Suspeita presa suspeita de dar golpe de R$ 80 mil em criador de gado — Foto: Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/TV Anhanguera A suspeita passou por audiência de custódia e teve liberdade provisória concedida após o pagamento de R$ 15 mil em fiança. Em depoimento, ela ficou em silêncio Uma falsa cartomante foi presa suspeita de dar um golpe de R$ 80 mil em um criador de gado um fazendeiro com ameaças, segundo a Polícia Civil. De acordo com as investigações, Sabrina Saviti Jorge, de 30 anos, é suspeita de extorquir dinheiro do idoso de 66 anos com ameaças de “mal espiritual”, de morte de familiares e situações desagradáveis em Goianésia, região central. A suspeita passou por audiência de custódia e teve liberdade provisória concedida após o pagamento de R$ 15 mil em fiança. Em depoimento, ela ficou em silêncio. Em nota, a defesa representada por Victor Hugo Peixoto Gondim Teixeira Leite, informou que a liberdade foi concedida tendo como fundamentos a ausência de indícios suficientes de autoria, sua primariedade e a condição de mãe de três filhos e que aguardará o encerramento das investigações para se manifestar. A prisão em flagrante aconteceu na segunda-feira (20/10), no momento em que a suspeita saía do imóvel onde realiza atendimentos. Segundo a polícia, o idoso de 66 anos teria procurado a cartomante para resolver problemas pessoais, mas começou a ser ameaçado. “Após o pagamento inicial, a falsa cartomante iniciou uma série de ameaças, alegando que “espíritos malignos” prejudicariam o idoso e sua família caso novos pagamentos não fossem realizados. Amedrontado, o homem realizou diversos repasses em dinheiro”, diz a polícia. Segundo o delegado responsável pelo caso, Álvaro Rodrigo Ferreira Resende, o criador de gado informou que as ameaças acontecem há dois meses, tanto pessoalmente, quanto por telefone. Ainda de acordo com o investigador, existem provas de mensagens da suspeita fazendo ameaças ao idoso e dos comprovantes de pagamentos realizados por ele que, somados, chegam aos R$ 80 mil. Sabrina responde por pelo crime de extorsão em liberdade, mas terá que cumprir algumas medidas como: Submissão a monitoração eletrônica; Proibição de manter contato, por qualquer meio, com a vítima; Proibição de ausentar-se da Comarca sem autorização judicial De acordo com a polícia, a divulgação da imagem da suspeita foi feita nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme despacho da autoridade policial, de modo que a publicação possa auxiliar na identificação de outras vítimas. Ameaças da cartomante Segundo a polícia, o idoso procurou a cartomante após ouvir um anúncio na rádio da cidade sobre os serviços prestados por ela. De acordo com o delegado, a primeira consulta teria custado R$ 30, mas Sabrina alegou que teria que realizar um “trabalho” no valor de R$ 6 mil. Após essa primeira consulta, a cartomante teria iniciado uma série de ameaças, alegando que “espíritos malignos” prejudicariam o idoso e sua família caso novos pagamentos não fossem realizados, de acordo com a polícia. A investigação apurou que na manhã do último domingo (19), a cartomante intensificou a pressão para os pagamentos exigindo R$ 22 mil para encerrar os supostos transtornos. Neste momento, o idoso resolveu chamar a polícia. Além disso, segundo o delegado, a suspeita ainda teria dito à vítima que poderia dar a ele os números da loteria para que ele recuperasse o dinheiro pago a ela. “Todo o valor pago foi a titulo de ameaças de mal espiritual a seus familiares. Essa questão de loteria foi um subterfugio que ela usou para fazer com que a vítima não calculasse seu prejuízo e tivesse a esperança de reaver o que foi pago”, explicou o investigador. Ainda segundo o delegado, o idoso cria gado e até chegou a vender alguns animais para levantar dinheiro e conseguir fazer os pagamentos para a suspeita. De acordo com a polícia, Sabrina já era investigada por outros crimes de extorsão e estelionato em Goianésia, Uruaçu e no Distrito Federal. Nota da defesa na íntegra A defesa técnica da Srta. SABRINA SAVITI JORGE esclarece que ela foi colocada em liberdade provisória após audiência de custódia, tendo como fundamentos a ausência de indícios suficientes de autoria, sua primariedade e a condição de mãe de três filhos. Ressalta-se que Sabrina permanece à disposição da Polícia Civil do Estado de Goiás para prestar quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, mantendo plena confiança na imparcialidade da Justiça e na observância do devido processo legal. Por fim, a defesa informa que aguardará o encerramento das investigações para se manifestar oportunamente perante o Poder Judiciário, em estrita observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa.
