Fotos: Marcos Silva Vice-governador fez palestra no principal evento de governo digital do mundo, ao lado do secretário José Frederico, abordando a liderança de Goiás em serviços digitais e inteligência artificial, além das oportunidades de formação para pessoas de 8 a 80 anos O vice-governador Daniel Vilela (MDB) apresentou os avanços que Goiás tem alcançado nas áreas de tecnologia e inovação a líderes de vários países, durante palestra no e-Governance Conference, quinta-feira (29/5), em Tallinn ( Estônia). Em sua fala, ele abordou temas como inteligência artificial, capacitação de pessoas de 8 a 80 anos, a liderança do estado na oferta de serviços digitais, o pioneirismo na atração de startups para inovação aberta voltada ao governo e as tecnologias aplicadas em segurança pública. A palestra, conduzida ao lado do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico, marcou o segundo dia da missão liderada por Daniel Vilela a Estônia, Finlândia e Singapura. “Represento, nesta missão, o Estado líder na oferta de serviços digitais no Brasil, que é referência em inteligência artificial e em inovação para governo, e que quer avançar ainda mais. Tudo isso é reflexo da gestão do governador Ronaldo Caiado e devemos mostrar esses nossos avanços para o mundo, enquanto buscamos ir ainda mais longe”, afirmou Daniel Vilela. Além de mostrar a liderança de Goiás em IA e serviços digitais, a palestra também mostrou os esforços do estado na formação de mão de obra qualificada em tecnologia de 8 a 80 anos, por meio dos laboratórios Start, das Escolas do Futuro e do programa Cidadão Tech 60+, todos ligados ao Goiás Social. “Temos o principal centro de IA do Brasil, a liderança em serviços digitais, lançamos o maior programa de inovação aberta para o governo e, agora, estamos formando pessoas em tecnologia. É a história de um estado que já é referência no país e que busca avançar ainda mais”, relatou José Frederico. O vice-governador e o secretário apresentaram o caso de uma startup que está usando inteligência artificial para aprimorar o tempo de resposta da polícia e aprimorar a investigação de crimes no Entorno do Distrito Federal. Representantes de países como Uganda e Cabo Verde, além de outros estados brasileiros, buscaram contato com a comitiva goiana logo após a palestra, para saber mais das políticas públicas feitas em Goiás. “Nosso objetivo é claro: melhorar a vida dos cidadãos goianos e tornar Goiás um estado-chave no futuro tecnológico do Brasil”, ressalta o vice-governador. Completam o grupo goiano na missão os secretários Adriano da Rocha Lima (Geral de Governo), Alan Tavares (Administração) e de Sérvulo Freire (Economia). Interlocução Ainda nesta quinta-feira (29/5), a comitiva conheceu a e-Estonia Briefing Centre, principal agência de negócios e inovação do país, que é referência em cibersegurança e digitalização e já avança para tornar os serviços públicos cada vez mais eficientes. Um exemplo é o Bio Bank, banco de DNAs que permite ao governo facilitar serviços, como os de saúde. Por meio dos dados, é possível saber, antecipadamente, a quantidade de anestésicos que uma pessoa precisa em caso de procedimentos cirúrgicos, por exemplo. Tudo baseado nas características de DNA e no histórico de cada pessoa. “Isso permite agilizar o atendimento de saúde e evita acidentes”, explica o chefe de Engajamento de Negócios da agência, Rannar Park. A missão segue agora para Finlândia. No sábado (31/5) chega em Singapura.
