Caiado visita feira em Aparecida de Goiânia durante agenda de campanha — Foto: Tatiane Barbosa/g1Goiás
Declaração do candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado foi feita durante uma visita a uma feira livre em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiânia – Goiás
O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) esteve na feira livre do Graravelo, em Aparecida de Goiânia (GO) na região metropolitana da capital. Durante a entrevista à imprensa, o candidato afirmou que pretende indicar mulheres para eventuais vagas no Supremo Tribunal Federal (STF), durante um possível mandato. Caiado falou sobre a indicação de mulheres para o Supremo ao ser questionado sobre a crise desencadeada após relatórios da Polícia Federal que indicam susposto envolvimento de autoridades com o Banco Master e as empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Eu terei ali a possibilidade de indicar quatro vagas do Supremo. As quatro serão indicadas por mim, serão mulheres que estarão assumindo o Supremo Tribunal Federal”, disse, mas sem citar quais nomes seriam indicados se eleito em outubro. A visita aconteceu na manhã deste domingo (6/9). Caiado chegou às 9 horas em frente ao Terminal do Graravelo, por onde começou a visita na feira. Durante a visita, o candidato esteve acompanhado pela candidata ao Senado Gracinha Caiado e pelo candidato ao governo de Goiás Daniel Vilela (MDB). Caiado conversou e tirou fotos com populares e feirantes. O candidato Caiado se encontrou com Daniel Vilela no meio do trajeto na feira, de onde seguiram juntos. Em seguida, os candidatos seguiram para o canteiro central da Avenida Tropical, onde falaram com a imprensa.
Proposta de mudanças no STF
Caiado disse que, se eleito, pretende propor mudanças nas regras para ministros do STF. Entre elas, defendeu idade mínima de 60 anos para assumir o cargo e restrições após a saída da Corte, como períodos sem exercer a profissão ou disputar eleições. Ainda em resposta ao questionamento sobre a crise envolvendo o STF, o candidato criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a Corte precisa recuperar a credibilidade perante a população. Segundo Caiado, diante das informações que vieram a público, Moraes não deveria continuar participando de julgamentos e tomando decisões no Supremo. “É inaceitável, é inadmissível, com tudo aquilo que veio à tona, ainda o ministro Alexandre de Moraes continuar ali dando decisões, julgando processos”, afirmou Caiado.
Entenda a crise no Supremo
Uma investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o extinto Banco Master e as empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro causou uma crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto na última semana. A crise começou após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, encontrar conteúdos no celular do empresário que acabou levando a investigação para dentro das principais instituições do sistema de Justiça. O ponto de virada ocorreu na terça-feira (1º/9), quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de relatórios produzidos, a seu pedido, pela Polícia Federal. Os documentos tinham mensagens e informações que citavam autoridades de diferentes órgãos, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, integrante do STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Parte dos relatórios divulgados pela PF mostrava um troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro e aponta uma relação de proximidade entre eles à época dos fatos investigados. Segundo a PF, as mensagens incluem conversas sobre operações policiais e pedidos de encontros. A crise teve uma reviravolta nos dias seguintes à divulgação dos relatórios, quando Moraes levantou questionamentos sobre determinadas diligências autorizadas por Mendonça e sobre a postura dele em negociações de acordos de colaboração no âmbito dos casos Master e do INSS. Moraes pediu, portanto, a abertura de uma investigação sobre a atuação de Mendonça. Para embasar o pedido, o ministro citou relatórios de inteligência da PF, segundo ele, com indícios de assimetria na condução de investigações e possível direcionamento de apurações. Entretanto, os documentos trazem uma ressalva importante: não têm caráter probatório e não podem ser usados como prova judicial.





