Fotos: Hegon Corrêa Evento do Senar Goiás reuniu mais de mil participantes em Aparecida de Goiânia. Durante o encontro, a primeira-dama ressaltou os avanços de Goiás no setor nos últimos anos A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, participou nesta quinta-feira (4/9) do III Encontro Mulheres em Campo, em Aparecida de Goiânia. A iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar GO), em parceria com a Comissão Estadual de Produtoras Rurais da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e a Bayer, reuniu mais de 1.200 mulheres entre produtoras rurais, lideranças femininas do agro de diversas regiões do Estado.Durante o evento, Gracinha ressaltou os avanços de Goiás no agronegócio e o protagonismo feminino no setor. “Hoje, 30% das propriedades rurais em Goiás são administradas por mulheres. Elas gerenciam seus negócios com garra, competência e dedicação, mostrando que a presença feminina transforma e fortalece o setor do agronegócio”, afirmou. A primeira-dama destacou ainda a relevância do evento, que visa conectar mulheres líderes nos diversos segmentos do agronegócio goiano, ao lembrar da própria trajetória no campo. “Na época que eu tocava a minha fazenda, com 24 anos de idade, uma mulher à frente era uma raridade. As pessoas olhavam com desconfiança”, contou. ‘‘As mulheres podem estar onde quiserem, e o que elas querem são oportunidade. São ferramentas para poder trabalhar, colher, plantar. É isso que está sendo feito aqui. Nada mais importante do que a capacitação chegar perto de você”, acrescentou. O presidente do Sistema Faeg, José Mário Schreiner, reforçou a presença das mulheres no campo. “Todas as propriedades que são administradas por mulheres demonstraram resultados extremamente positivos, seja no trato com as pessoas, seja ali nos resultados econômicos, financeiros e sociais. A gente vê muita sensibilidade e compromisso”, afirmou. Fotos: Hegon Corrêa Com o tema “A mulher como agente de transformação da realidade do campo”, o encontro contou com palestras e espaços interativos dedicados às produtoras rurais. Presidente da Comissão das Produtoras da Faeg, Ângela Van Lieshout destacou o crescimento do evento. “No nosso primeiro Mulheres reunimos aproximadamente 260 pessoas. No segundo, já éramos 600. E hoje estamos aqui com mais de mil mulheres unidas em busca de um futuro brilhante”, pontuou. A produtora Roseneide Ferreira Beltrão, de Campos Belo é uma das participantes. “Sou produtora há dois anos, comecei a fazer produtos artesanais como terapia e forma de conhecer pessoas. Este evento é de suma importância, incentiva e valoriza a mulher, fazendo com que ela se sinta protagonista da própria vida.”, contou. Já Luciene Mariana Carneiro, de Alvorada do Norte, é técnica em horticultura e filha de produtora rural. “Minha mãe produz banana, mexerica e também faz doces, queijo. Tenho muito orgulho. E como técnica, percebo que, quando as mulheres estão à frente da gestão, elas são mais abertas a aprender e por isso, as propriedades crescem mais”, afirmou.