Daniel Vilela apresenta avanços de Goiás em tecnologia e inovação a líderes globais na Estônia
Prefeito Eduardo Siqueira Campos participa da abertura de Feirão
Foto: Secom / Prefeitura de Palmas “Palmas conta com mais de 26 mil empreendedores que movimentam mais de 900 milhões de reais. Eles representam uma força importante da nossa economia. Nunca antes na historia dessa cidade houve tanta cooperação, a exemplo desta com o Sebrae, para melhorar as condições dos nossos microempreendedores individuais”, destacou Eduardo Siqueira Campos. A abertura oficial do Feirão do MEI 2025, realizada quarta-feira (28/5) contou com a presença do prefeito de Palmas – Tocantins – Eduardo Siqueira Campos (Podemos). O evento ocorre na Casa do Empreendedor, localizada na região central da Capital, e segue até o dia 30 de maio, com uma programação intensa de atendimentos, oficinas, palestras e ações voltadas à formalização, capacitação e regularização de microempreendedores individuais. Na ocasião, Eduardo Siqueira Campos destacou a importância da parceria entre o poder público e as instituições, reforçando o compromisso da gestão com o fortalecimento da economia local. “Palmas conta com mais de 26 mil empreendedores que movimentam mais de 900 milhões de reais. Eles representam uma força importante da nossa economia. Nunca antes na historia dessa cidade houve tanta cooperação, a exemplo desta com o Sebrae, para melhorar as condições dos nossos microempreendedores individuais”, destacou. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello, também falou durante a cerimônia, ressaltando que o evento representa uma oportunidade estratégica para o crescimento dos pequenos negócios em Palmas. “Essa iniciativa em parceria com o Sebrae, tem o intuito de facilitar e viabilizar a desburocratização para os empreendimentos, além de proporcionar segurança jurídica, e atrair investimentos para nossa capital. Nesses três dias de Feirão do MEI, esperamos que passe por aqui cerca de cinco mil pessoas, estamos prontos para ofertar capacitações, orientações e segurança jurídica para quem formalizar e regularizar seu empreendimento”. O diretor técnico do Sebrae Tocantins, Rogério Ramos, reforçou o papel da instituição no suporte ao empreendedorismo local e na oferta de soluções práticas para os desafios enfrentados pelos MEIs, e comemorou a parceria com a Prefeitura de Palmas. Também participaram da abertura do evento, a diretora financeira da Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmas (CDL), Aleni Coelho, o delegado da Diretoria da Receita da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Moisés José de Barros, o vereador Valdson da Agesp, dentre outros gestores municipais. Parceiros Alguns parceiros participam do evento com estandes junto à estrutura montada para os atendimentos, como a Procuradoria da Fazenda Nacional no Tocantins; CDL/SPC/Serasa; Associação dos Jovens Empresários e Empreendedores do Tocantins (Ajee); Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz); Banco do Povo; Fundação do Meio Ambiente (FMA) e Vigilância Sanitária.
Porfírio (centro) o camponês que enfrentou o poder
Neste episódio de Relatos – A Estação da História, contamos a trajetória de José Porfírio de Souza, líder camponês e deputado estadual em Goiás, que se tornou símbolo da resistência à ditadura militar brasileira. Nascido no interior, com pouca instrução formal, Porfírio desafiou grileiros, coronéis e o regime autoritário. Após ser cassado em 1964, protagonizou uma fuga épica pelos rios Canabrava e Tocantins. Preso em 1972, foi libertado por habeas corpus e, em 1973, desapareceu misteriosamente. Seu nome entrou para a lista de assassinados por ação de agentes do Estado brasileiros duas décadas depois. p/ Djalba Lima Com pouca instrução, mas uma coragem que nenhum diploma assegura, ele enfrentou coronéis, jagunços e forças militares. José Porfírio de Souza era um homem da terra, do povo, da fala direta – camponês semiletrado que se fez líder, símbolo e ameaça aos donos do poder. Do cerrado goiano ao plenário da Assembleia Legislativa, sua trajetória foi uma marcha de resistência. Mas um dia ele desapareceu. Sem explicação. Sem corpo. Sem justiça. Neste episódio de Relatos – A Estação da História, seguimos os rastros desse homem que ousou sonhar alto com os pés no chão. Samara – A trajetória de Porfírio, nascido em 1912 em Pedro Afonso (Goiás – hoje municipio do estado do Tocantins. Zé Porfírio morou também em Trombas – norte de Goiás) reflete múltiplos elementos de nossa história – como a grilagem de terras; a cumplicidade de autoridades públicas com os grileiros; o desamparo do homem do campo; sua luta para garantir o direito de produzir e alimentar sua família; e, finalmente, a ação do Estado para criminalizar a resistência. Djalba – E sabe o que