi o embaixador de El Salvador para apresentar o funcionamento dos nossos presídios. Temos galpões de confecção, marcenaria, construção civil e salas de estudo. Lá, eles trabalham e estudam”, acrescentou. Durante o painel, o governador destacou o grande potencial de Goiás na extração e no beneficiamento de terras raras. O estado concentra reservas expressivas em regiões como Minaçu, Nova Roma e Iporá, sendo em Minaçu a única operação comercial desse tipo em funcionamento no Brasil. “O mundo inteiro busca esse recurso, e Goiás é o estado brasileiro com as maiores reservas de terras raras. Por isso, recorri ao Japão para nos apoiar na seleção e na transformação desses minerais em produtos de alto valor agregado”, afirmou, lembrando que o governo japonês já enviou uma comitiva ao estado para avaliar o potencial dessas jazidas. Realizado entre 10 e 14 de setembro, na Coudelaria Rocas do Vouga, o 3º Rocas Festival reúne personalidades e lideranças nacionais para debater temas diversos e promover integração entre política, cultura e esporte. Fundada em 1996, a coudelaria é referência em animais de alta performance e reconhecida por sua contribuição ao aprimoramento do cavalo Puro Sangue Lusitano, voltado para o esporte e a criação. Além dos painéis e debates políticos, a programação inclui exposições, provas e leilões de cavalos. Apoio ao Cora Um dos pontos altos do 3º Rocas Festival será o leilão beneficente em prol do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) — o primeiro hospital estadual 100% SUS dedicado ao tratamento oncológico infantojuvenil. Em atividade desde 9 junho, o Cora será oficialmente inaugurado no próximo dia 25 setembro. Pelo segundo ano consecutivo, parte dos lotes arrematados no leilão do festival terá sua receita revertida para o hospital.
Caiado diz confiar na Justiça, promete anistia a Bolsonaro e diz que direita nunca esteve unida
Foto: Assessoria de Imprensa Em entrevista à imprensa, Caiado evitou discutir o mérito da decisão do STF, mas ponderou que o julgamento deveria ter sido realizado no plenário da Corte e não em uma das turmas. Na sequência, afirmou eu concederá anistia para Bolsonaro e demais condenados caso chegue à Presidência.“No primeiro dia, vou assinar anistia ampla, geral e irrestrita para todos [os condenados] do 8 de Janeiro, incluindo o Jair Bolsonaro. […] Eu sei dos compromissos que faço e da responsabilidade que tenho. Eu não uso demagogia, eu falo na anistia para pacificar o Brasil”, afirmou Caiado. O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), reafirmou sua confiança na Justiça, prometeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e demais condenados do 8 de Janeiro caso seja eleito presidente e afirmou que a direita nunca esteve unida. As declarações foram dadas quinta-feira (11/9), em Salvador (BA) após o STF (Supremo Tribunal Federal) consolidar maioria para condenação de Bolsonaro na trama golpista. A Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é punido dessa forma. Em entrevista à imprensa, Caiado evitou discutir o mérito da decisão do STF, mas ponderou que o julgamento deveria ter sido realizado no plenário da Corte e não em uma das turmas. Na sequência, afirmou eu concederá anistia para Bolsonaro e demais condenados caso chegue à Presidência. “No primeiro dia, vou assinar anistia ampla, geral e irrestrita para todos [os condenados] do 8 de Janeiro, incluindo o Jair Bolsonaro. […] Eu sei dos compromissos que faço e da responsabilidade que tenho. Eu não uso demagogia, eu falo na anistia para pacificar o Brasil”, afirmou. Para Caiado, o que aconteceu no 8 de Janeiro não pode ser caracterizado como tentativa de golpe de Estado. Ele argumenta que não havia estrutura nem pessoas armadas para tomar o poder. Na sequência, o governador disse confiar na Justiça, marcando um contraponto ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que nas últimas semanas disse que não confia na Justiça e chamou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de tirano e ditador. “Lógico que confio na Justiça. Eu sou um homem que prezo pela discussão dentro do poder judiciário. Na democracia, você não pode excluir nenhum poder. Se você exclui um poder, não é democracia, é ditadura”, afirmou. Ao avaliar o cenário para as eleições presidenciais de 2026, Caiado afirmou que a direita nunca esteve unida e disse acreditar em uma pulverização, com diversas candidaturas deste campo político. “Nunca houve unificação da direita, nunca existiu. Pelo contrário: para nós enfrentarmos um governo inconsequente como o do Lula, precisamos ter uma pulverização de candidaturas” afirmou Caiado, que disse que Bolsonaro pode ser candidato mesmo com a condenação. “Não muda nada com esse julgamento. Ele [Bolsonaro] pode colocar-se como candidato como Lula fez, buscar alguém para botar na vice. Pode colocar um parente dele, é uma prerrogativa que ele tem”, disse. Bolsonaro está inelegível e em prisão domiciliar por ordem de Alexandre de Moraes, relator do caso e condutor da tese julgadora que acabou vencedora. Nome da corte à frente das diversas investigações relacionadas ao ex-presidente, ele é também o principal alvo de críticas do bolsonarismo. A condenação do ex-presidente, cuja pena pode ultrapassar 40 anos de prisão, se dá em meio à pressão de aliados por uma anistia no Congresso e está inserida em um ambiente de polarização política com implicações na eleição presidencial de 2026.
