Senador Eduardo Gomes participa de reunião com Parlamento Europeu sobre regulamentação da Inteligência Artificial e diplomacia digital O vice-presidente do Senado Federal senador Eduardo Gomes (PL-TO) participou nesta quinta-feira (6/2) da Reunião da Delegação do Parlamento Europeu para as Relações com a República Federativa do Brasil. O encontro, realizado por videoconferência, reuniu parlamentares, especialistas e representantes da Comissão Europeia para discutir a regulamentação da Inteligência Artificial (IA) e a diplomacia digital na União Europeia e no Brasil. Durante o evento, foram debatidos desafios e oportunidades da regulação da Inteligência Artificial, bem como o impacto da diplomacia digital nas relações internacionais. O senador Eduardo Gomes destacou a relevância da cooperação entre o Brasil e a União Europeia no desenvolvimento de marcos regulatórios para a IA, enfatizando a necessidade de um equilíbrio entre inovação e segurança. “A Inteligência Artificial tem um papel estratégico no futuro do Brasil e do mundo. Precisamos garantir uma regulamentação que estimule a inovação, ao mesmo tempo em que proteja direitos fundamentais e assegure um uso ético da tecnologia. O diálogo entre Brasil e União Europeia é essencial para alinharmos princípios e boas práticas nessa questão”, afirmou o senador Gomes. O debate contou com a participação do deputado europeu Brando Benifei, correlator da Comissão do Mercado Interno do Regulamento de Inteligência Artificial; Corneliu Bjola, professor de Diplomacia Digital na Universidade de Oxford; Laura Schertel Ferreira Mendes, professora convidada na Goethe Universität Frankfurt; e Kilian Gross, chefe de unidade de Regulamentação e Conformidade em matéria de Inteligência Artificial da Comissão Europeia. Regulamentação da IA no Brasil Relator do Regulamento de Inteligência Artificial no Senado Federal, Eduardo Gomes tem atuado na construção de um marco regulatório que fomente o desenvolvimento da tecnologia de forma segura e responsável no Brasil. O processo relatado por ele foi apresentado e aprovado pelo Senado no último dia 10 de dezembro, e agora aguarda análise e votação na Câmara dos Deputados.
Senador Eduardo Gomes participa de reunião com Parlamento Europeu
Bocardi cobrava R$ 55 mil por hora para treinamento de mídia
Apresentador preparava entrevistados para estarem de frente às câmeras Novas revelações surgiram sobre a empresa de media training de Rodrigo Bocardi, quase uma semana após sua demissão da Globo. O jornalista, que foi desligado da emissora por justa causa, cobrava R$ 55 mil por hora para treinar executivos e políticos em suas interações com a imprensa. Só em outubro de 2023, ele realizou dez dessas sessões, somando R$ 550 mil. Segundo o colunista Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, a empresa de Bocardi oferecia serviços permitidos pela Globo, desde que houvesse aprovação prévia. A ausência dessa avaliação foi apontada como a razão para a demissão do jornalista. Além disso, Bocardi também foi acusado de utilizar jornalistas da própria emissora para treinar clientes, que depois eram entrevistados na Globo. Outros aspectos levantados incluem seu trabalho com o banco Bradesco entre 2017 e 2023, atividade que, de acordo com o código de ética da Globo, é proibida. Também foi mencionada a relação de Bocardi com uma empresa que presta serviços a contas públicas, incluindo empresas de transporte coletivo na Grande São Paulo. Até o momento, tanto Rodrigo Bocardi quanto a Globo não se pronunciaram oficialmente sobre os detalhes das alegações divulgadas pela imprensa.
