Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal Thiago Marcos Barbosa (foto) foi preso em operação da Polícia Federal no Tocantins em março de 2025. Defesa espera alvará de soltura até esta quinta-feira (31/7) O advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, investigado em operação que apura vazamento de informações judiciais sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve a prisão preventiva revogada. A decisão é do ministro Cristiano Zanin, relator do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Thiago é sobrinho do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), que não é investigado na operação. Thiago está preso desde o dia 18 de março de 2025, quando a Polícia Federal realizou um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga crimes de obstrução de justiça, violação do sigilo funcional, corrupção ativa e passiva. A revogação da prisão foi assinada na terça-feira (29/7). Segundo a defesa do advogado, a previsão é que ele seja solto na quinta-feira (31/7), quando o alvará de soltura será enviado à Unidade Penal de Palmas. Os advogados Lucas Mendonça Cavalcante, Evellin Faquini Moura Coelho e Beatriz Castro Cavalcante informaram que a partir de agora vão trabalhar para comprovar a inocência do cliente. Para a decisão, o ministro considerou que como os outros investigados na operação – o prefeito de Palmas Eduardo Siqueira Campos (Podemos), o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz e o advogado Antônio Ianowich Filho – também tiveram a prisão revogada, os mesmos efeitos devem ser aplicados no caso de Thiago Barbosa. Entretanto, a soltura deverá obedecer medidas cautelares, que são a proibição de contato com qualquer investigado das Operações Sisamnes, Fames-19 (apura o desvio de dinheiro na distribuição de cestas básicas) e Máximus (apura venda de sentenças na Justiça do Tocantins); e a retenção do passaporte, não podendo o investigado deixar o Brasil. Entenda a prisão Conforme o inquérito da Polícia Federal, Thiago teria tido acesso total à investigação da Operação Fames-19 e teria repassado ao tio, Wanderlei Barbosa. O governador não é alvo da investigação da Operação Sisamnes, mas por meio da defesa, informou na época que não recebeu nenhuma informação privilegiada, pois já estava habilitado no inquérito. Na época da prisão, o advogado trabalhava como assessor jurídico do Ministério Público do Tocantins (MPTO), mas diante da situação foi exonerado pelo órgão ainda no dia 18 de março. O vazamento das informações privilegiadas, segundo os investigadores, acabava frustrando o andamento de operações policiais. A decisão que determinou a prisão preventiva de Thiago também A operação investiga outros advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados no suposto esquema, e durante as ações, foram expedidas medidas de afastamento das funções públicas, proibição de contato e saída do país, e recolhimento de passaportes contra os alvos. Íntegra da nota da defesa de Thiago Barbosa: Os advogados Lucas Mendonça Cavalcante, Evellin Faquini Moura Coelho e Beatriz Castro Cavalcante, receberam com serenidade a decisão do eminente Ministro Cristiano Zanin, nos autos da Pet. 13.546, que com o costumeiro brilho e cultura jurídica, revogou a prisão preventiva do Dr Thiago Marcos Barbosa Castro de Carvalho, que agora poderá responder à imputação que lhe foi dirigida com sua liberdade restabelecida e assim comprovar sua inocência.
STF revoga prisão de sobrinho do governador do Tocantins
Caiado celebra o centenário da Casa Militar de Goiás com entrega da Medalha do Mérito Guardião
Fotos: Júnior Guimarães e Wesley Costa Na solenidade, governador destacou a relevância da Casa Militar e o protagonismo de Goiás no combate à criminalidade O governador Ronaldo Caiado, conduziu, nesta quinta-feira (31/7), a cerimônia de comemoração aos 100 anos da Secretaria de Estado da Casa Militar. Durante o evento realizado no auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o chefe do Executivo goiano homenageou os servidores que contribuíram de forma destacada com a segurança do Estado com a entrega da Medalha do Mérito Guardião. A solenidade reuniu autoridades civis e militares e destacou o papel da Casa Militar na proteção institucional do Estado. Acompanhado da primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, o governador reforçou o papel fundamental do órgão na garantia da governabilidade e na construção de uma nova realidade de segurança em Goiás. “Goiás passou a ser referência no Brasil. O cidadão hoje não vive mais com medo, ele transita livremente pelo nosso Estado”, afirmou. “Vocês me deram total condição de governar todos os dias nesses seis anos e sete meses. Tenho orgulho da segurança que me acompanha, que cuida da minha família, da Gracinha, dos meus filhos”, completou, emocionado. Gracinha Caiado também ressaltou a dedicação silenciosa dos integrantes da Casa Militar. “Essa solenidade simboliza a lealdade, a coragem constante e a dedicação de profissionais que não aparecem nos noticiários, mas