Pedro Henrique Lopes Silva é advogado há cerca de dez anos — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera e Em entrevista à TV Anhanguera, o superintendente da Polícia Científica da Polícia Civil, Ricardo Matos, confirmou a informação O corpo encontrado em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia, na quarta-feira (19/11) é do advogado Pedro Henrique Lopes Silva, de 38 anos. A informação foi confirmada pelo superintendente da Polícia Científica da Polícia Civil, Ricardo Matos. Em entrevista à TV Anhanguera, ele informou que a equipe trabalha para identificar as lesões que o advogado sofreu (assista acima). Pedro Henrique estava desaparecido desde sábado (15/5). O advogado saiu de casa para encontrar um cliente, segundo a mãe, Marizeth Alves. Segundo a Polícia, o corpo encontrado em Goianira foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais. A investigação do caso está sob sigilo e é conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, informou a PC. Em entrevista ao g1 na terça-feira (18/11), a mãe contou que ele estava atendendo o cliente havia cerca de 15 dias. Segundo Marizeth, na tarde de sábado (15), o filho enviou uma mensagem para uma amiga dele, dizendo que se ele não desse mais contato, algo teria acontecido. AmeaçasApós o desaparecimento do advogado, a família disse que acessou o computador dele e encontrou áudios gravados pelo cliente fazendo ameaças. A mãe afirmou que o advogado nunca havia recebido ameaças em mais de dez anos de carreira e sempre avisava onde estava. Ainda de acordo com Marizeth, esse cliente vinha extorquindo o advogado havia cerca de 15 dias. Marizeth, que morava sozinha com o filho, relatou que o advogado nunca foi ameaçado por nenhum outro cliente. Segundo ela, Pedro Henrique entrou na profissão para atuar na área criminal, mas acabou se especializando na área trabalhista. InvestigaçãoO carro de Pedro Henrique foi filmado no domingo (16/11) por câmeras de seguranças no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Na terça-feira (18/11), o carro foi encontrado em uma residência de um conhecido do suspeito, que disse não saber do desaparecimento e chamou a polícia ao ver as notícias. Em nota divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) na quarta-feira (18), a ordem disse que recebeu as informações sobre o desaparecimento com preocupação, acompanha o caso e confia no trabalho da polícia (veja a nota completa abaixo). Nota A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) recebeu, com preocupação, as informações relativas ao desaparecimento do advogado Pedro Henrique Lopes da Silva, registrado junto ao Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) da Polícia Civil de Goiás, ocorrido no dia 15 de novembro de 2025. A OAB-GO destaca que, embora não haja comunicação formal dirigida à instituição nem indícios de relação com o exercício profissional até o momento, acompanha o caso com atenção e reitera sua confiança no trabalho das autoridades policiais, esperando que as diligências em andamento sejam conduzidas com rigor, celeridade e pleno esclarecimento dos fatos. A Seccional manifesta sua solidariedade à família e aos amigos do advogado neste momento de angústia e pede a colaboração da sociedade: qualquer informação que possa auxiliar na sua localização deve ser imediatamente comunicada às autoridades competentes ou ao Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID).
Corpo do advogado desaparecido em Goiânia foi encontrado, confirma a polícia
‘Não é justo que Bolsonaro cumpra pena numa mansão’, diz Lindbergh
Lindbergh Farias | Jair Bolsonaro (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados | REUTERS/Bernadett Szabo) O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou a possibilidade de Jair Bolsonaro (PL-RJ) cumprir pena em regime domiciliar. O que eu não acho que seja justo é uma prisão domiciliar de quem passa a vida inteira [Bolsonaro] defendendo endurecimento de tudo numa casa de luxo, uma mansão”, afirmou o parlamentar em entrevista à coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles. Lei de organizações criminosasPara Lindbergh, a lei exige a execução imediata da sentença, sem concessões especiais. “Bolsonaro deve ser preso agora, né? Na minha opinião, pelo que está na lei de organizações criminosas, o Bolsonaro obrigatoriamente tem que ser preso na Papuda, presídio de segurança máxima”, declarou. O ex-mandatário foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir uma pena de 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado após sua derrota eleitoral no pleito de 2022. Contradição entre aliados de BolsonaroO deputado também avaliou o comportamento dos apoiadores do ex-mandatário. “É engraçada essa turma bolsonarista: eles vivem querendo aumentar a pena de tudo, eles acham que só isso resolve, a gente acha que não. Tem que ter investigação, pena é importante, mas é a lei de organização criminosa que diz: Bolsonaro foi condenado como chefe de quadrilha. É [prisão em] presídio de segurança máxima”, disse o parlamentar. Movimentos internos da direitaLindbergh afirmou ainda que percebe articulações para afastar Bolsonaro da liderança política do bloco conservador. “Eu vejo o movimento de uma turma lá para largar o Bolsonaro e tentar construir uma outra alternativa, no caso o Tarcísio [governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas-Republicanos]”, disse.