Polícia Federal na cola de Marconi Perillo
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e o sequestro de R$ 28 milhões dos investigados. A PF chegou a ir à residência do ex-governador nesta quinta-feira (6/2) A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira (06/02) a Operação Panaceia para investir desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) por uma Organização Social (OS) em Goiás durante os mandatos do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), entre 2012 e 2018. Além da suspeita de desvio de dinheiro público, a investigação também abrange os crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O ex-governador é um dos alvos da investigação. Foram cumpridos 11 mandados e busca e apreensão, sendo 10 (dez) em Goiânia e 1 (um) em Brasília. Os mandados foram expedidos pela 11ª Vara Federal que também determinou o sequestro de mais de R$ 28 milhões dos investigados. O trabalho conta com a participação de 46 policiais federais e 4 servidores da Controladoria-Geral da União. Por meio de uma denúncia anônima, a CGU passou a investigar desvios de recursos do SUS repassados ao Instituto Gerir, Organização Social que administrava o Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Hospital Estadual de Trindade (Hetrin). No período, o Instituto Gerir recebeu aproximadamente R$ 900 milhões em recursos federais. De acordo com a investigação, o Instituto Gerir promoveu um número excessivo de terceirizações ou subcontratações, o que passou a dificultar as fiscalizações sobre a aplicação dos recursos e permitir os desvios. Essas empresas terceirizadas, de acordo com a investigação da PF, estavam vinculadas aos próprios gestores da OS e, indiretamente, a agentes públicos. Os documentos analisados apontam que contratos foram firmados com objetos semelhantes, indicando sobreposição de serviços e desperdício de dinheiro público. Empresas ligadas aos gestores da OS foram contratadas e, posteriormente, repassaram recursos a agentes públicos e administradores da entidade, em uma prática vedada por lei. A investigação segue em curso para determinar a extensão dos desvios e responsabilizações. Ex-governadorAlvo do inquérito, o ex-governador Marconi Perillo teve autorizada a quebra de sigilo bancário, que se estendeu à ex-primeira-dama Valéria Perillo e também às duas filhas do casal. A PF teria descoberto uma repentina alta da movimentação financeira nas contas do ex-governador após ele ter deixado o mantado de governador, em abril de 2018. Nesta quinta-feira, a Polícia Federal chegou a ir ao Condomínio Alphaville Cruzeiro do Sul, em Goiânia, na residência do ex-governador. No entanto, Marconi não estava no local e a casa estava fechada. De acordo com a defesa do ex-governador, o crescimento da movimentação financeira foi motivado por ele ter ido para a iniciativa privada – ele assumiu um cargo na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Além disso, aliados de Marconi enxergam motivação política na operação desta quinta-feira e preparam nota para rebater as acusações.
Amélio Cayres prestigia abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Palmas
O evento marcou o início oficial das atividades parlamentares do ano de 2025 O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicano), prestigiou na manhã desta quarta-feira (5/2). A Sessão Especial de Abertura dos Trabalhos Legislativos de 2025, da Câmara Municipal de Palmas – Tocantins foi conduzido pelo presidente do Legislativo Municipal, vereador Marilon Barbosa (Republicanos) e contou com a participação de autoridades estaduais e do município. Em seu pronunciamento, Amélio Cayres destacou a importância da uniãoentre as instituições e sua disposição em promover parcerias para o bem do cidadão palmense. “A presença de todos os poderes aqui reforça nosso comprometimento com o município, que é a cooperação entre as instituições com a finalidade de oferecer o melhor para nossa comunidade”, reforçou.
Reação de avó ao descobrir sexo da neta viraliza e causa polêmica
Post tem mais de 1,7 milhão de visualizações A reação da avó Helena Ferreira ao descobrir o sexo da neta Maya viralizou na internet e também causou polêmica, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Um vídeo mostra quando ela, que achava que o bebê seria menino, demonstra surpresa ao saber que seria menina. “Ah não, eu quero menino!”, disse Maria Helena. O g1 conversou com a mãe da bebê, a autônoma Kellen Cristina Ferreira de Oliveira, de 34 anos, que contou que o momento, além de emocionante, foi de muita diversão para a família. “Quem conhece minha mãe sabe como ela é brincalhona. Por eu já ter duas meninas, ela tinha certeza absoluta de que seria um menino. Eu mesma pedi ao fotógrafo para gravar só ela, porque eu sabia que ia ser engraçado”, disse Kellen. Na postagem, Kellen escreveu: “Vovó jurava que era um menino e tomou um chá de revelação”. Durante a reação, ela disse: “O brilho sumiu”. “Pela expectativa dela de ter certeza de ser menino, o brilho sumiu quando ela viu que errou. Nunca passou pela minha cabeça que iria viralizar. Decidi postar o vídeo porque achei muito engraçada a reação da minha mãe”, contou Kellen. PolêmicaApesar da brincadeira no post feito pela família, muitos internautas criticaram a avó por querer “tanto” que o sexo do bebê fosse masculino. “No começo, quando as pessoas comentavam criticando a reação da minha mãe, eu respondia rebatendo, tentando protegê-la, mas eram tantos comentários que não conseguia mais acompanhar”, disse. Kellen disse que relevou os comentários e ressaltou que a mãe é o pilar da família e foi apenas uma expectativa. “Ela está muito empolgada e me ajudou a escolher o nome da Maya. É uma super vovó, minhas filhas e meus sobrinhos são todos apegados nela. Ela é uma mãe e uma avó perfeita”, contou Kellen. Kellen contou ainda que o nome da filha do meio é Maria Helena, em homenagem à avó, e a filha mais velha nasceu no mesmo dia da avó. “Agora, com a Maya, estamos ansiosas. Foi um presente de Deus em nossas vidas”, concluiu.
