26/02/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia – DF. Apresentação da urna de votação eletrônica na Rodoviária do Plano Piloto – Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press Cadastro eleitoral será fechado 150 dias antes do primeiro turno; quem estiver irregular pode enfrentar restrições além de não votar A partir desta segunda-feira (6/4), eleitoras e eleitores têm até 30 dias para tirar o título, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral. O prazo vai até 6 de maio e segue o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vale para quem pretende participar das Eleições 2026. Depois dessa data, o cadastro eleitoral será fechado para novas solicitações relacionadas ao pleito, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A medida cumpre a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que determina o encerramento do cadastro 150 dias antes da votação. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para pessoas a partir de 18 anos. O voto Para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e maiores de 70 anos o voto é facultativo. Estrangeiros e cidadãos em cumprimento do serviço militar obrigatório não podem se alistar. Para emitir o título, é necessário apresentar documento oficial com foto, como RG, carteira de trabalho ou passaporte, comprovante de residência recente e, no caso de homens que completam 19 anos no ano do alistamento, comprovante de quitação do serviço militar. O pedido pode ser feito pelo Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE, ou presencialmente nos cartórios eleitorais. Mesmo para quem inicia o processo on-line, a coleta biométrica deve ser realizada de forma presencial, o que exige atenção aos prazos. No caso do primeiro título, a recomendação é fazer o requerimento pela internet o quanto antes, para garantir tempo hábil de comparecer ao cartório e concluir o atendimento até 6 de maio. A legislação também permite o alistamento a partir dos 15 anos. Nesses casos, o documento é emitido, mas o voto só será permitido (de forma facultativa) se o jovem tiver completado 16 anos até o dia da eleição.
Eleições 2026: prazo para tirar ou regularizar título termina em 30 dias
Governo prorroga prazo para adesão ao Quita Procon Goiás até 17 de abril
Adesão ao Programa Quita Procon Goiás pode ser feito presencial na sede do órgão de defesa do consumidor ou pela internet – Fotos: Procon Goiás / Governo de Goiás Iniciativa possibilita a regularização de débitos de empresas e fornecedores decorrentes de multas administrativas O Governo de Goiás, por meio do Procon Goiás, Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Economia, estendeu até dia 17 de abril, o prazo para adesão ao Quita Procon Goiás. O programa possibilita a regularização de débitos decorrentes de multas administrativas aplicadas pelo órgão de defesa do consumidor a empresas e fornecedores. Instituído pela Lei nº 23.854/2025, o Quita Procon Goiás permite a quitação de créditos não tributários com condições especiais. Entre os principais benefícios do programa estão a redução de 40% sobre o valor principal da dívida para pagamentos à vista, desconto de 100% sem juros, multas e atualização monetária, além da possibilidade de parcelamento em até 10 vezes, em alguns casos. Segundo o superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, a prorrogação do prazo do programa amplia a oportunidade para que empresas e fornecedores regularizem pendências junto ao Estado. “O Quita Procon Goiás oferece condições facilitadas, com descontos e opções de parcelamento que tornam a quitação mais acessível. Além de beneficiar os participantes, a iniciativa contribui para um ambiente de negócios mais equilibrado e seguro, possibilitando que muitas empresas reorganizem sua situação e sigam suas atividades com mais tranquilidade”, destaca. Como aderir Os interessados em aderir ao Quita Procon Goiás devem formalizar o termo de adesão até o dia 17 de abril. O atendimento é realizado de forma presencial e virtual. Na PGE, para os casos de processos inscritos em dívida ativa, e no Procon Goiás para as demais ações. Estão aptos a participar do programa, fornecedores com débitos inscritos ou não em dívida ativa, judicializados ou não, desde que a decisão administrativa de primeira instância tenha sido emitida até 31 de dezembro de 2024. Não poderão ser contemplados pelo programa os processos que já receberam benefícios de descontos por meio de TACs ou outras negociações. Os canais de atendimento do Procon Goiás são o e-mail quita.procon@goias.gov.br ou o telefone (62) 3201.7128. Para os processos inscritos em dívida ativa, o canal de atendimento da PGE é o e-mail quitaprocon.gda@pge.go.gov.br. Demais informações sobre o Quita Procon podem ser obtidas pelo site goias.gov.br/procon/quita-procon-goias/.