transformam o cotidiano. Vocês cuidam da nossa segurança desde o primeiro dia de governo, na chuva ou no sol, de dia ou de noite, sempre com profissionalismo e zelo”, declarou. Ela ainda destacou que a Medalha do Mérito Guardião é um símbolo da gratidão do povo goiano: “Saibam que vocês têm em mim uma admiradora, uma amiga e uma aliada”. O secretário de Estado-Chefe da Casa Militar, coronel Luiz Carlos de Alencar (foto abaixo) lembrou a trajetória centenária da instituição, criada em 1925 pelo então governador Brasil Ramos Caiado, tio-avô do atual chefe do Executivo estadual. “Em todos os governos, a Casa Militar teve um papel importante. Mas foi a partir de 2019, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, que ela se transformou na melhor do Brasil, com investimentos em qualificação, estrutura e valorização dos seus profissionais”, afirmou. “Hoje somos uma secretaria que cuida da segurança do governador, do vice-governador e de suas famílias, mas também da logística terrestre e aérea, do Palácio Pedro Ludovico, do Palácio das Esmeraldas e do bem-estar da sociedade”, ressaltou. Medalha do Guardião Criada em 2004, a Medalha do Mérito Guardião homenageia civis, militares e religiosos que prestaram relevantes serviços à segurança pública e ao fortalecimento da Casa Militar. A edição especial deste ano contemplou dezenas de servidores que se destacaram ao longo da trajetória da secretaria, cuja missão vai além da proteção das autoridades: também inclui o gerenciamento do transporte aéreo do Estado, ações emergenciais em operações de crise e apoio logístico em eventos oficiais. A Casa Militar também ganhou notoriedade nacional ao atuar na operação que capturou o criminoso Lázaro Barbosa, em junho de 2021. Policiais que participaram diretamente da ação também foram homenageados nesta celebração centenária. “Chegamos a este centenário com uma instituição moderna, preparada, integrada às demais forças de segurança e comprometida com a missão de proteger quem cuida do povo. A história da Casa Militar é também a história de Goiás”, concluiu o coronel Alencar.
Lei Magnitsky: Veja bancos que operam nos EUA e estão sujeitos à decisão
STF / Divulgação Utilizada pelo governo de Donald Trump para sancionar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes (foto) a Lei Magnitsky prevê o bloqueio de bens nos Estados Unidos, arresto de contas bancárias e o bloqueio de uso de cartões com bandeiras de instituições dos Estados Unidos da América (EUA) ou com operação em território norte-americano, como a Visa, a Mastercard e a American Express. Entre as maiores instituições financeiras brasileiras, é comum que os bancos mantenham operações nos Estados Unidos e “subsidiárias ou dependências” em território americano. São os caso de Bradesco, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Banco do Brasil, de acordo com dados do Banco Central (BC). O Bradesco, o BTG Pactual, o Banco do Brasil têm uma subsidiária cada em Nova York. O Itaú Unibanco S.A. E o Itaú Unibanco Holding S.A. têm, por sua vez, operações mais abrangentes. Há subsidiárias em Delaware, Wilmington, Miami e Nova York. Entre os bancos brasileiros que têm operações no exterior — mas não instaladas nos Estados Unidos — estão 23 instituições financeiras. Entre elas, estão o Santander e o Banco Safra, que têm agências em Luxemburgo e nas Ilhas Cayman. O Daycoval, o BS2, o BMG, o C6, o Pine e o Voiter têm, por exemplo, representação apenas nas Ilhas Cayman fora do Brasil. O Master, por sua vez, tem uma subsidiária em Portugal. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, por ser uma autarquia não sofreria penalizações em razão da manutenção dos recursos do indivíduo sancionado. Sobre as bandeiras de cartão de crédito, não americanas que estão presentes no mercado brasileiro, o ministro do Supremo poderia utilizar serviços da China UnionPay – recém chegada no Brasil – e da JCB, japonesa. Especialistas citam ainda o cartão pré-pago como uma alternativa ao ministro, já que através dele, é possível não identificar a titularidade do cartão. Lei Magnitsky O que é a Lei Magnitsky Quem entra na lista enfrenta uma série de sanções financeiras, além de ter o visto cancelado e ser proibido de entrar nos EUA. Essas medidas são usadas contra pessoas, empresas ou organizações envolvidas em crimes financeiros ou violações de direitos humanos. Conforme explicou à CNN Priscila Caneparo, especialista em Direito Internacional, trata-se de “uma morte fiscal do CPF”, em que o primeiro ato é o congelamento de bens no exterior que o indivíduo possui, sejam móveis, investimentos ou participações em empresas nos Estados Unidos. As sanções aplicadas contra indivíduos estrangeiros são determinadas pelo Executivo americano, após apresentar provas confiáveis de infrações, incluindo execuções extrajudiciais, tortura e outras violações graves dos direitos humanos. Essas medidas podem ser impostas a agentes que reprimem denúncias de corrupção, cerceiam liberdades fundamentais ou atuam contra eleições democráticas.