Nikolas Ferreira defende anistia e critica penas do 8 de janeiro
Deputado mineiro criticou suposta seletividade da Justiça brasileira, e defendeu anistia aos presos do 8 de janeiro e comparou penas aplicadas a manifestantes com as de condenados por corrupção Em entrevista exclusiva ao Correio, nesta quarta-feira (5/2), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a anistia para os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, afirmando que existe um tratamento desigual na aplicação das penas. Segundo ele, as punições impostas aos envolvidos nos atos que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília são desproporcionais e têm motivação política. “A esquerda já cansou de fazer baderna aqui no Congresso Nacional de quebradeira. Na época do Temer, por exemplo, e até quando Bolsonaro foi eleito, os Black Blocs destruíram a Avenida Paulista e não aconteceu absolutamente nada com essas pessoas”, afirmou o deputado. Ferreira destacou que não defende impunidade, mas argumenta que existe seletividade nas decisões judiciais. “Todo criminoso tem que pagar pelos seus atos, não estou defendendo passar a mão na cabeça de ninguém, mas os baderneiros do 8 de janeiro estão pagando um preço por estarem de verde e amarelo. Se eles estivessem de vermelho, não teriam pegado penas de até 17 anos”, argumenta. O parlamentar citou o caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos de prisão por corrupção, mas que atualmente está em liberdade. “Você vê agora o Sérgio Cabral, que foi condenado a mais de 400 anos, fazendo um videozinho falando sobre política na sacada do prédio dele, numa cobertura, dentro da piscina. As coisas estão completamente invertidas hoje.” Atualmente, tramitam no Congresso projetos que buscam conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o PL 2858/22, do deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), e o PL 5.064/23, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A proposta mais ampla defende o perdão não apenas das penas, mas também de multas aplicadas, enquanto o projeto de Mourão busca anistiar apenas determinados crime. Para o deputado, a pacificação do país passa pela revisão das condenações. “Isso é importante para essas pessoas, até mesmo porque poderia ser seu pai, sua mãe, que veio aqui no efeito manada. Muitos que entraram sequer cometeram crime ou quebraram algo e estão pagando um preço por conta de um revanchismo político do ministro Alexandre de Moraes.” A anistia aos presos do 8 de janeiro será pautada de maneira imparcial, de acordo com o novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. No Congresso Nacional, partidos de direita como o Partido Liberal (PL) consideram as penas excessivas, já partidos de esquerda como o Partido dos Trabalhadores (PT), consideram os atos uma grave ameaça à democracia e não podem ser perdoados.
Caiado alerta sobre impactos de ação no STF contra produtores rurais
Governador de Goiás critica uso de alertas de desmatamento como base para sanções e suspensão do Cadastro Ambiental Rural O governador Ronaldo Caiado fez um alerta, nesta quarta-feira (5/2), sobre os prejuízos ao setor rural após o pedido de partidos políticos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o controle de desmatamento utilize imagens de satélite, com base em alertas do Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe). “A maioria desses alertas, quando se faz a vistoria in loco, não condiz em nada que não esteja dentro da regularidade nas propriedades rurais”, contestou. O posicionamento cita a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, de autoria do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede. A ação está sob julgamento do ministro Flávio Dino que analisa o pedido de suspensão imediata de Cadastro Ambiental Rural (CAR) onde houver indícios de desmatamento ilegal. Para o governador trata-se de uma manobra “agressiva e irresponsável” já que, na leitura de imagens pelos Satélites Prodes e Deter, operados pelo Inpe, os dados que vão embasar as sanções aos produtores rurais são apenas indicativos e não conclusivos de perda de vegetação. O ponto mais preocupante, segundo o governador, é a suspensão do CAR como medida adicional à fiscalização e sem validação precisa do alerta emitido. “A partir de agora esse simples alerta vai fazer com que haja o cancelamento do cadastro ambiental rural da propriedade”, frisou o governador. O documento é básico para concessão de crédito bancário, mobilização da cadeia produtiva e exportação. “Estaremos todos bloqueados, não poderemos comercializar nenhum dos nossos produtos e, ao mesmo tempo, não poderemos contrair nenhum empréstimo”, afirmou. Diante das lacunas, Caiado pede atenção dos representantes do setor produtivo. “Peço neste momento, uma ação não só das entidades de classe, como também de todos os partidos políticos para que possamos contestar esta maneira de querer dificultar cada vez mais a vida do homem do campo”, frisou. Um dos exemplos que embasam a necessidade de cautela é o sistema de monitoramento Prodes em que, por exemplo, a verificação é feita pelo Inpe por amostragem e sem a presença de agentes de fiscalização detentores do poder de polícia ambiental.
