Com redução da informalidade e do desemprego, Goiás também superou a média nacional na taxa de desemprego, aponta IBGE Goiás alcançou uma taxa de desemprego de 4,8%, a menor em 11 anos, após reduzir 0,3% no quarto trimestre de 2024, no número de pessoas desocupadas em relação ao trimestre anterior. O resultado coloca Goiás acima dos padrões observados em economias avançadas pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja taxa de desemprego é de 4,9%. No panorama nacional, onde a taxa de desemprego foi de 6,2%, o estado apresentou um índice 1,4 ponto percentual (p.p.) menor. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisada pelo Instituto Mauro Borges (IMB). A pesquisa aponta o setor de serviços como o maior influenciador para o crescimento de emprego no estado, com um aumento de 4,4% na comparação com o mesmo período de 2023 e de 1,4% em relação ao trimestre anterior. A taxa de informalidade também apresentou redução, com queda de 2,9% em relação ao trimestre anterior e de 4,8% na comparação com o mesmo período de 2023. Em contrapartida, o cenário nacional registrou aumentos de 0,2% e 1,3% nos mesmos indicadores. Ainda, conforme apurado pelo IMB, foi observado que o número de pessoas ocupadas em Goiás se manteve estável, com a marca de 3,9 milhões de goianos empregados. “Goiás está crescendo e, mais uma vez, o estado apresentou excelentes resultados, superando a média nacional e até mesmo padrões observados na OCDE. Os dados evidenciam que as políticas públicas implementadas pela gestão, para capacitação e direcionamento dos goianos para melhores oportunidades de emprego, têm demonstrado eficácia”, destaca o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima. A PNADc também destaca o crescimento de renda média do trabalhador goiano, que atingiu o valor de R$ 3.347, com um incremento de 3,4% em relação ao trimestre anterior e de 4,3% na comparação contra o mesmo mês de 2023. O desempenho também superou a média da renda nacional, que foi de R$ 3.315.
Desemprego em Goiás atinge menor taxa em 11 anos e supera padrões da OCDE
Pesquisa Atlas: Brasileiros rejeitam mudança na Ficha Limpa e se dividem sobre anistia a golpistas
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-presidente Bolsonaro disse que quer “acabar” com a Lei da Ficha Limpa Pesquisa AtlasIntel divulgada neste domingo, 16, mostra que a população rejeita de forma expressiva mudanças na Lei da Ficha Limpa e se divide sobre a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Os dois temas são centrais na agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional. Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados são contra a redução do prazo de inelegibilidade para políticos enquadrados na Lei da Ficha Limpa, enquanto apenas 14% apoiam a medida. Já a anistia aos envolvidos nos ataques golpistas às sedes do Três Poderes em Brasília divide opiniões: 51% são a favor e 49% contra, empate técnico na margem de erro. A pesquisa, realizada para o programa GPS CNN, contou com respostas de 817 pessoas recrutadas de forma aleatória na internet entre os dias 11 e 13 de fevereiro. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os maiores apoiadores da anistia aos golpistas são os eleitores que votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022 (99%) e os que se declaram evangélicos (93%). Por outro lado, a maior oposição ao projeto vem dos que votaram em Lula, com 96% contrários à medida. Os eleitores de Bolsonaro mostram maior tolerância à flexibilização da Ficha Limpa. Entre os que votaram nele no segundo turno da última eleição presidencial, 58% são contra a mudança, mas 34% apoiam a mudança na lei. Já entre os eleitores de Lula, o posicionamento é absoluto: 100% rejeitam a proposta. Inelegível até 2030 por duas condenações do TSE, Bolsonaro agora defende o fim da Lei da Ficha Limpa como caminho para voltar à disputa presidencial em 2026. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-presidente disse que quer “acabar” com a Lei da Ficha Limpa.
