Divulgação O relator do projeto de anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou que a proposta beneficiará o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). “O Bolsonaro vai ser beneficiado por isso, não tem como fazer um projeto que beneficia todo mundo e deixe alguém de fora”, afirmou o deputado, que vem conversando com as bancadas de cada partido para tentar articular um texto de consenso. A declaração aconteceu ontem (24/9) durante uma série de reuniões que fez para tratar do tema na Câmara dos Deputados. Segundo o relator, o ex-presidente deve ser incluído no projeto de lei da mesma forma que os demais, sem tratamento individualizado. “Eu não estou tratando de pessoa especificamente, vai ser incluído a todos”, afirmou. O deputado se reuniu quarta-feira (24/9) com as bancadas do PT, PSDB, União Brasil e Progressistas para articular o texto, que, segundo ele, deve ser votado na próxima semana. Após o encontro com parlamentares do PP e do União Brasil, o relator declarou que sua proposta seguirá na direção de um “projeto que pacifique o país”. Na terça-feira (23), ele já havia sinalizado que a relatoria deve caminhar pela redução das penas dos condenados, e não pela “anistia ampla”, defendida pela oposição. O líder do PP na Câmara, deputado Dr. Luizinho (PL-RJ), afirmou que pediu ao relator que o texto seja construído em conjunto com o Senado Federal. “Pedi que fosse elaborado de forma mais clara também com o Senado, até porque o Senado Federal tem sinalizado, há cerca de cinco ou seis meses, que apresentaria um texto de redução de penas e não vem avançando”, disse Luizinho. Paulinho reforçou a importância da construção conjunta entre as duas Casas: “Não dá para pacificar o país se a Câmara e o Senado estão em guerra.” O chamado “PL da Anistia” — que o deputado passou a chamar de “PL da Dosimetria” — trata da anistia e da redução de penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado.
“Bolsonaro será beneficiado”, diz relator do PL da Anistia
MPF recomenda manter afastamento de governador do Tocantins por suspeita de lavagem de dinheiro
Se a posição do MPF prevalecer, Barbosa seguirá afastado do governo enquanto avançam as investigações que apuram crimes de corrupção, peculato, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa Foto: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se contra a concessão de habeas corpus para o governador afastado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). Ele é investigado por um suposto esquema de desvio de recursos públicos e pagamento de propinas em contratos firmados durante e após a pandemia de Covid-19. No parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a subprocuradora-geral da República Maria Caetana Cintra Santos destacou que Barbosa teria transformado a máquina estadual em um “verdadeiro balcão de negócios”, exigindo altas “taxas de retorno” em contratos custeados com dinheiro público, especialmente no fornecimento de cestas básicas. Segundo a Polícia Federal, mais de R$ 97 milhões foram pagos em contratos de cestas básicas e frangos congelados, com prejuízo superior a R$ 73 milhões aos cofres públicos. O desvio teria sido ocultado na construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais. As investigações também apontam que parte dos valores desviados foi utilizada para o pagamento de despesas pessoais e a construção de um empreendimento de luxo em Taquaruçu, a chamada Pousada Pedra Canga, registrada em nome dos filhos do governador. Há ainda registros de depósitos em espécie, boletos quitados e movimentações financeiras feitas por assessores diretos e operadores ligados ao chefe do Executivo. “Ao final, como já dito, em consonância com a expressiva quantia de dinheiro em espécie apreendida no gabinete do governador, a indicar a franca continuidade do esquema delitivo, de maneira atual, e com estrita relação com o cargo atualmente desempenhado por WANDERLEI BARBOSA CASTRO, a autoridade policial apresentou complementação à representação inicial, comprovando a canalização de parte substancial do dinheiro desviado para um empreendimento de luxo na serra de Taquaruçu, denominada POUSADA PEDRA CANGA, colocada em nome de seus filhos, em uma clara situação de lavagem de capitais na modalidade dissimulação”, descreve trecho da decisão contra pedido de habeas corpus. Apesar disso, a defesa do governador argumenta que as medidas cautelares imposta, como o afastamento para o 180 dias e a proibição de frequentar prédios públicos do Tocantins , foram implantadas são genéricas e com base em fatos anteriores ao seu mandato. A Procuradoria, no entanto, argumenta que há indícios contemporâneos de continuidade delitiva, inclusive com negociações recentes para novos contratos. A PGR disse que é contra o pedido da defesa. Agora, o processo está nas mãos do ministro Edson Fachin, que pode decidir sozinho ou levar o caso para ser julgado junto com os outros ministros da Segunda Turma do STF. Se a posição do MPF prevalecer, Barbosa seguirá afastado do governo enquanto avançam as investigações que apuram crimes de corrupção, peculato, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