Governo de Goiás anuncia shows de Xande de Pilares e Vanessa da Mata no Fica 2026
Fotos: Divulgação Vanessa da Mata e Xande de Pilares são as atrações nacionais do Fica neste ano – Fotos: Divulgação Festival realizado de 16 a 21 de junho, na cidade de Goiás, une música, cinema e debates ambientais em programação gratuita O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), anuncia as atrações nacionais confirmadas para a programação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) 2026, que será realizado de 16 a 21 de junho, na cidade de Goiás. Com uma proposta que integra arte, meio ambiente e diversidade cultural, o evento reúne shows, mostras de cinema, atividades formativas e debates, consolidando-se como um dos mais importantes festivais do país. Fotos: Divulgação No dia 19 de junho, o público poderá conferir o show de Xande de Pilares, um dos grandes nomes do samba contemporâneo. Com carreira consolidada tanto à frente do Grupo Revelação quanto em sua trajetória solo, o músico é reconhecido pela potência vocal, carisma e repertório que transita entre clássicos do samba e composições autorais de grande sucesso, conquistando diferentes gerações. A cantora e compositora Vanessa da Mata sobe ao palco no dia 20 de junho, com a turnê “Todas Elas”. O espetáculo reúne canções inéditas e sucessos de sua carreira, marcada por mais de duas décadas de trajetória. A artista, conhecida por sua sensibilidade e energia criativa, aborda em sua obra temas como afetividade, questões sociais e a valorização da diversidade. Cultura e debate ambiental Em sua 27ª edição, o Fica traz como tema “Água e Clima no Brasil das Nascentes”, promovendo reflexões sobre sustentabilidade, recursos hídricos e os desafios das mudanças climáticas. Com entrada gratuita, o evento reúne mostras competitivas, exibições especiais, atividades formativas, oficinas, debates e atrações culturais, consolidando-se como um espaço plural de troca e aprendizado. O Fica é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secult, em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE. O festival conta ainda com a parceria estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa também reúne a cooperação das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), de Desenvolvimento Social (Seds) e do Programa Retomada do Governo de Goiás, além do Goiás Social, Saneago, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e da Prefeitura de Goiás.
Agronegócio se afasta da candidatura de “01” para apoiar Caiado
Divulgação A pré-candidatura de Caiado (foto) interrompe a estratégia de aproximação do agronegócio de Flávio Bosonaro, como esperavam os bolsonaistas A pré-candidatura do pecuarista e ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem mudado o cenário político no campo da direita e causado um verdadeiro êxodo no apoio do agronegócio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A divisão entre lideranças rurais que, até então, avaliavam consolidar apoio ao campo conservador, na opinião de analistas, significa um profundo golpe nas expectativas do campo neofascista. A candidatura de Caiado interrompe a estratégia de aproximação do agronegócio ao filho ’01’, como o senador esperava. Líderes do setor passaram a adotar maior cautelosa nas manifestações públicas de apoio e passam a conversar com maior frequência com outros candidatos da direita. Os ruralistas passam a rever o apoio ao candidato bolsonarista Apesar do desempenho inferior nas pesquisas, Caiado possui forte relação