é mais impressionante? A história de Porfírio já começou com tragédia – sua primeira esposa, Rosa Amélia, com quem teve seis filhos, morreu de infarto depois de ver policiais e jagunços, contratados por grileiros de terras, invadirem e incendiarem sua casa. Samara – Que terrível! E mesmo assim ele continuou lutando, não é? Casou-se novamente, com Dorina, e teve mais 12 filhos. Djalba – Sim, a luta de Porfírio continuou como líder da Revolta de Trombas e Formoso, na década de 1950. O arsenal era improvisado e precário: velhas espingardas, revólveres, foices e facões foram usados nos confrontos. Mas os posseiros tinham vantagens: bom conhecimento da região e habilidade de se camuflar nas matas e nas serras, emboscando os jagunços e soldados. E mais: lutavam por uma causa – a sua terra. Não foi um movimento pacífico: a guerrilha de Porfírio reprimiu com violência todas as tentativas de reintegração de posse em favor dos grileiros. Esse movimento culminou com algo EXTRAORDINÁRIO para a época: a regularização das terras, com o cancelamento dos títulos que haviam sido dados aos grileiros, e a concessão de 20 mil títulos de propriedade aos posseiros. O desfecho favorável aos ocupantes da terra aconteceu em 1962, na gestão do então governador de Goiás, Mauro Borges. Samara – No ambiente polarizado da década de 1960, a ação de Porfírio certamente teve muita repercussão, não foi? Djalba – Sem dúvida. No livro Trombas – A guerrilha de Zé Porfírio, o jornalista Sebastião de Barros Abreu conta que, em Goiânia, as esquerdas estavam em estado de graça. Encaravam aquele grupo de camponeses armados como embrião de um exército de libertação nacional. Segundo Abreu, a juventude estudantil, na Faculdade de Direito da Rua 20 e no Liceu, se empolgava com as notícias vindas do norte e promovia discussões infindáveis de táticas e estratégias, que prosseguiam noite adentro nos bares da cidade. Houve até noivo que acabou com o compromisso para se alistar como voluntário nas forças de Porfírio. Samara – E nesse clima Porfírio fez história ao se tornar o primeiro deputado camponês do Brasil, correto? Djalba – Sim, mas, aí veio o golpe de 1964 e tudo mudou. Com o mandato cassado e os direitos políticos suspensos, Porfírio precisou fugir. E aí começa uma história que parece roteiro de filme. Samara – Ah, você está falando da fuga pelos rios… Djalba – Exatamente! José Porfírio, que havia retornado a Trombas, e alguns companheiros da época dos conflitos atravessaram o rio Canabrava a nado, chegaram ao rio Tocantins, pegaram uma canoa e navegaram por quase mil quilômetros até Carolina, no Maranhão. Viajavam à noite para não serem localizados por patrulhas policiais. Homem honesto, Porfírio pediu ao irmão, João Porfírio, que descobrisse quem era o dono da canoa e pagasse os custos. Samara – E pensar que, mesmo depois dessa fuga impressionante, a perseguição não parou. A família dele sofreu consequências terríveis. Djalba – Um dos casos mais brutais ocorreu em 1964 com filho Durvalino de Souza que, com apenas 17 anos, foi preso e barbaramente torturado para contar o paradeiro do pai. As sessões de tortura o deixaram louco. Internado no hospital psiquiátrico Adauto Botelho, de Goiânia, Durvalino desapareceu. Outro filho de Porfírio, Manoel, pegou sete anos de prisão por militância política. Samara – Os amigos de Porfírio também foram pressionados? Djalba – Na verdade, houve um cerco a quem pudesse dar pistas de Porfírio. Dirce Machado da Silva, camponesa que lutou com ele em Trombas, foi uma dessas pessoas que sofreram pressões e agressões. Questionada pelos policiais sobre o paradeiro do líder, ela respondeu: “Não digo porque não sei. E se soubesse também não diria”. Em seguida, os policiais começaram a xingá-la, e Dirce, revoltada com o tratamento, deu um tapa em um deles. “Então, ele me deu um ‘telefone’ e eu desmaiei. Acordei toda molhada de cachaça e de vômito”, contou Dirce em depoimento à Comissão Nacional da Verdade. Samara – E como foi que finalmente conseguiram capturar o próprio Porfírio? Djalba – Em 22 de fevereiro de 1972, quase oito anos após sua cassação, Porfírio foi preso numa operação da Polícia Militar de Goiás em Riachão, no Maranhão. De calção e descalço, ele foi levado para o Pelotão de Investigações Criminais, o temido PIC, em Brasília. Mas aí a história fica ainda mais sombria. Samara – Por que mesmo depois de conseguir um habeas corpus e ser solto, ele simplesmente… sumiu? Djalba – Exatamente. A pena imposta a Porfírio pela militância
Polícias cumprem 50 mandados contra suspeitos de transportar drogas em aviões
