Comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Ela era mãe de uma menina de 8 anos. Foto: Reprodução/Instagram A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, afirmou que os elementos iniciais apontam para feminicídio. “As primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento”, disse. Segundo ela, após o crime, familiares relataram que o suspeito era “ciumento, possessivo e extremamente controlador”. Ainda conforme a investigação, não havia registros formais de denúncia contra o policial. “A comandante nunca tinha relatado para os companheiros dela lá da Guarda Municipal, bem como não tinha um registro junto à Polícia Civil”, disse Aguiar. Vestígios recolhidos no local indicam que a ação pode ter sido premeditada, já que o suspeito levou ferramentas para arrombar a porta da casa. “Ele levou ferramentas, levou uma escada, ferramentas para romper, abrir a porta”, afirmou a delegada. A perícia encontrou cinco cápsulas de munição no quarto da vítima. A perita-geral adjunta da Polícia Científica do Espírito Santo, Daniela de Paula, informou que também foi localizada uma bolsa com diversos objetos como alicate, chave de corte, faca e álcool. A gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública, delegada Michele Meira, classificou a perda como irreparável. Cursos Segundo ela, Dayse participou de ações e cursos voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher. “A gente precisa também reconhecer o quanto é desafiador para uma mulher que trabalha com o enfrentamento à violência contra a mulher, ter a atitude de buscar ajuda. Muitas vezes essas mulheres se sentem envergonhadas, com medo do que a repercussão disso pode gerar para a sua carreira e elas acabam não buscando ajuda”, destacou. Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e decretou luto oficial de três dias. Segundo a Prefeitura, Dayse teve uma trajetória marcada por “ética, dedicação, sensibilidade, coragem e compromisso com a segurança pública”. A administração municipal destacou ainda sua atuação na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência de gênero.
Policial rodoviário federal mata comandante de Guarda Municipal
Etapa de Goiás do MotoGP recebe elogios de pilotos, dirigentes e especialistas
Vencedor da principal categoria e atual líder da MotoGP, o italiano Marco Bezzecchi afirmou em entrevista após a corrida que a “organização fez um trabalho maravilhoso” – Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia Após reforma e modernização, Autódromo Internacional Ayrton Senna se torna o mais moderno da América Latina e o único brasileiro com chancela “A” da Federação Internacional de Motociclismo Após o Brasil ficar fora da programação do MotoGP por mais de 20 anos, a organização e estrutura de Goiás para voltar a sediar o campeonato mundial foi aprovada com elogios por pilotos, dirigentes e especialistas. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia A corrida, que foi a segunda etapa do torneio na temporada, ocorreu de 20 a 22 de março no recém-reformado Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna. Somados, os três dias contaram com público recorde de 148.384 pessoas. Vencedor da principal categoria, o italiano Marco Bezzecchi afirmou em entrevista que a “organização fez um trabalho maravilhoso”. “É um asfalto completamente novo, uma parte externa completamente nova e um paddock totalmente novo. Então, acho que temos que ficar felizes. Não tenho do que reclamar. Eles fizeram um trabalho muito bom”, comentou o piloto e atual líder da MotoGP após a corrida. “Estou muito feliz, e acho que MotoGP é só elogios. É um legado para o Brasil, para Goiás, e uma pista espetacular. Elogio em todos os sentidos. Vejo os pilotos também falando bem. Enfim, espero que fique aqui por muitos e muitos anos”, disse o CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia O Autódromo de Goiânia passou por ampla reforma e modernização ao longo de 14 meses, fato que lhe rendeu a condição de mais moderno da América Latina. O Governo de Goiás investiu R$ 250 milhões na reconstrução da unidade, que está confirmada para sediar a etapa brasileira da MotoGP pelo menos até 2030. Às vésperas do evento, o circuito goiano passou por minuciosa análise e ganhou chancela “A” da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), tornando-se o único no Brasil com tal certificação. “O autódromo é fantástico. Foi o primeiro ano, fez uma obra muito rápida. Ainda há coisas a melhorar, mas estou certo que o próximo ano vai ser perfeito”, projetou o presidente da FIM, Jorge Viegas. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia Ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa ( foto à direita do governador de Goiás Ronaldo Caiado) enalteceu a estrutura goiana que, conforme apontou, está pronta para receber outras grandes competições. “É sensacional, não só para o motociclismo, mas para o automobilismo. É muito legal ter aqui, uma vez por ano, a corrida de MotoGP”, disse o automobilista. Em maio, o piloto retornará para o Autódromo de Goiânia, onde vai disputar a StockCar. “É muito importante o que foi feito aqui, para todas as categorias. E, quem sabe, outras que podem aparecer depois de uma obra importante como essa”, afirmou Massa.
