Divulgação A Coreia do Norte aliada da Rússia está tão espantada quanto os demais países do mundo diante da “postura decisiva” do governo Trump e que também poderia ser pega de surpresa com um ataque americano A Coreia do Norte foi um dos países que condenou os ataques dos Estados Unidos da América (EUA) três instalações nucleares do Irã, no último fim de semana, acusando o governo do presidente Donald Trump de violar a integridade territorial do Irã e a Carta das Nações Unidas. O regime em Pyongyang, que já havia descrito os ataques com mísseis israelenses contra o Irã como um “ato hediondo”, pediu à comunidade internacional que “levante a voz de censura e rejeição unânimes contra os atos de confrontação dos EUA e de Israel”. A Coreia do Norte, que tem armas nucleares, mantém boas relações com o Irã. Por décadas suspeitou-se que tenha havido cooperação militar entre os regimes em Teerã e em Pyongyang, inclusive no desenvolvimento de mísseis balísticos, que cientistas iranianos teriam aprimorado desde então. Há cerca de 20 anos, a Coreia do Norte começou a enviar ao Irã engenheiros com experiência na perfuração de túneis profundos. Especialistas norte-coreanos supostamente projetaram e ajudaram a construir os túneis subterrâneos profundos e reforçados nas instalações nucleares iranianas de Natanz e Isfahan. Desde o início da Guerra da Coreia, em 1950, a Coreia do Norte passou a esconder grande parte de seus principais recursos militares em bases subterrâneas. O regime deve agora estar empenhado em determinar a eficácia de seus bunkers subterrâneos, analisando o impacto das bombas GBU-57 lançadas pelos EUA contra alvos iranianos na Operação Martelo da Meia-Noite. “Eles certamente observaram de perto o que aconteceu no Irã”, diz o analista Chun In-bum, um tenente-general aposentado da Coreia do Sul e membro sênior do think-tank americano National Institute for Deterrence Studies. “A prioridade agora será garantir que a mesma coisa não aconteça com eles.” “Creio que as conclusões a que a Coreia do Norte chegará serão que eles precisam elevar seus recursos de armas nucleares e fortalecer ainda mais suas áreas de armazenamento”, afirma. Ele avalia que os norte-coreanos deverão adotar medidas de proteção adicionais, como uma melhor defesa aérea e opções de retaliação. Aprender com os erros do IrãO que o especialista descarta é que o ataque ao Irã faça a Coreia do Norte querer dialogar. “De jeito nenhum. Isso simplesmente não é da natureza deles.” Mas ele avalia que a Coreia do Norte esteja tão espantada quanto os demais países do mundo com a “postura decisiva” do governo Trump e que também teria sido pega de surpresa com um ataque americano. Tudo indica que o regime da Coreia do Norte esteja se movendo para garantir que o mesmo não aconteça com ele. “A Coreia do Norte aprenderá com os erros do Irã”, diz o professor de estudos internacionais Leif-Eric Easley, da Universidade de Mulheres Ewha, em Seul. “No caso do Irã, Israel explorou os erros estratégicos e táticos de Teerã, usando inteligência, tecnologia e treinamento superiores para enfraquecer as defesas aéreas, o pessoal capacitado e as opções de retaliação do Irã”, destaca. Pyongyang sabe que sua situação é completamente diferente da de Teerã, tanto em termos da geografia do país quanto de seus aliados: China e Rússia estão melhor posicionadas para ajudar Pyongyang do que Teerã. E há ainda o status do próprio programa nuclear. “O programa nuclear de Pyongyang é muito mais avançado, com armas possivelmente prontas para serem lançadas em múltiplos sistemas de lançamento, incluindo ICBMs”, diz Easley. A Coreia do Norte tem condições de atingir o território americano, e Seul também está ao alcance de suas armas. Kim e a ameaça de troca de regimeO líder norte-coreano, Kim Jong-un, também deverá se apoiar em sua aliança com o presidente russo, Vladimir Putin, para obter as armas e tecnologias mais recentes e em quantidades suficientes para preservar seu regime. “Não é coincidência que Moscou tenha se apressado em receber o ministro do Exterior do Irã após os ataques dos EUA, e que Putin tenha enviado Serguei Shoigu para se encontrar com Kim Jong-un enquanto o G7 se reunia no Canadá”, diz Easley. “A coordenação da Rússia com o Irã e a Coreia do Norte mostra como a segurança em múltiplas regiões está cada vez mais interligada”, observa. Chun, porém, diz que a prioridade de Kim agora é garantir sua própria segurança pessoal e o futuro da única ditadura comunista hereditária. Ele deve ter ficado profundamente alarmado com as insinuações de Trump de que os militares americanos sabiam onde o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, estava escondido e sobre uma mudança de regime em Teerã. “Kim está muito bem protegido da ameaça de uma estratégia militar de decapitação, com véus de sigilo sobre sua localização e movimentos. Tenho certeza de que ele manterá esse sigilo e garantirá que as informações sobre seu paradeiro sejam as mais limitadas possíveis”, afirma.