Cartomante é presa suspeita de dar golpe em fazendeiro
Gasolina cai para R$ 2,71 em todo o Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% para distribuidoras. Redução foi aplicada apartir da última terça-feira (21/10). Com isso, o preço médio de venda da gasolina para distribuidoras será, em média, de R$ 2,71 por litro A Petrobras anunciou uma redução de 4,9% no preço da gasolina vendida às distribuidoras, a foi aplicada a partir da ultima terça-feira 21 de outubro de 2025. Esta iniciativa faz parte do ajuste regular dos preços, previsto pela política da companhia, que busca alinhar o valor interno dos combustíveis ao cenário global. O preço nas refinarias será de R$ 2,71 por litro, representando uma diminuição de R$ 0,14 por litro. Essa é a segunda redução do ano, acumulando um total de 10,3% desde janeiro. A principal razão para a redução é a queda nas cotações internacionais do petróleo, influenciadas por mudanças geopolíticas e uma retração econômica. A decisão da Petrobras visa aliviar os custos do consumidor final e refletir-se no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), potencialmente diminuindo a inflação.
STF libera obras do Governo de Goiás
Fotos: STF Ministro Alexandre de Moraes acolhe tese da Procuradoria-Geral do Estado e garante continuidade de obras em andamento O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu terça-feira (21/10) a tese defendida pela Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) e assegurou a continuidade das obras de infraestrutura rodoviária executadas pelo Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), no âmbito do programa de parcerias do Fundefinfra. Segundo o relator, a liminar que suspendeu a eficácia das legislações goianas produz efeitos apenas a partir da data da decisão, ou seja, não abrange as obras que já estavam em andamento pelo Ifag. “A decisão de 10/10/2025, que determina a suspensão da eficácia das Leis Estaduais 22.940/2024 e 23.291/2025, tem eficácia prospectiva (ex nunc), não afetando instrumentos contratuais ou atos administrativos aperfeiçoados em momento anterior à sua edição”, afirmou o ministro. Portanto, estão garantidas a continuidade das obras do Fundeinfra, e também as obras realizadas por meio de termos de cooperação com os contribuintes. Fotos: Goinfra Obras do Fundeinfra seguirão em ritmo acelerado. Pavimentação e recuperação de rodovias estaduais beneficiam diretamente 9,6 mil empreendimentos rurais em 19 municípios goianos Na manifestação apresentada ao STF, a PGE-GO demonstrou os prejuízos que seriam causados por uma paralisação imediata das obras, especialmente em trechos de pavimentação e recuperação de rodovias estaduais que beneficiam diretamente 9,6 mil empreendimentos rurais em 19 municípios goianos. Também foram apresentados dados sobre impacto logístico no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) e os elevados custos operacionais de uma interrupção repentina, como a mobilização e desmobilização de equipamentos, materiais e equipes. Com o entendimento firmado, o ministro assegurou a continuidade das obras em execução. “Dessa forma, os termos contratuais firmados pela Administração Pública estadual sob a vigência da norma impugnada, em momento anterior à suspensão de sua eficácia, não estão abrangidos pela medida liminar.”