Governo Tarcísio vai se enrolando no escândalo do Banco Master
Tarcísio de Freitas – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Ainda é difícil mensurar o alcance das negociatas envolvendo o Banco Master p/ Mário Maurici Ainda é difícil mensurar o alcance das negociatas envolvendo o Banco Master. A cada nova revelação, contudo, os contornos do caso deixam de ser difusos e passam a apontar com mais nitidez para conexões preocupantes com o governo de Tarcísio de Freitas. O que causa ainda mais estranheza é o silêncio do governador diante de um cenário que exigiria transparência, explicações públicas e disposição para o esclarecimento imediato dos fatos. Em vez disso, o que se vê é uma ausência incômoda de respostas enquanto as peças desse quebra-cabeça vão se encaixando. O maior doador da campanha de Tarcísio ao Governo de São Paulo foi Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Zettel contribuiu com R$ 2 milhões do próprio bolso. Em política, especialmente quando se trata de grandes cifras, é difícil sustentar a ideia de que aportes dessa magnitude não carreguem expectativas ou interesses associados. A máxima de que “não existe almoço grátis” parece, aqui, especialmente pertinente. Eleito, Tarcísio fez da Emae a sua primeira grande privatização. O leilão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia foi vencido pelo Fundo Phoenix, controlado por Nelson Tanure. A antiga estatal é responsável, entre outras coisas, por quatro usinas de energia do Estado, entre elas a Henry Borden, considerada a jóia da coroa e há décadas subutilizada, produzindo um volume de energia muito abaixo de sua capacidade. O problema é que Tanure não aparece como um agente isolado nessa história. Segundo investigações da Polícia Federal, ele seria um “sócio oculto” do Banco Master, “exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”. A conexão ganha contornos ainda mais sensíveis quando se observa o destino de parte dos recursos da própria Emae após a privatização: a empresa aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, instituição que pertencia ao Master e foi liquidada pelo Banco Central. Esta é uma cadeia de eventos que, quando analisada em conjunto, merecerá investigação aprofundada. Mas vamos adiante. Outro ponto crítico é a forma como o Fundo Phoenix se capitalizou para viabilizar a compra da Emae. Um relatório técnico da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, concluiu que “houve uma sequência de operações e aportes que demonstraram clara convergência de interesses e estratégias entre esses agentes, com resultados que impactaram significativamente a estrutura acionária e a cotação da Ambipar no mercado”. Em março de 2024, o Fundo Phoenix recebeu aporte de R$ 400 milhões e, um mês depois, venceu o leilão de privatização da Emae. Em maio de 2024, o fundo ganhou um novo investimento, desta vez, de R$ 1,25 bilhão, na mesma época em que houve um programa de recompra de ações da Ambipar. Em paralelo, o fundador da Ambipar e os fundos geridos pela Trustee, entre eles o Phoenix, compraram de “forma agressiva” as ações da empresa, cujos papéis saltaram de R$ 13 para R$ 97,35 em menos de 30 dias. É nesse contexto que aparece outro personagem importante desta trama: Carlos Piani, então presidente do Conselho da Ambipar. Meses depois, o governo Tarcísio fez a maior privatização de sua gestão ao vender a Sabesp. E sabe quem aparece como um dos personagens-chave dessa negociação? Novamente Piani, agora presidente do Conselho da Equatorial Energia, que venceu a disputa pela estatal. Mais tarde, Piani tornou-se CEO da Sabesp privatizada. Com esse conjunto de fatos, é inevitável questionar se estamos apenas diante de uma sucessão de coincidências ou de algo mais estruturado. A proximidade entre financiadores de campanha, instituições financeiras, fundos de investimento e vencedores de grandes privatizações públicas sugere, no mínimo, a necessidade de uma apuração rigorosa e independente. Em democracias maduras, situações como essa demandam respostas rápidas, investigações transparentes e prestação de contas à sociedade. O silêncio não é apenas desconfortável. Ele pode ser interpretado como conivência ou, no mínimo, descaso com o interesse público. Se há algo que a história recente brasileira ensina é que grandes escândalos raramente se revelam por completo de uma só vez. Eles começam com fios aparentemente soltos que, quando puxados, expõem tramas complexas e profundas. O caso envolvendo o Banco Master e suas conexões com figuras próximas ao atual governo paulista parece ser um desses fios. E tudo indica que ainda há muito por vir. Mário Maurici é Jornalista, ex-vereador e ex-prefeito de Franco da Rocha, ex-vice-presidente da EBC e ex-presidente da Ceagesp. Atualmente, deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa de São Paulo. * Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do site: www.oknewsbr.com.br