Depois do Irã, Coreia do Norte pode ser a próxima?
Com a participação de Caiado, indústrias investem R$ 330 milhões em Anápolis
Fotos: André Saddi Governador prestigiou lançamento de novos produtos da Ambev, que conta com estímulo do Governo de Goiás, e entregou escrituras para as empresas Brejeiro e Araguaia S.A., que expandirão suas operações no Daia O governador Ronaldo Caiado participou, nesta quarta-feira (25/6), em Anápolis, de ações representativas do apoio do Governo de Goiás ao desenvolvimento econômico do estado. O chefe do Executivo prestigiou o lançamento de uma nova linha de produtos e assinou convênios com a Ambev, e ainda entregou escrituras de terrenos no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) para as empresas Brejeiro e Araguaia S.A. “Quando se trabalha com responsabilidade, os resultados aparecem na vida das pessoas e na confiança dos empresários. Goiás se tornou um estado que dá certo”, disse ele. Também presente à cerimônia, o vice-governador Daniel Vilela reforçou que esse conjunto de investimentos mostra a confiança dos empresários na estabilidade e na seriedade da gestão estadual. “Goiás voltou a ser respeitado e, com isso, atrai quem quer produzir e gerar oportunidades”, afirmou. O evento na Ambev marcou o lançamento de uma nova linha de cervejas premium. A iniciativa, que demandou investimento de R$ 180 milhões, foi impulsionada pela migração da empresa para o programa ProGoiás, com sistemática fiscal mais moderna e simplificada. Durante a cerimônia também foram firmados convênios para benefícios fiscais e tributários para a empresa, que gera cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos em Goiás. “Ano passado, arrecadamos R$ 800 milhões em tributos no estado. Nosso sonho é alcançar R$ 1 bilhão”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia. Escrituras No Daia, Caiado entregou as escrituras dos terrenos adquiridos pelas empresas Brejeiro e Araguaia S.A. Ele destacou que esse era um problema que já durava mais de 15 anos. “Estamos garantindo segurança jurídica para que essas empresas possam investir e crescer. Esse é o nosso compromisso com quem gera emprego e faz Goiás avançar”, declarou o governador. Os dois lotes – que somam 163 mil metros quadrados – estavam judicializados e foram retomados pelo Governo de Goiás, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Presidente da empresa, Francisco Júnior, ressaltou que a iniciativa é parte dos esforços para reestruturar o Daia e atrair novos investimentos. “O governador determinou um olhar especial para o Daia. Fizemos uma reestruturação completa em gestão, infraestrutura e segurança. Os frutos estão aparecendo: novas empresas chegando e as que já estão aqui, ampliando suas operações”, ressaltou. Expansão Fotos: André Saddi Caiado prestigiou o lançamento de produtos da Ambev e entregou escrituras para as empresas Brejeiro e Araguaia S.A., nesta quarta-feira (25/6), em Anápolis: “Goiás se tornou um estado que dá certo” Fundada em 1944, a Brejeiro adquiriu um terreno de 112 mil metros quadrados no Daia, onde já aluga um galpão. A companhia projeta investir R$ 70 milhões no local. “Esse investimento vai ampliar nossa capacidade de armazenagem, processamento e refino, beneficiando toda a cadeia produtiva da região. É um passo estratégico para o futuro do agro em Goiás”, destacou o presidente da empresa, Eduardo Define. Já a Araguaia S.A., de 1978, adquiriu um terreno de 51 mil metros quadrados próximo à sede atual, também no Daia, para ampliar suas operações. “São 47 anos de história em Anápolis, sempre acreditando nessa cidade. Agora, com essa nova área, vamos instalar uma unidade de produção de