STF publica condenação de Bolsonaro e defesa tem cinco dias para recorrer
© Evaristo SA Bolsonaro, 70 anos, não irá para a prisão até que todos os recursos legais sejam esgotados. Ele está em prisão domiciliar desde agosto por violar medidas cautelares O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou, nesta quarta-feira (22/10), a sentença de 27 anos de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) por tentativa de golpe de Estado. A defesa tem cinco dias para recorrer da decisão. O tribunal condenou Bolsonaro em 11 de setembro por liderar uma organização criminosa para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A publicação da decisão era o passo necessário para o início do prazo de apelação. Os advogados do ex-presidente já anunciaram que recorrerão da sentença inclusive a nível internacional. Bolsonaro, 70 anos, não irá para a prisão até que todos os recursos legais sejam esgotados. Ele está em prisão domiciliar desde agosto por violar medidas cautelares. O ex-presidente foi diagnosticado com câncer de pele e também sofre com as sequelas de uma facada no abdômen sofrida em 2018, pela qual passou por diversas cirurgias desde então. Devido aos seus problemas de saúde, ele poderia pedir para cumprir sua pena em casa, como fez em maio o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve prisão domiciliar para uma condenação de oito anos por corrupção. A ala bolsonarista aprovou no Congresso um projeto de lei de anistia que beneficiaria Bolsonaro e centenas de apoiadores que participaram do ataque às sedes dos três poderes em Brasília (DF) no dia 8 de janeiro de 2023. No entanto, a iniciativa fracassou após protestos massivos em todo o Brasil. Mesmo que o Parlamento aprovasse a anistia, ela seria vetada pelo presidente Lula, e o STF já decidiu que o perdão seria inconstitucional. Bolsonaro está inelegível até 2030 por disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral. Embora seus apoiadores insistam que ainda há chances de ele ser candidato em 2026, a direita começa a cogitar outros nomes, como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Daniel Vilela entrega Batalhão Rural da PM em Valparaíso
Fotos: Júnior Guimarães Nova sede reforça presença da Polícia Militar no Entorno do Distrito Federal e amplia a segurança de mais de dez municípios da região O vice-governador Daniel Vilela inaugurou nesta segunda-feira (20/10) a nova sede da 4ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Militar Rural, em Valparaíso de Goiás. A obra é fruto da parceria entre o Governo de Goiás, a Prefeitura de Valparaíso e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A escolha pelo município foi motivada pela posição estratégica que Valparaíso ocupa no Entorno de Brasília. “Essa localização possui uma logística muito importante dentro do combate à criminalidade, especialmente para o Batalhão Rural”, afirmou o vice-governador. Fotos: Júnior Guimarães Daniel Vilela inaugura nova sede do Batalhão Rural em Valparaíso de Goiás, que vai reforçar a segurança em 11 municípios do Entorno do Distrito Federal Daniel ressaltou a importância da obra para a região do Entorno do Distrito Federal, enfatizando a demanda da população por investimentos na área de segurança pública. “Nós estamos aqui para, em parceria com o município, trazer mais um investimento na área que talvez fosse a que a população mais desejasse, que era a segurança pública aqui na região do Entorno. Hoje, nós garantimos segurança plena a essa população trabalhadora”, destacou. Fotos: Júnior Guimarães A importância da obra também foi ressaltada pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Granja. Ele salientou que a criação de batalhões e companhias representa uma descentralização do serviço e aumenta a proximidade da população com as forças de segurança. “Quando criamos companhias, criamos batalhões, nós podemos nos aproximar ainda mais da sociedade, estar mais próximos dela”, afirmou. Fotos: Júnior Guimarães O prefeito de Valparaíso, Marcus Vinícius, reforçou a importância logística do Batalhão Rural no município, que atenderá mais de uma dezena de municípios de toda a região. “Essa sede vai ajudar 11 municípios aqui do Entorno. É muito importante essa sede estar em Valparaíso, porque atende principalmente os municípios de Cristalina, Luziânia, Novo Gama, Cidade Ocidental e uma parte do Entorno Norte, fazendo com que as viaturas saiam de Valparaíso para poder atender à área rural desses municípios”, frisou. Novas Câmeras Ainda na cerimônia de inauguração do Batalhão Rural, o vice-governador anunciou que, em breve, serão instaladas novas câmeras de segurança integradas com inteligência artificial nas regiões do Entorno, Metropolitana de Goiânia e em cidades turísticas do estado. “Nós estaremos lançando esse programa em Goiânia nos próximos dias. Logo em seguida, após a instalação aqui no Entorno Sul, também vamos iniciar na Região Metropolitana de Goiânia. Posteriormente, vamos avançar para todo o estado, para as regiões de divisa, cidades turísticas e regiões do agronegócio com atividades econômicas mais pujantes”, informou.
