Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Ministro determinou o bloqueio dos passaportes da deputada, além da inclusão do nome dela na lista de procurados da Interpol O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (4/6) a prisão preventiva da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em sua decisão, Moraes afirma que a deputa tentou “se furtar da aplicação da lei penal”. O ministro também mandou bloquear os passaportes de Zambelli e incluir o nome dela na lista de difusão vermelha da Interpol. A deputada havia anunciado na terça-feira, 3, que está fora do Brasil e que pretende pedir licença do mandato para viver na Europa e denunciar o STF junto a lideranças da direita internacional. Não há registros da saída dela do país. Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do Supremo a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, e à perda do mandato pela invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pena só não começou a ser cumprida porque há recursos pendentes. Na terça-feira (3/6), a política publicou um vídeo no qual diz que o pedido de prisão é inconstitucional, já que não é um caso de flagrante delito. Em outro vídeo, ela afirmou que iria para a Itália e que não “pode ser tocada” neste país, já que possui cidadania local. “Eles vão tentar me prender na Itália, mas eu não temo, por que sou cidadã italiana e lá eu sou intocável, a não ser que a justiça italiana me prenda”, disse, em entrevista à CNN Brasil. A deputada também responde a um processo criminal no STF por perseguir um homem com uma pistola na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Alexandre de Moraes manda prender Carla Zambelli
“Careca do INSS”: PF desbloqueia celular de ex-presidente do INSS
A Polícia Federal estima que a quadrilha tenha desviado cerca de R$ 6,3 bilhões desde 2019, afetando ao menos 4 milhões de aposentados em todo o país A Polícia Federal conseguiu destravar o telefone celular de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e agora analisa o conteúdo armazenado na nuvem do aparelho, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. Stefanutto é, até o momento, a autoridade de mais alto escalão envolvida na Operação Sem Desconto, que investiga o esquema bilionário de descontos fraudulentos em contracheques de milhões de aposentados. No material digital, os investigadores já acessaram documentos sigilosos associados ao perfil “Italianinho”, nome de usuário utilizado por Stefanutto. A expectativa da PF é que os dados revelem novos caminhos para o dinheiro desviado, ajudem a esclarecer o grau de envolvimento do ex-presidente do órgão e apontem a participação de outras figuras influentes. Já há indícios de que parlamentares também teriam atuado na engrenagem do esquema. Além do celular de Stefanutto, os peritos agora concentram esforços no desbloqueio do aparelho de Virgílio Oliveira Filho, procurador-geral do INSS também afastado por decisão judicial. Ele teria autorizado os descontos irregulares mesmo após pareceres contrários de outros procuradores. Oliveira ainda é suspeito de ter recebido um automóvel de luxo, avaliado em cerca de R$ 500 mil, como pagamento de propina da organização criminosa. Outro elemento-chave nas investigações é o conjunto de cadernos apreendido no escritório de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro da fraude. Os cadernos, de capa dura, eram atualizados diariamente por sua secretária e trazem anotações detalhadas sobre reuniões, transações e destinatários de pagamentos. Chamaram atenção dos agentes inscrições como “Virgilio 5%” e “Stefa 5%”, que, segundo a PF, indicam repasses diretos aos dois dirigentes do INSS. As provas documentais e digitais estão sendo cruzadas com imagens de câmeras de segurança. Virgílio Oliveira foi gravado desembarcando no Aeroporto de Congonhas, vindo de Brasília, ao lado de Danilo Trento, lobista investigado na CPI da Covid. Logo depois, ambos embarcaram em um jato executivo com destino a Curitiba, em viagem financiada, segundo a PF, por Trento. A investigação já identificou transferências que superam R$ 17 milhões para ex-dirigentes do INSS e pessoas ligadas a eles. Os repasses teriam origem em associações e sindicatos envolvidos nas fraudes. De acordo com relatório da operação, somente “Careca do INSS” teria movimentado R$ 53,5 milhões provenientes dessas entidades. A representação policial apresentada à Justiça destaca que Stefanutto autorizou, por meio de despachos reiterados, dezenas de milhares de descontos ilegais nos benefícios, contrariando pareceres técnicos e jurídicos internos. Os investigadores acreditam que os cadernos de Antunes ajudarão a mapear os fluxos de propina, identificar empresas envolvidas, datas de reuniões e outros beneficiários das vantagens indevidas. .