Gracinha Caiado destaca protagonismo feminino no agronegócio durante o III Encontro Mulheres em Campo
Lula adverte para risco de anistia ser aprovada no Congresso
Foto: CdB No encontro com os comunicadores, um deles grita “sem anistia” quando o Lula fez uma crítica aos “falsos patriotas” que estão nos EUA pedindo ao presidente americano Donald Trump, que intervenha no Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu nesta quinta-feira (4/9) que, se for votada no Congresso Nacional a proposta de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro pode ser aprovada. Em conversa com comunicadores e ativistas em Belo Horizonte (MG), transmitida ao vivo pela conta de Lula no Instagram, o presidente disse que a extrema-direita tem força no Congresso, e defendeu que a batalha contra a anistia seja feita também pelo povo. ” É outra coisa que a gente precisa saber, se for votar no Congresso, nós corremos risco da anistia”, disse Lula. No encontro com os comunicadores, um deles grita “sem anistia” quando o Lula fez uma crítica aos “falsos patriotas” que estão nos Estados Unidos pedindo ao presidente dos EUA, Donald Trump, que intervenha no Brasil. ” A extrema-direita tem muita força ainda, então é uma batalha que também tem que ser feita pelo povo”, acrescentou Lula, afirmando que, embora o Congresso Nacional atual tenha ajudado o governo federal aprovando matérias de interesse do Executivo, o Legislativo “não foi eleito pela periferia”. Golpe Lula tem criticado o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os EUA e tem feito campanha para que o governo Trump imponha sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras. Trump impôs uma tarifa comercial de 50% sobre vários produtos brasileiros além de sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado. Trump chama o caso contra Bolsonaro de “caça às bruxas”. As declarações de Lula sobre a possibilidade de uma anistia no Congresso vêm em meio ao julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do STF, iniciado nesta semana e com ampla expectativa de condenação do ex-presidente. Pressão A fala do presidente também vem em meio às articulações de parlamentares do centrão e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afilhado político de Bolsonaro, para pressionar pela votação do projeto de anistia ampla aos envolvidos com a tentativa de golpe de Estado do 8 de janeiro, com os olhos já na eleição nacional de 2026. Enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), resiste, a pressão dos partidos do Centrão vem aumentando para que a urgência e a proposta sejam colocadas em votação imediatamente após a conclusão do julgamento de Bolsonaro, o que deve acontecer na próxima semana. Inelegível A tentativa de um projeto de anistia que inclua também Bolsonaro tem poucas chances de prosperar — seja porque não deve passar no Senado, como já avisou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), seja porque pode ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou considerado inconstitucional pelo STF. No entanto, o envolvimento direto de Tarcísio na empreitada mostraria a fidelidade do governador a Bolsonaro, que está atualmente inelegível até 2030 por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tarcísio é apontado como provável candidato da direita na eleição presidencial do ano que vem, quando Lula deve tentar a reeleição, mas é muitas vezes alvo de críticas do entorno de Bolsonaro, especialmente de Eduardo recentemente. Ataques Líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que o presidente Lula não aceitará qualquer tipo de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar deixou claro que Lula vetará tanto a anistia “ampla, geral e irrestrita” proposta pelo PL de Bolsonaro quanto um projeto mais restritivo, como o sugerido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar afirmou que o PT e o governo de Lula não aceitariam sequer a redução das penas dos condenados pelos ataques ao Congresso e ao Palácio do Planalto, uma vez que isso poderia irritar a base política que exige punição severa para os responsáveis. O veto de Lula representaria mais um obstáculo ao avanço da anistia. Caso o projeto fosse aprovado no Congresso, seria necessário que o veto fosse derrubado nas duas Casas, o que adicionaria uma nova camada de complexidade ao processo.
Propineiro (acusado) do governador do TO, faz selfie e chama dinheiro de ‘benção’, diz PF