Michelle Bolsonaro admite disputar a Presidência em 2026
Foto: Reuters/Amanda Perobelli Ex-primeira-dama diz que assumirá candidatura se for “a vontade de Deus” A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou que poderá concorrer à Presidência da República em 2026, caso seja “a vontade de Deus”. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, a primeira concedida desde a condenação de seu marido, Jair Bolsonaro (PL/9), a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Na conversa com o veículo britânico, a ex-primeira-dama alegou que Bolsonaro é vítima de suposta perseguição política e classificou o julgamento como uma “farsa judicial”. Também reforçou que, embora seu foco esteja em cuidar da família neste momento, está disposta a assumir um papel político se necessário. Críticas ao Supremo e defesa de Bolsonaro Michelle criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e, em particular, o ministro Alexandre de Moraes, pela condenação de Bolsonaro. “O julgamento de Jair e de outras pessoas inocentes foi uma farsa judicial”, disse. “Atuar simultaneamente como juiz, vítima, promotor e investigador viola os princípios básicos do devido processo legal. Em um país verdadeiramente democrático, este caso seria nulo desde o início”. Ela ainda ressaltou que sua prioridade continua sendo a recuperação de Bolsonaro, que recentemente passou por cirurgia para retirar lesões de pele. “Minha atenção está voltada para cuidar do meu marido neste momento delicado. Mas me erguerei como uma leoa para defender nossos valores conservadores, a verdade e a justiça. Se for necessário assumir uma candidatura política, estarei pronta para fazer o que Deus me pedir”, afirmou. Crise diplomática com os EUA A condenação de Jair Bolsonaro provocou tensão entre o Brasil e os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, tentou pressionar o STF impondo tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, além de sanções contra Alexandre de Moraes e outros magistrados. Apesar da pressão, a Justiça manteve a pena, levando Bolsonaro à prisão domiciliar enquanto aguarda recursos. Trump, que inicialmente manteve uma postura dura, adotou um tom mais conciliador nesta terça-feira (23/9), ao relatar um breve encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York (EUA). “Tivemos uma excelente química. É um bom sinal”, declarou o líder norte-americano. Lula, por sua vez, reafirmou a defesa da soberania nacional. “Nossa democracia, nossa soberania não são negociáveis”, disse em discurso que recebeu aplausos. Possível liderança da direita brasileira A prisão de Jair Bolsonaro abriu espaço para que Michelle seja vista como uma nova referência da direita, especialmente entre os evangélicos, base que a ex-primeira-dama tem cultivado com discursos religiosos e posições conservadoras. No entanto, especialistas avaliam que sua popularidade fora desse núcleo ainda é incerta. Alguns analistas apontam que Michelle pode atuar como articuladora política, apoiando nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que desponta como alternativa supostamente mais moderada, em troca de uma possível indicação como vice. Outros avaliam que ela vem construindo credenciais próprias para uma candidatura presidencial. Acusações ao governo Lula Michelle Bolsonaro também responsabilizou o presidente Lula e Alexandre de Moraes pelos impactos econômicos das sanções impostas pelos Estados Unidos. “O governo Lula parece decidido a provocar o caos no Brasil e depois atribuí-lo a Trump, explorando um cenário que, na realidade, foi criado por suas próprias políticas”, disse. Segundo ela, a crise atual decorre de escolhas políticas internas: “Não desejamos sanções ao Brasil, mas podemos claramente identificar os responsáveis: Lula e Alexandre de Moraes, cujas ações provocaram essa crise”.