Daniel Vilela busca soluções urbanas em Singapura
Fotos: Vice-governadoria Vice-governador insere Goiás em debates globais sobre habitação sustentável, cidades inteligentes e aeroportos como polos de desenvolvimento. “A ideia de um aeroporto como cidade viva, geradora de emprego e inovação, é algo que nos inspira a pensar o futuro logístico de Goiás com ousadia”, destacou Daniel Na sequência da missão internacional em Singapura, nesta terça-feira (3/6), o vice-governador Daniel Vilela aprofundou o diálogo sobre planejamento urbano, inclusão social e desenvolvimento econômico, com foco em experiências que podem ser aplicadas em Goiás. Após agendas na Finlândia e na Estônia, Daniel analisou dois modelos estratégicos do país asiático: o Housing and Development Board (HDB), responsável por abrigar mais de 80% da população singapuriana, e o ecossistema do Aeroporto de Changi, considerado um dos mais eficientes e inovadores do mundo. Para Daniel, o modelo adotado por Singapura é resultado de planejamento de longo prazo, que conecta moradia digna, integração social e competitividade econômica. “Em Goiás, temos trabalhado nessa mesma direção: tornar o crescimento urbano uma ferramenta de justiça social e desenvolvimento sustentável”, afirmou o vice-governador. No HDB, Daniel observou o funcionamento do modelo habitacional baseado em subsídios, integração entre classes sociais e foco em jovens casais e famílias em vulnerabilidade. O programa inclui ambientes comuns que estimulam a convivência, além de oferecer ferramentas de economia de recursos e iniciativas de acolhimento a novos moradores. Cidade-aeroporto A comitiva goiana também foi recebida por executivos da Changi Airports International. Com quatro terminais em operação e um quinto em construção, Changi movimenta mais de 90 milhões de passageiros por ano e emprega diretamente mais de 300 mil pessoas. Além do transporte aéreo, é um polo logístico com foco em tecnologia, e-commerce e setor farmacêutico. O local concentra também espaços de lazer, como cinemas, jardins, áreas de descanso e a icônica cascata Jewel. “A ideia de um aeroporto como cidade viva, geradora de emprego e inovação, é algo que nos inspira a pensar o futuro logístico de Goiás com ousadia”, destacou Daniel. O vice-governador acredita que projetos como o Aeroporto de Cargas de Anápolis devem ser pensados com essa visão, de integrar mobilidade, comércio e bem-estar social.
Gracinha Caiado apresenta novos programas sociais de Goiás na Alego
Fotos: Romullo Carvalho Projetos de lei contemplam a criação de benefício para famílias com crianças e adolescentes com deficiência e destinam R$ 100 milhões para reformas dos Cras e Creas do estado; também é criado o Pró-Goiás Atleta, com o dobro de bolsas e valores reajustados Com ações voltadas à proteção social, inclusão e incentivo ao esporte, a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, apresentou nesta terça-feira (3/6), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o novo Pacote Social do Estado. Composto por dois projetos de lei, o pacote prevê investimento de R$ 122 milhões ainda neste ano, contemplando desde crianças com deficiência e atletas até a reforma de unidades que prestam atendimento social nos municípios. A primeira-dama enfatizou que as propostas aperfeiçoam iniciativas já existentes e irão ampliar a rede de proteção local. “Vim entregar pessoalmente devido à importância desses dois