No vídeo, Gleisi dizia que o empréstimo era destinado para as pessoas que enfrentavam dificuldades financeiras. “Apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”, disse a Ministra A ministra-chefe da Secretaria de Relações Internacionais, Gleisi Hoffmann, apagou um vídeo publicado no último sábado (23/3) em suas redes sociais no qual se referia ao crédito consignado do governo Lula para os celetistas, trabalhadores que exercem suas funções no regime de CLT, conhecido como “empréstimo do Lula”. No vídeo, Gleisi dizia que o empréstimo era destinado para as pessoas que enfrentavam dificuldades financeiras. “Apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”, disse a ministra. A publicação de Hoffmann incomodou a oposição e gerou críticas nas redes sociais. Na última segunda-feira, 24 de março, o Partido Novo enviou uma representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) acusando a ministra de promoção pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o partido, Gleisi Hoffmann violou o princípio da impessoalidade na administração pública ao divulgar o programa do governo para ‘enaltecer’ Lula. Ao jornal O Globo, a ex-deputada se pronunciou: “Diante de iniciativas no âmbito jurídico por parte de partidos de oposição, com evidente objetivo politico, decidi suspender a postagem em que chamo o consignado privado de empréstimo do Lula”.
Gleisi Hoffmann (foto) apaga vídeo sobre “empréstimo de Lula” após críticas
Presidente em exercício do Senado, Eduardo Gomes participa de reunião com lideranças tocantinenses em Brasília
O presidente em exercício do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes (PL-TO), participou nesta terça-feira (25/3) de uma reunião em Brasília (DF) com a senadora Professora Dorinha Seabra, o deputado estadual Jair Farias e diversas lideranças municipais do estado. Durante o encontro, o senador foi parabenizado por ter assumido a Presidência do Senado e discutiu a articulação de recursos para os municípios tocantinenses. Entre os presentes estavam o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel; o prefeito de Palmeiras do Tocantins, Junior Noleto; a prefeita de Sítio Novo, Dora Farias; a prefeita de Esperantina, Tota do Francimar; o prefeito de Cachoeirinha, Sandrimar; o prefeito de Dois Irmãos, Irmão Geciran; o vice-prefeito de Palmeiras do Tocantins, Leandro Carlos; e o ex-prefeito de São Sebastião, Professor Adriano. “Nosso compromisso é fortalecer os municípios do Tocantins com a garantia de recursos e apoio para o desenvolvimento regional. Essa articulação junto às lideranças é fundamental para assegurar avanços concretos para a população. É sempre uma honra receber e dialogar com prefeitos e vice-prefeitos que estão na linha de frente, levando as necessidades reais do povo. Estamos empenhados em buscar soluções e recursos para atender essas demandas”, destacou Eduardo Gomes.
Professora é espancada por cobrar dever de casa de aluno
Montagem iG/Fotos: Balanço Geral/Reprodução Educadora diz que foi agredida pelo menino de 7 anos e pelos familiares dele A professora Célia Regina, de 65 anos, alega ter sido brutalmente espancada pelos familiares de um aluno em sua casa no bairro Resgate, em Salvador (BA), na segunda-feira passada (18/3). Em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record, ela contou que a agressão ocorreu uma semana após o próprio aluno, um garoto de 7 anos, agredi-la no rosto após cobrança de um exercício. De acordo com Célia, tudo começou quando ela advertiu a criança de que as aulas eram particulares e, por isso, ele devia fazer os exercícios que ela pediu. “Eu disse: “menino, você não copiou nada”, e ele respondeu “não copiei, e daí?”. Respondi: “e vamos estudar como?” e aí ele foi, e deu um tapa no meu rosto”, disse à jornalista, afirmando que chamou a mãe da criança logo em seguida. Ela disse que a mãe foi buscar a criança e não quis entender o que houve. Uma semana depois, o menino voltou para o reforço com um celular, que a própria mãe havia dado para ele gravar a aula particular. “Foi o que eu disse a ele: se comporte, pelo amor de Deus, e não me bata, me respeite”, afirmou. Ela ainda chamou a mãe do garoto novamente, porque não gostou da ideia de gravar a aula. A mãe foi até a casa da professora, acompanhada da tia e do padrasto da criança. Quando Célia foi ao encontro dos familiares, foi agredida. “Ele subiu (até a casa), me pegou pelo cabelo e me jogou no chão”, disse, se referindo ao padrasto. “Aí começaram as sessões de tortura. Eles só não me mataram devido à vizinha aqui do lado”, contou. Célia foi agredida com chutes, teve o cabelo arrancado pelos familiares do aluno e, ainda, diz ter sido ameaçada de morte e de estupro pelo homem, que havia levado uma arma de choque. “Ele disse que