Foto: Reprodução/Decisão do STJ Segundo investigação, apreensão de dinheiro em espécie reforça “a convicção de que atos de corrupção passiva ocorreram e continuam a ocorrer” na sede do governo estadual A investigação da Polícia Federal aponta Marcus Vinícius Santana como “operador financeiro” do governador Wanderlei Barbosa no esquema de desvio de dinheiro da compra de cestas básicas, durante a pandemia. O investigado aparece com maços de dinheiro em fotos obtidas pela investigação. Conversas mostram que outros suspeitos chamavam as propinas de “benção”. As imagens e diálogos constam na decisão do ministro Mauro Campbell, Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afastou o governador Wanderlei Barbosa e a primeira-dama, Karynne Sotero, na segunda fase da Operação Fames-19. A investigação apura contratos para aquisição de cestas básicas e frangos congelados durante o período da pandemia. A suspeita da Polícia Federal é de que foram contatadas empresas de fachada e parte dos produtos não foi entregue. O prejuízo estimado, segundo a investigação é superior a R$ 73 milhões. Em uma das imagens que consta no inquérito, Marcus Vinícius Santana, filho de Taciano Darcles, ex-assessor especial do governador, aparece com uma bolsa recheada com notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200. Na decisão, o ministro afirma que Marcus agia como “operador financeiro” do governador Wanderlei. Veja como funcionava o suposto esquema. Ainda segundo o relatório, o dinheiro era usado para o “pagamento das propinas ao governador do Estado e aos demais agentes envolvidos” no esquema criminoso. A denúncia também aponta que os valores desviados eram usados para quitar despesas pessoais do governador. “É possível depreender a sistemática adotada pela organização criminosa para dissimular, camuflar, e até mesmo impedir o rastreamento dos atos de recebimento e distribuição de vantagens indevidas”, afirmou o ministro. Conforme o documento, Marcus seria o responsável pelas transferências bancárias e saques de valores que eram repassados a Taciano ou a Thiago Barbosa, sobrinho do governador, “os quais se incumbiriam de, posteriormente, entregar tais valores em espécie aos demais envolvidos, neles incluído o governador” A defesa de Thiago Barbosa informou que o nome dele foi inserido na decisão por “absoluto equívoco”, pois ele não é investigado na Operação Fames-19 e não foi alvo das medidas cautelares, e que já adotou providências para que o nome de Thiago seja excluído das investigações. A investigação da Polícia Federal apontou que outros investigados no esquema chamavam os pagamentos indevidos de “bênçãos”. Em uma conversa encontrada pela Polícia Federal, Wilton Pires encaminha uma foto de uma pilha de dinheiro para o irmão Paulo Cesar Lustosa e combina o repasse de valores. Segundo a investigação, Paulo Cesar, o PC Lustosa, é suspeito de ter negociado propinas para o esquema e recebido mais de R$ 1,3 milhão. Pagamentos indevidos tratados como “bênçãos”. Veja trechos destacados pela investigação: Dinheiro em gabinete Foto: Reprodução/Relatório do STJ Dinheiro apreendido em gaveta do chefe de gabinete do governador Wanderlei Barbosa, em 2024 Na primeira fase da operação, em agosto de 2024, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços do governador, entre eles o gabinete no Palácio Araguaia — sede do governo local. Os investigadores encontraram R$ 32,2 mil em espécie no gabinete do governador junto dos carimbos de Barbosa e de seu chefe de gabinete, que foi exonerado no dia seguinte. Segundo a PF, o fato de integrantes do esquema sacarem “grandes quantias em espécie” e os valores apreendidos no gabinete do governador “reforçam a convicção de que atos de corrupção passiva, de fato ocorreram e continuam a ocorrer na sede do Poder Executivo estadual”, diz trecho da investigação. Além do dinheiro encontrado na sede do governo tocantinense, à época, a polícia apreendeu mais R$ 35,5 mil, US$ 1,1 mil e 80 euros no escritório que fica na casa de Wanderlei. Operação Fames-19 O governador Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo por 180 dias nesta quarta-feira (3), após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A primeira-dama, Karine Sotero Campos, que ocupava o cargo de secretária extraordinária de Participações Sociais, também não poderá seguir na função pelo mesmo período.O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. Afirmou que os fatos ocorreram na gestão anterior, quando tinha o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas. A primeira-dama informou que vai “comprovar total ausência de participação nos fatos”. Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Conforme a PF, as investigações apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos em 2020 e 2021, ainda no governo de Mauro Carlesse. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Conforme a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Íntegras das notas das defesas Nota da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) informa que tem colaborado com as investigações e encaminhado informações aos órgãos de controle internos e externos para instruir as tomadas de contas que foram instauradas. A Setas reforça seu compromisso em colaborar com as autoridades competentes. Nota de Mauro Carlesse A defesa do ex-governador Mauro Carlesse lamenta os recentes acontecimentos envolvendo o Estado do Tocantins e esclarece que, durante todo o período em que Mauro Carlesse exerceu o mandato, inexistiu qualquer ato ou decisão de
Caiado ressalta avanço da industrialização goiana durante abertura da Ficomex 2025