Caiado destaca queda superior a 90% em índices criminais de Goiás
Foto: Adalberto Ruchelle Números do primeiro semestre de 2025 mostram reduções importantes em homicídios, latrocínios e roubos a transeunte e comércios O governador Ronaldo Caiado destacou a queda contínua nos índices de criminalidade em Goiás ao divulgar quarta-feira (30/7) o balanço das ações das forças de segurança referentes ao primeiro semestre de 2025. O comparativo com o mesmo período de 2018 apresenta queda em todos os indicadores criminais, que passam dos 90% em casos de roubos e chegam a 60% nas estatísticas de homicídios. “Se isso aqui fosse apresentado no meu primeiro ano de governo (em 2019), todo mundo ia dizer que seria uma ficção. Ninguém acreditaria nos dados que estão aí”, frisou o chefe do Executivo Estadual, que estava acompanhado do vice-governador Daniel Vilela. “É Goiás derrubando a criminalidade com a presença de todas as áreas de segurança”, comemorou o governador ao comentar os dados. O homicídio doloso (quando há intenção de matar) reduziu 62% na comparação entre 2018 e 2025. Foram 414 assassinatos no primeiro semestre deste ano contra 1.083 no mesmo período de 2018. Em 145 municípios não foi registrado nenhum homicídio nos primeiros seis meses do ano. Os latrocínios, casos de roubo seguido de morte, a queda foi de 95% – com registros de 8 casos este ano contra 59 no mesmo período de 2018. Ainda no mesmo comparativo, houve reduções drásticas nos crimes de roubo a transeunte de 92% (2.080 em 2025 contra 25.717 em 2018), roubo a comércio de 92% (171 casos agora e 2.242 em 2018), roubo a residência de 85% (200 registros em 2025 contra 1330 em 2018) e roubo de carga de 98% (6 casos em 2025 contra 248 em 2018). Ao lado dos responsáveis por cada corporação, Caiado fez questão de ressaltar o papel de cada um para a obtenção dos resultados. “Vocês superaram tudo que era possível de ser projetado para 2025. Agora, é continuar o trabalho, que é artesanal, diário, sem hora alguma abrir a guarda”, afirmou. O vice-governador Daniel Vilela reforçou que os índices goianos são referência nacional. “Não há nenhum Estado que consegue apresentar a efetividade e resolutividade que nós vimos aqui. O desafio é continuarmos avançando”, sublinhou. Os números divulgados são provenientes do Registro de Atendimento Integrado(RAI), utilizado por todas as forças de segurança do Estado, conforme diretrizes da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Os resultados mostram queda permanente que é atestada também por entidades independentes, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que recentemente, levando em conta os dados de 2024, destacou a redução de 52% nos homicídios em seis anos, bem como a queda nos crimes patrimoniais. Comparativo Os números de 2025 em relação ao mesmo período de 2024 reforçam a queda contínua nos índices criminais. O roubo a transeunte caiu 34%, passando de 3.131 para 2.080. A subtração de veículos com violência teve queda de 22%, com 377 ocorrências em 2024 e 293 em 2025. O roubo em comércio diminuiu 34%, de 261 para 171 neste ano, enquanto o roubo a residência recuou 15%, sendo 236 no primeiro semestre do ano passado para 200 neste ano. Já o roubo de carga teve queda de 40%, de 10 registros em 2024 para 6 neste ano. O roubo a instituições financeiras permaneu zerado. O furto a transeunte caiu 21%, passando de 2.888 para 2.291 registros. Já o furto de veículos diminuiu 13%, de 1.884 para 1.631 casos neste ano. Ao avaliar os números, o secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum, afirmou que Goiás entrou no sétimo ano consecutivo de reduções nos crimes contra a vida e o patrimônio. “Isso representa uma sociedade que pode trabalhar, ir e vir de forma tranquila nos 246 municípios de Goiás”, garantiu.
Simbolismo e emoção marcam última entrega da Ordem do Mérito Anhanguera por Caiado
Fotos: André Saddi e Júnior Guimarães Cerca de 260 pessoas receberam presencialmente a comenda. Governador prestou homenagem à antiga Vila Boa e destacou sua importância histórica; também ressaltou confiança no processo de sucessão ao vice-governador, Daniel Vilela A última entrega da mais alta honraria do Estado pelo governador Ronaldo Caiado, à frente do cargo, durante cerimônia comemorativa ao aniversário de 298 anos da cidade de Goiás, foi carregada de simbolismo e emoção. A solenidade de entrega da Ordem do Mérito Anhanguera, em frente ao Museu das Bandeiras, na noite desta terça-feira (29/7), foi maciçamente prestigiada. Cerca de 260 pessoas receberam presencialmente a comenda, dentre governadores, vice-governadores, embaixadores, secretários de estado, prefeitos, empresários e diversas autoridades. O líder do Executivo prestou homenagem à antiga Vila Boa e ressaltou sua importância histórica e afetiva, reforçando o compromisso com sua valorização. “Esses dias todos são de muita emoção para mim. Afinal de contas, tive grande parte da minha infância aqui na nossa querida cidade de Goiás. Conheço bem suas ruas, as belezas das serras que cercam essa cidade. Conheço bem os rios, os poços. Conheço aqui o dia a dia de uma cidade que prevaleceu com um povo determinado, pela sua garra, mesmo enfrentando a mudança da capital, quando tentaram, de toda