projetos”, explicou a primeira-dama durante reunião com o presidente da Alego, Bruno Peixoto, e demais deputados. “Nosso dever e nossa obrigação é apoiar as pessoas”, completou Gracinha, que estava acompanhada dos secretários de Estado Rudson Guerra (Esporte e Lazer) e Wellington Matos (Desenvolvimento Social). Uma das ações previstas é a criação do Goiás + Inclusivo, que prestará auxílio mensal de R$ 500 a famílias de crianças e adolescentes com deficiência. “Estamos falando de 6 mil famílias, sendo que somente 411 recebem o BPC [Benefício de Prestação Continuada]. Precisamos enfrentar essa situação e apoiar essas famílias. Temos o Protege, que é exatamente para combater a pobreza e tratar da desigualdade; das crianças, adultos e idosos que vivem em Goiás”, mencionou Gracinha sobre a fonte de recursos do programa. O Estado deve investir R$ 17,1 milhões na assistência aos beneficiários este ano. A previsão é aplicar R$ 29,3 milhões anuais no programa a partir de 2026. Os contemplados no Goiás + Inclusivo serão selecionados de acordo com os critérios do Cadastro Único (CadÚnico), do governo federal. Famílias beneficiadas pelo Mães de Goiás, que atendam aos critérios do novo programa, receberão um complemento mensal de R$ 200. O novo Pacote Social também cria o Equipa Social, que contemplará a infraestrutura dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). Serão repassados R$ 100 milhões para a reforma de todos as mais de 400 unidades de assistência social nos 246 municípios goianos. A medida visa suprir a defasagem histórica nos repasses federais, que têm inviabilizado as melhorias estruturais. “Muitos Cras e Creas estão em total precariedade. E todos os programas sociais que fazemos em Goiás são realizados por meio do CadÚnico, que é lá na ponta, nos Cras, onde as pessoas são encontradas”, disse Gracinha. “Vamos garantir que essas unidades possam ter uma melhoria na qualidade de atendimento, no sentido físico. Essa é a porta de entrada para todos os programas sociais e merece boa estrutura para receber as pessoas com dignidade e conforto”, sublinhou a primeira-dama. Incentivo ao esporte Outro projeto de lei trata da ampliação e aperfeiçoamento do programa Pró-Atleta, que passará a ser chamado de Pró-Goiás Atleta. As bolsas terão reajuste nos valores, criação de novas categorias e aumento no número de beneficiários, que dobrará de R$ 600 para R$ 1,2 mil, divididos em quatro modalidades de bolsas. As novidades são a bolsa internacional (R$ 2.100), voltada a atletas que possuem resultados expressivos em competições fora do país, e a Bolsa Goiás Social (R$ 500), destinada a estudantes da rede pública vinculados a projetos de iniciação esportiva. As bolsas estadual e nacional terão reajuste de 100%, passando de R$ 250 e R$ 500 para R$ 500 e R$ 1.000, respectivamente. O investimento será de R$ 5,5 milhões em 2025, chegando a R$ 11 milhões por ano nos exercícios seguintes. Celeridade na tramitação O presidente da Alego, Bruno Peixoto, garantiu à primeira-dama que a Casa de Leis vai tratar o Pacote Social com celeridade. “Todos sabem o carinho que os deputados têm para com dona Gracinha, e o cuidado dela com as pessoas, em especial aquelas que se encontram em vulnerabilidade social. Então, vamos trabalhar para que os relatórios sejam entregues hoje e votados na comissão mista”, assegurou. “Que esse projeto seja aprovado o mais rápido possível”, finalizou Peixoto.