Escândalo envolve pastor evangélico após suspeita de paternidade dos próprios netos
Pastor Sales Batista e sua família – Foto: Reprodução O caso envolve um relacionamento extraconjugal entre o líder religioso e sua nora O pastor Sales Batista, ligado à igreja Assembleia de Deus Missão em Marabá (PA) está no centro de um escândalo familiar que ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles, com base em apuração inicial do site Marabá Fatos. O caso envolve um relacionamento extraconjugal entre o líder religioso e sua nora, Luciana Salles, que veio à tona em fevereiro de 2025 após a esposa do pastor, Raquel Viegas, contratar um detetive particular. A revelação provocou forte repercussão entre fiéis e lideranças religiosas da região. Agora, um novo elemento agrava ainda mais a situação: há suspeitas de que as crianças, até então consideradas netos do pastor, possam, na verdade, ser seus filhos biológicos. Exames Exames de DNA foram realizados para esclarecer a paternidade, mas os resultados ainda não foram divulgados oficialmente pela família.Segundo fontes ouvidas por lideranças religiosas e membros da igreja, há indícios de que o pastor seja, de fato, o pai das crianças. A suspeita se baseia, principalmente, na coincidência entre a idade dos meninos e o período em que o relacionamento entre Sales Batista e a nora teria ocorrido. O núcleo familiar envolvido inclui ainda Kennedy Salles, marido de Luciana, o que torna o caso ainda mais delicado e complexo do ponto de vista familiar e social. A repercussão do episódio tem sido significativa na comunidade local, especialmente por envolver uma liderança religiosa e questões que atingem diretamente valores familiares e éticos defendidos pela instituição Até o momento, não houve posicionamento público oficial do pastor ou da família sobre os resultados dos exames ou sobre os desdobramentos mais recentes do caso. A expectativa é que a confirmação ou não da paternidade possa trazer novos impactos tanto no âmbito pessoal quanto na atuação religiosa de Sales Batista.O caso segue cercado de especulações e deve continuar gerando repercussão à medida que novas informações forem confirmadas.
Trump perde totalmente o controle da guerra
Donald Trump – Foto: Daniel Torok/Casa Branca “Trump construiu para si uma caixa chamada guerra contra o Irã, e não consegue descobrir como sair dela”, afirmou Aaron David Miller, ex-negociador para o Oriente Médio em governos republicanos e democratas Três semanas após agredir o Irã e mergulhar os Estados Unidos da América (EUA) em mais uma ofensiva de grandes proporções no Oriente Médio, o presidente Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, enfrenta uma guerra que já não consegue controlar nem no plano militar, nem no diplomático, nem no político. Reportagem publicada pela Reuters em 21 de março de 2026 mostra que a Casa Branca chega a esse ponto sob crescente isolamento internacional, alta dos preços globais da energia e preparação para novos deslocamentos de tropas à região. Segundo a Reuters, o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, passou a produzir exatamente o oposto daquilo que Trump prometera ao reassumir o poder, quando dizia que manteria os Estados Unidos afastados de intervenções militares “estúpidas”. Agora, o governo norte-americano se vê encurralado por uma guerra sem estratégia clara de saída, enquanto o Irã mantém capacidade de reação, compromete o fluxo de petróleo e gás no Golfo e amplia a instabilidade regional. Na sexta-feira (20/3) Trump tentou sustentar a versão de que a ofensiva estaria sob controle e declarou que a batalha “foi militarmente vencida”. A fala, porém, colide com os fatos descritos na própria reportagem. O Irã segue resistindo aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, bloqueando remessas de petróleo e gás do Golfo e promovendo ataques com mísseis em diferentes áreas da região. A distância entre a retórica triunfalista da Casa Branca e a realidade da guerra expõe o fracasso político da estratégia de Trump. O presidente, que ajudou a desencadear o conflito, já não controla de forma convincente nem seus desdobramentos práticos nem a narrativa pública sobre a ofensiva. O resultado é um desgaste crescente para seu governo e para o Partido Republicano, às vésperas de eleições legislativas decisivas nos EUA. Sem saída clara para o conflitoA Reuters ouviu Aaron David Miller, ex-negociador para o Oriente Médio em governos republicanos e democratas, que resumiu o impasse de forma contundente. “Trump construiu para si uma caixa chamada guerra contra o Irã, e não consegue descobrir como sair