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Toffoli é o proprietário de fato do fundo que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro, indica PF
Um relatório sigiloso da Polícia Federal (PF) aponta a suspeita de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli possa ser o proprietário de fato ou beneficiário final de R$ 35 milhões vinculados ao fundo Arleen, que recebeu repasses do empresário Daniel Vorcaro. A informação foi divulgada pela revista Piauí e pelo jornal Gazeta do Povo com fontes familiarizadas com a investigação. Segundo o documento, o fundo Arleen teria ligação com o Resort Tayayá, que pertenceu a Vorcaro e também tinha relação com familiares de Toffoli. Posteriormente, os ativos foram transferidos para o exterior, incluindo uma estrutura nas Ilhas Virgens Britânicas, segundo o relatório.
Beneficiário
A PF afirma ter reunido informações que, analisadas em conjunto, levantariam a possibilidade de Toffoli ter sido o beneficiário final do fundo. “Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”, diz o relatório. Toffoli é sócio da empresa Maridt, que mantinha participação no Tayayá. A participação da companhia foi posteriormente vendida a familiares de Vorcaro. A defesa do empresário não respondeu ao contato da reportagem. Ainda ssegundo o jornal Gazeta do Povo, o gabinete de Toffoli informou que o relatório “foi arquivado, com decisão de trânsito em julgado” e afirmou que o ministro não mantém recursos no exterior. “O ministro jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior”, diz a nota. Toffoli também nega ter amizade com Vorcaro ou ter recebido depósitos do empresário. Em fevereiro, o gabinete do ministro havia informado que ele nunca teve qualquer fundo nas Ilhas Virgens Britânicas ou em outro país do exterior. De acordo com a manifestação do gabinete, os dez ministros do STF tiveram conhecimento do conteúdo do relatório da PF e concordaram que as informações não seriam motivo para declarar suspeição.