Caiado anuncia nova unidade do Batalhão Rural e destaca queda de 80% nos roubos no campo
Fotos: Cristiano Borges e Wesley Costa Unidade especializada completa 6 anos com a marca de 142 mil propriedades cadastradas e com a criação de nova base estratégica em Uruaçu, no Norte do estado Durante a cerimônia que celebrou os seis anos do Batalhão Rural, nesta terça-feira (3/6), na sede da Assembleia Legislativa, em Goiânia, o governador Ronaldo Caiado anunciou a criação de uma nova unidade da corporação em Uruaçu. A sessão solene também marcou a conclusão do cadastramento de 142 mil propriedades rurais do estado. A criação da unidade especializada em 2019 resultou na redução de mais de 80% dos crimes de roubo na zona rural no estado. “Bandido não se cria no setor rural. Aqui, vocês têm ordem e determinação do governador para combater a criminalidade, para que Goiás seja referência como Estado Democrático de Direito, o que não acontece em outros lugares. Somos exemplos da resistência”, declarou Caiado aos policiais. “Esse é o cuidado com o que há de mais valioso, a coluna vertebral do sustento econômico e de oportunidade de emprego para o goiano: a agropecuária”, acrescentou aos deputados. A solenidade foi realizada por iniciativa do deputado estadual Issy Quinan. O cadastro de 142 mil imóveis localizados na zona rural superou a meta e foi concluído com um ano de antecedência. A iniciativa fortalece a integração e aproximação do efetivo policial junto aos moradores, entidades e trabalhadores do campo. Somente em 2024, as equipes do Batalhão Rural realizaram 62,4 mil visitas comunitárias. “São vários estados que aqui vieram buscar a eficiência atingida pelo Batalhão Rural. O que mostra a garra e determinação de homens e mulheres que realmente encaram esse trabalho, para dar paz a quem realmente sustenta a grande estrutura, não só de Goiás, como o Brasil”, afirmou o governador. O policiamento no campo também resultou na queda de 34% de furtos desde a criação da unidade, foram 4.689 casos em 2018 e 3.082 em 2024. “Em 2019, tínhamos um retrato aterrorizante no campo, com total insegurança. O governador Ronaldo Caiado me deu minha maior missão em 34 anos de segurança pública”, recordou o secretário de Estado de Segurança Pública, Renato Brum. “Foi um grande desafio implementar comandos a distância, em 246 municípios, e fomos diminuindo cada vez mais as ocorrências. É um dos meus maiores legados que deixei como comandante-geral”, avaliou. O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO), coronel Marcelo Granja, exaltou a “visão estratégica” do governador, ao determinar, há seis anos, que as propriedades rurais tivessem a presença da Polícia Militar. Atribuiu as reduções históricas de criminalidade à aquisição dos melhores armamentos do mundo, bem como viaturas direcionadas, além do trabalho integrado entre as equipes. “Somos a melhor segurança pública do Brasil, graças a várias mãos. E continuaremos combatendo o bom combate: onde as tropas do Estado de Goiás pisarem, bandido não vai pisar”, afirmou Granja. Integração Pautada pela integração, a segurança no campo foi ampliada e interligada às entidades representativas do setor e também aos produtores rurais. O Batalhão Rural potencializou as ações operacionais rurais no estado, trabalho feito em parceria com Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária do Estado de Goiás (Fundepec), sindicatos rurais e produtores. Essas entidades também foram responsáveis pela reforma das instalações do Centro de Comando e Controle Rural. Presidente da Faeg, José Mário Schreiner reconheceu o trabalho e a revolução que o batalhão proporcionou no Estado. “Quando a noite vinha, o produtor rural era tomado pelo temor de ser abordado por meliantes. De ter bens, máquinas, defensivos agrícolas e animais subtraídos”, recordou. “Com a chegada das patrulhas rurais, assistimos toda essa transformação no meio rural. Inclusive outros países vieram conhecer esse sistema”. _Fotos: Cristiano Borges e Wesley Costa_
Deputado Amélio Cayres pede implantação do Núcleo do Instituto de Identificação em Nazaré
Créditos da imagem: Koró Rocha/Dicom Aleto “Essa iniciativa é fundamental para garantir mais comodidade e cidadania aos moradores de Nazaré e das regiões próximas. Com esse Núcleo, o acesso será descentralizado e mais eficiente”, afirmou Cayres O deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos) apresentou um requerimento, em Sessão Ordinária na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), solicitando a implantação do Núcleo do Instituto de Identificação no município de Nazaré. A proposta tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços de emissão de documentos civis, como carteiras de identidade, certidões e carteiras funcionais, por meio da coleta de dados biométricos e biográficos. O pedido atende a uma demanda do presidente