Caiado destaca políticas de controle e transparência em Goiás durante encontro que reúne órgãos fiscalizadores
Fotos: Rômullo Carvalho Governador participou da abertura do XXI Encontro Nacional de Controle Interno em Goiânia e ressaltou a adoção de práticas de compliance público que levaram Goiás a liderar rankings nacionais de transparência e prestação de contas O governador Ronaldo Caiado destacou, nesta quarta-feira (24/9), as políticas de controle e transparência que levaram Goiás a liderar rankings nacionais, durante a abertura do XXI Encontro Nacional de Controle Interno, em Goiânia. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), em parceria com a Controladoria-Geral do Estado de Goiás (CGE-GO), reúne representantes de 68 controladorias brasileiras, entre elas a Controladoria-Geral da União (CGU), para debater transparência, integridade e eficiência na aplicação dos recursos públicos. “No primeiro dia de governo implantamos o compliance público para antecipar problemas. Nossa política é motivar as pessoas a entenderem a necessidade do controle e a importância da CGE para respaldar as ações do governador, junto com a Procuradoria-Geral do Estado e com a Secretaria de Segurança Pública. O resultado é um Estado sem obras paralisadas”, afirmou Caiado. O governador pontuou que a CGE não deve ser apenas um órgão fiscalizador. “Peço sempre que seja inovadora e propositiva. O que a sociedade deseja é a aplicação correta dos recursos. A sociedade não aguenta mais a ineficiência da máquina pública. Em Goiás implantamos um método diferente. Amanhã vou inaugurar o maior centro de tratamento de câncer infantil do país, tudo construído em apenas 25 meses”, acrescentou. O chefe do Executivo goiano ressaltou que essas políticas foram responsáveis por colocar o Estado na liderança dos rankings nacionais de transparência. “Goiás é o único estado do Brasil a atingir 100% de pontuação e o selo Diamante no Radar da Transparência Pública da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon)”. O Estado também alcançou, pela terceira vez consecutiva, a primeira colocação no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal do Tesouro Nacional, com nota A e 100% de pontuação. O controlador-geral do Estado, Marcos Tadeu, destacou as frentes que sustentam a cultura de integridade no governo. “Não nos limitamos à conformidade. Hoje fazemos gestão de riscos em todos os órgãos e entidades, atuamos na prevenção com auditorias e correições e promovemos governo aberto — nossos portais são atualizados e focados em informações essenciais ao cidadão”. Ele também citou a cooperação institucional em momentos críticos. “Na pandemia, enviamos equipe até o fornecedor para conferir respiradores e só então efetuamos o pagamento online, protegendo o erário”, pontuou. Para o presidente do Conaci, Edmar Camata, o encontro consolida a evolução do controle interno no país. “Este é o maior evento anual do Conselho e, acima de tudo, muito técnico. O controle interno mudou: hoje tem uma nova visão, baseada na inovação. Não chega apenas depois das irregularidades — serve à sociedade de forma preventiva e inovadora, evitando o desvio. É um controle que dialoga com os temas mais relevantes do Brasil atualmente”, pontuou.