PSDB aposta em Ciro, Richa, Perillo e Aécio para tentar ressuscitar
Ciro Gomes e Aécio Neves – Foto: Agência Brasil Tucanos apostam em seus antigos caciques para recuperar relevância nacional após perder todos os governadores eleitos em 2022 Depois de perder os três governadores que havia conquistado em 2022, o PSDB tenta se reerguer resgatando nomes históricos que marcaram sua trajetória. A informação é do jornal O Globo. A legenda oficializa nesta quarta-feira (22/10) a filiação do ex-ministro Ciro Gomes, em evento em Fortaleza, e aposta também nas candidaturas de velhos caciques como Marconi Perillo (GO), Beto Richa (PR) e Aécio Neves (MG) para as eleições de 2026. Ciro Gomes volta ao PSDB 35 anos após sua primeira eleição como governador do Ceará, em 1990. Em declarações recentes, deixou em aberto a possibilidade de concorrer à Presidência da República, mas a direção tucana quer convencê-lo a disputar o governo estadual. A intenção é lançá-lo como principal nome da oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), cuja gestão Ciro critica em temas como segurança pública e educação. PSDB revive seus antigos caciques O atual presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, confirmou que será candidato ao governo de Goiás no próximo ano. Ele governou o estado por quatro mandatos e foi um dos líderes mais influentes do partido até se tornar alvo da Operação Lava Jato — investigação arquivada pela Justiça Eleitoral em 2024. Outro ex-governador que tenta retomar protagonismo é Beto Richa, hoje deputado federal. Ele também foi atingido pela Lava Jato e chegou a ser preso, mas os casos foram anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Richa admite o desejo de concorrer novamente ao governo do Paraná. “Vontade eu tenho, mas eleição para governador depende de um leque de alianças político-partidárias que viabilizem uma candidatura”, declarou. Aécio reassume o comando e busca espaço em Minas Em Minas Gerais, o deputado Aécio Neves é cotado para disputar o governo, mas deve assumir antes a presidência nacional do PSDB em dezembro, substituindo Marconi Perillo. Ex-governador entre 2003 e 2010, Aécio recuperou influência dentro do partido após o arquivamento de investigações que o atingiam na Lava Jato. Dirigentes tucanos avaliam que a sobrevivência política da legenda depende de candidaturas competitivas aos governos e ao Senado. O objetivo é fortalecer a bancada na Câmara e atingir a cláusula de barreira, que garante acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV. Em 2026, o partido precisará eleger pelo menos 13 deputados federais em nove estados — meta que iguala o desempenho de 2022, quando obteve 13 cadeiras em sete estados. O ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, cotado para o governo de São Paulo, reforça essa visão: “O PSDB nasceu com o DNA de eleger nomes ao Executivo, mas a sobrevivência do partido está ligada a eleger nomes ao Legislativo”. Articulações no Rio de Janeiro No Rio, o deputado Luciano Vieira (Republicanos-RJ), que se filiará ao PSDB nesta sexta-feira (24/10) sugeriu trazer de volta o ex-prefeito e vereador Cesar Maia, com o objetivo de lançá-lo ao Senado. A ideia foi revelada pelo portal Agenda do Poder e confirmada por O Globo com aliados da família Maia. Cesar, que foi vice na chapa de Marcelo Freixo (PSB) em 2022, está atualmente no PSD do prefeito Eduardo Paes — com quem o PSDB tenta se aproximar para formar alianças em 2026. Já Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, afastou-se da política após comandar a Confederação Nacional das Instituições Financeiras, cargo que deixou na semana passada. O movimento de retomada das velhas lideranças mostra que o PSDB, outrora protagonista da política brasileira, aposta na experiência de seus nomes mais tradicionais para tentar ressuscitar após um dos períodos mais críticos de sua história.