sal mineral e ração. Serão cerca de R$ 80 milhões em investimentos e mais empregos para nossa gente”, detalhou o presidente do conselho da empresa, Emival Machado da Silveira. Avanço O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, destacou os avanços e a parceria com o Governo de Goiás. “Recebemos só neste mês R$ 100 milhões em investimentos estaduais. O Daia está destravado, o Anel Viário vai sair, o Aeroporto de Cargas está sendo preparado, e a cidade vive um novo momento. Essa entrega das escrituras é mais um capítulo dessa transformação”, declarou.
Bolsonaro admite que facada de Adélio ajudou sua eleição
. Foto: Wilton Junior/Estadão Ex-presidente Jair Bolsonaro após deixar hospital em Brasília sábado (21/6) onde realizou exames de rotina O Supremo retomou nesta quarta-feira (25/6) às 14 horas, o julgamento sobre a responsabilização de provedores e redes sociais por publicações de usuários. Bolsonaro relembrou a campanha eleitoral de 2018, em que contou com o apoio de seu filho 02, Carlos Bolsonaro (PL), que atuou como marqueteiro. “Ele trabalhou bastante do meu lado, a gente fazia live lá de casa, que naquele tempo era Facebook, e na reta final eu tinha em média 400 mil pessoas me assistindo, e foi um diferencial”, afirmou. Segundo ele, a facada sofrida por ele em Juiz de Fora (MG), durante a campanha presidencial, também contribuiu para a sua eleição. “Aquela facada que não foi perfeita […] acabou colaborando para a eleição nossa”, afirmou. Ele voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de não ter “tomado providências” sobre os acampamentos golpistas que culminaram nos ataques de 8 de janeiro. “Enquanto eu estava na frente dos quartéis, eu como presidente, não tivemos problema nenhum. Zero problema. Agora, quando eu deixei a presidência, o Lula poderia, né, ter tomado providência para os pequenos acampamentos deixarem de existir, não fez? Porque no meu entender, ele tinha um propósito, e esse propósito se concretizou no domingo, dia 8 de janeiro. Ou seja, ninguém dá golpe no domingo”, disse. Segundo o ex-presidente, se ele tivesse interesse de dar um golpe “teria dado em 2022, e não depois de entregar o governo”. Bolsonaro aproveitou também para convocar seus apoiadores a participarem da manifestação que será realizada no próximo domingo, 29, na Avenida Paulista, cujo mote será “justiça, liberdade e anistia”. Para ele, uma “solução de imediato não vai acontecer”, já que a anistia é “um ato político e privativo do Congresso Nacional”. Ele também voltou a defender a narrativa de que os processos que envolvem ele e seus filhos Eduardo Bolsonaro (PL) e Carlos Bolsonaro são uma tentativa de retirá-los da disputa eleitoral do próximo ano. “Estão demonstrando que essas pessoas com potencial para o Senado vão ter problemas com a Justiça. Isso também é negação à democracia. Eu nunca falei que queremos um Senado forte para qualquer outra medida de força. Eu quero um Senado forte para reequilibrar os poderes”, afirmou. “Você pode ver as pesquisas. Eu sempre boto um pé atrás e estou fazendo a pesquisa. Mas aí tem as pesquisas. Eu sou o mais competitivo e derroto o Lula. Depois vêm os outros nomes ali para baixo. Então, tirar gente do páreo por intermédio de inelegibilidades ou condenações absurdas é ser conhecido como lawfare”, disse. A principal estratégia do ex–presidente é eleger um número relevante de senadores para pleitear o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Para ele, ter maioria na Câmara e no Senado pode oferecer “poderes absolutos”. Segundo ele, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o incumbiu de decidir quais seriam os candidatos ao Senado Federal, enquanto