Evento é considerado o maior do comércio exterior no Brasil e reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países, incluindo representantes de cerca de 100 embaixadas. A abertura da feira em Goiânia contou com a participação dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Rondônia, Marcos Rocha, além do cantor Gusttavo Lima O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) destacou a força de Goiás e os avanços que colocam o Estado não apenas como um exportador de commodities, mas que agrega valor e que investe cada vez mais na industrialização em solo goiano, durante a abertura da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central, a Ficomex 2025, nesta quinta-feira (4/9). O evento, que vai até 6 de setembro, tem como tema “Transformação Digital e Sustentabilidade no Mercado Global” e reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países para fomentar o fluxo global de bens e serviços, e também expandir as relações comerciais entre o Brasil e o mundo. “Goiás é competitivo em todas as áreas, no comércio, na prestação de serviços e na indústria”, garantiu Caiado, ao ressaltar a atuação no estado da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg) junto com a Federação das Associações Empreendedoras, Comerciais, Industriais, de Serviços, de Tecnologia, de Turismo e do Terceiro Setor do Estado de Goiás (Faciest). As entidades são as promotoras do evento que trouxe mais de 100 embaixadas para a feira. “Estamos mostrando o dinamismo do ponto de vista de gestão e também de um empresariado extremamente arrojado, ousado que avança no cenário internacional. Acompanhamos com apoio, para que cada vez mais, a renda seja melhor e o cidadão do exterior se sinta bem atendido na nossa terra”, afirmou Caiado, que recebeu a Comenda Ficomex, destinada a entidades e personalidades que atuam em prol do comércio exterior. O vice-governador Daniel Vilela destacou que o resgate da Ficomex é uma oportunidade de apresentar as potencialidades de Goiás. “É um instrumento que fomenta as relações comerciais internacionais no nosso Estado”, pontuou ao explicar que está em discussão a criação de uma agência de promoção e exportação. “Um formato enxuto, moderno e inteligente que possa conectar Goiás com outros países, instituições e empresas”, adiantou. Foto: Júnior Guimarães Durante a abertura, o presidente da Acieg, Rubens Fileti, destacou que “Goiás acabou se tornando um hub de conexão no Brasil inteiro” e que, neste momento de instabilidade causada pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, “nada melhor do que abrir diálogo, principalmente com três pilares que trazemos aqui: política pública, negócios e educação”. Ele também anunciou novidades para o próximo ano, com a realização da feira de forma bianual em Goiás. “Um ano será fora do país e outro aqui no estado”, afirmou. Este ano, o cantor Gusttavo Lima foi nomeado o embaixador da feira, escolha que se deve ao espírito empreendedor do artista, que investe em diversas áreas, fortalecendo o evento como plataforma para expandir negócios e criar conexões internacionais. “Goiás se tornou uma referência mundial em empreendedorismo e negócios”, frisou ao relatar que o evento é uma forma de explorar o que Goiás e o Brasil têm de melhor para exportar para o mundo. Foto: Júnior Guimarães “Fico feliz de unir música e negócio no mesmo sentido e ambiente. Que a gente possa manter o nosso estado cada dia mais forte e fazer diferença”, sentenciou o cantor (foto acima). Ao discursar, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a feira é importante para unir esforços e vencer as dificuldades ao exemplificar o tarifaço. “Vale muito a pena fazer os contatos e crescer os nossos estados, mas principalmente o nosso Brasil”, considerou. Foto: Júnior Guimarães O chefe do executivo de Minas Gerais, Romeu Zema (foto acima) frisou a atuação para a atração de negócios. “Tem sido uma prioridade. Rompemos no mês passado, em agosto, a barreira de R$ 500 bilhões. Estamos falando de mais de 90 bilhões de dólares de investimentos privados”, citou. A abertura da feira contou ainda com outras autoridades e empreendedores, entre elas o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel; o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto; deputados estaduais e federais; além de presidentes e representantes de entidades como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e Organização das Cooperativas Brasileiras Goiás (OCB-GO). Ficomex Foto: poptvnews A feira reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países para fomentar o comércio exterior, fortalecer a internacionalização de negócios e expandir relações comerciais entre o Brasil e o mundo. O evento foi retomado pela Acieg em 2024, após quase 20 anos e chega à sua quarta edição em 2025. Mais de 100 países de quatro continentes estão representados por embaixadas e câmaras de comércio, incluindo grandes parceiros do Brasil. O número supera o dobro da edição anterior e corresponde a mais de 55% de nações do mundo. União Europeia, todo o continente africano, China, Canadá, Estados Unidos, México, Rússia, Argentina, Paraguai, Hong Kong e Arábia Saudita, dentre outros países, estão representados. O evento atua para a realização de negócios dentro do território brasileiro, gerando networking entre estados, municípios, instituições, players importantes do mercado e empresas de todos os portes.