Prefeitura de Porto Nacional e BNDES promovem evento para facilitar créditos aos empresários
Fotos: Dornil Sobrinho / Secom Porto Nacional Atividade, feita em conjunto com Sebrae e instituições bancárias, reforça oportunidades de crédito e aproxima empresários das instituições financeiras A Prefeitura de Porto Nacional (TO) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizou na manhã desta quarta-feira (19/11) o evento “BNDES Mais Perto de Você”, reunindo mais de 70 micros, pequenos e médios empresários, representantes do setor produtivo e seis instituições financeiras credenciadas ao banco. O encontro teve como objetivo facilitar o acesso às linhas de crédito, aproximar os empreendedores das oportunidades de financiamento e fortalecer o ambiente de negócios no município. Prefeitura Durante a abertura, o prefeito Ronivon Maciel ressaltou a importância do fortalecimento econômico como parte do compromisso da gestão municipal. “Temos um papel muito importante como gestor, como prefeito, de poder cuidar da cidade. E esse cuidar passa pelo fortalecimento do nosso comércio para gerar emprego e oportunidades. Conversamos com o BNDES sobre Porto Nacional e hoje, com o programa BNDES Mais Perto de Você, estamos aproximando nossos comerciantes das oportunidades que o banco pode oferecer. Esse é o nosso papel”, afirmou o prefeito. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Orlando Júnior, reforçou que o evento foi pensado especialmente para atender micro, pequenos e médios empreendedores, destacando que o BNDES oferece uma variedade de linhas que atendem toda a cadeia produtiva. “O BNDES atende toda a linha, toda a cadeia, todos os empreendedores que temos no Brasil. Esse evento é mais focado no micro, médio e pequeno empreendedor. Temos também linhas voltadas para inovações e startups, inclusive não reembolsáveis. E quem não conseguiu vir hoje pode procurar os bancos credenciados, porque eles vão continuar operando essas linhas de crédito”, afirmou o secretário. BNDESRepresentando o BNDES, Juliana Ferreira explicou o propósito da iniciativa e ressaltou a importância de aproximar empresários e agentes financeiros em um mesmo ambiente. “O BNDES Mais Perto de Você promove encontros em todo o Brasil para levar informação às micro, pequenas e médias empresas. Reunimos nossos agentes financeiros no mesmo espaço para que eles possam estreitar relacionamento com os clientes e desenvolver negócios. O intuito da ação aqui em Porto Nacional é justamente trazer essa oportunidade para a população, no trabalho que estamos fazendo nos estados da Amazônia Legal, alinhado aos objetivos da COP30”, destacou Juliana. Com o evento, o município fortalece que os empresários tenham acesso direto a informações, orientação e crédito. Os bancos participantes seguem alinhados para receber os empreendedores nos próximos dias, oferecendo condições facilitadas e oportunidades de financiamento, estimulando novos investimentos para o desenvolvimento da economia local.