os cargos de deputado federal, estadual e governadores ficarão sob responsabilidade dos presidentes dos diretórios estaduais e do próximo Valdemar. “Das 54 vagas [do Senado] nós vamos fazer juntamente com outros partidos de centro e centro-direita, pelo menos 40 vagas. Somando o pessoal da legislatura anterior, a gente vai ter uns 55, 56 senadores que realmente estejam comprometidos com o futuro do Brasil no lado do Senado Federal, isso é uma grande jogada”, afirmou. Um levantamento do Estadão/Broadcast mostrou que o presidente Lula terá de garantir uma taxa maior de vitória caso queira sair de 2026 com maioria no Senado, em meio às estratégias da direita para ampliar espaço. Segundo a contagem, 52% das vagas em disputa pertencem a senadores considerados fiéis ao governo, contra 28% da oposição.
Governo de Goiás lidera tratativas para viabilizar Anel Viário de Goiânia
Fotos: André Costa Vice-governador Daniel Vilela se reuniu com deputados e prefeitos da Região Metropolitana para discutir a obra, orçada em R$ 948 milhões Uma das obras de infraestrutura mais aguardadas da Região Metropolitana de Goiânia, o novo Anel Viário foi apresentado a gestores e lideranças políticas terça-feira (24/6), durante reunião no Paço Municipal. A articulação, liderada pelo vice-governador Daniel Vilela junto ao Ministério dos Transportes e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pretende viabilizar a obra orçada em R$ 948 milhões, aliviando o tráfego intenso da BR-153 e impulsionando o desenvolvimento de cinco municípios goianos. Segundo Daniel, a construção do Anel Viário é uma prioridade para o Estado e para toda a Região Metropolitana. “Mesmo sendo uma obra federal, o Governo de Goiás tem participação ativa nas etapas de licenciamento ambiental e aprovação de projetos, porque sabemos da urgência dessa solução para a mobilidade e o desenvolvimento de Goiás”, afirmou. O traçado vai interligar os municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Senador Canedo e Goianápolis, com previsão de construção de 10 pontes e 35 viadutos, além de 26 quilômetros de interligações com outras rodovias. Estimativas indicam que o fluxo de trânsito diário no local deve ultrapassar 21 mil veículos por dia, em até dez anos. Oportunidade O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, reforçou a importância da obra devido à situação atual do tráfego na região, com congestionamentos diários e riscos para a segurança viária. “Essa rodovia (BR-153) já virou uma avenida dentro da cidade, com milhares de caminhões passando diariamente. Agora temos uma oportunidade real de resolver isso, com o envolvimento direto do vice-governador Daniel Vilela e da nossa bancada federal”, disse ele. Prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela destacou a disposição dos municípios em colaborar com as desapropriações e os trâmites necessários. “Essa é uma obra que vai transformar a mobilidade urbana e impulsionar o desenvolvimento econômico”, destacou. Já o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, José Délio, ressaltou que a demanda é antiga e envolve toda a região: “Depois de mais de 20 anos de espera, agora temos uma articulação forte e o apoio de todos os prefeitos e da bancada federal”, elogiou ele. Relator setorial de infraestrutura no Orçamento da União, o deputado federal José Nelto falou do empenho da bancada goiana. “Já temos uma rubrica aberta no orçamento e estamos trabalhando para garantir os recursos necessários. Esse Anel Viário é fundamental para a logística, a segurança e o desenvolvimento da nossa Região Metropolitana de Goiânia”, disse. A expectativa é que a licitação aberta ainda este ano.