Dono de Porsche: parte de espólio de R$ 15 milhões pagará indenização
Justiça determinou que o patrimônio deixado por dono de Porsche seja utilizado para indenizar o policial penal atropelado no dia do acidente A família de Rafael Esmaniotto, empresário morto após envolver-se em acidente enquanto dirigia uma Porsche em 2022, deverá utilizar parte do patrimônio de R$ 15 milhões deixado por ele para indenizar o policial penal Gueltz Costa Pinto. Gueltz foi atropelado quando o carro em que estavam Rafael e a namorada, Gabriella Moreira Andrade Faria, capotou em 26 de junho de 2022. O policial ficou gravemente ferido, sofreu politraumatismo e perdeu uma perna após o acidente. Rafael e Gabriella faleceram. Este ano, a 19ª Vara Cível de Brasília determinou que o policial seja indenizado em R$ 1,2 milhão. Na decisão, a juíza Ana Beatriz Brusco frisou que o espólio deixado por Rafael deve ser utilizado para indenizar Gueltz pelos danos sofridos. “A capacidade financeira do espólio, avaliada em mais de R$ 15 milhões, conforme documentação apresentada, demonstra que o patrimônio do causador do dano é muito superior à média nacional, o que autoriza a fixação de valores que atendam aos critérios de reparação, proporcionalidade e pedagogia”, escreveu. O espólio corresponde ao conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo falecido. A magistrada fixou em R$ 500 mil a indenização por danos morais; R$ 150 mil por danos estéticos; R$ 118, 1 mil por danos materiais; e R$ 436 mil correspondentes às próteses que Gueltz passou a usar. Relembre o acidenteO Porsche era conduzido pelo empresário Rafael Esmaniotto, que dirigia a 180 km/h em uma via de 60 km/h, sob efeito de álcool e outras substâncias químicas. Gabriella estava no banco do carona. Depois de perder o controle da direção, o carro de Rafael atingiu um poste, capotou, atingiu Gueltz e só parou após ficar preso em uma cerca. O veículo ficou totalmente destruído e perdeu as quatro rodas. Com múltiplas fraturas, o empresário morreu no local. Gabriella foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e levada para o Hospital de Base (HBDF) mas não resistiu aos ferimentos. Também transportado à unidade de saúde pelo CBMDF, Gueltz chegou ao HBDF com esmagamento no fêmur direito e sinais de fratura na bacia. Extremamente ferido, o atleta ficou dois meses e cinco dias internado no Hospital DF Star da Asa Sul. O servidor público ainda ficou na unidade de terapia intensiva (UTI) e passou por cirurgias, inclusive para enxerto de pele na perna amputada e reconstrução do tendão do pulso.
Deputado Amélio Cayres pede implantação de Colégio Militar em Xambioá
O deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos) apresentou requerimento nesta terça-feira (4/2) pedindo a implantação da Escola Estadual Eurico Moto, em Xambioá, como Colégio Militar. De acordo com o parlamentar, desde 2018, o Estado regulamentou a gestão compartilhada nas unidades escolares, com parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e a Polícia Militar, possibilitando que um colégio se torne cívico-militar. “Esse é um anseio da população de Xambioá que chegou até mim por solicitação do nosso prefeito Mayk Câmara. Por isso, formalizei o pedido ao Governo para realização de estudos e votações, dando um andamento neste diálogo entre os setores sociais e o Município”, afirmou. A matéria legislativa passará pelos trâmites de praxe para aprovação dos parlamentares e posterior envio à Seduc, responsável pela Escola Estadual Eurico Moto, para dar andamento nos procedimentos necessários junto à equipe escolar.