maneira, esvaziar a nossa querida cidade de Goiás”, exaltou o Governador. Ele também anunciou investimentos e novos atrativos turísticos: “A nossa querida cidade de Goiás, em poucos meses, será transformada na nossa Rota da Fé, com a visitação das nossas igrejas mais lindas do Estado de Goiás, ampliando os nossos investimentos e resgatando, cada vez mais, a importância da querida cidade de Goiás.” Ao fazer um balanço de sua gestão, o governador reafirmou o compromisso com a responsabilidade fiscal e a transformação da infraestrutura pública. “Se cheguei hoje como governador bem avaliado no meu estado, é porque governei com a Assembleia Legislativa, com o Tribunal de Justiça, com a Defensoria Pública, com o Tribunal de Contas e também com a estrutura do Ministério Público do Estado de Goiás. Todos eles participaram do governo.” Caiado destacou ainda os avanços sociais e econômicos: “Enfrentamos os momentos mais críticos. Tiramos Goiás da crise econômica. Goiás hoje é um Estado que tem caixa para pagar os investimentos. Tem estrutura para desenvolver cada vez mais saúde, educação, segurança e programas sociais.” Caiado ressaltou a confiança no processo de sucessão ao vice-governador, Daniel Vilela, reforçando a continuidade administrativa e a estabilidade política. “Como governador, com a responsabilidade que tenho, busquei uma pessoa que tem história. Vem de uma formação política de seu pai, Maguito Vilela, que construiu uma política de honestidade, transparência e boa gestão no Estado”, afirmou. Ele reforçou que a parceria tem sido marcada por alinhamento e preparo técnico: “Este jovem de uma tranquilidade exemplar, a quem repassarei o governo no dia 31 de março de 2026. Aquilo que nós construímos, temos a responsabilidade de ampliar cada vez mais.” A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, foi uma das homenageadas e falou o que a honraria representa. “Tenho trabalhado esses quase sete anos no Goiás Social, que tem dado certo e isso me alegra muito. Goiás é o estado que mais tirou as pessoas da extrema pobreza, que mais deu oportunidade de emprego. Goiás hoje é um estado superavitário, e é um estado seguro”, enfatizou. Por sua vez, Daniel Vilela enfatizou a simbologia da solenidade de uma “noite histórica”, e enalteceu a última ocasião em que Caiado homenageou “tantos goianos e tantos brasileiros que deram contribuições relevantes a Goiás e ao Brasil”. Reconheceu ainda o legado de sua gestão para a antiga Vila Boa. “Goiás terá muito que comemorar em 2027, graças a tudo que o senhor tem feito ao longo desses últimos 7 anos na cidade. O senhor resgatou a memória, requalificou o paisagismo urbano, revitalizando os principais prédios públicos do Estado e isso irradiou para os demais Poderes”. Agradecimentos Criada pelo Decreto nº 479 de 1975, a Ordem visa reconhecer pessoas físicas, corporações militares, nacionais ou estrangeiras, que tenham prestado relevantes serviços ou méritos excepcionais ao Estado.A Ordem está dividida nos graus Grã-Cruz, Grande-Oficial e Comendador. O Governador do Estado de Goiás é o Grão-Mestre da Ordem, responsável por nomeações, promoções e exclusões dos membros. “Recebo com muito orgulho, não por tantos e grandes serviços que talvez eu tenha prestado ao Estado. Mas eu tenho certeza, pelo reconhecimento que o nosso governador tem, a mim e a todos os demais governadores que aqui estão, representando a nova onda de políticos que busca cada um, no seu Estado, fazer o melhor pelos brasileiros que eles representam”, afirmou o governador de Mato Grosso (MT), Mauro Mendes. “Caiado me representa. No mês de maio, eu entreguei a maior comenda também ao governador Caiado, a comenda Marechal Rondon. E hoje eu fico muito feliz de estar recebendo aqui, vou receber aqui, essa maior comenda desse estado rico, maravilhoso, de gente maravilhosa. Essa aproximação entre a população de Rondônia e de Goiás faz com que a gente se torne cada vez mais fortes”, afirmou o governador de Rondônia (RO), coronel Marcos Rocha. “É uma honra e alegria a mais para o Estado de Sergipe estar aqui em Goiás, porque é o mais seguro do Brasil. Que nós possamos juntos, de mãos dadas, construir um Brasil que o povo brasileiro sonha, almeja e merece”, destacou o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri. “É a primeira vez na história do Brasil que tem três governadores da mesma cidade. Eu, Ronaldo Caiado e o Mauro Mendes. Isso é a prova que os goianos fazem sucesso, não só em Goiás, mas no Brasil também”, observou Antonio Denarium, governador de Roraima, natural de Anápolis. Outros agraciados que fizeram uso da palavra foram o vice-governador do Mato Grosso do Sul, Barbosinha; corregedor-geral de Justiça de Goiás, Marcus da Costa Ferreira; presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Kelsor Fernandes; e o sócio diretor institucional da XP Inc., Rafael Furlanetti. Ainda foram condecorados os embaixadores da
Governo Trump pune Moraes