RJ: “Resposta será dura”, diz governador após ataque à delegacia
O atentado aconteceu na noite do último sábado (15/2), após a unidade prender um dos chefes do tráfico da comunidade ‘Vai Quem Quer’ O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (foto) afirmou neste domingo (16/2), que o ataque à delegacia em Duque de Caxias “não vai ficar por isso mesmo”, e que “a resposta será dura e na mesma proporção”. O ataque aconteceu na noite do último sábado (15/2), após a unidade prender Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, um dos chefes do tráfico da comunidade Vai Quem Quer, e o comparsa Wesley de Souza. Claudio Castro classificou a ação como terrorista e também criticou a saída temporária de criminosos presos, motivo que libertou um dos envolvidos na invasão à delegacia no dia 18 de outubro de 2019. “Ganhou de presente uma saidinha e nunca mais voltou. O governador teceu críticas e disparou: “E já vou avisando à turminha dos “direitos humanos”, não encham o meu saco”, concluiu. O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, também afirmou que dará uma resposta à altura. “Esse ataque foi a toda segurança pública do Rio de Janeiro. Essa ação não vai ficar impune. Toda a segurança pública vai se empenhar diariamente até que todos os responsáveis sejam capturados. A resposta será dada a altura”, prometeu Curi. Sobre o caso Criminosos fortemente armados metralharam a delegacia de Campos Elísios (60ªDP), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite do último sábado (15/2). Eles estavam tentando resgatar Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, um dos chefes do tráfico da comunidade Vai Quem Quer, que tinha sido preso junto com Wesley de Souza do Espírito Santo. “No início da noite, sob o comando de Joab da Conceição Silva, uma das lideranças da facção, dezenas de narcoterroristas entraram na delegacia na tentativa de resgatar os comparsas, que já haviam sido transferidos para a sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), na Cidade da Polícia. Houve intensa troca de tiros entre os policiais e os criminosos”, diz a Polícia Civil. Dois policiais ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital Adão Pereira Nunes. Ambos já receberam alta médica. A Polícia Civil informa que está solicitando a transferência dos dois presos para presídio federal. “Neste momento, a Polícia Civil realiza operação nas comunidades Vai Quem Quer, Rua 7, Santa Lúcia e Rodrigues Alves, em Duque de Caxias, para localizar e capturar os envolvidos no ataque, sem prejuízo de outras ações a qualquer hora e em qualquer lugar”, diz a corporação.
Saiba quanto a comitiva de Janja gastou em viagem para Roma
Após quatro dias em Roma, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja (foto) publicou em seu perfil no Instagram Após quatro dias em Roma, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, publicou em seu perfil no Instagram a quinta-feira (13/2) um relato das agendas que participou em viagem à capital da Itália e contou estar retornando ao Brasil. Como mostrou o Estadão, os gastos preliminares com a comitiva que acompanha a primeira-dama são de ao menos, R$ 140 mil até agora. O valor ainda não inclui as diárias pagas a Janja nem os gastos com passagens de dez dos 12 membros do grupo. Janja, que não possui cargo formal no governo, viajou na comitiva oficial brasileira a convite do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, para participar de compromissos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A entidade internacional foi lançada pelo Brasil durante a reunião do G20 no Rio de Janeiro, em 2024. Agora, o grupo se reuniu para eleger seu primeiro presidente, cargo pleiteado pelo Brasil e que ficou com Dias, em eleição realizada terça-feira (11/2). No dia seguinte, a primeira-dama encontrou o Papa Francisco, em uma conversa que afirmou ter sido reservada, afirmando apenas que o pontífice perguntou muito sobre a recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que realizou cirurgia na cabeça para drenar um hematoma, em dezembro do ano passado. “Agora é nosso momento de orar muito pela saúde do Papa.” Com bronquite desde o início de fevereiro, o líder da igreja católica voltou a ser internado nesta sexta-feira (14/2). Janja também disse ter conversado com o Papa sobre a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Após o encontro, ela discursou na cerimônia do Conselho de Governança do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) nesta quarta-feira (12) e se disse “muito honrada” com o convite. No discurso, a primeira-dama ressaltou que a desigualdade no acesso a alimentos e a insumos para a produção agrícola se aprofunda com o agravamento das mudanças climáticas e a expansão de conflitos armados ao redor do mundo. A declaração da primeira-dama ocorre uma semana depois de uma afirmação do marido sobre o mesmo tema repercutir mal no Brasil. Lula sugeriu que a população deixe de comprar produtos que estejam muito caros, como estratégia frente à alta da inflação sobre o preço da comida. Segundo relatou nesta quinta-feira, antes de retornar ao Brasil, Janja esteve ainda na Embaixada brasileira em Roma, onde se reuniu com um grupo de mulheres brasileiras imigrantes. A primeira-dama afirmou ter ouvido as principais dificuldades delas, suas necessidades e que vai “conversar com o ministro Mauro Vieira, de Relações Exteriores, para ver se consegue atender a algumas dessas demandas”. Na sexta-feira (14/2) não há compromissos previstos na agenda de Janja, que passou a divulgar seus compromissos nas redes sociais após sofrer críticas por não os divulgar. Como mostrou o Estadão, o “gabinete informal” gerido pela primeira-dama tem pelo menos 12 integrantes, e já gastou ao menos R$ 1,2 milhão em viagens desde o começo do terceiro mandato de Lula.