Amélio Cayres diz que ponte em Xambioá ampliará integração regional e acelerará o progresso do Tocantins
Foto: Lauane dos Santos/Ascom Durante a inauguração da ponte que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA), sobre o Rio Araguaia, na BR-153, nesta terça-feira, 18, o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), destacou que a nova ponte representa um marco histórico de integração regional e reforça o compromisso do Tocantins com o desenvolvimento seguro e eficiente das rotas de transporte. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e autoridades do Pará e do Tocantins, reforçando a relevância desse avanço para todo o Estado. Segundo Amélio, a obra era uma das mais aguardadas, especialmente pela população de Xambioá. “Este é o sonho de muita gente, o sonho da nossa região, e é um privilégio participarmos deste momento grandioso para o Tocantins e para todo o Brasil. Já temos integração entre Araguatins (TO) e Marabá (PA); também entre São Miguel do Tocantins (TO) e Imperatriz (MA); e agora, com esta ponte, o progresso do nosso Estado só tende a crescer cada vez mais”, ressaltou o presidente da Casa de Leis. O presidente Lula também celebrou a entrega da obra. “Eu agradeço ao proprietário da balsa pelo serviço prestado durante tantos anos. Agora, porém, o Estado brasileiro voltou a assumir sua responsabilidade, garantindo uma travessia segura e digna para todos, sem que nenhum jovem, nenhuma família precise se arriscar em pequenas embarcações. Hoje, qualquer pessoa pode atravessar de bicicleta, moto, carro, caminhão, do jeito que quiser, com segurança”, afirmou. A nova ponte consolida um corredor logístico estratégico da BR-153, reduz custos de frete e acelera o escoamento da produção agropecuária. São 2.010 metros de extensão, sendo 310 metros no lado paraense e 1.700 metros na área tocantinense, em Xambioá.——- Sugestão de legenda: Inauguração da nova ponte entre Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA) ocorreu nesta terça, 18. Créditos da imagem: Lwann Araújo/Dicom Aleto
Daniel Vilela participa do lançamento do Goianão 2026
Fotos: Lucas Diener Vice-governador abre reunião do Conselho Técnico da Federação Goiana de Futebol (FGF) e destaca evolução do campeonato e maior presença de torcedores nos estádios O vice-governador Daniel Vilela participou, nesta terça-feira (18/11), do lançamento oficial do Campeonato Goiano 2026, durante a abertura da reunião do Conselho Técnico da Federação Goiana de Futebol (FGF) e a apresentação da bola oficial da competição, realizada no Castro’s Park Hotel, em Goiânia. O encontro marca o início da organização da 83ª edição da competição, reunindo dirigentes da FGF, representantes dos 12 clubes participantes e autoridades estaduais. Daniel destacou o simbolismo do Goianão e o papel do futebol como elemento de integração social. Na ocasião, anunciou que em 2026 mais uma vez a TV Brasil Central (TBC) fará a transmissão do campeonato. “Estarmos organizando mais uma competição que a cada ano consegue evoluir mais forte, participativa, gerando audiência e presença nos estádios”, afirmou Vilela. Fotos: Lucas Diener Vice-governador Daniel Vilela (centro) participa de lançamento do Campeonato Goiano 2026 e ressalta competição forte e participativa O lançamento reuniu os dirigentes dos 12 clubes que disputam o Goianão 2026: Abecat, Anápolis, Anapolina, Aparecidense, Atlético, Centro Oeste, Crac, Goiás, Goiatuba, Inhumas, Jataiense e Vila Nova. Nesta edição, duas novidades marcam o campeonato: o retorno da Anapolina à elite e a estreia do Centro Oeste na Primeira Divisão, após acesso conquistado na última temporada. O vice-governador também fez questão de ressaltar a empolgação do governador pela competição. “Essa parceria nos deixa satisfeitos e o governador Ronaldo Caiado, que é um entusiasta do futebol goiano, tem feito questão de participar ativamente dos eventos esportivos e também do nosso Campeonato Goiano”, garantiu. O presidente da FGF, Ronei Freitas, que está na Europa chefiando a delegação da Seleção Brasileira, encaminhou mensagem a todos os integrantes e representantes de clubes no Conselho Técnico. “É um prazer desejar boas-vindas a todos os clubes e autoridades. Que tenhamos um Goianão em 2026 com muito sucesso”. Com as alterações do calendário nacional, o Ceo da FGF, André Pitta, explicou que essa edição terá mudanças importantes e que o conselho tem tarefa de definir um campeonato “que tenha qualidade, consistência técnica e financeira”. E acrescentou que é importante a participação de todos os clubes na definição do Goianão 2026. “Agora é hora de discutir e dar ideias. Com todos