Presidente da CCJ indica relator do PCCR da Educação e convoca reunião extraordinária
foto Aline Batista “Nós temos emendas ainda a serem apresentadas. Eu entendo a necessidade [da agilidade], eu entendo a busca de alguns por extrema celeridade, mas talvez a pressa seja inimiga da perfeição”, ponderouo Parlamentar O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Valdemar Júnior (Republicanos), indicou o deputado Marcus Marcelo (PL) como relator do projeto de lei que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Educação Básica Pública do Tocantins (PCCR). A reunião da comissão em que o relator foi indicado aconteceu terça-feira (21/10) no plenarinho da Casa. Com o intuito de garantir celeridade na análise das emendas que serão apresentadas ao texto do PCCR, Valdemar Júnior convocou para esta quarta-feira, 22, às 12 horas, reunião extraordinária da CCJ. “Temos algumas questões para serem corrigidas nesse PPCR e vamos estudar, de hoje para amanhã, essa situação, até porque eu já recebi, inclusive, servidores da Educação para fazermos apontamentos específicos sobre situações que não estão sendo contempladas para alguns dos profissionais de carreira da categoria”, justificou. Embora tenha votado favoravelmente à convocação de reunião extraordinária da CCJ, o deputado Professor Júnior Geo (PSDB) apresentou o posicionamento de que as discussões sobre o PL na Assembleia sejam feitas de forma mais compassada, já que o Governo do Estado sinalizou que o pagamento das remunerações estabelecidas pelo PCCR só será feito a partir de dezembro. “Nós temos emendas ainda a serem apresentadas. Eu entendo a necessidade [da agilidade], eu entendo a busca de alguns por extrema celeridade, mas talvez a pressa seja inimiga da perfeição”, ponderou. O deputado Gutierres Torquato (PDT) também demonstrou ser favorável às discussões sobre emendas ao novo plano de carreira, mas demonstrou preocupação com a possibilidade de desconfiguração do texto apresentado pelo Executivo. “É só para tomarmos cuidado na questão das emendas apresentadas aqui nesta Casa, para que não tenhamos depois, junto ao Poder Executivo, qualquer transtorno sobre vetos, para a matéria não voltar para cá e nós nos colocarmos numa situação de completa complicação junto ao segmento organizado da Educação”, alertou. O presidente da CCJ fez uma defesa enfática da prerrogativa dos parlamentares de apresentar emendas, promover discussões e fazer adequações ao PL do PCCR da Educação, conciliando os interesses doExecutivo, do Legislativo e da categoria. Além da CCJ, o projeto de lei também será analisado por mais três comissões: Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle; Educação, Cultura e Desporto; e Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Serviço Público.
Daniel Vilela inaugura nova escola em Aparecida de Goiânia
Vice-governador destacou que o Governo de Goiás investe R$ 1,7 bilhão para modernizar a rede estadual de ensino e garantir melhores condições de ensino e trabalho nas escolas O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta terça-feira (21/10), a nova sede do Colégio Estadual Itagiba Laureano Dorneles, no setor Vila São Pedro, em Aparecida de Goiânia, que substitui sua antiga estrutura de placa. Durante a solenidade, ele reafirmou que o Estado trabalha para substituir todas as unidades desse tipo por edificações no modelo de alvenaria. Fotos: Jota Eurípedes Daniel Vilela destaca transformação na rede estadual de ensino: investimentos do Governo de Goiás ultrapassam R$ 1,7 bilhão na reconstrução e modernização de escolas “Hoje, ao ver essa escola completamente reconstruída, com alvenaria, climatização e equipamentos tecnológicos, tenho certeza de que estamos cumprindo nossa missão de oferecer o melhor para nossos alunos e profissionais”, afirmou. Com investimento de R$ 2,2 milhões, a unidade conta com bloco administrativo, seis salas de aula, refeitório, passarelas e itens de acessibilidade. Segundo Daniel Vilela, a substituição das antigas estruturas de placas de cimento por alvenaria representa uma mudança estrutural e simbólica na rede pública estadual. “Antes, as escolas estavam caindo aos pedaços. Agora, chegaremos até o ano que vem com obras concluídas, novas escolas construídas e condições adequadas de estudo e trabalho para professores e estudantes”, ponderou. O vice-governador acrescentou ainda que oferecer uma melhor