Foto: Divulgação/FICCO-TO Mandados foram cumpridos em seis estados por equipes das Polícias Federal, Civil, Militar e Penal Uma ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Tocantins (FICCO/TO) cumpre 35 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão temporária nesta quinta-feira (29/5). O alvo da Operação Serras Gerais é um grupo criminoso suspeito de transportar grandes remessas de drogas em transportes aéreos. A operação aconteceu simultaneamente em seis estados e mobilizou cerca de 200 policiais. O objetivo da ação é desarticular o núcleo financeiro e logístico da organização. Os mandados foram cumpridos em: Tocantins: Palmas, Almas, Dianópolis, Formoso do AraguaiaGoiás: Goiânia, Aparecida de Goiânia, GoianiraBahia: Luís Eduardo MagalhãesSão Paulo: São Paulo, ItuMaranhão: Imperatriz, Davinópolis, João LisboaPará: Xinguara, Itaituba As investigações, iniciadas em 2024, revelaram que duas grandes facções criminosas movimentaram cerca de R$ 70 milhões em apenas oito meses. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e o g1 não conseguiu contato com as defesas até a última atualização desta reportagem. Conforme a polícia, o grupo utilizava empresas reais e de fachada, incluindo construtoras, para ocultar a origem ilícita dos recursos. A suspeita é de que os criminosos utilizam rotas da região das Serras Gerais, divisa com Bahia e Goiás para transportar os entorpecentes. A investigação identificou que uma instituição financeira recebeu valores milionários de empresas ligadas a uma facção criminosa de Goiás com atuação no Tocantins. A mesma instituição já havia sido apontada pela Polícia Civil de São Paulo como um “banco paralelo” utilizado por facção atuante naquele estado para lavagem de dinheiro, durante uma operação deflagrada em agosto de 2024. Além dos mandados, foram executadas medidas cautelares de sequestro e bloqueio de bens e valores contra 35 pessoas físicas e jurídicas, totalizando R$ 64.289.476,00. Entre os bens apreendidos estão fazendas na região das Serras Gerais (TO), utilizadas como base logística para o tráfico, além de caminhões, carretas, veículos de luxo, aeronaves e embarcações. A FICCO é composta por agentes da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal do Tocantins e tem o objetivo de combater o crime organizado.
Caiado apresenta avanços de Goiás durante Congresso Ambiental em São Paulo
Fotos: Junior Guimarães Governador defende que debate ambiental considere também os aspectos econômicos e sociais: “Não dá para fatiar”- disse Caiado O governador Ronaldo Caiado defendeu, nesta quinta-feira (29/5), que as questões ambientais sejam tratadas de forma integrada, considerando também os aspectos econômico e social. “Não dá para fatiar. É um tema que precisa ser discutido na totalidade de uma estrutura, considerando as visões ambiental, econômica e social. Não tem como engessar”, afirmou, durante a abertura da 8ª edição do Congresso Ambiental (Cambi), no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Caiado apresentou os principais avanços de Goiás na área ambiental, com destaque para a liderança nacional na redução do desmatamento em 2024. Segundo dados da rede MapBiomas, houve queda de 71,9% na supressão de vegetação nativa no estado em relação ao ano anterior. “Temos trabalhado em parceria com entidades”, afirmou o governador, ao mencionar o pacto pelo desmatamento ilegal zero até o fim da década, firmado com o setor produtivo. Lançada em setembro de 2023, a iniciativa une ações de conscientização, fiscalização e investimento em tecnologia. Outro destaque foi o Sistema Ipê de Licenciamento Ambiental, lançado em 2020, que reduziu o tempo médio de análise de processos de três anos para 45 dias, tornando Goiás referência nacional na área. “É possível conviver com o meio ambiente [promovendo o crescimento]. Como o empresário vai investir em Goiás se uma licença demora anos?”, questionou Caiado. “Por isso implantamos o Sistema Ipê, que digitalizou e simplificou todo o processo”, completou. Reconhecimento Na abertura do evento, a presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Mauren Lazzaretti, afirmou que o meio ambiente não é obstáculo ao desenvolvimento, mas sim sua base. “O futuro econômico do Brasil está diretamente ligado à gestão responsável dos nossos recursos naturais: energia limpa, uso racional da água, economia de baixo carbono. Tudo isso compõe uma nova lógica que gera emprego, inovação e justiça social”, destacou. Ela também ressaltou a importância ambiental e produtiva de estados como Goiás e Mato Grosso. “Governadores Ronaldo Caiado e Mauro Mendes, vocês representam estados que colocam a pauta ambiental como estratégica para garantir o desenvolvimento econômico, social e sustentável”, afirmou. Já o governador de Mato Grosso Mauro Mendes, defendeu o papel do Brasil na preservação de seus recursos naturais e na contribuição para a segurança alimentar mundial, por meio do agronegócio. “Precisamos preservar, sim, mas também utilizar, com inteligência e responsabilidade, nossos recursos naturais para produzir de forma sustentável”, pontuou. Com programação que inclui painéis temáticos, debates, palestras e apresentação de cases de sucesso, o 8º Cambi segue até sexta-feira (30/5), reunindo cerca de 3 mil participantes de todo o país, entre governadores, secretários, especialistas, representantes de empresas e lideranças ambientais. O tema central desta edição é “O papel do setor público”, com foco nas transformações trazidas por legislações como a nova Lei do Mercado de Carbono, a reformulação do setor elétrico e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021).