participando a chance de tudo dar certo é maior”, sublinhou. O presidente da Agência Brasil Central (ABC), Reginaldo Júnior, reforçou que para a TBC é uma honra integrar o projeto do Goianão mais uma vez, com a transmissão dos jogos em 2026. “Desejo boa sorte a todos e que a gente possa dar orgulho a todos os goianos”, salientou. Homenagens Durante o lançamento do Goianão 2026, A TV Brasil Central iniciou a entrega de homenagens que recebem o nome do ex-governador e pai do vice-governador, Luiz Alberto Maguito Vilela. A condecoração reconhece a dedicação de figuras públicas e comunicadores pela área esportiva. Daniel Vilela; o Ceo da FGF, André Pitta; o deputado federal Coronel Adailton; e o jornalista esportivo Evandro Gomes foram os primeiros agraciados. Apoio O Governo de Goiás também mantém iniciativas diretas de incentivo aos clubes goianos. Por meio do programa Nota Fiscal Goiana (NFG), os 12 times da primeira divisão recebem R$ 4 milhões anuais do Time Goiano do Coração. O repasse é dividido em quatro parcelas distribuídas de acordo com critérios técnicos, participação dos torcedores e sorteios realizados ao longo do ano.
Direita articula aprovar emenda de líder do PL para equiparar organizações criminosas a terroristas
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) Foto: Taba Benedicto/ Estadão O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), pousou em Brasília nesta tarde para se encontrar com parlamentares e dar impulso à iniciativa. O assunto não consta no projeto original, elaborado pelo Ministério da Justiça — que é contra a equiparação. Com o projeto de lei Antifacção prestes a ser votado no plenário da Câmara, a bancada bolsonarista articula a aprovação de uma emenda para equiparar o crime de organização criminosa armada ao de terrorismo. A menção ao terrorismo havia sido retirada da terceira versão do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), diante da pressão do governo federal e de outros setores. Mas bolsonaristas mantêm a cobrança pela pauta. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), pousou em Brasília nesta tarde para se encontrar com parlamentares e dar impulso à iniciativa. O assunto não consta no projeto original, elaborado pelo Ministério da Justiça — que é contra a equiparação. Caiado afirmou ao Estadão que viajou para Brasília para articular junto a bolsonaristas a aprovação de um destaque do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). O texto, protocolado minutos atrás, às 14h42, aplica as normas da Lei Antiterrorismo, de 2016, para os crimes previstos no PL Antifacção. O aditivo prevê a vedação de anistia, graça, indulto e fiança a organizações criminosas e o cumprimento de pena em estabelecimento prisional de segurança máxima. Também iguala as hipóteses de extradição, cooperação jurídica internacional e perda de bens às da Lei Antiterrorismo “A equiparação de que trata o caput não depende de motivação ideológica, política ou religiosa, bastando que as condutas praticadas tenham por finalidade intimidar a população ou constranger o Estado, mediante violência ou grave ameaça, para obter domínio territorial, econômico ou social”, prevê a emenda. Sóstenes justifica o destaque protocolado em razão de Derrite ter retirado a menção a terrorismo de seu relatório. “Entretanto, as condutas descritas no texto — como ataques armados a instituições públicas, destruição de infraestrutura essencial, sabotagem de serviços públicos e domínio territorial mediante violência — são idênticas, na prática e na gravidade, aos atos de terrorismo previstos na Lei nº 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo)“. Sóstenes diz que a reintrodução da equiparação tem “caráter técnico e simbólico, reforçando o entendimento de que tais práticas configuram verdadeiros atentados à ordem pública e ao Estado de Direito, devendo receber tratamento jurídico máximo de rigor”. “Com isso, assegura-se coerência normativa entre o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e a Lei Antiterrorismo, fortalecendo a repressão penal e processual contra organizações que, por meio da intimidação coletiva, buscam enfraquecer a autoridade do Estado e instaurar o medo na sociedade”, diz. Na semana passada, Caiado e outros três governadores (o mineiro Romeu Zema, o fluminense Cláudio Castro e o catarinense Jorginho Mello) pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que o PL Antifacção fosse adiado por pelo menos 30 dias para dar tempo de discutir um texto mais robusto. Motta, no entanto, pautou a votação para esta terça-feira (18/11). Pressionado pela insatisfação da direita à esquerda, o deputado apresentou a quinta