estrutura vai muito além de paredes e o reflexo é, principalmente, na melhoria do aprendizado. “Tudo isso é um fator importante para o desempenho escolar e, naturalmente, para o avanço da qualidade do ensino na rede estadual”, sublinhou Daniel Vilela, ao lembrar que as escolas de placas foram construídas na década de 1980 em busca de uma solução provisória para a falta de vagas, além de poder causar sensação térmica de até 50 °C em dias mais quentes. A secretária de Estado de Educação, Fátima Gavioli, revelou que o governador Ronaldo Caiado sempre foi enfático ao tratar do assunto. “Desde que assumiu, ele sempre disse que em Goiás não queria mais nenhuma escola de placa. Então, essa política pública foi implantada”, lembrou ao comemorar mais uma estrutura entregue à população. Infraestrutura Fotos: Jota Eurípedes Somente em infraestrutura escolar, o Governo de Goiás aplicou R$ 1,7 bilhão desde 2019. Também destinou R$ 44,6 milhões para utensílios de aço inox usados na merenda escolar e consolidou programas como a distribuição de uniformes completos, tênis e chromebooks, além do Bolsa Estudo, que repassa R$ 111,92 por mês a estudantes do 9º ano e do ensino médio. Em Aparecida de Goiânia, 19 escolas de placas estão sendo substituídas por alvenaria. O prefeito Leandro Vilela ressaltou o impacto dos investimentos estaduais. “Essa entrega é mais um exemplo do olhar diferenciado do Governo de Goiás, que transformou a educação e garantiu respeito e dignidade aos nossos alunos”, citou. Estudantes do último ano do ensino médio, Amorayá Bastos, de 18 anos, e Gabriel Magalhães, de 17 anos, são amigos desde a 8ª série e comemoram as mudanças na escola. “A sala de aula era muito quente antes e isso atrapalhava nosso rendimento. A pessoa precisa se concentrar direitinho e ter um ambiente agradável para estudar e aprender a matéria”, resumiu a aluna. “Quando era de placa, o clima não era nada agradável, a sala ficava muito abafada e não era climatizada”, completou o jovem colega. Para o gestor da unidade, Wender de Magalhães, a nova sede representa um marco. “A história das antigas salas de placas fica no passado. Hoje temos uma escola de qualidade, que dá orgulho à comunidade e garante dignidade a quem estuda e ensina”.
Gilmar Mendes ataca Luiz Fux
Foto: André Dusek/Estadão ‘Psicopatia’, ‘capangas’ e ‘figura lamentável’: em nova briga, Gilmar Mendes ataca Luiz Fux Os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux protagonizaram um bate-boca quinta-feira (15/10) em uma sala do Supremo Tribunal Federal (STF) próxima do plenário. A informação foi veiculada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão. Na discussão, Mendes teria chamado Fux de “figura lamentável”. No intervalo de uma sessão, Mendes perguntou ironicamente a Fux por que ele tinha interrompido o julgamento de um recurso à decisão que transformou o ex-juiz Sergio Moro em réu por calúnia contra Mendes. Mendes recomendou a Fux que fizesse terapia para se livrar da Lava-Jato, segundo uma versão da história contada por pessoas que presenciaram a discussão. Uma testemunha envolvida na briga, no entanto, nega essa parte. Ainda na discussão, Mendes lembrou que um ex-funcionário do gabinete do colega foi citado em uma proposta de delação premiada. José Nicolao Salvador foi demitido em 2016. Mendes acrescentou que chamava Fux publicamente de “figura lamentável” pelo voto de 12 horas apresentado no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mendes, o voto não fazia sentido por ter absolvido o ex-presidente e condenado “o mordomo” — no caso, o tenente-coronel Mauro Cid. Em resposta, Fux teria defendido os votos que proferiu, acrescentando que tinha o direito de votar de acordo com suas próprias convicções. Teria acrescentado que Mendes não deveria sequer comentar o julgamento, porque não integra a Primeira Turma. Segundo Fux teria dito, a observação de Mendes era uma ofensa à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Procurados pelo Estadão, os dois ministros preferiram não comentar o episódio, mas não negaram que ele ocorreu. Outra brigas Não é a primeira vez que Mendes participa de discussões ásperas com ministros do tribunal. Em 2016, Mendes começou a votar quando ouviu do hoje ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, uma pergunta irônica sobre se o colega já não havia votado em determinado processo. “Vossa excelência já fez coisa