ONU divulga foto de Trump assistindo discurso de Lula
Foto: Divulgação/ONU Foto foi tirada pouco antes de encontro breve entre Trump e Lula nos bastidores, mencionado pelo presidente americano em seu discurso minutos depois A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou na terça-feira (23/9) uma foto em que o presidente dos Estados Unidos da América (USA) Donald Trump, aparece acompanhando atentamente o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 80ª Assembleia Geral, em Nova York (USA). O registro ganhou destaque porque, minutos depois, Trump mencionou diretamente o petista em sua fala, revelando um encontro rápido nos bastidores e afirmando que pretende se reunir com ele na próxima semana. “Tive um pequeno problema em dizer isso, mas devo contar. Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos, nos abraçamos e concordamos que nos encontraríamos na próxima semana. Não tivemos muito tempo para conversar, talvez uns 20 segundos. Mas, por cerca de 39 segundos, tivemos uma excelente química. Ele me pareceu um homem muito agradável. Eu gostei dele, e só faço negócios com pessoas de quem gosto”, disse Trump, arrancando risos da plateia. A declaração foi vista como um gesto de aproximação depois de semanas de atrito. Na véspera, a Casa Branca anunciou novas sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive a aplicação da Lei Magnitsky à esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e ao Instituto Lex, vinculado à família do magistrado. Apesar do tom elogioso, Trump não poupou críticas ao Brasil. “No passado, o Brasil tarifou injustamente a nossa nação. Agora, por causa das nossas tarifas, estamos revidando, e muito forte. Como presidente, sempre defenderei a soberania nacional e os direitos dos cidadãos americanos. É triste dizer, mas o Brasil está indo mal e continuará indo mal. Só pode ir bem quando trabalha conosco. Sem nós, falhará”, afirmou. Mais tarde, o chanceler Mauro Vieira afirmou que um encontro presencial entre os dois presidentes não será possível devido à agenda de Lula, mas que a conversa deve ocorrer por telefone ou videoconferência. “O presidente Lula está sempre disposto a dialogar com qualquer chefe de Estado que seja do interesse do Brasil”, disse, ressaltando que o Brasil está aberto a discutir tarifas, mas que “a soberania e a independência dos Poderes brasileiros não estão em negociação”.
MPF (PGR)denuncia prefeito que sugeriu ‘guilhotina’ para Moraes
Foto: Créditos: Divulgação / Prefeitura de Farroupilha “A homenagem aqui pra ele eu vou mostrar qual é, Vitorino. É só colocar ele aqui na guilhotina, ó. Aqui a homenagem pra ele”, disse , Fabiano Feltrin, prefeito de Farroupilha (RS) A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o prefeito de Farroupilha (RS), Fabiano Feltrin, após ele sugerir que colocaria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em uma guilhotina. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e está sob relatoria do próprio Alexandre de Moraes. No documento, o episódio é classificado como incitação à prática de homicídio. Durante a live, transmitida pelo Instagram, Feltrin reagiu a um comentário sobre uma suposta estátua em homenagem ao ministro, dizendo: “A homenagem aqui pra ele eu vou mostrar qual é, Vitorino. É só colocar ele aqui na guilhotina, ó. Aqui a homenagem pra ele”. Enquanto falava, manuseava um instrumento semelhante a uma guilhotina. A gravação foi feita em local público, com diversas pessoas presentes, e teve ampla repercussão na imprensa e nas redes sociais. O vídeo passou a integrar uma investigação da Polícia Federal. Diante do episódio, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que houve estímulo a crimes contra ministros do STF. A PGR também solicitou a fixação de um valor para reparação dos danos causados pelo crime. Prefeito de Farroupilha desde 2021, Feltrin ainda não se manifestou publicamente sobre a denúncia. Em depoimento à Polícia Federal, em 2024, ele disse ter ficado surpreso com a repercussão, pediu desculpas e alegou que a fala foi feita em tom de brincadeira, sem intenção de ofender o ministro Alexandre de Moraes. “Embora eu seja, de fato, um crítico da atuação do ministro como magistrado, é inadequada qualquer alusão a atos de violência. Uma alusão semelhante já foi feita, em outro momento, pelo próprio ministro, mas isso não diminui o erro cometido, pelo qual reitero meu pedido de desculpas. A fala, portanto, não refletiu nenhuma vontade pessoal nem qualquer tipo de incitação. Minha trajetória mostra que sempre respeitei as pessoas e as instituições — e assim pretendo continuar”, afirmou o prefeito em nota divulgada na época da repercussão do caso.