versão do parecer em menos de duas semanas. Como começou a polêmicaA repressão a terroristas é de competência exclusiva federal. Propor alteração nessa legislação específica deixaria as polícias dos Estados de fora da apuração, como mostrou o Estadão. Derrite fez uma primeira mudança: incluiu que parte dos crimes seria de competência dos Estados. Essa alteração levou a PF a reclamar. A cúpula do órgão federal alertou que o novo texto retiraria sua liberdade de também investigar as organizações criminosas. Nesta terça-feira, Derrite chegou a dizer que bastaria a PF solicitar a autorização ao governo do Estado. Mas novamente foi criticado. O próprio Motta se posicionou em relação a críticas que apontavam que essa classificação poderia vulnerabilizar a segurança nacional. “Quero dizer que não vamos permitir que nenhuma discussão na Casa coloque em risco a soberania do nosso País”, afirmou. Mais cedo, o presidente da Câmara também disse que não iria permitir perda de prerrogativas da Polícia Federal. A equiparação de facções brasileiras a terroristas faz também parte da agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma comitiva do governo americano esteve em Brasília em maio e sondou, numa reunião com membros do Ministério da Justiça, o governo do Brasil sobre a possibilidade de classificar esses grupos como terroristas. Os brasileiros negaram a proposta, como mostrou o Estadão.
Prisão de dono do Banco Master impulsiona pedido de CPI para investigar gestão do BRB
Presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo nesta terça (18/11). Crédito: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Parlamentares da oposição pedem investigação imediata da gestão do banco e da tentativa de compra do Master A prisão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, na manhã desta terça-feira (18/11) e o afastamento do presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, ganhou ampla repercussão no cenário político do Distrito Federal. Parlamentares de oposição ao governo de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP) querem protocolar nesta terça-feira (18) um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do BRB. O deputado distrital Chico Vigilante, líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara Legislativa do DF, informou que o partido vai solicitar a instalação imediata da CPI para investigar a gestão do BRB e a tentativa de compra do Banco Master. Em agosto, 14 parlamentares da base do governador Ibaneis Rocha (MDB) aprovaram a compra do Banco Master pelo BRB, a decisão foi questionada pelos parlamentares de oposição que votaram contrários à proposta. “Sempre ficou claro que o governo Ibaneis e Celina pretendiam empurrar o prejuízo bilionário para a população de Brasília sob o disfarce de ‘crescimento institucional’”, destaca Chico Vigilante. O deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF) também apontou que tanto a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, quanto o afastamento da diretoria do BRB “só confirmam o que denunciamos desde o início: a compra do Banco Master articulada pelo governo Ibaneis/Celina era um golpe pronto pra estourar no colo da população do DF”. “Esse escândalo tem responsáveis e eles precisam responder por cada decisão que colocou o BRB e o patrimônio público da nossa cidade em risco. O banco é do povo de Brasília, não brinquedo para esquema de governo” denunciou o petista. Os deputados distritais do Psol Max Maciel e Fábio Felix também informaram que já protocolaram um requerimento para abrir uma (CPI). Eles alertam sobre a gravidade da situação envolvendo o BRB e o Banco Master. “A operação da Polícia Federal prendendo diretores de banco, afastando o presidente do BRB, só demonstra o porque nós votamos contra esse projeto que chegou a passar na Câmara Legislativa. Está em jogo a soberania do DF frente aos investimentos e os projetos sociais envolvidos”, observou Maciel. “O BRB não é do Ibanês, não é da Celina, o BRB é patrimônio da população do DF”, disse Felix, que alertou também que o BRB já investiu R$ 16 bilhões no Master: ”Quem vai pagar essa conta, quem vai pagar esse prejuízo?”