da Câmara de Vereadores de Nazaré, vereador Márcio Torres, a partir de um requerimento apresentado em sessão com os demais parlamentares do Município. Na justificativa do requerimento, Amélio destacou a importância do Instituto de Identificação para garantir que todos os cidadãos possuam documentos válidos nacionalmente, o que também contribui para o fortalecimento da segurança pública. O deputado ressaltou ainda que, atualmente, os moradores de Nazaré precisam se deslocar até os municípios de Luzinópolis ou Tocantinópolis para ter acesso aos serviços do Instituto. A implantação do Núcleo em Nazaré permitirá um atendimento mais ágil e próximo à população local e das comunidades vizinhas. “Essa iniciativa é fundamental para garantir mais comodidade e cidadania aos moradores de Nazaré e das regiões próximas. Com esse Núcleo, o acesso será descentralizado e mais eficiente”, afirmou o deputado. Após os trâmites de votação para aprovação em Plenário, o pedido poderá ser encaminhado ao Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para as providências cabíveis. — Créditos da imagem: Koró Rocha/Dicom Aleto
Carla Zambelli fugiu do Brasil
Lula Marques/ EBC – 02/08/2023 Deputada se afastou após condenação no STF e anunciou licença do mandato; relação com ex-presidente se deteriorou após episódio em 2022 A deputada federal Carla Zambelli(PL-SP) deixou o Brasil magoada com o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL), segundo relato de um aliado ao Portal iG. A parlamentar se sentiu abandonada após ter sido apontada por Bolsonaro como responsável “por todo mal” em sua vida, incluindo a derrota nas eleições de 2022. A declaração, inicialmente revelada pelo Portal iG em janeiro de 2023, foi confirmada publicamente pelo ex-presidente em março deste ano durante participação no podcast Inteligência Ilimitada. A deterioração da relação teve início ainda no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli foi filmada perseguindo um jornalista negro pelas ruas de São Paulo com uma arma em punho. O episódio é apontado por Jair Bolsonaro e por seu grupo político como fator decisivo para a perda de votos indecisos, favorecendo a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT). Desde então, a deputada passou a se sentir isolada dentro do núcleo bolsonarista e, segundo o aliado, interpretou a ausência de apoio como abandono. Zambelli e sua fugaNesta terça-feira (3), Zambelli afirmou que está nos Estados Unidos da América (EUA) e que pretende embarcar para a Europa, onde possui cidadania. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por invasão de sistema informatizado e falsidade ideológica, ela anunciou que pedirá licença não remunerada da Câmara dos Deputados, o que abrirá espaço para a posse do suplente Coronel Tadeu (PL) e resultará na suspensão do salário parlamentar. CondenaçãoA condenação foi decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 14 de maio, e incluiu a perda automática do mandato. Zambelli foi considerada responsável por coordenar, ao lado do hacker Walter Delgatti, um ataque aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com inserção de documentos falsos. Entre os documentos forjados, estavam um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes e um alvará de soltura em nome de um líder do Comando Vermelho. Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão, e ambos foram multados em R$ 2 milhões, solidariamente, por danos materiais e morais coletivos. Embora a pena preveja regime fechado, Zambelli ainda não está presa. A sentença não transitou em julgado, e sua defesa apresentou embargos de declaração, recurso que não modifica a pena, mas adia sua execução. Além disso, qualquer prisão de parlamentar em exercício exige autorização da Câmara dos Deputados, conforme previsto na Constituição. Zambelli nega estar foragidaEm declaração, afirmou que deixou o país há alguns dias para tratamento médico, e que não considera sua saída um abandono do Brasil. “Muito pelo contrário, é resistir, é continuar falando o que eu quero falar”, disse. Também informou que deixará as redes sociais e tenta transferir a titularidade de suas contas para sua mãe, Rita Zambelli, que pretende se candidatar em 2026. A Procuradoria-Geral da República comunicou que pedirá a prisão preventiva da deputada. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que poderá avaliar medidas como a decretação de prisão por tentativa de fuga ou a inclusão de seu nome na lista da Interpol, caso fique comprovado que a saída do Brasil teve o objetivo de evitar o cumprimento da pena. O advogado Daniel Bialski, que representava Zambelli, deixou a defesa nesta terça-feira por “motivos de foro íntimo”, após ser informado da viagem da parlamentar. A defesa havia alegado cerceamento de defesa por falta de acesso a provas e entrou com recurso pedindo a absolvição.