Divulgação A Lei Magnitsky aplicada contra Moraes foi aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama, e prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de visto cancelado e proibição de entrar no país O governo de Donald Trump aplicou nesta quarta-feira (30/7) a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O dispositivo legal acionado pela Secretária do Tesouro dos Estados Unidos impõe sanções financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Procurado, o STF não se manifestou. A decisão do governo norte-americano bloqueia contas bancárias e trava o acesso do ministro ao sistema financeiro dos Estados Unidos, o que impede que ele acesse eventuais ativos que tenha em território norte-americano. A lei ainda prevê proibição de entrada no país. O seu visto e de outros oito membros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, já haviam sido suspensos por ordem de Trump na semana passada. A aplicação da lei foi publicada no site do Tesouro do Estados Unidos. O nome do ministro passou a contar na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). A decisão proíbe, por exemplo, que ele utilize cartões de crédito com as bandeiras Mastercard e Visa por serem empresas norte-americanas. O escritório afirmou em comunicado que Moraes “usou sua posição para autorizar detenções arbitrárias antes do julgamento e suprimir a liberdade de expressão”. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, reproduziu o discurso de Trump ao justificar a punição de Moraes. Ele citou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos alvos de Moraes em sua campanha de “censura, detenções arbitrárias que violam direitos humanos e perseguição politica”. Segundo Bessent, o ministro “tomou para si o papel de juiz e júri numa caça às bruxas ilegal contra os Estados Unidos e cidadãos e empresas brasileiras”. “A decisão de hoje deixa claro que o Tesouro vai continuar a fiscalizar aqueles que ameaçam os interesses dos Estados Unidos e a liberdade de nossos cidadãos”, prosseguiu. Mas, ao contrário do que alega o secretário de Trump, as decisões de Moraes têm sido submetidas ao plenário e referendas pelo demais ministros STF, além de contar com pareceres da Procuradoria-Geral da República. Decisão sem precedentes O rol de punições a Moraes inclui o bloqueio de bens em seu nome ou que sejam seus, mas eventualmente sob posse de norte-americanos. Além disso, qualquer empresa ou entidade ligada ao ministro estão proibidas de operar no país. A aplicação da Lei Magnitsky prevê sanções a instituições financeiras e outras pessoas que “se envolverem em determinadas transações ou atividades” com o ministro. Empresas como bancos e operadoras de cartões de crédito estão proibidas de realizarem qualquer operação que envolva Moraes. “O objetivo final das sanções não é punir, mas promover uma mudança positiva de comportamento”, finaliza o comunicado publicado pelo Tesouro. A decisão da administração Trump está lastreada no pedido apresentado pela organização Legal Help 4 You LLC à Justiça Federal da Flórida por punições aos membros da Suprema Corte brasileira. A entidade atua como amicus curiae (amigo da Corte) no processo judicial movido pelas empresas Trump Media, cujo dono é o presidente dos EUA, e Rumble. Na última quarta-feira (23/7) a organização pediu ao Judiciário o envio dos autos do processo ao Departamento de Estado para que pudessem analisar a viabilidade de aplicação das sanções contra Moraes e os demais ministro. A Legal Help 4 You LLC argumenta no Tribunal da Flórida que o STF viola a soberania dos Estados Unidos ao restringir a atuação das suas companhias. As decisões proferidas por Moraes em relação à Trump Media e Rumble têm como justificativa a falta de ação das empresas para restringir a disseminação de notícias falas e o discursos de ódio em seus domínios. A Lei Magnitsky aplicada contra Moraes foi aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama, e prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de visto cancelado e proibição de entrar no país. Em maio deste ano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ameaçou acionar a lei contra os membros do Judiciário brasileiro. “Isso está sob análise neste momento, e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio dois meses atrás ao ser questionado pelo deputado republicano Cory Mills, da Flórida, sobre o tema. A decisão, agora em vigor, se insere no contexto de pressão dos bolsonaristas por punições contra integrantes do STF a fim de paralisar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022. Um dos principais atores no lobby por sanções a Moraes é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março articulando com agentes do governo Trump formas de enquadrar o ministro. O maior trunfo, até então, da articulação do filho do ex-presidente réu no STF foi a taxação em 50% dos produtos brasileiros. Como mostrou o Estadão, o uso de Lei Magnitsky pelos EUA é inédito contra um ministro de Suprema Corte no mundo. Alvos típicos da medida são autoridades de regimes autoritários, integrantes de grupos terroristas, criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e agentes de segurança acusados de assassinatos em série. Para ter o nome retirado da lista, Moraes precisará provar que não teve ligação com as atividades ilegais que levaram à punição, que já respondeu na Justiça pelos atos ou que mudou de comportamento de forma significativa. O próprio governo também pode retirar as sanções, caso entenda que é importante para a segurança do país.