. Para a instalação da CPI na CLDF são necessárias oito assinaturas de parlamentares. De acordo com informações dos parlamentares, até o momento o documento têm seis assinaturas: Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT), Ricardo Vale (PT), Fábio Felix (Psol), Max Maciel (Psol) e Dayse Amarílio (PSB). Para a tramitação com urgência são necessárias 13 assinaturas. Congresso NacionalA deputada federal Erika Kokay (PT-DF) questionou a gestão do BRB pela compra de carteiras do Banco Master que ultrapassam 20 bilhões de reais, sem avaliação prévia. “ E tem que investigar e também esclarecer porque que a direção, a alta gestão do BRB tem tantos empréstimos com o próprio banco”. Os deputados federais Reginaldo Veras (PV) e Rodrigo Rollemberg (PSB) também fizeram manifestações sobre a Operação da PF. Nas redes sociais, dos parlamentares de extrema direita apenas Bia Kicis (PL-DF) comentou sobre a prisão de Daniel Vorcaro fazendo uma relação com o ministro Alexandre de Moraes, ao indicar que o dono do Master ficaria pouco tempo preso por ser cliente do escritório Barci de Moraes, cuja proprietária é Viviane Barci, esposa do magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF). A senadora Leila do Vôlei também usou as redes sociais para comentar sobre o caso. “O BRB é patrimônio do povo do Distrito Federal, um banco público que não pode ser exposto a riscos absurdos por decisões políticas irresponsáveis. Eu seguirei cobrando, fiscalizando e exigindo respostas”. Entenda o casoA Polícia Federal prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e mais cinco suspeitos por fraudes no sistema financeiro, durante a Operação Compliance Zero, que bloqueou R$ 12,2 bilhões e apreendeu bens de alto valor. As investigações apontam a fabricação de carteiras de crédito falsas vendidas a outra instituição. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, tornou indisponíveis os bens dos controladores e afastou dirigentes do BRB, que havia tentado comprar parte do banco.
Caiado aciona STF para reforçar controle de comunicação entre detentos e facções criminosas
Foto: Secom Pedido de amicus curiae em ADI defende que monitoramento é essencial para impedir a continuidade de práticas criminosas. Para Caiado, derrubar a vigilância aos detentos coloca em risco a segurança pública, já que o controle dessas comunicações é considerado essencial para evitar que facções continuem operando de dentro dos presídios O governador Ronaldo Caiado solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Estado de Goiás seja admitido como _amicus curiae_ na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7768, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB). A entidade questiona a exigência de monitoramento de áudio e vídeo nas comunicações entre presos e advogados em presídios de segurança máxima. O CFOAB defende que as comunicações só sejam monitoradas quando houver indícios de que o advogado esteja envolvido em atividades criminosas. Porém, no pedido, o governador alerta para os riscos da ADI pretendida, argumentando que o monitoramento carcerário é essencial para impedir a continuidade de práticas criminosas comandadas por detentos com vínculos com facções, muitas vezes utilizando entrevistas reservadas com advogados como meio de comunicação “extramuros”. Caiado ressalta que Goiás se tornou, nos últimos anos, referência nacional em segurança pública e inteligência penitenciária, alcançando resultados expressivos na redução da criminalidade e na implantação de programas eficazes de controle e monitoramento de comunicações ilícitas dentro das unidades prisionais. Entre os dados apresentados, o pedido evidencia a redução superior a 90% nos principais indicadores criminais e prisionais entre 2019 e 2025, além da pesquisa Genial/Quaest, de agosto de 2025, que aponta a segurança pública como o serviço público mais bem avaliado pelos goianos (74% de aprovação). A gestão estadual, por sua vez, registra aprovação de 88% da população. “Todos os dados demonstram que os rigorosos e efetivos controles dos estabelecimentos prisionais adotados em Goiás repercutem diretamente na acentuada queda dos índices de criminalidade, conforme se tem observado de 2019 até hoje”, afirma o governador Caiado. Ronaldo Caiado também cita episódios nacionais de motins, rebeliões e atuação de facções criminosas que revelam o impacto direto da quebra de isolamento prisional na segurança pública além dos muros. Como exemplo, relembra o caso do Presídio Especial de Planaltina, unidade de segurança máxima de Goiás, onde o monitoramento permitiu identificar e impedir, no final de 2020, um plano de resgate de presos de alta periculosidade articulado por lideranças criminosas. Assim, com apoio técnico-jurídico do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, o governador solicita ao STF a admissão do Estado de Goiás como amicus curiae. “O contexto normativo é claro: buscou-se compatibilizar a proteção às prerrogativas profissionais da advocacia com a necessidade de isolar lideranças de facções criminosas que, mesmo reclusas, continuavam a exercer influência sobre o crime organizado”, reforça.