Reconhecimento internacional: Goiás é oficialmente zona livre de febre aftosa sem vacinação
Fotos: Agrodefesa Conquista anunciada nesta quinta-feira (29/5) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), marca um novo capítulo na pecuária goiana e abre portas para mercados internacionais de alto valor A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu oficialmente que, a partir de agora, o Brasil é zona livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (29/5), durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia dos Delegados Nacionais, em Paris, na França. Entre os estados brasileiros que contribuíram decisivamente para essa conquista, Goiás se destaca pela excelência em vigilância sanitária e pela robustez de seu sistema de defesa agropecuária, reforçando sua posição de liderança no setor. Ao comemorar a conquista, o governador Ronaldo Caiado ressalta o trabalho de parceria entre Governo do Estado, entidades do setor e pecuaristas para alcançar o resultado positivo. “É um momento histórico para Goiás. Já tínhamos o reconhecimento nacional, mas esse reconhecimento internacional agora coloca a produção goiana em outro nível de excelência. É Goiás mais uma vez na linha de frente. Vamos manter o forte trabalho de orientação e fiscalização para manter o status e aprimorar cada vez mais nossa produção”, afirma ele. De acordo com o presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Ricardo Caixeta Ramos, que acompanhou o anúncio do Brasil, a certificação consolida o trabalho técnico e estratégico realizado ao longo dos últimos anos no estado e insere Goiás no seleto grupo de regiões aptas a exportar produtos de origem animal para os mercados mais exigentes do mundo, como Japão e União Europeia. “Esse marco reforça nosso compromisso com a sanidade animal e representa um salto de competitividade para toda a cadeia produtiva goiana. É motivo de orgulho para todos que ajudaram a construir essa conquista histórica”. Uma comitiva goiana, composta por representantes da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), está na capital francesa e acompanhou todo o evento. Esforço contínuoO diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, que é um dos participantes da Assembleia, afirma que o novo status é resultado de um esforço técnico contínuo e de uma política pública sólida. “Goiás demonstrou que é possível proteger o rebanho com vigilância eficiente, sem depender da vacinação. Esse reconhecimento é um divisor de águas. Agora, mais do que nunca, nosso desafio é manter esse padrão de excelência e ampliar as oportunidades comerciais que se abrem a partir de agora”. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Pedro Leonardo Rezende, também comemorou o anúncio diretamente de Paris. “A conquista do status de livre de febre aftosa sem vacinação representa um novo patamar para a pecuária goiana. É fruto de um trabalho técnico, integrado e comprometido com a sanidade animal, que fortalece a confiança nos nossos produtos e abre portas para novos mercados internacionais. Goiás mostra, mais uma vez, que está preparado para competir com excelência e responsabilidade no cenário global.” Trabalho de referênciaA gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, que integra a comitiva goiana, destaca que essa conquista não ocorreu por acaso. “Goiás já havia sido reconhecido há mais de um ano, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como estado livre da febre aftosa sem vacinação. Desde a última campanha de imunização, em 2022, mantivemos uma vigilância constante, com equipes capacitadas, estrutura moderna e ações contínuas de monitoramento”, explica. A coordenadora da Unidade Regional Rio Itiquira, Patrícia Silva, está também em Paris representando os servidores da Agência que atuaram no campo, por meio do trabalho de educação sanitária, vigilância e monitoramento, para que Goiás conquistasse o novo status sanitário. “Trabalhamos lado a lado com os produtores rurais, orientando, escutando e construindo confiança no processo. Isso foi fundamental para a adesão ao novo modelo. As equipes da Agrodefesa atuaram com excelência em cada etapa — da vigilância à comunicação”, informa.