Goiás Social e OVG abre inscrições para a Caminhada do Bem 2025
Foto: OVG Ação ocorre em 23 de agosto, com saída da sede da OVG, no setor Bueno, rumo à Praça Cívica, em Goiânia. Cada participante é convidado a doar 6 litros de leite pela inscrição Um dos momentos mais aguardados do ano por voluntários de todo o estado é a Caminhada do Bem, que chega à sua terceira edição com expectativa de recorde de público. Promovida pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e pelo Goiás Social, a ação será realizada no dia 23 de agosto, como parte das comemorações pelo Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto. A concentração começará às 16h, na sede da OVG, que fica na Avenida T-14, no Setor Bueno, em Goiânia. O ponto de chegada será a Praça Cívica, na região Central da capital, onde haverá uma recepção com atividades recreativas e de bem-estar. A expectativa é que o percurso de cerca de 5 km seja feito em uma hora. Em suas duas primeiras edições, o evento mobilizou mais de 2 mil voluntários. Somente em 2024, mais de 1,5 mil pessoas participaram do trajeto. A inscrição deve ser feita pelo site da OVG (ovg.org.br), com a entrega de seis litros de leite longa vida como forma de participação. Todo o leite arrecadado será destinado a entidades sociais cadastradas na OVG, que atendem crianças, idosos, pessoas com deficiência, gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade. As vagas são limitadas e cada participante inscrito receberá um kit exclusivo do evento. “A Caminhada do Bem é uma forma bonita e simbólica de celebrar o poder transformador do voluntariado. É um momento de união, de fé, de alegria, e, acima de tudo, de amor ao próximo, onde não só celebramos, mas arrecadamos muitos litros de leite para serem doados a quem precisa”, afirma a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Voluntariado que transforma Desde 2019, mais de 18 mil pessoas já foram capacitadas para o voluntariado por meio da OVG, em parceria com o Goiás Social. Com esse apoio, quase 400 iniciativas sociais já beneficiaram milhares de goianos, nos quatro cantos do Estado. Os interessados em se tornar volutnários podem se inscrever pela Plataforma do Voluntariado (ovg.org.br/voluntariado/), além de participar de capacitações virtuais e descobrir oportunidades de atuação.
Trump exige humilhação de Lula para negociar, dizem senadores
Brasil 247 Entretanto, a disposição do governo brasileiro em resistir a imposições arbitrárias é clara No primeiro dia da visita oficial de uma delegação do Senado brasileiro aos Estados Unidos, uma constatação alarmante ganhou corpo entre os parlamentares: o presidente norte-americano, Donald Trump, estaria determinado a submeter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma situação de humilhação para sentir-se vitorioso em qualquer tratativa bilateral. A avaliação foi registrada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico. Segundo os relatos obtidos pela comitiva, Trump repetiria com Lula a mesma estratégia adotada contra o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, exigindo concessões unilaterais e simbólicas como forma de afirmação de poder. A conclusão veio após reuniões com representantes da Câmara de Comércio Brasil-EUA, escritórios de advocacia com acesso à Casa Branca e integrantes do setor empresarial. Trump precisará sair com a sensação de vitória para entrar em acordo com o Brasil, ouviram os senadores. Tarifas como arma política e ameaça à soberania – O cenário se agravou com o anúncio de tarifas que podem alcançar 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida isola o Brasil da “vala comum” de 15% a 20% oferecida a outros países e é percebida em Brasília como retaliação à aproximação crescente com a China e ao avanço dos processos contra Jair Bolsonaro (PL) no Judiciário. A comitiva ouviu que Trump vê o processo contra Bolsonaro por tentativa de golpe como “perseguição” e, por isso, impõe barreiras comerciais ao Brasil como uma espécie de reação pessoal. Os senadores também foram alertados sobre a dificuldade de reverter essa posição, pois Trump deseja se apresentar internamente como vencedor de qualquer negociação internacional. Riscos de guerra comercial e perdas para empresas brasileiras – Mesmo com o prazo iminente para o início da nova tarifa, a pressão do setor empresarial ainda não alcançou força suficiente para influenciar a Casa Branca. Um dos setores mais atingidos é o aeroespacial. O impacto da medida não é desprezível, embora o governo brasileiro busque minimizar os danos por meio de crédito extraordinário e programas de compensação. Contudo, o prejuízo é estrutural. Setores como o de carnes, café e laranja, importantes para o superávit comercial, enfrentam riscos imediatos. A eventual substituição do Brasil por países como México e Colômbia nos EUA representaria uma perda estratégica duradoura. Lula mantém moderação, mas descarta rendição – Apesar das tensões e das provocações vindas de Washington, Lula tem adotado um tom moderado: “Espero que o presidente dos EUA reflita a importância do Brasil e resolva fazer o que num mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Senta numa mesa, coloca a divergência de lado e vamos resolver, e não de uma forma abrupta”. Entretanto, a disposição do governo brasileiro em resistir a imposições arbitrárias é clara.