WePink: Empresa de Virginia deverá pagar R$ 5 milhões em indenização
WePinl, de Virginia Fonseca, é autuada pelo Procon — Foto: Reprodução/Instagram da WePink Indenização foi fixada em 20 parcelas de R$ 250 mil. Empresa só poderá realizar novas campanhas ou live se comprovar estoque físico A empresa WePink, da influenciadora Virgínia Fonseca deverá pagar R$ 5 milhões de indenização por dano moral coletivo. De acordo com o Ministério Público (MP-GO), a dívida foi dividida em 20 parcelas. Foram registradas mais de 120 mil reclamações contra a empresa nos últimos dois anos por práticas má conduta comercial. De acordo com as investigações, a WePink teve práticas comerciais abusivas, como atrasos prolongados na entrega de produtos, ausência de reembolsos e descumprimento de ofertas, em violação ao Código de Defesa do Consumidor. O acordo assinado pela empresa prevê o pagamento da indenização em 20 parcelas de R$ 250 mil, ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEDC). Segundo o MP, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa Savi Cosméticos Ltda. (WePink) foi assinado na sexta-feira (14). A empresa e os sócios Virgínia Fonseca, Thiago Stabile e Chaopeng Tan foram representados por suas defesas. A empresa também deverá seguir as seguintes determinações impostas pelo acordo: A empresa só poderá realizar campanhas e vendas, incluindo lives, quando houver comprovação de estoque físico ou capacidade real de produção e entrega;Deverá adotar sistemas auditáveis, acessíveis ao MPGO e ao consumidor, para comprovar disponibilidade dos produtos;Fica proibida a venda sem estoque ou a pré-venda sem informação clara e destacada sobre prazos de fabricação e entrega;Em até 30 dias, a empresa deverá implementar um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) com atendimento humano (não automatizado) e resposta inicial em até 24 horas, fornecimento de protocolo e acompanhamento em tempo real de soluções, como reembolsos e rastreamentos;Reclamações relacionadas a cancelamentos ou pedidos de reembolso deverão ser solucionadas em até sete dias, especialmente nos casos previstos no direito de arrependimento;A empresa também deverá publicar, de forma permanente e acessível em suas redes sociais e site oficial, orientações completas sobre direitos do consumidor, regras de cancelamento, troca, reembolso e canais de atendimento, além de produzir um vídeo tutorial aprovado pelo MPGO;O TAC prevê ainda que a WePink mantenha, por pelo menos cinco anos, registros detalhados de todas as reclamações, com data, protocolo, problema relatado, providências adotadas e grau de satisfação do consumidor;A exclusão indevida de comentários ou avaliações nas plataformas oficiais está proibida e sujeita a multa.
Presidente do Banco Master é preso enquanto tentava sair do país
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master – Foto: Reprodução Além do presidente, outros três diretores da instituição financeira foram presos O presidente do banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal, na noite desta segunda-feira (17/11). A prisão ocorreu em Guarulhos, de onde se preparava para embarcar em uma viagem internacional. A PF monitorava o banqueiro há algum tempo. Além de Vorcaro, outros três diretores do Banco Master foram presos, em uma ação realizada nesta terça-feira (18/11). Uma ação de busca e apreensão teve como alvo integrantes do Banco de Brasília. A compra de uma parcela do Banco Master pela instituição financeira do Distrito Federal havia sido reprovada pelo Banco Central, em setembro deste ano.