Governo de Goiás realiza pesquisa para mapear a agricultura familiar no estado
Foto: Emater Formulário on-line pode ser respondido até o dia 11 de julho. Informações serão utilizadas para a criação de programas e ações em benefício do setor O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), inicia, nesta quarta-feira (25/6), uma pesquisa com o objetivo de mapear as principais atividades agropecuárias desenvolvidas pela agricultura familiar no estado. A iniciativa busca identificar desafios, oportunidades e potencialidades do setor, com base na escuta ativa de quem vive a realidade do campo. O formulário on-line já está disponível e pode ser respondido até o dia 11 de julho por produtores rurais, cooperados, consultores, representantes de associações, sindicatos, cooperativas, instituições públicas e demais agentes que atuam no setor. Acesse aqui: https://docs.google.com/forms/d/1hhvGTgTqA994Ag_XSUAFi8QTaYknHFbSXX6GJeeyJvs/viewform?edit_requested=true De acordo com o presidente da Emater, Rafael Gouveia, a pesquisa gerará informações estratégicas para a formulação de políticas públicas e ações voltadas ao fortalecimento da produção rural. “Os dados vão nos ajudar na criação de ações, pesquisas, programas e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção animal, vegetal e agroindustrial”, afirma. O gerente de Pesquisa Agropecuária da Emater, Cleiton Mateus, explica que o objetivo é construir um panorama atualizado da agricultura familiar no estado, com base na contribuição direta de agricultores e demais profissionais do setor. “Queremos levantar informações que nos permitam fortalecer a competitividade da agricultura familiar, promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a renda das famílias no campo”, destaca. Mapeamento estratégico e colaborativo O levantamento contempla as principais cadeias produtivas da agricultura, pecuária e agroindústria, mas também abre espaço para identificar novas atividades e oportunidades promissoras, incentivando a diversificação e a sustentabilidade das unidades produtivas. Além disso, os resultados orientarão o foco da Emater em pesquisa, inovação e desenvolvimento rural, possibilitando parcerias com instituições de ensino, pesquisa, extensão rural e agências de fomento. “Com isso, garantimos que os investimentos estejam alinhados às demandas concretas e concentramos esforços nas cadeias que mais precisam de apoio”, conclui Cleiton.
Wanderlei, Gomes e Cayres destacam papel do vereador durante Caravana do Legislativo em Dianópolis
Foto: Isis Oliveira “Estamos felizes em atender a essa demanda dos vereadores e levar a Caravana do Legislativo, com cursos e capacitações em educação legislativa, para todo o Tocantins”, disse Cayres O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), afirmou terça-feir (24/6), que a programação da Caravana do Legislativo 2025 foi formulada para atender a uma solicitação por capacitação, apresentada por vereadores de diversas regiões do Estado. “Estamos felizes em atender a essa demanda dos vereadores e levar a Caravana do Legislativo, com cursos e capacitações em educação legislativa, para todo o Tocantins”, disse. Coordenado pela Escola Legislativa, o projeto conta com parceria da Associação das Câmaras Municipais do Tocantins (Asscam), que aproveitouo evento em Dianópolis para promover o 4º Encontro de Vereadores e Servidores do Legislativo Municipal. O evento foi prestigiado por diversas autoridades políticas, entre elas, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos); o senador Eduardo Gomes (PL); o prefeito de Dianópolis, José Salomão (PT); e o deputado estadual Luciano Oliveira (PSD). Em seu pronunciamento, o governador Wanderlei Barbosa relembrou seus seis mandatos de vereador em Porto Nacional e Palmas, e defendeu o papel da vereança pela proximidade com as necessidades da população. “Às vezes você tem menos recursos, você tem menos estrutura, mas você tem muito mais proximidade e disposição para fazer”, disse, referindo-se à função de vereador. O senador Eduardo Gomes também fez referência aos mandatos que exerceu como vereador e presidente da Câmara Municipal de Palmas. Tambémvalorizou a função ao dizer que muitos políticos que chegaram à cargos majoritários, como o de governador, senador e até presidente do Congresso Nacional, começaram a vida política como vereadores. “O Tocantins em alguns momentos já foi governado por vereadores. Aliás, oprimeiro governador, Siqueira Campos, foi vereador em Colinas. E o nosso atual governador Wanderlei Barbosa também já foi vereador por diversas vezes”, complementou. Caravana do LegislativoA Caravana do Legislativo 2025 tem o objetivo de capacitar vereadores, assessores parlamentares e servidores das Câmaras Municipais de Vereadores, em diversos tópicos relacionados aos atos e processoslegislativos, emendas parlamentares, orçamento público, comunicação digital e inteligência artificial.