mais heterodoxa aqui”, rebateu Mendes. Lewandowski respondeu: “Vossa excelência, por favor, me esqueça!” Em 2018, também no plenário do STF, Luís Roberto Barroso disse que Mendes era “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”. Na mesma sessão, Barroso ouviu do colega que ele deveria “fechar seu escritório de advocacia”, em uma insinuação de que o ministro não era um magistrado isento. “Vossa Excelência, sozinho, envergonha o tribunal. É muito ruim. É muito penoso para todos nós ter que conviver com Vossa Excelência aqui. Não tem ideia, não tem patriotismo, está sempre atrás de algum interesse que não é o da Justiça. É uma coisa horrorosa, uma vergonha, um constrangimento. É muito feio isso”, disse Barroso. Em 2009, Joaquim Barbosa, também aposentado, acusou o colega, que presidia o tribunal, de estar “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira”. E recomendou que o colega saísse às ruas. “Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso”, emendou Barbosa. Em um livro publicado em 2019, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contou que ficou a menos de 200 metros de Mendes com uma arma em punho na sala de lanches do STF, mas desistiu de atirar. Mendes costumava atacar a atuação de Janot em processos da Lava Jato. Em 2017, disse em plenário que o procurador “vilipendiou” o STF e usou o cargo para “propósitos espúrios”.
Ministros do STF preveem voto de Fux por absolvição de todos os réus do núcleo da trama golpista
Foto: Rosinei Coutinho/STF Fux deve repetir entendimento adotado ao absolver aliados de Bolsonaro e questionar uso de mensagens privadas como prova O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para o voto do ministro Luiz Fux, que deve ser apresentado nesta terça-feira, 21, no julgamento do chamado núcleo da desinformação da tentativa de golpe de Estado. A informação foi divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo. A expectativa entre ministros é de que Fux vote pela absolvição dos sete réus, adotando a mesma linha utilizada ao absolver seis dos oito acusados do núcleo principal, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Diferentemente do voto de setembro, que durou cerca de 12 horas, Fux deve fazer uma exposição mais curta, em torno de duas horas, já que as premissas jurídicas já foram compartilhadas com os colegas da Primeira Turma do STF. O ministro tem adotado posição divergente em parte dos julgamentos sobre a trama golpista. Argumentos de Fux e debate sobre provas O voto de Fux deve retomar a tese de que não se pode condenar alguém apenas por planejar um crime, sem comprovação de atos concretos para sua execução. Outro ponto sensível que deve voltar à discussão é a validade jurídica de mensagens trocadas por aplicativos como WhatsApp — que, por serem de natureza privada, podem não servir como prova suficiente para condenações penais. Enquanto no julgamento do primeiro núcleo Fux condenou apenas dois dos oito réus, nesta nova etapa a tendência é que ele absolva todo o grupo, por considerar que não há provas de participação consciente no planejamento de um golpe de Estado. Quem são os réus do núcleo da desinformação O núcleo é formado por sete acusados: Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército Carlos César Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal e ex-integrante da Abin Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defende a condenação dos réus. Para ele, o grupo operou uma estratégia de disseminação de fake news que incentivou os atos violentos em Brasília. Segundo Gonet, houve “manejo estratégico de informações sabidamente falsas como instrumento de desestabilização social” e “relação causal com a trama gerada e insuflada pela ação deste núcleo”. Revisão do voto e próximos passos Na semana passada, Fux solicitou revisão gramatical de seu voto no julgamento do núcleo principal. De acordo com assessores, não há alteração no conteúdo, apenas ajustes de redação. O ministro deve encaminhar o texto final para publicação do acórdão até a próxima semana. A publicação do acórdão — documento que reúne todos os votos e decisões do julgamento — inicia o prazo de cinco dias para que as defesas apresentem recursos. Os réus poderão recorrer por meio de embargos de declaração, que não têm potencial para reverter condenações, mas podem alterar pontos específicos, como o tamanho das penas.