Portugal deportará 5 mil brasileiros
Omar Ramadan/Unsplash O governo português ordena saída de 34 mil imigrantes; 5 mil são brasileiros O governo português notificará 33.983 imigrantes, incluindo 5.386 brasileiros, para deixarem o país voluntariamente ou à força, se necessário. A informação foi divulgada pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro, nesta semana, durante entrevista coletiva sobre o primeiro ano do Plano de Ação para as Migrações. O número quase dobrou em pouco mais de um mês, subindo de 18 mil casos conhecidos anteriormente. A Agência para a Integração, Migrações e Asilo(Aima) está emitindo cerca de 2.000 notificações por dia, processo que acelerou na semana passada e que o ministro descreveu como “semiautomático”. Leitão Amaro afirmou na coletiva: “Nós tínhamos 18 mil indeferimentos, agora, são quase 34 mil”. Sobre o ritmo atual, declarou: “[A Aima] está numa fase de emissão de cerca de 2 mil notificações por dia” . Ele também mencionou que cerca de mil notificações de abandono voluntário já foram emitidas: “Estamos na ordem de um milhar [de casos] em que já foram emitidas as notificações [de abandono voluntário]”. Perfil dos notificadosOs cidadãos da Ásia representam a maioria dos imigrantes notificados. A lista é liderada por indianos (13.466), seguidos por brasileiros(5.386), bangladeshianos (3.750), nepaleses (3.279), paquistaneses (3.005), argelinos (1.054), marroquinos (603), colombianos (236), venezuelanos (234) e argentinos (180). Outras nacionalidades somam 2.790 pessoas.
Goiás articula com fundo soberano de Singapura e mira parcerias
Fotos: Vice-governadoria Vice-governador Daniel Vilela conduz tratativas e reforça protagonismo do Estado na transição energética O Governo de Goiás deu um novo passo na busca por parcerias internacionais que fortaleçam a infraestrutura e a matriz energética do Estado. Nesta segunda-feira (2/6), em Singapura, a comitiva liderada pelo vice-governador Daniel Vilela se reuniu com representantes da Government of Singapore Investment Corporation (GIC), um dos maiores fundos soberanos do mundo, responsável pelos investimentos internacionais do Ministério da Economia local. O encontro foi considerado estratégico e promissor por Daniel Vilela. “Podemos reforçar o interesse mútuo na construção de parcerias de longo prazo. O Governo de Goiás vê na GIC um parceiro estratégico, capaz de contribuir com capital e expertise em projetos estruturantes que possam impulsionar o desenvolvimento econômico, de infraestrutura e a transição energética do Estado”, avaliou o vice-governador. Durante a conversa, a delegação goiana deu destaque especial a setores como energia, logística e abastecimento, com ênfase na geração de energia a partir de fontes renováveis, especialmente a biomassa. Também apresentou as condições geográficas e climáticas favoráveis de Goiás, além de sua infraestrutura em expansão e ambiente regulatório seguro, fatores que tornam o estado um destino competitivo para investimentos sustentáveis. O secretário de Economia de Goiás, Francisco Sérvulo, ressaltou o alinhamento entre os interesses do fundo e os projetos em andamento no estado. Segundo ele, a GIC já atua no Brasil no financiamento e estruturação de projetos de infraestrutura, especialmente nas áreas de concessão de água e rodovias. “Goiás, para alavancar os seus investimentos, poderá futuramente fazer parcerias com esse fundo de investimento, que é uma estrutura do governo de Singapura”, disse. Cooperação Mais cedo, a comitiva goiana participou de uma reunião com a Singapore Cooperation Enterprise (SCE), onde foi apresentado um estudo que aponta como estratégia de crescimento o reconhecimento formal do corredor de desenvolvimento entre Brasília, Anápolis e Goiânia. O documento, entregue à missão de Goiás, destaca o potencial da região para impulsionar crescimento sustentável, com geração de energia limpa, inovação tecnológica e cadeias produtivas robustas.