com o agronegócio. Durante sua gestão em Goiás, adotou políticas consideradas favoráveis ao setor, o que fortalece sua imagem entre produtores rurais. Dados do Ministério da Agricultura indicam que o Estado registrou crescimento de 23% nas exportações de grãos em 2025, reforçando a percepção positiva de sua administração. ObservaçãoEntre os principais atores do agronegócio, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, reconheceu que o “agronegócio vai ficar dividido entre Caiado e Flávio no primeiro turno”. — Não tem uma preferência. O setor está muito vocacionado nesses dois nomes e ainda está acompanhando o cenário — afirmou. Segundo Meirelles, os próximos passos sintetizam a apresentação de uma pauta comum aos candidatos, incluindo demandas como segurança jurídica no campo, previsibilidade para o Plano Safra, ampliação do seguro rural e melhorias em infraestrutura, especialmente armazenagem. Esse conjunto de propostas já foi entregue tanto a Caiado quanto a Flávio Bolsonaro. ConflitosA chegada de Caiado também empresta um peso simbólico à disputa. Médico e ruralista, o pré-candidato do PSD foi um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR), organização que ganhou notoriedade nos anos 1980 ao declarar apoio incondicional à propriedade privada em meio a conflitos fundiários, o que lhe valeu o apelido de “padrinho do agro”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, também busca ampliar o diálogo com os ruralistas, embora enfrente resistências. Declarações consideradas controversas pelo setor e divergências ideológicas dificultam a aproximação, mesmo diante de iniciativas como o aumento de recursos no Plano Safra. No campo bolsonarista, a mudança no cenário é vista como um revés. O agronegócio era considerado um dos pilares da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, capaz de conferir sustentação econômica e política. Assim, o apoio se torna alvo de uma disputa cada vez mais acirrada.
Emparedado pelo Irã, Trump explode: “Abram a porr* do Estreito ou viverão o inferno”
Divulgação “Terça-feira será o dia das centrais elétricas e o dia das pontes, tudo junto em um, no Irã. Não haverá nada igual!!! (…) Abram essa porra de estreito, seus malucos, ou viverão no inferno. APENAS OBSERVEM”, escreveu o presidente. “Louvado seja Alá”, emendou Trump O presidente dos Estados Unidos da America (EUA) Donald Trump (Republicanos) subiu o tom de forma explosiva neste domingo (5/4) e ameaçou atacar alvos estratégicos do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto imediatamente. Em uma publicação repleta de palavrões na rede Truth Social, Trump afirmou que poderá ordenar bombardeios contra usinas de energia e pontes iranianas já nos próximos dias. A reação ocorre após um ultimato de 48 horas lançado no sábado (4/4), em meio ao agravamento da crise entre Washington e Teerã. Sem sinais de recuo por parte iraniana, o presidente estadunidense partiu para um discurso ainda mais agressivo, afirmando que “terça-feira será o dia das usinas e das pontes” no país rival. Na mesma mensagem, Trump fez uma exigência direta pela reabertura da rota marítima e ameaçou consequências severas, em um tom que evidencia o nível de pressão enfrentado pela Casa Branca diante do impasse. “Terça-feira será o dia das centrais elétricas e o dia das pontes, tudo junto em um, no Irã. Não haverá nada igual!!! (…) Abram essa porra de estreito, seus malucos, ou viverão no inferno. APENAS OBSERVEM”, escreveu o presidente. “Louvado seja Alá”, emendou.