dela”, afirmou. Em seguida, completou: “Essa é sua maior fonte de frustração.” A avaliação traduz a encruzilhada em que a Casa Branca se encontra. Um caminho seria ampliar ainda mais a ofensiva militar, com novas ações contra alvos estratégicos iranianos e eventual aumento do envolvimento direto dos Estados Unidos. Mas essa escolha elevaria o risco de aprisionar o país em mais uma guerra longa, impopular e custosa no Oriente Médio. A outra possibilidade seria Trump declarar vitória e tentar se afastar do conflito. Mas esse movimento também teria alto custo político e geopolítico. Um recuo norte-americano neste momento poderia deixar aliados do Golfo diante de um Irã ferido, porém ainda hostil e com capacidade de continuar pressionando rotas marítimas e o equilíbrio regional. O Irã, segundo a própria Reuters, nega buscar uma arma nuclear. Esse impasse reforça a percepção de que a chamada Operação Epic Fury se transformou em uma armadilha estratégica. Analistas ouvidos pela agência afirmam que Trump chegou a uma bifurcação sem mostrar qual rumo pretende seguir. A ausência de definição aprofunda a sensação de descontrole em Washington. Isolamento internacional e desgaste com aliadosA última semana também tornou mais visíveis os limites do poder de Trump no cenário internacional. Segundo autoridades ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato, o presidente foi surpreendido pela resistência de integrantes da Otan e de outros parceiros estrangeiros em enviar forças navais para ajudar a garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Essa recusa tem peso estratégico e simbólico. Não se trata apenas do medo de envolvimento em uma guerra mais ampla. Para analistas, ela também expressa a deterioração das alianças tradicionais dos Estados Unidos desde o retorno de Trump à Casa Branca, marcado por ataques recorrentes a parceiros históricos. O próprio Trump reagiu de forma agressiva à falta de apoio e chamou outros países da Otan de “covardes” por não participarem da operação. A declaração agravou o mal-estar diplomático e reforçou a percepção de isolamento dos Estados Unidos no conflito. As divergências com Israel, principal aliado de Washington na ofensiva, também começaram a emergir. Trump afirmou que não sabia previamente do ataque israelense ao campo de gás de South Pars, enquanto autoridades israelenses disseram que a ação havia sido coordenada com os Estados Unidos. A contradição expõe ruídos importantes na relação entre os dois governos. Casa Branca insiste em narrativa de sucessoApesar do agravamento do conflito, integrantes do governo continuam defendendo a condução militar. Um funcionário da Casa Branca afirmou à Reuters que a operação foi um sucesso inequívoco, destacando a eliminação de lideranças iranianas, a destruição de grande parte da Marinha do país e o enfraquecimento de seu arsenal de mísseis balísticos. Segundo esse funcionário, “isso tem sido um sucesso militar incontestável”. A declaração revela a tentativa da Casa Branca de sustentar uma narrativa de vitória, mesmo diante dos efeitos adversos da guerra. Na prática, porém, o Irã segue reagindo. O país tem utilizado mísseis remanescentes e drones armados para compensar a superioridade militar dos adversários, atingindo países vizinhos e praticamente bloqueando o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. A interrupção dessa rota estratégica transformou a guerra em um fator central de instabilidade econômica global, elevando os preços da energia e pressionando governos ao redor do mundo. Erros de cálculo e falhas de planejamentoA reportagem da Reuters também aponta que houve falhas na avaliação inicial do conflito por parte do governo Trump. Segundo fontes familiarizadas com o pensamento da Casa Branca, cresce o reconhecimento interno de que as consequências da guerra deveriam ter sido mais bem planejadas antes do início da ofensiva. Essa visão é contestada por autoridades do governo, que sustentam que a operação foi cuidadosamente preparada. Ainda assim, analistas consideram que houve um
Goiás volta ao mapa mundial dos grandes eventos com recorde de público no Moto GP