Com ajuda do WhatsApp, Hugol transforma experiência do doador de sangue
Foto: Divulgação/Hugol Em períodos de baixa nos estoques, hospital faz chamado via mensagem de aplicativo; unidade realiza cerca de 929 transfusões por mês O Banco de Sangue do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) está transformando a experiência dos doadores de sangue por meio do uso da tecnologia. Em momentos de baixa no estoque, eles são convidados por mensagens personalizadas no WhatsApp, o que tem auxiliado a unidade a manter uma reserva em quantidade segura para os pacientes. A estratégia, chamada “Experiência do Doador”, foi desenvolvida pela equipe de Tecnologia da Informação da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), responsável pela gestão do Hugol. Além dos convites, toda a jornada do doador é acompanhada via mensagens no aplicativo, desde o cadastro na recepção da unidade até a utilização do sangue doado. “O momento mais comovente acontece quando o doador recebe uma mensagem informando que seu sangue foi utilizado em uma transfusão. Essa atualização transforma a experiência de doar, deixando de ser apenas um ato nobre e tornando-se uma conexão real com a vida que ele ajudou a salvar”, conta o gerente médico do Banco de Sangue do Hugol, Dr. Adriano Arantes. Para se ter uma ideia, o Banco de Sangue do Hugol recebe uma média de 760 doadores por mês e realiza cerca de 929 transfusões mensais em pacientes da unidade. Como funciona? Ao realizar o cadastro no Banco de Sangue do Hugol para efetuar a doação, o doador fornece o telefone de contato e autoriza o envio de mensagens via WhatsApp. A partir desse cadastro, em menos de dois minutos e de forma automática, o chatbot desenvolvido pela equipe de Tecnologia da Informação entra em ação e dispara a primeira mensagem. Neste momento, o doador é acolhido com uma mensagem de boas-vindas, um vídeo que apresenta um pouco mais sobre a instituição e informações básicas sobre a doação. Após a coleta, é enviada outra mensagem com os cuidados pós-doação e um agradecimento pela solidariedade, contendo também o link da pesquisa de satisfação. Em 72 horas, o doador é informado sobre a liberação dos resultados dos exames realizados em seu sangue ou sobre a necessidade de agendamento para orientações médicas. “Essa comunicação constante faz com que o doador sinta que sua contribuição é valorizada, gerando um sentimento de pertencimento e compromisso”, explica Adriano. Além disso, o chatbot envia mensagens carinhosas e personalizadas de aniversário, alertas sobre o período ideal para uma nova doação, mudança de categoria da carteira do doador, liberação após período de inaptidão, entre outras. “Cada mensagem enviada é um lembrete de que pequenas ações têm grandes repercussões”, finaliza o gerente.