Onze governadores deixam cargos para disputar eleições de outubro
Fotos / Imagens: Secom / Governo do Tocantins O prazo de desincompatibilização para agentes públicos que pretendem disputar as eleições terminou neste sábado (4/4), resultando na saída de 11 governadores de seus cargos em todo o país. A regra eleitoral exige que ocupantes de cargos no Executivo deixem suas funções dentro do prazo legal caso desejem concorrer a outros postos nas eleições. O primeiro turno do pleito está marcado para o dia 4 de outubro. Pré-candidaturas à Presidência Entre os nomes que deixaram os governos estaduais, dois sinalizaram interesse na disputa presidencial: Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Ambos já anunciaram movimentações políticas visando o cenário nacional. Disputa ao Senado concentra maioria A maior parte dos governadores que renunciaram pretende disputar vagas no Senado. Entre eles estão: Gladson CameliWilson LimaIbaneis RochaRenato CasagrandeMauro MendesHelder BarbalhoJoão AzevêdoAntonio DenariumTambém integra a lista o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, que pretende disputar o Senado, mas está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, devendo concorrer sub judice. Governadores que tentam reeleição Outros nove governadores seguem nos cargos e devem disputar a reeleição, já que a legislação permite a permanência no Executivo para quem busca um segundo mandato. Entre eles estão Tarcísio de Freitas e Raquel Lyra, além de outros chefes estaduais. Quem permanece até o fim do mandato Sete governadores decidiram não disputar cargos e permanecerão até o final de seus mandatos, incluindo Marcos Rocha (PSD/RO) Wanderlei Barbosa (Republicanos/TO) e Eduardo Leite (PSD/RS) Eleições em outubro Cerca de 155 milhões de eleitores devem participar das eleições de 4 de outrubro que escolherá presidente da República, governadores, senadores e deputados. Um eventual segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos.
Saúde em Goiás implanta alta humanizada e transforma despedida em gesto de cuidado
Terezinha Araújo dos Santos Costa celebra um novo recomeço com um café da manhã especial no momento de sua alta hospitalar – Fotos: Naiclea Luzia Iniciativa realizada no HDS leva acolhimento ao momento da alta hospitalar e evidencia o cuidado até o último instante da permanência do paciente O Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS) ressignifica o momento da alta hospitalar ao transformá-lo em uma experiência de acolhimento e cuidado. A ação Alta Humanizada, organizada pelo Serviço de Nutrição, amplia o olhar sobre a assistência, reforçando que o cuidado com o paciente se estende até o último instante de sua permanência na unidade. A iniciativa inclui a oferta de um café da manhã especial, pensado para proporcionar conforto, escuta e valorização nesse momento de transição. A proposta é tornar a despedida mais acolhedora, fortalecendo o vínculo entre equipe e paciente e deixando uma memória positiva do período de internação. A paciente Terezinha Araújo dos Santos Costa (foto abaixo) de 80 anos, representa esse momento de recomeço. Após um período de internação de 5 meses, para tratamento de uma infecção no pós-operatório de fêmur, decorrente de uma queda, ela se despede da unidade com sentimento de gratidão. Mãe de seis filhos, avó, bisavó e tataravó, Terezinha destaca o acolhimento recebido durante sua permanência no hospital. Fotos: Naiclea Luzia “Fui muito bem tratada durante meu período de internação aqui no HDS. Meu sentimento se resume em uma palavra: gratidão a toda essa equipe que cuidou de mim”, afirmou. Durante a permanência no hospital, a paciente contou com acompanhamento contínuo e atenção especial ao suporte nutricional. Ao falar sobre o retorno para casa, destacou o desejo de aproveitar o tempo ao lado da família. “Vou brincar com meus netos, bisnetos e tataranetos”, disse. “A alta humanizada destaca um princípio essencial da assistência: o de que o cuidado não se encerra no tratamento, mas se estende até o momento da despedida. Ao valorizar essa transição com sensibilidade e respeito, o HDS consolida práticas que fortalecem o vínculo com o paciente e deixam marcas positivas em sua trajetória de recuperação”, ressalta a supervisora de nutrição, Raquel Suelen Jeremias. O projeto Alta Humanizada é realizado no momento da alta hospitalar, quando o paciente retorna ao seu domicílio, e inclui a oferta de um café da manhã especial como forma de acolhimento, agradecimento e incentivo a uma boa recuperação. A Unidade de Cuidados Prolongados/Paliativos do HDS conta com 10 leitos individuais e recebe pacientes estáveis que, devido a condições crônicas, necessitam de acompanhamento hospitalar contínuo ou de cuidados específicos para uma transição segura ao ambiente domiciliar. A assistência é conduzida por uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, garantindo suporte clínico, emocional e social.