Se depender do Senado, Bolsonaro fica preso, diz Alcolumbre
Foto: CdB Ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciava, na véspera, o julgamento histórico que poderá levar Bolsonaro e militares de alta patente à cadeia, por tentativa de golpe de Estado, aliados de Bolsonaro se movimentavam no Congresso pela aprovação de uma anistia. Presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (UB-AP) disse ser contrário à aprovação de uma anistia para o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), mas admite rever as penas dos envolvidos no golpe de Estado fracassado no 8 de Janeiro que participaram do quebra-quebra ocorrido na Praça dos Três Poderes. “Eu vou votar o texto alternativo. É isso que eu quero votar no Senado. Vou fazer esse texto e eu vou apresentar”, adiantou Alcolumbre nesta manhã, em entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo. Ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciava, na véspera, o julgamento histórico que poderá levar Bolsonaro e militares de alta patente à cadeia, por tentativa de golpe de Estado, aliados de Bolsonaro se movimentavam no Congresso pela aprovação de uma anistia a ser concedida imediatamente após a divulgação do resultado. Pressão A pressão na Câmara Federal aumentou, nas últimas horas, diante da articulação explícita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da adesão de dois dos principais partidos do centrão, o PP e o União Brasil. Com o novo esforço, o presidente do Senado pretende apresentar ele próprio aos líderes partidários da Casa um texto alternativo ao que tem sido discutido por bolsonaristas. O projeto apoiado por Alcolumbre prevê apenas uma diminuição das penas, mas não perdoa nenhum dos condenados pelos ataques aos Três Poderes, situação em que o próprio Bolsonaro pode ser incluído, caso seja declarado culpado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A principal ideia em discussão é alterar a nova Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, aprovada em 2021, para enquadrar em um novo tipo penal aqueles que estiveram presentes nos atos, mas não tiveram papel de planejamento ou financiamento. Vídeo relacionado: Pauta De Anistia A Bolsonaro Corre No Congresso Enquanto STF Julga ‘Trama Golpista’ (unbranded – Entertainment (Brazilian Portuguese)) A mudança poderia, na realidade, aliviar as penas do que parte das autoridades veem como a “massa de manobra” que vandalizou as sedes dos Três Poderes —como a cabeleireira Débora Rodrigues, um dos símbolos do bolsonarismo por ter pichado a estátua em frente ao STF com um batom. A depender das circunstâncias do envolvimento de cada indivíduo, esse novo crime substituiria condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Combinados, os dois crimes levam a penas de 8 a 20 anos de prisão. Tapa na cara Ainda sobre a iniciativa da ultradireita, de promover a anistia a Bolsonaro, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, fez uma denúncia na véspera. Em declaração divulgada em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que há uma articulação no Congresso nesse sentido. Segundo Lindbergh, partidos políticos de peso estariam “de mãos dadas com Tarcísio de Freitas”, governador de São Paulo pelo Republicanos, para aprovar a anistia logo após a decisão da Corte. “Um golpe está sendo arquitetado dentro do parlamento. Isso é uma traição à Constituição, à democracia brasileira e um tapa na cara do povo brasileiro”, concluiu.