Anitta responde vereador que tentou cancelar seu show
Guilherme Kilter apresentou moção contra performance da artista em Curitiba (PR). Anitta se pronunciou após o vereador Guilherme Kilter (Novo), tentar barrar a apresentação da cantora em Curitiba, no último sábado (15/2). Durante uma coletiva de imprensa momentos antes de subir ao palco, a artista repudiou os ataques do político. “Só acho que, na política, há muitas coisas sérias a serem resolvidas, muitos problemas importantes para cuidar. Perder tempo com uma coisa dessas é jogar o voto do cidadão no lixo, né?, iniciou ela. “Em vez de se preocupar com algo que a população realmente precisa, fica aí se preocupando com uma bobagem dessas. Ninguém é obrigado a reconhecer nada meu, mas, na política, é muito importante usar bem o tempo de trabalho. Essa é a minha opinião”, se defendeu. Na última semana semana, Guilherme Kilter (Novo) apresentou uma moção de repúdio à cantora, sob a alegação de que Anitta promove uma “banalização da família tradicional e das relações sociais”. Além disso, ele classificou o show dela como “uma exploração excessiva da sexualidade”.
Indígena é encontrado morto após desaparecer em rio na Ilha do Bananal
Caso aconteceu na Aldeia Fontoura, que fica na divisa entre Tocantins e Mato Grosso. Vítima é Kalari Karajá, que nadava no Rio Araguaia quando sumiu O corpo do jovem atleta Kalari Karajá de 25 anos foi encontrado, neste domingo (16/2), no Rio Araguaia, na Ilha do Bananal, no Tocantins. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ele foi visto pelo última vez no sábado (15/2) quando estava nadando no rio na Aldeia Fontoura, em São Félix do Tocantins, na região leste do estado. O corpo dele foi encontrado durante buscas realizadas por indígenas. Os bombeiros foram chamados e devem chegar no local na tarde deste domingo. A unidade do Corpo de Bombeiros Militar mais próxima fica a 510 km de distância da aldeia, conforme a Funai. O jovem desapareceu na tarde deste sábado (15/2), quando nadava no rio. Ele teria entrado na água e depois não foi mais visto, informou a Funai. Kalari é lutador desde os 12 anos e havia conquistado diversos campeonatos de Ijesu, luta corporal tradicional do povo Karajá.