Trump é reprovado por 54% dos norte-americanos
Foto: REUTERS/MIKE SEGAR Levantamento da Reuters/Ipsos indica desgaste do presidente dos EUA diante da piora da economia e da alta no custo de vida O presidente dos Estados Unidos da América (WUA) Donald Trump (Republicanos) enfrenta crescente rejeição popular em meio à deterioração dos indicadores econômicos. Segundo pesquisa divulgada terça-feira (23/9) pela Reuters, em parceria com o instituto Ipsos, 54% dos estadunidenses consideram que o presidente está conduzindo o país pelo caminho errado na economia. A aprovação geral de Trump caiu para 41%, contra 42% no levantamento anterior. Em julho, esse índice chegou a 40%, o mais baixo desde o retorno do republicano à Casa Branca. O estudo também revela que apenas 35% aprovam sua gestão econômica e apenas 28% avaliam positivamente sua condução do custo de vida, ambos em queda em relação a pesquisas anteriores. A desaceleração do mercado de trabalho e a inflação crescente têm pesado contra a imagem de Trump. Em agosto, o crescimento do emprego nos EUA enfraqueceu, enquanto a taxa de desemprego atingiu 4,3%, o nível mais alto em quase quatro anos. Apesar disso, parte do eleitorado ainda mantém preferência pelo Partido Republicano sobre o Democrata no quesito gestão da economia, por 34% a 24%. Outro fator que vem moldando a percepção pública é a retórica política. Após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, Trump reforçou o discurso de que “a violência vem, em grande parte, da esquerda”, em memorial realizado no domingo. Ainda assim, pesquisas ao longo do ano indicam que os americanos consideram o extremismo político o principal problema nacional, com 28% apontando esse fator, contra 16% que citaram a economia. Se por um lado a economia pressiona negativamente a aprovação presidencial, por outro, a política migratória de Trump continua sendo seu ponto de maior apoio. Cerca de 42% dos entrevistados aprovam as medidas de imigração, que incluem prisões em massa de pessoas suspeitas de estarem ilegalmente no país — o índice mais alto obtido pelo republicano em qualquer tema específico da pesquisa.
Caiado critica aumento da passagem do Entorno do DF e defende proposta para subsidiar tarifa
Fotos: Secom-GO Aumento na tarifa de 2,91% chega ao usuário após falta de respaldo da ANTT, que ignorou tratativas e soluções apresentadas pelos governos de Goiás e do Distrito Federal O governador de Goiás Ronaldo Caiado reafirmou a oposição ao aumento de 2,91% nas passagens de ônibus no Entorno do Distrito Federal, que entraram em vigor a partir desta terça-feira (23/9). “Somos contra mais esse aumento na tarifa. O governo federal segue ignorando as soluções viáveis já apresentadas para conter a alta das tarifas e penaliza os trabalhadores da região”, ressaltou ao defender a criação do consórcio entre os governos de Goiás, do Distrito Federal e a União para aprimorar o transporte coletivo na localidade. Caiado criticou a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), alegando que os esforços de Goiás e do Distrito Federal para encontrar uma solução permanente e mais justa para os usuários foram ignorados. Segundo ele, a ANTT se mostrou irredutível ao priorizar o equilíbrio financeiro dos contratos das empresas de transporte, em detrimento do interesse dos usuários que dependem do serviço. Ao mesmo tempo, o governador ressaltou que Goiás e o Distrito Federal já assinaram um protocolo de intenções para viabilizar a gestão compartilhada do consórcio de transporte, com investimentos compartilhados para reduzir o valor da passagem. “Na nossa capital, a tarifa está congelada em R$ 4,30 desde 2019. Seguimos renovando a frota, com veículos elétricos confortáveis, reformando terminais e implantando novas tecnologias para melhorar a experiência do usuário”, afirmou ao citar o sucesso da gestão compartilhada do transporte coletivo junto aos municípios da Região Metropolitana de Goiânia. “Queremos que esses benefícios também cheguem aos moradores do Entorno do DF. São pessoas que ajudam a mover a economia de Brasília e que merecem um tratamento mais digno no deslocamento para o trabalho”, acrescentou. Negativa do Governo Federal Caiado frisou que foram sete meses de espera por uma resposta do Governo Federal, já que proposta para a criação de um consórcio interfederativo foi apresentada em fevereiro. A resposta formal da União só foi dada em agosto. Diante da demora, os governadores solicitaram um prazo de 90 dias para a suspensão do reajuste, tempo considerado essencial para a formalização do consórcio, que inclui a transição técnica e a definição do aporte