Caiado destaca potencial econômico da mineração em Goiás
Fotos: Walter Folador Capital goiana recebe 3ª Feira da Indústria de Mineração e 9º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração. Estado é referência na produção de commodities fundamentais para indústria e transição energética O governador Ronaldo Caiado apresentou a empresários o potencial econômico do setor de mineração goiano durante a abertura da terceira edição da Feira da Indústria de Mineração (Brasmin) e do 9º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração, terça-feira (24/6). Em solenidade realizada no Centro de Convenções da PUC Goiás, em Goiânia, Caiado destacou a relevância dos minerais para o crescimento do estado. “Hoje, Goiás é um estado que cresce cada vez mais no cenário nacional com uma produção cada vez maior. Além disso, tivemos um avanço com a identificação de grandes minas de terras raras, que passa a ser o metal mais disputado mundialmente”, explicou o chefe do Executivo goiano. Para ele, é necessário avançar ainda na transformação do minério, ao invés de atuar apenas como exportador do produto bruto. “É essa tecnologia que queremos trazer para o Brasil, para que possamos gerar, junto às minas, desenvolvimento, renda per capita e qualidade de vida, aliado à responsabilidade ambiental que deve ser feita no momento da exploração mineral”, continuou Caiado, ao lembrar que Goiás já teve uma posição avançada nessa área. “A Metago, à época, fez um mapeamento e pesquisa das nossas riquezas minerais e descobrimos o quanto Goiás tem um subsolo rico. Com esse mapa geológico, foram definidas as áreas a serem exploradas”, finalizou. Segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), Goiás desponta como referência nacional no setor, com destaque para a produção de níquel, nióbio, ouro, fosfato, calcário e água mineral. O protagonismo fez com que o estado fosse escolhido como palco dos eventos, que reúnem expoentes e empresas brasileiras e internacionais especializados na área para debater o futuro da média e pequena mineração de Goiás e do Brasil. Números de 2023 mostram que o montante da Produção Mineral a Valores Nominais reunidos por Goiás ultrapassou os R$ 10,6 bilhões. Já em relação aos dados da Produção Beneficiada, o valor somou R$ 10,2 bilhões. No ranking nacional, o estado é o terceiro maior do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais e do Pará. Além disso, a mineração goiana é líder no país no comparativo entre diversas commodities essenciais para a indústria e também para a transição energética, como é o caso do níquel, do nióbio e da vermiculita. Se analisados o fosfato e o cobre, o estado aparece em segundo lugar nacional, e em terceiro quando observado o alumínio. Municípios Entre as cinco principais cidades goianas em exploração da mineração aparecem Alto Horizonte, no Norte goiano, referência na produção de cobre; Barro Alto, no Vale do São Patrício, liderança em níquel e bauxita; Catalão, no Sul do estado, expoente em nióbio, fosfato e potássio; Ouvidor, também no Sul, em vermiculita; e Crixás, no Noroeste, com potencial em extração de ouro. Prefeito de Goiânia e presidente do Conselho Temático de Mineração da Confederação Nacional da Indústria, Sandro Mabel sublinhou o crescimento do setor. “A mineração vai ser uma segunda agricultura no país. É só nos deixar trabalhar, porque potencial e investimento têm”, comparou. A feira Considerada um dos momentos mais relevantes do meio extrativista durante o ano, a Brasmin reúne mais de 200 marcas nacionais e internacionais e espera, em 2025, superar a marca do ano passado de mais de 170 expositores, seis mil