Pesquisa Datafolha aponta relação de Lula com evangélicos vai de mal a pior
Desaprovação do presidente Lula cresce entre religiosos e oposição aposta em críticas econômicas para ampliar desgaste A relação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o segmento evangélico tem se tornado cada vez mais desafiadora. Segundo levantamento realizado pelo Instituto Datafolha nos dias 10 e 11 de fevereiro, 48% dos evangélicos classificam a administração petista como ruim ou péssima. Entre os católicos, essa rejeição é menor, atingindo 36%. A pesquisa, feita com 2.007 entrevistados em 113 municípios, apontou que a insatisfação geral da população com o governo é de 41%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais no geral, variando para 3 pontos entre católicos e 6 pontos entre evangélicos. Atualmente, apenas 20% dos evangélicos avaliam a gestão Lula como boa ou ótima, enquanto 28% consideram o desempenho regular. Desaprovação cresce entre fiéis e outros grupos sociais Desde o início do mandato, a rejeição entre evangélicos tem aumentado. Em março de 2023, 35% desse público reprovavam a gestão, percentual que já era 10 pontos superior ao dos católicos. O desgaste se intensificou nos últimos meses, acompanhando um crescimento da desaprovação do governo em outros grupos sociais. A rejeição entre mulheres, por exemplo, subiu de 26% no início de 2023 para 39% na pesquisa mais recente. Eleitores com renda de até dois salários mínimos e pessoas negras ou pardas, que compõem parte significativa da base eleitoral de Lula, também demonstram maior insatisfação. Esses perfis são amplamente representados nas igrejas evangélicas e têm sentido no dia a dia o impacto do aumento no custo do transporte e dos alimentos. Outro fator que contribui para a resistência dos evangélicos ao governo é a intensa campanha antipetista promovida em templos religiosos ao longo dos anos, acompanhada da disseminação de desinformação. Esse ambiente consolidou uma visão negativa sobre o PT, que se reforça com dificuldades econômicas enfrentadas pela população. PT tenta reaproximação, mas sem grandes avançosDiante desse cenário, o PT tem buscado estratégias para recuperar a confiança dos evangélicos. Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional da Música Gospel e o partido lançou a “Cartilha Evangélica”, material voltado para orientar candidatos e militantes sobre a abordagem desse público nas eleições municipais de 2024. Apesar dessas iniciativas, ainda há desafios na comunicação com o segmento, que é diverso em suas lideranças e posições teológicas. Há pastores progressistas, como Ed René Kivitz e Henrique Vieira, deputado pelo PSOL, e conservadores como André Valadão e Josué Valandro Jr., pastor da igreja frequentada por Michelle Bolsonaro (PL). No campo político, há quem defenda que a esquerda intensifique sua presença nas periferias, onde as igrejas evangélicas têm forte influência. No entanto, há dilemas sobre como equilibrar essa aproximação sem abrir mão de pautas históricas do campo progressista, como os direitos LGBTQIA+ e a descriminalização do aborto. Oposição reforça críticas econômicas para ampliar desgasteA cientista política Ana Carolina Evangelista, diretora-executiva do Instituto de Estudos da Religião (Iser), declarou a um jornal de São Paulo que a insatisfação dos evangélicos com o governo vai além de questões morais e passa, principalmente, pela situação econômica. Segundo ela, a oposição percebeu que o impacto da inflação e da dificuldade financeira é um argumento mais forte do que pautas tradicionais do conservadorismo. “Lula tem gargalos importantes na comunicação, e isso não é novidade”, afirma Evangelista. No entanto, ela ressalta que o distanciamento entre o governo e os evangélicos não se deve apenas a falhas nesse aspecto. “O campo evangélico passou por uma radicalização política significativa desde 2010, quando Lula encerrou seu segundo mandato”, explica. A pesquisa Datafolha mostra que a desaprovação ao governo aumentou principalmente entre as camadas mais pobres da população, onde há grande concentração de evangélicos. “A vida não melhorou, e a avaliação geral reflete isso”, analisa Evangelista. Diante desse cenário, a oposição tem reformulado seu discurso para atingir esse público de forma mais direta. “Não se trata apenas da ameaça moral que a esquerda representaria, mas da economia”, diz a cientista política. A estratégia inclui priorizar temas como custo de vida, preço do transporte e inflação, sintetizados no discurso de “menos banheiro unissex e mais Pix”. Para a cientista política, o descontentamento dos evangélicos reflete não apenas a influência política da religião, mas também a dificuldade do governo em entregar resultados econômicos e sociais a quem mais depende dessas políticas. Esse quadro, se não for revertido, pode ter impactos significativos nas eleições de 2026.