ia me matar e que pra ele não ia dar em nada, porque ele iria preso, amanhã iria ter audiência de custódia, ele iria solto e eu ia ficar dentro do caixão”, disse. No momento da agressão, a docente lecionava para outros alunos de idade inferior a do jovem, que assistiram à cena e ficaram assustados. Desde o dia do episódio, a idosa não sai de casa e busca se recuperar do trauma que sofreu. Família contesta versão de professoraApós a repercussão do caso, a família do menino contestou a versão de Célia. A mãe, que preferiu não se identificar, disse que a professora cometia maus-tratos contra a criança durante as aulas. O advogado da família disse, à TV Aratu, que o menino relatou sofrer “tratamento agressivo” e ameaças de Célia Regina. Além disso, a mãe apresentou um áudio que, segundo ela, flagrou a professora empurrando e chamando a criança de “palhaço arruaceiro”. Célia Regina registrou um boletim de ocorrência. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Salvador. O Portal iG entrou em contato com a unidade, mas foi informado que os dados sobre as diligências não poderiam ser compartilhados. A Polícia Civil também foi procurada, mas até o momento da publicação desta matéria, não deu retorno.
Em Brasília, Caiado (Foto) prestigia posse da nova diretoria da Associação Nordeste Forte
Fotos: Hegon Corrêa Cassiano Pereira, atual presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, assume a presidência da entidade O governador Ronaldo Caiado participou na noite de segunda-feira (24/3), em Brasíli (DF) da cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Nordeste Forte. O industrial e presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, assume a gestão para o biênio 2025/2026. “Conte com o Governo de Goiás e com o Centro-Oeste, porque nós acreditamos na política de irmandade capaz de promover a melhoria da qualidade de vida de um povo”, afirmou o chefe do Executivo goiano. Durante o evento, realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Caiado referiu-se a Cassiano como uma pessoa aberta ao diálogo e capaz de construir pontes por todo Brasil. Tal perfil, opinou o governador, ajudará o Nordeste a trabalhar melhor suas potencialidades, como a geração de energia limpa e o turismo, além de explorar novas possibilidades. “Por que não inteligência artificial? Os maiores datacenters do mundo poderão estar ali, já que existe uma grande produção de energia”, sugeriu. O novo presidente da associação confirmou o interesse da entidade em trabalhar para “converter potencial em potência”, uma referência às vocações da região e à missão de ajudar e fortalecer a indústria nordestina. “Somos todos irmãos. Trabalhamos com os estados nordestinos, mas também temos diálogo com o Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essa é a vantagem. Quando a gente faz muito, o Brasil se fortalece como um todo”, comentou Cassiano. Em discurso, o agora ex-presidente da Nordeste Forte, Ricardo Cavalcante, desejou sucesso ao novo gestor e reforçou o papel da associação. “É nossa missão trabalhar pela promoção de um modelo de desenvolvimento para a região que valorize as indústrias, tornando-as cada vez mais competitivas e sustentáveis. Precisamos seguir unidos, trabalhando lado a lado, respeitando as diferenças e valorizando os laços que nos une”, sublinhou. Criada em 2016, a associação representa as Federações de Indústrias dos nove estados nordestinos. A entidade atua para promover o desenvolvimento socioeconômico, fortalecer e aumentar a competitividade do setor. O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, reconheceu a importância de iniciativas como a Nordeste Forte e a classificou como “fundamental para ter foco e buscar as melhores formas de mitigar desigualdades”. A solenidade de posse teve a participação do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, lideranças políticas e representantes das indústrias. “Temos um papel importante para unir esforços e desenvolver o Brasil como todo. Vamos caminhar juntos nisso”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), André Rocha (foto à esquerda de Caiado). Trajetória Natural de Campina Grande (PB) Cassiano Pascoal Pereira Neto possui uma carreira de 40 anos no setor industrial. Ele é sócio da Mibra Minérios Ltda., presidente da FIEPB, conselheiro do SESI/PB e do Sindicato da Indústria de Extração de Minerais Não-Metálicos da Paraíba (Sindminerais/PB). Também representa a FIEPB no Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (FAIN) e integra o Conselho Temático de Mineração (COMIN), vinculado à CNI. Ao longo de sua carreira, Cassiano também atuou como Secretário de Estado da Interiorização do Governo da Paraíba e foi presidente da Empresa Municipal de Urbanização da Borborema (Urbema), em Campina Grande.