Caiado atrai o agronegócio e pode tirar votos de Flávio Bolsonaro
Ronaldo Caiado – Foto: Wesley Costa / Flickr Governador Ronaldo Caiado Ex-governador de Goiás mobiliza o setor que era visto como um dos pilares da campanha de Flávio Bolsonaro A entrada de Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial altera o cenário político e impacta diretamente o apoio do agronegócio, setor estratégico que vinha se aproximando de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A movimentação do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado desacelera a adesão ao senador e introduz um novo fator de divisão entre lideranças rurais que, até então, avaliavam consolidar apoio ao campo conservador, informa o jornal O Globo. A chegada de Caiado ao páreo interrompeu uma estratégia gradual de aproximação do agronegócio com Flávio Bolsonaro, que contava com o histórico alinhamento do setor ao bolsonarismo desde 2018. Lideranças passaram a adotar uma postura mais cautelosa, evitando manifestações públicas de apoio e mantendo diálogo com diferentes pré-candidatos. Relação Mesmo com desempenho inferior nas pesquisas, Caiado possui forte relação com o agronegócio. Durante sua gestão em Goiás, adotou políticas consideradas favoráveis ao setor, o que fortalece sua imagem entre produtores rurais. Dados do Ministério da Agricultura indicam que o estado registrou crescimento de 23% nas exportações de grãos em 2025, reforçando a percepção positiva de sua administração. O impacto político da candidatura já é percebido internamente no setor. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, sintetizou o momento: “O agronegócio vai ficar dividido entre Caiado e Flávio no primeiro turno. Não tem uma preferência. O setor está muito vocacionado nesses dois nomes e ainda está acompanhando o cenário”. A estratégia do agronegócio, segundo Meirelles, envolve a apresentação de uma pauta comum aos candidatos, incluindo demandas como segurança jurídica no campo, previsibilidade para o Plano Safra, ampliação do seguro rural e melhorias em infraestrutura, especialmente armazenagem. Esse conjunto de propostas já foi entregue tanto a Caiado quanto a Flávio Bolsonaro. Simbologia A entrada de Caiado também traz peso simbólico e histórico. Médico e pecuarista, ele foi um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR), organização que ganhou notoriedade nos anos 1980 ao defender a propriedade privada em meio a conflitos fundiários. Esse histórico deve ser explorado em sua pré-campanha, com o discurso de “padrinho do agro” sendo utilizado em peças de comunicação. Entre as medidas recentes adotadas em Goiás que reforçam sua imagem junto ao setor, destacam-se a extinção da contribuição ao Fundo Estadual de Infraestrutura — conhecida como “taxa do agro” —, a destinação de recursos para obras logísticas no campo e a revisão de multas aplicadas a pecuaristas. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, também tenta ampliar o diálogo com o agronegócio, embora enfrente resistências. Declarações consideradas controversas pelo setor e divergências ideológicas dificultam a aproximação, mesmo diante de iniciativas como o aumento de recursos no Plano Safra. No campo bolsonarista, a mudança no cenário é vista como um revés. O agronegócio era considerado um dos pilares da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, capaz de conferir sustentação econômica e política. Agora, o apoio se tornou mais disputado. Impacto O coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), minimizou o impacto da entrada de Caiado e afirmou: “O setor sabe da afinidade que temos com ele, e vamos procurar todos na hora certa. Não será difícil”. Ainda assim, dentro da bancada ruralista não há consenso. Mas há quem discorda de Rogério Marinho e diz que flávio Bosonaro tem pouca relaçãodo com o agronegócio no Brasil. O deputado Evair de Melo (PP-ES) avaliou que a nova candidatura eleva o nível da disputa: “Caiado com certeza qualifica o debate e endurece ainda mais o enfrentamento à esquerda. Melhor o Lula correr e ir preparando sua defesa”. Diante da fragmentação do apoio, ganha força a possibilidade de composição política envolvendo a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Ex-ministra da Agricultura, ela é vista como um nome com forte interlocução no setor e potencial para ampliar a adesão. Questionada sobre a possibilidade, Tereza Cristina evitou confirmação direta e declarou: “Depende de muitos fatores, como os partidos que vão coligar. Tenho certeza de que ele vai escolher o melhor nome para que tenha sucesso”.