Para PGR, cúpula da PMDF tramou para destituir o presidente Lula
Em relatório entregue ao STF, a Procuradoria enumera seis crimes que o comando da polícia teria praticado no 8 de Janeiro Em um relatório com as alegações finais enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação de oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal por suposta omissão em relação aos atentados de 8 de Janeiro. O órgão ministerial afirma que os integrantes da cúpula da corporação à época tratavam de um plano para impedir a permanência no poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha acabado de tomar posse. O documento está no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga os ataques contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, ocorridos no começo de 2023. O Ministério Público também requer a perda da função pública dos acusados e afirma que eles compartilharam informações falsas sobre fraude nas urnas e que sabiam da possibilidade elevada de que ocorressem atentados em locais críticos da capital federal, como a Esplanada dos Ministérios e o Setor de Combustíveis e Inflamáveis. “Como indicado na denúncia, nos dias que antecederam o segundo turno da eleição presidencial de 2022, teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e vulnerabilidade das urnas eletrônicas passaram a ser difundidas massivamente em redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea, gerando clima social de polarização político-ideológica e de desconfiança nas instituições republicanas”, diz um trecho do relatório. “Os denunciados, integrantes de cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, às vésperas das eleições de 2022 e especialmente depois do pleito, aderiram à difusão de informações falsas, trocaram arquivos com conteúdo inverídico sobre fraudes eleitorais e trataram sobre possíveis meios ilegais para impedir a permanência do presidente legitimamente eleito, conforme comprovam extensamente os relatórios que instruem a denúncia”, completa a PGR. O documento afirma que a omissão de oficiais e demais integrantes da corporação favoreceu a invasão do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, que tiveram vidraças quebradas, obras de arte vandalizadas e estruturas elétricas e hidráulicas destruídas. No caso do Supremo, até mesmo o plenário da Corte teve cadeiras arrancadas, microfones, câmeras e sistemas de fornecimento de energia e água atacados. Poltronas utilizadas pelos magistrados durante as sessões do plenário foram jogadas para a parte externa do prédio. Além disso, a PMDF levantou, um dia antes dos ataques, que 84 ônibus tinham entrado em Brasília, com 5,5 mil pessoas que ficaram na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano, preparados para o confronto. Carros disfarçados da corporação circularam pela capital do dia 4 ao dia 7, registrando eventual preparação para invasão de órgãos públicos, plano para atingir os prédios e efetuar um golpe de Estado. A PGR pede a condenação do coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da corporação; coronel Klepter Rosa Gonçalves, ex-subcomandante da PMDF; coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-comandante do Departamento de Operações; coronel Paulo José Ferreira de Souza Bezerra, que atuava no Departamento de Operações no dia 8 de Janeiro; coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional; além do tenente Rafael Pereira Martins e do major Flávio Silvestre de Alencar. O Ministério Público acusa os policiais pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, deterioração do patrimônio tombado, violação de deveres previstos na Lei Orgânica da PMDF e violação de dever contratual. “O conjunto probatório reunido, especialmente os diversos diálogos, relatórios, imagens, depoimentos, documentos e alertas, indica, com elevado grau de profundidade, a ciência prévia dos denunciados sobre o caráter violento dos anunciados atos antidemocráticos de 8 de janeiro”, destaca um trecho do relatório. Para a Procuradoria, as investigações indicam “a proposital omissão quanto ao emprego de efetivo necessário da Polícia Militar para resguardar a segurança e impedir os atos de depredação às sedes dos Três Poderes, não esboçando medidas concretas aptas a impedir a destruição do patrimônio da União”. A fase de alegações finais é uma das últimas no processo, antes que o caso seja julgado pelo plenário do Tribunal. Em nota, a defesa de Paulo José Ferreira de Souza Bezerra, representada pelos advogados Alexandre Collares, Claudia Cozer e Nilson José Franco Júnior, afirmou que “recebe com consternação a peça acusatória da PGR”, que “ignora o relatório minucioso da Polícia Federal acerca da responsabilidade da SSP/DF em não difundir o relatório 6 de inteligência à PMDF, ignora também a Doutrina Nacional de Inteligência em Segurança Pública (Dnisp), além de ignorar inúmeros documentos colacionados no processo”. Os defensores sustentam ainda que a acusação não considera a hierarquia e a disciplina da corporação, e diz que o cliente “é o único dos oficiais réus que não consta no relatório de alinhamento ideológico da PGR e nem atuação político-partidária que justificasse uma omissão dolosa”. Os demais réus ou suas defesas não se manifestaram.