Carla Zambelli (foto) presa: STF forma maioria para condenar bolsonarista
Reprodução Até o momento, seis ministros votaram pela condenação e cassação do mandato de Zambelli O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) à prisão de 5 anos e 3 meses por perseguição armada ao jornalista negro Luan Araújo na véspera do segundo turno das eleições de 2022. A decisão foi tomada no plenário virtual da Corte, com o voto do ministro Dias Toffoli, divulgado nesta terça-feira (25/3). No entanto, a deputada só deve ir para a prisão após o término do julgamento, que foi suspenso por um pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro (PL-RJ) à Corte. Com isso, Nunes Marques terá até 90 dias para devolver o processo e concluir o julgamento. Até o momento, seis ministros votaram pela condenação e cassação do mandato de Zambelli: Gilmar Mendes (relator), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli. Zanin adiantou seu voto após o pedido de vista de Nunes Marques, acompanhando o relator. A defesa de Zambelli alega cerceamento do direito de defesa oral no processo, argumentando que não teve a oportunidade de defender a deputada em plenário presencial. O advogado Daniel Bialski criticou a decisão, afirmando que a defesa foi impedida de “evidenciar que as premissas colocadas no voto proferido estão equivocadas”. Além da condenação no STF, Zambelli já teve seu mandato cassado em janeiro deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por divulgar vídeos questionando o resultado das eleições de 2022. O caso, no entanto, ainda precisa ser avaliado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com viagem de Alcolumbre ao exterior, Eduardo Gomes (centro) se torna primeiro tocantinense a assumir presidência do Senado
Foto: Senado Federal Minha expectativa com relação a qualquer cargo que a gente assuma é que sejamos os primeiros de muitos e que outros tocantinenses também possam ser. Qualquer um que assuma é importante”, afirmou Eduardo Gomes O vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, senador Eduardo Gomes, assumiu a Presidência da Casa durante o afastamento do presidente Davi Alcolumbre, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem oficial ao Japão e ao Vietnã, entre os dias 22 e 30 de março. A autorização para a viagem foi aprovada pelo plenário do Senado na última terça-feira (18/3). Durante o período, Eduardo Gomes será o responsável por conduzir os trabalhos legislativos e as deliberações no Senado. “Minha expectativa com relação a qualquer cargo que a gente assuma é que sejamos os primeiros de muitos e que outros tocantinenses também possam ser. Qualquer um que assuma é importante”, afirmou. Vários prefeitos, deputados e líderes políticos estão se deslocando para Brasília para prestigiar e despachar com o senador neste momento histórico de sua trajetória. Pautas do Tocantins em destaque Durante o período em que ocupar a presidência do Senado, Eduardo Gomes também pretende avançar em agendas de interesse do Tocantins. Entre os temas prioritários estão a conclusão da BR-235, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a situação das estradas no Bico do Papagaio e os passivos do Estado junto ao governo federal. Agenda no Senado Durante a semana, estão previstas sessões importantes. Na quinta-feira (27/3) o Senado Federal realizará a entrega do Diploma Bertha Lutz, honraria destinada a personalidades que dedicaram suas trajetórias à defesa dos direitos das mulheres. Na terça-feira (25/3) o plenário votou a Medida Provisória que abre crédito extraordinário de R$ 118,2 milhões para que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional elabore estudos sobre as bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, como parte do pacote de ajuda ao estado após as enchentes do ano passado. Já na quarta-feira (26/3) será apreciada a proposta de alteração na Lei Maria da Penha, que prevê a obrigatoriedade de monitoramento eletrônico de agressores durante a vigência de medidas protetivas.