Governador Ronaldo Caiado comemora fim de semana de sucesso com a etapa da MotoGP, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Categoria fica até 2030 em Goiás – Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa Diante de 148,3 mil espectadores, fim de semana teve como grande vencedor o italiano Marco Bezzecchi. “Levamos Goiás ao lugar que ele merece no cenário nacional e internacional”, afirma o governador Ronaldo Caiado A vitória do italiano Marco Bezzecchi, neste domingo (22/3), marcou um momento histórico para o esporte brasileiro: o retorno do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, ao calendário oficial da MotoGP após mais de duas décadas. A reestreia foi à altura do evento: circuito totalmente reformado, interpretação do hino nacional por Gusttavo Lima e público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias — em sua maioria vindas de fora de Goiás, impulsionando o turismo e a economia local. Além disso, o evento foi transmitido para mais de 200 países. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa O novo autódromo, reinaugurado oficialmente pelo governador Ronaldo Caiado antes da largada principal, recebeu investimentos de R$ 250 milhões e já garantiu Goiânia como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030. A estrutura moderna, homologada com padrão internacional, recoloca o Brasil no mapa das grandes competições do motociclismo mundial e abre espaço para a atração de novas categorias. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa Na pista, Bezzecchi dominou a corrida ao assumir a liderança ainda na primeira volta, após largar em segundo. Ele ultrapassou Fabio Di Giannantonio, que havia conquistado a pole position e terminou em terceiro. O espanhol Jorge Martín ficou com a segunda colocação, enquanto Marc Márquez, um dos favoritos, cruzou a linha de chegada em quarto. O brasileiro Diogo Moreira terminou na 13ª posição. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa Após o encerramento da etapa, o governador Ronaldo Caiado (acompanhado da família) destacou o caráter estratégico do investimento e a projeção internacional alcançada pelo estado. “Demos o passo na hora certa. Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, afirmou. Ele também ressaltou o desafio da obra. “Foi um esforço gigantesco concluir esse projeto em 11 meses. Algo que parecia impossível, mas que Goiás mostrou ser capaz de realizar”, disse. Caiado foi o responsável por dar a bandeirada final e por entregar o troféu ao vencedor da competição. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa Caiado ( ao lado de Felipe Massa – ex piloto da Fórmula 1) também projetou novos avanços para o complexo esportivo. Segundo ele, Goiânia volta a integrar o circuito dos grandes centros do automobilismo mundial. “Temos aqui um autódromo com tecnologia de ponta. Nem Interlagos tem o nível de estrutura que implantamos. Vejo chances reais de, no próximo governo, avançarmos para receber categorias como a Fórmula Indy”, afirmou. “Levamos Goiás ao lugar que ele merece no cenário nacional e internacional”, completou. Reconhecimento internacional e projeção A qualidade da pista e da organização foi destacada por representantes da categoria e da federação internacional. O CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler, classificou o circuito como “espetacular” e ressaltou o protagonismo do estado. “Os pilotos elogiaram muito. Isso mostra que Goiás tem todas as condições de manter a MotoGP por muitos anos”, afirmou. Ele também destacou o papel decisivo do poder público: “Sem apoio do governo, um evento desse porte não acontece”. O presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), Jorge Viegas, reforçou que o retorno ao Brasil é estratégico para a categoria. “É um mercado em que sempre quisemos estar. É uma aposta segura, tanto pelo país quanto pelo público”, disse. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado ( acompanhada do vice-governador Daniel Vilela e do governador Ronaldo Caiado) destacou o padrão internacional do autódromo e a experiência proporcionada ao público. “Hoje Goiânia tem o melhor autódromo da América Latina, com homologação ‘A’. Isso mostra a capacidade de Goiás de entregar grandes projetos com qualidade e emoção”, afirmou. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa O vice-governador Daniel Vilela também ressaltou o potencial de expansão do projeto. “Estamos dando um passo importante para consolidar Goiânia como a capital da motovelocidade no Brasil e avançar também no automobilismo”, afirmou. Segundo ele, ajustes naturais serão feitos para fortalecer ainda mais o complexo. “Vamos seguir aprimorando para manter Goiás em evidência mundial”, disse. O secretário de Esporte, Nilton Cézar Moreira, destacou que o estado passa a contar com um dos equipamentos mais seguros da América Latina. Já o secretário de Indústria e Comércio, Joel Sant’Anna Braga Filho, ressaltou o impacto econômico, com a participação de mais de 150 empresas e forte movimentação em diversos setores. Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa Além da prova principal, Goiânia também recebeu disputas da Moto2 e da Moto3. Na Moto2, o pódio foi totalmente espanhol, com Daniel Holgado em primeiro, seguido por Daniel Muñoz e Manuel González. Na Moto3, o espanhol Máximo Quiles venceu, seguido pelo argentino Marco Morelli e pelo indonésio Veda Pratama.