Daniel anuncia licitação da GO-485, que liga Santo Antônio do Descoberto à BR-060
Fotos: Jota Eurípedes Anúncio foi feito durante assinatura da ordem de serviço de R$ 16,3 milhões em saneamento; obras estruturam a cidade e atraem novos investimentos O vice-governador Daniel Vilela anunciou nesta sexta-feira (12/9) a licitação da pavimentação da GO-485, que liga Santo Antônio do Descoberto à BR-060 e vai abrir um novo eixo de desenvolvimento no Entorno do Distrito Federal. O anúncio foi feito durante a assinatura da ordem de serviço de R$ 16,3 milhões em obras de saneamento e pavimentação no município, que vão atender os setores Parque Santo Antônio e Estrela D’Alva XIII. “Em breve vamos licitar a GO-485, que vai ligar Santo Antônio até a BR-060 por uma nova via, promovendo crescimento e fortalecendo essa região. Estamos recuperando o tempo que foi perdido em Santo Antônio nos governos anteriores a Ronaldo Caiado, que pouco ou nada fizeram por esta cidade tão estratégica para Goiás”, afirmou Daniel. Segundo o vice-governador, a nova rodovia será decisiva para atrair empresas. “Essa estrada vai nos conectar ao maior corredor de investimentos entre Brasília, Anápolis e Goiânia. Ali já estão instaladas grandes cervejarias, outlets e empreendimentos que vão se somar às oportunidades para Santo Antônio do Descoberto”, completou. Daniel lembrou que, após a administração de seu pai, Maguito Vilela, a cidade foi esquecida por sucessivos governos, que só iniciavam obras em período eleitoral e deixavam empreendimentos inacabados. Em contraponto, destacou os avanços recentes: “Hoje Goiás é referência nacional em segurança pública, lidera o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] na educação estadual e tem 88% de aprovação popular, a mais alta entre os governadores do Brasil”, completou. Obras estruturantes As obras de saneamento, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), serão executadas pela empresa RR Terraplanagem e Construções Ltda., em parceria com a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades. A conclusão está programada para agosto de 2026, beneficiando milhares de famílias e consolidando Santo Antônio do Descoberto como polo estratégico de crescimento. Anfitriã do evento, a prefeita Jessica do Premium ressaltou o impacto imediato das ações. “Os bairros precisam de infraestrutura bem-feita: esgotamento, drenagem e pavimentação para que possamos receber outros investimentos. Esse é um passo importante para melhorar a vida de todo mundo”, disse. Compromissos futuros também foram destacados por parlamentares presentes. “Vamos ampliar a pavimentação, construir grandes galerias pluviais e, com o apoio do vice-governador Daniel Vilela, Santo Antônio terá um futuro de desenvolvimento garantido”, afirmou o deputado federal José Nelto. Para o deputado estadual André do Premium, “nunca Santo Antônio esteve no caminho certo como hoje. Temos obras em cinco pontos diferentes e as coisas estão acontecendo”.