Caiado (foto) destaca potencial de Goiás na geração de empregos
Fotos: Lucas Diener “Se hoje nosso Estado é elogiado pelo combate à extrema pobreza, isso se deve ao esforço conjunto para utilizar todas as ferramentas de governo com um objetivo claro: garantir oportunidades de emprego para a população”, afirmou Caiado O governador de Goiás Ronaldo Caiado(UB) destacou, nesta segunda-feira (24/3), o papel fundamental do Estado na geração de empregos para impulsionar a economia goiana e combater a pobreza. O pronunciamento ocorreu durante encontro com os participantes da 143ª Assembleia Geral Ordinária do Fórum Nacional dos Secretários do Trabalho (Fonset), realizado no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia. Caiado ressaltou que Goiás se tornou referência nacional na redução da pobreza devido a ações coordenadas de sua gestão. “Se hoje nosso Estado é elogiado pelo combate à extrema pobreza, isso se deve ao esforço conjunto para utilizar todas as ferramentas de governo com um objetivo claro: garantir oportunidades de emprego para a população”, afirmou. O governador também defendeu a qualificação profissional e o fortalecimento das políticas públicas de trabalho. “Celebramos a emancipação das pessoas por meio do emprego de qualidade e da capacitação profissional. Como governo, temos que estar lado a lado com o setor empresarial, que é quem gera postos de trabalho e movimenta nossa economia”, destacou. Por fim, Caiado enfatizou que a criação de oportunidades é essencial para o desenvolvimento do país. “Se queremos um Brasil com renda per capita elevada, dignidade e um Índice de Desenvolvimento Humano real, precisamos investir na geração de empregos”, frisou. O encontro também contou com a participação do presidente do Fonset, Vladyson Viana, secretário do Trabalho do Ceará, que elogiou os avanços de Goiás na área. “Este evento nos permite trocar experiências e levar boas práticas para nossos estados. O trabalho é um determinante social, que garante renda e acesso a direitos básicos, como moradia, educação e mobilidade”, afirmou. Cenário Goiás tem hoje a menor taxa de desocupação em 11 anos, de 4,8%, muito abaixo da média nacional, de 6,2%. O estado apresenta também uma redução histórica na informalidade, de 4,8%, comparando o quarto trimestre de 2024 ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Goiás também vive a maior inclusão produtiva de sua história, com a menor taxa de extrema pobreza do país, de 0,8%, enquanto no Brasil essa taxa alcança 4,4%. Já a extrema pobreza, em Goiás, atinge 0,8% da população, enquanto no país esse índice está em 4,5%. Segundo o secretário da Retomada, Cesár Moura, são mais de R$ 70 milhões investidos por ano pelo Governo de Goiás na qualificação profissional. “A nossa demanda, hoje, é fazer com que a pessoa que está estática socialmente e economicamente consiga trabalhar, ingressar no mercado de trabalho e gerar renda para sua família”, afirmou. O Fórum Realizado, nos dias 24 e 25 de março, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, o Fonset traz o tema “Os novos rumos das relações de trabalho e o fenômeno da precarização do trabalho formal”. O evento reúne autoridades e especialistas para debater soluções para os desafios do mercado de trabalho no Brasil. Fundado em 1989, o Fórum Nacional dos Secretários do Trabalho (Fonset) é uma associação civil sem fins lucrativos, que atua na formulação de políticas públicas para o setor de trabalho, com foco na participação dos Estados na definição de ações nacionais.
PT vai transmitir julgamento de Jair Bolsonaro (foto)
Humberto Costa e Jilmar Tatto (fotos) vão comandar transmissão na TvPT de julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) O PT vai transmitir ao vivo o julgamento, pelo STF, da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentar dar um golpe de Estado. O julgamento acontecerá nesta terça e na quarta-feira (26/3). A abertura da cobertura deve contar com a participação do presidente Nacional do PT, senador Humberto Costa (PT-PE) e do secretário Nacional de Comunicação, deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP). Além disso, a transmissão contará com entrevistas direto do Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente é acusado de tentativa de golpe de estado. A TvPT transmitirá todo o julgamento, com equipe ao vivo na sede do Supremo para trazer todos os detalhes da sessão histórica que deve colocar no banco dos réus Jair Bolsonaro e outros acusados de tentarem derrubar o Estado Democrático de Direito. O caso será analisado na Primeira Turma do STF.