Mensagens revelam encontro entre Daniel Vorcaro e Anitta
Interceptações apontam encontro articulado entre Anitta e Daniel Vorcaro – Foto: Instagram / © Foto: Instagram Vamos fazer uma reunião bem rápida, de no máximo uma hora. Já falei que às 22 horas todo mundo out”, escreveu, evidenciando preocupação com horário e informalidade na logística Interceptações da Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro articulou uma reunião com a cantora Anitta, seu irmão Renan Machado e empresários do setor de apostas esportivas. As mensagens fazem parte das investigações da Operação Compliance Zero e foram obtidas em inquérito federal. Embora o nome da artista apareça no diálogo, ela não é alvo de apuração até o momento, segundo as autoridades. O teor dos registros evidencia o interesse de grupos de bets em se aproximar de celebridades nacionais. O diálogo atribuído a Vorcaro foi registrado em 9 de setembro de 2024 e capturado durante as diligências da Polícia Federal. Na troca de mensagens, ele informa à então namorada, Martha Graeff, que atuaria como mediador do encontro, prevendo duração máxima de uma hora. Aposta “Vamos fazer uma reunião bem rápida, de no máximo uma hora. Já falei que às 22 horas todo mundo out”, escreveu, evidenciando preocupação com horário e informalidade na logística. Ao detalhar os participantes, Vorcaro cita quatro amigos seus, descritos como sócios de um negócio de apostas, além de Anitta e de Renan Machado. Em outra parte da conversa, Martha Graeff expressa desconforto com a presença da cantora, afirmando que não tem interesse em frequentar o mesmo ambiente. A reação demonstra tensão pessoal, ainda que o encontro tivesse caráter predominantemente profissional. Dois dias após o planejamento, em 11 de setembro de 2024, Anitta esteve em Nova York (EUA) para participar do MTV Video Music Awards, evento que coincidia com a estadia de Vorcaro nos EUA. Não há detalhes sobre qual plataforma de apostas motivava a reunião, mas a Bet.Bet figura como patrocinadora da turnê “Ensaios da Anitta” em 2025, batizada de “Maratona da Jogação”. Renan Machado atua como produtor executivo e principal gestor da carreira da cantora. As conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro sustentam a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Até o momento, não há indícios de que Anitta esteja sob investigação ou envolvida nas irregularidades relacionadas ao Banco Master, alvo central das apurações. A mera menção ao nome da artista não implica responsabilização jurídica. Em nota enviada à coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, a assessoria de Anitta ressaltou que a cantora, enquanto empresária de sua própria carreira, participa ativamente de todas as negociações com marcas interessadas em tê-la como garota-propaganda. Segundo o comunicado, no caso do Will Bank, após o encontro registrado nas mensagens, não houve prosseguimento do contrato.
Vicentinho Júnior reforça potencial turístico em Taquaruçu
Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnior, pré-candidato a governador do Tocantins “Vou trabalhar para que eventos como o Encontro de Antigos, que movimenta toda a região, se fortaleça e atraia ainda mais turistas e apaixonados por carros”, garante Vicentinho Júnior Em meio ao clima de nostalgia e valorização cultural, o pré-candidato ao Governo do Estado, Vicentinho Júnior, destacou a importância de investir no turismo local como estratégia de desenvolvimento econômico. O evento, já consolidado no calendário da região, transformou as ruas de Taquaruçu em uma verdadeira exposição a céu aberto, com modelos raros e bem preservados que encantaram o público. Além da exibição dos veículos, a programação contou com música, gastronomia regional e o acolhimento característico da comunidade local. Durante sua participação, Vicentinho Júnior afirmou que pretende fortalecer iniciativas como o encontro, ampliando o apoio do Estado a eventos que impulsionem o turismo e gerem renda para a população. “Taquaruçu é um exemplo do potencial turístico que temos no Tocantins. Eventos como este movimentam a economia, valorizam a cultura e atraem visitantes de diversas regiões. Nosso compromisso é investir para que esse potencial seja ainda mais explorado”, declarou. Natureza Conhecido por suas belezas naturais, Taquaruçu é um dos principais polos turísticos do estado. O distrito é famoso por suas cachoeiras de águas cristalinas, como a Cachoeira do Roncador e a Cachoeira do Evilson, além de trilhas ecológicas que atraem aventureiros e amantes da natureza. A região também se destaca pelo clima ameno, pela gastronomia típica e pelo turismo de base comunitária. Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnior, pré-candidato a governador do Tocantins A realização do encontro de carros antigos reforça o papel de Taquaruçu como destino turístico diversificado, que alia natureza, cultura e eventos. Para moradores e empreendedores locais, a iniciativa representa uma oportunidade de fortalecer o comércio e ampliar a visibilidade da região e uma importante vitrine para o turismo tocantinense e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de Taquaruçu.