Lula faz ofensiva contra anistia de Bolsonaro e paga R$ 3,2 bilhões a deputados
©Foto: Instagram Durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a liberação de emendas parlamentares, totalizando R$ 3,2 bilhões desde o início da análise do caso. Somente no dia 9 de setembro, quando o STF retomou os votos dos ministros, foram pagos R$ 2,3 bilhões — o maior valor liberado em um único dia em 2025. A movimentação é interpretada como uma estratégia do Planalto para conter o avanço da proposta de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado, da qual Bolsonaro é o principal alvo. A maior parte dos recursos (91,3%) corresponde a emendas individuais, que garantem retorno político direto aos parlamentares – depuados federais – , enquanto o restante é oriundo de emendas de bancadas, comissões e do relator do Orçamento. Divisão A liberação acelerada dos recursos ocorre em meio a uma divisão no Centrão. Uma ala do grupo quer votar a proposta de anistia para enterrá-la de vez, enquanto outra apoia a oposição na tentativa de aprová-la. O governo aposta no fortalecimento do presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que é contrário à anistia, para articular a derrota definitiva da proposta. A escassez de emendas nos meses anteriores contribuiu para derrotas do governo, como na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre fraudes no INSS, onde a oposição, em aliança com o Centrão, conseguiu impor seus nomes para os cargos de comando. A expectativa do Planalto é que a liberação contínua de recursos ajude a consolidar apoio no Congresso e evite surpresas na votação da anistia. A movimentação também visa retomar o controle da pauta legislativa e reduzir a influência da oposição em votações-chave.
Ipasgo Solidário chega à 3ª edição com doações de sangue que podem salvar mais de 500 vidas
Fotos: Paulo Manso Iniciativa integra calendário anual do órgão e amplia estoque de sangue do Hemocentro A 3ª edição do Ipasgo Solidário, campanha de doação de sangue promovida pelo Ipasgo Saúde em parceria com o Hemocentro de Goiás (Hemogo), reforçou mais uma vez o papel do plano como aliado da saúde pública. Nos dois dias de mobilização, foram coletadas 139 bolsas de sangue, com potencial para beneficiar até 556 pessoas. Realizada no estacionamento da sede administrativa do Ipasgo Saúde, em Goiânia, a ação mobilizou colaboradores, servidores e voluntários. O objetivo foi reforçar o estoque de sangue do Hemocentro e incentivar a cultura da solidariedade entre os goianos. A enfermeira Thalita Silva Basile, do Hemocentro, destacou a relevância da iniciativa. “O banco de sangue até que está estável, mas temos déficit constante em fatores negativos, como O-, A- e AB-. Por isso, ações como a do Ipasgo Saúde são essenciais. O plano é um parceiro excepcional, ajuda muito na divulgação e na fidelização de doadores”. Thalita também ressaltou que o processo de doação é seguro. “Tudo começa com uma avaliação de saúde, pressão, hemoglobina e hidratação. Se a pessoa estiver preparada, a doação é tranquila. Orientamos apenas evitar exercícios físicos e bebidas alcoólicas nas horas seguintes”, explica. Vozes da solidariedade A campanha também foi marcada por depoimentos de quem participou pela primeira vez ou já é doador fiel. O colaborador do Ipasgo Gabriel Ferreira afirmou que “a gente sai dali pensando que pode estar mudando a vida de até quatro pessoas. Cada doação impacta diretamente. Doe sangue, faça a sua parte, mesmo quem não é colaborador”. A colaboradora do plano de saúde Daniela Vasconcelos, que venceu o medo e fez sua primeira doação, contou de sua sensação. “Sempre tive receio, mas hoje consegui superar e vi como é importante doar. Foi uma experiência transformadora”. Além dos funcionários do Ipasgo Saúde, a mobilização alcançou parceiros institucionais. O servidor da Goiasprev, Rogério Santa Cruz, também aderiu e reforçou a importância da causa. “Doar sangue tem como função principal salvar quem está precisando. Campanhas como essa, em que o Hemocentro vai até os locais de trabalho, ajudam a divulgar que o procedimento é simples e seguro”, disse. “Além disso, estudos mostram que o doador também se beneficia, já que a doação fortalece o sistema imunológico. Não precisamos esperar estar do outro lado, precisando de sangue, para entender o valor desse gesto. É um ato voluntário e altruísta”, reforçou. Gotas homeopáticas Durante o 3º Ipasgo Solidário, também foi realizada uma ação de saúde que integra a programação da Semana de Saúde do Ipasgo Saúde: a aplicação de gotas homeopáticas contra a dengue. A iniciativa alcançou 301 pessoas. A medida ampliou o impacto do evento e reforçou a atenção preventiva do plano de saúde. A parceria entre o Ipasgo Saúde e o Hemocentro já dura nove anos e consolidou o plano como um dos maiores doadores institucionais do estado. A iniciativa confirma o compromisso da instituição com a saúde pública e a cultura da solidariedade em Goiás.