orçamentário. No entanto, a ANTT concedeu apenas 30 dias. A decisão foi recebida com estranheza pelos governos de Goiás e do Distrito Federal, que avaliaram o prazo insuficiente para as negociações. Além disso, o Ministério dos Transportes vetou a participação e o financiamento da União no consórcio em agosto, apesar do plano original ter sido elaborado com a colaboração de um grupo de trabalho do próprio ministério. A ANTT comunicou que não pretendia ser integrante do consórcio, forçando os governos estaduais a redesenhar o formato do projeto. Em posicionamento formal via ofício à ANTT, os governadores Ronaldo Caiado e Ibaneis Rocha apontaram contradição na posição e reforçaram que a responsabilidade de regular e gerir o transporte semiurbano interestadual é um dever constitucional da União e não pode ser transferido ou ignorado. A defesa é pela implantação de um modelo de gestão compartilhada, que permita subsidiar parte da tarifa e, ao mesmo tempo, promover melhorias estruturais em todo o sistema. “A mobilidade urbana e o transporte coletivo envolve milhões de pessoas que merecem um serviço digno. Não é fácil implementar toda uma estrutura tão complexa, que exige investimentos pesados. O cidadão que acorda cedo todos os dias e depende do transporte coletivo precisa contar com um serviço de alta qualidade”, frisou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
Eduardo Bolsonaro: “Com meu pai fora, eu sou o candidato à Presidência”
©Foto: Instagram Em entrevista Eduardo Bolsonaro afirmou que será candidatura à Presidência em 2026 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (23/9) que pretende se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2026, caso seu pai, Jair Bolsonaro (PL-RJ) esteja impedido de participar. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão e considerado inelegível até 2062. Durante entrevista ao programa Contexto Metrópoles, Eduardo alegou que está sendo alvo de uma tentativa de condenação por parte do sistema judicial, com o objetivo de torná-lo também inelegível. Segundo ele, essa movimentação tem como foco decisões em colegiados como a Primeira Turma do STF. Na segunda-feira (22/9), a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo. Ambos são acusados de coação no curso de processo judicial, segundo o procurador-geral Paulo Gonet. De acordo com a denúncia, os dois teriam atuado repetidamente para submeter os interesses do país a objetivos pessoais e familiares, inclusive buscando sanções por parte dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, em benefício de Jair Bolsonaro (PL-RJ). Caso a denúncia seja aceita pelo STF, Eduardo e Paulo Figueiredo responderão pelo crime de coação, previsto no artigo 344 do Código Penal. A infração envolve o uso de violência ou ameaça grave para influenciar autoridades ou envolvidos em processos judiciais, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. Na entrevista, Eduardo Bolsonaro também comentou que, se for declarado inelegível, os Estados Unidos da América (EUA) podem deixar de reconhecer o resultado das eleições brasileiras. Ele afirmou que seria constrangedor para o presidente Donald Trump aceitar que um cidadão brasileiro seja impedido de disputar uma eleição apenas por ter visitado a Casa Branca, sem que se saiba exatamente com quem se encontrou ou o teor das conversas.
Trump baixa a guarda e marca encontro com Lula
ONU – NY (EUA) Apesar das tensões iniciais, os presidentes: Donald Trump dos EUA e Luis Inácio Lula da Silva do Brasil se abraçam, se cumprimentam na ONU e até marcaram um encontro para a proxima semana Para quem esperava um clima de “Guerra” e hostil, no encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente brasilleiro Luis Inácio Lula da Silva (PT), se enganou. Os dois Presidentes se encontraram nos corredores das Organizações das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque (EUA) se cumprimentaram e fcou marcado para a próxima semana um encontro entre Trump e Lula. Sorridente, Trump ate brincou:” O Lula e muito simpático”, festejou Donald Trump. O presidente americano afirmou que abraçou Lula antes de discursar, quando marcaram o encontro da próxima semana; o governo brasileiro confirmou. “Ele me parece um homem muito legal. Ele gostou de mim, eu gostei dele”, disse Trump sobre Lula. Discursos Trump O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, fez gracejos com o teletrompter e ameaças ao operador ao assumir o púlpito para discursar na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23/9). A situação se deu pouco depois do discurso de abertura, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou duro recado à extrema direita global e humilhou o presidente dos EUA. Ele brincou, pouco antes de iniciar oficialmente seu discurso na ONU, que quem quer que estivesse operando o equipamento de leitura dos líderes, um teleprompter, estaria em “grandes problemas” por conta do não funcionamento do item. A fala arrancou risada, duas vezes, dos líderes globais e delegações presentes. “Não me importo de fazer um discurso sem um teleprompter, porque o teleprompter não está funcionando. De qualquer forma me sinto muito feliz de estar aqui com vocês. Qualquer um que esteja operando esse teleprompter está em um grande problema”, brincou Trump antes de iniciar seu discurso. A brincadeira se deu pouco depois de Lula discorrer sobre as recentes retaliações de Trump ao Brasil – que incluem o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e sanções contra membros do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Lula reforçou que a soberania do Brasil não está em negociação, se referindo a Trump como “candidato a autocrata” e, neste momento, foi aclamado com aplausos pela plateia. “Diante dos olhos do mundo o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”, ressaltou Lula. “Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”, emendou o mandatário. Acompanham lula os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente), Márcia Lopes (Mulheres), Jader Barbalho (Cidades), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública). Ainda sem citar nomes, e respondendo aos discursos de Lula e do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que pedem pelo fim das guerras. “Civis estão sendo mortos e silenciados, mulheres e crianças enfrentam violências infaláveis. Não existe solução militar. Peço a todos aqui para que encerrem o apoio ao financiamento que corrobora com esse banho de sangue”, disse Guterres na ocasião. “São palavras vazias e palavras vazias não salvam uma guerra”, respondeu Trump aos líderes, sem mencioná-los, pouco antes de abordar o genocídio na Faixa de Gaza e a guerra na Ucrânia. Trump ressaltou diversas vezes o torpe discurso do governo dos EUA contra imigrantes, sobre a Faixa de Gaza, e a Ucrânia, além de negar o aquecimento global. Ele ainda destacou em inúmeras ocasiões em sua fala sobre o poderio militar dos EUA, como forma de tentar amedrontar os demais líderes. “A ONU não só não resolve os problemas que deveria com muita frequência, como também cria novos problemas para nós resolvermos. O melhor exemplo é a principal questão política do nosso tempo: a crise da migração descontrolada”, afirmou. Sobre a Faixa de Gaza, ele pôs a culpa do genocídio nas costas do grupo reacionário Hamas, que atacou Israel em 7 de outubro 2023, onde 1,2 mil pessoas morreram e 201 foram feitas reféns, e usou o fato como justificativa para os mais de 65 mil mortos na Palestina. “Infelizmente o Hamas rejeitou continuamente o acordo pela paz”, justificou Trump. Lula O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou boa parte de seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para criticar diretamente o governo Donald Trump pela adoção de medidas “unilaterais e arbitrárias” contra instituições brasileiras. O presidente dos Estados Unidos devolveu na mesma moeda e criticou o que chamou de perseguição política no Brasil. Mesmo assim, Trump anunciou que terá um encontro com Lula na próxima semana. Em sua 10ª participação, Lula abriu a sessão de debates da assembleia das Nações Unidas. A cerimônia marca os 80 anos da ONU. Trump falou na sequência. Enquanto um Lula deixava e Trump subia ao plenário da ONU, os dois presidentes se encontraram e marcaram o encontro. A data e o local ainda serão acordados entre os governos. Trump demorou alguns segundos para aparecer na tribuna. Foi nesse curto intervalo que eles se falaram numa sala reservada de espera. Na véspera da fala de Lula na ONU, o governo Trump anunciou uma nova leva de sanções a autoridades do poder Executivo e do Judiciário brasileiro. Como o Estadão mostrou, Lula calibrou seu discurso para contestar as “agressões” americanas, mas considerava cumprimentar Trump, se o encontrasse. “Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia”, disse Lula em seu discurso. “Essa ingerência em assuntos internos conta com auxílio da extrema direita e de antigas hegemonias”, criticou o petista. O presidente também mencionou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que houve um processo “minucioso”, com amplo direito de defesa que não existe nas ditaduras. “O Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam”, disse o petista. Lula afirmou que














