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ACM Neto trai Flávio Bolsonaro com Caiado e sinaliza que União Brasil vai abandonar aliança com PL
No primeiro dia das convenções partidários, que marcam a oficialização das candidaturas que disputarão as eleições de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu um duro baque com o anúncio de ACM Neto de que irá apoiar Ronaldo Caiado (PSD). “Eu não tenho outro caminho que não reconhecer uma história de amizade, de parceria e de longa construção política com Ronaldo Caiado. Por isso, essa é a minha posição”, afirmou o ex-prefeito de Salvador, que é pré-candidato ao governo da Bahia.
ACM Neto afirmou durante um evento que apoiará Ronaldo Caiado na disputa pela Presidência da República:
— Pri (@Pri_usabr1) July 20, 2026
"Eu não tenho outro caminho que não seja reconhecer uma história de amizade, de parceria e de longa construção política com Ronaldo Caiado. Por isso, essa é a minha posição." pic.twitter.com/YXIacPaecA
Primeiro vice-presidente do União Brasil, ACM Neto sinalizou que o União Brasil, que faz parte da federação com o PP de Ciro Nogueira, não fará parte da coligação em torno de Flávio Bolsonaro (PL) e deve liberar os filiados para apoiarem os candidatos que acharem correto. Embora tenha ressaltado a a história de “longa construção política” com Caiado, ACM Neto orbitava em torno do clã Bolsonaro desde 2018, quando Jair Bolsonaro se elegeu Presidente da República. Um ano depois, o político baiano, que faz parte da longa dinastia Magalhães no Estado, foi afagado por Jair Bolsonaro (PL), que profetizou que ele será presidente do Brasil um dia. “Eu conheci o velho ACM, um homem forte, combativo, extremamente preocupado para com seu povo da Bahia. Deixou ele na segunda e na próxima geração bons frutos”, elogiou o presidente. “Lá na frente, você (ACM Neto) ocupará um dia a honrosa cadeira que ocupo”, emendou. Quarto colégio eleitoral do país, com 11.321.005 eleitores, a Bahia foi decisiva para a vitória de Lula, que conquistou 72% dos votos dos baianos, sobre Jair Bolsonaro em 2022. Flávio Bolsonaro contava com o apoio de ACM Neto e do União Brasil para tentar minimizar o novo estrago no Estado, propagando principalmente a investigação que tragou o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, para o caso Master.