Daniel Vilela entrega 89 casas a custo zero em Água Limpa e Rio Quente
Fotos: André Costa e Jota Eurípedes Governo de Goiás investe mais de R$ 13 milhões em moradias que garantem dignidade a famílias dos dois municípios em situação de vulnerabilidade O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta quarta-feira (3/9), 89 unidades habitacionais do programa Pra Ter Onde Morar – Construção, em Água Limpa e Rio Quente. As obras, realizadas pelo Governo de Goiás, representam investimento superior a R$ 13,3 milhões e asseguram moradia digna e gratuita a famílias em situação de vulnerabilidade. Fotos: André Costa e Jota Eurípedes “São programas que mudam de fato a vida das pessoas. Goiás é o único estado que entrega casas a custo zero, sobretudo nos pequenos municípios do interior. Ver a alegria das famílias que já nem sonhavam mais com a casa própria e hoje realizam esse sonho é um dos momentos mais marcantes da vida pública”, afirmou Daniel (foto acima). Para a construção das 40 casas em Água Limpa, o investimento do Governo de Goiás foi de R$ 7,2 milhões em recursos. Já as 49 de Rio Quente tiveram o aporte de R$ 6,1 milhões. Todas foram construídas e entregues sem cobrança de parcelas, garantindo escritura definitiva também sem custos. O presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy, lembrou que, antes do governo Ronaldo Caiado, os beneficiários recebiam “apenas materiais de construção e precisavam erguer as casas por conta própria”. Agora, ele endossou que “são entregues moradias de qualidade, a custo zero, com escritura garantida para cada família. Já são mais de 4.150 residências repassadas até hoje”, citou. Para o secretário de Infraestrutura, Adib Elias, receber a chave representa um marco na vida das famílias. “Não há alegria maior do que quando alguém passa a ter endereço e o seu próprio lar”, lembrou, ao citar que os beneficiários são famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), em situação de vulnerabilidade econômica. As moradias são construídas pelo Governo de Goiás em terrenos cedidos pelas prefeituras. Segundo a prefeita de Rio Quente, Ana Paula Lima, o programa tem grande alcance social. “Mais do que uma estrutura física, uma casa é dignidade, segurança e paz para o lar. Esse é o maior programa social de moradia do país”, disse. Já o prefeito de Água Limpa, José Carlos Guimarães, afirmou que a cidade tem gratidão pelo apoio constante do Governo de Goiás. “Essa entrega simboliza o bem para o município e para o nosso povo”, pontuou. Sonho realizado Uma das beneficiadas em Água Limpa, Tálita Dias, de 31 anos e mãe de quatro filhos, emocionou-se ao receber as chaves. “É a melhor sensação do mundo, realmente a realização de um sonho que parecia tão distante. Não dá nem para acreditar. É perfeito”, resumiu.
Aliados, admitem pena máxima para Bolsonaro
Foto: REUTERS/Adriano Machado Para aliados de Bolsonaro, o regime fechado significará o fim do ex-presidente Jair Bolsonaro O entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) reconhece a iminente condenação do ex-presidente no julgamento sobre a trana golpista. Para esses aliados, não há nada que reverta a culpabilidade do capitão reformado. A avaliação nos bastidores é de que a primeira turma do Supremo Tribunal Federal dará a pena máxima a Bolsonaro, hoje prevista em 43 anos. “Se a mulher que pichou a estátua de batom pegou 14, imagina ele”, comparou um deputado do PL. O sentimento é praticamente unânime entre os que integram o entorno do presidente. Para esses aliados, o regime fechado significará o fim de Bolsonaro. “É uma condenação à morte”, avaliou um parlamentar. A preocupação se deve pelo estado de saúde de Bolsonaro que, segundo relatos, tem tido crises de soluço constante, em decorrência das cirurgias realizadas por conta da facada. Por conta disso, aumenta a pressão para que a Câmara vote o projeto da anistia. Os bolsonaristas prometem cobrar um suposto acordo selado com o presidente da Câmara Federasl Hugo Motta (Republicanos – PB). Eles acreditam que o apoio de Tarcísio de Freitas, correligionário de Motta, à pauta, ajudará a tirar o projeto do papel. Mas, apesar disso, o sentimento de parte do plenário é que não existe clima para votar uma anistia ampla e irrestrita. Um deputado desabafou: “ninguém aqui está podendo enfrentar o Supremo”, numa referência as inúmeras investigações que miram as emendas parlamentares.