Na cidade de Goiás, Caiado prestigia inauguração do Museu da Juceg e da nova sede da OAB
Fotos: Larissa Melo Governador ressaltou avanços da Juceg durante abertura do Museu do Registro Empresarial Goiano. Gestor goiano acompanhou entrega da reestruturação de prédio da OAB e Casag e instalação da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás Em continuidade à série de agendas na cidade de Goiás, que comemora 298 anos e recebe a transferência dos poderes do estado, o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama, Gracinha Caiado, participaram, nesta terça-feira (29/7), da abertura do Museu do Registro Empresarial Goiano, da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). No mesmo local, Caiado e Gracinha prestigiaram ainda a inauguração da nova sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag). Segundo Caiado, no início de seu governo, a Juceg ocupava a última posição nacional entre as Juntas Comerciais brasileiras. “Com uma progressão importante na qualificação da estrutura e na eficiência do atendimento ao empresariado goiano, saímos da 27ª posição e somos hoje uma referência em celeridade, com uma tecnologia moderna e avançada utilizada para facilitar a vida dos cidadãos”, enalteceu, ao frisar o apoio do Governo de Goiás à instituição para utilização de métodos cada vez mais modernos. O gestor goiano sublinhou que Goiás é o estado que mais avança na chamada Lei de Empresas, que tem como objetivo facilitar o registro empresarial. “Fizemos com que mais de 960 cnae’s fossem excluídos das exigências iniciais obrigatórias para que o cidadão pudesse avançar na instalação da sua empresa e ir atendendo as exigências de forma gradual. É um processo que vem para facilitar a vida dos goianos”, explicou. A inauguração do museu ocorre durante a celebração dos 125 anos da Juceg. O espaço, que pertence à Junta Comercial e foi cedido pelo Governo de Goiás para a nova sede da OAB, tem como objetivo valorizar a memória institucional da entidade e narrar a evolução do registro mercantil em Goiás ao longo da história do município. No local, os primeiros livros de registros do Estado, escritos à mão, compõem o acervo do museu, bem como atas, fotografias e um painel de ex-presidentes da Juceg. Na oportunidade, ainda foi lançado o livro “Juceg – 125 anos do Registro Empresarial Goiano”, de autoria do jornalista Leandro Resende. O presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira, destacou que o momento é histórico para a instituição e se trata de um “legado que eterniza a trajetória do progresso e empreendedorismo goiano”. Segundo Siqueira, os visitantes do museu serão conduzidos a uma jornada que narra a evolução e desenvolvimento da Juceg e de Goiás. “Essa história de sucesso é fruto da ousadia de nossos empresários visionários que, geração após geração, encontraram no poder público um aliado comprometido. E hoje, sob a liderança de Ronaldo Caiado, que tanto tem investido em políticas pró empresariais, vemos um testemunho dessa transformação contínua”, enalteceu. Advocacia goiana Em seguida, o chefe do Executivo goiano acompanhou a inauguração da nova casa da advocacia vila-boense, instalada em um sobrado localizado no centro histórico da primeira capital goiana e que chama a atenção pela fachada que valoriza a arquitetura original. O imóvel passou por um minucioso processo de reestruturação aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), respeitando as diretrizes de preservação arquitetônica e cultural do local. “Vocês recuperaram e modernizaram toda a arquitetura, respeitando a história. Construíram algo digno com padrão de excelência”, elogiou Caiado. “Na cidade de Goiás, a história jurídica e política se entrelaçam. E a advocacia é um dos pilares da democracia e da defesa dos direitos fundamentais. A presença da OAB neste momento simbólico reforça o compromisso de todos nós com a cidadania. Tenho muito orgulho de integrar um governo que valoriza o diálogo entre os Poderes e respeita o papel das instituições”, ressaltou o vice-governador, Daniel Vilela. A nova estrutura possui auditório com capacidade para aproximadamente 80 pessoas, tornando-se um local ideal para eventos, cursos e encontros institucionais, além de salas de reuniões, espaço de autoatendimento e área externa preparada para eventos sociais e corporativos. “Esse sonho da nossa nova sede iniciou há quatro anos, quando fizemos um pedido junto ao governador. E hoje estamos aqui colhendo os frutos”, comentou Murilo Dantas, presidente da subseção de Goiás da OAB. “Caiado está marcado na história do Estado e da cidade de Goiás por iniciar uma ética restaurada com relação a nós da OAB”, completou. O presidente da OAB-GO, Rafael Lara (foto acima) destacou que a inauguração representa um sonho da advocacia goiana, que almejava por um local digno e que demonstrasse a pujança e tamanho da advocacia estadual. “Trazemos como mote a defesa da cidadania e a construção de pontes de diálogo. E aprendemos com Caiado, desde o primeiro dia de sua gestão, a construir esse diálogo com o poder judiciário, legislativo, executivo e demais esferas. Goiás tem sido um exemplo para o Brasil de união e diálogo institucional, que são construídos a muitas mãos”, disse. Já a secretária-geral da Casag, Chrissia Bandim, enfatizou que a subseção da cidade de Goiás é a mais bonita do Estado. “É linda por ser um patrimônio histórico, por reunir história e tecnologia. E vai agregar muito”, resumiu, ao desejar que cada vez mais subseções recebam melhorias, com espaços cada vez mais tecnológicos. Maçonaria Ainda dentro da programação da transferência da capital, o governador Ronaldo Caiado prestigiou a instalação simbólica da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás (GLEG) na cidade de Goiás. “A vinda da Loja Maçônica para cá é um momento histórico e também de participação e engajamento da população” comentou Caiado. Acompanhando a solenidade, o vice-governador Daniel Vilela destacou que “a Grande Loja tem tido uma importância de grande significância para o Estado na evolução da sociedade, como um grande parceiro do poder público”. Já o presidente da Maçonaria no município, Mohamid Oliveira, abençoou e agradeceu às autoridades pelos feitos em prol do Estado.