visitantes qualificados e cifra milionária em negociações. O evento segue até a próxima quinta-feira (26/6), com foco na difusão de tecnologia e boas práticas em automação, segurança, logística, energias renováveis e transformação digital. Já o Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração propõe ser um espaço dedicado ao debate do papel estratégico de empresas no setor mineral. O objetivo é aumentar a visibilidade de pequenos e médios mineradores para a inclusão em políticas públicas. Os eventos são realizados conjuntamente pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), Sindicato das Indústrias de Mineração de Goiás e do Distrito Federal (Minde), Proma Feiras e Revista Brasil Mineral. O diretor-executivo da ABPM, João Luiz Nogueira, ressaltou que Goiás foi escolhido como sede dos eventos diante do crescimento econômico contínuo e do apoio dado pelo governo do Estado. “É um estado que, a cada ano, vem crescendo mais ainda no setor mineral. Goiás está hoje entre os dez maiores PIB do Brasil e para nós da mineração é uma honra estar aqui”, comentou. Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, destacou que “não poderíamos ver como mais estratégica a escolha de Goiás para sediar esse debate por ser um dos estados mais dinâmicos e inovadores do país, liderando a produção de diversos minerais”.
Bolsonarista é condenado a 12 anos de prisão por matar petista
Edmilson Ferreira da Silva foi condenado a 12 anos de prisão por assassinato de petista em bar durante eleições A Justiça do Ceará condenou o bolsonarista Edmilson Ferreira da Silva a 12 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do eleitor petista Antônio Carlos Silva de Lima, morto a facadas em um bar no município de Cascavel (CE) durante o período eleitoral de 2022. A decisão foi divulgada após o júri popular realizado na última segunda-feira (24). As informações são do portal UOL. O juiz Vinicius Rangel Gomes, da 1ª Vara da Comarca de Cascavel, determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado. Edmilson está preso preventivamente desde o crime e, embora possa recorrer da decisão, o pedido para aguardar o recurso em liberdade foi negado. Na sentença, o magistrado destacou a gravidade do caso e o impacto na convivência democrática: “O motivo que levou o réu a ceifar a vida da vítima revela-se não apenas torpe, mas profundamente inquietante: intolerância à orientação política da vítima. Não se trata aqui de mera divergência de ideias, o que é próprio da democracia; trata-se do repúdio violento e mortal à existência do outro enquanto sujeito de opinião e expressão”, escreveu. Discussão política terminou em morte O crime ocorreu no fim da tarde de 24 de setembro de 2022, por volta das 18h45, no distrito de Guanacés, zona rural de Cascavel. Segundo o Ministério Público do Ceará (MP-CE), Edmilson chegou ao bar acompanhado da esposa e de um amigo. Ele cumprimentou os presentes e, em tom provocativo, perguntou em voz alta: “Quem é Lula aqui?”De acordo com a denúncia, a vítima, Antônio Carlos, se manifestou, o que deu início a uma discussão motivada pelas preferências políticas opostas dos dois. O bate-boca rapidamente evoluiu para agressões físicas, até que Edmilson sacou uma faca e desferiu três golpes contra Antônio.Ferido gravemente, o petista foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas não resistiu. Testemunhas confirmaram a motivação política do crime. O dono do bar relatou em depoimento que “o crime teria motivação devido à escolha de candidatos para o cargo de presidente, sendo que o declarante afirma saber que a pessoa de Antônio falava ser eleitor do ex-presidente Lula”.