Aleto promove aula inaugural de Curso Formação para novos policiais legislativos
“Vocês hoje fazem parte de uma força de segurança junto com os demais setores de segurança do Estado”, disse Amélio Cayres A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) deu início quarta-feira (28/5) ao Curso de Formação de Policiais Legislativos, voltados para quatro novos servidores do quadro de Policial LegislativoII, aprovados no último concurso da Instituição. A aula inaugural com palestra do secretário da Segurança Pública do Tocantins, Bruno Sousa, contou com a participação de diversos órgãos do Legislativo. Ao recepcionar e parabenizar aos novos policiais, o diretor geral da Assembleia Legislativa, Irisfran de Sousa Pereira, que representou o presidente da Aleto, deputado Amélio Cayres (Republicanos), disse que apresença no evento da cúpula das forças de segurança do Estado, serviria para os cursistas compreenderem a dimensão do cargo que estavam assumindo. “Vocês hoje fazem parte de uma força de segurança junto com os demais setores de segurança do Estado. Vocês vão proteger as 24 pessoas quecuidam de todo o Tocantins, que aprovam ou desaprovam as leis, que agradam ou desagradam. De alguma forma, vocês estarão presentes em todos os momentos da Casa, perto de todas as decisões importantes deste Estado. Em todos lugares que vocês estiverem, sejam sempre policiais legislativos”, enfatizou. PalestranteO secretário de Segurança Pública do Tocantins, Bruno Sousa, destacou que a polícia legislativa tem uma importância fundamental, não apenas de proteção e preservação institucional, mas em última análise, napreservação da própria democracia, porque consegue atuar na proteção da independência do órgão legislativo, principalmente em votações que visam o interesse democrático. Ainda durante o evento, Bruno Sousa e Irisfran de Sousa Pereira assinaram termo de cooperação entre a Assembleia Legislativa e aSecretaria de Segurança Pública para confecção de carteiras funcionais dos deputados e servidores do Legislativo Estadual. PresençasA aula inaugural do Curso de Formação dos novos policias legislativos foi prestigiada pelo procurador-Geral da Aleto, Alcir Raineri; subprocuradora-Geral, Dorema Costa; diretor da Diretor da PolíciaLegislativa da Aleto, Charles Antônio; assessor da Policia Militar da Aleto, coronel Wesley Borges Costa; coordenadora administrativa da Escola do Legislativo, Alsirene Feitosa; e major da PM-TO Diorge Gomes,dentre outros servidores.
Elon Musk rompe com Trump
“Me decepcionou ver um projeto tão volumoso que, em vez de reduzir o déficit, o aumenta. Isso mina tudo que tentamos construir com o DOGE”, disse o Bilionário. O bilionário Elon Musk anunciou nesta quarta-feira (28) oficialmente sua saída do governo dos Estados Unidos após divergências públicas com o presidente Donald Trump sobre o novo pacote fiscal aprovado pela Câmara. Musk, que ocupava um cargo informal como “funcionário especial” à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), usou sua conta na rede X para confirmar que sua participação chegou ao fim. Segundo ele, a decisão foi motivada pela frustração com os rumos fiscais da atual administração. “A missão do DOGE vai continuar e se fortalecer com o tempo”, afirmou Musk, encerrando sua fala com agradecimentos a Trump pela oportunidade de “cortar gastos desnecessários”. Críticas ao plano trilionário de TrumpA ruptura foi catalisada por um projeto de lei apelidado por Trump de “one big beautiful bill”, que amplia cortes de impostos iniciados em 2017, aumenta gastos com defesa e fronteiras, e impõe novas exigências para o acesso a benefícios sociais como o Medicaid. A proposta, segundo a estimativa da CBO (Congressional Budget Office), deve adicionar US$ 3,8 trilhões à dívida pública até 2034. Em entrevista à CBS, Musk foi direto: “Me decepcionou ver um projeto tão volumoso que, em vez de reduzir o déficit, o aumenta. Isso mina tudo que tentamos construir com o DOGE.” O pacote também revoga incentivos fiscais para energias limpas, medida que afeta diretamente o setor de veículos elétricos. A proposta foi aprovada na Câmara por margem mínima e agora segue para o Senado. Embora o DOGE tenha sido criado com a promessa de cortar a gordura da máquina pública, suas ações geraram controvérsias desde o início. A comissão liderada