BTG Pactual suspende Pix após ataque hacker que desviou R$ 100 milhões
BTG Pactual – Foto: BTG Pactual/Divulgação Banco diz que dados de clientes não foram expostos e que irregularidade foi identificada ainda pela manhã O BTG Pactual interrompeu temporariamente as operações via Pix neste domingo (22/3) após identificar movimentações consideradas fora do padrão. A medida foi adotada depois da detecção de um ataque hacker que teria desviado cerca de R$ 100 milhões. As informações são do jornal Folha de São Paulo. Em comunicado, o banco informou que as irregularidades foram identificadas ainda pela manhã e que a suspensão do serviço ocorreu de forma preventiva. A instituição também afirmou que não houve comprometimento de contas ou exposição de dados de clientes. “O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto”, aponta o texto. A instituição acrescentou que a interrupção das transações será mantida enquanto o episódio é apurado internamente. O atendimento aos clientes segue disponível pelos canais oficiais, segundo o banco. De acordo com a apuração, a maior parte dos recursos desviados já foi recuperada. Ainda restaria um montante entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões para recomposição integral. Até o momento, o Banco Central não se manifestou sobre o caso.
Vanderlei Luxemburgo recebe alta da UTI em Palmas
Luxemburgo recebe alta de hospital no Tocacantins — Foto: Guilherme Mazui/ g1 Luxemburgo vai concluir o tratamento em casa. Sua agenda deve ser retomada a partir da próxima semana, com precaução pelos próximos 15 dias O empresário e técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Palmas, neste domingo (22/3). Luxemburgo, que mora na capital tocantinense e possui negócios no estado, foi internado na última sexta-feira (20) após sentir mal-estar e ser diagnosticado com uma infecção pulmonar. Segundo o boletim médico divulgado neste domingo, Luxemburgo passou por novos exames e recebeu alta para concluir o tratamento em casa. “A indicação médica para os próximos dias é que o professor permaneça mais reservado em seu apartamento em Palmas, além de tomar a medicação prescrita e realizar diariamente sessões de fisioterapia respiratória”, informou o boletim. Luxemburgo informou, em um vídeo gravado na saída do hospital, que está se recuperando bem e seguirá o tratamento em casa. “A bactéria que eu contraí atinge 40% da população; infelizmente, fui infectado por ela. Quando cheguei de Brasília, estava muito mal, com calafrios. No dia seguinte, como os sintomas continuaram, fui ao hospital. Aqui, passei por um tratamento específico para combater a bactéria, que funcionou e estabilizou meu quadro. Agora, continuarei o tratamento em casa,” explicou. Por causa da internação, todos os compromissos do técnico neste fim de semana foram suspensos, segundo sua assessoria. Sua agenda será realizada apenas de forma remota até a próxima quarta-feira. Quem é Vanderlei LuxemburgoLuxemburgo é casado e possui três filhas. Ele iniciou-se na política ao ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB) para concorrer a uma vaga no Senado pelo estado do Tocantins. Já em abril de 2024, filiou-se ao Podemos. Natural de Nova Iguaçu (RJ), Luxemburgo, como técnico, conquistou cinco Campeonatos Brasileiros, nove paulistas, uma Copa do Brasil, uma Copa América pela seleção e diversos estaduais em diferentes times, totalizando 31 títulos como técnico, conforme o site OGol. O profissional está afastado do futebol desde 2023, quando comandou o Corinthians.