Líderes evangélicos convocam para ato de Bolsonaro em São Paulo
Foto: Pedro Kirilos/Estadão Figuras como o apóstolo Estevam Hernandes, organizador da Marcha Para Jesus em São Paulo, o bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, e o bispo e presidente da Assembleia de Deus em Madureira Abner Ferreira, pedem “justiça já”, e dizem que não podem aceitar “tanto inocentes condenados e com penas tão desproporcionais no Brasil” O pastor Silas Malafaia divulgou um vídeo nesta terça-feira (24/6) reunindo outros dez líderes evangélicos que convocam apoiadores para manifestação organizada por ele e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato ocorrerá no próximo domingo (29/6) na Avenida Paulista, em São Paulo. Além de Malafaia, responsável por organizar manifestações em defesa do ex-presidente e bancar o aluguel dos trios elétricos, aparecem vídeos de apóstolos, bispos e outros pastores, intercalados com fotos de condenados pelas invasões dos prédios públicos no dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília DF. Figuras como o apóstolo Estevam Hernandes, organizador da Marcha Para Jesus em São Paulo, o bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, e o bispo e presidente da Assembleia de Deus em Madureira Abner Ferreira, pedem “justiça já”, e dizem que não podem aceitar “tanto inocentes condenados e com penas tão desproporcionais no Brasil”. Também estão no vídeo os pastores Cláudio Duarte, conhecido pela forma de pregar usando humor, e Teofilo Hayashi, com forte presença jovem nas redes sociais. Juntos, os líderes religiosos reúnem em seus perfis no Instagram mais de 20,3 milhões de seguidores. A última vez que Bolsonaro reuniu apoiadores em um ato público foi no início de maio, em Brasília, com 4 mil pessoas na tarde de uma quarta-feira. No mês anterior, em 6 de abril, ele pediu perdão político aos condenados pela invasão às sedes dos Três Poderes reunindo 44,9 mil manifestantes também na Avenida Paulista, segundo contagem da Universidade de São Paulo (USP). O ato ocorreu duas semanas após Bolsonaro se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado em 2022. Em março, no Rio de Janeiro, foram 18,3 mil manifestantes, ocasião em que os organizadores aguardavam um milhão de pessoas.
Pesquisa: Bolsonaro vence Lula em 2º turno; petista supera Marinho e Caiado
Cenário 8 Lula: 41,4% Ronaldo Caiado: 33,5% Nenhum/Branco/Nulo: 18,3% Não sabe/Não opinou: 6,8% O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), com 46,5% das intenções de voto, supera o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39,7%, em um eventual segundo turno, de acordo com o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (24/6). Nesse cenário, votos em branco, nulo e nenhum somam 8%. Outros 5,8% não souberam ou não responderam. Por outro lado, o petista tem vantagem sobre o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Braisl), que somam 31,2% e 33,5%, respectivamente. Foram entrevistados 2.020 eleitores de todo o Brasil entre os dias 18 e 22 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. Veja os resultados: Cenário 1 Jair Bolsonaro: 46,5% Lula: 39,7% Nenhum/Branco/Nulo: 8% Não sabe/Não opinou: 5,8% Cenário 2 Michelle Bolsonaro: 44,4% Lula: 40,6% Nenhum/Branco/Nulo: 9,2% Não sabe/Não opinou: 5,8% Cenário 3 Tarcísio de Freitas: 43,6% Lula: 40,1% Nenhum/Branco/Nulo: 10,3% Não sabe/Não opinou: 5,9% Cenário 4 Lula: 41,6% Eduardo Bolsonaro: 39,1% Nenhum/Branco/Nulo: 12,8% Não sabe/Não opinou: 6,5% Cenário 5 Lula: 42,1% Flávio Bolsonaro: 38,4% Nenhum/Branco/Nulo: 13% Não sabe/Não opinou: 6,4% Cenário 6 Lula: 41,8% Rogério Marinho: 31,2% Nenhum/Branco/Nulo: 18,8% Não sabe/Não opinou: 8,2% Cenário 7 Lula: 41,2% Ratinho Jr: 37% Nenhum/Branco/Nulo: 15,3% Não sabe/Não opinou: 6,5% Cenário 8 Lula: 41,4% Ronaldo Caiado: 33,5% Nenhum/Branco/Nulo: 18,3% Não sabe/Não opinou: 6,8% *Sob supervisão de Mayara da Paz https://www.youtube.com/watch?v=Rj8o_LplC3Q