O presidente Trump está doente
© 1 A doença dificulta o retorno do sangue para o coração de Trump O presidente do EUA Donald Trump (Republicanos) foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, problema que compromete o funcionamento das válvulas das veias nas pernas. A condição médica foi confirmada nesta terça-feira (2/9) pela equipe de saúde do político, após rumores sobre seu estado físico circularem na imprensa americana. A doença dificulta o retorno do sangue ao coração, provocando acúmulo nas extremidades inferiores. O diagnóstico aconteceu durante exames de rotina no início de 2025, quando médicos identificaram a condição após Trump mencionar desconforto nas pernas depois de longos períodos em pé durante eventos eleitorais. Aos 79 anos, o ex-presidente integra o grupo de maior risco para o desenvolvimento desse problema circulatório. Especialistas indicam que o enfraquecimento natural das paredes venosas com a idade aumenta a propensão a esse tipo de condição em pessoas idosas. Entre os sintomas apresentados por Trump estão inchaço nas pernas e tornozelos, principalmente após permanecer em pé por períodos prolongados durante aparições públicas. Sua equipe médica confirmou que ele também sente peso e cansaço nas pernas. O problema foi identificado enquanto o candidato cumpria compromissos de campanha nos estados do meio-oeste americano em agosto. Após um comício em Ohio, Trump precisou descansar por orientação médica devido à intensificação dos sintomas. Dados da Sociedade Americana de Angiologia mostram que a insuficiência venosa crônica atinge cerca de 40% da população acima de 65 anos nos Estados Unidos. Para pessoas com mais de 75 anos, como Trump, esse índice chega a aproximadamente 60%. A condição gera mais de 2 milhões de consultas médicas por ano no país. O tratamento prescrito inclui uso de meias de compressão, elevação das pernas durante o descanso e possíveis medicamentos para melhorar a circulação sanguínea. Os médicos também recomendaram que o candidato faça pausas mais frequentes durante eventos longos. Ainda não está definido se a condição afetará a agenda de campanha do republicano nos próximos meses, especialmente considerando a intensificação das atividades eleitorais previstas para outubro, período que antecede as eleições presidenciais. “Estou perfeitamente saudável e com energia total para continuar minha campanha. Essa pequena condição não vai me impedir de fazer a América grande novamente”, afirmou Donald Trump em comunicado oficial divulgado por sua assessoria.
Quem é Wanderlei Barbosa, o governador “curraleiro” afastado por suspeita de corrupção
Suposto esquema envolvendo cestas básicas teria causado prejuízo de R$ 73 milhões. Governador afirmou que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma ‘medida precipitada’ O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), afastado nesta quarta-feira (3/9) por 180 dias por suspeita de envolvimento com desvio de recursos da compra de cestas básicas, está no cargo desde 2021. Ele assumiu o governo após o então governador Mauro Carlesse (Agir) ter sido afastado e renunciar ao mandato para evitar um processo de impeachment. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada” (veja nota completa abaixo). Em 2022, durante campanha, Wanderlei se apresentou como um homem do povo: “o governador curraleiro!”. O apelido usado insistentemente nas propagandas eleitorais tinha objetivo: não permitir que ninguém esquecesse as origens e a história da vida dele. Wanderlei Barbosa Castro é natural de Porto Nacional (TO). Ele começou a carreira política em 1989, quando se elegeu vereador pelo município. Em 1996 migrou para a capital e se elegeu vereador por Palmas, cargo que ocupou por vários mandatos sucessivos até 2010, chegando a presidir a Câmara Municipal ao longo de quatro anos. Em 2010 se elegeu para o primeiro de dois mandatos como deputado estadual, e permaneceu nesta função até 2018, quando se afastou para disputar a eleição suplementar ao lado de Mauro Carlesse como vice-governador na chapa que acabou vencedora. Carlesse foi afastado do cargo em outubro de 2021, em apuração sobre suposto pagamento de propina e obstrução de investigações. Wanderlei assumiu como governador e foi eleito novamente para o cargo em 2022. Com o afastamento de Wanderlei, quem assume o governo do Estado é o vice, Laurez Moreira (PSD), com quem Wanderlei não mantém um bom relacionamento. Em 2024, Wanderlei inclusive enviou proposta de emenda à constituição para evitar que o vice tomasse posse durante viagens do governador. O texto, chamado de PEC do Apego, foi aprovado no mesmo ano. Afastamento por suspeita de corrupção O afastamento do governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama, Karynne Sotero, do cargo de secretária, foi determinado pelo ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido do Ministério Público Federal. Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Nesta quarta-feira (3/9) mais de 200 policiais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Paraíba, Maranhão. A primeira-dama afirmou que também respeita a decisão e vai se dedicar à defesa para comprovar sua “total ausência de participação nos fatos”. Foto: Reprodução/Instagram Wanderlei Barbosa Primeira dama Karynne Sotero e o governador, Wanderlei Barbosa, foram afastados Também afirmou que deseja que tudo seja esclarecido . O g1 entrou em contato com o Palácio Araguaia onde estão sendo cumpridos mandados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 também pediu posicionamento para a defesa de Mauro Carlesse, governador anterior, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) informou que prestou colaboração total e irrestrita no cumprimento integral das determinações contidas em dez mandados de busca e apreensão, disponibilizando todos os equipamentos, documentos e informações solicitados. Também informou que não foi intimada de nenhuma decisão judicial relacionada ao caso, que ainda está em curso. Conforme a PF, as investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. A operação foi chamada de Fames-19 em referência à insegurança alimentar ocasionada pela pandemia de Covid-19. Fames, significa “fome” em latim e “19” faz alusão ao ano em que a doença foi descoberta. Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa Karynne Sotero, secretária extraordinária de Participações Sociais, foram alvos de busca na primeira fase da Operação Fames-19. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos. Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros. Íntegra da nota do governador Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. lém dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota de Karynne Sotero Campos Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à
Laurez Moreira assume governo após afastamento de Wanderlei por suspeita de corrupção
Foto: Reprodução/TV Anhanguera Laurez da Rocha Moreira é advogado e assumiu o cargo de vice-governador do estado pela primeira em janeiro de 2023. Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias Com o afastamento de Wanderlei Barbosa, pelo prazo de 180 dias, quem assume o cargo é o vice, Laurez Moreira (PSD). A medida foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no inquérito que apura o desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas no Tocantins, na pandemia de Covid-19. Wanderlei Barbosa é investigado na segunda fase da “Operação Fames-19”, que tem o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um prejuízo de R$ 73 milhões aos cofres públicos. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. Afirmou que os fatos ocorreram na gestão anterior, quando tinha o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas. Também afirmou que determinou auditoria nos contratos e acionará os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo. Durante o mandato de vice-governador, Laurez assumiu o governo pela última vez em 2023. Depois disso, Wanderlei propôs uma emenda à Constituição Estadual para permanecer no cargo mesmo durante viagens. O texto foi aprovado em 2024. Em entrevista à TV Anhanguera, Laurez afirmou que recebe a notícia de afastamento do governador com tristeza, mas vai fazer um levantamento da situação do governo para continuar trabalhando. Laurez Moreira é natural de Dueré e formado em Direito, onde foi vereador e ocupou a presidência da Câmara Municipal. Logo em seguida, foi eleito por três vezes deputado estadual, duas vezes deputado federal entre 2007 e 2011. Ele também ocupou a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo. Em 2012, Laurez foi eleito prefeito de Gurupi, região sul do estado, e reeleito em 2016, permanecendo até 2020. Já em 2022, concorreu como vice-governador, sendo eleito ao lado de Wanderlei Barbosa (Republicanos). Ele é filho da professora Laurinda e Juarez Moreira, além de advogado e pai de três filhos. Afastamento de Wanderlei Barbosa O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell o mesmo ministro do STJ que em outubro de 2021 afastou do cargo o ex-governaor Mauro Carlesse (Agir). Conforme a PF, as investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota de Karynne Sotero Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados. Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.