Promessa da Dentista aos clientes: ‘Entrego o nariz dos seus sonhos’
Com mais de 6 mil seguidores, Miriã Costa (foto) se apresenta como a ‘maior referência em rino estruturada’ de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ela é investigada por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina A dentista Miriã Costa suspeita de causar deformidades em pacientes após rinoplastias, segundo a Polícia Civil, divulgava os serviços nas redes sociais. Com mais de 6 mil seguidores, ela se apresenta como a “maior referência em rino estruturada” de Goiás. “Te entrego o nariz dos seus sonhos, com a melhor experiência”, diz a dentista em seu perfil no Instagram. O g1 entrou em contato pelo WhatsApp informado nas redes sociais de Miriã para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Já o Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) disse que a inscrição da investigada está ativa no conselho e que apura o caso. Miriã divulgava ainda que a clínica de estética em que faz os atendimentos fica localizada no Jardim América, em Goiânia. onde um mandado de busca e apreensão foi cumprido pela polícia. Ela é investigada por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina após oito pacientes denunciarem que tiveram deformidades e lesões graves depois de fazerem rinoplastia com ela. A delegada Myrian Vidal, responsável pela investigação do caso, disse que a rinoplastia tem cortes e só médicos podem fazer. “Ela usava o nome ‘rino estruturada’ para encobrir o verdadeiro procedimento que fazia, a rinoplastia”, disse. Segundo a investigação, os serviços da odontóloga eram divulgados nas redes sociais pelo marido de Miriã, Pedro Henrique Alves Teixeira. Os nomes da dentista e do esposo foram divulgados pela Polícia Civil para que novas vítimas possam denunciar. “A investigada teria realizado procedimentos de rinoplastia em diversos clientes, sem possuir a qualificação necessária ou autorização para tal, causando lesões irreparáveis e, em alguns casos, deformidades permanentes”, detalhou a polícia. InvestigaçãoA Polícia Civil detalhou que os serviços de rinoplastia feitos por Miriã Costa eram realizados de forma precária e sem acompanhamento pós-operatório adequado. Na sexta-feira (14/2), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na clínica da investigada, localizada no Setor Jardim América, em Goiânia – Goiás. A ação foi realizada pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia e contou com a presença de peritos criminais, que apreenderam instrumentos e medicamentos irregulares. Além disso, segundo a polícia, funcionários da Vigilância Sanitária constataram diversas irregularidades no local. Entre as irregularidades identificadas pela Vigilância Sanitária e divulgadas pela Polícia Civil, estão: medicamentos que deveriam ser descartados estavam armazenados para reutilização;falta de esterilização adequada dos instrumentos utilizados nos procedimentos;condições insalubres que colocavam em risco a saúde dos pacientes. Durante a ação policial foram apreendidos materiais e documentos que vão ser analisados pela equipe policial. Polícia faz buscas e apreensões em clínica de dentista investigada em Goiânia
Jovem é surpreendida por tubarão em mergulho de mar
Mulher chegou a encostar sem querer no animal Recentemente, uma jovem passou por um momento de susto: enquanto estava mergulhando no mar, um tubarão apareceu perto de onde a moça estava. O caso aconteceu em Fernando de Noronha. “E na hora do desespero eu chutei o coitado. Agora estou sorrindo, mas na hora eu chorei”, escreveu Emilly Vasconcelos. No registro, o peixe cartilaginoso nada próximo à mulher, que se assustou e foi para a direção oposta. Após a interação com a jovem, o tubarão mergulhou para águas mais profundas. Nos comentários da publicação, os internautas repercutiram o momento. “A menina desesperada pedindo socorro e o cara querendo filmar o tubarão”, criticou um usuário. “O tubarão: ‘era meu sonho aparecer no vídeo’”, brincou um segundo. “Eu estaria desmaiada”, afirmou uma terceira. “E o marido achando massa. Eu morri com o áudio”, se divertiu um quarto.