Grupo do PT aciona direção nacional contra filiação de Kátia Abreu
Reprodução “O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, dizem os autores do recurso Membros da vertente Articulação de Esquerda criticam histórico político da ex-senadora, que envolve oposição a Lula e defesa do ruralismo Membros do PT no Tocantins pediram sábado (4/4) que a direção nacional da sigla invalide a filiação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu. O recurso foi encaminhado à Executiva Nacional do partido por integrantes de um grupo minoritário, a Articulação de Esquerda. Ainda não há data para a análise do pedido, mas a expectativa é de que o tema entre na pauta do próximo encontro. No documento, o grupo faz uma série de críticas ao histórico político da ex-senadora. Segundo os signatários, Kátia Abreu “sempre apoiou os candidatos a governador de direita contra os candidatos a governador do PT”. Eles também afirmam que ela “nunca se posicionou a favor de qualquer mobilização, greve ou ocupação promovida pela classe trabalhadora”. “A prática política de Kátia Abreu não demonstra compromisso com o artigo primeiro do estatuto do PT”, afirmam. Oposição no 1º mandato de Lula, Kátia Abreu se filia ao PTOs petistas também sustentam, no recurso, que a ex-ministra é uma “representante dos latifundiários e das multinacionais do agronegócio” e que se posiciona contra a reforma agrária CPMFO documento ainda relembra a atuação de Kátia Abreu em 2007 como “uma das principais lideranças para a derrubada” da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo o grupo, a medida prejudicou o governo do presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. “O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, dizem os autores do recurso. “O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo”, acrescentam. Divulgação Kátia Abreu se filiou ao PT neste sábado (4/4). A ex-senadora deixou o PP, legenda à qual estava filiada havia sete anos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-ministra afirmou que participará da “luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”.
Filho de Bolsonaro detona Nikolas Ferreira: “Quer a morte de meu pai”
Nikolas Ferreira – Foto: Reprodução A situação ficou feia neste sábado (4/4) entre filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira, pelo PL – Partido Liberal – por Minas Gerais. Isso porque Eduardo Bolsonaro e o rapagão trocaram ofensas nas redes sociais. A situação começou quando Nikolas comentou em uma publicação de Silvio Grimaldo, ex-assistente de Olavo de Carvalho. O deputado comentou três letras cás, representando riso: “KKK“. O post em questão dizia que o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro não atua em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Ao ver o comentário do mineiro, Eduardo Bolsonaro se revoltou e escreveu um textão. Ele criticou o rapaz por ter repostado uma publicação da página referida, e o deboche aplicado. Revoltado, Eduardo acusou Ferreira de não fazer campanha para Flávio e disse que o rapaz é movido por ego. Além disso, que só fez cinco publicações após muita pressão. Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro tretam na web“Risinho de deboche para mim, Nikolas Ferreira?“, criticou Dudu, dizendo que o jovem não tem limites para seu desrespeito com ele e sua família. Eduardo disse que é triste ver essa versão caricata, que não é nem de longe o menino que conheceu, apoiou e acreditou, e que ele era um reles assessor desconhecido e com um sonho na mente quando o conheceu. O filho 02 opinou que os holofotes e a fama fizeram mal ao rapaz. O político foi além e disse que Nikolas trabalha para dar visibilidade a quem deseja a morte de seu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a ele e a sua família. Por fim, diz para Ferreira deixar as desavenças de lado, não pelo clã Bolsonaro, mas pelo Brasil, ou tudo que restará será o risinho de deboche.