por Musk foi responsável por demissões em massa e cortes em áreas sensíveis, como a assistência internacional. Algumas iniciativas foram revertidas por decisões judiciais ou enfrentaram oposição direta de membros do próprio governo Trump. O Pentágono, por exemplo, suspendeu medidas implementadas por Musk, incluindo questionários semanais enviados a funcionários públicos para rastrear produtividade. Apesar das alegações de que o DOGE já teria economizado US$ 175 bilhões ao governo, esse valor ainda está longe da meta inicial de US$ 1 trilhão que Musk havia prometido. Saída marcada por desgaste político e queda no prestígioMesmo sem integrar oficialmente o gabinete, Musk era uma das figuras mais próximas de Trump na nova gestão. Sua saída marca a primeira baixa de peso no círculo de confiança do presidente em seu segundo mandato. O timing também coincide com a pior crise financeira recente da Tesla, que registrou uma queda de 71% nos lucros e forçou Musk a anunciar, em abril, que reduziria seu envolvimento com o governo. A deterioração de sua imagem pública se acentuou com episódios como seu apoio ao partido ultranacionalista AfD na Alemanha e a participação polêmica em reuniões da Casa Branca usando bonés duplos e levando o filho ao gabinete. Contradições e legado em xequeA trajetória de Musk no governo Trump expôs uma contradição difícil de ignorar: o mesmo empresário que se projetou como ícone da inovação verde terminou associado a uma administração que nega as mudanças climáticas e reverte políticas ambientais. A tentativa de conter o impacto disso incluiu ações como colocar Trump ao volante de um Tesla em evento público, mas os danos à imagem da empresa já estavam feitos. Apesar das bravatas iniciais, como posar com uma motosserra recebida de Javier Milei e prometer uma reforma radical no funcionalismo, a passagem de Musk por Washington terminou com um tuíte discreto e uma aparente mágoa. Agora, com a proposta fiscal avançando no Congresso e a popularidade de Musk em queda tanto no meio corporativo quanto político, resta saber se o DOGE terá vida longa sem seu criador ou se será apenas mais um experimento de curto prazo na era Trump.
Andréia Sadi é detonada por culpar Lula por ataques contra ministra
A jornalista decidiu cobrar o presidente Lula durante edição ao vivo do ‘Estúdio I’ Nesta terça-feira (27/5), a apresentadora Andréia Sadi opinou durante o ‘Estúdio I’, da GloboNews, sobre os ataques sofridos por Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e parlamentares durante uma reunião do Senado, onde acabou criticando o presidente Lula pela situação. Ao longo da sessão, Marcos Rogério (PL-RO) ironizou queixas da ministra e a impediu de falar. Marina disse que ele gostaria que ela “fosse uma mulher submissa” e afirmou não ser. Marcos Rogério então disparou: “Me respeite, se ponha no teu lugar”. A declaração provocou tumulto e outros senadores de direita e extrema-direita passaram a criticar a ministra. Ao comentar o conflito, Sadi cobrou uma posição de Lula e em tom de indignação disse que a ‘tropa de choque’ do governo não defendeu a ministra. No entanto, o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), estava na sessão e fez um protesto em favor da ministra, assim como fizeram outras parlamentares. Nas redes sociais, nos perfis da TV Globo, Sadi passou a ser duramente criticada: “Mano, como pode uma coisa dessas? As feministas de ocasião ao invés de se indignarem com o senador que atacou covardemente a Ministra Marina, cobram posicionamento do Lula. Ou seja, fazem um malabarismo pra meter o Lula no meio. Tá ridículo isso!”, escreveu um internauta. Outro comentou o ataque contra Marina e detonou a postura dos jornalistas da GloboNews que criticaram posicionamento da primeira-dama Janja em reunião na China: “Que moral tem a Monalisa da Faria Lima, até sexta-feira passada estavam achincalhando a Janja. Vocês fingem essa indignação seletiva pois ficou feio o que fizeram com a primeira dama”, disparou. Internauta também relembrou comentário de Merval Pereira, também no ‘Estúdio I’, que afirmou que Dilma só chegou ao poder por ter sido “mulher” de Lula: “A indignação e feminismo da Sadi é bem seletivo! Atacar Janja ou o Merval falar absurdos de Dilma pode e está tudo bem né? Tá feio demais!”, foram alguns comentários.