Geraldo Vandré completa 90 anos em dia emblemático para a América Latina
O artista, como se sabe, foi um dos mais perseguidos pela malfadada ditadura militar nos anos 60 e 70 no Brasil Em uma confluência de incríveis coincidências, neste 11 de setembro – data em que aniversariam tenebrosas transações: o golpe militar no Chile dado por Pinochet e os atentados às torres gêmeas e ao Pentágono, nos EUA – o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados foram duramente condenados pela trama golpista. Dia seguinte, com o país em meio a uma enorme ressaca cívica, o cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré completa inacreditáveis 90 anos de vida. O artista, como se sabe, foi um dos mais perseguidos pela malfadada ditadura militar nos anos 60 e 70 no Brasil. A causa, como se sabe, foi, sobretudo, a canção “Pra não dizer que não falei das flores”, que ganhou o apelido abreviado de “Caminhando”. Nela, Vandré lembrava os “soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos de armas na mão”. Caetano Veloso, colega de profissão, contemporâneo e também participante dos lendários festivais da TV Record, afirmou em entrevista ter ouvido durante a sua prisão pelos militares, que se Vandré fosse encontrado, seria morto. A essas alturas, em 1970, o compositor já havia se exilado em Paris, onde gravou seu último e mais emblemático álbum “Das Terras do Benvirá”. Censurado O disquinho, na época um compacto simples, com a canção “Caminhando”, ficou terminantemente proibido durante anos seguidos. Lembro bem que a gente era obrigado a ouvi-lo baixinho, todos em torno da vitrolinha Sonata do Seu Júlio, como se fosse um hino. E, de fato, foi o que se tornou. A canção era bradada em manifestações que, invariavelmente, acabavam com muita porrada e gás lacrimogêneo. Veio, enfim, a anistia e ela perdeu um pouco a graça, com seus dois acordes e a melodia repetitiva. O restante da obra de Vandré, no entanto, permanece até hoje como uma das belas e seminais da nossa música. Um tanto folclorizada e extremamente politizada, sua música tem sido frequentemente resgatada em novelas, filmes, documentários. São apenas cinco álbuns, todos influenciados pela canção nordestina. Em ao menos um deles, o “Canto Geral”, vale o destaque para a participação do lendário Quarteto Novo, que contava com Hermeto Paschoal, Airto Moreira, Theo de Barros e Heraldo do Monte. Nestes álbuns, canções poderosas como “Réquiem para Matraga”, “Porta Estandarte”, “Aroeira”, “Ventania” e, é claro a inesquecível “Disparada”. Sobre ela, o mesmo Caetano comentou a respeito do empate entre ela e “A Banda”, de Chico Buarque, no 2º Festival de Música da TV Record em 1966. Segundo o compositor baiano, “Disparada”, feita em parceria com Theo de Barros, era de longe a melhor canção de Vandré, enquanto “A Banda” não era nem de longe a melhor do Chico. Com o fim da ditadura, Vandré voltou ao Brasil e passou a ter uma vida discreta, com raras aparições em entrevistas. Nesta sexta-feira, 12 de setembro, em um dia emblemático para a América Latina e para o mundo, ele completa 90 anos. Um artista que tem um legado enorme e, ao mesmo tempo, curto.