Mabel anuncia parceria com Waze para alternativas à Marginal Botafogo durante chuvas
Gabinete de Crise Climática terá acesso à edição do aplicativo para fazer interdição virtual da via e apontar rotas que podem ser feitas pelos motoristas com segurança O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anunciou nesta quarta-feira (5/2) uma parceria estratégica com o aplicativo de navegação por GPS Waze com o objetivo de evitar que motoristas entrem na Marginal Botafogo em momentos de chuva e também para apontar rotas alternativas que podem ser percorridas com segurança, dando fluidez ao trânsito. O anúncio foi feito durante reunião na qual o Gabinete de Crise Climática apresentou a conclusão do plano de trabalho contra chuvas intensas em Goiânia. O Gabinete, por meio da Defesa Civil, terá acesso à edição do aplicativo para fazer a interdição virtual da Marginal Botafogo. Com isso, o Waze automaticamente apresentará outras rotas que podem ser percorridas. “Por meio desse convênio que fizemos, nós conseguimos colocar as barreiras digitais para as pessoas não irem para aquele local e já dar alternativa para onde vai. Então, nós temos mais essa ferramenta, que é espetacular”, avaliou o prefeito de Goiânia, explicando que dentro da central de monitoramento do Gabinete de Crise Climática os técnicos já conseguem fazer a edição e o aplicativo indica as rotas de fuga que precisam ser feitas. “Chuva é assim, ela vem, fica 30, 40 minutos, faz aquela confusão danada, mas também vai embora rápido. E é nesse momento que não podemos deixar as pessoas passarem onde tem alagamentos. Graças a esse trabalho cuidadoso, não tivemos nenhum óbito apesar de toda a severidade das enchentes que enfrentamos, exatamente porque nós estamos aperfeiçoando a cada dia”. Paralelamente, o Gabinete de Crise Climática atuará em parceria com rádios de Goiânia, num total de 22, que vão emitir alertas de chuvas e de riscos de alagamentos. “Quando a chuva começar a se aproximar, a Defesa Civil já avisa as rádios para os motoristas ficarem prevenidos. “Vamos fazer um convênio com as rádios e entrar em cadeia para que possamos mandar esses avisos”, explicou Mabel. Além desse trabalho voltado para as emergências, há um planejamento de obras a serem executadas na Marginal Botafogo. “Não é um trabalho simples, mas nós estamos planejando, que também são obras que exigem muitos recursos”, justificou o prefeito, adiantando que uma alternativa é a construção de piscinões de contenção, para evitar que toda a água das chuvas seja carreada para o leito do Córrego Botafogo. AcessoCoordenador municipal de Defesa Civil, Robledo Mendonça explica que os próprios usuários do Waze relatam ao aplicativo problemas ocorridos, como acidentes e interdições de vias. “Vamos cruzar essas informações, consultando também o pluviômetro daquela região, para ver se realmente choveu naquela região, e o volume. Pode ter viaturas mesmo da GCM, da Defesa Civil próximas à região, que podem conferir a situação. Se for um alagamento de risco, por exemplo, nós, como editores agora do Mapa Waze, fazemos essa interdição virtual”, esclarece. A previsão do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) é que o período de chuvas se estenda até o final de abril. “Até lá, usaremos todos os instrumentos de que dispomos, inclusive aplicativos”, define Robledo. Para ele, no próximo período de chuvas os integrantes do Gabinete de Crise Climática estarão mais habituados ao uso das ferramentas. Segundo Robledo, desde setembro do ano passado, foram identificados 129 pontos de alagamento. A intenção é ampliar a sinalização nesses locais. O diretor de Trânsito da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), Luís Tiago Santos, diz que as equipes de agentes serão deslocadas para os pontos de atenção sempre que houver notificação de chuvas. “A Marginal Botafogo tem uma grande extensão, mas temos quatro pontos críticos, e o mais preocupante é o do cruzamento com a Avenida Independência”, afirma. Os outros pontos de atenção estão localizados próximos ao complexo viário da Avenida Jamel Cecílio, ao acesso da Rua 91, no Setor Sul, e ao complexo Mauro Borges, também no Setor Sul, no acesso ao Ministério Público estadual. “Temos nossas equipes já posicionadas para fazermos as intervenções, caso seja necessário”, assegura. Coordenador da Defesa Civil estadual, o coronel Pedro Carlos Borges de Lira destaca a importância do Gabinete de Crise Climática em seu curto período de existência. “Pode ter certeza de que esse gabinete de crise da prefeitura salvou vidas esse ano em Goiânia. Não houve nenhum óbito em decorrência das chuvas, e essa não foi a realidade do ano passado”, acredita. Gabinete de Crise ClimáticaO gabinete foi criado em 15 de janeiro de 2025 e grupo é responsável por implementar medidas mitigatórias frente à emergência climática, com coordenação da Defesa Civil Municipal. Ele é composto por representantes de 13 órgãos e instituições: Gabinete do Governador, Gabinete do Prefeito, Agência da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (AGCM), Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil, Secretaria Municipal de Saúde, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana, Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito, Companhia de Urbanização de Goiânia (COMURG), Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Polícia Militar do Estado de Goiás, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás e Defesa Civil do Estado de Goiás. O gabinete atua na sede da Defesa Civil do Estado de Goiás, ao lado do Estádio Serra Dourada, local que conta com monitoramento climático em tempo real.