Caiado (foto) mantém data da pré-candidatura à Presidência e diz que oposição ao PT ‘incomoda’
Foto: Roque de Sá /Agência Senado O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) destacou ainda que sua oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “incomoda” quem está no “poder”, mas que isso não o abala O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse, nesta segunda-feira (24/3), que mantém o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República para 4 de abril em Salvador (BA). A declaração ocorre na esteira de alguns veículos de imprensa noticiarem que o evento teria sido adiado. “Diante de notícias infundadas que circulam nas últimas horas, reafirmo que o evento de lançamento da minha pré-candidatura à Presidência da República está confirmado para o dia 4 de abril, em Salvador (BA). Na ocasião, além de oficializar minha pré-candidatura, terei o privilégio de receber o título de Cidadão Baiano e a Comenda 2 de Julho, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia”, publicou Caiado nas redes sociais. O governador ainda destacou que sua oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “incomoda” quem está no “poder”, mas que isso não o abala. “Estou determinado a apresentar uma plataforma de mudança para o Brasil. O debate político e o contraditório são pilares da democracia, e o país não pode adiar uma discussão séria sobre seu futuro”, finalizou. Ao R7, em fevereiro, Caiado disse que estaria “junto” ao cantor sertanejo Gusttavo Lima na corrida presidencial de 2026. O artista havia dito que seria candidato, mas, na semana passada, anunciou a desistência do plano. O sertanejo deixou claro que, no momento, seu foco será 100% na carreira internacional. Apesar de Caiado tentar enfrentar o presidente Lula em 2026, o partido a qual ele pertence tem três ministérios no governo petista atualmente. Além disso, a candidatura poderá enfrentar resistência na direita. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), considerado um líder da ala, mantém a candidatura ao posto, apesar de estar inelegível até 2030. Bolsonaro acredita que poderá reverter a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No entanto, além de tal condenação, ele enfrenta processos no STF (Supremo Tribunal Federal), sendo suspeito de liderar um grupo criminoso que queria dar um golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022. Na possibilidade de Bolsonaro não concorrer à Presidência, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é citado por uma ala da direita como alternativa. Ele, contudo, nega qualquer pretensão ao posto publicamente, afirmando que tentará a reeleição para o Palácio dos Bandeirantes.
Saiba como será o rito do julgamento de Jair Bolsonaro (foto) no STF
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil O julgamento ocorrerá ao longo de três sessões, duas previstas para terça-feira (25/3) e uma na quarta-feira (26/3). Durante essas sessões, os cinco ministros da Primeira Turma decidirão se aceitam ou não a denúncia contra Bolsonaro e seus aliados A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, nesta terça-feira (25/3), o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, apontados como integrantes do “núcleo da organização criminosa”. Eles são acusados de uma série de crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado e a subversão do Estado Democrático de Direito. O julgamento ocorrerá ao longo de três sessões, duas previstas para amanhã e uma na quarta-feira (26/3). Durante essas sessões, os cinco ministros da Primeira Turma decidirão se aceitam ou não a denúncia contra Bolsonaro e seus aliados. O procedimento segue as normas estabelecidas pela Lei nº 8.038/1990, que regula os processos no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Rito do julgamento de BolsonaroO julgamento será iniciado com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que apresentará um resumo sobre o andamento das investigações. Na sequência, a PGR apresentará suas considerações sobre o caso. O prazo estabelecido para a autora da denúncia é de 30 minutos. O rito é seguido da apresentação de argumentos por parte das defesas, cada uma terá 15 minutos de fala. Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes inicia a votação. A denúncia da PGR foi feita no mês passado, contra Bolsonaro e mais 33 pessoas. O órgão a dividiu em cinco núcleos, que, segundo a PGR estimularam e realizaram atos contra os Três Poderes e contra o Estado Democrático de Direito. Segundo a PGR, Jair Bolsonaro, ex-chefe do Planalto tinha ciência e participação ativa em uma trama golpista para se manter no poder e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os denunciados são acusados de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado. Até agora, o STF marcou o julgamento de três dos quatro núcleos denunciados pela PGR. Já o julgamento do grupo três ficou para 8 e 9 de abril. O do núcleo dois foi agendado para 29 e 30 de abril e é composto por seis pessoas, entre elas o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques. Dele fazem parte os militares que atuaram ativamente para promover ações que incentivassem a trama golpista.