Trump acelera relação Brasil-China
Divulgação “O pobre tem que estar no orçamento e o rico no imposto de renda”. Lula sabe que os impactos da medida recairão sobre os mais vulneráveis — com desemprego, fome e miséria Sob pressão do presidente Donald Trump, que impõe um tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos a partir da próxima sexta-feira, o presidente Lula endurece o discurso: “o pobre tem que estar no orçamento e o rico no imposto de renda”. Lula sabe que os impactos da medida recairão sobre os mais vulneráveis — com desemprego, fome e miséria. A ofensiva de Trump empurra o Brasil para a salvaguarda chinesa. O presidente Xi Jinping já se manifestou: a China está pronta para ajudar o Brasil e a América Latina diante da agressiva política tarifária norte-americana. Mas quem vai consumir o excedente que não será mais exportado aos EUA se o pobre está fora do orçamento e o Estado, limitado pelo arcabouço fiscal neoliberal, não pode investir no social, pois deve garantir o superávit dos rentistas? O tarifaço trumpista aprofunda a crise social imposta pelo modelo neoliberal — metas inflacionárias rígidas, câmbio flutuante, superávit primário — que restringe o crescimento da economia brasileira. Trump, com sua agressividade, acaba fortalecendo a tese de Lula: gasto social não é despesa, é investimento. É preciso investir para gerar emprego, renda, consumo, produção e arrecadação. É assim que o capitalismo gira, acumulando capital de forma contínua. Às vésperas da medida que alarma os mercados e agrava a tensão social, o governo terá que agir com rapidez para atender a uma demanda social crescente. A confusão, como diria Machado de Assis, é geral. Nova geopolítica global A China, assim, desponta como esperança concreta no horizonte. Aproveita a oportunidade aberta pela escalada imperial de Trump para intensificar sua aproximação com o Brasil, disposto a absorver parte do excedente que não será mais exportado aos EUA. Desenha-se uma nova estratégia geopolítica para o desenvolvimento brasileiro: menos dependência da demanda americana e mais integração com a China — hoje, a economia mais robusta do planeta. A urgência é imposta por Trump. O Brasil não vai se submeter passivamente ao bloqueio do novo imperador americano. Ao contrário: acelera o estreitamento das relações com Pequim e redesenha sua política externa. Se o líder do Ocidente rompe laços econômicos com o Brasil por motivações políticas e imperialistas, o país se volta naturalmente para o Oriente. Lá está o maior mercado global, segundo o poder de paridade de compra, com capacidade real de desafiar a hegemonia do dólar. O rumo oriental se impõe. A pressão do desemprego, da fome e da retração econômica — consequências diretas do tarifário trumpista — não deixam ao governo Lula outra alternativa. Lula e Putin no mesmo barco Diante do risco de acúmulo de excedente não exportável aos EUA, a classe produtiva brasileira pressionará o governo por soluções imediatas. Isso criará o ambiente para ações emergenciais fora do programa original, com foco na ampliação da parceria com a China e a Ásia. Algo semelhante ocorreu com a Rússia. Após as sanções comerciais impostas pelos EUA e a OTAN na guerra da Ucrânia, Moscou redirecionou suas exportações para a China e outros países asiáticos, além de estreitar os laços diplomáticos com Pequim. Putin, acuado pelas sanções e pelo confisco de reservas financeiras em bancos ocidentais, buscou a salvação no Oriente. E encontrou. A partir desse realinhamento, a Rússia passou a defender com vigor o fim da hegemonia do dólar e a adoção de moedas locais nas trocas comerciais dos BRICS. Agora, Lula segue trilha semelhante. O tarifaço de Trump acelera o realinhamento brasileiro. A política externa será reconfigurada a partir dos interesses concretos da soberania e da sobrevivência econômica. Grito de guerra O tarifaço trumpista é, na prática, um grito de guerra dos EUA contra o Brasil — justamente contra um de seus principais fornecedores de bens manufaturados. Ao mesmo tempo, Trump revela seu interesse por minerais estratégicos do subsolo brasileiro, sem os quais seu projeto de vanguarda tecnológica não se sustenta. Grita com força, mas expõe sua fraqueza: não tem as matérias-primas que o capitalismo de alta tecnologia exige. O excedente não exportável funciona como um bloqueio comercial. Suas consequências: mais desemprego, maior crise social, instabilidade política. Para enfrentá-las, Lula responde com geopolítica — e aproximação da China.