Rede financiada pelo Governo de Goiás, via Fapeg, propõe soluções sustentáveis para bacias do Cerrado
Fotos: Fapeg Projeto prevê monitoramento de poluentes, desenvolvimento de bioprodutos e fortalecimento da pesquisa científica no Centro-Oeste Com investimento de R$ 3,7 milhões do Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Rede de Pesquisa em Segurança Hídrica e Sociobiodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável do Cerrado (Rede HidroCerrado) inicia um amplo projeto voltado à proteção das bacias hidrográficas do bioma. A iniciativa une instituições de ensino e pesquisa do Centro-Oeste para desenvolver soluções baseadas na natureza, com foco na despoluição da água e no fortalecimento dos programas de pós-graduação. Coordenada pela professora Samantha Salomão Caramori, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a Rede HidroCerrado vai estruturar uma rede de pesquisa interdisciplinar entre programas de pós-graduação em Ciências Ambientais, Biodiversidade e Biotecnologia. O projeto prevê ações de internacionalização, interiorização e integração científica, com estudos em áreas críticas como a Bacia do Rio Meia Ponte e a Bacia Araguaia-Tocantins. Os pesquisadores monitorarão poluentes emergentes nos rios do Cerrado, avaliarão seus impactos ambientais e proporão estratégias de mitigação. Essas estratégias incluem a bioprospecção de espécies nativas para criação de bioprodutos e o desenvolvimento de processos sustentáveis para a melhoria da qualidade da água. As ações contam com o apoio logístico de pesquisadores do projeto Araguaia Vivo 2030, também fomentado pela Fapeg. Formação A rede reúne cientistas de instituições como Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica), Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Instituto Federal de Goiás (IFG), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade de Brasília (UnB). A proposta da Capes é promover a formação de recursos humanos qualificados por meio da concessão de bolsas e da promoção de parcerias estratégicas entre programas de pós-graduação da região Centro-Oeste. Para a coordenadora do projeto, a articulação entre as instituições de pesquisa fortalece a produção científica e contribui diretamente para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). “Ao compartilhar experiências, recursos e conhecimentos, as instituições conseguem enfrentar de forma mais eficaz os desafios locais, desenvolvendo soluções inovadoras e sustentáveis”, afirma Samantha Caramori. Os estudos incluem análises ecotoxicológicas em organismos aquáticos e do solo, construção de modelos de dispersão de poluentes e testes com estratégias de despoluição aplicáveis a comunidades rurais. As soluções propostas serão testadas com vistas ao registro de patentes e à replicação em outras regiões do bioma Cerrado. Ações O projeto já iniciou a estruturação da rede, com a montagem da equipe gestora, canais de comunicação e o início de subprojetos em parceria entre instituições. Estão previstas ações como quatro seminários de acompanhamento, publicação de artigos e um livro, além de teses de doutorado em coorientação entre os pesquisadores da rede. A Capes concedeu bolsas de doutorado, pós-doutorado e para professores visitantes no Brasil e no exterior, enquanto a Fapeg viabiliza bolsas para a coordenação, apoio técnico-científico, técnico-administrativo e de extensão tecnológica. O apoio da fundação goiana também garante os recursos de custeio essenciais para a execução das atividades.“A Fapeg tem papel decisivo nesse projeto. Além de garantir recursos financeiros, promove a interiorização da ciência e incentiva a atuação em rede, conectando instituições de diferentes estados e fortalecendo o ecossistema de pesquisa em Goiás”, reforça Samantha. O projeto segue até 2029 com foco na geração de tecnologias sustentáveis e ampliação da capacidade científica do Cerrado.














